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08/10/2019
Autor: ABGR & Estadão
EXPO RISK / XIII SEMINÁRIO ABGR

 

Expo ABGR 2019 vai debater nova Lei de Barragens


Evento será realizado nos dias 12 e 13 de novembro, no WTC São Paulo. Cerca de 3 mil participantes estão sendo esperados

A Associação Brasileira de Gerência de Riscos (ABGR), entidade sem fins lucrativos que une os risk managers do país às grandes seguradoras, já iniciou os preparativos para o maior evento do setor na América Latina, a Expo ABGR 2019.
A expectativa de público para o evento deste ano, que acontece no World Trade Center São Paulo, nos dias 12 e 13 de novembro, é de mais de 3 mil pessoas ao longo do XIII Seminário Internacional da ABGR, que se renovou, trazendo mais assertividade no temário e na abordagem do conteúdo, e da sua feira de negócios.
Atualidade – Os principais temas que irão ocupar a plenária durante os dois dias de exposição e debates já estão definidos. São eles: Projeto de Lei de Barragens e Garantias Contratuais; Cyber Risks e LGPD; Seguro Ambiental, mudanças climáticas e Agro; Medida Provisória da Lei de Liberdade Econômica; Merge & Acquisition (M&A) Risks; Benefícios, Previdência e Saúde; o futuro e tendências do Setor Logístico; Recomendações x Obrigações Legais LP e BCP na Engenharia de Risco; estruturação de Políticas de Seguros, incluindo política para salvados; Property & Casualty (P&C); Transportes e Logística.
Durante o lançamento do evento, em setembro, foram anunciadas as ações que irão oxigenar os processos internos da ABGR, aproximá-la ainda mais dos players da área de seguros, resseguros e corretagem, e internacionalizar os padrões do setor. Grandes seguradoras, resseguradoras e corretoras prestigiaram o evento.
A atual presidente da ABGR, Cristiane França Alves, afirma que a ideia, com o reposicionamento, é estarem mais próximos dos gestores de riscos e mais atualizados com os temas em voga. “Estamos com um olhar mais 360º, pensando no meio-ambiente, no social, e não só economicamente”, completa, dizendo que os seguros não mudam, mas o olhar e o cuidado que antes não eram tidos como prioridades, agora são.
As inovações preparadas para a EXPO ABGR 2019 mostram que esse discurso já está sendo colocado em prática. As mudanças também buscam o alinhamento dos valores da entidade às 17 metas para o desenvolvimento sustentável estabelecidas pela ONU para a segurança do planeta.
Entre as novidades apresentadas, estão as cotas de patrocínio, que trazem consigo inovações tecnológicas aliadas a oportunidades de negócios. A principal delas será a Platinum, cujo patrocinador terá a exclusividade de ser o grande anfitrião do evento, seguida pela Gold. Nesta categoria, já está garantida a participação da gigante internacional Mapfre Seguros.

INVESTIMENTO:

Os ingressos para a EXPO ABGR 2019:

R$100 para associados e R$200 para não associados.

XIII Seminário Internacional da ABGR:

R$1.600 para Associados e R$ 2.000 para não associados.

Serviço |
Expo ABGR 2019
Data: 12 e 13 de novembro
Local: WTC São Paulo, Av. das Nações Unidas, 12551

Sobre a ABGR | A Associação Brasileira de Gerência de Riscos é uma entidade sem fins lucrativos dedicada ao desenvolvimento, aprimoramento e divulgação da Gerência de Riscos no Brasil. Congregando em seu quadro associativo empresas compradoras de seguros de todos os segmentos produtivos, tem como principal objetivo defender os seus interesses junto ao mercado segurador e entidades governamentais.
Além de manter representações em vários estados do país, é parceira internacional das mais importantes organizações de risk management do mundo, transmitindo as mais recentes tecnologias e tendências do mercado global (coberturas, novos produtos etc.) aos seus associados.
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Petrobrás negocia programa bilionário de seguros

O Estadão informa que a Petrobrás abriu disputa para renovar o seu programa bilionário de seguros. Considerado o maior do Brasil e um dos mais relevantes do mundo no setor de petróleo, o contrato é estimado em cerca de US$ 150 bilhões em importância segurada.

O prazo para envio de propostas terminava inicialmente na sexta-feira, mas foi adiado até esta quarta-feira, 9. Na disputa, está o consórcio responsável pelo contrato nos últimos anos, liderado pela americana Chubb Seguros e que conta com a japonesa Tokio Marine e a espanhola Mapfre. Outra candidata é a brasileira Austral, controlada pela Vinci Partners e que tem crescido no setor de petróleo. Ambos os grupos contam com suporte de resseguro, o seguro das seguradoras.

O programa de seguros da Petrobrás contempla ativos offshore, como plataformas, por exemplo, e os onshore, tais como refinarias e oleodutos. O prazo do contrato tem sido de 18 meses. Nos últimos anos, a Petrobrás tem desembolsado menos recursos para contratar seguros em meio à melhora do seu risco operacional. Isso reflete, principalmente, a reviravolta sob o ponto de vista de gestão após a Operação Lava Jato.

Além disso, a estatal enxugou a apólice na última renovação, transferindo menos riscos para as seguradoras, e optou por fatiá-la em vários segmentos conforme a modalidade, como riscos de petróleo, operacionais e transporte. Antes, a Petrobrás fazia apenas um certame para todo o contrato.

Procurada, a Petrobrás não comentou. As seguradoras Chubb, Tokio Marine, Mapfre e Austral também não se manifestaram.

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Indústria vai produzir, no ano, 200 mil carros menos que o previsto

O Estadão informa que a indústria automobilística brasileira vai produzir 200 mil veículos menos em relação ao que havia projetado no início do ano. A maior parte da queda virá da redução das exportações para a Argentina, que devem somar apenas 175 mil unidades ante 370 mil previstas em janeiro.

Com a revisão dos números divulgada ontem pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o setor deve encerrar o ano com produção de 2,94 milhões de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, volume 2,1% maior que o de 2018. Antes, a previsão era de crescimento de 9%.

Em razão do desempenho inferior ao esperado, algumas montadoras planejam dar férias coletivas de fim de ano maiores que as de 2018 e até mesmo estudam lay-off (suspensão temporária de contratos de trabalho) em janeiro – caso, por exemplo, da Volkswagen.

O volume de exportações foi reduzido de 590 mil para 420 mil veículos, o que representará queda de 33% na comparação com o ano passado.

O presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, afirma ser “pouco provável que o mercado argentino se recupere em 2020”. O país passa por severa crise econômica. Em 2018, foi responsável por 70% das exportações das montadoras brasileiras, participação que hoje está em 50%.

O mercado interno de automóveis e comerciais leves também será inferior ao previsto – em 60 mil unidades –, e deve somar 2,8 milhões de veículos, alta de 9,1% em relação ao ano passado. Em janeiro, a previsão era de crescimento de 11,4%.

Moraes ressalta que o resultado pode ser melhor, principalmente se a reforma da Previdência for aprovada. “Seria bom que parassem com esse tititi o mais rápido possível e que tivéssemos uma reforma robusta.” Ele também conta com a intenção dos bancos de liberarem mais crédito nesse segundo semestre em relação ao de 2018.

De janeiro a setembro, a indústria produziu 2,258 milhões de veículos, 2,9% a mais que em igual período do ano passado. As vendas internas aumentaram 9,9% (2,029 milhões de unidades), enquanto as exportações despencaram 35,6%, para 337,5 mil unidades. Em 12 meses, as fábricas cortaram 4,6 mil vagas e hoje empregam 127,9 mil trabalhadores.

 

Os dados como aliados na promoção de saúde

Por Vera Valente, Diretora Executiva da FenaSaúde, no Estadão.com

A Lei Geral de Proteção de Dados (n° 13.709/2018) é tanto decorrência quanto exigência de uma sociedade cada vez mais conectada, que compartilha e dissemina informações de maneira crescente. Uma sociedade em rede, que produz progresso, mas também impõe cautela, cobra segurança e recomenda cuidados.

Há ganhos inegáveis para a sociedade. A expectativa é de que a LGPD traga mais transparência nas relações que envolvam tratamento de dados, regras mais claras, ambiente mais seguro e confiável para o cidadão, assim como maior segurança jurídica para as organizações públicas e privadas.

O Brasil aproxima-se das melhores práticas internacionais, aliás, exigência para nosso ingresso na OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Nossa lei inspira-se e, em muitos aspectos, reproduz a lei europeia, uma das mais avançadas do mundo sobre o assunto.

Dados pessoais de saúde são classificados como sensíveis e impõem os maiores cuidados e restrições de uso. O desafio é ainda maior em razão da multiplicidade de atores que envolvem a cadeia de saúde (hospitais, profissionais médicos e odontológicos, laboratórios, beneficiários).

A disponibilização de dados será sempre feita de maneira rigorosa, mas é bom ter claro que ela pode trazer enormes benefícios para a saúde do cidadão. O uso cada vez mais intenso da telemedicina e da inteligência artificial estão entre estas possibilidades.

Um exemplo claro de benefícios do uso dos dados é a implantação em maior escala do prontuário eletrônico, permitindo ao profissional de saúde prestar atendimento mais personalizado e adequado a cada paciente. A troca de informações sobre pacientes também pode redundar em mapeamento de condições epidemiológicas de grupos populacionais dando origem a melhores políticas públicas para promoção da saúde e prevenção de doenças.

A nova lei entrará em vigor em agosto de 2020. Pode parecer muito, mas o tempo é exíguo para tamanha adaptação – em pesquisa recente, a Serasa Experian constatou que 85% das empresas ainda não estão prontas para atender as exigências da lei. A vida de instituições públicas e privadas será severamente impactada. É correr contra o relógio.

Também por isso, será fundamental, no caso da saúde suplementar, o melhor diálogo entre a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e a recém-criada Autoridade Nacional de Proteção de Dados.

Com transparência, ética e total respeito à legislação, o bom emprego da informação pode ser grande aliado na reorganização do sistema de saúde. O tratamento de dados dos cidadãos à luz da LGPD colabora para um ambiente digital mais seguro o que fomenta inovações tecnológicas na área da saúde em benefício de toda sociedade.