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09/10/2019
Autor: Revista Apólice & Valor Econômico & O Globo
LGPD SERÁ UM DOS TEMAS DO XIII SEMINÁRIO INTERNACIONAL DA ABGR

Como a LGPD pode impulsionar a inteligência das empresas brasileiras

A nova lei pode representar o início de uma nova fase para as empresas, levando os executivos e gerentes a entenderem quais são as mudanças e cuidados necessários

O que é necessário para uma empresa ter sucesso em sua jornada de transformação digital centrada em dados? Se você disse adotar as megatendências de TI, como a computação em nuvem, internet das coisas e Big Data, saiba que isso não é o suficiente. Cada vez mais, as organizações precisam focar suas estratégias em uma avaliação que inclua pessoas, processos e tecnologia. Somente assim será possível construir operações inteligentes e seguras, realmente preparadas para os novos desafios da era das informações.

A explicação para isso está no simples fato de que adotar uma nova tecnologia não basta para transformar uma companhia – e tampouco para fazê-la entender e alcançar as vantagens das ferramentas digitais. Estudos indicam que aproximadamente 60% dos vazamentos de dados sigilosos (do negócio ou dos clientes) começam de maneira interna, com erros cometidos pelos próprios colaboradores das empresas. Por isso, antes de se preocupar somente com as plataformas e soluções de análise de dados, as companhias deveriam avaliar detalhadamente os processos internos e orientar as pessoas que estão envolvidas em cada etapa do negócio.

É justamente por isso que as novas regulamentações, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), podem se tornar uma grande oportunidade para as empresas brasileiras. Embora pesquisas globais apontem que 70% dos diretores de TI consideram o processo de implementação de novas regulamentações como um possível fator de risco para suas operações. A verdade é que a adoção de leis específicas oferecerá regras mais claras aos gestores, mostrando o que será preciso fazer ou mudar para utilizar o máximo potencial das informações dentro das rotinas de cada unidade ou departamento.

Sendo assim, mais do que regular o cenário, a nova lei pode representar o início de uma nova fase para as organizações, levando os executivos e gerentes a entenderem quais são as mudanças e cuidados necessários para que suas empresas alcancem o real potencial dos dados (e da tecnologia) como fonte para a geração de negócios. Isso porque manter uma operação em conformidade com a regra não será apenas uma “questão do jurídico” ou de um ou outro departamento. A nova regulamentação exigirá um avanço conjunto e integrado, com pessoas bem orientadas, processos adequados e tecnologias que, enfim, permitam que as companhias atendam melhor seus consumidores.

A melhor maneira de fazer essa transformação é avaliar como as companhias podem aproveitar esses padrões obrigatórios para tornar a gestão de dados mais simples e inteligente. Este será, sem dúvidas, um dos principais desafios e focos impostos pela legislação. O objetivo, desde já, deve ser encontrar modos para deixar os processos de coleta, armazenamento e utilização dos ativos digitais mais inteligentes e confiáveis.

Questionar quais são os dados sensíveis coletados e evitar duplicidades e inconsistência será vital para as companhias a partir de agora. Por exemplo: imagine que sua empresa tem um site que exige que o cliente informe o CPF, endereço e religião antes de iniciar o atendimento. Sabendo que todos os dados devem ser protegidos e que sua empresa precisa garantir a total privacidade, será que valerá a pena manter todos estes dados sensíveis em sua ficha? A resposta é certamente não.

Em tempos de máxima preocupação com a experiência dos clientes, ter um dado desnecessário é correr mais riscos de colocar a identidade e a privacidade desse consumidor em risco. Ainda mais quando nos lembramos de que a pena para algum tipo de violação será a aplicação de multas, sanções comerciais e, principalmente, danos à imagem das marcas.

O exemplo citado é interessante porque une os três principais pontos relacionados à geração e utilização de informações digitais, que foi mencionado no começo deste texto. Ele resume porque a LGPD e sua regulações poderão ajudar as companhias a serem mais hábeis no mundo digital. Se é impossível deixar uma operação longe do mundo online, o jeito agora será pensar bem as estratégias e ações para mitigar os riscos e maximizar os resultados.

É evidente que nesse cenário as empresas precisam avaliar as informações necessárias, ajustar seus processos e, com esta avaliação, definir as ferramentas tecnológicas certas para satisfazer suas demandas internas e os desejos de seus clientes. Em uma pesquisa recente, mais de 60% dos executivos de TI (CIOs) admitiram ainda estarem em dúvidas sobre os processos.

Sendo assim, poderemos acelerar os investimentos em tecnologia adequada para o uso de informações dentro das empresas, definindo os processos que ajudarão a correção. Estamos caminhando de forma única e sem precedentes na história das empresas. Nunca foi possível avaliar e predizer o comportamento dos clientes a partir de informações fornecidas diretamente pelo comprador como hoje em dia. Todavia, essa aparente facilidade pode trazer consequências, exigindo mais comprometimento, atenção e eficiência das companhias.

O avanço da tecnologia e o surgimento da nova lei podem ser a combinação que faltava para estimular a inovação dentro das empresas que buscam diferenciação no mercado. Estamos caminhando para novos modelos de trabalho e é hora de entender qual será o caminho e a regra a ser seguida para a nova jornada digital.

* Rodrigo Boschetti, sales engeneer da Stibo Systems

Leilões da ANP e venda de ativos da Petrobras animam seguradoras

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Valor Econômico informa que a nova rodada de leilões da Agência Nacional de Petróleo (ANP), com início previsto na próxima quinta, e o processo de venda de ativos da Petrobras elevaram a demanda por seguros de óleo e gás no país. Segundo executivos do setor, o ano de 2019 deve consolidar a retomada do segmento identificada no ano passado, depois de anos de vendas em queda.

Dados compilados pela seguradora Austral mostram que os prêmios gerados pelo setor devem somar R$ 700 milhões neste ano, o que representa um crescimento de apenas 5% em comparação a 2018, mas um avanço de quase 140% em relação aos R$ 292 milhões verificados em 2017. O levantamento considera apólices para a atividade de extração, desenvolvimento e produção, com mais representatividade “offshore” (extração no mar) do que “onshore” (na terra), em itens como plataformas, sondas e navios, por exemplo.

“A retomada dos leilões da ANP é peça-chave para a indústria de óleo e gás, mas o setor de seguros tenta surfar nessa mesma onda”, diz Rodrigo Campos, diretor de subscrição da Austral, empresa que registrou R$ 228 milhões em prêmios emitidos em riscos de petróleo em 2018, mais que o dobro do registrado no ano anterior. A ANP deve promover uma sequência de três leilões de óleo e gás em menos de um mês, com início na próxima quinta-feira, dia 10, quando fará a 16 rodada de concessões.

Segundo antecipado pelo jornal, ao todo, 17 petroleiras se inscreveram para disputar 36 blocos para exploração, em águas profundas e ultraprofundas, do litoral Sudeste e Nordeste. Já no dia 6 de novembro está previsto o megaleilão de excedentes da cessão onerosa e, no dia seguinte, a 6 rodada do pré-sal, para a qual 13 empresas já foram habilitadas.

Nessa fase dos leilões, as seguradoras costumam ser consultadas para a contratação principalmente do seguro garantia “bid”, que garante que a empresa irá assinar o contrato caso vença o certame. Além disso, elas são procuradas para a venda de seguro garantia de performance, obrigatório para o concessionário ou contratado para fazer frente aos riscos do programa exploratório mínimo, que pode durar até oito anos.

“Temos sido consultados para a contratação de ambas as garantias, principalmente de empresas multinacionais”, diz Pedro Mattosinho, líder de seguro garantia da Zurich Seguros. “Agora, do ponto de vista do risco dos seguros garantia de performance, não é algo trivial, porque eles são de longo prazo.” O setor de óleo e gás representa entre 10% e 15% da carteira de exposição de riscos da Zurich, mas o executivo acredita que há espaço para crescimento. Segundo Mattosinho, no geral, as taxas desses seguros estão estáveis em relação ao praticado nas rodadas anteriores da ANP.

Porém, as seguradoras que tiveram sinistros no passado podem ser mais cautelosas em assumir os riscos. Embora no momento do leilão o prêmio gerado pelo setor de óleo e gás para as seguradoras seja baixo — estima-se que, neste novo ciclo, fique em torno de R$ 100 milhões —, com o passar do tempo novas apólices vão sendo contratadas, e não apenas pelos vencedores do leilão, mas por toda a cadeia de fornecimento. Essas empresas foram penalizadas nos últimos anos pelos desdobramentos da operação Lava-Jato.

A Petrobras também deve contribuir para acelerar as contratações de seguros, por conta das vendas de ativos em curso. A estatal iniciou o processo de venda de oito refinarias, que representam cerca de 50% da capacidade de refino nacional, ou 1,1 milhão de barris por dia de petróleo processado.

“As empresas que comprarem esses ativos vão ter de começar a contratar programas de seguros, o que deve gerar mais prêmios ao mercado”, afirma Wellington Zanardi, diretor das áreas de grandes indústrias e energia da corretora Marsh Brasil.

A Petrobras também deve agitar o mercado nesta semana, com recebimento de propostas para seu próprio programa de seguros. No total, são quase US$ 170 bilhões em ativos segurados por 18 meses, com a expectativa de geração de US$ 50 milhões em prêmios, segundo duas fontes consultadas. A franquia é de US$ 180 milhões por ocorrência, o que significa que a estatal absorve perdas até esse patamar.
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Wiz e Galápagos

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Valor Econômico registra que a Wiz Soluções de Corretagem de Seguros celebrou um acordo operacional com a Galápagos Capital para a estruturação de uma operação de distribuição, comercialização e pós-venda de crédito com garantia imobiliária na modalidade “home equity”.

A Wiz será responsável pela estruturação de um canal omnichannel de distribuição e comercialização do produto, por meio da captação de parceiros ou por sua rede. A Wiz BPO Serviços de Teleatendimento atuará diretamente no relacionamento com o mutuário, além da execução de todas as etapas da esteira de produção do produto, prestando serviços de backoffice, tais como análise de crédito, avaliação e vistoria do bem oferecido em garantia, gestão de documentos e cobrança.

A Galápagos será responsável pela estruturação financeira e disponibilizará os recursos necessários para a concessão do crédito. Adicionalmente, Wiz e Galápagos constituirão uma sociedade de propósito específico para, em regime de exclusividade, explorarem em conjunto oportunidades para a concessão de crédito home equity.
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Renovação de seguro é novo entrave na Rodovias do Tietê

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Valor Econômico destaca que as negociações entre a Rodovias do Tietê e seus debenturistas continuam sem consenso e as dificuldades da empresa aumentam. Na semana passada, a concessionária informou que o contrato com a seguradora Pottencial foi cancelado. Na análise da agência de avaliação de risco Moody’s, a falta de seguro-garantia para suas operações poder levar à decretação do vencimento antecipado da concessão.

No dia 2, a empresa informou em fato relevante o término do contrato com a Pottencial, seguradora que cobriu suas atividades operacionais nos últimos três anos. A Rodovias tentava na Justiça prorrogar o contrato. Havia uma decisão liminar que mantinha o contrato com a seguradora e que permaneceu em vigor até 1º de outubro. A companhia ressalta que ainda não houve uma decisão a respeito do mérito da questão. E informa que está “envidando todos os esforços para garantir condições equivalentes de cobertura”.

A Moody’s, em relatório, afirma que o evento é negativo do ponto de vista da análise do crédito da empresa, “uma vez que o seguro é obrigatório, conforme o contrato de concessão e a falta dele poderá levar à rescisão antecipada da mesma”. Segundo a Moody’s, a rescisão aumenta a incerteza sobre a continuidade da empresa e as discussões sobre a reestruturação.
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Inteligência artificial garante avanços no tratamento de doenças e agilidade na internação de pacientes

O Jornal Nacional (vídeo no link) está apresentando, nesta semana, reportagens especiais sobre o uso crescente da chamada inteligência artificial — máquinas que aprendem a fazer coisas, a analisar, a tomar decisões.

Nesta terça (8), Sandra Passarinho e Rogério Lima mostram como essa tecnologia tem ajudado profissionais de saúde e os pacientes deles.

A conexão entre máquinas e hospitais já começou. Não se vê a inteligência artificial trabalhando, mas ela pode complementar o diagnóstico dos médicos de forma quase mágica e até antecipar decisões.

Ganhar tempo é fundamental.

No Hospital Albert Einstein, São Paulo, existe um Centro de Controle Operacional, onde há um sistema tecnológico movido a inteligência artificial que permite aos profissionais do hospital poderem fazer uma previsão do que vai acontecer com as pessoas que estão acabando de chegar.

“Nós estamos aqui dentro desse centro, acompanhando o que está acontecendo em tempo real no pronto-socorro”, explicou Tatiane Canero, gerente de Apoio Assistencial.

Quando o paciente chega, o sistema consegue calcular a chance de ele ser internado, apenas com os dados coletados no primeiro atendimento, como pulso e pressão.

A inteligência artificial se baseia em um enorme banco de dados de casos anteriores para fornecer uma análise correta. A previsão de acerto é de 90%.

“Ou seja, antes do médico prescrever a internação, numa mediana de 57 minutos, eu já sei que esse paciente vai internar. Então, eu consigo preparar o leito e levar o tempo de espera ao tempo mínimo ou zero”, explicou Tatiane Canero.

No Instituto do Câncer do Ceará, em Fortaleza, onde 70% dos pacientes são atendidos pelo SUS, medicina e tecnologia também andam juntas. Uma plataforma de inteligência artificial, desenvolvida por uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, está ajudando médicos a encontrar o melhor tratamento para pacientes com câncer.

Os dados do paciente e o resultado de exames são inseridos no programa que procura as informações mais atualizadas e relevantes no mundo sobre o tipo de câncer que o paciente tem. A máquina, ao cruzar e analisar em tempo recorde todo este material, propõe opções de tratamento.

“Ele coloca ainda como opção uma cirurgia maior, no contexto da paciente. O interessante é isso, é porque ele direciona o tratamento para a situação dela”, explicou o médico Erick Siqueira Campos de Oliveira.

“Essa mega inteligência que vai ajudar o médico no melhor tratamento. Muito bom, você já fica mais tranquila”, contou a paciente Iara Holanda.

Nenhum médico conseguiria obter, sozinho, tantos dados sobre uma doença.

“Nós temos cânceres com quase 700 formas de tratar, dependendo do tipo de câncer”, disse Pedro Menelau, CEO do Instituto do Câncer do Ceará.

“Daí a importância de a gente ter um instrumento que processa esses dados e traz informações validadas, para que a gente possa atuar dentro da decisão terapêutica”, continuou o médico Erick Siqueira Campos de Oliveira.

De volta ao Hospital Albert Einstein, uma sala é uma espécie de central de vigilância. Todas as atividades do hospital são monitoradas 24 horas por dia em tempo real.

“Se existe um paciente com febre e que não foi medicado para febre em meia hora, o sistema vai alarmar. Esse profissional não clínico tem a obrigação de, ao tocar o alarme, entrar em contato com aquela área e saber o que está acontecendo”, explicou Sidney Klajner, presidente do Hospital Israelita Albert Einstein.

A tecnologia tem um papel cada vez maior na medicina. Mas até que ponto estamos dispostos a permitir que algoritmos tomem decisões sobre a vida? Afinal, a máquina sabe tudo sobre a doença, mas não está ao lado da pessoa quando ela mais precisa.

A decisão final sobre um tratamento ainda é dos médicos, com o apoio do paciente.

“Porque, afinal, existem variáveis que não são analisadas e não são vistas pelos cálculos do robô, mas que precisam dessa relação humana”, explicou o médico Erick Siqueira Campos de Oliveira.

“Na verdade, a tecnologia na saúde não é um fim. Ela é um meio. Ela vai ajudar o enfermeiro a ter mais tempo livre para estar junto com o seu doente, à medida que ela consegue executar atividades repetitivas que a máquina pode fazer. E há algumas atividades que só o profissional de saúde pode fazer. E essas não há substituto”, disse Cláudia Laselva, diretora de Operações e Enfermagem.


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