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11/09/2019
Autor: ESTADÃO & & VALOR ECONÔMICO & DCI
RISCOS CIBERNÉTICOS CARRO CHEFE EM UMA DÉCADA

CEO da Tokio Marine, aposta que em dez anos, seguro de riscos cibernéticos será carro-chefe do mercado

Fonte: Panorama do Seguro, do SindSeg-SP

A 37ª edição do programa Panorama do Seguro recebe o presidente da Tokio Marine Seguradora, José Adalberto Ferrara, que falou sobre o crescimento exponencial da companhia nos últimos cinco anos, os segmentos de seguros que mais se desenvolveram no primeiro semestre de 2019, as perspectivas para ano de 2020 e novos produtos da seguradora.

Segundo Ferrara, há estudos que comprovam que em dez anos o mercado securitário no mundo terá como carro-chefe os Seguros de Riscos Cibernéticos em substituição a atual carteira de Automóvel. “Nós entendemos que esse produto têm um potencial enorme de atingir, em especial, as pequenas e médias empresas, precisamos trabalhar na conscientização da importância desse risco no país. Essa é uma dica para os corretores e assessorias que nos assistem”, explica.

Sobre os novos produtos, ele diz que a seguradora completou o segmento de agronegócio, pois, até o momento, eles faziam somente o seguro de equipamentos agrícolas. “Agora completamos essa operação, estamos fazendo, também, o seguro de safras agrícolas. Quando falamos em agronegócios, somente 10% dos produtores agrícolas contratam seguro, então você tem 90% do mercado à disposição. O agronegócio é uma das molas propulsoras de desenvolvimento do nosso país e nós não poderíamos ficar de fora desse ramo”, conclui.

XP e Inter lideram recomendações para fundo de previdência privada

O DCI relata que a XP Investimentos e o Banco Inter têm liderança no valor percebido e nas recomendações dos consumidores para previdência privada. A tendência é de que cada vez mais novos players ganhem espaço no mercado segurador.

Os dados são do Estudo de Seguros, realizado pela CVA Solutions feita em julho, com 6.150 pessoas de todo o Brasil, que possuem conta corrente em banco. Do total, 49,8% (3.062) afirmam contar com Seguro ou Plano de Saúde, 41,8% (2.386) têm coberturas de automóveis, 33,8% (1.762) possuem seguro de vida, 22,3% (1.196) contam com uma apólice residencial e 21% (1.123) dizem possuir previdência privada.

O movimento de maior competição também é perceptível entre os clientes dos seguros de automóveis. No segmento, a Youse apontou a maior recomendação líquida.

'As insurtechs [fintechs de seguros] estão tornando esse mercado mais competitivo em preços, em atendimento multicanal e em agilidade. E com o crescimento desses novos players, o segmento tende a crescer e a melhorar seus benefícios aos clientes', comenta o sócio-diretor da CVA Solutions, Sandro Cimatti.

Ainda conforme o estudo, as seguradoras tradicionais também são citadas. O Bradesco, por exemplo, lidera a força de marca nos segmentos de previdência privada e nos seguros de vida. Já a Porto Seguro é líder nessa menção tanto no caso dos produtos de automóveis quanto nos residenciais.

Para Cimatti, muito ainda deve mudar no mercado segurador, principalmente frente a tendência de compartilhamento de bens (automóveis e residências), o que deve demandar coberturas mais específicas e por períodos mais curtos. 'A inteligência artificial e os carros autônomos também afetarão o mercado', diz.

Outro ponto trazido pelo estudo é que tanto os seguros quanto os planos de saúdes aparecem com a pior avaliação por parte dos consumidores. A nota total do segmento atingiu 6,93 de um total de 10. Todos os demais produtos tiveram notas superiores a 8.

Em saúde, Bradesco também lidera no quesito força de marca, com Unimed e SulAmérica ocupando a segunda e a terceira posição, nesta ordem.

Custo-benefício

De acordo com o levantamento da CVA Solutions, o valor percebido dos produtos de seguros, no geral, ainda é maior nas seguradoras tradicionais.

Em termos de seguros de automóveis, por exemplo, a avaliação de melhor custo-benefício ficou com Santander, seguido pela Youse e pelo Bradesco. No caso das apólices residenciais, os primeiros lugares ficaram com Porto Seguro, Santander e Itaú, nesta ordem.

Já em relação ao seguro de vida, o ranking foi ocupado por SulAmérica, Porto Seguros e Prudential, enquanto Mapfre, Allianz e Cassi tiveram o melhor valor percebido dos planos de saúde. A única exceção foi previdência privada, com a liderança da XP, seguida por Mongeral Aegon e Porto.

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Dona da Amil muda comando

O Valor Econômico informa que a UnitedHealthcare, dona da Amil, vai anunciar hoje a troca no comando da operação brasileira. O médico José Carlos Magalhães, que liderava a unidade do Chile, substitui Claudio Lottenberg que, por sua vez, vai presidir o conselho de administração, que será criado.

Lottenberg assumiu a presidência do UnitedHealthcare Group em 2016, num contrato com validade até 2021, com vários desafios. Entre eles, de reverter os resultados negativos. Em 2017 e 2018, a Amil apurou lucro líquido de R$ 54 milhões e R$ 8 milhões, respectivamente, mas ainda são considerados valores baixos para um grupo com receita na casa dos R$ 20 bilhões.

Na empresa há mais de 40 anos, Magalhães faz parte da chamada “velha guarda” da Amil –— como é conhecido internamente o grupo de diretores que acompanharam o fundador, Edson Bueno, desde a criação da operadora de saúde.

No setor, Magalhães é considerado um ótimo conciliador e tem a confiança de Molly Joseph, diretora-presidente global da UnitedHealthcare. O convite para voltar ao Brasil, após seis anos tocando as operações de Portugal e do Chile, partiu da própria Molly.

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Executivo da Rede D’Or é o nome mais cotado para assumir Qualicorp

O principal candidato a assumir a presidência da Qualicorp é Bruno Blatt, atual presidente da D’Or Consultoria, braço da Rede D’Or responsável pelos negócios de corretagem e consultoria de planos de saúde, segundo o Valor Online apurou.

Ainda segundo fontes, entre os pontos que estão na mesa de negociações é a mudança do executivo para São Paulo. Outros nomes de executivos de fora da Rede D’Or também estão sendo analisados, mas eles só serão acionados caso Blatt não aceite a proposta.

Blatt tem sido elogiado pelo trabalho que vem desenvolvendo nessa divisão da Rede D’Or, onde ingressou há quatro anos, sendo o responsável pelo crescimento da carteira de usuários de planos de saúde que hoje é de quase 2 milhões de vidas. Além disso, o executivo foi diretor na Qualicorp, entre 2009 e 2013.

No acordo de aquisição da fatia de 10% da Qualicorp, ficou acordado que seu fundador, José Seripieri Junior, deixa o negócio, permanecendo apenas como acionista. A Rede D’Or e Júnior vão deter 10%, cada, da Qualicorp. Ambos acionistas vão montar um grupo de controle para decisões estratégicas da companhia.

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Nova CPMF terá alíquotas de 0,2% e 0,4%, diz secretário

O Estadão destaca que a proposta do governo federal de reforma tributária deverá chegar desidratada ao Congresso Nacional. O secretário especial adjunto da Receita Federal, Marcelo Silva, indicou ontem que o plano do governo é começar a reforma com a troca do PIS/Cofins para um único imposto, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).

Segundo ele, somente num segundo momento é que seria enviada a proposta de criação da Contribuição sobre Pagamentos (CP), um tributo nos moldes da extinta CPMF, para reduzir gradualmente os impostos que as empresas pagam sobre a folha de salário de seus funcionários.

A alíquota do novo tributo prevista pela Receita é de 0,20% no débito e crédito financeiro (paga nas duas pontas, pelo pagador e pelo recebedor) e de 0,40% no saque e depósito em dinheiro, de acordo com a proposta do Fisco. O secretário adjunto é o articulador técnico da proposta com as equipes de auditores que trabalham nas mudanças.

A ideia de iniciar a reforma com a unificação apenas do PIS/Cofins era o caminho defendido pela área técnica da Receita desde o governo Dilma Rousseff. Os técnicos do Fisco também sempre foram favoráveis à recriação da CPMF para aumentar a arrecadação.

A proposição que chegou a ser discutida pela equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, era troca de até cinco tributos federais (PIS, Cofins, IPI, uma parte do IOF e talvez a CSLL) por uma única cobrança, o Imposto Único Federal.

As declarações do secretário adjunto, antecipando pontos ainda não divulgados, causaram desconforto na equipe econômica e no Congresso, onde há uma disputa pelo protagonismo em torno das propostas de reforma que tramitam no Senado e na Câmara.

Nessa “guerra” de propostas, o Senado cobra de Guedes que não envie um texto fechado e encaminhe as propostas de mudanças para os dois relatores.

A forma de tramitação será discutida hoje por Guedes e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Silva destacou que a forma de implantação da reforma tributária é diferente da previdenciária e deve ser feita “substituindo imposto por imposto”. Segundo ele, o desenho traçado é desonerar a folha de salários e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e apresentar a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), com alíquota de 11%.

Pela proposta do governo, serão mantidos os benefícios da Zona Franca de Manaus e do Simples.