Furnas desenvolve sistema pioneiro de análise de riscos

11, Set. 2020

Furnas desenvolve sistema pioneiro de análise de riscos

Resultado do projeto de Pesquisa e Desenvolvimento, que obteve a patente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), utiliza inteligência artificial para identificar os riscos com antecedência.

FURNAS acaba de desenvolver em seu Centro Tecnológico de Engenharia Civil, em Aparecida de Goiânia (GO), um pioneiro sistema de análise de riscos de empreendimentos de engenharia, que obteve a patente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). Resultado do projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da ANEEL, com participação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a iniciativa utiliza inteligência artificial para identificar os riscos antecipadamente, minimizando perigos como o rompimento de estruturas. A partir da inserção de informações pelos usuários, o sistema de inteligência artificial avalia riscos, probabilidades e impactos dos riscos. O objetivo foi a elaboração de diversas metodologias de análise de riscos para empreendimentos de geração e transmissão de energia. O sistema pode ser utilizado em qualquer etapa da vida útil, como viabilidade, projeto, aquisição, construção e operação, explica Flavio Sohler, coordenador do projeto e engenheiro da Gerência de Serviços e Suporte Tecnológico de FURNAS.

Desenvolvido durante três anos, o projeto teve um custo total de R$ 2,3 milhões. A expectativa é que possa gerar economia de cerca de R$ 4 milhões por ano para a empresa, a partir do contingenciamento de riscos. O sistema já foi apresentado para os departamentos de projetos, construção e operação de FURNAS, além de turmas de cursos específicos de análise de riscos para empreendimentos de geração e transmissão de funcionários da holding Eletrobras e Chesf.

A princípio, o sistema será utilizado internamente e, posteriormente, em consultorias que avaliarmos conveniente. Existe, ainda, a possibilidade de a partir da implantação do sistema e realização de cursos, buscar no mercado mais receitas para a companhia, reforça Renato Cabral, gerente do Centro Tecnológico de Engenharia Civil de FURNAS.

Particularidades do projeto

Os principais critérios analisados pela ANEEL para um projeto de P&D são a originalidade, aplicabilidade, relevância, capacitação profissional, produção técnico-científica, dentre outros. A originalidade é observada principalmente pela inovação da proposta do sistema especialista de análise de riscos de empreendimentos de engenharia não ser encontrado no mercado.

O sistema é composto por 8 modelos de análise de riscos: Método Eletrobrás-Furnas para barragens; Método LCI (Localização, Causa, Indicador); Método FMECA (análise de criticidade do modo de falha e seu custo); Método ETA (análise de árvore de eventos); Contingenciamento de custos; Matriz qualitativa de riscos; Método baseado em monitoramento e Método FAHP (Processo Analítico Hierárquico Fuzzy).

A aplicabilidade é observada a partir dos resultados do sistema especialista, que se aplicam a empreendimentos em qualquer etapa. Além disso, qualquer concessionária de geração do setor elétrico que possua uma barragem, parque solar, eólico, subestação ou linha de transmissão poderá utilizar os produtos deste projeto. O módulo FMECA, por exemplo, poderá ser utilizado, com resultados seguros, na avaliação de riscos do sistema de transmissão, para as subestações e linhas, e para outros empreendimentos de engenharia.

A relevância do resultado do projeto é concretizada pelo sucesso em identificar e mensurar a expectativa de ocorrência de uma ameaça de risco. Também propicia uma base transparente para que incertezas sejam quantificadas, propiciando a eventual redução de gastos com seguros, conclui Flávio Sohler.

Fonte: Revista Setor Elétrico

Lloyds of London estima pagar US$ 3,1 bi em indenizações por Covid-19

Fonte: Reuters / Sonho Seguro

À Reuters, o presidente Bruce Carnegie-Brown disse que as perdas devido à pandemia podem se estender pelos próximos anos

O Lloyds de Londres vai pagar 2,4 bilhões de libras (US$ 3,12 bilhões) em indenizações relacionadas à pandemia nos primeiros seis meses, segundo informou em comunicado, ao registrar prejuízo no primeiro semestre. A perda total por COVID-19 pode chegar na casa de 3 bilhões de libras.

Seguradoras de todo o mundo pagaram indenizações por cancelamento de eventos, viagens, crédito comercial e políticas de interrupção de negócios devido ao vírus. As que tinham resseguro com o Lloyds já estão acionando seus pedidos e expectativa é de uma fatura global de mais de US$ 100 bilhões este ano proveniente das seguradoras que atuam com seguros de bens e responsabilidades, classificadas em não vida.

À Reuters, o presidente Bruce Carnegie-Brown disse que as perdas devido à pandemia podem se estender pelos próximos anos. Ninguém sabe quando começou, certamente não sabemos quando vai acabar.

O Lloyds, cujos resultados são um agregado de seus mais de 90 membros conhecidos como sindicatos, informou que os pagamentos relacionados ao COVID-19 foram líquidos de resseguro. O mercado registrou uma perda antes dos impostos no primeiro semestre de 438 milhões de libras, em comparação com um lucro de 2,3 bilhões de libras um ano antes. Os prêmios emitidos brutos aumentaram 1,7%, para 20 bilhões de libras.

O índice combinado, uma medida de lucratividade de subscrição, deteriorou-se de 98,8% um ano antes para 110,4%. Um nível acima de 100% indica uma perda de subscrição. Excluindo os sinistros COVID-19, no entanto, seu índice combinado aumentou para 91,7%.

O Lloyds exigiu que seus membros abandonassem suas linhas de negócios de pior desempenho nos últimos anos e alguns saíram do mercado. Carnegie-Brown disse que seguros marine e Aviation estavam entre as linhas de negócios deficitárias e ele esperava que mais sindicatos deixassem o Lloyds, acrescentando que o mercado também tinha um forte fluxo de novos candidatos.

O Lloyds reabriu seu piso de subscrição na semana passada, após quase seis meses de fechamento devido à pandemia. O piso pode operar com até 45% de sua capacidade anterior. Carnegie-Brown disse que até agora os números que chegavam a cada dia estavam na casa das centenas, e não nos milhares anteriormente.

11/09/2001 - Dezenove anos depois

Como o atentado que derrubou as Torres Gêmeas em NY colapsou as Bolsas e mudou os mercados

Os bastidores do 11/09 através das vozes do ex-diretor do BC Luiz Fernando Figueiredo e do operador de Bolsa Douglas Ramos

Por Anderson Figo / InfoMoney

Quando dois aviões Boeing 767 atingiram as torres do World Trade Center em Nova York, em 11 de setembro de 2001, o mundo parou. As Bolsas de Wall Street estavam fechadas no momento do ataque e nem chegaram a abrir, foram mantidas assim por uma semana. No Brasil, a Bovespa (atual B3) viu seu principal índice, o Ibovespa, derreter. Os negócios foram interrompidos 1h15 depois da abertura do pregão e só voltaram no dia seguinte.

Minha principal preocupação foi tranquilizar o mercado. Mandei ligarem para todos os dealers para avisar que não deixaríamos faltar liquidez, disse Luiz Fernando Figueiredo, que na época era diretor de política monetária do Banco Central e hoje é CEO da Mauá Capital. Depois conseguimos falar com a Bovespa para que não ficasse fechada, ela voltou a funcionar no dia seguinte, foi uma das poucas Bolsas do mundo que fizeram isso, mas isso foi muito importante.

Nas mesas de operações, o semblante dos operadores era desolador e a falta de informações claras sobre a dimensão dos atentados piorou a reação dos mercados. Nós estávamos no terceiro subsolo da Bovespa, numa sala sem janela. O diretor de pregão quando viu que era algo grande imediatamente começou a se manifestar e mandou ligar todo o circuito de TV para podermos ver o que estava acontecendo. Eu vi colegas ligando para casa para pedir para buscarem os filhos na escola, poderia ser uma guerra mundial, disse Douglas Ramos, que na época trabalhava na BGC Liquidez, uma das maiores corretoras do mercado.

Quando as Bolsas de Wall Street reabriram em 17 de setembro de 2001, o Dow Jones caiu 7,1%, enquanto o Nasdaq Composite teve baixa de 6,8% e o S&P 500 perdeu 4,9%. Aqui no Brasil, no dia seguinte aos ataques, a antiga Bovespa reabriu e teve alta de 2,64%, com os papéis devolvendo as fortes perdas da sessão anterior, quando 46 ações do Ibovespa haviam atingido suas cotações mínimas nos últimos 12 meses.

Mercado apresenta novos sinais de retomada

Dados da Susep de julho mostram recuperação nos seguros residencial, de garantia estendida e de transportes

Fonte: Sonho Seguro

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) divulga nesta sexta-feira dados estatístico do mês de julho do mercado segurador. Uma grata surpresa com alguns segmentos.

Em residência, o volume de prêmios crescendo respectivamente 21,7% e 19,5% em cada mês, saindo de R$ 219,7 milhões em maio para R$ 319,5 milhões em julho, maior valor histórico da série divulgada pela Susep. Em relação a julho de 2019, esse valor representa um aumento de 9,8%. No acumulado do ano, no entanto, o volume de prêmios permanece pouco abaixo do mesmo período de 2019, com uma queda de 0,8%.

Os seguros de garantia estendida e transportes, impactados na pandemia, mostraram retomada em julho. O seguro garantia estendida, que costuma ser contratado na compra de produtos no varejo, cresceu 29% em julho ante junho e movimentou R$ 212,6 milhões no mês. Já nos seguros de transportes, ligados à circulação, que caiu na quarentena, o volume de prêmios foi de R$ 304,33 milhões, 26% maior do que em junho, segundo a Susep.

IGP-M sobe 4,41% na primeira prévia de setembro

Em contrapartida, refeições em bares e restaurantes caíram de 1,28% para -0,15%, segundo a FGV.

Fonte: Monitor Mercantil

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 4,41% no primeiro decêndio de setembro. No primeiro decêndio de agosto, este índice havia registrado taxa de 1,46%. Com este resultado, a taxa em 12 meses passou de 11,61% para 18,01%.

Nesta edição, a principal contribuição para aceleração do IGP-M partiu do IPA, cuja taxa passou de 1,85% para 6,14%, sendo este o maior resultado desde julho de 1994, quando o índice subira 17,95%. A principal fonte de pressão no índice ao produtor partiu dos preços das matérias-primas brutas que avançaram 11,37% sob influência das altas captadas para o minério de ferro (20,08%) e para a soja (11,48%), afirma André Braz, coordenador dos Índices de Preços, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 6,14% no primeiro decêndio de setembro. No mesmo período do mês de agosto, o índice subira 1,85%. Na análise por estágios de processamento, os preços dos bens finais subiram 2,70% em setembro, após variar 0,90% em agosto. A principal contribuição para este movimento partiu do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 1,92% para 6,01%. O índice correspondente aos bens intermediários passou de 2,30% no primeiro decêndio de agosto para 3,57% no primeiro decêndio de setembro. Este avanço foi influenciado pelo subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 1,72% para 3,07%.

A taxa do índice referente as matérias-primas brutas passou de 2,32% no primeiro decêndio de agosto para 11,37% no primeiro decêndio de setembro. Contribuíram para o avanço da taxa do grupo os seguintes itens: minério de ferro (1,73% para 20,08%), soja em grão (2,83% para 11,48%) e milho em grão (2,36% para 13,49%). Em sentido oposto, vale citar cana-de-açúcar (3,05% para 1,64%), suínos (21,43% para 10,96%) e laranja (6,24% para 1,14%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou de 0,32% no primeiro decêndio de agosto para 0,35% no primeiro decêndio de setembro. Duas das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo educação, leitura e recreação (-0,93% para 0,40%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item passagem aérea, cuja taxa passou de -8,50% para 6,74%.

Também foi computado acréscimo na taxa de variação do grupo habitação (0,29% para 0,37%). Nesta classe de despesa, a maior contribuição partiu do item condomínio residencial, cuja taxa passou de 0,09% para 0,63%.

Em contrapartida, os grupos transportes (0,92% para 0,76%), saúde e cuidados pessoais (0,54% para 0,29%), comunicação (0,41% para 0,01%), vestuário (-0,81% para -1,10%), despesas diversas (0,19% para 0,17%) e alimentação (0,43% para 0,42%) registraram decréscimo em suas taxas de variação. Estas classes de despesa foram influenciadas pelos seguintes itens: automóvel novo (1,21% para 0,35%), medicamentos em geral (0,53% para -0,05%), combo de telefonia, internet e TV por assinatura (0,90% para 0,00%), roupas (-0,83% para -0,94%), conserto de bicicleta (2,54% para 0,75%) e refeições em bares e restaurantes (1,28% para -0,15%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,88% no primeiro decêndio de setembro, taxa inferior a apurada no mês anterior, quando o índice havia sido de 1,26%. Os três componentes do INCC registraram as seguintes taxas da variação na passagem do primeiro decêndio de agosto para o primeiro decêndio de setembro: materiais e equipamentos (1,41% para 2,17%), serviços (0,18% para 0,14%) e mão de obra (1,35% para 0,12%).

Mercado segurador latino-americano debate efeitos da pandemia na região

Fonte: Cnseg / Sonho Seguro

Com o objetivo de debater os impactos e as reações dos mercados de seguro latino-americanos à pandemia do novo coronavírus, a sétima edição do CNseg Webinars, realizado em 9 de setembro, contou com a participação dos presidentes da Federação Interamericana de Empresas de Seguros (FIDES) e tesoureiro da Associação Panamenha de Seguradoras, Luis Enrique Bandera; da Federação Global de Associações de Seguro (GFIA) e Associação Mexicana de Seguradoras, Recaredo Arias; da Associação Peruana de Seguradoras (APESEG), Eduardo Morón Pastor; da Federação de Seguradores Colombianos (FASECOLDA), Miguel Gómez Martínez; com o Vice-Presidente Executivo da Associação de Seguradores do Chile A.G (AACH), Jorge Claude, e com o Presidente da CNseg e Diretor-Presidente da Fenaseg, Marcio Coriolano, que também atuou como moderador do encontro.

Em 2019, lembrou Coriolano, o mercado de seguros na América Latina arrecadou US$ 174 bilhões em prêmios, o que corresponde a apenas 2,5% do mercado mundial, evidenciando seu potencial de crescimento. O Brasil, por sua vez, representa 47% do mercado latino-americano.

O impacto no setor e os segmentos mais atingidos

Logo no início do webinar ficou evidente que o seguro de automóvel foi um dos segmentos mais atingidos pela pandemia em toda a América Latina, devido às restrições de circulação, que também comprometeram a venda de carros. Na Colômbia, afirmou Eduardo Pastor, essa queda foi de 13%. “Nos últimos seis meses, abasteci apenas uma vez o meu carro”, afirmou ele, para ilustrar a situação em seu país. No Brasil, lembrou Coriolano, apesar da forte queda desse seguro em um primeiro momento da crise, já se nota a volta do crescimento dos financiamentos de automóveis, mas com uma maior participação dos carros usados no mix, o que atribui à proteção do veículo em tempos de contágio.

Outro seguro fortemente impactado foi o de vida, citado pelos representantes de Chile, Colômbia e México, que alegaram, entre outras razões para tal, a dificuldade no registro de óbitos devido ao fechamento dos cartórios. Além disso, também foram citados os impactos no seguro de crédito, no Chile, e nos seguros para aluguel de imóveis e para grandes obras, na Colômbia.

No México, afirmou Recaredo Arias, houve contração de 1,7% no volume total de prêmios e a estimativa é que o custo das indenizações relacionadas à pandemia chegue a US$ 400 milhões. Segundo Eduardo Pastor, o setor segurador peruano deve ter uma contração de 6 a 7% em 2020 e, no Chile, o volume de prêmios deve cair entre 1 e 1,1%, de acordo com Miguel Martínez.

Como reagiu o regulador e o governo?

Questionados sobre a atuação dos órgãos reguladores durante a pandemia, os participantes afirmaram, de um modo geral, que foi positiva, flexibilizando as normas e fazendo avançar a regulação. No Chile, afirmou Jorge Claude, as exigências para a venda online e as regras de investimento foram flexibilizadas à semelhança do ocorrido na Colômbia, segundo Eduardo Pastor. No Brasil, afirmou o Presidente da CNseg, os reguladores também têm atuado com muita cautela, apesar da grande pressão sobre o setor.

Entretanto, um problema relatado por muitos foi o da criatividade parlamentar, que busca fazer caridade com o chapéu alheio, como disse Jorge Claude. Segundo Luis Enrique Bandera, os governos da região agiram com um grau de populismo perigoso, aprovando leis e normas que desconsideram os impactos financeiros na indústria de seguros. Muitos projetos de lei foram mal concebidos e com muitos erros, fazendo as seguradoras terem um grande trabalho de representação, complementou Miguel Martínez, afirmando, ainda, que na Colômbia houve um tsunami legislativo, com o surgimento de cerca de 100 projetos de lei que afetam de forma direta ou indireta o setor.

E se Martínez já considerava esse número muito elevado, deve ter ficado muito surpreso com os 1.300 citados pelo peruano Eduardo Pastor e com os mais de 3.200 projetos de lei que tramitam no Congresso brasileiro tratando de seguros, como informou Marcio Coriolano, concluindo: Em todos os países, houve formidável pressão dos parlamentos e judiciários para atropelar os fundamentos mais básicos do seguro para atender a demandas de caráter populista. Entretanto, segundo ele, as declarações feitas pela FIDES e pela GFIA explicando as limitações do seguro foram de fundamental importância para ajudar o setor segurador brasileiro a frear um pouco a onda de projetos de lei.

Ações positivas do setor em prol da sociedade

Outro tema que entrou no debate foram as ações do setor em prol da sociedade. De acordo com o Presidente da GFIA, baseado em pesquisa feita junto aos países membros da Associação, as que mais se destacaram foram as doações para o fortalecimento das infraestruturas hospitalares e a oferta de seguro de vida gratuito para profissionais de saúde que, somente no Chile, alcançou 150 mil pessoas. 

Outro procedimento muito comum relatado foi o de cobertura de sinistros relacionados à pandemia, mesmo quando não previstos em contrato, principalmente nos seguros de vida e de saúde.

O que fica dessa pandemia?

Questionados sobre os impactos de longo prazo dessa pandemia, Luis Bandera afirmou que ela rompeu com os sistemas tradicionais de trabalho e com os modelos educacionais, nos impulsionando em direção a um acelerado processo de digitalização que veio para ficar, mudando radicalmente a forma com que as pessoas fazem negócios e se relacionam. Concordando com a afirmação do colega, Recaredo Arias afirmou: É preciso entender que é a tecnologia que agora dita as regras do jogo e que as mudanças nos próximos sete anos serão maiores que as dos últimos 100 anos. As empresas de seguro devem estar à frente dessas mudanças no setor para não serem ultrapassadas pelas empresas de tecnologia, concluiu.

Miguel Martínez, por sua vez, disse identificar uma preocupação, dentro das seguradoras, relacionada ao marketing. Tradicionalmente, a venda de seguros sempre foi feita cara a cara e as empresas ainda estão assimilando as melhores formas de capacitar suas equipes para a comercialização pelos canais digitais. Esse fortalecimento dos canais digitais, entretanto, lembrou ele, tem ainda outras consequências, como o aumento da vulnerabilidade de empresas aos ataques cibernéticos, mas as pessoas têm consciência disso. 

Concluindo, Marcio Coriolano afirmou que, de uma forma geral, os consumidores aumentaram sua aversão ao risco, o que só faz aumentar nossa responsabilidade para oferecer-lhes produtos e soluções adequados aos novos tempos.

Plano de saúde deve fornecer remédio para tratamento de asma

Para magistrado, negar medicamento prescrito por médico é medida abusiva.

O juiz de Direito Rubens Pedreiro Lopes, da 4ª vara Cível de Tatuapé/SP, concedeu tutela de urgência para determinar que plano de saúde forneça medicamento (Dupixent - Dupilumabe 300 mg) indicado por médico a paciente com asma grave, respeitando as dosagens e quantidades indicadas nos relatórios médicos, por todo o período de tratamento, até a alta médica.

Para o magistrado, a negativa de fornecimento do medicamento estritamente prescrito por profissional habilitado, além de abusiva, seria equivalente a negar a integralidade de cobertura do que foi avençado no seguro saúde.

O segurado ajuizou ação visando o cumprimento de obrigação de fazer para que o plano de saúde fornecesse medicamento conforme expressa indicação médica.

Ao analisar o pedido, o magistrado assinalou que estava comprovada a existência da relação jurídica entre as partes e que a controvérsia da lide pode gerar prejuízo do contratante do plano de modo a comprometer o próprio objeto de contrata: a preservação da saúde e da vida.

Em sua análise, o magistrado apontou a súmula 102 do TJ/SP, segundo a qual havendo expressa indicação médica, é abusiva a negativa de cobertura de custeio de tratamento sob o argumento da sua natureza experimental ou por não estar previsto no rol de procedimentos da ANS. Segundo o juiz, este entendimento corrobora com as alegações do requerente.

Por fim, o julgador afirmou que a premissa da parte ré para recusar a cobertura, por sua vez, mostra-se equivocada, porquanto o rol de procedimentos da ANS, conforme remansosa jurisprudência, é meramente exemplificativo.

Veja-se, por fim, que não cabe à seguradora escolher a forma de tratamento. O único profissional habilitado para tanto é o médico que assiste ao segurado.

Os advogados Rodrigo Lopes e Fernanda Giorno de Campos (Lopes & Giorno Advogados), atuam na causa pelo paciente.

O processo tramita em segredo de Justiça.

Live THB / Saúde mental

Na próxima segunda-feira, 14, a THB Brasil, empresa especializada em Gestão de Riscos, Consultoria de Benefícios e Corretagem de Seguros e Resseguros realizará um bate papo virtual e aberto ao público, sobre doenças mentais e prevenção da saúde emocional, aproveitando a relação com o mês de prevenção ao suicídio e a campanha Setembro Amarelo.

O Papo de Médico será conduzido pela área de Gestão de Saúde da empresa em parceria com a Clínica Aspen Medicina & Psicologia Associadas. O médico Leonardo Ribeiro, da THB comandará o evento junto da neuropsicóloga Anna Paula Gonçalves de Almeida.

Acreditamos que este seja um momento importante para falarmos das questões emocionais e estarmos atentos à saúde mental. A pandemia vem aumentando casos de ansiedade e outros males que afetam todas as áreas da vida, explica Eduardo Kolmar, VP de Benefícios da THB Brasil.

Serviço:

Papo de Médico

14/9 às 17h00

Faça sua inscrição acessando este link: http://bit.ly/PapodeMedicoTHB 

A transmissão será realizada através do canal do Youtube THB Brasil: https://www.youtube.com/channel/UCJ-t3SVIQdsCvaqG564dDIA

Polícia investiga fraude de seguro que envolve valores de R$ 1 milhão

Fonte: CQCS | Sueli Santos

Em Itumbiara, interior de Goiás, agentes da 2ª Delegacia Distrital de Polícia (DDP), com auxílio da 6ª Delegacia Regional de Polícia (DRP) da cidade, deflagrou uma operação policial para cumprir mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva no bairro Furnas, em Itumbiara.

Reportagem publicada no site do jornal FolhaGo disse que as ordens judiciais foram expedidas pela comarca de Bom Jesus de Goiás em função da investigação que corre na 2ª DDP em inquérito policial para apurar a subtração de um implemento agrícola avaliado em quase R$ 1 milhão, mas que revelou se tratar de uma fraude contra a empresa de seguros que cobria a máquina.

A investigação apontou que o alvo da diligência, após perder o controle financeiro da sociedade, inventou um trabalho que jamais existiu para justificar o depósito do equipamento em uma propriedade, na zona rural do Município de Bom Jesus de Goiás. A máquina foi deixada em local de livre e fácil acesso, sem nenhuma vigilância e com seus sistemas de navegação e geolocalização eletrônicos deliberadamente desligados, juntamente com as chaves, de onde desapareceu, sem deixar vestígios, sobre sequer o dia do ocorrido.

Durante o cumprimento das ordens judiciais no endereço residencial do investigado, foram encontrados ainda, além de documentos, duas armas de fogo e munições, razão pela qual, ao lado da ordem de prisão preventiva, o investigado recebeu voz de prisão em flagrante delito pelo crime de posse ilegal de arma de fogo e munições.

Em outro endereço, declarado como sede da empresa do investigado, nenhum vestígio da existência de escritório foi encontrado. Assim, a Polícia Civil verificou se tratar apenas de um imóvel residencial, ao contrário do que garante a residente, que deverá ser investigada pelo crime de falso testemunho.

Cumpridas as ordens judiciais, e finalizada a lavratura do Auto de Prisão em Flagrante (APF), o investigado será encaminhado ao Presídio Regional de Itumbiara, onde passa à disposição do Poder Judiciário. As investigações devem ser concluídas nos próximos dias.

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