Gestão de riscos e tecnologia podem auxiliar no desenvolvimento do Seguro Transporte

03, Set. 2020

Gestão de riscos e tecnologia podem auxiliar no desenvolvimento do Seguro Transporte

Executivos se reuniram em mais uma edição do evento Diálogos Apólice para comentar sobre os impactos sofridos pela carteira e como aumentar a penetração do produto

No último dia das comemorações dos 25 anos da Revista Apólice, o evento Diálogos Apólice reuniu ontem, 2 de setembro, a executiva Mariana Miranda, head Marine & Corporate Sales na Argo Seguros; e Aparecido Rocha, diretor da RBM Seguros e sócio-fundador do CIST. O assunto do painel foi Seguro Transporte e o debate foi mediado pela jornalista Kelly Lubiato.

O seguro garante ao cliente a indenização pelos prejuízos causados aos bens protegidos durante o seu transporte em viagens aquaviárias, terrestres ou aéreas, em percursos nacionais e internacionais. A cobertura pode ser estendida durante a permanência das mercadorias em armazéns.

Entretanto, a carteira teve que se adaptar durante a crise instaurada pela covid-19 para atender as necessidades dos transportadores. Segundo Rocha, quando foi decretado pela OMS estado de pandemia, a maior preocupação das companhias foi saber se a movimentação do negócio iria continuar e por quanto tempo essa situação iria permanecer. Tivemos que esperar a reação dos clientes para efetuar mudanças nas apólices, como aumentar o prazo de cobertura para produtos armazenados e prorrogar pagamentos. O aumento exponencial das vendas no e-commerce também ajudou na retomada, pois mais empresas acabaram acionando o seguro.

Um dos setores que cresceu durante a pandemia foi o de logística. Novos processos de prevenção e cuidados foram implementados dentro da atividade de transporte, tanto no despache quanto na entrega. De acordo com Mariana, as estruturas que possibilitam esse serviço serão repensadas. A executiva também comentou sobre alguns resultados da Argo. No ano passado atingimos R$ 154,7 milhões em prêmios emitidos na carteira, e acreditamos que isso nos ajudou a manter as operações mesmo na crise. Em abril houve uma redução de 20% na movimentação, mas em julho já conseguimos atingir o mesmo índice de 2019. O dólar alto influencia as importações e exportações, e o transporte internacional cresceu 18% no primeiro semestre, o que pode ser uma oportunidade para captarmos clientes.

Durante sua apresentação, Rocha comentou também sobre a baixa penetração da carteira no mercado. Segundo o executivo, atualmente existem menos de mil corretoras que atendem o segmento e apenas 25 seguradoras no Brasil que trabalham com o seguro para transporte. A carteira atualmente representa apenas 4% do volume arrecadado pelo setor. Acredito que não há muito interesse por causa da falta de capacitação. Precisamos abandonar a ideia de este é um ramo difícil de entender e ofertar. Por não ter muitos especialistas espalhados pelo País, muitos clientes acabam ficando desamparados ou até sem saber da importância do produto.

Mariana abordou também como a gestão é importante dentro das empresas, inclusive para as seguradoras, pois através dela é possível mitigar riscos que muitas vezes as transportadoras não sabem que estão expostas. A executiva também acredita que a partir desse monitoramento será possível desenvolver novos produtos e coberturas. Sempre vão existir situações que não estão previstas, mas que o seguro acaba abrangendo. A tecnologia avançou muito no nosso setor e as ferramentas que temos disponíveis são fundamentais para que possamos atender as novas demandas dos clientes no novo normal. Por isso a importância do corretor conhecer a operação e o risco do seu segurado.

Fonte: Revista Apólice

Premiação 2020 Insurance Corp Awards

Segue o link da 2020 Insurance Corp Awards,  evento realizado em 2 de setembro, no Canal do YouTube da Revista Insurance Corp. Assista ao depoimento da Risk Manager 2020, Cristina Weiss da CPFL Energia. https://www.youtube.com/watch?v=9TV89kyJ12A

Susep publica circular com políticas sobre prevenção à lavagem de dinheiro

Empresas devem dispor de estrutura de governança para cumprir os procedimentos

Fonte: Valor Econômico

O Valor Econômico informa que a Superintendência de Seguros Privados (Susep) publicou nesta quarta-feira (2) no 'Diário Oficial da União' (DOU) a circular 612, que dispõe sobre políticas e procedimentos destinados ao combate de crimes de lavagem de dinheiro e prevenção ao terrorismo. A decisão abrange seguradoras, corretoras, empresas de capitalização, resseguradores e entidades abertas de previdência complementar.

Segundo a norma, essas empresas devem desenvolver e implementar política, procedimentos e controles internos, efetivos e consistentes com a natureza, complexidade e riscos das operações realizadas, que contemplem a identificação, avaliação, controle e monitoramento dos riscos de serem envolvidas em situações relacionadas à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.

As empresas devem dispor de estrutura de governança visando a assegurar o cumprimento da política e dos procedimentos e controles internos de prevenção à lavagem de dinheiro. Deve ser indicado um diretor responsável, que terá acesso imediato e irrestrito aos dados de identificação dos clientes, beneficiários, terceiros, outras partes relacionadas e beneficiários finais.

As empresas precisam ainda promover uma avaliação interna de risco, que deverá ser revisada a cada dois anos, bem como quando ocorrerem alterações significativas nos perfis de risco. Um monitoramento deverá ser feito de forma reforçada e contínua em operações envolvendo pessoas expostas politicamente, seus familiares, representantes e estreitos colaboradores.

Além disso, operações suspeitas deverão ser comunicadas ao Coaf, no prazo de vinte e quatro horas contadas a partir da conclusão da análise ou do conhecimento de condição assim enquadrada. A comunicação será automática em operações realizadas com pagamento de prêmio, contribuição, aporte e aquisição de título de capitalização em espécie, em valor igual ou superior a R$ 10 mil.

Seguro Rural prospera em meio à pandemia

Os prêmios cresceram 25,2% no primeiro semestre deste ano

Fonte: Seguro Nova Digital

Mais um nicho do mercado de seguros é visto carinhosamente pelos corretores de seguros. O agronegócio, importante pilar de sustentação da economia brasileira, ganha notoriedade dentro do segmento segurador. O avanço da covid-19 no país diminuiu o poder de compra dos trabalhadores rurais, que precisaram manter seus equipamentos funcionando para cultivar e extrair alimentos.

A proteção aos equipamentos agrícolas suporta muito o produtor em caso de imprevistos em uma máquina no momento da colheita, por exemplo. Por se tratar, normalmente, de um item caro, porém determinante na rapidez e na realização da colheita, o seguro é fundamental para repor ou, eventualmente, permitir que o segurado tenha recursos para arrendar algum outro para finalizar aquele trabalho. Não ter um seguro, em um caso como esse, pode significar um prejuízo, destaca a diretora executiva de Negócios Corporativos e Saúde da Allianz Seguros, Karine Barros.

Dada a importância desse setor para o desenvolvimento econômico, o governo brasileiro se esforça em subsidiar as produções agrícolas. Conforme a Resolução nº 74, o orçamento aprovado no Programa de Subvenção Rural (PSR) de 2020 é de R$ 955 mi.

Mesmo com a já prevista retração no mercado, os prêmios do Seguro Rural cresceram 25,2% no primeiro semestre deste ano. Joaquim Neto, presidente da Comissão de Seguro Rural da FenSeg, explica que o aumento da subvenção do governo federal foi um dos responsáveis em manter o setor funcionando normalmente durante a pandemia.

De acordo com o especialista, o evento climático no Rio Grande do Sul e o aumento do valor das commodities também fizeram a diferença na demanda do seguro. Ao observar as perdas dos produtores gaúchos, os agricultores de outras regiões tiveram maior interesse no seguro. Além disso, o aumento do valor das commodities, como soja e milho, despertaram o interesse dos produtores em fazer seguro das suas plantações, analisa.

O PSR também incentiva o desenvolvimento do mercado segurador no país. O programa atrai novas empresas, o que aumenta a concorrência e ampliando o quadro de produtos. No início, em 2005, quatro seguradoras atuavam no país. Já no ano passado, 14 companhias estão habilitadas a operar nesse segmento.

Apetite dos corretores

Karine conta que o seguro rural é um nicho importante, mas com pouca penetração. Os corretores de seguros, por sua vez, se interessam pelo segmento cada vez mais. A Allianz, segundo a executiva, organiza treinamentos semanalmente com os parceiros a fim de trabalhar seus conhecimentos sobre a proteção. A seguradora promove treinamentos com os corretores em cada regional, com a participação média de 40 profissionais.

A companhia se destacou nesse segmento em 2019, quando cresceu 18%, enquanto a média do mercado foi de 15%. Nossa estratégia é de vender sempre pacotes completos de cobertura. O corretor precisa se sentir confortável em comercializar o seguro agro da Allianz e o cliente com total respaldo. Por isso, buscamos oferecer produtos bastante compreensivos, pondera Karine.

A executiva relata, também, que a seguradora enxerga um segmento de grande relevância e cheio de oportunidades. O produtor deve entender que o seguro é um investimento, junto com todos os outros que ele faz.

Reflexos da pandemia

Por causa do seguro rural, não é possível dizer que o mercado segurador foi afetado integralmente pela pandemia. Joaquim Neto esclarece que a produção agrícola está numa crescente, com saldo na balança comercial devido a suas exportações. O agricultor tem conseguido atender todo esse mercado, exceto para culturas de frutas, hortaliças e flores, que houve retração. Nesses casos, porém, os produtores têm pouco costume de contratar essa proteção.

Com o primeiro semestre animador, o especialista projeta um contínuo crescimento até o fim do ano, levando em consideração que o agricultor tem se empenhado a trabalhar com tecnologia, além de desenvolver sua produção.

A continuidade do crescimento só será possível com muito trabalho. A FenSeg tem uma comissão técnica composta por 14 seguradoras que atuam no mercado de seguro rural. Todas as companhias têm participado ativamente de grupos de trabalho a fim de dar continuidade a esse crescimento, finaliza Neto.

Governo subsidia distribuidoras de energia privatizadas

MP busca reduzir conta que consumidor terá que pagar devido a empréstimo feito a companhias.

Fonte: Monitor Mercantil

Quando as distribuidoras da Eletrobras na Região Norte foram privatizadas, no ano passado, não faltaram alertas sobre o aumento de tarifas. A Medida Provisória 998, publicada no Diário Oficial nesta quarta-feira, busca atenuar o peso dessa conta no bolso dos consumidores.

A MP visa também diminuir o impacto do pagamento de um empréstimo de R$ 15,3 bilhões para as distribuidoras de energia afetadas pela queda de receita em decorrência da pandemia. Ao contrário de outros setores, igualmente afetados pela retração da economia, o empréstimo não será pago pelas empresas de energia.

O empréstimo foi tomado pelas companhias junto a 16 bancos e será bancado pelo consumidor até 2025, através de um encargo adicional inserido na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). A transferência dos recursos não utilizados em projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e eficiência energética para a CDE reduzirá o tamanho desse encargo a ser cobrado.

A CDE é um fundo do setor elétrico que custeia políticas públicas e programas de subsídio, como o Luz para Todos e o desconto na tarifa para irrigação.

A medida destina recursos da Reserva Global de Reversão (RGR) e da CDE para atenuar aumentos tarifários para os consumidores das distribuidoras recém-privatizadas: Amazonas Distribuidora de Energia, Boa Vista Energia, Companhia de Eletricidade do Amapá, Companhia Energética de Alagoas, Companhia Energética do Piauí, Centrais Elétricas de Rondônia e Companhia de Eletricidade do Acre.

A MP também altera regras para permitir, não apenas a contratação de energia pelas distribuidoras, mas também a contratação de potência, que é a energia para as horas de maior consumo. A partir de agora também está permitida a devolução da energia comprada pelas distribuidoras e não utilizada.

Além disso, a MP mexe nos descontos nas tarifas de transmissão e distribuição concedidos às fontes incentivadas, como usinas eólicas e solares, que somente serão aplicados para empreendimentos que solicitarem outorga nos próximos 12 meses e entrarem em operação nos 48 meses seguintes. Como esses descontos são bancados pela conta de luz, a medida reduz o custo do subsídio para os consumidores, mas coloca uma dúvida sobre a geração de energia limpa.

Você já conhece as últimas novidades do MDF-e Integrado, que entram em vigor agora em setembro?

Em fevereiro deste ano, foi publicada a Nota Técnica de número 2020.001 no portal do Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais e cujas alterações entram em vigor agora no dia 8 de setembro (caso não haja novos adiamentos, o que já aconteceu em função dos impactos para o setor da crise de enfrentamento ao novo coronavírus).

Mas antes de entrar no detalhe do que essa nova Nota Técnica aborda, vamos falar um pouco sobre o MDF-e integrado. É um projeto que foi criado para gerar uma infraestrutura digital de documentos, legislações e processos para simplificar a emissão de documentos fiscais de transporte e integração.

A ideia é criar um novo ecossistema digital que permitirá o aperfeiçoamento dos procedimentos e informações compartilhadas entre os agentes da cadeia do transporte e fiscalização (ETC, TAC, ANTT, Administradores de meios de pagamentos e as Secretarias de Fazenda). Ou seja, será possível compartilhar informações entre todos os envolvidos no transporte, utilizando um único documento e uma infraestrutura já consolidada, o que simplificará o compartilhamento de informações e formatos.

Nos últimos meses, as Secretarias da Fazenda, Encat e parceiros vem estruturando as atividades para superar os desafios enfrentados pelos órgãos de controle. O principal objetivo é criar um ambiente operacional mais eficiente e competitivo, com as ações abaixo:

Aprovação do compartilhamento dos MDF-es dos 7 Estados com os órgãos reguladores de transportes;

Aprovação da obrigatoriedade de emissão do MDF-e em todas as operações de transportes, tanto intermunicipais quanto interestaduais.

Implantação da plataforma digital e registro de eventos eletrônicos, que permitem ao transportador confirmar a entrega da mercadoria ao destinatário, possibilitando assim, a redução do prazo para o recebimento do frete;

Aprovação da Nota Fiscal Fácil, que permitirá aos contribuintes, que operam com vendas de mercadorias e os TACs, emitirem seus documentos fiscais de maneira simplificada e através de um smartphone, conforme legislação publicada no D.O.U do dia 19/12/2019 (Ajuste SINIEF No. 37 de 13 de dezembro de 2019).

Publicação da NT que estrutura o MDF-e integrado.

As principais vantagens do MDF-e integrado para as transportadoras, são:

Geração automática do CIOT, através do sistema emissor de CT-e e MDF-e, para as modalidades TAC e TAC-Agregado

Facilitar e automatizar o processo de fiscalização do Piso Mínimo do Frete (resolução ANTT No 5.849)

Geração de informações que facilitam a negociação do recebimento de fretes, diretamente na instituição financeira onde possui conta.

Agora, quanto às mudanças do projeto do MDF-e, referente a emissão do documento, são:

1) O grupo informações do município de descarregamento? do sistema emissor agora poderá conter até 10.000 ocorrências (informações)

2) Na parte geral do MDF-e, deverá ser criado o grupo ?Produto predominante?, para que o emitente selecione o tipo de carga predominante (granel sólido, carga geral, neogranel, etc..)

3) No modal rodoviário, deverá incluir os seguintes campos no grupo informações do contratante

3-1) Nome (razão social ou nome do contratante)

3-2) ID estrangeiro (se aplicável)

3-3) CNPJ ou CPF

4) Criar o grupo de ?informações do pagamento do frete?, com os campos

4-1) Nome do responsável pelo pagamento

4-2) Número do CPF ou CNPJ do responsável pelo pagamento

4-3) Vale pedágio, impostos, taxas e contribuições

4-4) Despesas (bancárias, meios de pagamentos, outras)

4-5) Se o pagamento será à vista ou a prazo

4-6) Número de identificação do banco

4-7) Número da agência

4-8) CNPJ da IPEF

O prazo de implantação em homologação, iniciou em 09/03/2020, e serão disponibilizada as alterações em produção em 08/09/2020.

CÂMARA APROVA NOVO MARCO DO GÁS, APOSTA PARA DESTRAVAR INVESTIMENTOS DE R$ 43 BI

Após vencer a resistência da oposição, a Câmara aprovou o projeto do novo marco legal do gás. Foram 351 votos a favor e 101 contra. O projeto tem como objetivo abrir a concorrência no setor e baratear o preço do gás. O texto segue agora para o Senado.

O projeto é a aposta do governo para destravar investimentos de até R$ 43 bilhões e reindustrializar o País. Alinhado ao novo mercado de gás, programa do governo mais conhecido como ?choque da energia barata?, a proposta abre um setor que até pouco tempo era dominado pela Petrobrás. Os investimentos previstos irão assegurar projetos de expansão de infraestrutura de transporte, escoamento e armazenamento do gás.

A derrubada do monopólio permite a grandes consumidores comprar gás dos fornecedores que oferecerem melhores preços. O preço do gás natural do Brasil é alto na comparação com outros países, de US$ 12 a US$ 14 por milhões de BTUs (unidade térmica britânica, na sigla em inglês), de acordo com dados apresentados pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, à Câmara dos Deputados. Nos Estados Unidos, por exemplo, o preço é de aproximadamente US$ 3 e em países da Europa, US$ 7.O combustível é matéria-prima de segmentos como siderurgia, vidros e fertilizantes e ainda move usinas geradoras de energia elétrica.

Com a decisão da estatal de deixar o negócio de distribuição, onde é sócia de 19 de um total de 26 distribuidoras, e vender sua malha de gasodutos e estruturas essenciais, o ministro da Economia, Paulo Guedes, avalia que a chegada de novos concorrentes no setor pode fazer com que o preço do gás caia até 40%.

Catálogo da Indústria Marítima

O texto aprovado traz adaptações para essa nova fase. Ele muda o regime de exploração de gasodutos para o de autorizações, mais simples que as atuais concessões (que prevê leilões), impede que uma empresa atue em várias etapas da produção e barra também a verticalização, ou seja, relação societária entre transportadores, produtores e comercializadores.

Além disso, a proposta assegura o livre acesso de outras empresas a infraestruturas essenciais, como gasodutos, unidades de processamento e terminais de liquefação e regaseificação de GNL. Por fim, prevê regime de contratação de capacidade de gás por pontos de entrada e saída na malha de gasodutos de transporte, o que deve agilizar e desburocratizar a prestação do serviço de transporte. Por essa lógica, ganhará mercado quem tiver o melhor preço.

Apesar da insistência de partidos do centro para mudar o texto, o relator do projeto, deputado Laércio Oliveira (PP-SE), manteve a proposta aprovada no ano passado pela Comissão de Minas e Energia da Casa. Governadores pressionaram bancadas em defesa das distribuidoras, únicas fornecedoras, que poderão perder mercado com o ingresso de competidores. Hoje, a Constituição estabelece que o serviço compete aos Estados. Da forma como foi aprovado o texto, concessionárias de distribuição em dutos poderão terceirizar serviços para empresas que queiram instalar a infraestrutura.

CNI diz que novo marco atrairá investidores ao País

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou, em nota, que a aprovação do novo marco pelos deputados é um importante passo para a abertura do mercado no Brasil. No texto, a entidade pede celeridade na apreciação do tema pelo Senado.

A abertura do mercado à competição e a queda do preço do gás natural de forma consistente são cruciais para o país superar a grave crise provocada pela covid-19. Com oferta e tarifas adequadas às demandas da indústria, o Brasil terá melhores condições para atrair investimentos, enfrentar a acirrada concorrência externa, retomar o crescimento econômico e criar empregos no pós-pandemia, disse o presidente da entidade, Robson Braga de Andrade.

Segundo a CNI, a indústria brasileira tem potencial para se tornar uma grande consumidora de gás natural, com possibilidade de triplicar a demanda em uma década em um cenário de queda dos preços de gás pela metade. Diante desse cenário, os investimentos no País poderiam chegar a R$ 150 bilhões em 2030.

Fonte: Estadão

Zurich muda comando na América Latina, mas mantém uma mulher no cargo de CEO para a região

Fonte: Sonho Seguro

O grupo Zurich anunciou nesta semana várias mudanças de executivos ao redor do mundo.

Veja o novo board da Zurich a partir de 1º de outubro de 2020, e na América do Norte e APAC a partir de 1º de janeiro de 2021:

Segundo comunicado do grupo, Claudia Dill decidiu renunciar ao cargo de CEO da América Latina por motivos pessoais e deixou a empresa.

Claudia será sucedida a partir de 1º de outubro por Laurence Maurice, nova CEO da América Latina, que deixa a Allianz após mais de 20 anos no grupo.

Vejam as outras mudanças:

Kristof Terryn assumirá como CEO da América do Norte, sucedendo Kathleen Savio.

Sierra Signorelli assumirá a função de Group Chief Underwriting Officer (CUO) (Diretora Executiva de Subscrição do Grupo).

Tulsi Naidu. Ela, que é CEO da Zurich no Reino Unido desde 2016, assumirá como CEO da APAC.

A Zurich anuncia a nomeação de Katja Roth Pellanda como nova Group General Counsel (Diretora Jurídica do Grupo), a partir de 1º de outubro.

Jack Howell, CEO da Ásia-Pacífico (APAC), será o líder da unidade de Global Business Platforms e será realocado em Zurique.

Ericson Chan, atualmente CEO da Ping An Technology, entrará para a Zurich a partir de 1º de outubro, como Group Chief Information and Digital Officer (Diretor executivo de Tecnologia da Informação e Digital) e membro do Comitê Executivo.

A partir de 1º de janeiro de 2021, Kathleen Savio, CEO da América do Norte, será nomeada para a nova função de Group Chief Transformation Officer (CTO)

FIPE: Certificação em Gestão de Riscos

Certificação Profissional em Gestão de Riscos, programa 100% on-line que será realizado no período de 14 de setembro a 9 de dezembro de 2020.

Associados à ABGR têm 20% de desconto na matrícula. Aproveite!

A Certificação Profissional em Gestão de Riscos visa instrumentalizar os profissionais das áreas de gestão de riscos e afins com uma miríade de ferramentas robustas para implantar um processo de Transformação Digital em Gestão de Riscos em sua organização.

Maiores informações acesse: https://www.fipe.org.br/pt-br/ensino/extensao-curta-duracao/#CDCPGR2

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Produção industrial cresce 8% em julho na comparação mensal, acima do esperado pelos economistas

A expectativa mediana dos economistas compilada no consenso Bloomberg era de alta de 5,9% no indicador na base mensal

Fonte: InfoMoney

A produção industrial brasileira teve alta de 8% em julho na comparação com junho,  mostrou nesta quinta-feira (3) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acima do esperado pelos economistas. Na base de comparação anual, a baixa foi de 3%.

A expectativa mediana dos economistas compilada no consenso Bloomberg era de alta de 5,9% no indicador na comparação mensal, após registrar alta de 8,9% na medição anterior. Na comparação anual, a projeção era de recuo de 6%, após cair 9% no mês anterior.

Com a alta de julho, foram três meses seguidos de alta, eliminando parte da perda de 27% acumulada em março e abril, momento de agravamento dos efeitos do isolamento social por conta da pandemia da COVID-19, que afetou o processo de produção em várias unidades produtivas no país. O crescimento, porém, ainda não foi suficiente para eliminar a queda acumulada em março e abril, que levaram o patamar de produção ao seu ponto mais baixo da série, destaca o IBGE.

Em relação a julho de 2019 (série sem ajuste sazonal), o recuo de 3% marcou o nono resultado negativo seguido nessa comparação. Com isso, o setor acumula perda de 9,6% no ano. Em doze meses, a redução foi de 5,7%, marcando o recuo mais intenso desde dezembro de 2016 (-6,4%) e acelerando a perda frente aos meses anteriores.

Variações mensais

Entre as atividades, a influência positiva mais relevante em relação ao mês anterior foi assinalada pela de veículos automotores, reboques e carrocerias, que avançou 43,9% em julho de 2020, impulsionada, em grande medida, pela continuidade do retorno à produção após a interrupção em função da pandemia. O setor acumulou expansão de 761,3% em três meses consecutivos de crescimento na produção, mas ainda assim se encontra 32,9% abaixo do patamar de fevereiro último.

Outras contribuições positivas relevantes sobre o total da indústria vieram de Metalurgia (18,7%), de Indústrias extrativas (6,7%), de Máquinas e equipamentos (14,2%), de Coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,8%), de Outros produtos químicos (6,7%), de Produtos alimentícios (2,2%), de Produtos de metal (12,4%), de Produtos de minerais não-metálicos (10,4%), de Confecção de artigos do vestuário e acessórios (29,7%), de Produtos de borracha e de material plástico (9,8%), de Produtos têxteis (26,2%), de Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (13,8%), de Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (12,0%), de Produtos diversos (27,9%) e de Bebidas (4,6%).

Por outro lado, o ramo de Impressão e reprodução de gravações, com queda de 40,6%, assinalou o único resultado negativo nesse mês.

A atividade havia registrado expansão de 77,1% em junho, quando interrompeu dois meses de consecutivos de redução na produção, período em que acumulou perda de 27,7%.

Entre as grandes categorias econômicas, em relação a junho de 2020, bens de consumo duráveis, ao crescer 42,0%, mostrou a taxa positiva mais acentuada em julho de 2020.

Foi o terceiro mês seguido de expansão na produção, acumulando 443,8% de avanço no período. Mesmo assim, o segmento ainda se encontra 15,2% abaixo do patamar de fevereiro.

Os setores produtores de bens de capital (15,0%) e de bens intermediários (8,4%) avançaram acima da média da indústria (8,0%). Já o de bens de consumo semi e não-duráveis (4,7%) também teve taxa positiva, mas assinalou o crescimento menos intenso entre as categorias econômicas.

Todos esses segmentos apontaram expansão pelo terceiro mês consecutivo e acumularam no período ganhos de 70,5%, 21,1% e 24,0%, respectivamente, mas ainda assim permanecem abaixo do patamar de fevereiro último.

Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral para o total da indústria avançou 8,8% no trimestre encerrado em julho de 2020 frente ao nível do mês anterior, interrompendo a trajetória de quedas iniciada em novembro de 2019. A expansão observada nesse mês foi a mais acentuada desde o início da série histórica.

Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo duráveis (64,0%) assinalou o avanço mais intenso em julho de 2020 e interrompeu o comportamento negativo presente desde dezembro de 2019, acumulando recuo de 64,8% no período.

Os setores de bens de capital (18,6%), de bens de consumo semi e não-duráveis (7,3%) e de bens intermediários (6,7%) também mostraram taxas positivas em julho de 2020 e os avanços mais elevados das séries históricas. O primeiro interrompeu trajetória de quedas iniciada em junho de 2019; o segundo intensificou a alta de 1,3% do mês anterior; e o terceiro eliminou parte da perda de 12,8% acumulada de março a junho de 2020.