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Matéria do Jornal Nacional mostra que, enquanto a recuperação da economia brasileira se arrasta, a dificuldade para conseguir emprego tem reflexo no presente e no futuro de milhões de pessoas em idade para trabalhar. São cidadãos que não têm nenhum tipo de previdência, nem pública nem privada.

 

Francisco tem 65 anos; Policarpo, 62. Os dois já tiveram carteira assinada, mas contribuíram menos do que o necessário para se aposentar pelo INSS, e nunca conseguiram economizar. Ainda têm forças para vender água pelas ruas de São Paulo. E quando elas faltarem?

 

"Só Deus, só Deus sabe como", diz o vendedor ambulante José Francisco da Silva.

"O tempo vai ficando curto, cansaço, pode vir uma doença, mas graças a Deus tenho saúde", afirma Policarpo Gomes Moura, também ambulante.

 

Um destino que aguarda muitos brasileiros, que foram classificados numa pesquisa como "nem previdenciários". São como a comerciante Lidiana Britto. Ela não contribui com o INSS nem economiza alguma coisa para sua previdência, sua aposentadoria.

A pesquisa feita com 2.045 no país acima de 16 anos, a pedido da Associação Nacional dos Fundos de Pensão, mostra que, de cada dez trabalhadores brasileiros, quatro não têm qualquer forma de previdência. A associação estima que isso represente 61,5 milhões de brasileiros.

Por Antonio Penteado Mendonça, no Estadão


Corre no mercado que o governo eleito estaria estudando a fusão das operações da Susep (Superintendência de Seguros Privados) e da Previc (Superintendência Nacional de Previdência Suplementar). É uma medida que faz sentido e que, em função das similaridades e complementaridade, tornaria a gestão de atividades correlatas mais eficiente e mais barata.

 

Parte da atividade da Susep é similar à da Previc. A primeira fiscaliza os planos de previdência complementar aberta e a segunda, a previdência complementar fechada.

A união das duas geraria uma nova entidade, mais poderosa e mais rica, com possibilidade de ganhos de escala e redução de custos, o que aumentaria o poder de fogo da própria entidade e dos setores fiscalizados por ela.

 

Estes setores estão entre os que acumulam maior poupança na sociedade brasileira. As reservas dos seguros privados e dos planos de pensão, somadas, representam mais de R$ 2 trilhões.

 

O interessante é que, para maximizar o uso destes recursos, o governo não precisa de mágicas. A regulamentação da aplicação destes recursos já é do governo, o que facilita muito sua aplicação no financiamento de atividades estratégicas, como as obras de infraestrutura, conhecidas pela maturação lenta e pela rentabilidade mais baixa.

 

Unir em um único órgão regulador e fiscalizador os produtos de proteção social, como seguros gerais, previdência complementar aberta, previdência complementar fechada, seguros de vida e capitalização tem tudo para dar certo e ser uma ideia vitoriosa.

 

Mas é uma ideia manca. A proteção social vai além destes segmentos. Para que o círculo se fechasse com o máximo de eficiência está faltando incorporar os planos de saúde privados.

 

Uma “Agência Nacional de Proteção Social” composta pela Susep, Previc e ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) teria mais musculatura, mais eficiência, mais convergência e sinergia, que dariam para a agência poder de fogo para falar grosso em jogo de gente grande.

 

Os três segmentos juntos englobam os setores responsáveis pela proteção social da população brasileira. As proteções da vida, poupança, patrimônio e saúde sob um único comando permitiria o planejamento estratégico unificado e capaz de gerar as sinergias necessárias para otimizar os desenhos atualmente existentes, que se mostram insuficientes para cumprir sua missão, isoladamente.

 

O seguro de vida em grupo não tem acumulação, os planos de saúde privados não têm poupança para fazer frente ao aumento de custos futuros, os planos de previdência complementar aberta não oferecem garantia para acidentes pessoais, os seguros patrimoniais nem sempre levam em conta o risco de morte, etc.

 

Ainda que sendo todos mais ou menos eficientes para aquilo que foram desenhados, os produtos oferecidos pelos três setores estão longe de atenderem as necessidades da população, ainda mais por um preço compatível com a renda da sociedade.

 

A incorporação dos três setores numa única agência reguladora abriria a possibilidade de uma melhor interação entre empresas com objetivos semelhantes e mais ou menos compatíveis, permitindo que um único agente regulador/fiscalizador desenvolvesse protocolos padronizados, capazes de permitir a leitura da realidade de cada player dentro do real grau de risco.

 

Finalmente, a “Agência Nacional de Proteção Social” seria suficientemente poderosa para garantir que suas decisões não fossem maculadas por interesses político/partidários.

 

Como responsável pela regulamentação e fiscalização de empresas detentoras de reservas gigantescas e responsáveis pela proteção de milhões de pessoas e de milhões de patrimônios, essa agência, com a escolha de profissionais competentes para administrá-la, teria tudo para garantir o funcionamento de três setores indispensáveis para o bem estar e a proteção da sociedade ao largo de interesses menores, responsáveis pela onda de corrupção que atingiu o Brasil com o peso de várias bombas atômicas.


É hora de pensar grande.

O caderno de imóveis do Estadão relata que um condomínio luxuoso, à beira-mar, é inundado por uma onda gigante que leva toda a estrutura externa do local, como parquinho e objetos das áreas comuns, além de entrar nas casas, destruindo móveis e carpetes. Parece cena de filme, mas aconteceu em um residencial horizontal em Barra do Una, litoral norte de São Paulo, em 2015. Num dia de ressaca, o mar subiu tanto que atingiu todas as casas e as áreas comuns do condomínio. Os danos foram de cerca de R$ 350 mil.

 

O valor poderia ter saído do bolso de cada morador, mas o problema foi atenuado por um seguro de condomínio, que cobriu os prejuízos. O custo que a administração pagava para manter o residencial segurado, na época, era de R$ 4.000 por ano, ou R$ 125 anuais para cada um dos 32 condôminos, conta Raquel Tomasini, gerente de produtos da Lello, administradora do bem.

 

Apesar de representar um gasto a mais na taxa do condomínio, essa situação ilustra como um seguro pode, a um valor baixo, poupar síndicos e proprietários de dores de cabeça e despesas de urgência.

 

Os eventos naturais estão entre as principais causas de sinistros – quando o bem segurado sofre um acidente ou um prejuízo material. O síndico profissional Carlos Theodoro Martins relembra a vez em que uma forte chuva de granizo perfurou 164 janelas de um condomínio na Mooca. “Nós acionamos o seguro e em 45 dias foram trocadas as persianas. Um custo de R$ 48 mil.” Além das chuvas, as descargas elétricas decorrentes de quedas de raios também costumam causar bastante dano.

 

Além dos fenômenos da natureza, outras situações também podem ser seguradas. Panes nos elevadores, focos de incêndio, portão de garagem que bate em carro e incidentes com bombas d’água são algumas delas. Há quase dois anos, um problema com a bomba do prédio do síndico Nilton Savieto fez com que entrasse água no poço do elevador. O prejuízo de R$ 20 mil foi coberto pelo seguro.

 

Coberturas.

 

Existem duas modalidades de cobertura para o seguro de condomínio. A básica simples é obrigatória pelo artigo 1346 do Código Civil, que prevê que toda edificação tenha proteção contra o risco de incêndio ou destruição, total ou parcial. Já a cobertura ampla traz proteções adicionais, contra inundações, desmoronamentos, quebra de vidros, danos elétricos, vazamentos de tubulações, fenômenos naturais (vendaval, granizo, ciclone, furacão) e até queda de avião.

 

O condomínio pode contratar a cobertura ampla com essa série de benefícios ou contratar à parte cada uma das coberturas. As mais comuns são as de Responsabilidade Civil (RC): RC Condomínio (para acidentes de trabalho com funcionários), RC Síndico, RC Danos Morais (em casos de processos judiciais), RC Garagista (se o manobrista do prédio bate o carro) e RC Portões Automáticos (se o portão bate no carro).

 

A cobertura ampla surgiu há cerca de cinco anos e ainda é incipiente no País, diz a gerente executiva da Mapfre Seguros, Viviane Quinalha. Segundo ela, apenas 10% dos 18 mil condomínios na carteira da empresa possuem a cobertura ampla.

 

O motivo pode ser explicado pelo preço: a cobertura ampla é aproximadamente 2,5 vezes mais cara que a simples, cujo valor médio varia entre R$ 2 mil e R$ 3 mil por ano. Uma cobertura extra, como a RC Portões Automáticos, por exemplo, custa em torno de R$ 150.

Alguns fatores podem interferir no preço do seguro, como áreas comuns, quantidade de unidades, valor do condomínio, região onde está localizado e sua idade, diz Arnaldo Bechara, diretor da seguradora Tokio Marine. Um condomínio-clube cheio de lazer, por exemplo, é mais caro do que um com torre única e dez andares, ressalta.

 

Apesar de o custo não ser tão alto – representa cerca de 0,44% dos gastos condominiais, diz Marcelo Mahtuk, da administradora Manager –, as coberturas não devem ser contratadas sem critério. “Deve haver bom senso. Em um prédio, existe uma infinidade de riscos possíveis. Queda de avião tem que ser feito? Talvez, se o residencial estiver na rota aérea. Funcionário cair da escada, por outro lado, tem risco maior de acontecer. Se há uma boa condição financeira, você pode fazer cobertura de 100%, mas será que vale a pena ou é um desperdício?”, questiona Mahtuk.


Como o seguro está previsto por lei, a despesa entra nos gastos ordinários do condomínio e não precisa ser colocada em assembleia, mas é de bom tom que o síndico leve o tema ao conselho e mostre diferentes orçamentos.

A próxima safra de grãos pode bater o recorde nacional de produtividade, chegando a mais de 238 milhões de toneladas. Com a guerra comercial entre Estados Unidos e China favorecendo o comércio exterior brasileiro, tem quem fale em mais de cem bilhões de dólares gerados pelas exportações de soja em 2019.

 

Na base destes números impressionantes estão os agricultores brasileiros. Eles são os heróis da epopeia. São eles que desafiam a sorte e todos os anos preparam a terra, plantam, cuidam da fazenda, colhem e despacham a safra, respondendo por um terço das receitas nacionais.

 

É verdade, eles não chegaram lá sozinhos. Nem os plantadores de soja são os únicos heróis desta história. O Brasil é campeão em praticamente todos os setores da agricultura e da pecuária. Além da soja, somos grandes produtores de cana, café, eucalipto, milho, feijão, arroz, laranja, banana, etc. Somos também reconhecidos internacionalmente pela carne bovina, suína e de frango. Em outras palavras, o agronegócio nacional resgata o orgulho de ser brasileiro, colocando o país em posição de destaque entre os maiores produtores agrícolas do mundo.

 

Para chegar nesta posição diferenciada o agronegócio nacional contou com importantes ajudas dadas por centros de ensino e pesquisa tidos como tops no mundo. A Escola de Agronomia Luiz de Queiroz é referência internacional, assim como as faculdades de Varginha, Jabuticabal e outras espalhadas pelo imenso território brasileiro.

 

E o que dizer do Instituto Agronômico de Campinas? Há mais de cem anos ele realiza pesquisas da maior importância para o sucesso da nossa agricultura. E a EMBRAPA, ameaçada de sucateamento pelo aparelhamento feito pelo governo do PT, quando era competente, entre outros trabalhos excepcionais, revolucionou o cultivo da soja, possibilitando que uma planta asiática, de clima temperado, se adaptasse às condições de solo e clima brasileiros, transformando o país no maior produtor mundial deste grão.

 

O que o sucesso no agronegócio tem a ver com seguros? Tudo. Se o Brasil tivesse condições de proteção minimamente comparáveis aos Estados Unidos e à Europa, nossa agricultura poderia estar em patamar ainda mais brilhante.

 

As apólices nacionais têm evoluído rapidamente ao longo dos últimos anos, oferecendo garantias importantes e mais adequadas às necessidades dos produtores rurais.

As seguradoras sabem o tamanho do filão representado pelo campo e cada vez mais investem no segmento, desenvolvendo e oferecendo seguros que vão além da proteção da produção, ou o chamado seguro rural.

 

Hoje, temos produtos modernos que acompanham as necessidades do agronegócio ao longo de toda a cadeia, desde a fazenda e suas instalações até o destino final da safra, normalmente no mercado internacional.

 

O nó, o X da questão, continua no seguro rural. O governo brasileiro assume 50% do preço do seguro rural. Quer dizer, o produtor paga metade e o governo completa a outra metade. É uma vantagem competitiva importante, ou melhor, seria, se o governo destinasse os recursos necessários para garantir seguro rural para todos os produtores brasileiros. Infelizmente, ele não faz isso. Aliás, não chega nem perto de o fazer.

 

Segundo especialistas, para atender a demanda nacional o governo teria que destinar perto de três bilhões de reais para custear sua parte do seguro. As entidades que representam o setor solicitaram um bilhão e duzentos, mas o governo deve comparecer com seiscentos milhões de reais.

 

Ano após ano é a mesma cantiga. O governo discute, promete, mas não cumpre. Isso quando não fica sem repassar a sua parte do prêmio devido às seguradoras por meses e meses, além dos prazos das apólices.

 

Se compararmos os valores que dariam ao agronegócio um significativo aumento de competitividade ao que foi tungado de todas as formas de empresas como a Petrobrás e os Correios, dos fundos de pensão das estatais, de órgãos da administração direta e indireta dos três níveis de governo, veremos que três bilhões de reais para segurar a safra brasileira são fichinha perto da sangria praticada.


Estamos na antevéspera de um novo governo. Tomara que ele mude a regra do jogo.

O DCI informa que, depois de concluir a reestruturação da sociedade com o Banco do Brasil, a seguradora espanhola Mapfre anunciou nesta quinta-feira, 13, mudanças na alta cúpula da sua filial brasileira. Dando sequência ao movimento já feito nos últimos meses, indicou o espanhol Fernando Pérez-Serrabona como novo CEO da companhia substituindo o brasileiro Wilson Toneto.

 

O novo comando da Mapfre no Brasil, ainda dependente de aprovações legais, terá início em 1º de janeiro de 2019. A mudança foi anunciada juntamente com outras danças de cadeiras divulgadas pela companhia.

 

Formado em Ciências Econômicas e Empresarias pela Universidad Complutense, de Madri, e em Direito, pela UNED - ambas na Espanha -, Serrabona ingressou na Mapfre em 1989, atuou nas áreas de seguros e serviços financeiros, foi chefe da Área Internacional e diretor geral das Américas da Mapfre Garantias e Crédito. Desde 2013, era diretor geral para Espanha e América Latina da Solunion, empresa de seguro de garantia e crédito do grupo.


Depois 31 anos de Mapfre, dos quais sete como CEO, Toneto deixa a empresa para se dedicar a outros projetos profissionais e pessoais.

Nesta semana tivemos a imersão da sétima turma AIRM, coordenada pelo Instrutor Javier Mirabal, nas dependências do Hotel Mercure nos Jardins.

Estamos na expectativa de que todos conquistem suas certificações.

Em 2019, teremos a constituição de uma nova turma. Fiquem atentos!