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25/09/2018
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Com US$ 30 trilhões em ativos, pesos pesados do setor debatem resiliência, infraestrutura e tecnologia no Insurance Forum Argentina

Com US$ 30 trilhões em ativos, pesos pesados do setor debatem resiliência, infraestrutura e tecnologia no Insurance Forum Argentina

 

O Insurance Forum Argentina começa nesta segunda-feira e termina no dia 26, em Bariloche, Argentina. Trata-se da primeira reunião internacional do setor de seguros dos países membros do G-20, no qual os líderes do setor internacional trocarão experiências, idéias e propostas sobre os desafios do mercado global de seguros.

A ideia de criar um evento exclusivo para falar de resseguro e seguro surgiu a reboque da Argentina estar sediando as discussões do G-20 neste ano. O comitê organizador do evento de seguros está responsável por mostrar ao mundo a importância da indústria de seguros como um mecanismo de proteção social para promover a estabilidade e crescimento financeiro e econômico no contexto maior do G-20, que tem como temas a “guerra comercial”, “a regulamentação financeira” e a “redução, até 2035, do déficit global em infraestrutura”, que chega a US$ 5,5 trilhões.

 

Nos sentimos honrados em ser um dos coordenadores de um evento com tal ineditismo, diz Cardoso, do IRB

“O objetivo geral é apresentar aos líderes do G-20 o papel das seguradoras como provedores de soluções para alguns dos problemas mais urgentes que o mundo enfrenta hoje, como a falta de recursos para projetos de infraestrutura, um tema que muito significa para todos nós”, comentou José Carlos Cardoso, CEO do IRB Brasil Re, maior ressegurador do Brasil e da América Latina, e também um dos coordenadores do evento.

O convite para a participação do IRB no painel é fundamentada na expressão da fatia de mercado do grupo na America Latina, liderança e resultados obtidos pelo corpo diretivo. “Em quatro anos, tivemos a mais bem-sucedida história de turnaround do país: de R$2,7 bilhões para R$ 20,4 bilhões de valor de mercado, o que nos tornou o oitavo maior ressegurador do mundo”, cita Cardoso.

A abertura será marcada por um coquetel aos convidados, no Llau Llau Hotel, um dos mais charmosos da Patagonia Argentina.

Economias resilientes – As discussões temáticas começam na terça-feira. A primeira delas é “Construindo economias resilientes”, as 9h15.O debate tem como objetivo ressaltar o importante papel que o setor de seguros desempenha no apoio à resiliência e estabilidade da economia, fornecendo proteção financeira a indivíduos e empresas contra os riscos que enfrentam ao longo de suas vidas, seja devido a riscos naturais que afetam seus ativos e meios de subsistência, riscos relacionados a economias insuficientes para aposentadoria ou eventos que afetam a capacidade de geração de renda.

Nos casos em que o setor segurador não oferece um amplo leque de proteção contra esses riscos, eles são muitas vezes transferido para o Estado, representando um risco para as finanças públicas e para a economia em geral, além de gerar um potencial de atrasos na recuperação financeira. A disponibilidade de produtos de seguros que podem ajudar indivíduos e empresas a enfrentar esses riscos e criar melhores oportunidades para planejamento futuro é importante para que as economias cresçam e se desenvolvam de forma resiliente.

As estruturas regulatórias podem garantir que os consumidores recebam produtos adequados e acessíveis, que atendam às suas necessidades de gerenciamento de riscos, contribuindo para apoiar a estabilidade econômica. Microsseguro é um dos pontos do debate.

Nesta painel participam Toyonari Sasaki, vice-presidente da Life Insurance Association of Japan; Manuel Aguilera Verduzco, diretor geral do Servicio de Estudos da Mapfre; Shaun Tarbuck, chefe executivo do ICMIF; Rodney Lester, especialista do Center International and Strategic Studies (CSIS); Girish Kulkarni, CEO da Star Union Dai-ichi Life Insurance; e Mike McGavick, CEO da XL Group Ltd. O moderador do painel será Masamichi Kono, Deputy Secretary-General, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OECD).

Investidor Institucional – O segundo painel da terça feira tem como objetivo debater o papel de investidor institucional da indústria de seguros. As companhias de seguros detêm aproximadamente US$ 30 trilhões em ativos, muitos dos quais protegem as obrigações dos segurados. Nos últimos anos, o conjunto de fundos de longo prazo de empresas seguradoras é cada vez mais visto como uma fonte potencial de financiamento para as necessidades de investimento da economia, especialmente no contexto de padrões regulatórios mais elevados no setor bancário.

No entanto, o principal objetivo da regulamentação de seguros é garantir a proteção do segurado, inclusive por meio da solvência das seguradoras. Assim, as decisões de investimento das seguradoras devem apoiar sua capacidade de cumprir suas obrigações para com os segurados, o que pode causar tensão com o desejo de ter mais investimento em infraestrutura e outros investimentos de longo prazo.

 

Nikhil da Victoria Lobo, líder da Swiss Re Americas, participará do painel sobre infraestrutura

Para as seguradoras investirem em classes de ativos que tenham uma longa duração ou gerem riscos maiores, o gerenciamento da exigência de capital é uma consideração importante. Portanto, equilibrar a necessidade de capital adequado e, ao mesmo tempo, permitir que as seguradoras tenham maior espaço para investir nessas classes de ativos tornou-se uma questão cada vez mais importante para os reguladores de seguros e para as seguradoras.

Participam deste painel Nikhil da Victoria Lobo, líder da Swiss Re Americas; Graham Clarke, CEO da Asia Affinity; Joan Lamm-Tennant, CEO da BlueMarble Inc; Rowan Douglas, da Willis Tower Watson; Javier Gonzalez Fraga, presidente do The National Bank of Argentina.

Digitalização. Esse será o tema do painel da tarde de terça-feira. A digitalização da economia é onipresente com implicações para o setor de seguros, em termos de oportunidades para o desenvolvimento de novos produtos e coberturas, canais de distribuição e grandes fontes de dados para subscrição de produtos de seguros e riscos relacionados à digitalização.

O potencial de novas tecnologias e inovação para permitir uma cobertura de seguro maior e melhorar os processos de subscrição de seguros e gestão de sinistros exige que os reguladores de seguros garantam que as seguradoras existentes e as novas introduzam os novos modelos em seus processos de negócios de maneira apropriada.

 

Inga Beale, CEO do Lloyd’s of London, participará do debate sobre os desafios das insurtechs

Por outro lado, a implantação e a dependência de novas tecnologias podem criar riscos: para as operações das seguradoras e para a subscrição de novos riscos, como o risco cibernético, e para os consumidores, cuja segurança pode ser comprometida como resultado da análise de big data.

Isso dá origem à necessidade de que as conseqüências não intencionais de novas tecnologias e inovações sejam cuidadosamente monitoradas e incentiva a aplicação de novas tecnologias e inovações. Assegurar esse equilíbrio criaria oportunidades para o setor de seguros, bem como o potencial para melhorar a cobertura do cliente.

Para debater esse tema tão atual e sensível, o Insurance Fórum conta com Inga Beale, CEO do Lloyd’s of London; Claudia Dill, Latam CEO Zurich; Bernard Spitz, da FFA Chair; Julie McPeak, president da NAIC e comissário do departamento de comércio e seguro do Tennessee; Romain Launay, COO do grupo SCOR, Group e Jeffrey Chen, CEO da chinesa ZhongAn.

Resseguro – Na quarta-feira, último dia dos debates, o tema será o resseguro. E para isso não poderia faltar o IRB Brasil Re, maior ressegurador da América Latina. O CEO José Carlos Cardoso será um dos palestrantes no painel “Negócios globalizados – a regulamentação global do mercado de resseguro. A proposta do painel é discutir o suporte que os mercados internacionais de resseguros (tradicionais e alternativos) podem dar às seguradoras, tanto para acessar novos mercados como contribuir para a diversificação dos riscos através das fronteiras.

Para isso, garantir a disponibilidade de resseguro internacional de maneira aberta e transparente, inclusive por meio de transações internacionais, é importante para permitir que as seguradoras tenham capacidade de seguro suficiente. O tom do debate visa maior abertura, sem impedimentos indevidos sobre o acesso aos mercados internacionais. A OCDE fornece uma estrutura para os países que se comprometerem a ter mercados abertos e transparentes em uma estrutura multilateral, além de apoiar discussões sobre como isso pode ser alcançado.

Também participam Eric A. Cioppa, presidente da NAIC e Superintendente do Maine Bureau of Insurance; Alejandro Simón, CEO da Sancor Seguros; John M. Huff, presidente e CEO da Association of Bermuda Insurers & Reinsurers; Francis Bouchard, Head of Communication and Public Affairs da Zurich; e Anja Biendarra, CEO da Munich Re Bogotá.

A jornalista viajou a convite do IRB Brasil Re