Susep prepara o setor de seguros para atrair mais investimentos

14, Out. 2020

Susep prepara o setor de seguros para atrair mais investimentos

Fonte: Sonho Seguro

Esse foi o tema do webinar promovido pela FVG e BMG Seguros, que abordou o papel da infraestrutura de mercado no desenvolvimento do segmento de seguros no Brasil

Atrair financiamento para fazer frente a um programa de investimentos em projetos de infraestrutura é um dos principais desafios para as companhias executarem as grandes obras necessárias para o desenvolvimento do Brasil. Nesse sentido, uma regulação robusta e orientada para negócios, em conjunto com a interconexão entre o mercado de seguros e as empresas, é essencial para que ocorra um salto de investimento no setor.

Este foi o foco da discussão dos especialistas participantes no evento virtual realizado pelo Grupo Economia da Infraestrutura & Soluções Ambientais da Fundação Getúlio Vargas, em parceria com a BMG Seguros. No webinar, os especialistas Otávio Damaso, diretor de Regulação do Banco Central; Sérgio Odilon, consultor de mercados financeiros e de capitais; Solange Paiva, superintendente da Susep; Jorge SantAnna, diretor-presidente da BMG Seguros, e Gesner Oliveira, coordenador do Grupo de Economia da Infraestrutura & Soluções Ambientais da FGV, defenderam maior integração entre mercado.

Para Otávio Damaso, diretor de Regulação do Banco Central, o papel do regulador, tanto no sistema financeiro quanto no securitário, é tornar ambos cada vez mais eficientes e sólidos. No Banco Central buscamos assegurar que isso ocorra em todas as suas dimensões, incluindo custos, serviços, processos de inclusão de usuários e competitividade, afirma.

Estamos fazendo um intercâmbio muito intenso com todos os players, a fim de padronizar e dar unicidade às informações dentro do sistema, que resulte em maior segurança para as partes, com potencial de negócios para o próprio sistema financeiro. O processo de inovação vai acontecer de qualquer forma e cabe ao regulador encarar essas inovações como oportunidade, avalia Damaso.

Jorge SantAnna, diretor-presidente da BMG Seguros, ressaltou a solidez, transparência e resiliência do sistema financeiro brasileiro, que surpreende investidores estrangeiros. Em 2007, quando falei sobre sistema de registros, em Nova York e Londres, contando que todos os derivativos de balcão no Brasil eram registrados, ninguém acreditou. Mas, na crise econômica que veio a seguir, em 2008, o Brasil reagiu muito bem, graças a esse sistema que desde então permitia uma visão mais aprofundada do problema.

O executivo chamou atenção também para o custo inicial de supervisão em infraestrutura. Eu vejo essa questão como um falso dilema, pois o investimento inicial se diluirá muito rapidamente e será convertido em condições positivas de mercado, como flexibilidade, segurança e capacidade de se fazer negócios, avalia.

A superintendente da Susep, Solange Paiva, destacou dois pontos: o Sistema de Registro de Operações (SRO), que passa por um rápido processo de evolução, a fim de facilitar a atuação do regulador, do segurador e, principalmente, do consumidor. Queremos atender as demandas da sociedade, regulamentando o mercado para permitir o desenvolvimento de produtos inovadores e voltados para um mundo muito tecnológico. A base para isso é o sistema de registro de operações e a tecnologia., diz. Nesse sentido, muito além de dados, é fundamental termos a informação organizada, com padrão e granularidade, que sirva como subsídio para a inovação. Se faltar informação para precificar o risco, o valor certamente ficará maior para o segurado, a fim de evitar prejuízo para o segurador, exemplifica Solange.

O tema tem sido polemico dentro do setor. A CNseg lista pontos que merecem um olhar atento do órgão de supervisão e fiscalização para ampliar a segurança do setor de seguros. Alerta-se para definições sobre a política de segurança e preservação do sigilo das informações; sobre trocas de informações entre as registradoras; da definição de critérios, pela Susep, de identificação de operações atípicas a cargo das registradoras e sobre mecanismos que incentivem a concorrência entre as registradoras. Ressalta-se ainda que as seguradoras já arcam com a taxa de fiscalização, instituída por lei, e terão que ser adicionalmente oneradas com o preço que for delas cobrado pelas registradoras, sem se vislumbrar maiores vantagens para os consumidores, que, ao cabo de contas, sustentam todo o sistema.

Solange também destacou que o Pix, novo sistema de pagamento eletrônico do Banco Central, será importante para o mercado segurador, pois os pagamentos serão mais flexíveis e terão custos menores, o que irá gerar uma redução nos custos das apólices. Quando falamos em microsseguro, alguns produtos não fazem sentido pagar boleto bancário, por exemplo. Com o Pix vamos baratear o sistema de pagamento e impulsionar o segmento.

Para o consultor Sérgio Odilon, o sistema de registro é uma experiência comprovada de sucesso, que ajudou o Brasil na crise de 2008, por exemplo, chamando inclusive a atenção dos Estados Unidos na época. Portanto, a solidez e a total segurança do sistema financeiro como um todo serve, hoje, como base para o segmento de seguros no importante processo que está em andamento na Susep.

Eu vejo o sistema de registro como o elo que permite essa ligação de mercados, pois ele aumenta a segurança, a transparência e a agilidade nos negócios; reduz custos e riscos de judicialização, elimina fraudes, traz benefícios para o regulador, para o regulado e para o cliente, e ainda melhora a precificação das operações e viabiliza a criação de novos produtos. Ou seja, não tem como não alcançar o sucesso, analisa Odilon.

Gesner Oliveira, coordenador do Grupo de Economia da Infraestrutura & Soluções Ambientais da FGV, finaliza o debate frisando a importância de se modernizar o mercado financeiro, a cadeia de seguros e, em última análise, promover o que pode levar o Brasil ao crescimento sustentável, que é o salto no investimento em infraestrutura. Sou adepto da defesa da concorrência, sei da importância de reduzir custos de transação, ampliar mercado e reduzir barreiras de entrada. E isto é o que foi tão bem ilustrado pelos participantes do nosso debate.

Gestão de Riscos & Inteligência Artificial

Inteligência Artificial em mercado securitário prevê riscos

Fonte: Revista Cobertura

O Sistema de Registro de Operações (SRO) é um ponto de inflexão na transformação tecnológica do setor de seguros no Brasil. Isso porque supera-se o modelo de coleta manual de dados, garantindo o acesso em tempo real a informações e a identificação de exposições a risco. Igualmente, é relevante o esforço de padronização das apólices e cadastros, com atualizações simultâneas aos eventuais sinistros.

O mais importante, sem dúvidas, é a estruturação de uma base de dados ampla, robusta, confiável e atualizada continuamente com os eventos e as transações relacionadas às operações de seguros, previdência complementar aberta, capitalização e resseguros. Essa mudança produz efeitos diretos na diversificação dos produtos disponibilizados aos usuários, na expansão da competitividade no mercado e na ampliação da transparência nas operações.

O SRO é um exemplo da compreensão dos dados enquanto ativo estratégico, contexto em que surgiu a expressão datafication. Aplicada ao ambiente de negócios, transforma as interações que ocorrem nesse espaço em formato quantificado, que permite a estruturação e a análise.

Já se fala inclusive em obsessão por coleta de dados, claro sem esquecer a conformidade perante as legislações de privacidade e proteção de dados, mas o aspecto nevrálgico é a importância desse ativo para o mercado de seguros. O SRO, nesse sentido, configura ponto de inflexão, porquanto instrumentaliza e facilita a avaliação sistemática de dados disponíveis e acessíveis aos players do mercado.

Constatação que se alinha ao reconhecimento de que as novas tecnologias, como a Inteligência Artificial (IA), são fatores competitivos importantes, com valor estratégico. Falar sobre IA é tratar de dados e algoritmos. É importante potencializar as suas combinações, por instrumentos técnicos, para aperfeiçoar modelos de negócios e solucionar problemas.

Existem vários exemplos de aplicações concretas, além da otimização dos serviços e processos existentes, as quais possibilitam segmentação de mercado, planejamento de cenários, desenvolvimento de produtos, detecção de fraudes e automação de atendimento ao cliente e de preços.

No mercado de seguros, a IA pode prever prêmios a partir de avaliações de risco passadas, automatizar a gestão de investigações e a tomada de decisões em solicitações de sinistro, detectar fraudes pela análise de chamadas de voz e organizar agrupamento de riscos mais bem delineados, entre outras funcionalidades.

Essas novas perspectivas no mercado de seguros também são observadas nas InsurTechs. Pretende-se alterar modelos de negócios tradicionais, por meio das novas tecnologias, e criar experiências personalizadas para os usuários a partir da simplificação e digitalização de procedimentos. Resultados: redução de custos, aumento da rapidez, de transparência e a expansão da competitividade.

Na trajetória de transformação tecnológica do mercado securitário em que o SRO é ponto de inflexão, evidencia-se diferentes variáveis que prometem impactar o setor, tais como: automação dos processos estimulada por smart contracts hospedados em protocolos blockchain, estratégias de inovação colaborativas, modelos de compartilhamento aberto de dados e surgimento de produtos mais intuitivos e sob demanda.

Autor: Wilson Sales Belchior é sócio do escritório Rocha, Marinho e Sales Advogados e conselheiro Federal da OAB.

Apetite chinês em energia é insaciável

Chinesa SPIC tem aval do cade para adquirir termelétrica

A elétrica chinesa State Power Investment Corp (SPIC) recebeu aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para operação pela qual adquiriu participação em empreendimentos termelétricos em implementação no Porto do Açu (RJ).

A SPIC anunciou no início de agosto um acordo vinculante para comprar inicialmente 33% dos projetos térmicos GNA I e GNA II, que somam 3 gigawatts em capacidade a partir de gás natural liquefeito (GNL).

O negócio foi autorizado sem restrições pelo Cade, de acordo com despacho no Diário Oficial da União desta terça-feira.

Após a transação, cujo valor não foi revelado, a SPIC passará a deter 33% nas duas usinas e em potenciais projetos futuros associados à expansão das térmicas.

As usinas no Porto do Açu ainda têm como sócios a Prumo Logística, a petroleira britânica BP e a alemã Siemens.

Segundo parecer do Cade, as empresas buscarão viabilizar expansões que poderiam levar a capacidade de geração futura na região a 6,4 gigawatts.

Atualmente, a SPIC possui no Brasil alguns parques eólicos e uma hidrelétrica, a usina de São Simão, entre Goiás e Minas Gerais.

Após análise, o Cade apontou que a entrada da chinesa nos ativos termelétricos do Açu não tem potencial de danos concorrenciais ao mercado de energia.

Fonte: Reuters

Eletronuclear constrói unidade para armazenar combustíveis usados de Angra 1 e 2

Repositório é fundamental para que usinas da empresa continuem gerando energia para o sistema elétrico brasileiro

Como o espaço de armazenamento das piscinas de combustíveis usados de Angra 1 (640 MW) e Angra 2 (1.350 MW) se esgotará em 2021, a Eletronuclear está construindo a Unidade de Armazenamento Complementar a Seco de Combustível Irradiado (UAS). O repositório é fundamental para que usinas da empresa continuem gerando energia para o sistema elétrico brasileiro. A obra do empreendimento, localizado dentro da central nuclear de Angra dos Reis, segue em ritmo acelerado, mesmo com a crise provocada pelo coronavírus.

Os trabalhos estão sendo realizados em duas frentes. A primeira é a implementação de modificações de projeto nas duas usinas. Em Angra 2, foram feitas adaptações na ponte polar e no semipórtico. Também serão efetuadas modificações na ponte do edifício de elemento combustível de Angra 1.

Além disso, há as obras civis, que estão em estágio avançado. Esse trabalho continua até dezembro. Até lá, serão concluídas a concretagem da laje principal, a construção de um almoxarifado e a instalação de uma cerca dupla, da iluminação externa e de uma guarita. Serão instalados ainda sistemas de monitoração de temperatura e radiação.

Todos os equipamentos necessários para realizar a transferência dos elementos combustíveis das usinas para a UAS já chegaram à central nuclear. Em novembro, terá início o treinamento do pessoal de operação e manutenção de Angra 1 e 2.

A partir de dezembro, ocorrem os testes de movimentação de transferência, que são feitos sem elementos combustíveis irradiados. A transferência começa em fevereiro por Angra 2. Em Angra 1, o procedimento está previsto para o segundo semestre do ano que vem.

Precauções

Em tempos de coronavírus, estão sendo tomadas precauções para garantir a segurança dos profissionais envolvidos no empreendimento. Aqueles que fazem parte do grupo de risco, tanto na Eletronuclear quanto nas empresas contratadas, estão em regime de teletrabalho. Já o pessoal da linha de frente está se revezando em turnos. O objetivo é minimizar ao máximo os riscos, explica o superintendente de Engenharia de Projeto da Eletronuclear, Lúcio Ferrari.

Inicialmente, a UAS contará com 15 módulos. No total, 288 elementos combustíveis serão retirados de Angra 2 e 222, de Angra 1, o que abrirá espaço nas piscinas de armazenamento para mais cinco anos de operação de cada planta. No entanto, o repositório comporta até 72 módulos, com capacidade para armazenar combustível usado até 2045.

Ferrari ressalta que as equipes da Eletronuclear estão trabalhando com dedicação, mesmo nesse momento de crise, para manter os prazos. Os profissionais na linha de frente estão empenhados para que o trabalho não seja interrompido. Também temos pessoas trabalhando de casa, aprovando e liberando documentos, para não atrasar as atividades. E estamos recebendo o apoio de todas as diretorias da Eletronuclear. Agradeço o esforço e comprometimento de cada um, finaliza.

Fonte: Canal Energia

Na pandemia, uma proteção contra os crimes cibernéticos

Mestre em economia e consultor do Sindseg SP, Francisco Galiza, analisa consequências da pandemia no Brasil

Fonte: Néctar/Sindseg SP

A pandemia do novo coronavírus trouxe, de roldão, o home office como condição essencial para garantir um mínimo de normalidade no dia a dia de trabalho, diante do isolamento social imposto pelo temor de propagação da doença. A mudança, que a princípio se apresentava como uma solução emergencial determinada pelas circunstâncias, vai ganhando o status de solução definitiva em muitas corporações, que constataram na mudança um conjunto de benefícios para as companhias e para os trabalhadores.

Beneficiários indesejáveis da materialização do home office como tendência testada e aprovada para o trabalho, os ‘hackers’ também vislumbraram, graças à transferência dos postos de trabalho para as residências, um terreno fértil para todo tipo de crime cibernético. Fora do ambiente mais protegido as corporações, os sistemas ficaram mais vulneráveis a um arsenal de golpes e fraudes cometidos por hackers, que colocaram o Brasil em posições de destaques dos rankings de crimes realizados pela internet. Desde que o novo coronavírus começou a se espalhar por aqui, o País se transformou no líder mundial de casos de ransomwares, modalidade de ataque cibernético em que o hacker trava o computador da vítima e cobra um resgate para liberá-lo. A própria pandemia serviu de mote para as investidas dos criminosos da internet. Pesquisa realizada pela consultoria americana Forrester mostrou que 41% das companhias ouvidas em dez países, com o Brasil entre eles, foram vítimas de ataques virtuais vinculados à doença.

Outro fator que impulsionou os crimes cibernéticos foi o crescimento do e-commerce, outra consequência do isolamento social. Várias empresas migraram para o ambiente virtual procurando atender ao aumento da demanda das famílias em isolamento social. Especialistas lembram que nem todas as empresas estavam preparadas para essa transição, nem para o crescimento do volume de compras online proporcionado pela pandemia. O resultado foi um aumento substancial do número de casos de roubo de dados. Um levantamento realizado pela consultoria Oliver Wyman apontou que os ataques de phishing no mundo todo aumentaram 700% desde março.

Atentas aos múltiplos desdobramentos da pandemia do novo coronavírus, as seguradoras souberam se adaptar também a esse cenário em particular, com a oferta de produtos que garantem a cobertura para ataques cibernéticos. O seguro para riscos cibernéticos oferece benefícios variados: a proteção para o caso de roubos de dados não se limita aos contratantes da apólice, abrangendo também os impactados pelo crime cibernético. Oferece cobertura para todos os custos resultantes dos ataques de hacker e dos vazamentos de dados e coloca à disposição do cliente uma equipe que lhe dará suporte nos casos de ataques.

O cenário vivenciado em meio à pandemia vem contribuindo para uma maior conscientização em relação à importância da contratação de seguros contra ataques cibernéticos A assimilação desses produtos fizeram com que a arrecadação apresentasse um crescimento de 72% em relação ao mesmo período de 2019, alcançando R$ 20,8 milhões. Para se ter uma ideia da maior ação dos hackers nesse período, basta verificar que o montante de sinistros verificado nos sete primeiros meses deste ano foi de R$ 13 milhões. No mesmo período do ano passado, havia atingido a marca de R$ 267 mil.

A trajetória de evolução do seguro contra riscos cibernéticos não deve parar por aí. Há novos componentes no ambiente de negócios do mundo corporativo que deverão contribuir para que esse tipo de seguro continue a conquistar importância. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que entrou em vigor recentemente, é um desses componentes. A nova legislação responsabiliza empresas pelo vazamento de informações de seus clientes. Há cálculos que circulam no mercado segurador dando conta de que, movidas pela necessidade de se protegerem dos efeitos dessa legislação, as companhias deverão ampliar em até 20 vezes a demanda por esse produto.

A entrada em vigor do sistema de pagamentos Pix, prevista para novembro, deverá representar outro desafio, diante do potencial para a concretização de crimes cibernéticos. A expectativa é deverá ocorrer uma pulverização desse mercado, com a participação de empresas com menor poderio tecnológico, o que poderá oferecer aberturas para a atuação de hackers.

Assim como vem ocorrendo com diferentes demandas apresentadas pela sociedade, a indústria seguradora deverá continuar acompanhando o pulso das necessidades e oferecendo maneiras de as pessoas e as corporações se sentirem protegidas.

Pix pode impactar o preço do seguro

Fonte: CQCS

O Pix vai baratear muito o custo do pagamento de seguros e impulsionar produtos como os microsseguros. A afirmação foi feita pela superintendente da Susep, Solange Vieira, ao participar de evento virtual realizado pelo Grupo Economia da Infraestrutura & Soluções Ambientais da Fundação Getúlio Vargas, em parceria com a BMG Seguros.

Segundo ela, a utilização do Pix trará importante ganho para a sociedade, pois haverá redução de até 20 vezes nos custos com docs e teds. A redução vai ser brutal e os ganhos enormes, assegurou.

Solange Vieira lembrou que, atualmente, a cobertura do seguro é reduzida pelo elevado custo do sistema de pagamento. Para a superintendente da Susep, quando se fala em microsseguro e alguns outros seguros, não faz sentido pagar um boleto bancário. O custo do boleto pode chega a R$ 10,00, enquanto o preço daquelas seguros, em alguns casos, não passa de R$ 1,00, acrescentou.

Balança comercial registra aumento de 10,44% nas importações de setembro

A balança comercial brasileira de setembro de 2020, apresentou um superávit de US$ 6,164 bilhões. De acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Economia, as exportações somaram US$ 18,459 bilhões e as importações US$ 12,296 bilhões. Em relação ao mês de agosto, houve um aumento de 4,04% das exportações e 10,44% nas importações.

Com esses números, a corrente de comércio (soma das exportações com importações) considerada um importante termômetro da atividade econômica atingiu US$ 30,755 e registrou crescimento de 6,51% em relação a agosto.

No ano, o Brasil acumula um saldo positivo de US$ 42,4 bilhões na balança comercial, fruto de US$ 156,780 bilhões de exportações e de US$ 114,336 bilhões de importações. O resultado é 18,6% maior que o do mesmo período do ano passado. Porém, aponta uma queda de 7% das exportações e de 14% das importações. Ao longo de 2020, o país elevou as exportações para a Ásia e para a Oceania, sobretudo as do agronegócio. Mas passou a vender menos para a Europa e para as Américas. E, junto a isso, passou a importar menos, tanto produtos agropecuários quanto industriais, devido à crise da covid-19.

O saldo comercial é o maior para meses de setembro desde o início da série histórica, que teve início em 1989. O superávit é registrado quando as exportações superam as importações. Quando ocorre o contrário, é registrado déficit comercial.

Para 2020, o Ministério da Economia projetou um saldo de US$ 55 bilhões na balança comercial. Se essa expectativa se configurar, teremos um aumento de 14,4% maior que o de 2019.

Autor: Aparecido Rocha / insurance reviewer

Risco fiscal e default podem assombrar investidor em emergentes

Nathan Sheets, economista-chefe da PGIM Fixed Income, disse que há uma deterioração fiscal extraordinária nos mercados emergentes neste ano

Fonte: Bloomberg

O próximo grande desafio para os mercados emergentes será liquidar uma pilha de dívidas em meio ao crescimento lento, de acordo com investidores e analistas que participaram de um evento do Institute of International Finance.

Empresas como PGIM e Amundi disseram que o risco fiscal é uma das maiores preocupações nos mercados depois que os governos aumentaram os gastos para compensar o choque econômico da pandemia. Isso é particularmente preocupante em mercados emergentes, em que países como Brasil e África do Sul entraram na pandemia com balanços frágeis.

Normalmente as crises vêm do lado da dívida, disse Vincent Mortier, vice-diretor de investimentos da Amundi em Paris. Não sabemos quando virá a próxima, mas o coquetel está se tornando um pouco tóxico.

A relação dívida/PIB mundial provavelmente aumentará 16 pontos percentuais em 2020 à medida que o crescimento vacila e os governos aumentam os gastos, de acordo com Alexandra Dimitrijevic, head global de pesquisa da S&P Global Ratings.

Nathan Sheets, economista-chefe da PGIM Fixed Income, disse que há uma deterioração fiscal extraordinária nos mercados emergentes neste ano. Embora continue otimista com a classe de ativos, ele disse que o risco fiscal é o maior problema no mundo em desenvolvimento.

Os desequilíbrios também afetarão as empresas de países em desenvolvimento, que venderam mais dívidas do que nunca neste ano para aproveitar os baixos custos de empréstimos e o forte apetite dos investidores.

O apoio monetário tem sido crítico, mas não abordou o risco de solvência, disse Dimitrijevic. A S&P espera que as taxas de default dobrem nos EUA e na Europa nos próximos 12 meses.

Arnab Das, estrategista de mercado global da Invesco Asset Management em Londres, disse que é crucial que os bancos centrais mantenham as condições financeiras relaxadas para evitar uma crise generalizada de default.

É assim que teríamos danos permanentes dos quais levaria muito tempo para voltar, disse Das. O primeiro passo para uma recuperação é manter as condições financeiras muito confortáveis, evitando o risco de que problemas de refinanciamento se transformem em defaults em cascata.

Recessão encolhe economia mundial em US$ 28 trilhões

Países emergentes e em desenvolvimento perdem mais que desenvolvidos.

Fonte: Monitor Mercantil

Após a recuperação da economia prevista para 2021, o crescimento mundial deverá desacelerar gradualmente até o patamar aproximado de 3,5% no médio prazo, estima o Fundo Monetário Internacional. A perda acumulada no produto em relação à trajetória projetada antes da pandemia deverá aumentar de US$ 11 trilhões em 2020-21 para US$ 28 trilhões em 2020-25. Isso constituirá um grave retrocesso na melhoria dos padrões médios de vida em todos os grupos de países, afirma a economista-chefe do FMI, Gita Gopinath.

O prejuízo não será igual para todos. Até fim de 2021, a perda de produto em relação ao projetado antes da pandemia para as economias de mercados emergentes e em desenvolvimento, excluindo a China, será de 8,1%, muito maior que a perda esperada de 4,7% nas economias avançadas.

Além de desigual regionalmente, o efeito também não é sentido igualmente pelas diferentes classes sociais. Os bilionários aumentaram suas fortunas para um recorde de US$ 10,2 trilhões, superando o pico anterior, de US$ 8,9 trilhões, alcançado no final de 2017. Relatório do banco suíço UBS divulgado semana passada revelou que a riqueza aumentou 27,5% no auge da crise de abril a julho, turbinada pela alta dos mercados de ações.

FMI melhora projeção para a economia mundial

Embora instituir novas medidas do lado da receita possa ser difícil, os governos devem considerar aumentar impostos progressivos sobre indivíduos mais afluentes e aqueles relativamente menos afetados pela crise (incluindo aumento de alíquotas de impostos para faixas de renda mais altas, propriedades de luxo, ganhos de capital e fortunas), bem como mudanças na tributação corporativa para garantir que empresas paguem impostos proporcionais, sugere o FMI.

Uma vacina eficaz contra a Covid pode reduzir as perdas. Na nossa estimativa, se as soluções médicas puderem ser disponibilizadas com mais rapidez e de forma mais generalizada em relação a nosso cenário de referência, poderia haver um aumento acumulado de quase US$ 9 trilhões na renda mundial até o fim de 2025, elevando a renda em todos os países e reduzindo as disparidades, opina Gita Gopinath.

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