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10/09/2019
Autor: BLOG DO ROCHA & Valor Econômico & DCI
ACIDENTE COM NAVIO NA CHINA

Navio afunda e contêineres caem no mar durante passagem do Tufão Lingling na China

O violento Tufão Lingling passou pela China e causou destruição, mortes, queda de contêineres no mar e afundou um navio.

Na noite de cinco de setembro de 2019, o navio XIN OU 21 foi atingido pelo Tufão Lingling perto de Zhoushan, a caminho de Rizhao, na China. 72 contêineres caíram do navio e seguem flutuando no mar e estão espalhados pela costa. As autoridades chinesas seguem operação de recuperação dos equipamentos e seus conteúdos e lançam alerta para todos os navios que navegam na área sobre o perigo de contêineres flutuantes. O XIN OU 21 é um porta-contêiner, IMO 9138317, com capacidade para 2470 TEU, DWT 34017 tons, construído em 1999, bandeira da China e operado pela SHANGHAI XINOU SHIPPING CO LTD (EQUASIS).

No dia seguinte, o navio JI SHUN 16 afundou nas proximidades de Zhoushan, no mar da China Oriental. 48 contêineres refrigerados carregados com pacotes de carne congelada caíram na água e estão espalhados pela costa. O JI SHUN 16 é uma navio de carga geral, IMO 8342349, DTW 3500 tons, construído 2003, bandeira Togo, e operado pela LIANFA INTERNATIONAL NAV CO, Taiwan.

Tufão é um fenômeno meteorológico caracterizado por um ciclone tropical que ocorre nos mares orientais, principalmente nos mares da China e no oceano Índico. Os tufões possuem um enorme poder de destruição, com rajadas de ventos que podem chegar aos 360 quilômetros por hora.

Sempre que incidentes e acidentes marítimos ocorrem, desperta atenção para a importância do seguro. As perdas e os danos causados às cargas em consequência de fenômenos da natureza, tais como furacão, tufão, tornado, ciclone, terremoto, entre outros, estão cobertos pelo seguro de transporte internacional. A recomendação é jamais efetuar um transporte de cargas sem seguro, pois entre catástrofes naturais, acidentes, avarias, avaria grossa, perdas, extravio, roubo, incêndio e explosões, os riscos são inúmeros, e certamente causam sérios transtornos e prejuízos. O seguro é a única certeza para evitar perdas financeiras por essas ocorrências.

Aparecido Rocha – insurance reviewer

Em 10 anos, Seguro de Riscos Cibernéticos será carro-chefe do mercado securitário

A 37ª edição do programa Panorama do Seguro recebe o presidente da Tokio Marine Seguradora, José Adalberto Ferrara, que falou sobre o crescimento exponencial da companhia nos últimos cinco anos, os segmentos de seguros que mais se desenvolveram no primeiro semestre de 2019, as perspectivas para ano de 2020 e novos produtos da seguradora.

Segundo Ferrara, há estudos que comprovam que em 10 anos o mercado securitário no mundo terá como carro-chefe os Seguros de Riscos Cibernéticos em substituição a atual carteira de Automóvel. "Nós entendemos que esse produto têm um potencial enorme de atingir, em especial, as pequenas e médias empresas, precisamos trabalhar na conscientização da importância desse risco no país. Essa é uma dica para os corretores e assessorias que nos assistem", explica.

Sobre os novos produtos, ele diz que a seguradora completou o segmento de agronegócio, pois, até o momento, eles faziam somente o seguro de equipamentos agrícolas. "Agora completamos essa operação, estamos fazendo, também, o seguro de safras agrícolas. Quando falamos em agronegócios, somente 10% dos produtores agrícolas contratam seguro, então você tem 90% do mercado à disposição. O agronegócio é uma das molas propulsoras de desenvolvimento do nosso país e nós não poderíamos ficar de fora desse ramo", conclui.


Mercado de luto cresce com o auxílio funeral e fatura R$ 7 bi

O DCI destaca que seguros e proteções já representam 5% dos R$ 350 milhões de faturamento obtido pelo Grupo Invita que reúne funerárias, cemitérios, crematórios e empresas de planos funerários em 13 estados do Brasil. Ao todo, o chamado mercado de luto movimenta R$ 7 bilhões por ano no País.

Segundo comunicado divulgado ontem, os planos oferecidos por essas empresas aos clientes, que antes se limitavam aos produtos funerários, passaram a também incluir seguros e assistências a partir de 2014. Os seguros atualmente comercializados garantem indenização em caso de morte, invalidez, doença grave, fratura nos ossos, hospitalização e outros eventos.

Os Planos de Assistência Familiar, pagos mensalmente por milhões de pessoas, atendem os públicos C e D. Esses, inicialmente apenas garantiam o atendimento emergencial às famílias na ocasião do óbito, mas hoje também oferecem serviços como rede de descontos em clínicas, academias, escolas e universidades, chegando a também ofertar material de convalescência, seguros, capitalização, empréstimos pessoais e um amplo leque de assistências (pet, veicular, etc).

Os novos negócios, que já equivalem a 5% dos R$ 350 milhões de faturamento do Grupo Invita, deverão representar 15% em até 4 anos. Hoje, os planos atendem mais de 3,5 milhões de pessoas.

Os seguros e assistências estão sendo garantidos pela seguradora Mongeral Aegon, com a qual o Grupo firmou em 2017 um acordo de exclusividade para comercializar as apólices no mercado brasileiro do luto.

O regime de exclusividade compreende não apenas a oferta de proteções para pessoas físicas, mas também a distribuição de seguros por meio de outras empresas que atuam nesse mercado que movimenta anualmente cerca de R$ 7 bilhões, conforme números do Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil (Sincep).

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Momento é de esperar para ver, diz CEO da Allianz

O grupo alemão Allianz, que fatura perto de € 130 bilhões ao ano, acaba de fazer uma grande aposta no mercado brasileiro, conta o Valor Econômico. Dono de uma das maiores seguradoras do mundo, assinou um cheque de R$ 3 bilhões para a compra da carteira de automóveis e ramos elementares da SulAmérica. Planeja ainda lançar planos de previdência, se a reforma da Previdência sair do papel.

“A nova compra é uma oportunidade de ganhar tamanho, acessar talentos e corretores. E, obviamente, ter ganhos de escala”, disse o alemão Oliver Bäte, presidente do grupo desde 2014, que falou ao jornal em passagem por São Paulo. No país, considerando o critério IFRS, a seguradora saiu de um prejuízo operacional de R$ 561 milhões em 2014 para um lucro de R$ 104 milhões em 2018.

Já na posição de investidor institucional, com a credencial de quem administra aproximadamente € 2,2 trilhões em investimentos, considerando a gestora Pimco, da qual o grupo é dono, o Brasil perde relevância. Bäte afirma que o momento ainda é de “esperar para ver” as reformas na prática para investir no país. Do portfólio total, só € 100 milhões estão aplicados no Brasil, nos segmentos de energia, distribuição de gás e data center.

“Melhorar a infraestrutura e a educação será importante para o país continuar sendo bem-sucedido como uma democracia. Vocês precisam construir algo como o ‘Brazilian Dream’”, disse.

Valor: Qual a estratégia da Allianz no Brasil, após a compra da carteira da SulAmérica?

Oliver Bäte: Quando me tornei presidente, tínhamos uma situação difícil no Brasil. E trabalhamos muito duro para mudar isso. No último ano, dissemos: agora que estamos fora de perigo, precisamos de maior participação, porque, quando não se está no topo, há desafios — com os intermediários, que nunca dão a mesma parcela de atenção; e com os talentos, particularmente no Brasil, que preferem empresas em posição de liderança. É diferente no Peru ou na Colômbia, onde os talentos locais preferem trabalhar em multinacionais. Para nós, a nova compra é uma oportunidade de ganhar tamanho, acessar talentos e corretores. E, obviamente, ter ganhos de escala. A SulAmérica criará uma empresa, que será combinada à nossa operação, processo que deve durar de seis a nove meses.

Valor: Qual o objetivo com a carteira de automóveis?

Bäte: O seguro de carro no Brasil é basicamente o ‘casco’ [cobre roubo, furto ou dano]. Por definição, o cliente desse produto tem mais dinheiro, porque quer proteger seu próprio bem, mas não queremos atingir apenas as pessoas ricas. O Brasil é um dos poucos países que não têm responsabilidade a terceiros obrigatória em seguro de carro, e aí está uma oportunidade. Estamos atentos a caminhões e frotas, área que precisamos investir porque é parte importante da economia. Sempre nos dizem que o seguro de carro está morrendo, porque o carro não será propriedade privada. Por um bom tempo, isso não será verdade, porque o custo médio do reparo está crescendo — e fortemente — devido às peças de carros elétricos.

Valor: A Allianz vai oferecer os produtos “pay as you use”, de pagamento conforme o uso?

Bäte: Temos essas tecnologias, mas veremos a preferência do consumidor. E não significa que esse produto seja melhor. Nos primeiros três anos de licença para dirigir, a propensão para ter um acidente é 15 vezes maior do que aos 30 anos. Mas a sociedade decidiu não tarifar o jovem no preço real porque ele não teria como pagar por nenhum seguro. Há um nível de subsídio cruzado nesse sistema e, portanto, o que a sociedade quer é a questão. Acredito na telemetria, mas por um motivo diferente: melhorar a forma de dirigir e controlar o risco. O poder da telemetria não é diferenciar o risco bom do ruim, é dar feedback de como o motorista dirige e, a partir daí, melhorar os riscos de forma geral.

Valor: Como a tecnologia está transformando o setor?

Bäte: Podemos ter tecnologia hoje para boas soluções de baixo custo. E isso é muito importante porque nossa indústria, historicamente, não foi eficiente. O produto tem um desenho muito complicado, há muitos papéis para assinar, muitas vezes exigido pelos reguladores. Essas coisas precisam ser simplificadas.

Valor: Com a queda do juro básico, como os resultados financeiros impactaram a empresa no país?

Bäte: Assim como a indústria, a Allianz está ficando mais eficiente — não esqueça que estamos na Alemanha, então, sabemos lidar com receitas financeiras menores. Mas precisamos contar menos com essas receitas e mais com performance operacional. No Brasil, estamos conseguindo isso com a revisão do portfólio e mudanças do sistema.

Valor: Qual a sua avaliação do cenário político no país?

Bäte: Não sou um especialista em política brasileira. Gosto da agenda de reformas, como a da Previdência e a tributária, mas também temos de ver a implementação. Então, estamos numa posição de ‘esperar para ver’ o quanto haverá de execução. Na Alemanha, há uma frase que diz ‘não há nada melhor do que as coisas que você realmente faz’. Se a reforma da Previdência for aprovada, vamos também trazer ao país os planos de previdência privada.

Valor: Como vocês pretendem atuar em previdência no país?

Bäte: Tínhamos há um tempo, mas os produtos que vocês têm são muito tradicionais, exigem muitas garantias e capital. A maioria dos produtos vendidos aqui são basicamente feitos por bancos. O tipo de produto que vai ser requerido, após a reforma, é mais em linha com o que gostamos de fazer, por outras fontes de distribuição e mais portabilidade.

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Resultado da Austral

O Valor Econômico anota que a Austral Seguradora registrou um aumento de 57% no lucro líquido no primeiro semestre ante o mesmo período de 2018. A empresa teve resultado de R$ 15,1 milhões entre janeiro e junho deste ano. Os prêmios emitidos, sem considerar a participação no consórcio do DPVAT, subiram 25% frente à primeira metade do ano passado, para R$ 187 milhões.

A seguradora, especializada em riscos corporativos, é controlada pela Vinci Partners e faz parte do grupo da Austral Re, de resseguros. Segundo a companhia, a alta do lucro líquido refletiu o foco em gestão de riscos e controle de despesas administrativas, que têm sido a tônica do mercado diante da queda da Selic.

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Número de beneficiários de planos de saúde cai 0,3% em 12 meses

Pesquisa divulgada ontem (9) pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) revela que o número de beneficiários de planos de saúde caiu 0,3% – o equivalente à perda de 133,3 mil vínculos – entre julho deste ano e igual mês do ano passado, somando um total de 46,99 milhões de pessoas, destaca a Agência Brasil. De acordo com o IESS, esta é a primeira vez, desde março de 2012, que as carteiras das operadoras de planos de saúde têm menos de 47 milhões de vínculos.

Segundo o superintendente executivo do IESS, José Cechin, a redução do número de beneficiários não está em desalinho com o que vem acontecendo no setor nos últimos anos. Cechin lembrou que, nos planos médico-hospitalares, o pico de queda foi sentido a partir de dezembro de 2014 e que 3 milhões de beneficiários deixaram os planos em 2015 e em 2016 – 1,5 milhão em cada ano, e mais um pouco em 2017.

“Foram mais de 3 milhões de perdas de vínculos de planos médico-hospitalares em 2015, 2016 e 2017. De então para cá, o setor veio andando de lado. Um momento sobe, um momento cai e fica oscilando em torno de 47,1 milhões e 47,2 milhões [de beneficiários]. Desta vez, oscilou para baixo”, disse Cechin à Agência Brasil.

Apesar disso, houve aumento de 2,2% na quantidade de vínculos com pessoas de 59 anos ou mais, o que equivale a 147,3 mil novos contratos, ressaltou.

Para Cechin, a redução de 0,3% registrada nos 12 meses findos em julho “é um pequeno soluço”, e a expectativa para o próximo resultado é de recuperação. Ele disse que tem sido assim nos últimos meses e que não acredita que isso tenha iniciado uma tendência de decréscimo do número de beneficiários." É apenas uma oscilação circunstancial, conjuntural.”

Cechin lembrou que as empresas costumam oferecer planos de saúde a seus funcionários: dois terços dos planos médico-hospitalares são corporativos. “Se, nas empresas, há desemprego, as pessoas que tinham emprego perdem o plano”, lamentou. Segundo ele, isso explica a grande saída de beneficiários dos planos de saúde em 2015 e 2016.

Ele disse que, quando a economia voltar a crescer, as empresas terão melhores condições financeiras e vão contratar pessoal que terá planos de saúde.

Odontológicos

Em contrapartida à queda de vínculos nos planos médico-hospitalares, os que cobrem tratamentos odontológicos mantêm trajetória de crescimento. Quando o segmento teve início, com regulamentação a partir de 2000/2001, havia menos de 1 milhão de beneficiários, lembrou Cechin. Atualmente, esses planos detêm 24,96 milhões de beneficiários, e a tendência é de expansão.

“É tradição desse mercado crescer continuamente, mesmo na recessão e na crise”, disse Cechin, que atribuiu a expansão do setor odontológico à mensalidade paga, que é mais baixa que a de um plano médico, e as pessoas podem pagar. Ele acrescentou que muitas empresas que gostariam de oferecer um plano médico a seus funcionários ainda não têm porte, nem economicidade, renda e finanças para tal, e optam pelo odontológico, cujo tíquete é bem mais baixo.

O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma entidade que promove e realiza estudos sobre saúde suplementar baseados em aspectos conceituais e técnicos que colaboram para a implementação de políticas e para a introdução de melhores práticas no setor brasileiro.