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Caros Colegas, 

Nos dias 12, 13 e 14 de Setembro de 2018 será realizado na cidade de Porto em Portugal o congresso da Alarys (Asociación Ibero Americana de Administradores de Riesgos y Seguros) e da Apogeris (Associação Portuguesa de Gestão de Riscos e Seguros). 

O local do Congresso será o Porto Palácio Congress Hotel & Spa, que contempla equipamentos de comunicações de última geração, acústica e tecnologia de imagem com capacidade para até 600 pessoas. 

Na qualidade de congressista e presidente da APOGERIS e da ALARYS, venho por meio dessa convidá-los a participarem conosco desse evento. 

A agenda do evento encontra-se anexa e posteriormente será disponibilizado o link no site http://apogeris.pt/eventos/


Cordiais saudações,

Jorge Luzzi

Em 2060, País terá mais idoso que criança

 

O Estadão relata que Walter Orthmann, de 96 anos, é o funcionário brasileiro com o maior tempo de registro trabalhista em uma só empresa: 80 anos. Quando o catarinense nasceu, na década de 1920, a expectativa de vida, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), era de 42 anos. Hoje, essa longevidade chega a 79,7 anos. E vai crescer.

 

Nas próximas décadas, o envelhecimento da população brasileira se fará sentir com cada vez mais intensidade, segundo a Projeção da População (revisão 2018), divulgada ontem pelo IBGE. Até 2060, um quarto da população deverá ter mais de 65 anos – e o País já terá mais idosos que crianças.

 

O impacto inicial será no Sul e no Sudeste. O Rio Grande do Sul é apontado como aquele que primeiro experimentará uma proporção maior de idosos do que de crianças de até 14 anos, já em 2029. Quatro anos depois, em 2033, Rio e Minas também deverão ter mais idosos do que a população infantil.

 

Em contrapartida, Estados mais jovens, como Amazonas e Roraima, continuarão com mais crianças do que idosos até o limite da projeção, em 2060. “O que mais impressiona é a velocidade dessa transição”, afirma o economista Marcelo Neri, diretor da FGV Social. “O que a França, por exemplo, levou 120 anos para fazer, o Brasil fará em 30 anos; é muito mais rápido.”

 

Nesse período, compara Neri, a população idosa do País crescerá cinco vezes mais que a do Japão – que hoje tem a população mais longeva, com 8% acima dos 65 anos. E o Brasil, lembra ele, já gasta mais com a Previdência do que o país asiático. “É uma bomba que terá de ser desarmada de alguma forma.”

 

Mas aposentadoria é algo em que o nonagenário Orthmann nem pensa. Poderia ter parado há 40 anos, mas nunca desejou abandonar o emprego. Nem de férias gosta. “Você fica no sofá com o corpo todo duro, cheio de dores”, explicou ele, que tem oito filhos, oito netos e quatro bisnetos. “Tenho clientes de três gerações”, contou Orthmann, diretor comercial de uma empresa têxtil de Brusque (SC). Ele diz não tomar remédio e fazer exercícios diários.

 

A bomba demográfica, porém, não é só na área econômica. A saúde é outro ponto crítico dessa transição demográfica, segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Carlos Uehara. “Com essa transição demográfica vem também uma transição epidemiológica”, afirma. “Se as pessoas mais jovens morriam mais de doenças infecciosas, com o envelhecimento aumenta o número de doenças crônicas, como hipertensão ou diabete. E o nosso problema é que os serviços não estão preparados para atender a população.”

 

A idade média do brasileiro hoje é de 32,6 anos. Nove Estados apresentam idade média abaixo de 30 anos (todos os Estados do Norte, além de Alagoas e Maranhão). O Estado mais jovem do País é o Acre, com idade média de 24,9 anos.

 

Por outro lado, os Estados do Sul e do Sudeste têm idade média da população acima da projetada para o Brasil, sendo o Rio Grande do Sul o mais velho, com uma média de 35,9 anos.

 

A maior expectativa de vida ao nascer é de Santa Catarina (79,7 anos). Em 2060, o Estado deve manter o posto, com 84,5 anos. A previsão é de haver mais pessoas como o pajé Guarani Mbyá de Biguaçu (a 27 km de Florianópolis), Alcino Wherá Tupã Moreira, de 100 anos. Ele e a mulher, Rosa Poty Djá Moreira, de 98, são os guias espirituais da aldeia, compartilham saberes milenares indígenas e prezam por uma vida saudável, conectada à natureza. O homem branco, diz o pajé, “pisa nos remédios das plantas e nem sabe que é remédio”. É preciso, segundo ele, tratar a alma, “de onde vem as doenças”.

 

No outro extremo, o Maranhão (71,7 anos) tem hoje a menor esperança de vida, posição que em 2060 o Piauí deve ocupar (77 anos). “Estamos vivendo mais, mas se vamos viver melhor vai depender de uma série de coisas”, diz Leila Ervatti, demógrafa do Departamento de Estudos e Análises de Dinâmica Demográfica do IBGE.

 

“Nossos números estão aí: mostram as mudanças dinâmicas da população e indicam uma estrutura etária em transformação. Espero que (os dados) sejam usados para melhorar a vida das pessoas”, afirma Leila.

Dar remédio sem benefício afeta o SUS e o paciente’

 

Diante de petições que demandam do Estado o fornecimento de remédios, alguns juízes brasileiros começam a usar uma ferramenta online, em que é possível verificar se aquela opção tem benefícios comprovados para o Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se do e-NatJus, um dos frutos de uma parceria entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Ministério da Saúde e o Hospital Sírio-Libanês, que tem como foco a judicialização da saúde. Em maio, o Sírio deu início a um curso de capacitação para o Natjus, conta o bioquímico Luiz Reis, diretor de Ensino e Pesquisa do hospital, em entrevista ao Estadão.

 

Qual o principal objetivo?

 

A meta é levantar qual é a evidência científica do benefício. Não temos como objetivo reduzir a judicialização da saúde, os gastos com a judicialização.

 

Que ganhos se espera obter? Qual vai ser nossa medida de sucesso?

 

A quantidade de vezes em que a decisão do magistrado seguir a nota técnica. O projeto tem compromisso com a evidência científica e com a segurança. Se existir benefício, a resposta será a favor do paciente. Porque, quando você dá remédios sem benefício, você penaliza, sim, o SUS. Mas penaliza muito o paciente. Toda vez que você utiliza tratamento que não tem comprovação de efetividade clínica para resolver a patologia em questão, todos saem perdendo. Perde o SUS porque gastou recursos que não resultaram no benefício esperado. Perde o paciente que se expôs a um tratamento que, além de não trazer benefícios, pode trazer malefícios, como, por exemplo, a progressão da doença.

 

Como o projeto funciona?

 

Um dos pilares são os NATJus – núcleo de apoio técnico do Judiciário. Alguns lugares já tinham, outros criaram em decorrência desse projeto. Lançamos um programa de capacitação em avaliação de tecnologia em saúde, para membros dos NAT-Jus. Paralelamente, criamos um padrão de documento a ser respondido, que mostra a existência ou não de evidência científica para aquele pedido. Dentro do CNJ, todas essas respostas padronizadas são armazenadas em um sistema. Isso permite que um magistrado no Amazonas, ao receber um pedido, acesse a plataforma.

ANS critica proposta de reajuste diferenciado de planos de saúde

 

O Globo destaca que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) reagiu à proposta de incorporar reajustes diferenciados por operadora aos planos de saúde individuais. A medida é a principal sugestão de entidades que reúnem operadoras de saúde, levando em consideração seus custos personalizados e o modelo de negócios. Na prática, cada empresa apresentaria um percentual de reajuste, que seria aprovado ou não pela agência reguladora. Mas, para a gerente econômico-financeira e atuarial de produtos da ANS, Daniele Rodrigues, a regra poderia ser usada pelos planos como instrumento para fazer uma seleção de risco e restringir o acesso de beneficiários.

 

- O que o órgão regulador não pode fazer é permitir que a operadora utilize um instrumento de reajuste para fazer uma seleção de risco. O reajuste não pode ser "expulsor" do beneficiário. A variação de custos médicos e hospitalares (VCMH) pode ser levada em consideração. Também estamos estudando um pool regulado com um teto de aumento. Mas o modelo atual de reajuste já reflete a diferenciação entre os planos - avaliou Daniele.

 

Uma minuta, que está em estudo na ANS e foi apresentada durante audiência pública no Rio para discutir o tema, prevê que o novo cálculo de reajuste de contratos individuais seja totalmente desvinculado dos coletivos e inclua a VCMH. A metodologia aplicada hoje foi estabelecida em 2001 e leva em conta a média dos percentuais de reajuste aplicados pelas operadoras aos contratos de planos coletivos (com mais de 30 pessoas).

 

Atualmente, cerca de 9,1 milhões de pessoas têm planos de saúde individuais no país.

- A minuta que a ANS apresentou é resultado de estudos que estão sendo feitos dentro da agência, mas ainda não é uma proposta definitiva. Ainda vamos discutir as proposições para encontrar um equilíbrio entre os diferentes interesses dentro do mercado de saúde privada. O objetivo é encontrar uma fórmula que não seja tão impactante de um lado e tão insuficiente de outro - explicou Simone Freire, diretora de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS.

 

A Federação Nacional da Saúde Suplementar (FenaSaúde), que reúne 17 grupos que somam 40% da receita do setor, argumenta que o estudo da ANS não avança sobre as principais questões estruturais e os gargalos do setor, especialmente sobre o aumento de custos.

 

- A metodologia proposta traz poucos avanços estruturais no conjunto de falhas e pode aprofundar a redução de oferta. O que precisamos é de um olhar individualizado e de modelos de negócios - alertou Cristiana Vidigal, representante da FenaSaúde.

 

O presidente da Associação Brasileira de Direito e Economia (ABDE), Orlando Celso da Silva Neto, defendeu mudanças na regulação da portabilidade entre os planos de saúde para facilitar a migração de usuários e fomentar a concorrência entre os planos. Além disso, Silva Neto propôs a adoção de um pool de planos individuais de sua carteira para calcular o reajuste, assim como é feito com contratos coletivos com até 30 beneficiários.

A ANS informou, durante a audiência pública, que uma nova norma de portabilidade está em estudo há alguns anos na agência e está praticamente pronta para ser divulgada.

BC e Susep aprovam constituição de seguradora digital pelo Santander e HDI

 

A IstoÉonLine registra que o Santander Brasil informa que recebeu as autorizações regulatórias que faltavam para a constituição de uma seguradora digital com a alemã HDI. Conforme notas explicativas em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, a parceria foi aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em 2 de fevereiro, pelo Banco Central em 30 de abril, e em 15 de maio recebeu aprovação prévia da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

 

"A conclusão da operação está sujeita ao cumprimento de demais condições precedentes", informa o Santander, em relatório.

 

O negócio, anunciado em dezembro último, se dará a partir da criação de uma joint venture, na qual a Sancap Investimentos e Participações, controlada pelo banco, terá 50% e a sócia a outra metade. Batizada de Santander Auto, a joint venture do banco com a seguradora alemã será 100% digital e chega em um momento de recuperação do setor automotivo, um dos que mais sofreram com a crise no País.

Lojas do McDonald's vão à Justiça por seguro de perdas com caminhoneiros

 

A Folha de SP informa que donos de franquias do McDonald's se preparam para entrar na Justiça contra suas seguradoras para buscar indenização pelas perdas que acumularam durante os dias de paralisação dos caminhoneiros, em maio.

 

A iniciativa começou a ser estudada porque, após procurarem suas corretoras e seguradoras, foram informados de que a cobertura de problemas causados por greves não estava prevista em suas apólices de riscos patrimoniais.

 

Na época, a FenSeg (federação de seguros gerais, que representa o mercado segurador) divulgou um comunicado para "esclarecer dúvidas sobre danos decorrentes da paralisação e casos de cobertura".

 

A nota da entidade apontava que era necessário ter uma cobertura adicional "para incluir as perdas ou danos causados a mercadorias em decorrência direta de greves, tumultos, locaute, motins e comoções civis".

 

"Pelo fato de a greve ser classificada como caso fortuito ou de força maior, não cabe responsabilidade do transportador rodoviário", dizia o comunicado de FenSeg na ocasião.

 

Quando as rodovias foram bloqueadas, uma parte das unidades do McDonald's deixou de receber ingredientes do cardápio e, consequentemente, perdeu vendas. A rede de fast-food não informa o número exato de lojas que foram afetadas.

 

Contrariando a justificativa das seguradoras, franqueados agora defendem a ideia de que as cláusulas que excluem a cobertura de greves só dizem respeito a paralisações ligadas diretamente à vontade do segurado, o que não foi o caso nos protestos de maio.

 

Conforme a argumentação deles, a exclusão de greves nas apólices serviria para proteger as seguradoras no caso de alguma empresa segurada provocar condições de trabalho abusivas que estimulassem seus próprios funcionários a cruzar os braços, em um ato doloso para que o patrão se beneficiasse da indenização.

 

No caso da paralisação dos caminhoneiros, por sua vez, a percepção dos franqueados é que as estradas foram bloqueadas por motivos alheios à vontade deles.

 

Ou seja, o fornecimento de ingredientes foi interrompido por causa de uma paralisação de motoristas que impediu o tráfego, mas poderia ter ocorrido por causa de qualquer outro acidente capaz de fechar as estradas, como o desmoronamento de um viaduto ou situações ainda mais inesperadas como a queda de um satélite na rodovia.

 

Franqueados de diferentes portes ainda estão discutindo como deve ser o procedimento na Justiça.

 

O movimento não é uniforme e tem diferentes seguradoras como alvo. Por ora, estão sendo feitos levantamentos sobre a dimensão dos lucros cessantes.

 

Alguns franqueados procuraram especialistas em empresas como a consultoria Admiral e o escritório do advogado Ernesto Tzirulnik, presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro.

 

Antonio Motta, diretor da Admiral, nega que tenha sido consultado e diz que não vê chance de sucesso para a empreitada dos franqueados. "Todo o risco que pode ter efeitos catastróficos é excluído. São eventos que afetariam todo o mundo. Então as seguradoras excluem", diz Motta.

 

A ABFM (associação de franqueados da rede), a Arcos Dourados (operadora da marca) e o escritório de Tzirulnik não quiseram comentar.

Importação com impostos segurados

Os importadores brasileiros ao contratar uma apólice de seguro de transporte internacional de importação têm a opção de escolher as verbas a serem seguradas, que podem compreender os valores correspondentes ao custo da mercadoria (fob), frete, despesas de 10%, lucros esperados de 10% e tributos.

Muitos seguros são adquiridos com cobertura apenas para os valores fob, frete e despesas. Essa forma de contratar o seguro parcialmente pode resultar em prejuízos aos segurados, pois a maioria dos sinistros ocorre após a nacionalização das mercadorias, no percurso terrestre complementar entre o aeroporto, porto, armazém alfandegado, até o local de destino do importador ou outro indicado na apólice.

Um seguro correto deve incluir a cobertura adicional para os valores dos impostos aplicáveis e efetivamente pagos e não recuperáveis pelos importadores. Esta cobertura limita-se aos tributos referentes ao Imposto de Importação (II); Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI); Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS); PIS; Pasep e Cofins.

A garantia para os impostos é obtida com o pagamento de custo adicional de seguro e discriminação de verba própria na apólice ou no certificado de seguro. Nas apólices abertas com cobertura automática, os valores dos tributos recolhidos são extraídos de um sistema de captura de dados ligado ao Siscomex. Para apólices avulsas, contratadas antes do embarque, normalmente por intermédio de Agentes de Cargas e Despachantes Aduaneiros, os impostos podem ser segurados com base em valores estimados ou indicados na apólice como “a avisar”, e ajustado posteriormente ao registro na Declaração de Importação.

Com a cláusula adicional para impostos na apólice, a Seguradora garantirá ao Segurado o reembolso dos impostos incidentes, em virtude da ocorrência de danos materiais aos bens segurados, em consequência de qualquer um dos riscos garantidos pelas coberturas contratadas, e desde que a Seguradora tenha indenizado ou reconhecido a responsabilidade com relação a esses danos.

A cobertura para impostos aplica-se, exclusivamente, às ocorrências sobre as mercadorias seguradas, após o seu desembaraço aduaneiro e antes do término final da cobertura do seguro de transporte internacional contratado. Na hipótese de perdas ou danos decorrentes de incêndio no armazém do Porto ou Aeroporto de Descarga, a cobertura do seguro relativa ao valor declarado como Imposto de Importação, não ficará prejudicada, mesmo que o sinistro tenha ocorrido antes do desembaraço aduaneiro.

Alguns importadores entendem que o valor dos impostos esteja coberto pelo seguro do transportador responsável pelo transporte terrestre complementar, o que é um equívoco, pois o seguro obrigatório de responsabilidade civil do transportador rodoviário cobre as cargas contra as perdas e danos decorrentes exclusivamente de acidentes com o veículo transportador. Não cobre, por exemplo, os prejuízos resultantes de roubo ou furto parcial ou total, exceto nos casos com condições diferenciadas e negociadas com as seguradoras para esses riscos através do seguro de RCF-DC.

A fim de evitar prejuízos consequentes do pagamento de impostos sobre mercadorias sinistradas, recomenda-se ao importador sempre contratar a cobertura adicional para os tributos na sua apólice de seguro de transporte internacional de importação.

Aparecido Rocha – especialista em seguros internacionais

Catástrofes causam perdas econômicas de US$ 45 bi no semestre

 

As perdas econômicas globais causadas por desastres naturais no primeiro semestre de 2018 foram estimadas em US$ 45 bilhões, 64% abaixo da média de US$ 124 bilhões em 10 anos e 48% abaixo da média de US$ 87 bilhões em 18 anos, segundo http://thoughtleadership.aonbenfield.com/Documents/20180724-ab-analytics-if-1h-global-report.pdfdivulgado pela Aon. Já as perdas seguradas foram preliminarmente estimadas em US$ 21 bilhões, 40% menor do que a média de US$ 35 bilhões em 10 anos e 19% menor do que a média de US$ 26 bilhões em 18 anos. Estes totais estão sujeitos a alterações à medida que as perdas se desenvolvem.

Os desastres naturais tiraram pelo menos 2.153 vidas durante o primeiro semestre de 2018, o menor número desde 1986 e significativamente abaixo da média de longo prazo (1980-2017) de 36.570 e uma mediana do mesmo período (7.991). A inundação foi a catástrofe que mais matou nos dois primeiros trimestres de 2018, tendo sido responsável por pelo menos 892 mortes.

De acordo com o relatório da Aon, estima-se que houve 156 eventos de desastres naturais no primeiro semestre de 2018, acima da média de 142 anos de 18 anos. Embora não houvesse uma mega catástrofe que levou a prejuízos econômicos além de US$ 10 bilhões, havia pelo menos 15 eventos separados de bilhões de dólares no primeiro semestre de 2018 – todos relacionados ao clima, exceto um evento de terremoto – liderado pelos EUA (6), EMEA (4), APAC (4) e as Américas (1).

Os primeiros seis meses foram marcados por muitos desastres de menor escala, com a Ásia-Pacífico (APAC) registrando o maior número de desastres nos primeiros seis meses do ano (55). Europa, Oriente Médio e África (EMEA) ficou em segundo lugar com 44 eventos, seguidos dos Estados Unidos (37) e das Américas (20).

Steve Bowen, diretor de previsão de impacto e meteorologista, disse: “Os primeiros seis meses de 2018 incluíram vários desastres de larga escala com pelo menos 15 eventos econômicos bilionários em todo o mundo. No entanto, as perdas resultantes foram gerenciáveis ​​em grande parte. Enquanto as perdas do primeiro tempo foram menores do que a média, é imperativo reiterar que isso não se correlaciona automaticamente com um segundo semestre mais silencioso, como no ano passado. Um evento singular pode mudar completamente a trajetória de um ano. A partir de uma perspectiva de custos financeiros e humanitários, identificar e entender seu nível individual de risco continua sendo um ativo importante para ajudar a mitigar possíveis impactos, considerando a perspectiva de eventos futuros.”

As perdas seguradas resultantes de catástrofes naturais foram geralmente inferiores à média e mediana dos últimos 18 anos. Em nível regional, somente a EMEA e as Américas foram cada vez mais altas que suas respectivas médias e medianas durante esse período, com a EMEA elevada devido a uma ativa temporada de vendaval europeu e as Américas em grande parte devido a tempestades de inverno e eventos climáticos severos no Canadá. Tanto a APAC quanto os Estados Unidos registraram perdas seguradas menores, em grande parte como resultado de uma temporada de clima severo menos ativa nos Estados Unidos e um início mais tranquilo das inundações de monções sazonais em partes da Ásia.

 

Sinistralidade na carteira de RC Profissional

 

Crescimento está relacionado ao aumento de contratação do seguro e ao cenário econômico do país

Por Karin Fuchs

 

Durante o Fórum AIG Financial Lines, realizado em São Paulo, em 24 de julho, Daniel Santos, responsável por Sinistros Financial Lines na AIG Brasil, mostrou em que proporção tem crescido a sinistralidade da carteira de RC Profissional. Desde 2011, mais de 1.900 sinistros já foram analisados pela companhia. 

“E nós já atendemos quase 458 sinistros e pagamos mais de R$ 20 milhões em indenizações”, citou, acrescentando que é perceptível um aumento significativo no número de sinistros. “Fechamos 2017 com cerca de 800 sinistros ativos e somente nesse ano foram 232 novos sinistros”.

Resultado que, segundo ele, está atrelado ao crescimento do produto (mais contratação) e também pela crise econômica no país. “Com a crise, os segurados têm menos fluxo de caixa para assegurar sinistros e ficam com uma estrutura mais simples para atender a mesma demanda de trabalho nas empresas, o que aumenta os riscos”.

No evento, ele mencionou que a maior despesa está nos custos de defesa e que as causas mais comuns são operações policiais (investigações de grande visibilidade), ações trabalhistas (empresas demitindo mais), débitos tributários e investigações concorrenciais. “E a tendência mundial é que os órgãos atuantes sejam mais severos e presentes no dia a dia”, alertou.   

Solução oferece programa para redução de uma das principais causas de custos com saúde no Brasil

 

Programa de Gestão em Ortopedia engloba o tratamento do conjunto de lesões da coluna, dos ombros e dos joelhos, que podem representar altos custos com FAP e SAT

A dor nas costas é a doença que mais causa afastamentos no Brasil. Além de influenciar no desempenho e na produtividade dentro do trabalho, a condição afeta qualquer atividade do dia a dia, desde a mais complexa até a mais simples, refletindo na saúde emocional.

Problemas de coluna representam 28% do custo total com ortopedia, seguidas por joelho, quadril e ombro – sendo algumas delas, responsáveis também por altos custos indiretos para as empresas. Há ainda tendência de aumento destes custos ao longo dos anos. Para uma empresa, ter funcionários afastados pela doença significa aumento de custos diretos com planos de saúde, como internações e Pronto Socorro – além de custos indiretos, como Fator Acidentário de Prevenção (FAP) e Seguro de Acidente de Trabalho (SAT).

O FAP e o SAT, contribuições adicionais que incidem percentualmente sobre a folha de pagamento, podem representar um valor alto para a empresa dependendo das alíquotas referentes à atividade econômica desenvolvida (CNAE). De acordo com o CNAE e do histórico de uso da previdência, o SAT pode gerar um impacto na competitividade das empresas dentro do setor, pois o valor de contribuição pode variar de 0,5 a 6% na folha de pagamento.

A Solução

Pensando nisso, a Sharecare desenvolveu o programa Gestão em Ortopedia, o único no Brasil que trata um conjunto de lesões na coluna, ombros e joelhos. A partir de uma análise do perfil da população, o programa estabelece o grau de elegibilidade de cada indivíduo, identificando condições como dor na coluna, hérnia de disco, lesões nos joelhos, nos ombros, entre outras condições.

O programa é desenvolvido com a utilização de tecnologia e telemonitoramento, que permite acompanhar a saúde das pessoas à distância, para as pessoas com nível baixo e médio de dor, em qualquer lugar do país. Para dor mais intensa, dentro dos conceitos de cuidados contínuos e integrados, a solução propicia o contato do paciente com a rede de médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e educadores físicos, com o foco em prevenção, além do acompanhamento de alta hospitalar, evitando casos de reinternação.

Por meio do acompanhamento da evolução da dor, é possível ter um diagnóstico e um tratamento adequado, que vai além do tratamento das lesões. A gestão do cuidado é abrangente e envolve o equilíbrio do corpo de forma global, incluindo a conscientização em adotar hábitos saudáveis.

“Cerca de 30% da população geral faz algum procedimento em ortopedia em um período de 12 meses. E a prevalência dos sintomas cresce com a idade”, afirma Dra. Ana Cláudia Pinto, diretora de Produtos e Soluções Digitais da Sharecare Brasil. “Para as empresas, além dos custos diretos em ortopedia, há ainda os custos indiretos, como afastamentos, absenteísmo e queda de produtividade. Por isso, buscamos engajar os próprios colaboradores e beneficiários, das empresas e operadoras de saúde, no cuidado individual diário”, completa.

A solução permite, ainda, identificar e acompanhar fatores de saúde que são erroneamente encaminhados às clínicas de fisioterapia, como problemas de coluna e dores generalizadas relacionadas à fibromialgia e a neuropatia diabética, depressão, entre outras dores crônicas. Para isso, como recurso adicional do programa Gestão em Ortopedia, completando o cuidado contínuo, há a possibilidade de associar os cuidados relacionados às doenças crônicas, no programa Gestão de Crônicos, e à terceira idade, no programa Envelhecimento Saudável.

Resultado

Para as operadoras de saúde, o gasto com ortopedia representa cerca de 10% do custo total do sinistro e 80% deste gasto estão relacionados às internações e cirurgias. Para as empresas, a melhora nas condições de trabalho bem como na prevenção de acidentes de trabalho, podem reduzir o valor do Fator Acidentário de Prevenção (FAP) e do Seguro de Acidente de Trabalho (SAT), hoje também denominado Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho (GILRAT), reduzindo os custos de contribuição previdenciária.

Neste sentido, um dos diferenciais do programa é o trabalho em conjunto com a rede prestadora parceira da operadora de saúde, assim como a área de saúde ocupacional da empresa e ambulatórios, que possibilita desenvolver ações eficazes no controle do FAP e SAT. Como frutos, o programa reduz custos com internações, absenteísmo e queda de produtividade e aumenta a competitividade, o bem-estar e a qualidade de vida dos colaboradores ou beneficiários.

Existem 19 mil objetos na órbita terrestre sob risco de queda, afirma estudo de seguradora

 

90% dos objetos rastreados que orbitam a Terra são detritos, o que aumenta o risco de colisões

 

Não é só a Lua que orbita a Terra, mas também muito lixo espacial. Isso é o que afirma estudo realizado pela Swiss Re Corporate Solutions sobre riscos espaciais para a Terra.

O estudo dessa empresa de seguros expõe riscos espaciais envolvendo satélites na órbita terrestre baixa, ou LEO, na sigla em inglês. Para se ter noção, 90% dos objetos rastreados que orbitam a Terra são detritos, o que aumenta o risco de colisões, além do perigo desses detritos entrarem em órbita e caírem na superfície.

Desde 2011, o número de objetos catalogados, ou lixo espacial em LEO, cresceu 19%, atingindo a marca de 19 mil objetos. Com o aumento desse LEO, as seguradoras se preocupam com a proteção de seus segurados, uma vez que os seguros ainda não são muito focados em danos causados por satélites na órbita geoestacionária.

No estudo publicado originalmente em inglês, a Swiss Re Corporate Solutions destaca desafios legais, como a atribuição da responsabilidade em casos de colisões, quedas de lixo espacial, e como o setor de seguradoras deve se adaptar para atender à essa necessidade.

90% dos objetos rastreados que orbitam a Terra são detritos, o que aumenta o risco de colisões

 

Não é só a Lua que orbita a Terra, mas também muito lixo espacial. Isso é o que afirma estudo realizado pela Swiss Re Corporate Solutions sobre riscos espaciais para a Terra.

O estudo dessa empresa de seguros expõe riscos espaciais envolvendo satélites na órbita terrestre baixa, ou LEO, na sigla em inglês. Para se ter noção, 90% dos objetos rastreados que orbitam a Terra são detritos, o que aumenta o risco de colisões, além do perigo desses detritos entrarem em órbita e caírem na superfície.

Desde 2011, o número de objetos catalogados, ou lixo espacial em LEO, cresceu 19%, atingindo a marca de 19 mil objetos. Com o aumento desse LEO, as seguradoras se preocupam com a proteção de seus segurados, uma vez que os seguros ainda não são muito focados em danos causados por satélites na órbita geoestacionária.

No estudo publicado originalmente em inglês, a Swiss Re Corporate Solutions destaca desafios legais, como a atribuição da responsabilidade em casos de colisões, quedas de lixo espacial, e como o setor de seguradoras deve se adaptar para atender à essa necessidade.

D&O aos olhos dos clientes

 

Os principais motivos que levam à contratação do seguro

Por Karin Fuchs

 

A questão das responsabilidades é o principal motivo de interesse dos clientes pelo seguro D&O. Mas há outras preocupações que também levam à contratação do produto, conforme expôs Thomaz Kastrup, da Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr e Quiroga Advogados, durante o Fórum AIG Financial Lines, realizado em São Paulo, em 24 de julho.

“Na questão das responsabilidades, a principal preocupação é com a trabalhista. Apesar de ter melhorado com a reforma (trabalhista), ainda há o que melhorar, pois o juiz que está julgando a causa sempre quer achar quem a pagará”. Outro ponto é a responsabilidade tributária.

“A nossa legislação é complicada e conflitante. Nós temos visto de dois anos para cá que o Fisco tem lavrado empresas em processos de fusões e aquisições, colocando auto de infração, não somente para os administradores de empresas, mas para todos os envolvidos nesses processos”.

Outra preocupação é a responsabilidade ambiental. “Nós temos ouvido bastante dos clientes que batem na nossa porta essa preocupação”, e também é recorrente uma inquietação no que tange a responsabilidade tributária, multas e sanções administrativas, bloqueio e penhora online, sobre os custos de defesa e inabilitação (restrições). “Nós somos questionados se há cobertura na fase de inquéritos e de investigações preliminares”, menciona.

Com relação aos tipos de clientes que se preocupam com o seguro D&O, Kastrup especifica quais são os principais: “administradores que envolvem empresas de atividades reguladas, as que têm contratos com a administração pública, subsidiárias de grupos estrangeiros, M&A e Private Equity e empresas de porte grande”.

Universal Life: solução que não sai do papel

 

Apenas 19% dos brasileiros são beneficiários do seguro de vida tradicional. Universal Life segue em tramitação na Receita Federal

 

A venda do seguro de vida no Brasil ainda continua sendo uma luta diária para os corretores. Um estudo da Universidade Oxford em 2017 mostrou que apenas 19% dos brasileiros têm o produto. O baixo volume de vendas serve de estímulo para que mudanças sejam feitas. Para muitos, a saída seria a aprovação do Universal Life, que tarda a acontecer.

Sandro Cespes

O mesmo estudo ressaltou que, globalmente, em média, o produto atinge 32% da população de cada país, deixando o Brasil em uma situação desfavorável em relação aos outros mercados.  “A contratação de um seguro não depende apenas da capacidade financeira, mas também da saúde e níveis de risco de cada proponente”, declara Sandro Cespes, gerente de Produtos da Prudential do Brasil. “Isso acaba sendo uma tendência para o acesso aos mais jovens, que gozam de melhor saúde e têm melhores condições de contratação”. O executivo acredita que “pessoas com mais idade têm mais dificuldade em serem aceitos por uma decisão da própria seguradora”.

Já Carlos André Meyer, corretor de seguros e diretor do ISB Brasil (Instituto Superior de Seguros e Benefícios Brasil, antigo CVG-PR), diz que o maior problema para a venda do produto está justamente na comercialização. “Uma frase vem se repetindo durante os mais de 25 anos que estou neste mercado: ‘ninguém acorda querendo comprar um seguro de vida’. Apesar dos esforços dos produtos microsseguros ou seguros populares atingirem as classes menos abastadas, ainda há muito a se fazer”, destaca. Ele ainda diz que nas classes com mais acesso a educação e maior consumo, é comum ver os produtos de Vida contratados através de bancos e lojas. “Esta situação, que não aproxima vendedor e cliente, gera uma aversão ao seguro, uma vez que boa parte das vendas são ‘impostas’ mediante a entrega de bens ou linhas financeiras”.

Carlos André Meyer

 

Na mesma toada, a líder de Consultoria em Vida da Aon Brasil, Anadir Mineiro, também fala da precariedade da comunicação entre seguradora e segurado, mas acrescenta que o mercado não desenvolve um produto tão atrativo e abrangente para o consumidor. “A divulgação do seguro de vida precisa ser mais ampla e esclarecedora, as pessoas não conhecem o produto, ficam limitadas à cobertura de morte. O mercado precisa inovar, oferecendo serviços mais variados. As coberturas tradicionais nem sempre atendem às necessidades dos interessados”.

“Os próprios corretores não se preocupam em quebrar alguns paradigmas para o segurado, que acha que esse seguro se limita apenas à morte”, complementa Carlos Frederico, corretor de seguros e professor da Escola Nacional de Seguros em Aracaju (SE). “A oportunidade de resgatar o dinheiro investido seria uma grande cartada, ainda mais se nos depararmos com a possível reforma da previdência, que pode desmotivar a contratação dos seguros individuais, pois o trabalhador não tem a certeza se vai se aposentar”.

Quando comparado ao seguro de vida tradicional, o Universal Life traria algumas vantagens ao beneficiário, possuindo um ambiente complexo, com grande diversidade de fatores que tratam de dinheiro capitalizado, cobertura de risco, eventual inadimplência permitida, eventual variação de prêmio, além de um possível acréscimo ou redução de cobertura.

Sandro Cespes diz que o produto poderia reforçar tanto a proteção de curto quanto a de longo prazo, mas lembra que o corretor terá que ser especializado. “Se o produto for melhor trabalhado, vai abranger mais do que o ramo Vida, sendo também uma ferramenta de proteção e planejamento financeiro para o consumidor. Cabe aos profissionais de seguro conhecer o Universal Life de trás para frente”, acrescenta.

Segundo o diretor do ISB Brasil, esse é um modelo bem sucedido em outros países, mas que deve ter melhores ajustes fiscais para ser atrativo ao consumidor. “O Universal Life impulsionou o mercado de seguros nos EUA. No Brasil,  embora já exista nos planos das seguradoras especializadas, ainda não há vantagem fiscal ou pelo menos igualdade com outros produtos de acumulação ou investimentos. Há a urgente necessidade de equiparar o produto a outros que já possuem melhores benefícios tributários. E isso passa pela regulamentação do produto”, pondera.

 

Carlos Frederico

“É preciso entender que não podemos comparar o seguro de vida com a rentabilidade de um plano de assistência médica, mas podemos garantir que uma boa gestão do benefício vai abrir portas para administrar outros negócios dentro do mercado de seguros”, comenta Anadir.

Reformas

Outros fatores que impactaram diretamente o setor securitário foram as reformas trabalhista e previdenciária. Se a primeira, aprovada em novembro de 2017, deixou as empresas e empregados menos dependentes um do outro, estimulando o trabalho informal, ampliando o peso das negociações entre empresas e sindicatos ou empregados, permitindo que esses acordos se sobreponham ao legislado, a última, parada em decorrência da intervenção militar no Rio de Janeiro, pode elevar a idade da aposentadoria e estimular ainda mais a necessidade de se explorar um modelo de capitalização.

Para Anadir Mineiro, a reforma trabalhista representa uma grande oportunidade às carteiras coletivas, mas as corretoras precisam estudar melhor as maneiras de distribuir o produto. “As pequenas e médias corretoras ainda não estão totalmente preparadas para administrar os planos de vida. Em muitos casos, essas companhias não possuem um sistema eficaz para gerir a demanda e nem detalhes sobre a documentação em caso de sinistro”. Ela ressalta que, com a aprovação da reforma, a carteira traz grandes oportunidades, principalmente nos seguros corporativos. “O seguro de vida é o segundo benefício mais oferecido pelas empresas (94%), atrás apenas da assistência médica (99%) e à frente até mesmo do vale refeição (79,6%) e vale alimentação (67,9%). Os benefícios ainda são uma maneira de reter um trabalhador”, termina.

Na contramão, Cespes acredita que a falta de vínculo empregatício pode, sim, diminuir a incidência dos planos coletivos, porém, acredita que há oportunidade para os pacotes individuais se alastrarem. “Os planos individuais com formação de reserva matemática acabarão ganhando maior simpatia do cliente, que terá a opção de, no futuro, desistir da cobertura e ainda contar o recebimento dos valores provisionados pela seguradora para o pagamento do benefício. Esse será o diferencial em prol dos seguros individuais”, opina.

 

Vida

Segundo dados de 2017 da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), o ramo Seguro de Vida registrou R$ 13,69 bilhões em prêmios, o que representou um aumento de 4,48% em relação ao acumulado de 2016, crescendo acima do Produto Interno Bruto (PIB), que fechou o ano com alta de 1%. Mesmo assim, quando comparado a outros ramos, o crescimento foi bem abaixo do esperado. Como comparativo, o seguro prestamista cresceu 23,42%, o seguro viagem, 22,62% e o seguro de vida resgatável – dotais – teve alta de 21,80%.

Os seguros coletivos de empresas oferecidos em forma de benefícios aos colaboradores, de sindicatos e associações de classes para adesão de seus associados, responderam por 77% do total do resultado do segmento. Os seguros individuais, contratados por pessoa física, representaram 23%.

“O seguro de vida não é visto como um investimento, mas como um custo sem retorno. A questão é cultural. O falecimento traz uma série de custos, com funerária, jazigo, enterro, inventário. Em qualquer situação, é difícil lidar com a perda de um ente querido, mas em uma situação financeira desfavorável, é muito mais difícil”, salienta Anadir. Ela acrescenta que “esse tipo de seguro deve ser encarado como um amparo para a família e uma possibilidade de recomeço”.

A população de pessoas com mais de 60 anos no Brasil foi inferior a 10% durante todo o século XX. Entretanto, na última década, esse perfil passou por transformações. De acordo com o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2005 e 2015, a proporção de pessoas com mais de 60 anos de idade cresceu em velocidade superior à da média mundial, saindo de 9,8% para 14,3%. Isso significa que dos 207 milhões de brasileiros, mais de 26 milhões estão acima dos 60 anos. A previsão é de que em 2027, menos de 10 anos, essa fatia chegue a 37 milhões de pessoas.

“Nossa natureza evita que pensemos no pior. Com a mudança demográfica, talvez produtos ‘em vida’ comecem a aparecer como os mais procurados. Os planos de saúde, embora completos, possuem um custo nem sempre acessível”, analisa Carlos André Meyer. “Caberá apenas ao mercado de seguros incrementar suas ações, apontar produtos e soluções”, completa.

O gerente de Produto da Prudential acredita que a penetração do seguro de vida no País passa por uma questão de maturidade. Ele cita como exemplo os modelos de PGBL e VGBL, que, para ele, levaram aproximadamente 20 anos para quebrar o preconceito da população que viveu épocas de instabilidade financeira. “Os produtos individuais de Vida deverão ser mais ‘user friendly’, porém não menos complexos. A forma de abordar e explicar suas funcionalidades precisa ser mais clara para que os clientes tenham o mesmo conforto, segurança e confiança para contratar. Tem espaço para todos”, opina.

O professor da Escola Nacional de Seguros aponta que o período eleitoral pode ser um dos empecilhos para a aprovação do produto ainda em 2018. “Mesmo que regulamentado, primeiro teríamos um período de maturação, para que empresas se adaptassem ao produto e seguissem à risca o que seria passado pela Susep. Apenas depois, teríamos um mercado desenvolvido e com coberturas diferenciadas. As seguradoras vão precisar de tempo para aperfeiçoar o produto”.

A passos curtos

 

A Resolução CNSP Nº 344, que criou o produto Vida Universal no Brasil, depende dos últimos ajustes que estão sendo feitos pela Receita Federal, mas segue sem uma prévia de aprovação. A Susep prometia publicar a circular oficial para a regulamentação do produto até abril de 2018, o que não aconteceu. Vale lembrar que outros países da América Latina, como Chile, já comercializam o Universal Life há mais de 15 anos.

 

Maike Silva da Revista Apólice

Operadoras pedem reajuste diferenciado

 

O Valor Econômico relata que as operadoras de planos de saúde estão propondo à ANS que os reajustes dos convênios médicos individuais sejam diferenciados por operadora e conforme o seu porte. “Se o reajuste for feito por operadora é mais fácil controlar se o preço caiu por causa de migração de plano ou queda efetiva de custo médico”, disse Marcos Novais, economista chefe da Abramge. Já a Fenasaúde pede que o reajuste leve em consideração o tamanho da operadora.

 

A reportagem do Globo informa que acabar com o teto do aumento dos planos de saúde individuais, fixado este ano em 10% pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), foi uma das sugestões apresentadas no primeiro dia de audiência pública para tratar do método de reajuste. Com 150 operadoras associadas, que representam 27% dos 47,2 milhões dos beneficiários do setor, o Sindicato Nacional das Empresas de Medicina de Grupo (Sinamge) sugeriu que cada empresa passe a apresentar sua proposta de aumento para ser auditada e autorizada pela agência. Na opinião do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idee) e da Defensoria Pública do Estado do Rio, a ideia representa a desregulamentação dos 20% de contratos que ainda têm aumento controlado.

 

“Cada empresa faria um pool de planos individuais da sua carteira para calcular o reajuste, assim como é feito com contratos coletivos com até 30 beneficiários. O modelo proposto pela ANS, apesar de também ser baseado na variação do custo médico-hospitalar, trabalha com a média, o que significa que metade das empresas tem custos maiores do que o reajuste aplicado e a outra, menores. A longo prazo isso significará redução do número de empresas”, diz Marcos Novais, economista-chefe do Sistema Associação Brasileira de Empresas de Medicina de Grupo (Abramge)/Sinamge, negando que se trate de desregulamentação. “A ANS estabelecería parâmetros de cálculo, haveria auditoria por terceiros e, no fim, ela poderia não autorizar o índice”.

 

A Federação Nacional da Saúde Suplementar (FenaSaúde) que reúne 17 grupos que somam 40% da receita do setor, também considera que o controle de preço resulta na escassez de oferta de planos individuais. Sua proposta, no entanto, prevê que o cálculo, que continuaria sendo feito pela agência, considerasse a frequência de uso (sinistralidade) sempre que houvesse alguma distorção e também o tipo de plano (ambulatorial, hospitalar, top). A presidente da instituição, Solange Beatriz Mendes, afirma, no entanto, que o primordial é discutir a contenção dos custos:

 

“Os planos de saúde estão impagáveis? Estão. E a situação vai piorar, se não controlarmos custo. O número de beneficiários caiu em três milhões e aumentou a quantidade de procedimentos. A ANS não pode regular os prestadores, mas pode exigir transparência de preços, o que seria uma forma de aumentar controle”.

 

Perguntada sobre as propostas, a ANS disse que a audiência não foi concluída e que o objetivo é chegar a uma metodologia que traga maior transparência e previsibilidade ao reajuste. Acrescentou ainda que a audiência pública busca trazer contribuições de toda a sociedade.

Seguro DPVAT registra quase 170 mil indenizações pagas no primeiro semestre

 

O portal Sonho Seguro destaca que, no primeiro semestre de 2018, a Seguradora Líder, administradora do Seguro DPVAT, registrou o pagamento de 169.018 indenizações às vítimas de acidentes de trânsito em todo o território nacional. O número mostra uma redução de 12% em comparação ao mesmo período de 2017. Os casos de invalidez permanente representam a maioria das indenizações, 70%, num total de 118.383, 18% a menos do que no ano passado. O Seguro DPVAT assegura cobertura por: morte, invalidez permanente e reembolso de despesas médicas e assistenciais (DAMS).

Processo tributário

 

O Valor Econômico registra que o Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região aceitou pedido de uma seguradora, em ação rescisória, para a reabertura de processo tributário encerrado devido à adesão ao Refis, programa do governo federal para refinanciamento das dívidas fiscais.

 

Naquele processo, que se iniciou em 1999, a autora alegava que não se submetia ao recolhimento de Cofins até a publicação da Lei 9.718/1998 e pedia a declaração de inconstitucionalidade do artigo 3º da norma. Mas, mesmo com o processo em tramitação, a autora decidiu aderir ao Refis, tendo seu pedido de renúncia homologado e transitado em julgado em 2005, tornando-se extinto o processo. Contudo, seis meses depois, o artigo 3º da Lei 9.718/1998 foi declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, por meio do Recurso Extraordinário (RE) nº 390.840.

 

Como consequência, a empresa ingressou com uma ação rescisória (nº 0002641-92.2007.4.03.0000) no TRF para anular o pedido de desistência e ver reconhecido seu direito de não recolhimento do tributo. O que foi aceito pela desembargadora Cecília Marcondes, relatora do acórdão na 2ª Seção.

 

De acordo com ela, a declaração de inconstitucionalidade daquele dispositivo pelo STF resultou na ausência do crédito, "cujo direito de discussão foi renunciado, assim constituindo fundamento apto à desconstituição do próprio ato de renúncia e da 'sentença rescindenda' que a homologou".

São Paulo receberá maior encontro de inovação em seguros da América Latina

 

O Portal Exame destaca que a cidade de São Paulo sediará, nos dias 1º e 2 de agosto, o maior encontro em Inovação de Seguros da América Latina: o CQCS Insurtech & Inovação. O evento internacional será realizado no Villa Blue Tree São Paulo e reunirá as mais modernas seguradoras do mercado, insurtechs, aceleradoras, investidores e empreendedores do setor.

 

O evento tem como objetivo estimular o desenvolvimento do market place de inovação e insurtech no Brasil e América Latina. Para isso, a dinâmica do CQCS Insurtech & Inovação será muito similar à praticada no InsureTech Connect (ITC), maior encontro sobre tecnologia de seguro e inovação digital do mundo, do qual o CQCS é parceiro. Pela manhã, serão realizadas as palestras principais e, no período da tarde, acontecerão os painéis desenvolvidos a partir de quatro pilares principais.

 

O primeiro deles, "Tech - o que muda de verdade", debaterá o que tecnologia mudará de verdade na indústria do seguro e de que forma essa transformação afetará o futuro desse mercado. O segundo pilar será sobre "Ser ou não Ser Digital" e demonstrará o porquê não haver mais motivos para empresas, entidades ou mesmo indivíduos não serem digitais.

 

Já em "Acelerando o futuro", a ideia é apresentar o movimento de aceleradoras, em que entidades ou associações abraçam projetos iniciantes (as startups) e oferecem toda a estrutura para acelerar seu desenvolvimento, ajudando a errar menos. Por fim, "A experiência do usuário" irá debater o propósito desta evolução tecnológica e quanto deste objetivo está preservado neste avanço da sociedade.

 

Algumas das principais autoridades do setor de seguros já confirmaram presença, como Joaquim Mendanha de Athaides, superintendente da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP); João Marcelo, presidente da Academia Nacional de Seguros e Previdência (ANSP); e José Figueiredo Almaça, presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF).

 

Entre os palestrantes internacionais estarão nomes como Caribou Honig, Chairman da InsurtechConnect; Iván Ballón, Desenvolvedor de Negócios da América Latina e Ibéria da FRISS; Josep Celaya, diretor Corporativo Mundial de Inovação da MAPFRE; e Ingo Weber, CEO da Digital Insurance Group.

 

Além deles estarão também alguns dos principais executivos brasileiros que atuam no setor, como Marcelo Blay, fundador e CEO da Minuto Seguros; Andre Gregori, CEO & CET da Thinkseg; Leonardo Rochadel, CEO & Founder da O2O Bots; Domingos Monteiro, sócio-fundador e CEO da Neurotech; Heverton Peixoto, CEO do Zim; Raphael Swierczynski, CEO da Ciclic; e Ramon Gomez, CEO da Ramon Talks.

 

O CQCS Insurtech & Inovação terá ainda uma área dedicada ao network entre os participantes. Durante o evento acontecerá de forma simultânea a Expo Insurtech, feira de exposição e negócios. Para ajudar neste processo, a organização está disponibilizando um aplicativo especial. Com o nome de Brella, o app ajuda na identificação daqueles que mais convergem com os objetivos e interesses de cada usuário, marcando reuniões de 15 minutos, que serão disponibilizadas depois em uma sala específica.

 

"O evento foi estruturado de maneira a estimular o networking entre os participantes. Além disso, vamos discutir temas extremamente relevantes, como por exemplo, as dificuldades encontradas para regular esse setor e de que a forma a inteligência artificial pode ajudar na liquidação de sinistros", explica Gustavo Doria Filho, diretor Executivo do Centro de Qualificação do Corretor de Seguros (CQCS), idealizador e organizador do encontro.

 

O CQCS Insurtech & Inovação conta com o apoio institucional da Escola Nacional de Seguros (ENS) e da Agência Nacional de Seguros e Previdência (ANSP); além do patrocínio da Bradesco Seguros, Tokio Marine Seguradora, HDI Seguros, Mapfre Seguros, Digital Insurance Group, SulAmérica, Minuto Seguros, ZIM³, Cliclic, Neurotech, 020Bots, TEx e Europ Assistance.

 

O prazo para quem quiser participar do evento termina no dia 25 de julho, caso as vagas disponíveis não forem preenchidas antes. Os interessados podem se inscrever através do site www.cqcsinsurtech.com.br/inscreva-se. Para mais informações, acesse http://cqcsinsurtech.com.br/.

 

PL das agências reguladoras precisa melhorar muito

 

Leonardo Coelho Ribeiro, professor convidado de Direito Regulatório da FGV Direito Rio, escreve no Valor Econômico que é preciso criar um sistema de incentivos que vire a chave quanto à forma de atuação das agências. “Hoje, muitas vezes pautadas em comemorar outorgas e deságios altos em licitações, e em aplicar multas altas, as agências deveriam ceder lugar a uma atuação pautada na melhoria dos serviços; no incremento do dinamismo do setor regulado e na liberação de cargas regulatórias e simplificação de práticas, contribuindo para a redução do custo Brasil”.

 

Disputas judiciais colocam em xeque a autonomia da ANS

 

O DCI relata que, após vários revezes na Justiça, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) está em um momento crítico de reconhecimento da sua autonomia. A disputa entre rentabilidade e sobrevivência dos planos de saúde e a proteção dos direitos fundamentais tem mobilizado o Judiciário.

 

O sócio-fundador do Dagoberto Advogados, Dagoberto Steinmeyer Lima, acredita que a ANS enfrenta mais judicialização do que outras agências reguladoras porque opera em uma situação difícil, tendo que conciliar, por um lado, a sobrevivência das operadoras e, por outro, a proteção legal à saúde. “É um setor complexo e de grande sensibilidade social. Alguns pontos como a cobertura para moléstias pré-existentes precisam ser analisados de forma mais detalhada, mas a situação hoje é melhor do que era sem a ANS.

 

”Na polêmica mais recente, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, suspendeu a Resolução Normativa 433/2018 da agência, que permitia que as operadoras de planos de saúde cobrassem até 40% do valor de cada procedimento médico utilizado pelo beneficiário. Segundo a ministra, uma norma administrativa não poderia alterar um direito fundamental.

 

Por outro lado, para o desembargador da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (TJRS), Ney Wiedmann Neto, o argumento utilizado para derrubar a norma não procede, visto que a Lei 9.656/1998, que regula os planos de saúde, definiu de maneira clara as competências e atribuições da ANS como órgão de fiscalização e regulação do mercado. “Alguns veículos de imprensa deram a entender que seriam necessárias novas leis para alterar os contratos, mas a legislação atual atribui à ANS essa competência”, afirma.

 

Na sua opinião, a agência não extrapolou suas funções ao editar aquela norma. Pelo contrário, Wiedmann Neto entende que é perigoso questionar a autonomia da ANS para regulamentar os planos de saúde, visto que a medicina é uma área muito importante e dinâmica, com transformações constantes. “A videolaparoscopia, a bariátrica e a cirurgia robótica são procedimentos recentes, que foram incluídos no rol de cobertura obrigatória pela ANS em benefício aos clientes.”

 

De acordo com o desembargador, a maior fonte de judicialização neste setor são os consumidores que desejam a cobertura de um procedimento que o plano não prevê. Um estudo da Universidade de São Paulo (USP), de 2016, revelou que 92,4% das decisões contra planos na capital paulista favoreceram o paciente. No caso do estado em que atua, o Rio Grande do Sul, Wiedmann aponta que foi justamente a atuação da agência que reduziu a judicialização. “A colocação de stents para resolver problemas cardíacos no lugar das pontes de safena foi reivindicação comum dos beneficiários. A ANS, por meio de suas resoluções, incorporou esses procedimentos e diminuiu as ações”, explica. “Não dá para esperar que o Congresso mude a lei a cada dois anos com o mesmo fim”, complementa.

 

Apesar disso, é frequente que o Judiciário intervenha em normas polêmicas após ação de algum ente prejudicado. Em julho de 2017, por exemplo, a Justiça Federal – acionada pelo Ministério Público Federal em São Paulo – determinou que os planos de saúde do País inteiro devem disponibilizar número ilimitado de sessões de psicoterapia aos seus clientes. A decisão anulou um dispositivo da Resolução 387/2015 que estabelecia a obrigatoriedade dos convênios de arcar com 18 atendimentos por ano para tratamento de transtornos psicológicos. No Superior Tribunal de Justiça (STJ), em outubro daquele ano, a 3ª Turma também considerou abusiva a cláusula.

 

Procurada, a ANS respondeu em nota que questionamentos são naturais e que a quantidade de normas questionadas na Justiça é “pequena diante do alto número de normativos publicados e da taxa de sucesso obtida pela Procuradoria Geral da ANS na defesa e manutenção da validade das regras editadas pela agência reguladora.”

 

QUEIMADAS

 

Entre as cenas mais tristes que alguém pode assistir, poucas se comparam a uma queimada. Tanto faz se em vegetação nativa ou área cultivada, a queimada, com sua beleza trágica, entristece o coração, aperta o peito, dói na alma.

O pôr do sol, dependendo da intensidade das chamas, e se tiver pouca fumaça, fica esplendoroso. O céu se cobre de laranja e vermelho e os traços negros da fumaça criam um quadro impressionista de deixar os maiores pintores com inveja da obra de arte. As estações de trem de Monet, as paisagens de Sisley, Pizarro, Van Gogh, Gauguin são meros esboços, estudos de luz e sombras, sem comparação com a paisagem criada pelas queimadas.

Mas, ao contrário das obras de arte, que se valoriza até patamares inacreditáveis e dão riqueza e requinte aos seus possuidores, as queimadas trazem danos, alguns incalculáveis, para a natureza e para os produtores rurais atingidos pelas chamas.

Perdem todos. O fazendeiro, o sitiante, o agricultor familiar. Perde a natureza, que vê, em poucas horas, matas centenárias e campos com vegetação rara serem destruídos sem perdão pelas chamas vorazes que levam na sua expansão fora de controle vegetação e fauna, muitas vezes ameaçadas de desaparecimento.

Muitas vezes, a origem das queimadas é um acidente natural. Uma faísca num cristal, um raio, o próprio calor são suficientes para desencadear incêndios gigantescos, que, em áreas ermas, sem interferência humana, sem uso econômico ou de preservação, têm justamente nestas queimadas a renovação necessária para continuarem existindo, se renovando de tempos em tempos.

Acontece que nem sempre a natureza está na origem do fenômeno. Quantas bitucas de cigarro causam prejuízos incalculáveis para milhares de pessoas, que dependem das enormes áreas devoradas pelo fogo ateado em um matinho na beira de uma estrada por um motorista desavisado?

Quantas queimadas para limpar um pasto se transformam em incêndios fora de controle, que arrasam a região por onde passam? Quantas queimadas para abrir uma roça devoram quilômetros de mata virgem, matando a fauna que habita nela?

O que dizer das centenas de balões que caem completamente desgovernados, com as mechas acesas, em áreas plantadas com soja, milho, feijão, café, pastagens e outras culturas?

Não é mais possível tolerar o descaso com que certas pessoas encaram a vida e a felicidade do próximo. Não é mais aceitável que uma brincadeira estúpida como soltar balões leve famílias inteiras a perderem o que construíram com trabalho árduo, por vezes de várias gerações.

Para quem acha que a brincadeira não tem consequências, apesar dos danos potenciais que os balões representam, o espaço aéreo brasileiro é considerado tão arriscado quanto o de países em guerra ou guerra civil, encarecendo os seguros das aeronaves que voam sobre nosso território, por conta dos balões que, nesta época do ano, se transformam num risco concreto para a aviação.

Queimadas e incêndios significam prejuízos invariavelmente de monta e capazes de quebrar uma empresa ou levar à falência um produtor rural. Isso é crime que não pode ser amenizado com o argumento de que não tem problema, o seguro paga.

É importante não esquecer que a maioria dos produtores rurais brasileiros não tem qualquer tipo de proteção de seguro. Além deles, grande parte das empresas nacionais também não contrata adequadamente seus seguros. Parte das apólices que dão cobertura para o risco de incêndio exclui das coberturas as queimadas em zona rural e sua propagação para áreas urbanas.

Finalmente, as áreas de parques ou com vegetação natural, com raríssimas exceções, não são seguradas, nem no país, nem na maioria dos países do mundo.

Entre secos e molhados, os incêndios que se propagam nesta época do ano e que, em 2018, já atingiram a casa das dezenas de milhares de focos, mais do que criminosos, são a certeza de prejuízos de todos os tipos e tamanhos. Perde a natureza, perde o país, perde a sociedade, perdem as pessoas. Não é possível que esta conta continue a crescer. Pense nisso e faça sua parte.

 

Autor: Antonio Penteado Mendonça

EXPORTAÇÃO DE SOJA DO BRASIL DEVE IR A RECORDE DE 75 MI T NO PRÓXIMO ANO, DIZ SAFRAS

 

As exportações brasileiras de soja devem crescer no próximo ano para um novo recorde, de 75 milhões de toneladas, projetou nesta sexta-feira a Safras & Mercado, em meio a um cenário de produção novamente volumosa.

De acordo com a consultoria, que considera em sua estimativa o ano comercial 2019/20, de fevereiro a janeiro, os embarques representariam aumento de 1 por cento ante os 74,5 milhões de toneladas previstos para o atual ciclo 2018/19. O Brasil é o maior exportador global da oleaginosa em grão.

A projeção se dá em meio a expectativas de uma produção recorde no ano que vem, de quase 120 milhões de toneladas, conforme a Safras.

A consultoria não cita justificativas para suas previsões, mas as exportações recordes também podem incorporar o potencial de uma maior demanda da China, que trava uma guerra comercial com os Estados Unidos, incluindo a aplicação de taxas sobre a compra de soja norte-americana.

De acordo com a Safras, o esmagamento de soja no Brasil no próximo ano será de 44 milhões de toneladas, aumento de 2 por cento na comparação com a atual temporada. Os estoques ao término do ciclo seguinte devem cair para 429 mil toneladas, de 2,5 milhões, em razão das exportações e também de um consumo 1 por cento superior.

DERIVADOS

A Safras prevê uma produção de farelo de soja de 33,47 milhões de toneladas no próximo ano, alta de 2 por cento, mas com exportações 13 por cento menores, em 15 milhões de toneladas

No caso do óleo de soja, a expectativa da consultoria é de produção de 8,735 milhões de toneladas, com embarques de 1,1 milhão de toneladas, recuo de 8 por cento.

Os estoques finais de farelo e óleo no ano que vem devem somar 2,142 milhões e 114 mil toneladas, respectivamente.

 

Fonte: Reuters

Relatório da Aon / Wharton School traz novas percepções sobre a relação entre Maturidade em Riscos e Sucesso Financeiro

 

O presente relatório apresenta novidades sobre os prêmios de Responsabilidade Civil de Diretores e Administradores (Directors' & Officers' Liability – D&O) em relação à Maturidade em Riscos

As organizações que possuem uma classificação geral mais alta de Índice de Maturidade, demonstram ter processos de governança mais robustos e isso se traduz em melhores condições de contratação dos seguros de D&O e também conseguem compreender melhor seus riscos e consequentemente desenhar programas de seguro mais apropriados as suas necessidades.  Todas as empresas que pagaram prêmios menores tinham maior identificação e transparência na comunicação dos riscos existentes e emergentes, um processo mais formal para coleta de informações sobre riscos e métodos mais sofisticados de análise e tratamento de riscos.

"Os diretores e administradores enfrentam um desafio crescente que os obriga a compreenderem melhor os principais riscos de suas organizações e a maneira como são gerenciados", afirmou Christopher Ittner, professor de contabilidade da Wharton School, Universidade da Pensilvânia. "As reduções nos prêmios de seguro constituem outro possível benefício financeiro às organizações que mostram sinais de processos mais maduros de gestão de riscos".

O Relatório de Percepção do Índice Aon de Maturidade em Riscos deste ano também reforçou as correlações feitas anteriormente entre níveis mais altos de maturidade em riscos e de desempenho dos preços das ações e entre maior maturidade em riscos e menor volatilidade.  O Índice também examinou detalhadamente os impactos nos mercados financeiros gerados pelo Brexit, confirmando a relação direta entre maturidade em riscos e solidez organizacional em termos do impacto do Brexit sobre o preço das ações de uma organização.

"As práticas de gestão de riscos bem projetadas e sustentáveis continuam sendo uma forte defesa contra um ambiente externo incerto", disse Kieran Stack, gerente comercial de consultoria de risco da Aon nos EUA.  "A implementação de princípios e práticas sólidas na gestão de riscos, com forte consenso dentro de uma organização e entre suas diversas áreas, pode contribuir para obter lucros maiores, mesmo durante eventos de alto impacto nos mercados.  O Índice Aon de Maturidade em Riscos é um recurso valioso para as empresas, que ajuda a identificar e administrar melhor o perfil de riscos em toda a organização."

Desenvolvido pela Aon e pela Wharton School da Universidade da Pensilvânia, o Índice Aon de Maturidade em Riscos foi criado em 2011 como uma ferramenta para auxiliar executivos em finanças, riscos e questões jurídicas na identificação e abordagem das áreas críticas de atenção em seus programas de gestão de riscos.  Este índice é uma plataforma importante para uma compreensão melhor das organizações sobre o valor da gestão de riscos na melhoria do desempenho operacional e/ou redução da volatilidade, fornecendo análises profundas e orientação sobre as ferramentas e técnicas disponíveis para melhorar as práticas de governança e gestão de riscos.

Indicações políticas e crise em planos de saúde põem ANS na berlinda

 

A Folha de SP destaca que, na berlinda por conta de decisões controversas, o órgão regulador de planos de saúde vive uma crise interna e de imagem potencializada pelo loteamento político de cargos e por dificuldades econômicas do setor. A lista de problemas da ANS inclui cargos vagos, indicações de diretores paradas e acusações de que a agência, que completa 18 anos, atende anseios privados.

 

Desde junho, duas medidas colocaram o órgão na mira: o reajuste dos planos individuais em 10% e regras de franquia e coparticipação, que liberaram a cobrança dos usuários de planos em até 40% do valor de exames e consultas. As medidas foram editadas em um momento delicado para as empresas. Em pouco mais de dois anos, 3 milhões de pessoas perderam plano de saúde no país.

 

"Diante da crise, os planos viram a oportunidade de emplacar a agenda que sempre quiseram: liberar preço e reajuste, fragmentar a oferta", diz Mário Scheffer, professor da Faculdade de Medicina da USP e pesquisador do tema.

 

O apetite dos políticos também aumentou durante a crise, segundo depoimento do senador cassado Delcídio Amaral, concedido em 2016.O parlamentar declarou que havia "uma verdadeira 'queda de braço' para indicação de nomes para as agências reguladoras ligadas à área da saúde, até pela visibilidade negativa que o caso Lava Jato impôs aos setores de energia, engenharia e petróleo." Disse ainda que os senadores Eunício de Oliveira, Romero Jucá e Renan Calheiros, do MDB, tinham papel central nessas indicações.

 

Atualmente, a diretoria colegiada da agência ainda é tida como área de influência do MDB do Senado. Mesmo que seus ocupantes sejam servidores de carreira da agência, como hoje, o apoio político é fundamental, uma vez que a indicação para o posto é feita pelo presidente da República.

 

Duas indicações de diretores estão à espera de confirmação após serem alvos de críticas de entidades como o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) e a Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva). Um dos indicados é Rogério Scarabel, sócio de um escritório de advocacia que já atuou em causas em favor de planos.

 

Em sabatina no Senado, ele disse que sua ação não foi "apenas para os planos de saúde, mas muito mais na defesa das normas nas relações entre beneficiários, prestadores de serviços e as operadoras".

 

A outra indicação contestada é a de Davidson de Almeida, ex-assessor de um deputado do PP. Segundo reportagem da TV Globo, ele foi citado em investigação sobre um esquema de arrecadação. Teria morado em um local no qual era estocado dinheiro. A Folha não conseguiu localizá-lo.

 

Em meio às turbulências, o diretor-presidente substituto da ANS, Leandro Fonseca, pediu para deixar a chefia interina e ficar só como diretor. A agência não tem presidente definitivo desde maio de 2017, situação agravada pela existência de dois postos vagos na diretoria.

 

O esvaziamento se dá em um momento em que a ANS é alvo de questionamentos de outros órgãos públicos. Nos últimos quatro meses, o TCU e o Ministério da Fazenda criticaram a forma de cálculo do reajuste dos planos, e senadores assinaram um pedido de CPI para investigar o setor.

 

E, na semana passada, a ministra Cármen Lúcia, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu as novas regras de coparticipação e franquia. "Saúde não é mercadoria. Vida não é negócio", escreveu na decisão.

 

As afirmações ecoam críticas de que a agência estaria contaminada por interesses do mercado. "A noção de interesse público da ANS está mais ligada à defesa da sustentabilidade econômica das empresas do que ao bem estar social", diz Ana Carolina Navarrete, advogada e pesquisadora do Idec.

 

Em nota, a ANS afirmou que suas ações são pautadas pelo trabalho técnico de servidores qualificados e que sua diretoria também é composta por “servidores públicos com ampla experiência na própria ANS”.

 

A agência disse que a própria norma de coparticipação e franquia seria uma medida protetiva ao consumidor, ao colocar limites para a prática.

 

O órgão lembrou medidas adotadas para proteger o consumidor como a fiscalização das empresas, a criação da lista mínima de coberturas obrigatórias, a instituição de tempos mínimos de atendimento e a mediação de conflitos.

Nomes indicados por partidos políticos são maioria nas agências reguladoras

 

Levantamento feito pelo Globo em oito das 11 agências reguladoras federais mostra que, de 40 cargos executivos, 32 são ocupados por nomes indicados por políticos e outros três estão prestes a serem preenchidos pelo mesmo critério. Ou seja, 35 vagas são destinadas a pessoas ligadas a políticos. O MDB domina: apontou 18 diretores. Mas outras legendas também têm indicações — há nomes da época em que o PT estava no governo federal, por exemplo. O loteamento político das agências reguladoras, alertam especialistas, interfere na atuação delas e pode até afetar a atração de investimentos para o Brasil, por criar insegurança jurídica.

 

A ANS é dominada por nomes do MDB. O presidente em exercício, Leandro Fonseca da Silva, foi apadrinhado pelo senador Romero Jucá (RR). Procurado, o senador não respondeu. Após a polêmica da regra que previa que os usuários de planos com franquia e coparticipação arcassem com 40% dos custos dos procedimentos — suspensa por decisão da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia —, o diretor Rodrigo Rodrigues de Aguiar afirmou que a ANS “não é órgão de defesa do consumidor”. A indicação de Aguiar, assim como a de Simone Sanches Freire, é atribuída ao presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE). O senador preferiu não comentar.

 

Ainda na ANS, a indicação de outros dois nomes, que ainda nem assumiram, mostra que o loteamento político, a seis meses do término do governo Michel Temer, se mantém. Rogério Scarabel Barbosa, apadrinhado de Eunício, foi advogado de planos de saúde. Já Davidson Tolentino de Almeida foi indicado pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI). Este disse que Davidson desistiu do cargo e sequer foi sabatinado. De saída da agência, Karla Santa Cruz Coelho é indicação do PT.

 

Segundo a ANS, seus diretores são servidores públicos federais — dois deles da própria agência —, todos com larga experiência de atuação. Simone entrou na ANS em 2002 e é servidora de carreira desde 2005; Aguiar entrou em 2007; Fonseca é servidor de carreira do Ministério do Planejamento; Karla Coelho é servidora da UFRJ e ingressou na ANS em 2001. Em nota, a agência reiterou “que a atuação da diretoria é pautada em decisões de caráter técnico, transparência e na defesa do interesse público na assistência suplementar à saúde.”

Após 10 anos, empresas ainda não cumprem todo o regulamento do SAC

 

E O Globo completa que, após dez anos em vigor, a regulamentação sobre como deve funcionar o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) por telefone das empresas ainda não é totalmente cumprida. Segundo pesquisa qualitativa feita com exclusividade para o jornal, os planos de saúde e seguradoras são os que menos cumprem o decreto que estabelece normas para um parâmetro mínimo de qualidade no atendimento entre os nove segmentos pesquisados. Constatou-se, respectivamente, 73% e 75% de cumprimento.

 

A média dos demais setores ficou acima dos 80%, com melhor desempenho nas áreas de energia elétrica e de telefonia, que tiveram 94% e 90% de aprovação. É no cancelamento que as empresas mais falham. No geral, somente 72% atendem ao decreto nesse quesito.

 

“O atendimento melhorou. É claro que há muito a evoluir, principalmente, no que diz respeito à capacidade de resolução dos SACs”, diz Ana Lúcia Vasconcelos, titular da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça.

 

As seguradoras de saúde apresentaram os piores resultados, com apenas 68% das empresas oferecendo acesso adequado ao SAC. Solange Beatriz Mendes, presidente da FenaSaúde, que representa o setor, diz que há entraves no cancelamento que visam a garantir a proteção do cliente. Ela diz que o setor tem de seguir resolução da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) sobre o tema, que determina vários canais para atendimento:

 

“Trata-se de um serviço complexo, e nem sempre o SAC será o canal de fato para que todas as dúvidas sejam resolvidas, mas há várias alternativas, inclusive o atendimento presencial, obrigatório para empresas com mais de 20 mil beneficiários”.

 

A Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg) afirma que, em relação ao cancelamento, o decreto obriga que o SAC receba e processe o pedido quando o atendimento telefônico puder ser usado para contratação. A CNSeg questiona se a pesquisa levou em conta que a maior parte das contratações de seguros não é feita por telefone. Diz ainda que, mesmo em casos feitos por esse meio, são tomadas medidas para garantir a segurança do consumidor no cancelamento.

Sem comando, papel da ANS é questionado

 

Reportagem do Correio Braziliense relata que, questionada por vários órgãos de controle e pelos consumidores, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) passa por limitação de funcionários, a começar pelo próprio presidente da reguladora. Desde maio deste ano, o diretor Leandro Fonseca está no comando interino do órgão, aguardando uma decisão do governo federal sobre o novo indicado. Falta também procurador, ouvidor, auditor e outros diretores. A situação não ajuda em nada e beneficiários de planos não se furtam de criticar a atuação da agência.

 

A metodologia de preços da ANS está sendo questionada, inclusive, pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pelo Ministério da Fazenda. Durante audiência pública ocorrida no início de julho, no Senado, os parlamentares questionaram se os diretores atuariam pelos interesses das operadoras. José Matias-Pereira, professor de administração pública da Universidade de Brasília (UnB), ressaltou que os problemas estruturais não são características só da ANS, mas de outras agências reguladoras.

 

“Quando foram criadas, existia uma consciência de que tinham a função de zelar pelos interesses da sociedade, mas nós vimos que houve inúmeras indicações políticas e não por competência. E esses escolhidos atuam pelos interesses de quem deveriam fiscalizar, o que é algo extremamente grave, principalmente quando se trata de saúde”, disse o professor. “Nós assistimos a isso desprotegidos. Da forma que está, não tem justificativa para termos agência, já que é gasto dinheiro público para mantê-las”, completou.

 

O empresário Hemerson Fraga Fernandes, 25 anos, que trabalha com venda de planos de saúde, lamenta que as pessoas estejam optando por “largar” os seguros devido aos altos custos. Para agravar a questão, segundo ele, além de caros, há vários médicos que deixaram de aceitar alguns convênios. “Perdi sete clínicas que atendiam pelo meu plano”, reclamou, como consumidor.

 

A aposentada Ana Maria Oliveira, 65, precisou trocar o seguro que tinha por um mais barato. “Não tinha como aguentar esses reajustes”, lamentou. “Eu já estava pagando R$ 3.880 por mês. Hoje pago R$ 2,5 mil e ainda assim acho caro, mas, na minha idade, é importante ter um plano de saúde para emergências”, afirmou.

 

De acordo com a ANS, o diretor Leandro Fonseca continua respondendo interinamente pela presidência da reguladora, mas as decisões são tomadas coletivamente pela diretoria colegiada, “de forma que a agência segue cumprindo as atividades de sua competência com rigor e responsabilidade”. O Ministério da Saúde disse que o fortalecimento das agências reguladoras é uma das prioridades do governo e que a legislação prevê autonomia administrativa para elas, sem que faça, portanto, interferência nas decisões técnicas.

 

Sobre a falta de diretores e pessoal, a pasta ressaltou que o governo federal “pode indicar” a nomeação, “no entanto, é necessário que a indicação seja aprovada pelo Congresso Nacional” e que “os departamentos da ANS contam com corpo técnico altamente especializado”, defendeu o ministério, em nota.

Caldo de galinha e cautela

 

Por Antonio Penteado Mendonça, no site do SindsegSP.

 

O momento é de cautela. Como diz o caipira, caldo de galinha e cautela não fazem mal a ninguém. Se olharmos o cenário, em todas as áreas, a incerteza, a indefinição e os riscos neste instante são a única certeza de qualquer gestor minimamente antenado ao que acontece no Brasil.

 

Apenas por uma questão de método, começando pelo cenário político nacional, ainda que os acertos comecem a sair das cartolas dos partidos políticos, ainda falta muito para se ter um vago retrato do que vem pela frente, especialmente no que diz respeito às eleições.

 

Não é apenas a disputa pela Presidência da República que está completamente aberta. As eleições estaduais, nos principais estados, estão andando de lado. Tanto faz o que os políticos querem, o que vale é o que o eleitor quer. E até agora a única coisa que o eleitor mostrou é que quer mudar o Brasil, mas sem dizer como ou com quem. Também não sinalizou minimamente qual a dose de sacrifício que está disposto a suportar para ter um país mais justo e mais eficiente.

 

As eleições terão pouco dinheiro e, sem recursos, a lógica é que os atuais deputados e senadores sejam privilegiados pelos partidos, que, na outra ponta, devem suportar as candidaturas majoritárias, muito mais caras do que a campanha de um deputado.

 

Isto traz a certeza de que a renovação desejada de forma difusa pelo povo será muito menor do que se imagina. É praticamente certo que vários dos nomes que atualmente envergonham a política nacional serão reeleitos e continuarão poderosos, tanto faz quem vença para Presidente.

 

Tendo o fisiologismo como uma realidade, a questão da competência econômica nacional surge como outra coluna que precisa ser colocada em pé. O Brasil está completamente sucateado em todos os terrenos que impactam a economia. Nosso parque industrial é velho e desatualizado, nossa realidade tributária é insana e cara, nossas escolas não formam profissionais com as competências exigidas pelo mundo moderno e a demagogia corre solta, atrapalhando qualquer dose de bom senso nas relações entre patrões e empregados.

 

Com o mundo discutindo as novas formas de trabalho, nós ainda discutimos relações de emprego. Com a tecnologia da informação correndo solta, nós ainda temos cartórios e monopólios obsoletos.

 

A realidade do país em termos de participação no cenário mundial é no máximo a que o Brasil tinha em 1908. Somos meros exportadores de produtos primários - grãos em natura e minérios em estado bruto. A derrocada é de tal ordem que até boi em pé, que em 1908 não era exportado, atualmente nós estamos exportando. Mais do que isso, apesar de nosso agronegócio ser dos mais eficientes do mundo, estamos perdendo tempo e avanço tecnológico em função das políticas equivocas adotadas nos últimos anos, tanto para a ocupação do solo, como para empresas como a Embrapa.  

 

Como se não bastasse, o mundo está às portas de uma guerra comercial envolvendo os Estados Unidos e a China, mas com efeitos em todos os outros países e blocos econômicos. Imaginar que nós não seremos afetados é acreditar em Papai Noel e o apavorante é que não se vê qualquer esboço de política internacional para nos colocar dentro do quadro.

 

A eleição de outubro deve colocar dois cenários diante do eleitor. O primeiro promete um país inserido na modernidade e o segundo promete manter tudo de velho e torto que emperra o país há décadas. Se uma visão mais liberal sair vencedora, em pouco tempo o país, graças a suas riquezas e capacidades, sai do buraco. Mas se a vitória for da esquerda burra que nos infernizou até há pouco tempo, estaremos condenados a um longo período de trevas.

 

O gestor de uma seguradora tem que se debruçar sobre estes temas para tomar decisões estratégicas para colocar a companhia em condições competitivas. E a verdade vale também para os corretores de seguros. É por essa e por outras que a hora é de cautela e, no máximo, caldo de galinha.


Senador fará projeto para aumentar controle sobre agências reguladoras

 

O Globo destaca que o senador petista Humberto Costa (PE) apresentará um projeto que prevê maior controle do Congresso sobre o desempenho dos diretores das agências reguladoras. A ideia surgiu quando, na semana passada, dirigentes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não compareceram a uma audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado e só enviaram representantes. Costa descobriu que ministros de Estado podem ser convocados, mas diretores de agências, não.

 

A jornalista do GLOBO Lydia Medeiros antecipou na coluna "Poder em jogo" de ontem que senadores da oposição discutem uma forma de aumentar o monitoramento das ações dos diretores. Os parlamentares ficaram irritados, ainda, com a declaração do diretor da ANS, Rodrigo Aguiar, também publicada no GLOBO, de que a agência não é um órgão de defesa do consumidor.

 

“Podemos convocar o ministro da Saúde, mas não o diretor da ANS. É um contrassenso. Apesar de as agências terem sua autonomia, é importante que seus diretores, que têm seus nomes votados no Congresso Nacional, prestem contas regularmente”, disse Costa.

96% dos usuários tiveram problemas com planos de saúde em SP, diz pesquisa

 

A Folha de São Paulo relata que quase todo mundo que usou plano de saúde nos últimos dois anos teve algum problema com o serviço médico, mostra uma pesquisa Datafolha encomendada pela Associação Paulista de Medicina de avaliação da saúde suplementar. No mesmo levantamento, do outro lado do negócio, quase todos os médicos que trabalham para essas empresas afirmam que há interferência dos planos de saúde em sua autonomia profissional.

 

Os resultados apontam para uma insatisfação geral com o serviço, por parte de beneficiários e profissionais, o que contribui para que os planos tenham uma imagem negativa na sociedade. “É inaceitável, as pessoas pagam o plano para fugir das dificuldades que eles encontram no Sistema Único de Saúde”, avalia o diretor da Associação Paulista de Medicina, Florisval Meinão. “Os médicos estão insatisfeitos e os pacientes estão insatisfeitos”.

 

Para associação de planos de saúde, no entanto, o setor “envolve muita complexidade”, o que gera dúvidas, e há um movimento de racionalização para evitar desperdícios.

 

Um terço dos entrevistados usaram plano de saúde nos últimos dois anos e 96% deles afirmam que tiveram problemas. A principal reclamação está no serviço de pronto-atendimento, citado por 82% dos beneficiários. Os pacientes reclamam do local de espera cheio, da demora em ser atendido e de negativa para realização de exames e transferência hospitalar.

 

As consultas são alvo de 76% dos reclamantes, sobretudo a demora para conseguir marcá-las. Também são citadas a falta de especialistas e o fato de “nunca ser atendido por um médico que você escolheu”.

 

Exames diagnósticos também são motivo de queixa para 72% dos pacientes. Inclui-se aí o fato de ter que realizar exames em vários locais diferentes, a demora para autorizá-los e marcá-los, as poucas opções de laboratório e clínicas e o fato de o plano não cobrir alguns desses procedimentos.

 

Internações hospitalares (poucas opções de hospitais, dificuldade para autorizar a internação, falta de vagas e demora para acesso à UTI) e cirurgias são ainda razões de queixas, para 53% e 24% dos entrevistados, respectivamente.

 

A imagem que fica dos planos de saúde para os beneficiários é ruim. A maior parte dos entrevistados afirmam que as empresas dificultam a realização de procedimentos mais caros, pagam um valor baixo aos médicos e restringem seu trabalho, não cumprem todas as regras do contrato e pressionam os profissionais para reduzirem o tempo de internação.

 

Com todas essas dificuldades e por falta de opções de atendimento, um terço dos beneficiários entrevistados buscaram atendimento na rede pública ou por médicos particulares fora do plano, segundo a pesquisa.

 

Abandonar de vez o plano de saúde e depender somente do SUS, no entanto, não é uma decisão boa, segundo Meinão. “São questões pontuais, como o uso de pronto-socorro. O plano é essencial para a população. A saúde é marcada pela imprevisibilidade de gastos e, se a pessoa depender do SUS, vai ter muitas dificuldades. Apesar da visão crítica com os planos, que deveriam estar mais atentos, eles são indispensáveis”, afirma.

 

A pesquisa ouviu 843 titulares ou dependentes de planos de saúde com 18 anos ou mais que vivem em São Paulo entre 25 de abril e 2 de maio. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para cima ou para baixo.

 

“A medicina brasileira está apta a prestar um atendimento nas melhores condições, que se equipara aos países de primeiro mundo. A formação, a qualidade de nossos hospitais, principalmente privados, os equipamentos estão aptos a prestar um atendimento de altíssima qualidade. Mas a grande verdade é que uma boa parcela da população não consegue acesso a isso”, diz o diretor da APM.

 

Do outro lado, 615 médicos foram ouvidos entre 12 de junho e 2 de julho. 9 em cada 10 declararam que há interferência dos planos na autonomia do profissional, como nomear auditores em caso de solicitações de exames e glosar procedimentos ou medidas terapêuticas.

 

“O médico sabe que se ele ultrapassar certos limites, ele vai ser descredenciado. Não tão explícito, mas ele se sente assim. A gente sabe de muitos colegas que foram descredenciados porque o plano achava que o custo por atendimento era muito alto, que exigiam muitos exames”, diz Meinão. “Há uma falta de confiança mútua entre médico e plano e quem sofre com isso é o usuário, que precisa ser atendido.”

 

Mais da metade dos médicos entrevistados disseram que também trabalham na rede pública, e relataram dificuldades para conseguir internações, salas de cirurgias, exames e falta de estrutura adequada. 64% deles, inclusive, disseram que já sofreram agressão: seja verbal (57%), psicológica (53%) ou física (12%) no exercício da profissão.

 

Presidente da Fenasaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), que reúne operadoras de planos privados, Solange Beatriz Palheiros Mendes discorda que a imagem do serviço seja negativa. “Eu vejo um sistema de muita complexidade e portanto gera muitas dúvidas.”

 

“Algumas reclamações surgem em função do momento, onde todo o setor está buscando trazer maior racionalidade a esse sistema, como a mudança do modelo de pagamento, que prestigie o resultado. Em qualquer momento de mudança, isso gera um desconforto para as partes envolvidas”, afirma. “Se tem uma preocupação com o uso desnecessário, com os desperdícios, as empresas precisam intensificar o cuidado com esses processos no intuito de proteger a própria carteira, o grupo de pessoas que comprou o plano de saúde.”

 

Mendes cita pesquisa Ibope que coloca um plano privado de saúde como um dos itens mais desejados pela população, atrás apenas de casa própria e educação. “Discordo que seja tão negativa a imagem dos planos”, diz.

 

Em nota, a Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde), diz que, "por repetidas vezes" as pesquisas de opinião "apontam que os serviços prestados pelas operadoras de planos de saúde são sempre bem avaliados, com média entre 70% e 80% de satisfação."

 

A associação afirma ainda que "não é regra o descredenciamento de médicos que pedem mais exames, mas é oportuno lembrar que no Brasil há sim um excesso de solicitações de exames, prova disso que o país é o campeão mundial de realização de ressonância magnética, um triste exemplo de desperdício, pois, com toda a certeza, muitos desses exames são completamente desnecessários."  

 

A pesquisa vem à tona em um momento em que o modelo de cobrança dos planos está na pauta. A ANS (Agência Nacional de Saúde) permitiu que operadoras de planos cobrem dos usuários até 40% do valor dos atendimentos, mas a decisão foi barrada no último sábado (14) pelo STF --os usuários deste modelo de coparticipação triplicaram em três anos. A agência também permitiu o reajuste de planos individuais e familiares em até 10%.

Fazenda contesta critério de reajuste de planos de saúde e pede mudanças

 

A Folha de São Paulo relata que o reajuste do plano de saúde de 8 milhões de pessoas é calculado com base em uma metodologia falha, afirmam documentos técnicos do Ministério da Fazenda. Por lei, a pasta tem que se pronunciar todo ano sobre o índice de aumento proposto pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), a quem cabe a conta e a palavra final a respeito do tema.

 

As críticas do órgão econômico estão presentes em notas técnicas ao menos desde 2014. Neste ano, a cobrança é enfática. Com data de 11 de junho, o parecer redigido pela Fazenda diz que há erros conceituais no cálculo e que ele permite às operadoras repassar ao consumidor o custo de falhas de eficiência.

 

O reajuste de que trata o documento é o anual, aplicado ao usuário no mês de aniversário de contratação do plano. Estão sujeitos a esse aumento clientes de planos individuais ou familiares contratados após 1998, o que corresponde a 17% do mercado. Planos coletivos, contratados por empresas e associações, não têm um limite de reajuste anual.

 

A distinção de tratamento parte do princípio de que a vulnerabilidade do consumidor é diferente nas duas categorias: como os planos coletivos envolvem um grupo de pessoas, na negociação do reajuste haveria equilíbrio maior entre o poder de barganha dos clientes e o das operadoras.

 

Com base nesse mesmo raciocínio, a ANS calcula desde 2001 o reajuste dos planos individuais com base no percentual aplicado pelas operadoras aos planos coletivos.

Neste ano, o resultado foi a autorização de um aumento de até 10%, superior à inflação de 3,73%, como apontou o ministério. Para a Secretaria de Promoção da Produtividade e Advocacia da Concorrência do Ministério da Fazenda, há dois problemas principais no cálculo dessa taxa.

 

Um deles, mais técnico, envolve o uso de um conceito estatístico e a exclusão da base de cálculo de alguns dados de reajuste. O outro questionamento da Fazenda é em relação ao modelo econômico usado pela ANS, o “Yardstick Competition”, que embasa a equiparação de reajuste dos planos individuais ao dos coletivos.

 

Para o ministério, é preciso cuidado ao usar o modelo, pois ele tem limitações como “possibilidade de formação de conluio entre as firmas para influenciar o resultado” e “dificuldade de acesso a informações de custos resultantes da competição dos agentes”.

 

Outro erro, para a pasta, é a ANS levar em conta o aumento do preço dos planos, e não o custo real dos serviços prestados pelas operadoras. “Ressalta-se que esse aumento pode ser resultante de diversos fatores, e pode não refletir diretamente uma função da variação do custo assistencial, mas também ser resultado de ineficiências, o que aumenta a subjetividade do modelo e sua fragilidade”, diz a nota técnica.

 

Diante disso, o órgão recomendou que a ANS apurasse uma nova taxa e buscasse “estratégias regulatórias que incentivem os agentes do mercado a reduzir os custos de produção de saúde mantendo-se dentro dos níveis aceitáveis de qualidade”.

 

Advogada e pesquisadora da entidade, Ana Carolina Navarrete defende uma nova fórmula que contemple a capacidade de pagamento dos consumidores. Para ela, é errado usar o índice dos planos coletivos como base para os individuais. “Não há igualdade nas negociações, porque as empresas [que contratam planos] não têm acesso a informações fundamentais.

 

Especialista em economia da saúde, a professora Mônica Viegas Andrade, da UFMG, concorda nesse ponto. “É preciso que a sociedade saiba como são calculados os reajustes dos planos coletivos para entender o dos individuais”, diz.

 

Por outro lado, afirma, planos individuais e coletivos são produtos substancialmente diferentes. Entre outros fatores, os primeiros têm uma carteira de clientes mais envelhecida, o que acarreta mais gastos para as operadoras.

 

Representante de operadoras, a FenaSaúde replica o argumento. “Os sub-reajustes concedidos pela agência são um dos motivos pelos quais diversas operadoras abandonaram a comercialização de planos individuais”, declara.

 

A entidade afirma que os planos têm aperfeiçoado suas operações e que uma nova fórmula deveria contemplar a questão demográfica e  variação dos custos médico-hospitalares, que subiram 230% de 2008 a 2017, enquanto o reajuste da ANS ficou em 131,9%.

 

Economista-chefe da Abramge, outra entidade que representa os planos, Marcos Novais diz que repensar esses custos do setor é fundamental, evitando-se exames desnecessários em demasia e a incorporação de tecnologias caras sem evidência científica. “Ninguém está interessado em ficar dando reajuste elevado e perder cliente”, afirma.

 

A questão chega cada vez mais à Justiça. Advogada do escritório Vilhena Silva, especializado em direito à saúde, Renata Severo diz que, com a crise econômica, tornaram-se diários os casos de clientes que contestam nos tribunais o reajuste —e não só para planos individuais.

 

Em nota, a ANS afirmou que a preocupação com uma nova metodologia de reajuste “vem de longe” e que, para fomentar a discussão, fará nos dias 24 e 25 audiência pública sobre o tema no Rio de Janeiro para discutir a proposta que está em elaboração.

Sobre a recomendação da Fazenda de que se busque estratégias para incentivar agentes do mercado a reduzir custos, a ANS diz que vem incentivando um modelo assistencial com foco na atenção primária e em ações preventivas.

 

A agência ressalta que o índice de reajuste de 2017 ficou abaixo do estabelecido nos últimos três anos, quando variou de 13,55% a 13,57%.

Chubb comenta aumento da conscientização em torno da importância dos seguros de RCP

 

A Chubb, uma das maiores seguradoras do mundo, diz que aumentou no Brasil a conscientização em torno da importância dos seguros de Responsabilidade Civil Profissional (RCP). A afirmação foi feita com base em dados da Susep – Superintendência de Seguros Privados, que mostram que o setor registrou crescimento de 18% nos cinco primeiros meses deste ano, em comparação com mesmo período do ano passado – de R$ 119 milhões para R$ 140,5 milhões.

“A procura pelas apólices vem aumentando de acordo com o processo de conscientização de profissionais como advogados, arquitetos, engenheiros, médicos, enfermeiros, dentistas e vários outros. Eles estão cada vez mais sensíveis ao fato de que podem sofrer ações na justiça em função de supostos erros cometidos durante o exercício de suas profissões”, diz Humberto Pita, Head de Linhas Financeiras da Chubb. De acordo com ele, o seguro garante proteção financeira para o segurado (pessoa física ou jurídica), caso ele necessite indenizar um consumidor ou paciente por conta de falha ou omissão no exercício profissional.

Conforme Humberto, a Chubb tem sido muito procurada em função de sua experiência com esses seguros – que são reconhecidos pela sua complexidade e, por isso, demandam conhecimentos amplos e aprofundados. “Esse aspecto ficou claro em razão dos sinistros que ocorreram ao longo de mais de 20 anos em todo o país. Por isso, o mercado se conscientizou das vantagens de contratar o seguro de RC Profissional de uma seguradora que tem apetite por esse risco, possui ampla equipe com técnicos especializados no ramo e atua com pioneirismo no setor, tanto no Brasil quanto no mundo”, destaca.

O executivo ainda diz que a capacidade financeira da companhia também tem sido valorizada no momento da contratação do seguro. Isso porque as ações na justiça podem determinar várias formas de desembolso, desde o pagamento das custas do processo até uma eventual indenização do reclamante. “Por essa razão, muitos estão optando pela Chubb, que é uma das mais sólidas companhias do mundo”, salienta.

De acordo com Humberto, os seguros de RCP da Chubb também têm sido procurados em função dos diferenciais que a companhia demonstra no segmento tais como liderança no Brasil e em vários outros países, além de longa experiência e, principalmente, capacidade para realizar a regulação de sinistros de acordo com sua expertise global.

Segundo Humberto Pita, os produtos de RCP da Chubb são desenhados de forma específica para nichos como medicina, engenharia, arquitetura, advocacia e vários outros. A proteção garante o pagamento das despesas de defesa tais como honorários advocatícios e os serviços de peritos nas esferas civil, criminal e administrativa. Além disso, cobre danos financeiros, materiais, morais e corporais ocasionados por erros técnicos.

PETROBRAS ABRE CAMINHO PARA SE DESFAZER DA TRANSPETRO, DIZ VALOR

A Petrobras abriu um caminho formal para vender futuramente o controle acionário da Transpetro, a partir de uma recente mudança no estatuto social da subsidiária, segundo informação publicada no jornal Valor Econômico, nesta quarta-feira.

A revisão do estatuto da empresa de logística e transporte, aprovada em assembleia geral extraordinária, em junho, retirou

um artigo que impedia a venda de mais de 50 por cento do capital da subsidiária.

A inclusão da Transpetro no programa de parcerias e desinvestimentos não está, porém, na pauta prioritária da petroleira, neste momento, disse uma fonte ao Valor.

Fonte: https://www.valor.com.br/empresas/5666693/estatal-abre-caminho-para-se-desfazer-da-transpetro

Fonte: Reuters

Empresas começam a pedir prêmios de seguros de volta

 

O Estadão revela que a Operação Lava Jato está gerando um movimento atípico no mercado de seguros brasileiro: o de devolução de prêmios já pagos. O motivador são as obras que foram paralisadas após o início das investigações por conta de indícios de corrupção em grandes projetos. Como não foram em frente, as empresas responsáveis cobram das seguradoras o valor que pagaram para segurá-las.

 

Um dos processos em andamento é o da usina nuclear de Angra 3. A Eletronuclear move uma ação de cobrança, a qual a Coluna teve acesso, contra a seguradora alemã Allianz para reaver mais de R$ 128 milhões.

 

Originada em um projeto do período militar, Angra 3 começou a ser construída em 1984 e foi retomada em 2009, no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No entanto, com a evidência de desvios de recursos no projeto e prisões de executivos da Eletronuclear, as obras foram paralisadas.

 

A Eletronuclear tentou estender a apólice de Angra 3, visto que o projeto não ia ser concluído no prazo do seguro já contratado. Para isso, a Allianz cobrou mais quase R$ 86 milhões, além dos cerca de R$ 74,4 milhões que já haviam sido pagos. Sem chegar num consenso com a seguradora depois de idas e vindas, a Eletronuclear desistiu de estender o seguro e tenta, agora, reaver o que pagou. Uma perícia na obra de Angra 3 foi iniciada neste mês, no âmbito da ação de cobrança movida pela empresa. Procurada, a Allianz não comentou.

 

A Sete Brasil, em recuperação judicial, já foi bem sucedida em processo semelhante ao da Eletronuclear. A empresa cobrou extrajudicialmente o consórcio responsável pelo seguro de algumas sondas não concluídas e recebeu de volta a maior parte dos prêmios pagos. A seguradora líder da apólice é a Chubb, que ainda sob o nome Ace adquiriu a carteira de grandes riscos do Itaú, até então responsável pelo contrato, em parceria com o Bradesco, a espanhola Mapfre e a canadense Fairfax.

 

Mas a Sete Brasil quer mais. A empresa ainda espera reaver recursos gastos com comissionamentos para corretores de seguros e resseguros que, no seu entendimento, foram sobretaxados.

 

AIG conclui a aquisição da Validus

 

A AIG anunciou hoje a finalização do processo de aquisição da Validus Holdings Ltd. (“Validus”), após aprovações regulatórias e dos acionistas da Validus. A transação foi anunciada pela primeira vez em 22 de janeiro de 2018.

Como parte da AIG, a Validus acrescenta franquias atraentes e diversificadas ao portfólio da companhia, incluindo a Validus Re, plataforma líder de resseguro; AlphaCat, gestor de ativos de títulos ligados a seguros; Talbot, consórcio do banco Lloyd; Western World, especialista nos Estados Unidos em riscos comerciais para pequenas e médias empresas; e Serviços de Riscos Agrícolas, que fornecem acesso ao mercado norte-americano de seguros agrícolas.

“Estamos muito felizes em receber a Validus. A experiente equipe e seus negócios complementares nos ajudarão a gerar um crescimento sustentável e lucrativo, à medida que continuamos a gerar valor aos nossos acionistas”, disse Brian Duperreault, CEO e Presidente da AIG.

De acordo com Peter Zaffino, CEO da área de Seguros Gerais da AIG, “o trabalho com o time da Validus deve expandir as capacidades e valores entregues aos clientes e corretores parceiros. Os negócios da Validus serão imediatamente acrescentados à atuação de Seguros Gerais da AIG, já que eles já fazem parte da AIG oficialmente.”

Seguro de carros chineses pode ser quase três vezes mais caro

 

Por Anderson Figo

 

Com uma política agressiva de preços, os chineses vieram para ficar. Mas na hora de escolher o carro novo, você põe na conta o custo do seguro? Deveria

São Paulo — Foi-se o tempo em que circulavam pelas ruas apenas carros das grandes montadoras líderes em venda, como Volkswagen e GM. Agora, é mais comum você ver aquele modelo passando e não fazer ideia do nome ou da marca. Com uma política agressiva de preços, os chineses vieram para ficar. Mas na hora de escolher o carro novo, você põe na conta o custo do seguro? Deveria.

Levantamento feito pelo site ComparaOnline a pedido de EXAME mostra que os preços do seguro para carros de marcas chinesas recém-chegadas ao país podem ser até 174% maiores do que os valores cobrados pela proteção de um carro similar das marcas tradicionais.

O ComparaOnline selecionou sete modelos chineses vendidos no Brasil e sete carros de montadoras tradicionais similares. Em seguida, foram consultados os preços dos seguros para os 14 veículos, considerando o seguinte perfil: homem, solteiro, 30 anos e residente no centro de São Paulo.

O levantamento considerou os preços para dois tipos diferentes de proteção: a completa, que é o modelo mais tradicional de seguro, que inclui roubo, furto, perda total e o chamado compreensivo (batidas em que o reparo é coberto após o pagamento de franquia); e a flex, que é um tipo de seguro personalizado e, geralmente, não inclui o compreensivo, por isso é mais barato. Para a simulação, a proteção flex considerou roubo, furto e perda total por colisão.

No total, foram consultadas 12 seguradoras parceiras do ComparaOnline, mas nem todas tinham cobertura para os modelos de carros analisados. Para os chineses, a disponibilidade foi bem menor. Na proteção completa, participaram as seguintes seguradoras: HDI Brasil, Bradesco, Tokio Marine, Liberty Seguros, SulAmérica, Seguros Mapfre, Allianz, Sompo Seguros e Porto Seguro. Na proteção flex, participaram: Ituran, Usebens e Suhai.

Apesar de o valor médio do seguro para os carros chineses ser, na maioria dos casos, próximo ao valor médio da proteção para os modelos de marcas tradicionais, há uma diferença enorme quando comparados os valores mais baixos das apólices orçadas.

“O que explica a diferença de preço pode ser o custo do reparo. As montadoras menores geralmente têm uma rede de manutenção reduzida em comparação às marcas tradicionais. As peças podem ter de vir do exterior, as oficinas ficam mais espaçadas, isso tudo influencia no preço da proteção”, diz Bruno Niggli, gerente de seguro auto da ComparaOnline.

Marcos Figueiredo, gerente de operações da Volanty, marketplace de venda de veículos seminovos, avalia que também é preciso considerar a depreciação dos carros. “A depreciação dos carros chinesas costuma ser mais rápida do que a dos modelos de marcas mais tradicionais, mas o preço do seguro não necessariamente acompanha essa queda. O seguro não vai ficar mais barato por isso. Então é preciso levar isso em consideração na hora de escolher um carro”, diz.

A decisão do consumidor, lembra André Massaro, consultor financeiro e autor do blog Você e o Dinheiro, não deve ser pautada apenas no preço do veículo. “Geralmente, os preços dos carros chineses é menor, mas os custos totais de manutenção e seguro podem fazer a compra não valer a pena. É preciso colocar tudo no papel. Saber se vale a pena ou não depende de uma série de fatores, como o perfil do motorista etc.”

Na hora de trocar de carro ou comprar um veículo pela primeira vez, é sempre recomendado verificar antes qual é a média do preço do seguro para aquele automóvel com o seu perfil, independentemente da marca pesquisada. “A opção pelo seguro flex tem que ser muito bem pensada. Apesar de mais barata do que a proteção completa, ela geralmente não inclui cobertura para batidas sem perda total do carro. Então, pode ser que não valha a pena. A pessoa nunca sabe quando vai se envolver em um acidente de trânsito, mas sabe que não terá dinheiro para comprar um carro novo se isso acontecer”, completa o consultor.

A proteção dos dados pessoais é o dever por trás da criptografia

 

Fórum “A segurança do cidadão na era digital”

 

A Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) pretende iniciar, ainda este ano, um fórum permanente sobre “A segurança do cidadão na era digital”. Serão realizados seminários e palestras presenciais e digitais para disseminar a importância da assinatura digital, proteção de dados, respeito à privacidade e direito à proteção das informações pessoais. As conferências com especialistas da entidade e convidados serão divulgadas com antecedência e disponibilizadas no site da entidade e no Youtube. A camara-e.net pretende produzir filmes educativos para divulgação nas redes sociais. O objetivo da iniciativa é atingir o maior número de pessoas. A assinatura digital e a proteção de dados são assuntos de segurança nacional, que interessam a todos, tanto ao cidadão diretamente quanto às instâncias de segurança e inteligência do País.

Segundo o presidente da camara-e.net, Leonardo Palhares, um dos projetos prioritários da entidade é disseminar junto aos brasileiros a “cultura da cidadania digital”. Palhares considera fundamental que todos saibam que o compartilhamento, empréstimo, guarda ou qualquer forma de utilização das chaves privadas de certificados digitais por terceiros devem ser vedados. Tratam-se de formas que expõem os seus titulares aos riscos de utilização indevida, contratações e acessos não autorizados, podendo gerar prejuízos de ordem patrimonial e extrapatrimonial e, por fim, quebrar os requisitos mínimos necessários para suportar toda a criptografia e tecnologia empenhadas no processo de geração dos certificados digitais: o segredo e o controle das chaves privadas.

De acordo com Leonardo Palhares, “a identificação inequívoca de pessoas físicas ou jurídicas nas transações eletrônicas, tanto para os contratantes quanto para os contratados, se faz imprescindível para a confiabilidade de uma relação estabelecida em meio remoto. Como exemplo, cite-se que os consumidores se sentem muito mais confortáveis em contratar serviços e produtos de plataformas eletrônicas devidamente identificadas, com mecanismos de contato disponíveis para soluções de problemas e outras tantas informações necessárias para a segurança de uma contratação eletrônica. Portanto, o emprego de assinaturas digitais com certificação digital nos padrões da ICP-Brasil é um importante aliado para a confiabilidade mútua dos contratantes em meio remoto”.

Com o fórum permanente “A segurança do cidadão na era digital”, a camara-e.net objetiva construir uma cultura de cidadania digital. Percebe-se que há pouco conhecimento sobre os efeitos do uso do certificado digital e, principalmente, sobre a relevância da proteção de dados. No Brasil, dado pessoal é aquele “relacionado à pessoa natural identificada ou identificável, inclusive números identificativos, dados locacionais ou identificadores eletrônicos, quando estes estiverem relacionados a uma pessoa” (Decreto nº 8.771, de 11 de maio de 2016). Logo, uma imensidão de dados pode ser considerada pessoal, desde que permita sua correlação a uma pessoa, sendo, portanto, objeto de proteção por parte daqueles que venham a utilizá-la. A identificação de uma pessoa pode se dar mediante apresentação de documentos de identificação civil, dados cadastrais, informações pessoais, características físicas, biométricas, estéticas ou até mesmo de opiniões. Em meio eletrônico, uma boa parte de dados pessoais são fornecidos voluntariamente pelas pessoas, como contrapartida para um serviço ou produto oferecido ou como mecanismo de atribuição de segurança às transações realizadas em meio eletrônico.

As assinaturas digitais (ou certificação digital) nos padrões da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICP-Brasil (instituída pela Medida Provisória nº 2.200-2/2001), são baseadas em chaves criptográficas (chaves públicas – de conhecimento público – e chave privada – de conhecimento e acesso exclusivos do cidadão), de modo que a chave privada, para que os atributos de integridade e autenticidade sejam garantidos, deve ser gerada e controlada exclusivamente por seus titulares. Portanto, a segurança das transações eletrônicas que se utilizam dos certificados digitais depende da manutenção dos atributos mínimos garantidores do não repúdio das assinaturas digitais. Estas, uma vez associadas a dados de identificação de pessoas físicas (ou jurídicas, muito embora as discussões sobre privacidade estejam atreladas às pessoas naturais) passam a ser enquadradas como dados pessoais e, por isto, merecem proteção absoluta, iniciando-se pela guarda, posse e uso exclusivo das mesmas por parte de seu titular.

A camara-e.net participa ativamente das discussões sobre proteção de dados no âmbito do Legislativo para regulamentação das medidas voltadas a proteção do cidadão. A garantia da privacidade e da autoria de atos eletrônicos dos cidadãos está sob avaliação do Congresso Nacional, que atualmente analisa o projeto de lei nº 7.316/2002. O novo regulamento visa substituição da Medida Provisória que instituiu a ICP-Brasil. A entidade considera que, sem prejuízo à apresentação de emendas que visam a defesa do cidadão compete à sociedade e aos parlamentares repisarem a importância do livre arbítrio sob controle dos seus titulares e jamais sob controle de terceiros. A criptografia, a chave privada e a segurança do cidadão em meio eletrônico dependem de sua manutenção no controle de seus atos e de sua vontade. Sem controle e guarda exclusivos das chaves privadas, não há proteção do cidadão contra as interferências de terceiros, de empresas e do Estado.

A camara-e.net vem se posicionando no âmbito do órgão regulador da ICP-Brasil, do qual participa como integrante do colegiado há mais de 10 anos. A entidade, que é a maior associação multissetorial da América Latina e com maior representatividade na economia digital no País, vem reiterando em seus votos, estudos e fundamentações a imprescindibilidade do controle e guarda exclusiva das chaves privadas por seus titulares, buscando a mais rigorosa e estrita confiabilidade das transações eletrônicas e da segurança técnica e jurídica dos titulares de certificados digitais da ICP-Brasil.

EM 15 ANOS, CHINA INVESTIU US$ 54 BI NO PAÍS, MAS SÓ 11% DO TOTAL EM PROJETO NOVO

 

De cada US$ 100 que os chineses investiram no Brasil desde o início do governo do ex-presidente Lula, apenas US$ 11 foram direcionados para novos projetos, revela levantamento do governo ao qual o ‘Broadcast/Estadão’ teve acesso. De 2003 a junho de 2018, os chineses injetaram US$ 54 bilhões no País, mas US$ 48 bilhões ficaram nos chamados “brownfield”, ou seja, projetos que já estavam prontos, em que houve apenas troca de dono.

Somente US$ 5,95 bilhões vieram para os chamados “greenfield”, como são chamados projetos que começam do zero. Nesse tipo de investimento, os benefícios se espalham por outros elos da cadeia produtiva, gerando crescimento econômico por meio da compra de máquinas, contratação de serviços, geração de empregos e pagamento de impostos.

Eólica

É a primeira vez que o governo brasileiro consegue mapear e separar com precisão os investimentos que a China tem realizado no Brasil. O resultado foi uma surpresa, pois a expectativa era de um volume maior de investimentos em projetos “greenfield”, até mesmo devido aos compromissos assumidos entre os dois países e aos vários anúncios de cartas de intenções de investimentos chineses no Brasil.

Com a crise financeira, as empresas brasileiras ficaram mais baratas para os estrangeiros, e o grosso dos investimentos chineses foi para aquisições. Nos últimos 15 anos, foram adquiridos 72 projetos já prontos, enquanto apenas 29 foram iniciados do zero. Esses são os investimentos já confirmados, de acordo com um boletim sobre investimentos chineses que o Ministério do Planejamento passa a divulgar bimestralmente.

Segundo dados do ministério, 84% dos investimentos estão concentrados em três áreas: energia, óleo e gás e mineração. A presença chinesa cresceu a partir de 2009 e se acelerou rapidamente. “A China se tornou o maior parceiro de investimento em fluxo de recursos”, disse o secretário de Assuntos Internacionais do Planejamento, Jorge Arbache, ao Estadão/Broadcast antes de entrar em vigor a regra eleitoral que restringe comunicações oficiais.

Mantido o ritmo atual, os chineses vão liderar nos próximos anos o ranking de estoque de investimentos, título detido por União Europeia e Estados Unidos atualmente.

“Brownfield é realmente maior que greenfield, mas é preciso paciência. O brownfield acaba puxado o greenfield”, disse o ministro conselheiro da embaixada da China, Qu Yuhui, lembrando que, até 2008, a China tinha investido apenas US$ 1 bilhão no Brasil. Ele destacou que investimentos em novos projetos necessariamente envolvem mais riscos. “Precisamos fazer o dever de casa. É preciso de mais informações e de um conhecimento bem maior do mercado brasileiro. Só licenças ambientais de um projeto podem levar de três a quatro anos para serem liberadas.”

O relacionamento entre o Brasil e China é relativamente curto se comparado a Japão, EUA e Europa, disse Qu Yuhui. “O Brasil é promissor, mas não é para iniciantes. É um mercado muito particular. A tendência é que o investimento se diversifique.”

Estratégica, a área de energia tem sido o maior foco dos investimentos da China no País. Alguns setores do governo brasileiro mostram preocupação com o apetite chinês e defendem uma regulação forte para diminuir riscos.

A estatal State Grid, que comprou a CPFL, tem 60% do total de investimentos fora da China alocados no Brasil. No último leilão de linhas de transmissão, no entanto, quem brilhou foi a indiana Sterlite. Procurada, a State Grid informou que sempre busca novos projetos no Brasil, mas reconheceu que a concorrência reduz a atratividade dos investimentos.

A China Three Gorges (CTG) comprou as usinas de Jupiá e Ilha Solteira, que pertenciam à Cesp e operam há mais de 40 anos. Mas em cinco anos de Brasil, destaca que investiu também em projetos novos, como a construção de usinas no Pará e Amapá e em Mato Grosso.

 

Fonte: Estadão

Instabilidade política global gerou altos níveis de violência e riscos políticos

 

Consultoria de Riscos e corretora de seguros Aon lança edição 2018 do mapa de terrorismo, riscos e violência politica

 

• Violência Política: A probabilidade de conflitos entre estados, envolvendo até mesmo grandes potências, é a maior desde o fim da Guerra Fria. A crescente competição geopolítica e a liderança frágil na diplomacia internacional contribuíram para o aumento dos riscos de conflito armado.

• Terrorismo: Em 2017, houve o dobro de ataques terroristas nos países ocidentais, somando 204 no total, enquanto que em 2016 o número alcançou a 96, embora o número de vítimas tenha sido similar. Além disso, várias zonas de guerra ainda são consideradas como “incubadoras” do terrorismo internacional, mesmo que a ameaça global do Estado Islâmico pareça estar diminuindo.

• Risco Político: No ano passado, o risco político aumentou em 11 países, com o enfraquecimento da condição fiscal decorrente de mudanças climáticas ou impacto dos preços das commodities, aumentando o risco da violência política e ruptura das cadeias de suprimento.

São Paulo, XX de julho de 2018 – O Mapa de Risco Político 2018 da Aon que aborda Risco Político, Terrorismo e Violência Política, elaborado em parceria com a Continuum Economics e o The Risk Advisory Group, apontaram que este ano há a maior probabilidade de novos conflitos entre estados desde a Guerra Fria.

 

Terrorismo e Violência Política

Os riscos de violência política estão crescendo cada vez mais devido às tensões geopolíticas, o enfraquecimento da democracia liberal e a repercussão dos efeitos dos graves conflitos em todo o mundo.

Pelo terceiro ano consecutivo, houve mais países com taxas de risco crescentes (17) do que decrescentes (6). Este ano:

• 40% dos países estão classificados como expostos ao risco de terrorismo e sabotagem;

• 60% expostos ao risco de tumultos civil;

• 33% expostos ao risco de insurreição, guerra ou golpe político.

 

Atualmente, 46 países ou territórios possuem risco alto ou grave, representando 22% do total global.

A probabilidade de conflito entre estados, envolvendo até mesmo grandes potências, é a maior desde o fim da Guerra Fria. No último ano, a crescente competição geopolítica e a fragilidade de lideranças na diplomacia internacional contribuíram para a permanência ou aumento dos riscos de conflito armado. O crescimento da polarização em questões políticas, econômicas e sociais em democracias maduras, e divisões entre potências ocidentais frente às ameaças e riscos complexos também contribuíram para o agravamento da segurança global e maior incerteza estratégica.

Em 2017, o número de ataques terroristas nos países ocidentais mais que dobrou (204) em relação a 2016 (96), porém manteve um número similar de vítimas fatais (1.092 em 2017), indicando redução da letalidade dos ataques.

É notável que a difusão da ameaça do Estado Islâmico diminuiu – mas ainda não cessou. O EI realizou ataques terroristas em 29 países nos cinco continentes em 2017, o mesmo número de países em relação a 2016 e 19 países a mais em relação a 2015. No entanto, o alcance global do EI parece ter atingido seu máximo e, provavelmente, o número de países onde é capaz de executar ou inspirar ataques será menor em 2018.

Especificamente, o setor de turismo está, hoje em dia, enfrentando um aumento dos riscos gerados pelo aumento do terrorismo, pois o setor se tornou um alvo altamente atrativo para algumas organizações terroristas. Em 2017, houve pelo menos 35 ataques em todo o mundo, direcionados a setores comerciais essenciais à indústria do turismo, como hotéis e resorts, casas noturnas, aviação civil e atrações turísticas.

 

Risco Político

No último ano, o risco político cresceu em 11 países e diminuiu apenas em dois países, indicando a persistência do risco político no mundo, marcado pelo aumento da violência política e da interrupção da cadeia de fornecimento. Em muitos países, o risco de interrupção da cadeia de fornecimento aumentou devido aos impactos climáticos e ao enfraquecimento da situação fiscal.

Na América Latina, os riscos políticos crescem frente a uma temporada eleitoral movimentada, com o atraso das grandes reformas no Brasil e alimentando temores quanto ao cancelamento de reformas no México. Os maiores países estão sob risco de eleger governos populistas, e os países menores também estão passando por agitações políticas.

No Brasil, os problemas enfrentados com a crise da cadeia de suprimentos e o baixo crescimento econômico, diante das dificuldades em aprovar as reformas necessárias, acabam gerando um cenário de difícil previsibilidade para as próximas eleições. O Governo se mostra enfraquecido e provavelmente conduzirá o País sem força até que o próximo candidato assuma. O país encontra-se muito polarizado, e as instituições permanecem funcionando democraticamente. O País precisa realizar investimentos importantes em infraestrutura para resolver os gargalos existentes, e o quadro atual não é favorável para que isso ocorra no curto prazo.

É importante observar que, no último ano, os acordos comerciais dos países asiáticos foram direcionados à China, e não mais aos EUA. Isso se deve ao desenvolvimento econômico da China e sua ascensão como um gigante comercial. Em meio à alta da China, as exportações da Ásia para os EUA reduziram 23% em relação a 2000 e permaneceram em torno de 12% nos últimos anos. Por outro lado, as exportações para a China mais que dobraram na última década, ou seja, 23% atualmente.

De forma mais ampla, a região que mais sofre é a África. Os conflitos frequentes, a perda da governança democrática e os escândalos de corrupção cada vez mais frequentes causaram cada mais violência política. Enquanto isso, grupos como o EI e o Boko Haram se beneficiam das instituições frágeis e fronteiras vulneráveis. Em outra região, o Oriente Médio contém alguns dos países de maior risco no mundo: Iraque, Síria, Iêmen e Egito. A instabilidade e a violência na região chegaram aos países vizinhos, prejudicando o comércio e o turismo.

Mark Parker, Chefe de Propriedade, Acidentes e Gestão de Crises da Aon Global Broking Center, declara: “O ambiente geopolítico global permanece instável. Isso se reflete nos Mapas de Risco de 2018, com as ameaças interligadas representadas pelo crescimento da Violência Política e dos Riscos Políticos. Dado esse nível elevado de risco e o cenário de rápida evolução na qual as empresas atuam, é essencial que as empresas compreendam seus níveis de exposição e o potencial de impacto da instabilidade política em seus funcionários, propriedades e cadeias de suprimento. Assegurar as soluções corretas para reduzir e transferir riscos é essencial para as empresas que atuam internacionalmente.”

Paulina Argudin, Diretora de Modelos de Risco Nacional, Continuum Economics, afirma: “O Mapa de Risco 2018 da Aon captura as mudanças de riscos políticos para as empresas em países emergentes e fronteiriços. No ano passado, vimos o risco político crescer em vários países, impulsionado principalmente pelo aumento da violência política e interrupções de cadeias de suprimento. A persistência e o aumento do risco político em todo o mundo demonstram a importância das empresas identificarem e monitorarem fatores específicos de risco político nos países onde operam.

Henry Wilkinson, Chefe de Inteligência e Análise, The Risk Advisory Group, afirma: “O Mapa de Terrorismo e Violência Política 2018 da Aon aponta para as tensões interestatais que aumentam os riscos de violência política de longo prazo e diversificam as ameaças terroristas, principalmente no Ocidente. Os riscos geopolíticos se tornarão a tendência de longo prazo dos agentes não estatais, sendo uma preocupação predominante de violência política na maioria das regiões. Esses são ameaças maiores às empresas e exigem um enfrentamento a nível de diretoria. Em um ambiente tão instável, é necessário que as empresas invistam em programas de gestão de risco e crise mundial liderados pelo setor de Inteligência, planejados e adaptáveis a mudanças rápidas”.

Seguradoras avançam no futebol brasileiro

Fonte Jornal O Dia

Por Herculano Barreto Filho

 

Pelo menos três empresas expandem área de atuação no meio esportivo, com apólices voltadas para clubes e atletas

Rio – A relação entre o futebol e o setor está cada vez mais próxima no país. A JLT, corretora de seguros e resseguros, negocia uma apólice específica com quatro clubes brasileiros. Se firmado, o acordo irá obrigar a seguradora a bancar o salário de jogadores lesionados, preservando o clube de prejuízos milionários, que costumam ocorrer quando um atleta de ponta fica fora dos gramados enquanto se recupera. A informação foi revelada com exclusividade pela coluna.

Há pelo menos outras duas empresas em atuação no universo esportivo. A subsidiária da Prudential, por exemplo, administra um contrato firmado com a CBF. A iniciativa garante direito a coberturas para cerca de 12 mil atletas com contratos ativos vinculados à entidade máxima do futebol no país. A apólice garante aos beneficiários cobertura por morte ou invalidez.

A seguradora também mantém seguros individuais com atletas brasileiros de outras modalidades. Em cada três profissionais de alta performance segurados pela Prudential, dois são jogadores de futebol. O número é significativo, já que a empresa possui 366 atletas na sua carteira de clientes.

 

Atletas no Brasil e no exterior

Entre eles, 47 atletas atuam em clubes do exterior e 82 estão em equipes da série A do Campeonato Brasileiro. Mas não há só clientes na elite do futebol. Cerca de 70 dos clientes da Prudential atuam nas séries B, C e D do Brasileirão. E outros 33 profissionais da bola estão desempregados, segundo levantamento feito pela própria empresa a pedido da coluna.

Carlos Guerra, vice-presidente de Vida em Grupo da Prudential do Brasil, reforça a importância desse tipo de seguro para jogadores de futebol. “Os atletas se arriscam e trabalham os limites do corpo com o objetivo de vencer e desafiar recordes, além de terem uma carreira geralmente mais curta”, argumenta.

Assistência 24 horas

No ano passado, a Sompo Seguros S.A., que integra o Grupo Sompo Holdings, lançou um seguro de vida desenvolvido para atender especificamente as necessidades dos jogadores de futebol em atuação no país. O produto oferece cobertura por invalidez total por acidente, desenvolvida para atletas profissionais. O seguro também conta com serviços de assistência 24 horas. “O seguro atende a uma janela de oportunidade existente no mercado futebolístico”, garante Edglei Monteiro, diretor de Seguro de Vida da empresa. O seguro pode ser contratado por clubes de futebol ou investidores.

Crescente risco judicial eleva contratação de seguro garantia

 

Uso do seguro garantia judicial é uma alternativa encontrada pelas empresas para não terem que alienar ou congelar bens, apresentar caução em dinheiro ou fiança bancária como garantia do pagamento de dívida

 

O mercado de seguro garantia judicial no Brasil cresceu 46,67% e movimentou R$ 2,2 bilhões em 2017, resultado superior a R$ 1,5 bilhão registrado em 2016, segundo levantamento da consultoria de risco e corretora Marsh que analisou dados das seguradoras reportados para a Susep nos dois períodos. Em 2017, a modalidade judicial representou cerca de 85% do total do mercado de Seguro Garantia.

Essa tendência refletiu na carteira da Marsh. Em 2017, as garantias judiciais tiveram uma expansão de 50% em relação a 2016. Para 2018, a corretora projeta novo crescimento na ordem de 30%. “É grande o número de empresas brasileiras que enfrentam processos tributários, trabalhistas, cíveis e recuperações judiciais no âmbito federal, estadual e municipal. O uso desse seguro foi a alternativa encontrada por elas para não terem que alienar ou congelar bens, apresentar caução em dinheiro ou fiança bancária para garantir o pagamento de dívida. Nosso diferencial perante o mercado, é apoiar nossos clientes para encontrarem a melhor solução de alocação de capital e desenvolver soluções diferenciadas de aprovação de crédito”, afirma Luis Guilherme Menezes, diretor de garantia e crédito da Marsh Brasil. “Contamos com uma estrutura global e capilaridade importantíssima trazendo resultado para o cliente final”, diz Menezes.

“Inclusive, em muitas ações já em tramitação, outras modalidades de garantias caucionadas foram substituídas por apólices de seguros que são menos onerosas. Isso fez com que a garantia judicial concentrasse a maior parte da produção do mercado de seguro garantia”, complementa. Segundo o executivo da Marsh, o grande ponto é que as empresas têm acesso a créditos com preços muito mais competitivos do que fiança bancária, por exemplo, que podem atingir 50% a 60% de redução de custos. “Dentro do contexto nacional, onde as empresas buscam incessantemente a diminuição da sua matriz de custos, esta ferramenta faz total sentido”,diz,

Evolução da legislação relacionada ao seguro Garantia Judicial

• 2009: PGFN publica Portaria nº 1.153, estabelecendo regras e requisitos gerais para a aceitação do seguro garantia judicial como forma de caução dos débitos fiscais da União.

• 2014: Lei nº 13.043 altera a Lei de Execuções Fiscais para incluir, expressamente, o seguro garantia como forma de garantia judicial nas execuções fiscais.

• 2014: Edita-se a nova Portaria PGFN nº164/2014, adequando-a a Nova Lei de Execuções Fiscais. Tal portaria inspira normas mais correlatas por parte das procuradorias dos diversos estados.

• 2015: A recente Lei nº 13.105/2015, que instituiu o Novo Código de Processo Civil, equiparou o seguro garantia judicial a dinheiro para efeito de penhora.

 

Reforma trabalhista abriu novo mercado

A reforma trabalhista que entrou em vigor em novembro de 2017 (Lei nº 13.467, de 13 de julho de 2017), modificando a CLT, incluiu o seguro nos artigos 882 e 899, pacificando a aceitação da modalidade na esfera judicial.

“Com isso, a apólice de seguro é oferecida ao tribunal como garantia de que o valor do depósito recursal será integralizado na condenação. Desta forma, o seguro garantia está desonerando os depósitos recursais que têm que ser oferecidos pelas empresas. Anteriormente, as empresas precisavam fazer depósitos em dinheiro para garantir a admissibilidade do pedido perante os tribunais”, explica Luis Guilherme Menezes, diretor de garantia e crédito da Marsh Brasil.

Os custos desses depósitos são tabelados pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), fixados em R$ 9.189 para a interposição de recurso ordinário, e em R$ 18.378 para recursos direcionados aos tribunais superiores. “Ainda que o valor individual possa parecer pequeno, nos casos de grandes indústrias, com diversos funcionários, pode-se chegar a quantias bem expressivas. Desenvolvemos inclusive parcerias com as principais seguradoras deste segmento para agilizar a emissão das apólices onde o próprio cliente poderá fazê-la através de um sistema altamente customizado e automatizado. Isto faz com que a apólice possa ser emitida em minutos”, afirma.

 

Fonte: Revista Apólice

Portugal sediará edição 2018 da Alarys em conjunto com a Associação Portuguesa de Gestão de Riscos e Seguros – Apogeris

 

A conferência da Associação Latinoamericana de Administradores de Riscos e Seguros se dará nos dias 13 e 14 de setembro, em Porto

 

Nos dias 13 e 14 de setembro, a cidade de Porto, em Portugal, sediará pela primeira vez a Alarys e Apogeris Conference, uma das principais conferências do mundo sobre o gerenciamento de riscos em seguros. Esta será a primeira atividade ibero-americana do setor em Portugal, que tem atraído grandes empresas devido à disponibilidade de mão de obra qualificada e da alta profusão de startups – estima-se que mais de 100 novas empresas sejam abertas diariamente no país.

O evento será uma espécie de aporte cultural para o setor, uma vez que trará debates e explanações sobre diferentes perfis de riscos modernos, globais e regionais. Irá abordar desde de risco cibernético a roubo de cargas em regiões específicas. Sempre sob o ponto de vista de especialistas de diferentes nacionalidades e experiências, uma vez que a programação contará com palestrantes dos Estados Unidos, Espanha, Inglaterra, Alemanha, Brasil e Colômbia, entre outros.

Na audiência, estarão presentes representantes do mercado de seguros de diversos países, com destaque para os da América Latina, que comparecerá em peso com Brasil, México, Argentina, Colômbia e Panamá. Representantes da Espanha e Portugal também estão confirmados. Outra novidade da Alarys em 2018 é que haverá tradução simultânea para três idiomas: espanhol, português e inglês.

“A ideia é formar melhores gerentes de riscos, para que quando o cliente opte por qual seguro contratar, ele possa entender detalhes que são cruciais em sua escolha. É uma colaboração no sentido de educar o mercado. Não se trata de vender uma apólice, mas sim de instruir o setor na melhor compreensão de como funcionam os gerenciamentos de riscos em seguros e quais são os principais riscos atualmente em diferentes países”, explica Jorge Luzzi, presidente da Herco, consultoria de riscos, e presidente da Alarys.

STF suspende cobrança de até 40% por exame

 

O Estadão relata que a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, suspendeu ontem a resolução da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que prevê, entre outras regras, que operadoras de planos de saúde poderão cobrar de clientes até 40% do valor de cada procedimento realizado. A norma havia sido publicada no Diário Oficial da União em 28 de junho e entraria em vigor 180 dias depois.

 

A ANS alega ter seguido todo o rito legal, com aval da Advocacia-Geral da União (AGU). A ministra atendeu liminarmente ao pedido do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, que entrou com ação no STF na sexta-feira. O mérito da ação ainda será julgado pelo plenário da Corte, o que deverá acontecer só após o recesso. Como a regra ainda entraria em vigor, a liminar não afeta atuais contratos.

 

De acordo com a OAB, a ANS invadiu as competências do Poder Executivo e do Poder Legislativo ao regulamentar a matéria. “A referida resolução institui severa restrição a um direito constitucionalmente assegurado (o direito à saúde) por ato reservado à lei em sentido estrito, não a simples regulamento expedido por agência reguladora”, afirma a petição da OAB.

 

A OAB chama de abusivo o porcentual de 40% que os beneficiários dos planos de assistência à saúde poderão pagar. “A lei que cria a ANS determina que ela fiscalize o setor visando à proteção e à defesa do consumidor. Claramente ela se desviou de sua finalidade”, defendeu o presidente da OAB, Claudio Lamachia. A Ordem critica ainda o modelo de franquia e assinala que a escolha de um procedimento, de acordo com a franquia contratada, “pode significar limitação do atendimento e retardo do diagnóstico”.

 

Ao suspender a resolução, Cármen afirmou que direitos conquistados não podem ser retrocedidos. “Direitos conquistados não podem ser retrocedidos sequer instabilizados, como pretendeu demonstrar a entidade autora da presente arguição de descumprimento de preceito fundamental. Saúde não é mercadoria. Vida não é negócio. Dignidade não é lucro”, destacou a ministra.

 

Segundo Carmen Lúcia, há uma “inquietude de milhões de usuários de planos de saúde”, que estão diante de “condição imprecisa e em condição de incerteza quanto a seus direitos”.

 

Norma seguiu o rito necessário, afirma ANS

 

O Estadão completa que a ANS informou que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) foi proferida sem que a agência tenha sido ouvida e destacou que a norma nem sequer está em vigor. O órgão diz ter sido notificado da decisão na tarde de ontem.

Em nota, a ANS acrescentou que tampouco teve conhecimento da ação da OAB e “editou a norma observando rigorosamente o rito para edição de ato administrativo normativo, especialmente quanto à oportunidade de participação da sociedade”.

 

Além disso, sustenta a nota, a norma “foi analisada pela Advocacia-Geral da União (AGU), sem que tenha sido identificada qualquer ilegalidade ou inconstitucionalidade”.

“A agência reafirma seu compromisso de estrita observância do interesse público, especialmente no que concerne à defesa dos beneficiários de planos de saúde.”

 

A Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), uma das entidades representativas das operadoras, informou que a decisão do STF será melhor analisada e decisões da Justiça devem ser respeitadas. Já a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) informou que não comenta decisões provisórias da Justiça.

 

Clientes. O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), que já se posicionou diversas vezes de forma contrária aos termos da resolução da ANS, declarou ontem, também em nota, que a suspensão da norma é uma “vitória para os consumidores brasileiros”.

 

Advogada e pesquisadora em saúde do Idec, Ana Carolina Navarrete declarou, ainda em nota, que a resolução representa um “retrocesso na regulação hoje em vigor”, que causava preocupação em diversas entidades. “Com essa decisão, o STF reconhece que a agência não está regulando de forma adequada, impondo uma normativa que não atende ao interesse público”, disse a advogada.

Para OAB, há risco de todo plano fixar cobrança extra

 

O Valor Econômico acrescenta que a OAB acredita que, se entrar em vigor, a norma da ANS que permite a cobrança de franquia e de coparticipação de até 40% em procedimentos médicos vai balizar o mercado nesse patamar. No caso da franquia, o valor cobrado do usuário não pode ultrapassar o dobro do que ele paga em cada mensalidade do plano.

 

“Com a regulamentação, as operadoras vão oferecer só planos de saúde com essas características. Podem até ofertar uma modalidade sem coparticipação e franquia, mas com preços nas alturas, inacessíveis”, disse Claudio Lamachia, presidente da OAB, autor da ação acatada pela ministra Cármem Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu a resolução da ANS.

 

Atualmente, mais da metade dos usuários dos planos de saúde do país pagam uma coparticipação nos atendimentos. Antes da regulamentação, a prática do mercado era cobrar em média 30% do valor de procedimentos médicos mais simples, como forma de inibir o uso do convênio. A resolução estabelece um teto de 40% para a coparticipação e determina que em 250 procedimentos, como quimioterapia e hemodiálise, não pode haver nenhuma cobrança. No entanto, abre espaço para que as operadoras cobrem a fatia do usuário em todos os outros procedimentos que não estão nessa lista, incluindo os de alto risco. “A mudança é que a coparticipação agora morde também os tratamentos mais caros, vale para qualquer tipo de risco, não só os mais baratos como antes”, disse Francisco Vignoli, sócio da B2 Saúde, consultoria especializada em saúde.

 

Vignoli lembra que a medida da ANS determina que a cobrança não seja superior a 12 vezes o valor da mensalidade do plano, porém, o usuário e seus dependentes podem ter várias intercorrências no ano e esses valores somados podem ser muito elevados. O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) também alerta para o risco de o usuário acumular dívida. “Existe um elevado risco de endividamento, postergação de tratamentos ou ainda o aumento da busca pelo SUS”, afirma em nota.

 

Em relação à franquia em planos de saúde, modalidade pouco comum no mercado brasileiro, o presidente da OAB comparou à cobrança de bagagens pelas empresas aéreas. Lamachia afirma que não houve redução nos preços das passagens e que o mesmo vai ocorrer com os convênios.

 

A regulamentação dos mecanismos de franquia e coparticipação era um pleito das operadoras de saúde. Ontem, a Abramge, associação que reúne as empresas, afirmou que a decisão do STF será melhor analisada e acrescentou que decisões da Justiça devem ser respeitadas.

Insatisfação com os planos de saúde

 

O Estadão anota que usuários de planos de saúde em todo o Brasil demonstram insatisfação crescente com o setor. Além de desejarem trocar de operadora, buscam preços menores. Estudo da CVA Solutions mostra que 77% dos entrevistados disseram que mudariam de plano de saúde, sendo que 80% desses buscariam preço mais baixo.

 

O setor de saúde privada segue perdendo beneficiários. Foram 3 milhões na crise. Ao final de março, eram 47,152 milhões de usuários. No seu auge, ao final de 2014, passou da marca de 50 milhões.

Judiciário não equacionará questão dos planos de saúde

 

Editorial do Globo

 

Não foi a primeira vez, e infelizmente, tudo indica, não será a última, que a Justiça se pronuncia no conflito constante em tomo do preço dos planos de saúde. Desta vez, coube à própria presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, plantonista da Corte em recesso, suspender, ontem, de forma liminar, resolução da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que regula os mecanismos de coparticipação e franquia.

 

Como em qualquer conflito sobre o custo da saúde, os interesses em jogo e os ingredientes da questão são, em princípio, irreconciliáveis: em todo o mundo, a inflação da assistência médica aumenta mais que os índices de preços. Sobe, portanto, acima dos reajustes salariais, não só devido aos gastos no desenvolvimento tecnológico de equipamentos como também pela pesquisa de novos remédios. Agrava este quadro o envelhecimento da população - caso da brasileira - , necessitada de cuidados mais frequentes e terapias sem interrupção.

 

Não será um juiz que desembaraçará este novelo. Nem um técnico com alguma ideia brilhante nunca pensada antes. O esforço para se encontrarem alternativas que se encaixem no poder aquisitivo das pessoas precisa ser amplo e em diversas áreas.

Em ações judiciais deste tipo há argumentos de fato importantes, como o de que o segurado dos planos precisa ter alguma previsibilidade dos custos. Mas também é verdade que as empresas de planos não podem subsidiar seus clientes. Falirão, e os serviços entrarão em colapso.

 

O sistema de coparticipação e franquias é eficaz, porque ajuda a reduzir o custo total do plano e, no caso dos empresariais, economias podem ser repassadas aos empregados. Mas nada é simples neste universo. Seria necessário aumentar a ofertas de planos, inclusive de empresas internacionais, para que a competição entre eles melhorasse preços, apurasse a qualidade dos serviços e ampliasse os tipos de contratos.

 

Sempre há algo a ser feito no campo da gestão. Por exemplo, para evitar exames desnecessários. E tudo aquilo que onera o segurado. Não será por meio de medidas heroicas e supostamente definitivas, muito menos por promessas irreais, que esta crise constante nos planos será debelada.

 

Nova safra de gestores independentes começa a oferecer previdência

 

O Valor Econômico relata que, numa seara dominada por grandes conglomerados financeiros, que em geral atuam nas três pontas mais visíveis do negócio de previdência aberta complementar — seguradora, gestão e distribuição —, começam a amadurecer iniciativas de casas independentes, enquanto novos nomes chegam ao mercado. Gestoras como Adam, Verde, Canvas, Ibiuna, Apex, Kondor e Leblon já testaram essas águas e agora surge uma outra safra de fundos que começa a engrossar a lista de opções fora dos bancos, de gestoras como SPX, Truxt Investimentos, Claritas, Mauá, Alaska, Atena, Bogari, Pacífico e Garde. O casamento mais comum tem sido com seguradoras menores como SulAmérica e Icatu ou estrangeiras como a Zurich.

 

Mais do que a legislação, que trouxe flexibilidade à gestão de fundos de previdência aberta — possibilitando, por exemplo, carteiras com 70% de ações no varejo e até 100% para o público qualificado, além de cobrança de taxa de performance —, a distribuição mais democrática, por meio de plataformas de investimentos e corretoras digitais, está por trás desse movimento, afirma Felipe Bottino, diretor de previdência da Icatu.

 

Se antes o mercado se alimentava apenas de fundos mais conservadores, atolados de títulos públicos, agora o investidor tem à mão produtos das mais diversas cores, emulando carteiras que já caíram no gosto do investidor no universo dos multimercados ou de ações. O corte sensível da Selic de outubro de 2016 para cá, de 14,25% para 6,5% ao ano, é o componente macro que torna essa dinâmica “irreversível”, diz Bottino.

Ele conta que só na Icatu já são 60 gestoras parceiras com um volume de mais de R$ 10 bilhões, metade do bolo da seguradora em previdência. “A lógica se inverteu, praticamente todas as assets consolidadas têm uma opção em previdência”, afirma, listando fundos com estratégia macro, crédito privado ou de arbitragem com ações, conhecidos como “long-short”.

 

A distribuição de fundos de terceiros, que até pouco tempo atrás era um tabu na plataforma dos grandes bancos, agora começa a incluir também a previdência. “Há 15, 20 anos os bancos lutam contra, vendendo de forma tímida, mas nada mais forte que o tempo e a comprovação de resultados”, afirma o executivo da Icatu.

 

A SPX, que começou a distribuir uma versão de previdência no Itaú em novembro, reuniu de lá para cá R$ 1,68 bilhão e a carteira que passou a receber captações de outros canais de distribuição em fevereiro já tem outros R$ 285,7 milhões.

 

Alguns dos que chegaram mais cedo ao segmento já conseguiram atingir patrimônio considerável. Esse é o caso da Verde Asset Management, de Luis Stuhlberger, que começou a distribuir a sua primeira carteira de previdência em dezembro de 2015 em parceria com a Icatu e outra seis meses depois pelo Itaú — a gestora reunia ao fim de maio R$ 5,98 bilhões. A Adam Capital, de Márcio Appel, que veio um ano depois, tinha R$ 2,94 bilhões em previdência.

 

“A gente nunca tinha imaginado que ia gerir dinheiro de previdência, era um mercado muito restrito aos bancos, com produtos mais simples, de renda fixa pura, não corriam risco nenhum, compravam título público e davam [de retorno] a Selic”, diz Luiz Godinho, responsável pela área de relacionamento com investidores da Verde Asset. Com a flexibilização das regras e depois a dinâmica macro que permitiu o corte de juros, esse foi um segmento que passou a fazer sentido, pois casava perfeitamente com o viés de longuíssimo prazo da gestora, prossegue.

 

Em pouco mais de dois anos são cerca de 30 mil cotistas, número de investidores que o fundo macro original não chegou a reunir nem quando fechou para captação em 2006, após 20 anos, aponta Godinho. A gestora também passou a atingir um público diferente do que estava acostumada, no private banking, chegando ao varejo.

 

“O segmento de multimercados está sofrendo um pouco, como todas as casas. Mas o futuro da Verde passa por aí, de crescer mais em produtos de previdência.” Godinho estima que a casa tenha capacidade para ter na sua versão de previdência do fundo multimercado cerca de R$ 10 bilhões à luz da legislação atual — se houver novas flexibilização, isso pode ser revisto. O executivo antecipa haver conversas com parceiros para estudar se vale também ter uma carteira de ações replicando a estratégia de renda variável. “No mundo inteiro, bolsa é uma estratégia de longo prazo”, diz. “Em tese, bolsa no Brasil também pode ser um produto de previdência.”

 

A Ibiuna foi, em 2013, uma das primeiras a criar uma carteira de previdência replicando, dentro das limitações do segmento, o fundo macro da casa (conhecido como Hedge), junto com a Icatu, e agora começou a distribuir uma versão do seu “long biased” numa parceria com a SulAmérica. O portfólio calibra o tamanho do risco em bolsa conforme o cenário e nos últimos três anos acumula retorno médio anual de 19,4%, segundo a Morningstar.

 

Mesmo antes de a legislação se tornar mais amigável, Caio Santos, sócio e responsável pela área de relacionamento com investidores da gestora fundada pelos ex-Banco Central Mário Torós e Rodrigo Azevedo, diz que a crença de que conseguiria traduzir de forma eficiente a visão do fundo macro levou a casa a ser uma das pioneiras nessa área.

 

“Não é uma adaptação, num horizonte diferente, de uma estratégia que não fazemos, é a mesma coisa. Não pode fazer algumas coisas, mas pode uma série de outras e assim consegue replicar a nossa estratégia”, diz. “À medida que a legislação se tornou menos restritiva, o macro [de previdência] se aproximou mais do fundo Hedge.”

 

Com mais de R$ 200 milhões em previdência e 14 mil cotistas só com a Icatu, Santos acrescenta que há um mercado gigante a ser explorado pelas gestoras independentes que ainda ocupam uma ínfima parte do segmento. Dos R$ 751,5 bilhões em previdência aberta ao fim de maio, os cinco maiores bancos detinham 90% do mercado, sem considerar cerca de R$ 17,5 bilhões da Kinea, gestora de fundos alternativos do Itaú , segundo dados da Anbima.

 

Para Santos, o segmento ainda vai viver o mesmo movimento observado nos multimercados, com uma maior predominância das casas não ligadas a bancos. O long biased da Ibiuna chegou com opções em VGBL e PGBL e começou a ser distribuído neste mês pela XP Investimentos. Em breve estará disponível em outras plataformas de investimentos, como Órama, Modalmais, BTG Digital e Genial.

 

A Truxt Investimentos, fundada pelo ex-ARX José Alberto Tovar, esperou a nova legislação começar a valer para colocar suas versões de previdência na rua e vai estrear com duas estratégias: uma com 100% ações e outra macro. “É óbvio que num ambiente de juros mais baixos se procura gestores que possam gerar retornos mais atraentes. O investidor de previdência é de longo prazo e tem gestores que podem ter mais volatilidade, mas com perspectivas de gerar resultados melhores também”, diz, acrescentando que ainda tem o apelo fiscal.

 

A tabela decrescente pode, por exemplo, baixar o imposto a 10% após dez anos e sem a incidência do come-cotas, o imposto semestral dos fundos de renda fixa e multimercados tradicionais, trazendo o grande benefício do diferimento.

 

O executivo prefere não adiantar detalhes, mas, segundo o Valor apurou, a carteira de ações entra primeiro no Itaú, com a seguradora, administração e distribuição do banco, e no private do Credit Suisse. O macro deve ser distribuído pela XP Investimentos e também pelo Bradesco.

 

Um pouco na contramão de outras gestoras independentes, a Claritas começou a distribuir um multimercado de previdência de linhagem mais conservadora, o Claritas Advisory, que tem como meta de rentabilidade um adicional de 1% a 1,5% em relação ao CDI e volatilidade de 1%.

 

“Esse é um segmento que tem crescido bastante do lado das gestoras independentes, mas a gente observou uma série de fundos com volatilidade bastante elevada, é possível mapear pela performance em momentos de estresse”, diz Ernesto Leme, diretor comercial da Claritas. “Nós optamos por ficar na ponta menos agressiva do mercado por acreditar que é mais apropriado quando o objetivo é a previdência.”

 

Sob gestão de Damont Carvalho, hoje à frente dos fundos macro Institucional e Hedge da Claritas, a nova carteira vai ser um meio termo desses dois portfólios, fazendo um mix com operações de renda fixa, derivativos, moedas e um pedaço pequeno em bolsa que pode ser via índice ou alocação direta se houver convicção sobre determinado ativo.

VIOLÊNCIA E SEGURO

Uma das maiores ameaças à estabilidade da operação de seguro é a violência. Não a violência das forças naturais, mas a violência humana.  Violência que, em grande escala, seria representada pelas guerras, pelos conflitos armados que se sucedem desde que o homem desceu das árvores e passou a vagar em duas pernas pelas savanas africanas, e que, em pequena escala, seria o crime passional, os acidentes de trânsito, a briga de botequim, a agressão contra a mulher, o racismo, a intolerância, o vandalismo, a pichação, etc.

Seguro existe para proteger a sociedade, através da proteção ao cidadão e às empresas. Essa proteção é precificada com base na maior ou menor incidência dos eventos que possam causar danos. Num exemplo extremado, a garantia para terremoto na cidade de São Paulo vai custar muito barato. Não há expectativa para a ocorrência de um terremoto. Seja pela composição do solo ou pela experiência passada, um terremoto na cidade é bastante improvável, portanto, o preço de um seguro para garantir o risco será baixo.

Todavia, essa situação muda completamente de figura quando se pensa num seguro de acidentes pessoais para um jovem de até 25 anos de idade, residente no Rio de Janeiro. Ao contrário do que seria a lógica, o risco é muito alto, portanto, o seguro teria que custar caro. Quando, anualmente, um país apresenta sessenta e dois mil assassinatos e quarenta e cinco mil mortes em acidentes de trânsito, a precificação do seguro deve descer a detalhes que interferirão no preço das apólices, em função da necessidade de equilibrar o mútuo, tendo por base o risco individual.

As estatísticas apontam que o índice de homicídios por cem mil habitantes é mais alto no Rio de Janeiro do que em São Paulo, verdade que se aplica também aos mortos em acidentes de trânsito. Consequentemente, nada mais coerente do que o seguro de acidentes pessoais para jovens de até 25 anos de idade custar mais caro no Rio de Janeiro do que em São Paulo.

Não teria sentido um seguro obrigatório com a função social do DPVAT (o seguro obrigatório de veículos) ter diferenciação de preço em função do estado em que o veículo é emplacado, mas, se observarmos os seus preços, veremos que o seguro para motocicletas custa muito mais caro do que o seguro para automóveis particulares.

A razão para isso é justamente a necessidade de equilíbrio entre as entradas e saídas de recursos das seguradoras. A sinistralidade dos acidentes de moto representa perto de 70% do total das indenizações pagas pelo DPVAT. Não teria sentido os proprietários de automóveis subsidiarem o seguro das motocicletas.

Mas a violência vai muito além dos ataques à vida. E se somarmos os valores envolvidos, veremos que a soma dos outros danos decorrentes dela é maior do que o total das indenizações pagas a título de acidentes pessoais.

Qual o custo do vandalismo que se espalha pelo país? Quantos milhões de reais são queimados em ônibus incendiados? Qual o prejuízo com as pichações de muros? Com as escolas destruídas pelos alunos? Com a quebra deliberada de equipamentos indispensáveis ao funcionamento dos hospitais?  

Quanto custam as queimadas decorrentes de bitucas de cigarro atiradas pelas janelas dos veículos?  Quanto custam os incêndios deliberadamente ateados por gente que não pensa nas consequências? Quanto custam os danos causados pelos balões?

Ficando apenas no transporte rodoviário de cargas, no ano passado, os roubos de mercadorias embarcadas ultrapassaram a casa de um bilhão meio de reais. Qual foi o prejuízo real da sociedade brasileira com o roubo e furto de veículos? Quanto os produtores rurais perderam, vítimas de assaltos às fazendas? Qual o prejuízo do comércio com roubos e furtos de todos os tipos? Quantos brasileiros foram vítimas da ação de bandidos?

Você conhece alguém que não tenha uma história de violência direta ou muito próxima? Pois é, a realidade é pior. Apenas não elenquei porque está diariamente nos noticiários.

Enquanto não se adotarem políticas sociais que vão muito além de colocar polícia na rua não tem solução, o quadro só vai piorar. 

Autor: Antonio Penteado Mendonça

Inflação médica brasileira chega a 18%

90% dos casos de câncer descobertos na fase inicial são curáveis e podem custar até dez vezes menos do que o tratamento em um estágio avançado


Os custos da saúde vêm aumentando ano a ano no mundo todo. De acordo com o Relatório Global de Tendências Médicas da Aon, realizado em 99 países, a inflação médica de 2018 deve chegar a 18% no Brasil. O estudo mostra que dentre as principais patologias que mais impactam os custos de saúde do país estão o câncer (68%), doenças cardiovasculares (66%), pressão arterial (54%), diabetes (48%) e doenças respiratórias (44%). 

De igual modo, a Pesquisa de Benefícios Aon, que contou com a participação de mais de 530 Empresas, revelou que 70% das empresas redesenharam seus pacotes de benefícios no último ano e 40% consideram importante rever as regras todo ano. “O cenário não é sustentável e este mesmo levantamento comprova que a assistência médica é o segundo maior gasto das empresas, estando atrás apenas do salário”, explica Marcelo Munerato de Almeida, CEO da Aon Brasil.

“Hoje, gerenciamos mais de 2,7 milhões de vidas. E a partir da nossa gestão de risco, comitês estratégicos, programas de saúde e respectivos resultados e demais desdobramentos, percebemos que grande parte das doenças, principalmente as cinco principais patologias, podem ser controladas com medidas preventivas e hábitos de vida mais saudáveis”, afirma Munerato. “90% dos casos de câncer, por exemplo, descobertos na fase inicial são curáveis e podem custar até dez vezes menos do que o tratamento em um estágio avançado”, esclarece.


Pensando em soluções permanentes que ajudem na conscientização da sociedade, a empresa lança o Movimento Aon Pela Vida. Prevendo 25 programas de soluções de saúde diante dos 5 principais indicadores que geram custos e acometem a população, a companhia pretende atuar na prevenção com clientes, parceiros e já iniciou programa interno para seus colaboradores expandindo gradualmente a atuação junto a dependentes e comunidade.

Internamente, a Aon oferece benefícios que visam melhorar a qualidade de vida dos seus colaboradores, como por exemplo: massagem desk by desk, aulas de pilates, ginástica laboral, lactário, ambulatório, snack car com opções de alimentos saudáveis, bicicletário e vestiários. Além disso, anualmente a empresa promove a Semana Interna de Prevenção a Acidentes de Trabalho (SIPAT), que conta com palestras de especialistas nas áreas de fisioterapia, saúde ocular, postura, estresse, entre outros.


A Aon vai utilizar os principais indicadores de saúde para potencializar soluções de gestão, reafirmando o propósito de viabilizar possibilidades econômicas e humanas para clientes, colegas e comunidades na busca constante pela promoção de bem-estar e qualidade de vida. O resultado tem o objetivo de prevenir e conscientizar pessoas salvando vidas e custos na busca um sistema de saúde sustentável.

 

Considerando que a definição de saúde atualmente não é a ausência de doença, mas o bem-estar físico, emocional e social, a melhor e maior ferramenta para obter resultados eficazes será a promoção e a prevenção da saúde. Empoderando o indivíduo para o auto cuidado, o seu bem maior – que é a Vida – estará sendo resguardado.

“Além das patologias já mencionadas, cabe destacar que o envelhecimento da população, a introdução de novas tecnologias, a judicialização e o uso inadequado dos planos de saúde estão entre os principais motivos que alavancam os custos de saúde. Investimos na prevenção e promoção, pois é o que está justamente o que está nas nossas mãos, e influenciará positivamente a sociedade no uso consciente”, aponta.

Taxa de administração é fundamental em performance de fundo de previdência

 

O Valor Econômico completa que a previdência complementar viveu até recentemente com uma série de limitações e isso casou com o perfil conservador de grande parcela da sociedade brasileira. A avaliação é do professor Carlos Heitor Campani, do Coppead/UFRJ. “As performances dos fundos de renda fixa de previdência são muito semelhantes, não dá para dizer que um é melhor que o outro. O grande ponto que o investidor tem que prestar atenção é nas taxas que paga de administração e carregamento, é isso que no fim das contas vai dar a diferença de uma performance líquida melhor ou pior”, diz.

 

Conforme cita, para um fundo com taxa de administração de 1% do patrimônio, a cada R$ 100 investidos R$ 1 fica para a instituição que administra a carteira. Quando a Selic estava a 14,25%, isso representava uma fatia pequena da remuneração básica, mas com os 6,5% atuais o custo come 25% do retorno já na partida. “O mercado tem que chacoalhar e o investidor buscar informações e brigar por taxas menores”, afirma.

 

Na Brasilprev, o carregamento na entrada pode ser zerado dependendo do nível de relacionamento do cliente ou conforme a evolução da reserva. No resgate, começa em 5% e zera, em média, em seis anos de plano. Na Caixa Econômica Federal, não há carregamento na entrada e na saída ele varia de 5% a 1,5% para contribuições entre um e três anos de até R$ 1 mil, e de 1,5% a 0,5% nos aportes acima disso. Em ambos os casos, a taxa é zerada a partir de três anos.

 

Na Bradesco Seguros, o carregamento para contribuições mensais começa em 4% nos fundos com taxas entre 1,9% e 2,4% nos primeiros 24 meses, caindo progressivamente até zerar no 61 mês. Nos fundos com taxas de 1% a 1,5%, o carregamento parte de 1,8%, também zerando no 61 mês.

 

O Santander não cobra nada na entrada, com a taxa de saída em 4% nos primeiros 12 meses, recuando até zerar acima de 60 meses. O Itaú chegou a fazer recentemente campanha isentando o investidor de taxa de carregamento na previdência, mas o banco não tinha um porta-voz para comentar os resultados.

 

Mesmo com todos os custos envolvidos, Campani diz que acumular dinheiro para a aposentadoria por meio de um plano de previdência vale pelo benefício fiscal que não se tem em nenhum outro investimento. Os fundos ligados a esses planos não sofrem a incidência do come-cotas, o imposto semestral que penaliza os fundos abertos tradicionais, e na tabela regressiva o imposto recua a 10% após dez anos.

 

Segmento dos planos de previdência de associações deve dobrar em 2019

O DCI relata que a possibilidade de inclusão de familiares em planos de previdência privada instituídos por associações e sindicatos deverá dobrar o número de participantes no segmento até o final do próximo ano.

 

Essa é a expectativa da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp). "O crescimento do setor envereda para os fundos instituídos. Há líderes envolvidos de sindicatos e entidades de classe para a criação de diversos fundos instituídos para familiares", apontou o presidente da Abrapp, Luis Ricardo Martins.

 

Dados do último informe estatístico trimestral da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), relativo a março de 2018, registrava que os planos de previdência de associações (instituídos) reuniam 157,28 mil participantes e patrimônio de R$ 8,176 bilhões.

 

"Além do associado, agora, pode-se incluir cônjuges, filhos e dependentes econômicos nos planos. Estamos buscando, junto ao regulador, a permissão para parentes de terceiro grau [netos, por exemplo] ", explicou.

 

Martins esclareceu que apenas associações e sindicatos podem estruturar (criar) os Rindos instituídos. "A gestão dos recursos é terceirizada para seguradoras. A grande maioria desses planos adicionam coberturas de risco de morte e invalidez", diz.

Em outras palavras, os planos de previdência de associações são relativamente diferentes dos planos de previdência patrocinados por empresas privadas, estatais e governos (mais conhecidos como fundos de pensão), e dos planos de previdência aberta (PGBL e VGBL) comercializados por bancos, seguradoras e gestoras.

 

Para incentivar ainda mais esse segmento, a Abrapp também solicita junto ao governo, em razão do debate em torno da reforma da Previdência Social (pública), benefícios para quem declara pelo modelo simplificado do imposto de renda (IR). "Em qualquer lugar do mundo, a previdência privada precisa de incentivo fiscal para crescer", argumentou Martins, também representante da OABPrev-SP

Desempenho de maiores fundos de previdência deixa a desejar

 

O Valor Econômico relata que os cinco maiores bancos do país concentram a poupança destinada à aposentadoria do brasileiro, com R$ 676,5 bilhões em fundos ligados à previdência aberta — ou mais de 90% do setor. Mas o desempenho histórico deixa a desejar. Ao se considerar a carteira de maior patrimônio de cada uma dessas instituições — Banco do Brasil, Caixa, Itaú, Bradesco e Santander —, esses portfólios, que reúnem cerca de R$ 120 bilhões, rendem 90% do CDI desde o lançamento, na média, segundo cálculos da fintech de investimentos Monetus.

 

Quando a taxa Selic estava na casa dos dois dígitos, tal performance parecia assegurar uma renda satisfatória na velhice. Agora, com a taxa básica de juros em 6,5% ao ano, o investidor talvez tenha que repensar sua tolerância a risco, bem como avaliar de perto os custos embutidos nas suas escolhas.

 

Nas mãos dos grandes conglomerados financeiros estão os portfólios mais conservadores do mercado e que, de certa forma, espelham o comportamento do investidor que se acostumou a ter retornos altos na renda fixa sem se aventurar por outros ativos. Para se ter ideia, diz Daniel Calonge, executivo-chefe da Monetus, 70% do volume aplicado em fundos ligados à previdência aberta rendeu menos que o CDI nos últimos 12 meses. Na gestão independente, fora dos bancos, ele diz ser possível encontrar portfólios tipicamente de renda fixa com retorno médio histórico entre 104% e 113% do CDI, mas com trajetória relativamente curta.

 

Levantamento da XP Investimentos para o Valor, com base em dados da Economática, mostra que nos últimos dois anos, período que coincide com a redução da Selic de 14,25% para 6,5%, menos de uma dezena de fundos de renda fixa vinculados a planos de previdência aberta superaram o CDI, entre aqueles com baixa volatilidade, seja em gestoras ligadas a bancos ou independentes.

 

Os custos, diz Calonge, podem até explicar parte da má performance dos grandes fundos de previdência, que têm taxas de administração entre 0,5% a 1,5% ao ano, mas não é só isso. O executivo cita não ser incomum gestores colocarem na carteira dos próprios bancos ou títulos públicos com compromisso de recompra, Desempenho relativo ao CDI - em % com taxas negociadas diferentes das asseguradas numa aquisição seca, e isso também pode deixar piorar o retorno.

 

Além do preço que o investidor paga pela gestão dos recursos, no pacote do plano de previdência vem cobradas taxas de carregamento, que representam um pedágio para entrar ou sair, mas que não interferem no desempenho do fundo. Conforme exemplifica Calonge, um investidor que tenha aplicado ao longo da vida R$ 1 milhão num plano que tenha 2% de carregamento vai ter, grosso modo, R$ 20 mil a menos no final — sem considerar eventual capitalização. Já R$ 600 aplicados mensalmente num fundo com retorno de 100% do CDI sem taxa de carregamento por 30 anos vão se converter em R$ 1,153 milhão e, se o retorno for um pouco maior, de 109% do referencial, a acumulação subirá a R$ 1,358 milhão ao fim do período.

Porto Seguro à procura de carona

 

A coluna Mercado S/A, do Correio Braziliense, registra que a seguradora Porto Seguro quer fazer decolar seu sistema de táxi por aplicativo, o Vá de Táxi. Há cinco anos no mercado, ele perde para EasyTaxi, Uber e Cabify. Por isso, a startup receberá investimentos para oferecer novas funcionalidades para os passageiros, como viagem a preço fixo. Atualmente, a empresa conta com mais de 110 mil taxistas cadastrados. Segundo a CEO Tatiana Vecchi, a expectativa é que a operação dobre de tamanho ainda este ano. "Temos investido para ampliar a nossa presença no mercado", diz.

 

BRASIL PRECISA INVESTIR R$ 25 BILHÕES EM PORTOS ATÉ 2040, INFORMA ESTUDO DA CAF

Brasil precisa investir R$ 25 bilhões em portos até 2040, informa estudo da CAF. O Brasil terá que investir US$ 6,5 bilhões (R$ 25 bilhões) até 2040 se quiser ficar dotado de infraestrutura portuária adequada às mudanças tecnológicas que virão nos próximos anos, e poder concorrer com nossos vizinhos da América Latina.

É o que conclui recente estudo da CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina) Análise de investimentos portuários na América Latina e no Caribe para o horizonte de 2040, que analisou as restrições atuais e as necessidades de aportes de capitais na próximas duas décadas em toda a região, para ampliar a capacidade portuária. Para toda a região, os recursos necessários seriam da ordem de US$ 55 bilhões (R$ 210 bilhões).

Os investimentos no Brasil representam 13% do total previsto para a região, o que é um percentual abaixo de sua participação no setor de contêineres. De acordo com o estudo, com 9,3 milhões de TEUs movimentados, o país tem 20% da carga da América Latina. Não foi medida a participação em outras cargas. México (24%), o Panamá (16%) precisam das maiores aplicações. Os maiores problemas do país, segundo o estudo, são na área de granéis e na falta de dragagem dos portos.

Fonte: Agência Infra

Com alta no preço de planos de saúde, empresas investem em programas para gerir benefício

 

O Globo relata que, com o aumento do preço dos planos de saúde coletivos empresariais, as corporações estão voltando suas atenções para reduzir as despesas com o benefício. Nos dois últimos anos, o investimento médio em saúde por funcionário subiu 21%, para R$ 271,21, segundo pesquisa da consultoria Mercer Marsh Benefícios, com 690 empresas de diversos setores, sendo dois terços delas com faturamento anual superior a R$ 100 milhões. Entre 2012 e 2017, o peso do benefício dentro da folha de pagamento de pessoal dessas corporações avançou de 10,38% para 12,71%. Na indústria, essa taxa chega a 50% em alguns casos.

 

Negociar a redução do percentual de reajuste e ratear despesas com os colaboradores já não basta, explicam especialistas. A saída tem sido a implementação de programas para melhorar a utilização do benefício, com ações de prevenção e promoção de saúde para reduzir a sinistralidade, calculada com base na relação entre a despesa assistencial e a receita da operadora.

 

Além da Mercer Marsh, outras grandes consultorias internacionais atuam nesse novo fronte. A Alvarez & Marsal, por exemplo, que mantém atividades em gestão de saúde há 15 anos, tem agora um departamento organizado no Brasil para projetos nessa área. Grandes companhias como Avon, Bridgestone e Tigre já implementaram programas para melhorar os resultados a partir de ações casadas com a cobertura médica de seus funcionários.

 

“É uma tentativa das empresas de forçar uma melhor negociação com as operadoras e seguradoras de saúde. Se esse avanço não ocorrer na discussão sobre o reajuste, ele virá com base nos resultados obtidos a partir de uma melhor gestão da saúde dos funcionários”, reconhece Rodrigo Rodrigues de Aguiar, diretor de desenvolvimento setorial da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

 

Emmanuel Lacerda, gerente-executivo de Saúde e Segurança da Indústria do Sesi, destaca que o plano de saúde já é o maior gasto na folha de pessoal do setor:

“Na indústria, que tem dez milhões de beneficiários de planos de saúde, há empresas em que, olhando apenas para o chão de fábrica, esse custo chega a 50% da folha. O atual sistema é insustentável. A remuneração na saúde suplementar é baseada em volume e serviço, e há alto índice de desperdício. É preciso casar custo com qualidade em resultado”.

Veja estas mudanças nos planos de saúde

 

Celso Ming alerta em sua coluna no Estadão: “Atenção, atenção. Você que tem plano de saúde ou pretende ter algum irá enfrentar mudanças importantes nas regras do jogo e, também, nos custos dos tratamentos ou dos procedimentos de saúde”.

 

“Alcançarão, a partir de 2019, os novos contratos ou a renovação dos existentes, nas modalidades de franquia e de coparticipação. Esses planos estão previstos na lei de 1998, mas só agora a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a instituição xerife do setor, definiu as regras por meio da Resolução 433, de fim de junho e com 180 dias para entrar em vigor”, explica.

 

“Como acontece nos seguros de automóvel, nos contratos com franquia, o consumidor arca com os custos dos procedimentos de saúde até determinado valor. A operadora só paga o que ultrapassa esse limite. Nos planos com coparticipação, o segurado paga parte do preço do procedimento, também como predefinido em contrato”, esclarece.

Atenção antes de comprar um seguro para o celular

Muita gente tem vontade de comprar o seguro se livrar de perdas com o sumiço ou danos causados ao celular, hoje considerado um objeto mais importante até mesmo que a bolsa para as mulheres e a carteira para homens. Afinal, tudo que tinha na bolsa hoje está dentro do celular: documentos, cartões, dinheiro, fotos e muito mais.

Mas não é tudo que o seguro cobre. O simples desaparecimento do celular, por exemplo, não tem cobertura. Quebra ou danos causados por água em alguns casos também tem cobertura. Dependerá da avaliação que a seguradora fará do aparelho. Se detectar fraude, ou seja, danos causados para ter a troca do aparelho, a indenização será negada. E muitas são.

Esse é hoje um dos seguros mais reclamados nos órgãos de defesa do consumidor. Por isso, fique esperto na hora de contratar. Especialmente para carências e franquias. Alguns contratos colocam carência de seis meses em um contrato de um ano. Apesar de ser considerado um absurdo tal cláusula, algumas seguradoras vendem muito esse seguro pois o cliente só vai se dar conta disto quando precisa usar. Geralmente o consumidor tem em mente o seguro de carro, que logo que compra já está valendo. Mas no celular é bom olhar o que diz o contrato. Afinal, pagar seis meses sem poder acionar o produto e depois ter uma franquia que pode chegar a 30% do valor do aparelho, certamente vale a pena procurar outra opção que apresente um custo benefício melhor.

A seguir sete dicas da Assurant, uma das seguradoras atuantes neste segmento, que ajudam a entender como funciona a proteção para smartphones:

1)      Os seguros para celular costumam oferecer cobertura para roubo, furto qualificado mediante arrombamento (quando há rompimento de algum obstáculo) e dano acidental, que em algumas situações também cobre danos líquidos ou oxidação, porém nunca para perda do aparelho ou furto simples (quando há o simples desaparecimento do aparelho);

2)      O valor do seguro depende do modelo do aparelho, que deve ser comprovado com a apresentação da nota fiscal e número do IMEI (código único de identificação do aparelho celular) no momento da contratação ou quando houver o sinistro;

3)      A maioria das seguradoras cobrem todas as marcas e modelos de smartphones novos;

4)      Algumas seguradoras, como por exemplo a Assurant, oferece seguro para equipamentos usados através de ofertas em seus parceiros;

5)      A forma de pagamento do seguro pode ser à vista, parcelada ou mensal;

6)      A maioria dos seguros não possui carência, ou seja, o cliente já estará coberto no dia seguinte à contratação. A carência poderá ser aplicada na contratação do seguro para equipamento usados;

7)      Toda apólice possui um valor de franquia que depende das coberturas contratadas e gira em torno de 25% do valor do aparelho.

‘Você é o melhor amigo do seu dinheiro’

Campanha desenvolvida pela FenaCap nas mídias sociais e portais noticiosos estimula o consumo consciente e incentiva a população a juntar dinheiro antes de gastar

Rio, 16 de julho de 2018 – A frase-título dessa matéria traduz o conceito da campanha institucional que a Federação Nacional de Capitalização – FenaCap – e suas 17 empresas associadas lançam hoje nas mídias sociais e em portais noticiosos de grande audiência. A iniciativa é parte dos esforços de educação financeira desenvolvidos pela entidade no âmbito do Programa de Educação em Seguros, da Confederação Nacional de Seguros Gerais, a CNseg.

O diretor-executivo da FenaCap, Carlos Alberto Corrêa, explica o objetivo da iniciativa: “Num país com cerca de 60 milhões de pessoas endividadas, outras milhares inadimplentes, que não dispõem de reservas para fazer frente a emergências financeiras e não conseguem preservar conquistas, tornou-se urgente incrementar os esforços de educação financeira, condição considerada essencial para promover e ampliar o bem-estar das famílias brasileiras, especialmente em momentos de instabilidade econômica”, assinala.

Estas ações estão alinhadas à Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), criada pelo Governo Federal, que rapidamente obteve o engajamento de instituições como a CNSeg – Confederação Nacional de Seguros Gerais e das quatro federações empresariais a ela vinculadas.

Melhor amigo

Durante os próximos meses, usuários do Facebook e de portais de notícias poderão conhecer e acompanhar as peripécias de um cachorrinho charmoso, que estará presente com seus donos em situações bem conhecidas: uma jovem diante dos apelos de uma mega promoção de roupas; outro que se encanta com uma oferta relâmpago em um site de compras e em muitas outras circunstâncias. Remetendo à ideia de que o cachorro é o melhor amigo do homem, a campanha, criada pela agência Binder, mostrará o personagem em vídeos, banners e outras peças, ajudando seus donos a fugir dos apelos do consumo fácil e pouco consciente.

O “mascote”, especialmente criado para a Campanha – que utiliza recursos 3D para tornar ainda mais real a experiência dos usuários – é altamente convincente ao desestimular compras por impulso. Ao mesmo tempo, a campanha procura ampliar o conhecimento sobre as modalidades de títulos de capitalização existentes, com explicações simples e claras sobre o funcionamento de cada uma delas, a quem se destinam e seus benefícios.

Os vídeos exibidos nas redes e nos portais noticiosos levam o usuário a conhecer o hot site da campanha que, além de explicar didaticamente o que é um título de capitalização e suas modalidades, conta ainda com um “simulador de planos”, a fim de identificar quanto seria necessário guardar para realizá-los, seja uma viagem de férias, uma festa de 15 anos, um casamento, a reforma da casa e outros sonhos.

“De maneira lúdica e divertida, nossa expectativa é estimular as pessoas a juntar dinheiro para gastar depois, apresentando as soluções de capitalização como um caminho bastante interessante para chegar lá, por meio do planejamento e da disciplina financeira”, assinala Elena Korpusenko, presidente da Comissão Técnica de Comunicação da FenaCap.

Essa é a primeira Campanha institucional da Federação dirigida ao consumidor final, embora também existam algumas ações previstas para parceiros de negócios e distribuidores de soluções de capitalização.

As modalidades apresentadas na Campanha incluem os títulos de capitalização Tradicional (para juntar dinheiro e concorrer a prêmios, com resgate de 100% do valor pago, corrigido pela TR, ao fim da vigência); o Instrumento de Garantia ( que permite usar o título para alugar um imóvel, dispensando fiador); o título Popular (preço acessível, com retorno de até 50% da reserva e muitos sorteios); o produto de Incentivo (para pessoas jurídicas interessadas em realizar ações proporcionais de vendas com o estímulo dos sorteios para seus clientes); e o Filantropia Premiável (consumidores concorrem a prêmios e cedem suas reservas para instituições filantrópicas credenciadas pelas empresas de capitalização).

Ainda não é o fim do corretor de seguros

*Rodrigo Afonso Ferreira

Como o principal canal de distribuição de seguros vai sobreviver aos avanços tecnológicos?

Esta é uma pergunta que vem tirando o sono dos corretores de seguros que observam a chegada das Insurtechs com desconfiança.

Desde a criação da primeira empresa seguradora no Brasil em 1808, o mercado segurador brasileiro, passou por diversas transformações e a figura do corretor sempre foi fundamental no entendimento das necessidades dos clientes, proporcionando ao segurado as melhores opções do mercado de acordo com o seu perfil, ajudando as seguradoras no combate às fraudes e trazendo informações relevantes para lançamento de novos produtos pelas companhias.

Com a evolução da tecnologia, vieram os grandes desafios do setor como a mudança nos hábitos digitais dos consumidores, big data e machine learning, realizando tarefas automáticas como cálculos de prêmio e cotações, avaliação sofisticada da base de dados de referência e perfil dos segurados, dispensando tecnicamente em muitos casos a figura do corretor.

A tecnologia segundo muitos especialistas, também será responsável pela queda substancial do volume de prêmios em alguns segmentos como o seguro tradicional de automóveis que de acordo com o relatório AON de 2017, deve registrar queda em mais de 40% no volume de prêmios entre 2015 e 2050, quando veículos autônomos deverão estar totalmente desenvolvidos nos principais mercados.

Diante desta ruptura na maneira de se relacionar com o consumidor, precificar o risco e distribuir o seguro, o corretor deverá buscar cada vez mais capacitação e se reinventar como consultor especializado, agregando cada vez mais valor ao processo, decifrando como Cloud Computing, Big Data, realidade aumentada, inteligência artificial, aplicativos e internet das coisas, podem ser grandes aliados no seu papel de comercializar seguros com mais eficiência, qualidade no relacionamento e transparência junto ao segurado.

Sobreviverão aqueles que entenderem que a tecnologia não é inimiga e que a revolução digital que já começou a impactar o setor, deverá ser compreendida e adaptada no cotidiano do novo corretor de seguros que continuará a ser peça estratégica na nova engrenagem da indústria de seguros.

*Rodrigo Afonso Ferreira é sócio da corretora Infinity Finanças e membro do MDRT.

BR Insurance incorpora 4 subsidiárias de intermediação de seguros

Fonte Money Times

A BR Insurance (BRIN3) informou ao mercado na noite desta sexta-feira (13) a incorporação de quatro subsidiárias de intermediação de seguros. São elas: Aral Administradora de Benefícios Ltda, Barrasul B.I. Corretora de Seguros Ltda., GDE B.I. Corretora de Seguros Ltda. e Laport B.I. Corretora de Seguros Ltda.

Em comunicado ao mercado, a companhia informou que “a administração acredita que as incorporações irão

melhorar a organização de suas atividades em razão da concentração dos investimentos, aumento de eficiência e ganho de sinergias, ganho de eficiência operacional, administrativa, contábil e de gestão, diminuição dos custos operacionais e financeiros, deixando cada uma das Incorporadas de ser uma unidade autônoma para compor uma única estrutura integrada e eficiente”.

“A companhia é, nesta data, titular da quase totalidade do capital social das Incorporadas e, até a data da incorporação, será titular de 100% das quotas mediante a aquisição das quotas pertencentes aos demais quotistas, pelos seus respectivos valores nominais”, informa a empresa em comunicado.

Os custos com a Incorporação, incluídas as despesas com publicações, auditores, advogados e demais profissionais contratados para assessoria na Incorporação serão da ordem de, aproximadamente, R$ 65.251,00.

Economistas de seguradora voltam a acertar campeão da Copa

 

Fonte Destak Jornal
Por Bárbara Leite

Antes do Mundial da Rússia começar, Lloyd’s projetou a equipe francesa como vitoriosa na final deste domingo (15) e Brasil eliminado nas quartas: no torneio de 2014, especialista em seguros deu à Alemanha como vencedora

Apesar da maioria dos bancos de investimentos errarem nas projeções, a seguradora britânica Lloyd’s, que considerou o ranking na Fifa de cada país participante em relação ao valor segurado total dos seus 23 jogadores, acertou em cheio suas projeções nesta Copa da Rússia.

A especialista nos mercados de seguros e resseguros colocou a França como vencedora do Mundial, tal como aconteceu no torneio disputado no Brasil. O modelo estatístico da Lloyd’s deu a Alemanha vitoriosa da Copa de 2014.

Além disso, na previsão, os economistas da seguradora calcularam que o Brasil ia além das quartas de final, o que acabou por acontecer.

Os analistas usaram salários e receitas de patrocínios dos jogadores, juntamente com uma coleção de indicadores adicionais para construir um modelo econômico que estima a renda dos jogadores até a aposentadoria.

Estas projeções formaram a base para avaliar os valores segurados por idade, posição e nacionalidade. A seguradora diz que contou com dados anônimos de salário de jogadores para cada uma das 32 equipes participantes. Os dados de patrocínio foram obtidos de várias fontes públicas, incluindo a lista da revista “Forbes”.

Prevenção à lavagem de dinheiro – As empresas devem fazer a sua parte

Por Juliana Ribeiro Soares*

Nos últimos anos, o brasileiro passou a conviver diariamente com notícias sobre a corrupção nos mais diversos níveis dentro e fora de todas as esferas dos governos federal, estaduais e municipais. O que deveria ser algo extremamente isolado virou uma prática corriqueira e até usual para muita gente que deveria ser modelo de lisura e de caráter ilibado.

Dentre os mais variados tipos de corrupção, um é tema recorrente nos noticiários: a lavagem de dinheiro. Mas, o que realmente significa esta expressão?

Trata-se do procedimento usado para disfarçar a origem de recursos ilegais. É quando alguém ganha dinheiro de forma ilícita e não pode sair por aí gastando o que “conquistou”. E, para tentar esconder os indícios de que fez algo errado, arma estratégias para afastar toda e qualquer suspeita dos órgãos competentes pelas investigações.

O termo surgiu nos Estados Unidos para mascarar um tipo de falsificação de dólares. Os fraudadores colocavam as notas em uma máquina de lavar para que elas ficassem com uma aparência bastante usada. Mas, com o passar dos anos, o método mudou (e muito).

A integração do sistema financeiro mundial tem permitido que os recursos passem de uma conta bancária para outra, de um país para o outro, tudo em questão de segundos. Assim, o “dinheiro sujo” acaba sendo incorporado à economia.

Segundo estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI), de 2,5% a 5% do Produto Interno Bruto (PIB) de cada país no mundo têm origem ilícita. Em termos de Brasil, apenas para citar um exemplo, esse percentual equivaleria de R$ 165 bilhões a R$ 330 bilhões (PIB do Brasil em 2017 = R$ 6,6 trilhões).

Mas, engana-se quem acha que a lavagem de dinheiro está restrita apenas aos governos. Infelizmente, ela também está presente dentro das empresas. Neste contexto, para ajudar a combater tal problema, o Brasil aprovou, em março de 1998, a Lei nº 9613, que dispôs sobre os crimes de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores; a prevenção da utilização do sistema financeiro para os ilícitos previstos nesta Lei; criou o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) e deu outras providências ao tema.

Esta Lei atribuiu às pessoas físicas e jurídicas, de diversos setores econômico-financeiros, uma maior responsabilidade na identificação de quem pode ter dinheiro ilícito, com a manutenção de registros de todas as movimentações e com a comunicação de operações suspeitas. Foi uma forma de dar continuidade a compromissos internacionais assumidos a partir da assinatura da Convenção de Viena, de 1988.

Em relação ao COAF, para quem não sabe, é o órgão responsável por receber, examinar e identificar as ocorrências suspeitas de atividades ilícitas e também por comunicar às autoridades competentes para a instauração dos procedimentos cabíveis. Além disso, coordena e propõe mecanismos de cooperação e de troca de informações que possam ajudar a viabilizar o combate à ocultação ou dissimulação de bens, direitos e valores; disciplina e aplica penas administrativas; e assessora os setores econômicos para os quais não haja instituição reguladora ou fiscalizador próprio.

E para ajudar a combater esta prática desonesta, tem sido cada vez maior o número de empresas nacionais que começaram a implantar, em sua rotina de Compliance, o processo de Prevenção à Lavagem de Dinheiro (PLD), um programa para impedir que isto ocorra dentro do ambiente corporativo.

No entanto, para que a PLD seja de fato efetiva, é preciso que todos os colaboradores tenham conhecimento sobre o que é o programa, e como ele funciona dentro da organização, para estarem envolvidos na inibição a este tipo de crime. É preciso criar uma cultura de buscar informações e verificar, sempre, empresas e pessoas relacionadas ao negócio, e, sobretudo, analisar a fundo o universo o qual está inserido.

Por isso, é indiscutível a importância de implementar – e conscientizar-se sobre – o programa de Prevenção à Lavagem de Dinheiro. Afinal, só assim será possível ter base e, principalmente, plena ciência dos fatos para tomar decisões assertivas para combater os delitos desta natureza.
*Juliana Ribeiro Soares é gerente de Compliance do pag!

No primeiro dia do XVII Encontro Anual do Comitê do Setor Elétrico da ABGR, tivemos a visita técnica na Usina Angra 2.

A segunda usina nuclear brasileira começou a operar comercialmente em 2001. Com potência de 1.350 megawatts, Angra 2 é capaz de atender ao consumo de uma cidade de 2 milhões de habitantes, como Belo Horizonte.

A usina conta com um reator de água pressurizada (PWR) de tecnologia alemã da Siemwns/KWU (hoje Areva NP), fruto de acordo nuclear entre Brasil e Alemanha, assinado em 1975. Angra 2 começou a ser construída em 1981, mas teve o ritmo das obras desacelerado a partir de 1983, devido à crise econômica que assolava o país naquele momento, parando de vez em 1986. A unidade foi retomada no final de 1994 e concluída em 2000.

A performance da usina tem sido exemplar desde o início. No final de 2000 e no início de 2001, sua entrada em operação permitiu economizar água dos reservatórios das hidrelétricas brasileiras, amenizando as consequências do racionamento de energia, especialmente na região Sudeste, maior centro de consumo do país. 


Em 2009, a unidade foi a 33ª terceira em produção de energia entre as 436 usinas em operação no mundo, segundo a publicação americana Nucleonics Week, especializada em energia nuclear. No mesmo ano, ocupou a 21ª posição em comparação com as 50 melhores usinas americanas numa análise dos indicadores de desempenho da Associação Mundial de Operadores Nucleares (Wano).


A construção de Angra 2 propiciou transferência de tecnologia para o Brasil, o que levou o país a um desenvolvimento tecnológico próprio, do qual resultou o domínio sobre praticamente todas as etapas de fabricação do combustível nuclear. Desse modo, a Eletrobras Eletronuclear e a indústria nuclear nacional reúnem, hoje, profissionais qualificados e sintonizados com o estado da arte do setor.