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02/10/2018
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Swiss RE México nomeia brasileiro Newton Queiroz presidente

O Estadão registra que a Swiss Re Corporate Solutions México nomeará o brasileiro Newton Queiroz como presidente, a partir de segunda-feira, dia 1. O executivo atuava como o responsável para a América Latina na Swiss Re Corporate Solutions desde 2014.

 SEGUROS: Um setor alavancado pela crise

 O Estado de S. Paulo informa que, se há um setor que não tem do que reclamar dos últimos 12 meses, é o que congrega os segmentos de seguros, previdência e capitalização. Contra a maré baixa da crise, os três conseguiram se manter em 2017 e as expectativas para este ano são ainda melhores, baseadas na preocupação do consumidor brasileiro em preservar bens, renda e patrimônio em tempos bicudos. Um exemplo é o segmento de capitalização. O diretor executivo da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), Carlos Alberto Corrêa, conta que no ano passado houve distribuição de prêmios no valor de R$ 1,1 bilhão. Por outro lado, a receita global do setor ficou em mais de R$ 20 bilhões, sem elevação dos resgates. "Isso indica que o consumidor está disposto a manter seus investimentos", afirma.

 Para este ano, as expectativas são ainda melhores, com as empresas de capitalização trabalhando com um cenário de crescimento de receita, o que não ocorria havia dois anos. Com incremento na arrecadação e redução nos resgates, o resultado foi um avanço de 8,1% somente nos primeiros cinco meses de 2018, algo em torno de R$ 8,6 bilhões. "As reservas técnicas aumentaram 2,7%. Isso evidencia uma tendência: por conta do cenário de incertezas, as pessoas estão deixando de resgatar antecipadamente e estão guardando mais dinheiro", compara.

 Além da cautela, a entrada em vigor de novas regras para o setor deve dar um novo fôlego no ano que vem. Para Corrêa, as novas regulamentações hoje em discussão deverão trazer maior transparência e segurança jurídica para empresas e consumidores. "Temos trabalhado para acabar com a comparação com investimentos e loterias, dando à população mais instrumentos para adquirir produtos com maior assertividade e desenvolver o hábito de guardar dinheiro para o futuro", afirma o diretor da FenaCap.

 Por falar em cuidado com o futuro, o segmento de Previdência também vem registrando bons resultados. A arrecadação do setor vem subindo desde 2014 e fechou os primeiros cinco meses de 2018 em R$ 44 bilhões. A área de seguros gerais (exclui saúde, vida e previdência) também vem assistindo a um aumento constante de sua arrecadação.

 O presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), João Francisco Borges da Costa, lembra que mais de 50% do faturamento das empresas do setor vem da venda de seguros de automóveis. "Nosso desempenho foi ruim no ano passado, mas vem sendo positivo neste ano. De janeiro a maio, nossa carteira cresceu 8,8%", afirma.

 Nas outras áreas, como seguros patrimoniais e residenciais, os resultados também são relevantes, com incremento de 15% no período. "Os seguros de transporte vinham em uma boa evolução, mas foram afetados pela greve dos caminhoneiros. Mesmo assim, esse segmento deve se recuperar até o fim do ano", afirma, citando ainda novos produtos, como o seguro-garantia judicial, que cresceu 26% neste ano. No total, o executivo afirma que o mercado de seguros deve aumentar entre 9% e 10% em 2018, sempre puxado pelo seguro de automóveis, que hoje cobre 100% dos carros zero-quilômetro vendidos no País.

 Para Costa, além do fim da crise, a continuidade do bom desempenho do setor está diretamente ligada a dois fatores: o crescimento da economia e a redução do desemprego. "Estes são parâmetros fortes, que definem o desempenho do segmento e aumentam a penetração de seguros em todas as modalidades", diz.