Cresce a procura por seguro para testes clínicos

08, Jun. 2020

Cresce a procura por seguro para testes clínicos

A Marsh identificou aumento de cerca de quatro vezes

Valor Econômico destaca que o setor de seguros tem verificado um forte aumento na demanda pela apólice de experimentação clínica, conhecida pelo nome inglês de clinical trials, em decorrência do crescimento no número de testes feitos por laboratórios farmacêuticos, centros de pesquisa e hospitais em busca de medicamentos e vacinas para tratar a covid-19.

O seguro, do ramo de responsabilidade civil, indeniza os danos morais e materiais causados a terceiros em decorrência da participação em testes clínicos. Além disso, cobre os gastos relacionados a uma possível ação judicial que venha a ser movida pelos pacientes, como as custas dos advogados e as perícias médicas. Temos 20 apólices emitidas, mas é esperado que o número dobre ou cresça mais, considerando a corrida para encontrar um tratamento para a covid-19, diz Álvaro Igrejas, diretor de linhas financeiras da Willis Towers Watson.

A corretora Marsh Brasil, que atende 70% das maiores farmacêuticas globais, identificou que a demanda para seguros de testes clínicos cresceu cerca de quatro vezes, se comparado aos períodos anteriores, quando não havia o cenário de pandemia. Esses casos têm prioridade máxima e são tratados como emergência de saúde, afirmou Daniela Serafim, diretora de gestão de risco, que está analisando dez pedidos pela apólice.

Entre chegar o pedido do cliente e emitir a proposta de seguro, temos levado apenas dois dias. Embora não seja obrigatório, o seguro acaba contratado porque, pela regulação, quem faz o teste é responsável pelos danos causados ao paciente. Empresas que chegam com uma proposta de seguro aos reguladores acabam tendo a análise feita mais rapidamente, uma vez que as autoridades entendem que as seguradoras já fizeram uma avaliação prévia e aceitaram assumir o risco da experimentação.

De acordo com Daniela, são mais comuns os pedidos de contratação de seguro para testes que vão usar um princípio ativo já autorizado pelo regulador, mas com indicação diferente à da bula, no caso, para tratamento da fase mais avançada da covid-19, o que acaba por agilizar o processo regulatório e a emissão da apólice.

Segundo a executiva, em média, o tempo para a aprovação de um teste com um novo princípio ativo pode levar de nove a 12 meses, pelos prazos regulatórios dos órgãos públicos. Já nos casos de renovação de registro de medicamento já usado no mercado, o tempo cai para cinco meses. No entanto, com a pandemia, a aprovação dos testes com princípio ativo já usado no mercado está levando algumas semanas.

O seguro é efetivamente contratado após a obtenção da autorização dos órgãos reguladores para a realização do teste clínico. A previsão é a de que ele apresente alta sinistralidade, uma vez que a maior parte das pesquisas está sendo feita em pacientes no estágio mais avançado da doença.

As apólices têm coberturas que vão de R$ 2 milhões a R$ 5 milhões, mas podem chegar a valores superiores a esses. Já a taxa do seguro, isto é, aquilo que se cobra em prêmios, fica entre 2,5% e 5% do valor segurado, o que depende do tipo de teste que está sendo realizado, se haverá pagamento da franquia e quais coberturas o segurado deseja. Igrejas diz que, com a alta demanda por apólices neste momento, em todo o mundo, algumas empresas podem ter dificuldade em contratar.

Em programas globais de seguro para uma determinada empresa, já há prévia aceitação de uma seguradora ou resseguradora para o risco dos testes. Mas um laboratório novo pode encontrar dificuldades de contratar a apólice, mesmo porque há poucas seguradoras oferecendo essa modalidade, afirmou o executivo.

OPEP E PAÍSES ALIADOS CONCORDAM EM ESTENDER CORTE NA PRODUÇÃO DE PETRÓLEO

A Opep e os países aliados concordaram neste sábado em estender um corte de produção de quase 10 milhões de barris de petróleo por dia até o final de julho, cerca de 10% da oferta global. A ideia é incentivar a estabilidade nos mercados de energia, afetados pela crise causada pela pandemia de covid-19.

Ministros do cartel e de nações externas lideradas pela Rússia se reuniram por meio de videoconferência para adotar a medida, com o objetivo de reduzir o excesso de produção.

A Nigéria e o Iraque, que em maio reduziram a produção em apenas metade de seus compromissos, também compensarão sua reserva de reduções, com cortes mais profundos nos próximos três meses, segundo o ministro do petróleo da Nigéria, Timipre Sylva.
Os delegados na reunião da Opep, no entanto, estavam céticos de que os dois países respeitariam o novo acordo, porque precisam da produção para apoiar suas economias frágeis.
O ministro do petróleo da Argélia, Mohamed Arkab, atual presidente da Opep, alertou os participantes da reunião que o estoque global de petróleo chegaria a 1,5 bilhão de barris até o meio deste ano. Apesar do progresso até o momento, não podemos dar ao luxo de descansar sobre os louros, disse Arkab. Os desafios que enfrentamos permanecem assustadores.

Essa foi uma mensagem ecoada também pelo ministro do petróleo saudita, Abdulaziz bin Salman, que reconheceu que todos nós fizemos sacrifícios para chegar onde estamos hoje. Ele disse que ficou chocado em abril, quando os futuros de petróleo dos EUA caíram abaixo de zero. Há sinais encorajadores de que estamos superando o pior, disse.
O ministro da Energia da Rússia, Alexander Novak, chamou similarmente abril de o pior mês da história para o mercado global de petróleo.
A Opep tem 13 estados membros e é amplamente dominada pela Arábia Saudita, rica em petróleo. Os países adicionais envolvidos no chamado acordo Opep+ foram liderados pela Rússia. Os preços do petróleo vêm subindo nos últimos dias, em parte com a esperança de que a Opep continue o corte na produção de petróleo.
Na última sexta-feira, os contratos futuros do Brent para agosto, a referência mundial de preços, subiram 5,8%, para US$ 42,30 por barril, atingindo seu nível mais alto desde o início de março. Já o West Texas Intermediate (WTI) para julho, o benchmark bruto dos EUA, subiu 5,7%, para US$ 39,55 por barril.

Fonte: Valor

PETROBRAS SUPERA RECORDE DE EXPORTAÇÃO DE ÓLEO COMBUSTÍVEL EM MAIO

A Petrobras anunciou que exportou 1,1 milhão de toneladas de óleo combustível no mês de maio, superando em 10% o recorde anterior atingido em fevereiro. A quantidade exportada foi 231% superior ao volume vendido ao exterior em maio do ano passado.

Segundo a companhia, o resultado reflete as ações tomadas durante a crise do novo coronavírus (covid-19) para retomar a produção da área de exploração e produção e readequar as cargas de refino, concentrando esforços em produtos que maximizam a margem da companhia sem pressionar os estoques.

Ela destacou ainda que, no começo do ano, entrou em vigor a nova especificação mundial dos combustíveis marítimos (IMO 2020), que reduziu de 3,5% para 0,5% o limite de teor de enxofre no óleo combustível, gerando uma oportunidade única, uma vez que a empresa produz petróleo e óleo combustível com baixo teor de enxofre.
O recorde das exportações ocorre em um período desafiador da economia mundial, com redução da demanda global por petróleo e derivados, ocasionada pela pandemia da covid-19. A estratégia de diversificação dos destinos das exportações de óleo combustível tem se mostrado eficaz na captura de maior participação no mercado externo, diz trecho do comunicado da petroleira.

Fonte: Valor

Covid-19 acelera processo de regulação digital da NEWE Seguros em agronegócio

Fonte: Sonho Seguro

Em segmento disputado por 14 seguradoras, NEWE se destaca por ser especialista em Agronegócio e priorizar agilidade na regulação e pagamento de sinistro

Quem imaginava, tempos atrás, que um sinistro de seguro rural seria regulado por meio de um aplicativo. Certamente ninguém. Somente o setor agrícola vendeu em 2019 cerca de R$ 2,4 bilhões em prêmio de seguros e pagou R$ 1,95 bilhão em indenizações. Trata-se de um seguro volátil por depender das condições climáticas. Por mais evoluído que o agronegócios possa estar, ele ainda é refém do clima.

Tanto que a safra inverno mal começou e a NEWE Seguros, antiga Markel, já registra centenas de avisos sinistros. “Nossa previsão é de que a safra inverno termine com cerca de 2 mil sinistros comunicados”, contou ao blog Sonho Seguro Rodrigo Motroni, vice-presidente comercial da seguradora, que conduz a área Sinistros que já é referência no Brasil entres os peritos especializados no ramo.

Ser digital é o foco da NEWE Seguros, que tem dois importantes projetos em andamento. O aplicativo, no qual o perito será acionado pela área de sinistro. Algo semelhante ao que acontece no aplicativo Uber. Se o perito aceitar, vai ao local e faz tudo virtualmente. Digita o relatório no próprio celular, tira fotos e o produtor já aprova, com ou sem ressalvas. Com um clique, a seguradora recebe a regulação e já pode avaliar e iniciar o processo de regulação e pagamento da indenização.

Outro projeto que já está em andamento é o sensoriamento remoto, que permite fazer uma análise prévia da área, assim a seguradora não fica tão dependente de dados do IBGE e do próprio produtor. Isso ajuda a fazer uma análise de risco mais próxima da realidade, beneficiando o produtor com um preço de seguro ajustado a sua realidade, explica o executivo.

Ele afirma que a seguradora conseguiu se reinventar nessa crise do Covid-19, pois acelerou o processo de digitalização. Já nascemos tecnológica e agora estamos a um passo de sermos 100% digitais de ponta a ponta, ou seja, da subscrição ao pagamento das indenizações, afirma Motroni. Todos nós caímos nesta pandemia desencadeada pelo coronavírus. Ninguém imaginava algo como esta crise sanitária sem precedentes. E tivemos que rapidamente tomar decisões para manter a operação dentro das necessidades dos nossos clientes. Muitos dependem da regulação do sinistro para plantar a próxima safra ou da vistoria prévia para ter acesso ao seguro. E nós conseguimos achar um caminho de atender a todos, sem perder a técnica exigida em seguro rural, afirmou.

Quando a pandemia chegou ao Brasil, a NEWE estava em plena regulação de centenas de sinistros no Sul do País, causados pela seca. Tivemos mais de 200 sinistros avisados em uma semana. São poucos peritos para atender 14 seguradoras que atuam no segmento, disse ele. Como ainda não tem o aplicativo pronto, a saída foi criar um protocolo de atendimento diferenciado, dentro das condições inusitadas que a pandemia impôs ao mundo com as restrições de circulação de pessoas e do fechamento do comércio.

Hoje o perito é demandado por e-mail, vai a campo e devolve o laudo em arquivo PDF, ritual que demanda alguns dias. Mesmo sendo assim, temos um processo rápido por ter um time experiente, diz Sergio Kumoto, um dos principais nomes do mercado quando o assunto é perito agrônomo. Todos no mercado o conhecem, pois treina cerca de 200 profissionais por ano, participa de vários comitês sobre o tema e passa o dia viajando para vistoriar perdas. Me sinto um passarinho na gaiola nesta pandemia, comentou.

Já temos quase 1.200 avisos de sinistros para a safra de inverno, que acaba de começar.

Como boa parte dos peritos na região Sul do Brasil está no estado do Paraná, eles deixaram as regulações no Rio Grande do Sul, pois os hotéis e restaurantes fecharam e a circulação era restrita, com barreiras policiais. Para resolver a questão, a NEWE criou um protocolo no qual o produtor poderia colher 90% da área, desde que deixasse uma faixa testemunha das lavouras, para quando o perito pudesse retornar para fazer a avaliação.

O protocolo foi criado em 48 horas, por ser uma situação atípica, e atendeu a todos satisfatoriamente. Com isso não tivemos prejuízo na avaliação da vistoria e ajudamos que o produtor pudesse fazer a colheita. Usamos imagem de satélite para acrescentar alguma informação e conseguimos finalizar a safra de verão. Outro problema enfrentado é que muitos produtores, acima de 60 anos, não queriam atender o perito. Mas como precisavam começar a fazer a colheita da soja, delegaram a tarefa para corretores ou representante das cooperativas, conta Sergio.

Com a safra verão finalizada, a NEWE vive intensamente a safra inverno. Já temos quase 1.200 avisos de sinistros para a safra de inverno, que acaba de começar, boa parte pelo evento seca, na cultura milho e no Paraná, o que ajuda, pois é onde está a maioria dos peritos, permitindo que todas as vistorias sejam feitas no método usual, comenta Sérgio.

Segundo Motroni, já foram vendidas mais de 6 mil apólices de seguros no ano de 2020 e a seguradora já contabiliza mais de 1.200 sinistros avisados. A previsão é chegar a 2 mil avisos de sinistros até o final da safra de inverno. E isso nos motiva a tornar a companhia ainda mais digital e especializada, com peritos experientes, que são os responsáveis por nos ajudar a prestar um atendimento de qualidade, com técnica e transparência.  Continuaremos investindo na melhoria dos processos da NEWE e seguiremos com o objetivo de sermos reconhecidos como a melhor pelos nossos clientes, finaliza.

Governo quer ressuscitar capitalização da Previdência

Modelo valeria a partir de uma linha de corte de remuneração

Folha de S.Paulo relata que a equipe do ministro Paulo Guedes (Economia) voltou a estudar uma proposta de mudança no regime de Previdência no país. A ideia é resgatar a chamada capitalização, formato em que cada trabalhador tem a própria poupança, e não apenas contribua para um fundo comum, como ocorre hoje.

O modelo em análise não deve ter efeito para as classes mais baixas, pois a capitalização valeria a partir de uma linha de corte de remuneração.

Técnicos do governo discutem a criação de um sistema complementar. Ou seja, o atual regime, chamado de repartição, continuaria a existir, garantindo subsídios às aposentadorias da população de menor renda.

Hoje, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) faz a gestão do fundo comum a todos trabalhadores da iniciativa privada.

A capitalização, então, valeria para trabalhadores com remuneração acima da linha de corte a ser definida pelo governo. Esse limite ainda está em debate, mas uma das sugestões já levantadas foi o valor de três salários mínimos.

Assim, quem ganhar acima do valor a ser fixado poderia participar dos dois sistemas: o regime comum (repartição) e o de capitalização (contribuindo sobre o que ultrapassar a linha de corte).

Esse formato misto, chamado de complementar por integrantes do governo, é visto como a maneira de resolver o problema dos gastos que o governo terá para trocar de modelo de Previdência.

Se a capitalização fosse para todas as faixas de renda, menos dinheiro entraria no INSS, que banca hoje os benefícios de quem já se aposentou.

Com menos recursos, o Tesouro teria de cobrir um déficit maior da Previdência durante a transição do regime.

Guedes chegou a propor a criação de um regime de capitalização na reforma da Previdência aprovado no ano passado pelo Congresso. A proposta foi derrubada.

Congressistas resistiram à ideia, principalmente porque o governo não apresentou como seria o formato do novo modelo. O plano do ministro era desenhar esse modelo após a autorização do Congresso.

Uma das preocupações de deputados e senadores era como ficaria a aposentadoria dos mais pobres, que têm alta rotatividade no mercado formal de trabalho e poderiam não acumular o suficiente para o benefício.

Com a coexistência entre o regime atual (repartição) e o capitalização, técnicos do Ministério da Economia dizem acreditar que há uma margem maior para aprovação da mudança no sistema de Previdência do país.

As discussões internas na equipe de Guedes ainda estão em estágio inicial.

A ideia de fazer uma nova proposta de capitalização surgiu em meio ao debate de ressuscitar a carteira Verde e Amarela, medida que reduz encargos sobre a contratação de mão de obra para estimular a geração de emprego.

Guedes planeja uma desoneração emergencial de impostos aplicados sobre salários por um ou dois anos com objetivo de estimular empresas a contratarem trabalhadores após o pico do coronavírus no país.

Vamos falar de encargos trabalhistas e possibilidade de contratar pessoas sem incidência de impostos sobre mão de obra. Vamos ter que lançar isso agora, afirmou em reunião em maio.

Atrelado à desoneração da folha, Guedes quer emplacar também uma redução de direitos trabalhistas com a justificativa de reduzir os recursos pagos pelas empresas à mão de obra.

No Brasil do desemprego em massa, temos de ter coragem de lançar esse sistema alternativo. Com menos interferência sindical, com menos legislação trabalhista, disse.

A carteira de trabalho Verde e Amarela foi um modelo de contratação com menos direitos e encargos trabalhistas.

A tentativa anterior, criada por meio de uma medida provisória e voltada aos jovens, chegou ao fim do prazo de tramitação no Congresso sem ser votada e perdeu a validade.

É um regime emergencial, vamos usar por um ou dois anos, depois o Brasil vai entender e ver o que é melhor, afirmou. Vamos criar um regime emergencial contra o desemprego em massa, afirmou.

Para ele, o momento de crise em que invisíveis buscam renda pode impulsionar o programa. O jovem vai escolher se quer um regime ou outro. E os invisíveis podem arranjar emprego nesse sistema diferente, disse.

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