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02/11/2018
Autor: Leandro Ramirez
Riscos durante toda a vida de um projeto

Como indivíduos, todos os dias estamos lidando com riscos e escolhendo intuitivamente a  melhor maneira de abordar esses riscos. O mesmo ocorre diariamente em qualquer empresa  pública ou privada, mas, diferentemente de qualquer pessoa que trabalha com esses riscos de  maneira intuitiva, as empresas que pretendem assegurar sua perpetuidade, devem abordá‐los  em um procedimento sistemático de gerenciamento de riscos.

Mudanças tecnológicas, ameaças à segurança cibernética, pressão dos acionistas para gerar  lucros a curto prazo e presença global que podem devastar imediatamente a reputação de  qualquer marca após um incidente, exigem um sistema de gerenciamento de risco que cubra  todas essas questões, mas mais do que isso, trará transparência para os negócios, efetividade  na  prestação  de  contas  dos  resultados  dos  executivos  e  não  menos  importante,  compartilhamento de conhecimento voltado a gestão de risco dentro da empresa.   

Até aí tudo bem, mas o que vimos em alguns projetos importantes são procedimentos que não  estão em harmonia com as melhores práticas. Isso acontece principalmente porque a análise de  risco é feita apenas no início de um determinado projeto ou para um investimento. Muitas  questões podem ser discutidas sobre isso, uma vez que a maioria dos riscos não identificados  nos estágios iniciais pode ser aumentada em um determinado momento, ou novos riscos podem  ser descobertos após a análise de risco inicial. Lidar com esses riscos é o principal desafio para a  maioria das organizações, que deve acompanhar todos esses riscos até o último dia de qualquer  projeto. A falta de profissionais dedicados é a desculpa mais comum para não manter o  rastreamento destes riscos, mas também o excesso de confiança dos gestores também pode ser  um problema, pois é muito comum confiar somente no material produzido na fase de licitação,  fase em que as discussões sobre riscos fazem parte das reuniões do conselho para aprovar e  entregar a oferta final.   

Outro grande problema é que os membros do conselho às vezes não têm recursos para debater  com os gerentes de projeto sobre sua análise de risco, de acordo com um estudo sobre a Fortune  500, que mostra que quase 80% desses diretores da Fortune 500 que fazem parte do conselho  não tem nenhuma habilidade em gerenciamento de risco, ou um especialista em risco dedicado  no conselho.   

Levando em conta esses dados, provavelmente é por isso que a maioria dos membros do  conselho deixam de acompanhar a análise de risco feita no início de determinado projeto, ou  até mesmo solicitar uma análise atualizada de tempos em tempos.   

É essencial que todas as organizações que buscam o crescimento e a perpetuidade cuidem de  sua abordagem de gerenciamento de riscos de forma sistemática, em todos os níveis da  empresa, disseminando a cultura de risco por toda a organização. Outro aspecto importante a  considerar  nesta  jornada  é  manter  todos  os  dados  de  projetos  anteriores  de  maneira  estruturada para que as lições aprendidas possam ser compartilhadas. Agora que o assunto de  big data está recorrente no mundo dos negócios, a qualidade e a quantidade de informações  serão o ponto chave para aquelas empresas que realmente acreditam em aprimorar suas  práticas  com  experiências  passadas  e  também  as  ajudarão  a  melhorar  seu  sistema  de  gerenciamento de risco.