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10/10/2019
Autor: Folha de SP & Estadão & Monitor Mercantil
GESTÃO DE RISCOS LOGÍSTICOS

Transporte de cargas


Com a aproximação do Dia das Crianças e do Natal, datas que mobilizam fortemente o comércio, o movimento de transportes de cargas se torna mais intenso em todo o país. De acordo com o levantamento do Porto Seguro Transportes, neste momento de abastecimento do mercado há uma procura maior para fechamento de novos negócios, que corresponde a um acréscimo de 10 a 15% a mais no segundo semestre em relação ao primeiro, uma média dos últimos três anos.

Segundo Rose Matos, gerente do Porto Seguro Transportes, o período afeta o mercado de transportes porque intensifica o movimento, tanto no volume de clientes vigentes quanto na procura do fechamento de novos negócios. "Os riscos tendem a aumentar em valores, já que há uma concentração de cargas em um único veículo, como também na frequência de embarques, o que gera aumento na importância segurada", explica.

De acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo, o Índice de Estoques (IE) do comércio paulistano teve queda de 1,7% em junho. Para não ocasionar em perdas de vendas e de clientes, a Federação recomenda que os empresários fiquem atentos à logística para que não faltem mercadorias.

"É um momento importante para o comércio e garantir a entrega da carga é fundamental para atender a demanda e alcançar a estimativa de vendas", pontua Rose. "A atividade, no entanto, envolve riscos, e contratar um seguro é uma forma de minimizar os transtornos, além de manter as atividades da empresa com mais segurança", enfatiza.

O Porto Seguro Transportes oferece serviços que podem ser contratados tanto por donos de mercadorias a serem transportadas, para cobrir danos à carga, quanto por empresas transportadoras, para garantir as cargas de terceiros transportadas sob sua responsabilidade. Na contratação, como também na manutenção do seguro, é fundamental a participação do corretor. "Eles são responsáveis por acompanhar o processo do seguro para obter informações sobre a possibilidade de risco que o transporte possa ter. E, caso tenha alteração ou novidade no decorrer do contrato, eles comunicam à seguradora", alerta. "Com isso, conseguimos atender de acordo com as necessidades do cliente e garantir a segurança do produto até o destino final", conclui.

Petrobras adia proposta para programa de seguros bilionário pela 2ª vez

O Estadão registra que a Petrobrás adiou pela segunda vez a entrega de proposta de interessados em participar da renovação do seu programa bilionário de seguros. O prazo que terminaria ontem foi postergado para esta quinta-feira, dia 10. A nova extensão teria ocorrido em meio a questões internas da Petrobrás.

Em jogo, estão cerca de US$ 170 bilhões em importância segurada e prêmios da ordem de US$ 50 milhões, em um momento de retomada do segmento de petróleo para o mercado de seguros no Brasil. O segmento contabiliza quatro anos de queda nas contratações, na esteira da Operação Lava Jato.

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A solução fica para depois

A revista Exame relata que a reforma da Previdência vai ter impacto não apenas nos cofres do governo mas também no bolso dos brasileiros. Com exceção daqueles que atualmente recebem um salário mínimo e que receberão o mesmo valor durante a aposentadoria, os demais 33% que hoje contribuem para a Previdência pública terão de buscar alternativas de investimento caso queiram manter o padrão de vida. São cerca de 19 milhões de pessoas - de um total de 58 milhões com recolhimentos para o Instituto Nacional do Seguro Social. A opção natural seria procurar investimentos de longo prazo, como os planos de previdência privada. Não foi o que aconteceu, pelo menos até o momento.

Nos últimos três anos, o número de pessoas com previdência privada no Brasil manteve-se estável em 13 milhões. O que mudou foi o volume médio de recursos destinados a esses produtos, o qual passou de 50.800 reais, em 2016, para 64.950, em junho de 2019. Com o aumento, o patrimônio do setor passou de 612 bilhões de reais há três anos para 866 bilhões no final de agosto. "Quem já investe em previdência privada sabe que terá de investir mais daqui para a frente para compensar as mudanças nos benefícios da previdência pública", afirma Jorge Nasser, presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida. É urgente, portanto, explicar aos que não poupam que - caso possível - precisarão fazer uma reserva própria.

A queda da taxa básica de juro também contribui para que os brasileiros tenham de investir mais ou durante mais tempo. Um estudo da gestora britânica Schroders, que tem 536 bilhões de dólares sob gestão no mundo, mostra que, quando os juros reais no Brasil eram de 7% ao ano, o trabalhador precisava colocar o equivalente a 5% do salário em previdência privada ao longo de 40 anos para manter o mesmo padrão de vida por 30 anos de aposentadoria. No entanto, com os juros reais hoje na casa dos 3%, é necessário destinar 15% da renda mensal para obter o mesmo resultado. "Essa diferença brutal se dá porque os juros que trabalhavam a favor da rentabilidade estão mais baixos, daí a necessidade de um volume maior de dinheiro para chegar ao mesmo produto", diz Daniel Celano, presidente da Schroders Brasil.

Existe uma estimativa básica de quanto cada poupador deve guardar para conseguir manter o padrão de vida durante a aposentadoria. Aos 35 anos, ele precisa ter guardado o equivalente a um salário anual - de, digamos, 50.000 reais. Aos 45, o valor deve saltar para três salários anuais, ou seja, 150.000 reais. E, aos 55, deve ser multiplicado por 6, para 900.000 reais. Por fim, ao chegar aos 65 anos, o ideal seria o poupador ter acumulado 1,2 milhão de reais, nove vezes o salário anual.

O problema dessa equação que olha para o futuro é que falta dinheiro já no presente: 44% das famílias brasileiras têm algum tipo de endividamento, segundo o Banco Central. Por causa da atividade econômica cambaleante, a renda média diminuiu 1,3% no segundo trimestre, para 2.290 reais. Ao mesmo tempo, o número de trabalhadores sem carteira assinada está em 11,5 milhões, enquanto a população disponível para trabalhar mais horas, chamada de subocupada, bateu o recorde de 7,4 milhões de pessoas. Da mesma forma, o total de brasileiros que trabalham por conta própria alcançou 24 milhões, o maior número desde 2002. Fora isso, há ainda os desempregados e desalentados. Na outra ponta, as pessoas que atualmente têm planos de previdência privada compõem a fatia com recursos disponíveis para investir. "São pessoas com renda mensal de mais de 4.000 reais", afirma Cláudio Sanches, diretor de produtos de investimento e previdência do banco Itaú.

Para ampliar a base, as seguradoras que oferecem planos de previdência elevaram em 34% o número de fundos nos últimos três anos, de modo a atender a todos os perfis de investimento e de bolso. No Itaú e no Santander, é possível investir a partir de 30 reais por mês. Além disso, as seguradoras extinguiram a taxa de carregamento - valor cobrado para entrar e sair dos fundos de previdência - e reduziram as taxas de administração. Em fundos de renda fixa, que ainda hoje representam a maior fatia do setor, as taxas vão de 0,3% a 2% ao ano. Já nos fundos que demandam gestão ativa, como os de renda variável e os multimercados, elas variam de 2% a 3% ao ano. "As pessoas estão migrando para produtos mais rentáveis, em geral, atrelados a ativos de maior risco", afirma Henrique Diniz, superintendente de previdência privada da Icatu Seguros.

Ao que tudo indica, os brasileiros sabem que está em curso uma reforma que vai mudar o regime previdenciário e mostram-se curiosos sobre suas consequências. Isso fica claro ao analisar as buscas no Google: conforme são divulgadas notícias sobre o tema, como a aprovação do texto pela Câmara dos Deputados, em julho, acentuam-se as pesquisas pelo termo "previdência". No entanto, não existe uma correlação direta com as buscas pela expressão "previdência privada". Um estudo da Universidade de Oxford, encomendado pela seguradora Zurich, mostra que 30% dos brasileiros de 30 a 39 anos se preocupam com a possibilidade de não ter recursos suficientes na aposentadoria. Mas, na prática, somente 36% das pessoas de 40 a 54 anos fizeram algum tipo de poupança em 2018. "Ainda existe uma longa jornada financeira pela frente", afirma Fabiano Lima, diretor de vida, previdência e capitalização da Zurich.

Depois de concluída a aprovação da reforma da Previdência tal qual está em tramitação no Senado, o Brasil vai definir o modelo de regime previdenciário que será adotado. Uma das opções é que parte da acumulação para a aposentadoria continue a ser feita pelo sistema de repartição (em que os trabalhadores na ativa contribuem para o custeio dos benefícios dos aposentados), enquanto outra parte seja compulsoriamente gerida por entidades de previdência complementar, como fundos de pensão, além de uma terceira parte de capitalização voluntária para os que desejam uma renda maior na aposentadoria e possam arcar com o custo. Esses planos são oferecidos por seguradoras que, nos últimos anos, vêm adotando medidas para tornar o investimento em planos privados mais palatável para os poupadores. No fim das contas, um aumento maior na demanda deverá vir quando a economia brasileira voltar a crescer. Aí, sim, os brasileiros poderão se planejar financeiramente para o futuro - pelo menos é o que se espera.

Estado de São Paulo tem mais três mortes por sarampo

A Folha de S.Paulo informa que uma bebê de dez meses, de Itapevi, sem histórico de vacina; um menino de um ano, de Francisco Morato (ambos na Grande SP) e um homem de 53 anos, de Santo André (ABC), são as mais recentes vítimas do sarampo.

Os dois últimos apresentavam condições de risco para a doença (portadores de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão ou imunodeprimidos, que podem ficar mais vulneráveis à infecção e evolução com maior gravidade).

Na semana passada, haviam sido confirmadas as mortes de uma bebê de 11 meses da capital paulista e de três adultos: uma moradora de Itanhaém (106 km de SP) de 46 anos e que tinha condições de risco, uma de Francisco Morato de 59 anos e um homem de 25 anos residente em Osasco (ambos na Grande SP). Dos quatro mortos, três não tinham histórico de vacinação.

Na última semana de setembro, foram notificados outros dois óbitos na capital: uma mulher de 31 anos sem histórico de vacinação e um bebê de 26 dias.

No final de agosto foram confirmadas três vítimas, sendo um homem de 42 anos, da capital, sem histórico de imunização contra a doença, e dois bebês —uma menina de quatro meses, de Osasco; e um menino de nove meses, também da cidade de São Paulo. No início de setembro, uma criança menor de um ano morreu em Pernambuco.

Segundo balanço divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, o estado soma 7.649 casos, sendo 6.177 confirmados laboratorialmente e outros 1.472 com base no critério clínico-epidemiológico, ou seja, com base em sintomas e avaliação médica). Do total, 57% (4.408) estão na capital paulista. Santo André possui 269 registros, Francisco Morato 118 e Itapevi, 51 notificações.

A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é a única forma de se proteger contra a doença.

A Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo, iniciada em 7 de outubro, permanece até o próximo dia 25 para crianças de seis meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias. O Dia D, para conscientizar sobre a importância da vacina, será no sábado (19), quando mais postos de saúde e volantes estarão abertos para facilitar o acesso à vacinação.

A vacina é contraindicada para bebês menores de seis meses. Para proteger as crianças dessa idade, os pais devem evitar que elas frequentem aglomerações e manter higienização e ventilação adequadas.

A segunda etapa —de 18 a 30 de novembro— contemplará a população de 20 a 29 anos, com Dia D em 30 de novembro.

O calendário nacional de vacinação prevê a aplicação da vacina tríplice aos 12 meses e também aos 15 meses para reforço da imunização com a tetraviral, que protege também contra varicela.

Funcionários das salas de vacinação deverão fazer a triagem de crianças que tenham alergia à proteína lactoalbumina (presente no leite de vaca), para que recebam a dose feita sem o componente.

Não devem se vacinar contra o sarampo imunodeprimidos, quem toma corticoide em dose alta ou por tempo prolongado, transplantados, pessoas com HIV com imunidade muito baixa e grávidas.

As mulheres devem aguardar 30 dias para engravidar após serem imunizadas, porque na vacina tríplice viral está o vírus atenuado da rubéola, que cruza a placenta e pode provocar má-formação fetal.

Quem já teve reação anafilática (alergia grave) a doses anteriores não deve ser vacinado nem em ações de bloqueio. O ideal nesses casos é consultar o médico.

Diante de qualquer sintoma de sarampo —manchas vermelhas pelo corpo, febre, coriza, conjuntivite, manchas brancas na mucosa bucal— é necessário procurar um serviço de saúde.

Como forma de incentivar a vacinação de crianças, na semana passada, o Ministério da Saúde prometeu um recurso adicional aos municípios para que se organizem em campanhas.

Será concedido R$ 1 por pessoa, considerando a base populacional já utilizada a outros repasses financeiros na Atenção Primária à Saúde. Para o aporte financeiro, o órgão disponibilizou R$ 206 milhões.

O valor está condicionado ao cumprimento de duas metas. Mensalmente, os gestores deverão informar ao ministério o estoque das vacinas poliomielite, tríplice viral (que protege contra sarampo, rubéola e sarampo) e pentavalente.

Além disso, os municípios precisarão atingir pelo menos entre 90% e 95% de cobertura vacinal contra o sarampo em crianças de 1 a 5 anos de idade, com a primeira dose da vacina tríplice viral.


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Os ingressos para a EXPO ABGR 2019:

R$100 para associados e R$200 para não associados.

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