Explosão em Beirute causa mais de 100 mortes

05, Ago. 2020

Explosão em Beirute causa mais de 100 mortes

A explosão ocorreu nesta terça-feira no lado leste do cais de silo de Beirute, atingindo vários prédios e embarcações.

Vários vídeos publicados por pessoas sob diversos ângulos mostra que as duas explosões se originaram em um complexo de armazéns no lado leste do grande silo de concreto do porto, próximo à Bacia Número 3. Após a primeira explosão, uma longa série de flashes brancos pode ser vista na base da coluna de fumaça, acompanhado por sons de estalo. A segunda explosão parece originar-se de um armazém adjacente cerca de 30 segundos depois.

A devastação é quase completa na área portuária central e na zona franca adjacente, com prédios tombados e torcidos, contêineres danificados, destroços em chamas e carros amassados. O silo adjacente à explosão mostra sinais de danos estruturais extensos, o lado voltado para a explosão parece ter derramado grandes quantidades de grãos.

A onda de choque foi forte o suficiente para causar danos no aeroporto de Beirute, a 10 quilômetros do complexo portuário.

Com base nos dados do AIS, pelo menos quatro navios podem estar atracados nas proximidades da explosão.

Segundo o diretor de alfândega e ministro do Interior do Líbano, um grande depósito de nitrato de amônio fertilizante foi a fonte suspeita da segunda explosão. Em uma declaração na mídia social nesta terça-feira (4), o presidente libanês Michel Aoun disse que 2.750 toneladas de nitrato de amônio foram armazenadas no local continuamente nos últimos seis anos.

O nitrato de amônio causou várias explosões industriais de larga escala no passado, incluindo o desastre da cidade de Texas em 1947 (2.000 toneladas) e a explosão de Tianjin em 2015 (800 toneladas, além de material explosivo adicional).

O ministro da Saúde do Líbano informou que mais de 100 pessoas foram mortas.

De acordo com a empresa de segurança marítima Dryad Global, essa explosão provavelmente foi um acidente.

Fragata brasileira estava a 15 km da explosão em Beirute

Marinha do Brasil informou que todos os militares componentes da Força Tarefa Marítima (Unifil) estão bem e não há feridos.

A Marinha do Brasil informou que a tripulação e a fragata Independência não foram atingidos pela explosão ocorrida em Beirute, no Líbano, nesta terça-feira (4). Em nota, a força naval brasileira destacou que todos os militares componentes da Força Tarefa Marítima (Unifil) estão bem e não há feridos. A Fragata Independência encontra-se operando no mar, normalmente. O navio estava distante do local onde ocorreu a explosão. Outras informações serão passadas tempestivamente, comunicou a Marinha.

Em entrevista à Globonews, o contra-almirante Salgueirinho, comandante da força-tarefa marítima do Brasil no Líbano, contou que, no momento da explosão, a fragata brasileira realizava patrulha de rotina a cerca de 15 quilômetros da entrada do porto, quando perceberam uma onda de choque, seguida de um estrondo e de uma coluna de fumaça.

O Porto de Beirute é fundamental para o comércio do Líbano. Segundo o comandante Salgueirinho, cerca de 85% do tráfego marítimo dirigido ao Líbano utilizam o Porto de Beirute, outros 10% Porto de Tripoli, ao norte do país, e 5% Sídon, mais ao sul da capital. Havendo impedimento de acesso ao porto, haverá dificuldade grande para o abastecimento do país que depende, fundamentalmente, desse porto e, seguramente, vai ser necessário escoar maior número de produtos pelos portos de Trípoli e Jiyeh (mais ao norte de Sídon), afirmou.

Ele acredita que haverá impacto significativo se não houver como operar pelo menos 50% das instalações portuárias do porto atingido. O comandante disse ao canal de TV por assinatura que, como a explosão ocorreu entre o final da tarde e começo da noite local, é difícil avaliar as condições de utilização e operação das instalações portuárias em Beirute.

Fonte: Revista Portos e Navios

Cemig conclui P&D de planejamento da expansão

Parceria entre empresas e instituições permite selecionar alternativas mais sustentáveis para ampliação dos sistemas de geração.

Fonte: Canal Energia

A Cemig finalizou no último mês sua participação dentro do projeto Sinapse, Matriz Energética e Aprimoramento da Sistemática de Inserção Ambiental no Planejamento da Expansão do Sistema Elétrico. Esse projeto foi conduzido por uma parceria entre várias empresas do setor proposta pela Companhia Energética Candeias dentro do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico (P&D) regulado pela Aneel.

Executado entre dezembro de 2017 a junho de 2020, o projeto teve um custo total da de R$ 2,6 milhões, sendo 7,71% desse valor desembolsado pela concessionária mineira. O objetivo foi desenvolver uma metodologia para a análise integrada de aspectos técnicos-econômicos e socioambientais associados ao planejamento da geração de energia elétrica em médio e longo prazos, baseando-se em indicadores de competitividade e sustentabilidade das diferentes fontes geradoras.

Na avaliação do engenheiro de Meio Ambiente da empresa, Gabriel Mallab, a inserção de sustentabilidade no planejamento requer um sólido arcabouço metodológico, com recomendações que reduzam as dificuldades para implantar novos empreendimentos, sendo esse o mote para a pesquisa, que contou com as parcerias da Coppe/UFRJ, Diversa Consultoria em Sustentabilidade, MRTS Consultoria, Sinerconsult e WeSee.

Segundo ele, os resultados já são observados, como a criação da matriz de indicadores de sustentabilidade de fontes de geração que possibilita a construção de índices do tipo e permite que variáveis ambientais sejam também fatores quantitativos, assim como os técnicos e econômicos no planejamento.

A metodologia e o modelo serão aplicáveis nas etapas de preparação e de elaboração dos planos de expansão da geração, servindo também para avaliação de alternativas propostas e em mensurar os benefícios e prejuízos ao meio ambiente advindos da implantação de uma usina ? seja hidrelétrica, termelétrica, fotovoltaica, eólica ou nuclear.

Indústria cresce mas ainda está 13,45% inferior a fevereiro

Pior parece ter passado, mas setor já vinha mal antes da pandemia.

Fonte: Jornal Monitor Mercantil

A produção industrial cresceu 8,9% em junho frente a maio (série com ajuste sazonal), segundo o IBGE, intensificando a expansão observada no mês anterior (8,2%). Os dois meses seguidos de crescimento eliminaram parte da perda de 26,6% registrada em março e abril, no ponto mais baixo da série.

Ainda assim, o setor industrial se encontra 13,45% inferior ao nível de fevereiro de 2020 e 27,7% abaixo do recorde alcançado em maio de 2011.

Em relação a junho de 2019 (série sem ajuste sazonal), a indústria recuou 9%, oitavo resultado negativo seguido nessa comparação, o que comprova que o setor já vinha mal antes da pandemia. Os índices do setor industrial foram negativos tanto para o fechamento do segundo trimestre de 2020 (-19,4%), como para o acumulado do primeiro semestre do ano (-10,9%). Em 12 meses, a queda foi de 5,6%, recuo mais intenso desde dezembro de 2016 (-6,4%).

Os analistas do Mitsubishi UFJ Financial Group (MUFG) mostram que a indústria acumulou crescimento de 17,9% em maio e junho. De qualquer forma, o pior momento da produção industrial foi realmente deixado para trás, e esperamos uma recuperação adicional à frente, registra a análise.

Depois da paralisação de muitas linhas e unidades produtivas em abril, já era esperada alguma reação do setor nos meses subsequentes. A questão é saber qual o perfil da recuperação, se será consistente e forte o suficiente para recolocar rapidamente a indústria em uma situação equivalente àquela anterior à crise de Covid-19, questiona o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

Agrava o quadro, assinala o Iedi, o fato de que a indústria pouco poderá contar com o setor externo para ganhar tração nos próximos meses. Segundo o IBGE, o quantum das exportações brasileiras de manufaturados declinou 13,1% em junho e 19% no acumulado do primeiro semestre, ante o mesmo período de 2019.

Incerteza faz família com renda acima de 10 salários mínimos poupar mais

Fonte: O Estado de S. Paulo

O Estadão revela que a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus levou consumidores de renda baixa e média a buscarem mais crédito. Com os ganhos familiares afetados, o endividamento foi a saída encontrada para sustentar o consumo de bens e serviços essenciais.

Ao mesmo tempo, os brasileiros mais ricos optaram por enxugar a contratação de dívidas, preferindo destinar recursos para a poupança, em meio ao ambiente de elevadas incertezas. Os achados são de um estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), antecipado com exclusividade para o Estadão/Broadcast.

De março a julho, mais 678.373 famílias de renda baixa e média contraíram dívidas, enquanto 290.144 famílias de renda alta deixaram o endividamento. O total de famílias endividadas no País subiu a 10,952 milhões, patamar recorde dentro da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), iniciada em janeiro de 2010.

Sete em cada dez famílias com renda mensal até dez salários mínimos estavam endividadas em julho, sendo que quase um terço delas estava inadimplente (29,7%, maior patamar em mais de uma década). O crédito está sendo necessário para as pessoas conseguirem pagar suas contas, explicou Izis Janote Ferreira, economista da CNC responsável pelo estudo.

Para Viviane Seda, coordenadora das Sondagens do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), a futura suspensão de pagamentos do auxílio emergencial à população pode piorar o quadro. O fim da renda emergencial pode aumentar sim a inadimplência, pois há muita incerteza em relação à velocidade e recuperação das empresas. E, dessa forma, muitas famílias ainda não teriam a recomposição de sua renda mensal, dado que muitos continuarão desempregados ou com redução da renda recebida, observou Viviane.

Por outro lado, a proporção de endividados entre as famílias mais ricas, que recebem mais de dez salários mínimos por mês, encolheu de 62,1% em março em para 59,1% em julho, e a inadimplência ficou relativamente estável em 11,2%. Segundo a CNC, o temor em relação à crise sanitária gerou cautela entre os mais ricos quanto aos gastos, enquanto elevou a propensão para poupar.

A médica plantonista Bárbara Ribeiro, de 27 anos, tem conseguido poupar entre 30% e 40% dos seus rendimentos, principalmente agora que não tem tido mais gastos com restaurantes e transporte particular. A reserva de emergência é destinada para caso fique doente, pois não possui vínculo empregatício. Tenho um seguro do banco que dá uma quantia quando você adoece, mas é uma burocracia danada. Se eu pegar covid amanhã, vou ficar de 10 a 12 dias afastada e tenho de ter uma reservinha ali porque é complicado.

Bárbara conta que sempre foi uma pessoa econômica. Até 2018, quando ainda era estudante, ela vivia com uma renda mensal de R$ 1.500 e já conviveu com dívidas. Foi com o diploma na mão que ela viu sua renda crescer, mas nunca deixou de pensar no amanhã. Minha mãe era faxineira e tinha um apartamento em Belo Horizonte; ela vendeu para eu conseguir concluir a faculdade. Já houve uma época em que tivemos muitas dívidas. Bate até uma angústia pensar em voltar para a mesma realidade.

Inadimplência

Na pandemia, a inadimplência teve aumentos significativos, especialmente em junho e julho. No mês de julho, havia 465 mil famílias inadimplentes a mais que em fevereiro, período anterior ao agravamento da crise sanitária no Brasil. Já são 4,341 milhões de famílias com contas em atraso em todo o País. O brasileiro preza muito pelo nome, mas quando entra na inadimplência, é uma bola de neve, se enrola, não consegue pagar suas dívidas, lembrou a economista Izis Janote Ferreira, da CNC.

O endividamento das famílias já mostrava tendência de alta antes da crise sanitária, impulsionada pelo crédito mais barato. O cartão de crédito era a modalidade mais citada, mas perdeu espaço nos últimos meses: mencionado por 78,4% das famílias em março, passou a 76,2% em julho. Por outro lado, cresceram as menções a dívidas no crédito consignado (de 6,3% em março para 8,2% em julho), crédito pessoal (de 8,2% para 9,2%) e carnês de loja (de 16,2% para 17,6%). Também houve avanço no financiamento de carro (de 10,3% para 11,3%) e de casa (de 9,0% para 10,1%).

Diante da expectativa de um mercado de trabalho ainda precário e do fim do pagamento do auxílio emergencial pelo governo, a CNC defende medidas que evitem uma explosão da inadimplência no País, especialmente entre os mais pobres. A economista da CNC defende que formuladores de políticas públicas e o sistema financeiro tomem medidas que permitam o alongamento de prazos para pagamento, melhora no custo do crédito, renegociação de dívidas antigas e troca de dívidas mais caras por mais baratas.

Para Viviane, do Ibre/FGV, o aumento da inadimplência pode ser mais um obstáculo para a recuperação do consumo das famílias e, consequentemente, da atividade econômica. Essa inadimplência e a cautela dos consumidores podem ser um redutor da recuperação do consumo das famílias, acrescentou.

Reforma tributária é necessária, mas inviável na pandemia

Professor diz que tanto proposta do governo quanto as do Congresso aumentam carga.

Fonte: Monitor Mercantil

Será um desafio imenso alcançar um consenso mínimo dos órgãos governamentais (União, estados e municípios) entre si, com a sociedade e o mundo empresarial, necessário para a aprovação da reforma tributária neste momento pelo Congresso Nacional. As graves crises econômicas, fiscais e pandêmicas atuais não permitem um ambiente necessário para amplos debates públicos nacionais, explica Antonio Carlos Rodrigues do Amaral, professor da Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM).

O desequilíbrio das contas do setor público, com despesas emergenciais, além daquelas com destino fixo e privilégios intocáveis, parece inviabilizar uma ampla reforma tributária neste momento, como pretende a PEC 45/19 da Câmara dos Deputados ou a PEC 110/19 do Senado, pondera o professor, que é membro do Comitê Estratégico do Mackenzie Integridade, Centro de Estudos Avançados em Políticas de Integridade e Políticas Públicas.

O professor avalia que simplificar e reduzir a carga tributária para cidadãos e empresas não requer reforma tributária constitucional. Mudanças parciais e infraconstitucionais, como a proposta pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, de unificação do PIS e da Cofins, são alternativas possíveis.

Rodrigues do Amaral analisa as propostas em tramitação nas casas do Congresso Nacional, que se chocam, segundo ele. ?De certo, tanto a PEC 45 da Câmara quanto a PEC 110 do Senado criam impostos que seriam cobrados, por muitos anos, em adição à cobrança dos tributos que pretendem no futuro mais ou menos distante substituir, além da exigência simultânea de novas burocracias em acréscimo à parafernália de obrigações contábeis e fiscais já existentes.

O professor observa que a minirreforma de Guedes retoma propostas dos governos Lula e Dilma, ao criar uma contribuição social que unifique o PIS/Cofins, beneficia alguns setores e prejudica outros. É boa para a indústria, bancos, seguradoras e o agronegócio, mas contraria legítimos interesses do setor de serviços e avançará fortemente no bolso dos cidadãos, explica, acrescentando: A alíquota geral proposta de 12% também se mostra excessiva e deverá ser readequada ou recalibrada por setores (como já feito para os bancos), se for para ser criado um sistema não-cumulativo único e obrigatório.

O professor pondera, ainda, que a intenção do governo de enviar a conta-gotas proposições isoladas sobre as questões tributárias ao Congresso Nacional deverá congelar ou dificultar muito a possibilidade de avanço nas discussões atuais de uma reforma tributária ampla, pois o Parlamento ficará pendente de provocações do Executivo para se mover em uma direção ou outra.

Assim, estão sendo anunciadas propostas controversas como eliminar a isenção na distribuição de lucros e dividendos, e até a recriação da CPMF, incidente sobre operações financeiras. Ou seja, o Governo Federal está propondo a criação de impostos ou o aumento da arrecadação por meio dos já existentes.

Fará bem ao Congresso Nacional e ao Executivo Federal aguardar o final da pandemia e a consolidação da recuperação econômica para então seguirem adiante com novas ideias e projetos referentes à necessária reforma tributária, que precisa atender aos interesses gerais da sociedade, finaliza o professor da UPM.

Cenário pessimista da OMC prevê queda de 32% no comércio este ano

Em abril, a OMC estimou uma queda de 13% no cenário otimista.

Fonte: Monitor Mercantil

O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o brasileiro Roberto Azevêdo, afirmou nesta terça-feira que a queda do comércio neste ano deve ficar dentro do cenário mais otimista. Em abril, a OMC estimou que o comércio mundial teria queda de 13% no cenário otimista e de 32% no pessimista.

São dois cenários horríveis. Hoje os nossos economistas estão estimando que nós devemos ficar mais próximos do cenário otimista, se é que a gente pode chamar assim, em torno de 13%. Mesmo essa contração otimista é a pior do que vimos na crise financeira de 2008 e 2009. Pior que isso só na grande depressão dos anos 30, disse.

Azevêdo participou do evento Diálogo Empresarial: novos desafios e oportunidades no comércio internacional, organizado pela Câmara de Comércio Internacional no Brasil (ICC Brasil) e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), transmitido pela internet.

Ele afirmou que há uma certa preocupação da OMS com o discurso nacionalista de autossuficiência como resposta às vulnerabilidades de falta de suprimentos da área médica, explicitadas na crise causada pela pandemia de covid-19.

Na prática, a autossuficiência, além de ser raramente possível pelas especificidades de cada país, não é sustentável no médio e longo prazo. Primeiro, porque tem um custo altíssimo para a sociedade e, segundo, porque não reduz a vulnerabilidade a choques de desabastecimento. Pelo contrário, a concentração da produção no território nacional expõe o país a todo tipo de choque: desastres naturais, crises econômicas e políticas, afirmou.

A importância do 5G para o mercado

O 5G é uma oportunidade de mitigar riscos e entregar soluções mais completas e práticas, que atendam às necessidades dos segurados.

Na era da transformação digital, cada vez mais as seguradoras buscam inovar e investir em tecnologias para modernizar o setor. Big Data, Telemetria, Robótica e Inteligência Artificial (IA) estão cada vez mais presentes na rotina dessas empresas e seus segurados. Entretanto, algumas limitações técnicas ainda impedem o uso dessas ferramentas, que devem ganhar mais força com a implantação do sistema 5G.

O 5G é uma arquitetura de rede construída no padrão de rede sem fio 802.11ac IEEE, que tem como objetivo proporcionar aumento da velocidade de comunicação de dados em até três vezes, quando comparado ao seu antecessor, o 4G. Além de melhorar a conexão de smartphones, tablets e computadores, o novo sistema irá mudar o modo como a sociedade conduz sua rotina.

A rede nova aumenta a frequência de transmissão de internet, o que possibilita conectar uma máquina a outra. Sistemas de iluminação pública e residencial, smartwatches, eletrodomésticos, sensores de presença, centrais de segurança e caixas de supermercados são alguns dos exemplos. Os dispositivos poderão conectar-se e conversar entre si usando o 5G.

Com a nova geração de rede, a Internet das Coisas (IoT) irá avançar muito. Principalmente porque com uma ampla faixa de frequência e baixa latência, será mais fácil lidar com milhares de dispositivos ao mesmo tempo. Portanto, é fundamental entender a importância do 5G para o ecossistema de seguros.

O Brasil já começou os preparativos para a implantação da rede de telefonia móvel 5G, que seguem a todo vapor. No início de fevereiro, foi publicada a portaria do leilão para a rede que prevê a criação dos blocos com diferentes faixas de GHz e MHz. São eles que irão fornecer a velocidade da rede. Em paralelo aos esforços do governo, as operadoras de telefonia já começaram a atualizar a rede de comunicação entre as centrais e as antenas.

Para o mercado segurador, o 5G é uma oportunidade de mitigar riscos e entregar soluções mais completas e práticas, que atendam às necessidades dos segurados. Imagine que um forno pode ser programado para avisar ao cliente de que as peças cruciais estão superaquecidas e existe uma chance de incêndio. A seguradora pode avisar ao cliente em tempo, para que ele possa agir e providenciar o conserto, antes que o sinistro ocorra.

Este é só um exemplo de como o 5G é importante para o setor. A partir da nova rede, as companhias poderão mitigar riscos, reduzir os custos com prêmios e melhorar o relacionamento com o consumidor. Além disso, os processos organizacionais serão otimizados, isso porque a nova tecnologia deve gerar mais dados e relatórios em tempo real após um acidente, permitindo às seguradoras investigar e resolver sinistros com agilidade.

Fonte: Revista Apólice

Termômetro da Recuperação: Vendas de carros novos crescem pelo 3º mês seguido

Fonte: O Estado de S. Paulo

As vendas de veículos novos apresentaram recuperação pelo terceiro mês seguido, depois da queda recorde registrada em abril. Foram licenciados em julho 174,5 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, 31,4% a mais que no mês anterior, mas 28,4% inferior aos números de igual mês de 2019. No acumulado do ano as vendas somam 983,3 mil unidades, 36,7% inferior ao do mesmo período do ano passado, de acordo com dados preliminares do mercado.

No pior resultado do ano, em abril, primeiro mês completo sob os reflexos da pandemia do novo coronavírus, foram vendidos apenas 55,7 mil veículos. Apesar da recuperação mensal, o setor mantém suas projeções de que o mercado total de veículos neste ano deve ficar cerca de 40% abaixo dos números de 2019, a não ser que ocorram mudanças importantes a partir deste mês.

Só o segmento de automóveis e comerciais leves teve 925,8 mil unidades licenciadas neste ano, o que representa uma queda de 37,6% na média diária de vendas na comparação com o mesmo intervalo do ano passado, de 10,1 mil unidades em 2019 para 6,3 mil em 2020.

SUV lidera vendas

A surpresa em julho foram as vendas do utilitário-esportivo T-Cross, da Volkswagen que, pela primeira vez, liderou o mercado, com 10,2 mil unidades comercializadas, desbancado assim o tradicional líder Chevrolet Onix, com 9,7 mil unidades. O desempenho do SUV produzido na fábrica do grupo em São José dos Pinhais (PR), também levou a Volkswagen a ser a marca mais vendida no País no mês passado, com 31,5 mil carros vendidos. A GM ficou em segundo lugar, com 28 mil.

No acumulado do ano, contudo, a GM segue na liderança, com 162,5 mil unidades, seguida pela Volkswagen, com 155,7 mil e pela Fiat, com 133,8 mil. Todas as grandes marcas fizeram importantes lançamentos nos últimos meses, em meio à crise econômica provocada pela covid-19. A Volkswagen iniciou a produção do SUV de pequeno porte Nivus, a Fiat trouxe a nova picape Strada e a GM a nova picape S10.

Nesta terça-feira a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) divulga dados oficiais de vendas em julho e no acumulado dos sete meses. Na sexta-feira a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) apresenta dados consolidados de produção, exportações e empregos no período. Os números de produção devem ser impactados pela greve na Renault, que nesta segunda-feira completou 13 dias. Os trabalhadores protestam contra 747 demissões promovidas pela montadora.

Com o Uboi, JBS quer oferecer serviço especializado de transporte para gado

Sendo uma das maiores empresas de proteína animal do mundo, ou seja, uma das líderes globais em produção de carne, a JBS desenvolveu uma cadeia de produção e logística de carne e animais vivos, para atender à sua gigantesca demanda interna.

Oras, se essa força de transporte está a seu serviço, e fica em stand-by nos picos de demanda, por que não oferecer a mais clientes e produtores? Eis o mote do Uboi, app da JBS que parte da premissa de dar ao produtor um monitoramento em tempo real da viagem dos animais até o destino contratado.

O serviço foi anunciado para o mercado nacional no dia 13 de julho.

Especialização

A ideia é que a JBS Transportadora ofereça um serviço especializado seguro e fácil de contratar para o transporte de animais. A empresa está olhando para um mercado potencial de mais de 28 mil fazendas espalhadas pelo Brasil, que lidam com gado. O app vai atender produtores dos estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.

Essa inovação vai contribuir com o desenvolvimento do setor de maneira geral, pois auxilia na ampliação da capacidade produtiva do Brasil, simplificando e facilitando o transporte de gado entre propriedades rurais. A ideia é que o pecuarista de qualquer tamanho de propriedade e perfil de animais possa ter acesso a nossa cadeia de transporte, explica Ricardo Gelain, diretor da JBS Transportadora.

Além da contratação por pecuaristas, o aplicativo também permitirá o cadastro de caminhoneiros autônomos interessados em atender o setor e se integrar a esta cadeia produtiva, o que está previsto de ocorrer nas próximas semanas.

ACESSE A REVISTA INSURANCE CORP

Encaminhamos o link para acesso à última edição da Revista Insurance Corp. Na página 24 você encontrará artigo do Diretor Administrativo Executivo da ABGR, Sr. Marcelo DAlessandro, que discorre sobre o tema: Inspeção de risco em época de pandemia. Boa leitura! Segue link da revista: http://insurancecorp.com.br/pt/content/pdf/ic_ed30_2020.pdf