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14/05/2019
Autor: Valor Econômico & Estadão
FUSÃO ENTRE SUSEP & PREVIC

Nova autarquia regulará mercado de R$ 1,9 tri

O Valor Econômico publica que a fusão entre a Superintendência de Seguros Privados (Susep) e a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) criará uma autarquia que supervisionará R$ 1,9 trilhão gerido pelos setores de seguros e previdências aberta e fechada.

O modelo adotado é o mesmo dos outros reguladores do mercado financeiro – Banco Central (BC) e Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Na esteira das mudanças nas regras de aposentadoria no Brasil, uma das pretensões da economista Solange Vieira, que vai comandar o novo órgão, é convergir as regras da previdência. "Esperamos um pouco mais de autonomia regulatória", disse em entrevista ao jornal.

Especialistas propõem modelo para viabilizar Previdência Direta

O Valor Econômico relata que os economistas Fabio Giambiagi e Felipe Vilhena lançam, para discussão, uma proposta da Previdência Direta, inspirada na experiência bem-sucedida do Tesouro Direto, programa do Tesouro Nacional para compra e venda de títulos públicos federais por pessoas físicas na internet.

Diferentemente do Tesouro Direto, em que a pessoa investe em um título público esperando uma rentabilidade em um determinado período, a Previdência Direta seria usada para acumular recursos em uma conta de investimento individual que garantiriam uma renda vitalícia durante a fase de aposentadoria sob o modelo de capitalização.

Simulações feitas pelos autores indicam que a Previdência Direta poderia assegurar um retorno mais atrativo na fase de aplicação dos recursos do que outras alternativas analisadas, caso das rendas geradas pelo INSS, por planos previdenciários do tipo PGBL e VGBL, fundos de pensão, investimentos realizados no Tesouro Direto, na poupança, em aplicações em imóveis e fundos de investimento de renda fixa tradicionais.

O "pulo do gato" na Previdência Direta, dizem os autores, está no desenho que pensaram para a plataforma, que seria gerida pelo Tesouro, mas sem intermediários, como corretoras ou a bolsa de valores, e portanto, sem despesas administrativas para os participantes.

Icatu compra negócio de capitalização da SulAmérica por até R$ 183 milhões

O Valor Econômico noticia que a Icatu Seguros comprou as operações de capitalização da SulAmérica, que está deixando de atuar nesse negócio. A empresa pagará R$ 100 milhões pela carteira, mas o valor total poderá chegar a R$ 183 milhões dependendo do cumprimento de certas condições.

O contrato envolve a transferência da carteira de capitalização da SulAmérica para a Icatu, num total de R$ 737 milhões em arrecadação ao fim de 2018. Em 2017, a Icatu já havia adquirido a carteira da Cardif, com R$ 70 milhões em arrecadação.

Com o novo negócio, a Icatu passará de R$ 1,3 bilhão para R$ 2 bilhões em arrecadação anual no segmento de capitalização. Dessa forma, se tornará a quarta maior empresa nesse ramo no país.
"A SulAmérica é a maior seguradora no produto de capitalização usado como instrumento de garantia de aluguéis nas imobiliárias e para nós é importante nos aproximarmos desse mercado", disse Luciano Snel, presidente da Icatu Seguros, ao Valor.

IRB Brasil Re busca incrementar negócios no México

A coluna do Broadcast, no Estado de S. Paulo, traz que o ressegurador brasileiro IRB Brasil Re, um dos alvos do governo federal em sua agenda de desinvestimentos, quer crescer no México. Maior mercado de resseguros da América Latina, o país movimenta US$ 4,8 bilhões por ano.

Em seguros, é o segundo da região, com US$ 27,8 bilhões. De olho neste potencial, o ressegurador marca presença na 29ª Convenção de Seguradoras, realizada pela Associação Mexicana de Instituições de Seguros (AMIS), que acontece nos dias 14 e 15 na Cidade do México. É o principal fórum do setor por lá e deve reunir 1.200 líderes de empresas e órgãos públicos.

O México é parte importante da estratégia do IRB de crescer seus negócios no exterior com foco nas linhas de vida, agro, patrimônio (property) e aviação, e se manter líder na América Latina. Do faturamento total do IRB em 2018, 39% vieram das operações internacionais. Com valor de mercado de R$ 31,5 bilhões, a companhia figura entre as dez maiores resseguradoras do mundo. Recentemente, ultrapassou a concorrente Scor, chegando à sétima posição.

Caixa Seguridade recebe propostas de bancos para IPO até sexta

A coluna do Broadcast, no Estado de S. Paulo, repercute que a Caixa Seguridade, holding que concentra os negócios de seguros da Caixa Econômica Federal, receberá até sexta-feira, dia 17, as propostas dos bancos de investimento para selecionar o sindicato que vai assessorar a operação bilionária que inclui a venda do balcão (M&A, na sigla em inglês) e a abertura de capital, prevista para o segundo semestre. As apresentações ocorrem na próxima semana. As instituições financeiras receberam o aviso na sexta-feira passada, dia 10, conforme noticiou o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, em evento da instituição.

O número de bancos selecionados deve ser norteado pela atual gestão, que defende um sindicato mais enxuto e dedicado à operação. A ideia é ter quatro assessores, sendo um deles líder da operação juntamente com o banco de investimento da Caixa. No entanto, se o IPO do braço de seguros, que será listado no Brasil e no exterior, ultrapassar os R$ 10 bilhões – e existe tal possibilidade – esse número pode crescer, chegando a sete players, por exemplo. Vale lembrar que o potencial do IPO da Caixa Seguridade depende, sobretudo, de como será vendido o balcão e a que preço.

O banco líder do IPO da Caixa Seguridade ao lado do próprio banco público será, provavelmente, o escolhido para assessorar a venda do balcão, que se dará em duas etapas. Primeiro bloco: seguro de automóvel, consórcio, seguro habitacional e residencial e capitalização; segundo: grandes riscos, saúde e odontologia. Enquanto isso, Caixa e a sócia francesa CNP Assurances seguem perto de concluir as negociações dos demais ramos que não foram ofertados ao mercado. Procuradas, Caixa e Caixa Seguridade não comentaram.

SulAmérica compra 25% da Órama

O Valor Econômico anota que no mais novo movimento do segmento de plataformas de investimento, o Grupo SulAmérica comprou, por R$ 100 milhões, 25% do capital da Órama DTVM.

A operação, aprovada ontem pelas duas partes, aumenta a avaliação da Órama para R$ 400 milhões.

Em junho de 2017, a plataforma recebeu investimento minoritário da Argos, empresa da família Marinho, proprietária do Grupo Globo, que edita o Valor. O bloco de controle não se altera com o ingresso do novo sócio. Os sócios-fundadores Selmo Nissembaum, Habib Nascif Neto e Roberto Campos Rocha seguem com mais de 50% das ações.

O negócio tem que ser aprovado por Banco Central e Cade.

Geração Y

A coluna Painel S.A, da Folha de S.Paulo, registra que mais da metade das grandes empresas da América Latina ajustaram benefícios para agradar profissionais millennials, aqueles que nasceram entre 1980 e início dos 1990. Entre 50 companhias, 56% fizeram mudança nos últimos anos, segundo estudo da Mercer, solicitado pelo Gympass. Em 2018, 57% elevaram a oferta de benefícios.