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08/11/2018
Autor: O Estado de São Paulo
Seguro e resseguro de agro podem ter empurrão

O Estadão destaca que a equipe econômica do governo atual e a de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) consideram comprar resseguro para a carteira do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), uma espécie de seguro agrícola que garante o pagamento de obrigações financeiras relativas ao crédito rural de custeio. Se a ideia for levada adiante pode ser um importante impulso para o segmento, uma vez que o volume de prêmios anuais do Proagro é da ordem de R$ 5 bilhões.

O objetivo é usar a Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF) para segurar a carteira e comprar o resseguro. O entendimento da equipe econômica atual e a de transição, chefiada por Paulo Guedes, o "super ministro", é atenuar perdas em anos com resultados negativos.

Embora o prêmio pago pelo Proagro seja receita do Tesouro, os sinistros também resultam em despesas para os cofres públicos. O exemplo mais recente foi o ano de 2016, quando o resultado ficou negativo em R$ 3 bilhões. O resseguro funciona como um seguro para as seguradoras, protegendo-as de perdas elevadas. No caso da carteira de seguro de agronegócio, cerca de 80% contam com a proteção do resseguro.

Quando a conta do Proagro fica no vermelho, o governo tem de tirar recursos de outras áreas para cobrir o rombo. Neste ano, o saldo está no azul em R$ 1,7 bilhão. Procurada, a equipe do Bolsonaro não comentou. A equipe econômica atual também não se manifestou.