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05/12/2019
Autor: Sonho Seguro & Estadão & Valor Economico & Mo
WEBINAR: AUTOMATIZAÇÃO DO ATENDIMENTO À LGPD


 

Um projeto de LGPD demanda um grande número de ações multidisciplinares. A automatização é essencial para você ter controle. 

Nesta sexta, 11h, faremos mais um webinar sobre automatização da LGPD. Saiba como implementar seu projeto, gerir as atividades e dominar a prestação de contas.

Um método automatizado para o atendimento à lei, documentando cada fase do processo, visão de riscos envolvendo as áreas de negócio e melhorando o processo de compliance e segurança cibernética.

Falaramos também sobre a Lei digital e suportes analógicos.

Otimize seu projeto de adequação à LGPD!

COMO INGRESSAR NO WEBNAR:

Quinta, 12 dezembro 2019, às 11:00 - 12:00 BRT

Adicionar ao calendário: Calendário do Outlook® | Google Agenda™ | iCal® 

PALESTRANTES:

 

 

Inscreva-se com seu e-mail corporativo: https://register.gotowebinar.com/register/1070614666365890316?source=RD1&utm_campaign=webinar_-_automatizacao_do_atendimento_a_lgpd_-_0612&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

 

AXA no Brasil promove novidades

Fonte: Sonho Seguro

Emocionada, Delphine Maisonneuve, atual CEO da AXA Brasil, contou ao blog Sonho Seguro que deixará o Brasil. Triste por deixar o Brasil, mas feliz pelo reconhecimento do grupo pelo trabalho e pelos resultados obtidos desde junho de 2018, quando assumiu a subsidiária local do maior grupo segurador do mundo em ativos. ?Uma mistura de felicidade e de já de saudade. Aprendi muito no Brasil. Vai ser difícil voltar para o clima europeu, mas faz parte da vida profissional. Não poderia recusar uma oportunidade tão importante como essa. E certamente esse cargo de CEO será muito disputado por ser o Brasil um país excelente e também estar entre os seis mais importantes para o grupo AXA globalmente, disse ela com voz embargada.

Delphine foi promovida à função de CEO da AXA Next, empresa dedicada a criar modelos de negócios e serviços que vão além das soluções em seguros, e assume a posição de Chief Innovation Officer do Grupo AXA, sendo responsável por todas as iniciativas de inovação em escala global. O mercado brasileiro está cheio de energia e criatividade e também de problemas que temos de resolver com inovação. Agradeço o que vi e assisti aqui em todas as palestras e certamente toda essa bagagem que levo será importante em minha nova função, criando um fluxo de ideias importantes para o ciclo mundial de inovação, disse.

Sua substituta, ou substituto, afinal a diversidade é um dos pilares mais marcantes do grupo nos últimos anos, deverá ser anunciado (a) até final de janeiro. Ela acredita que a disputa será grande pelo cargo, atraindo candidatos locais e também estrangeiros do grupo. Certamente será um processo rápido e disputado por ser o Brasil um cheio de energia e estar entre os seis países prioritários para o grupo.

O (a) novo (a) CEO herdará uma companhia que apresenta lucratividade, uma equipe integrada, qualificada e cheia de energia para acelerar as atuais parcerias com corretores, varejistas e conglomerados. O planejamento dos próximos três anos tem como foco o crescimento das parcerias com corretores e com redes varejistas, seja de forma orgânica como também por meio de aquisições de portfólio.

O planejamento dos próximos três anos já está aprovado. Temos bases sólidas para avançar, com investimento forte em tecnologia para prestar um serviço diferenciado aos corretores e também investir no desenvolvimento de produtos e serviços para trazer ao Brasil o que há de mais moderno no centro de inovação global do grupo, afirmou.

A executiva inicia na nova função em janeiro de 2020 e vai se reportar a Benoît Claveranne, CEO da AXA International & New Markets e membro do Comitê Executivo do Grupo AXA. Até essa data, a executiva permanece em seu atual cargo. Em 2018, recebi do grupo AXA a missão de reposicionar a companhia no mercado brasileiro, estabelecendo resultados positivos e uma trajetória de crescimento sustentável no longo prazo. Posso afirmar que a tarefa foi cumprida e só tenho a agradecer a dedicação e o engajamento das equipes e a confiança de nossos parceiros. Considero que um dos principais legados que deixo para o Brasil é um Comitê Executivo extremamente bem preparado, um plano estratégico alinhado e times muito comprometidos. Só tenho a agradecer e desejar sucesso a todos, afirma Delphine.

Brasilprev atinge R$ 11,2 bi e retoma liderança em captação líquida

O Estadão destaca que a Brasilprev retomou a liderança na captação líquida do setor de previdência privada ao atingir a marca de R$ 11,2 bilhões no acumulado do ano até outubro. Ante o mesmo período do ano passado, o volume mais do que dobrou. A tradicional líder do setor tinha perdido o posto para a Caixa Econômica Federal no início do ano. Resta saber como ficará essa briga nos dois últimos meses do ano, período mais aquecido para aportes em previdência privada.

A Brasilprev, sociedade entre o Banco do Brasil e o norte-americano Principal Financial Group, detém 29,4% do mercado, cuja captação líquida foi de R$ 38,3 bilhões entre janeiro e outubro.

Nova Previdência pode dobrar custos

O Valor Econômico relata que o impacto da nova Previdência vai muito além do maior tempo de contribuição para as pessoas físicas. As empresas patrocinadoras de fundos de pensão, por exemplo, vão ter uma ampliação de gastos de até 100% com os funcionários, quando comparado com o regime anterior. Além disso, a nova realidade de taxas baixas vai exigir que os beneficiários até dobrem os esforços de acumulação para conseguir manter a mesma renda complementar comparada à época de juro real de 5% ao ano.

As conclusões fazem parte de um conjunto de simulações feitas com exclusividade ao Valor pela Luz Soluções Financeiras. As projeções ajudam a mensurar o que vai mudar para entidades de previdência complementar fechada e seus usuários com as mudanças.

Grandes impactos para os fundos de pensão são a questão do maior tempo de aporte para os fundos e o aumento dos gastos com saúde, que cresce exponencialmente, afirma Sara Marques, sócia e diretora de previdência da consultoria. Esse novo mundo da seguridade social vai exigir uma combinação de esforços tantos dos planos privados quanto dos trabalhadores para manter o mesmo nível de benefícios do antigo regime e da época de retornos de dois dígitos das aplicações.

Conforme a simulação, em um cenário de migração de regimes de uma profissional mulher hoje com 49 anos e salário mensal de R$ 15 mil, participante de um plano de contribuição variável (CV), os aportes da patrocinadora mais que dobram. De acordo com a projeção, pelo sistema anterior, se a beneficiária se aposentasse aos 53 anos, o gasto da patrocinadora nesses quatro anos seria de R$ 58,5 mil. No cenário atual, se a funcionária se retirar aos 57, os custos para a empresa relacionados ao plano subiriam mais de 100%, para R$ 119,3 mil.

Já no caso de um homem com 52 anos, nas mesmas condições salariais, o desembolso da patrocinadora seria de R$ 73,5 mil para o profissional se retirar aos 57 anos. Na transição para a nova Previdência, os 10 anos de contribuição até que o beneficiário passasse a receber a renda do fundo de pensão custariam no total R$ 150,7 mil à patrocinadora, ou seja, uma elevação de 105%.

Um trabalhador jovem, de 25 anos, com salário de R$ 5 mil, custaria à patrocinadora do plano CV, durante 30 anos de aportes, um total de R$ 135,6 mil, segundo os cálculos da Luz. Na nova Previdência, o tempo de contribuição aumentaria em 10 anos. Nesse caso, o desembolso da empresa no plano ao longo de três décadas e meia alcançaria R$ 200 mil, uma alta de 47,5%.

Apesar de os gastos com os planos de previdência complementar poderem mais que dobrar, o maior impacto ocorreria mesmo sobre os custos com cobertura de saúde, que se elevariam exponencialmente. Conforme a sócia da Luz, mais perto da aposentadoria, o funcionário entra em uma faixa etária que representa uma das mais caras para os planos de saúde. Entre 49 e 59 anos, as mensalidades dos planos praticamente duplicam.

Nas mesmas condições das simulações anteriores, os custos de um funcionário do sexo masculino de 52 anos sairiam de R$ 95 mil em cinco anos até se aposentar, considerando-se as regras do regime antigo, para R$ 308,4 mil após mais cinco anos de contribuição. Seria uma alta de 224,6%.

Na situação da funcionária de 49 anos, o aumento de quatro anos na conta representa um gasto adicional de R$ 101,5 mil à empresa. Nas regras anteriores, se a profissional se aposentasse com 53 anos, o custo com plano de saúde no período seria de R$ 65 mil. Retirar-se aos 57 anos elevaria esse valor para R$ 166,5 mil.

Além da mudança das regras de aposentadoria, o ambiente de taxas de juros reais entre 1% e 2% ao ano vai exigir das pessoas esforço bem maior de acumulação. As premissas da Luz consideram o uso de tábua atuarial AT2000, padrão no mercado para conversão de renda. O sistema considera um conjunto de fatores para determinar probabilidades de tempo de vida que a pessoa pode ter e chances de morte.

No cenário atual de taxas na mínima histórica, mesmo com tempo maior de contribuição o trabalhador terá de aumentar significativamente o valor de contribuição para obter um patamar de renda equivalente ao período no qual o juro real ? quando se desconta a inflação, estava mais elevado. Na simulação da Luz, se o funcionário deixar o mercado de trabalho aos 65 anos, com um juro de 1% ao ano, ainda que tenha feito 10 anos de aportes a mais, precisaria acumular reserva 22% acima do que uma pessoa que saiu do mercado aos 55 anos com juro real de 5%, situação que vigorou até meados de 2017.

Conforme os cálculos da consultoria, em conversão baseada na tábua atuarial AT2000, o aposentado de 65 anos que requereu o benefício com juro de 1% precisa de R$ 1,4 milhão para ter uma renda vitalícia mensal de R$ 5,8 mil paga pelo fundo de pensão. Já o empregado que se retirou aos 55 anos, com juro de 5%, precisaria de R$ 1,091 milhão.

Os números da simulação mostram ainda que para se aposentar aos 55 anos, em um cenário de 1% de juro real, o trabalhador vai precisar de 66% a mais de recursos para manter a renda vitalícia complementar de R$ 5,8 mil frente ao necessário na mesma idade com juro quatro pontos percentuais acima. As reservas teriam de subir de R$ 1,1 milhão para R$ 1,8 milhão.

Quanto menor a idade de aposentadoria maior o volume financeiro necessário para manter o nível de renda vitalícia. Como efeito de comparação a Luz simulou o quanto de recursos seria necessário a uma pessoa para se aposentar aos 25 anos. Com juro real de 5%, a reserva teria de alcançar R$ 1,4 milhão. Mas no cenário atual de taxas na mínima histórica, o valor subiria para R$ 3,2 milhões, ou seja, 126% superior ao necessário em um ambiente de juros elevados, para assegurar um rendimento de R$ 5,8 mil mensais até o fim da vida.

Contexto

No sistema dos fundos de pensão, a chamada previdência complementar fechada, em geral, tanto a empresa quanto o trabalhador fazem aportes mensais para a formação da reserva. Essa contribuição varia de acordo com os planos oferecidos pelas entidades. De modo diferente do desconto do INSS, não há uma alíquota fixa geral para o setor.

Em geral, a proporção das participações da empresa e do empregado fica em um para um, ou seja, para cada real investido pelo participante, a companhia deposita outro. A patrocinadora, no entanto, pode definir benefícios maiores ou menores, como, por exemplo, proporção de dois para um ou de meio para um. A contribuição do funcionário é descontada do salário. As mensalidades, contudo, podem variar de acordo com o plano contratado. Existem três tipos: contribuição definida (CD), benefício definido (BD) ou contribuição variável (CV).

Nos planos CD, como o nome explica, a contribuição é definida na contratação. O valor do benefício, porém, é calculado no momento da aposentadoria, segundo o montante acumulado pelos aportes do empregado, da empresa e com o retorno das aplicações.

Já nos planos BD, que já não são mais oferecidos pelas fundações, é o benefício a ser recebido no momento da aposentadoria que é definido na contratação do plano. Com isso, o participante passa a receber o valor acertado desde o início como renda vitalícia no momento de resgate. Nesse modelo, tanto a patrocinadora quanto o contribuinte podem ter de aumentar os aportes se houver déficit atuarial.

O plano CV é uma mistura dos dois anteriores. Após o período de acumulação, feita ao longo das décadas com características de contribuição definida, o saldo pode ser é convertido em uma renda vitalícia. O valor a ser recebido na aposentadoria, porém, vai variar de acordo com o saldo obtido, os juros contratados e o conjunto de premissas de expectativa de vida e probabilidade de morte definidas na tábua atuarial.

Idosos e rentáveis

A Revista Exame conta que são 9 horas da manhã de uma quarta-feira de novembro. Cerca de 50 idosos malham em um salão dentro do Allianz Parque, o estádio do Palmeiras, na zona oeste de São Paulo. Os exercícios exigem agilidade, coordenação motora e fôlego. 'Precisei de uma cirurgia no joelho e o médico me recomendou exercícios. Comecei e não parei mais. Perdi peso, fiz amigos, isto aqui é meu remédio', diz a aposentada Maria Aparecida dos Santos Watanabe, de 73 anos. Só neste ano, ela participou de 46 corridas.

Sua maior conquista foi correr a São Silvestre em 2017. Beneficiária da operadora de saúde Prevent Senior, Maria Aparecida faz exercícios físicos todos os dias, boa parte deles nas aulas em grupo promovidas pela operadora. Assim como Maria Aparecida, cerca de 7.000 beneficiários da companhia participam de atividades que incluem ginástica, ioga, artes, música e canto. A ideia é que elas ajudem a promover a saúde. Quem tem problemas respiratórios, por exemplo, pode fazer parte do coral e fortalecer o pulmão cantando. 'Na aula focamos atividades que estimulem o cérebro, mas a socialização é uma das partes mais importantes', afirma a professora de artes Elaine Gutierrez. Neuza Pernichelli, de 85 anos, é a aluna mais velha do curso de artes e está aprendendo a fazer uma árvore de Natal usando revistas antigas. 'Eu comecei a ter dificuldades de memória e a atividade aqui está me ajudando muito', afirma. Precisamos usar a cabeça.

As atividades fora de hospitais e consultórios são parte importante do modelo de negócios da Prevent Senior. A empresa foi fundada há 22 anos na Mooca, na zona leste de São Paulo, pelos irmãos Eduardo e Fernando Parrillo - até hoje a família é a única dona do negócio. Começou como um serviço de ambulância e evoluiu para o atendimento médico. A operadora sempre teve foco no público da terceira idade. Nos últimos anos, tem impressionado pelos resultados em um setor que luta contra a alta nos custos dos tratamentos. O faturamento foi de 1 bilhão de reais, em 2014, para 3,5 bilhões, em 2019. No mesmo período, o lucro subiu de 56 milhões de reais para uma expectativa de 410 milhões ao final deste ano. Isso com uma carteira que outras operadoras pagariam para não ter.

A Prevent Senior tem 456.000 beneficiários, sendo 346.000 com 61 anos ou mais e 258 que já chegaram aos 100 anos de idade. 'Estamos contra a lógica do mercado de saúde', afirma o administrador Fernando Parrillo, presidente da empresa. Aos 51 anos, ele se identifica com seu público e atesta que ter mais de 50 hoje é bem diferente do que era 20 anos atrás. No mezanino de sua sala de trabalho, decorada com uma mesa portuguesa de 1920, Parrillo instalou um estúdio para ensaios semanais da banda de rock'n'roll que mantém com dois amigos e com o irmão Eduardo, médico e diretor clínico da Prevent Senior.

O envelhecimento da população é uma das explicações dadas para o fato de a inflação médica ter ficado em 17% em 2018, ante uma inflação geral de 3,7%. O público com 60 anos ou mais é o único que cresce entre os beneficiários dos planos de saúde: foram 148.000 beneficiários a mais de julho de 2018 a julho deste ano. No mesmo período, o número de beneficiários de até 59 anos encolheu 281.000.

A tendência de envelhecimento das carteiras é sem volta. Uma projeção feita pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), organização que estuda o setor, indica que as operadoras deverão gastar mais de 383 bilhões de reais com a assistência de seus beneficiários em 2030 por causa do envelhecimento da população e da inflação médica - o aumento previsto para o gasto é de 157% em relação ao registrado em 2017. 'É preciso rever o modelo atual. Caso contrário, a sustentabilidade do sistema pode ficar ameaçada', afirma José Cechin, superintendente executivo do instituto. Para a Prevent Senior, a tendência amplia o público-alvo e o tamanho dos desafios. 'Vamos mostrar que, com planejamento, a medicina vai ficar cada vez mais barata e os custos médicos vão abaixar. E esse é o nosso negócio', afirma Parrillo.

A operadora mira pessoas com mais de 39 anos e cobra uma mensalidade média de 800 reais. Todos os contratos são individuais, outro contrassenso para o setor. As grandes concorrentes deixaram de vender esse modelo ao longo da última década e passaram a trabalhar apenas com contratos empresariais ou coletivos, que hoje representam mais de 80% do mercado. Isso porque os contratos coletivos dão mais liberdade à operadora na hora da aplicação de reajustes, já que o aumento dos planos individuais é definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar. Em 2019, o reajuste dos individuais ficou limitado a 7,35%, enquanto o dos planos coletivos chegou a 20%. Em 2017, a Prevent Senior aplicou menos da metade do reajuste definido pela ANS - aumentou 6,5%, ante um reajuste permitido de 13,5%.

A decisão não afetou os resultados: a empresa lucrou 164 milhões de reais naquele ano e 345 milhões no ano seguinte. Apesar da combinação entre beneficiários idosos e planos individuais, a taxa de sinistralidade da Prevent Senior - índice que mede a relação entre quanto a empresa recebe e quanto ela gasta com serviços de saúde - é de 68%. A SulAmérica tem sinistralidade de 79%; a Amil, de 84%; a Hapvida, que tem a melhor taxa do mercado, registra 60%.

Os bons números começam na prevenção. Na Prevent Senior, cada paciente tem um médico tutor, cuja especialidade varia de acordo com a necessidade. Se a pessoa tem um problema no coração, o tutor provavelmente será um cardiologista. A operadora promove, ainda, encontros para falar sobre temas como prevenção a queda, doenças específicas e cuidados após uma cirurgia. Com isso, diz ter reduzido o tempo de internação, assim como a relação entre o número de beneficiários e o número de leitos na rede própria, que caiu 40%. A atuação forte na prevenção evita que as doenças ocorram. O setor está começando a olhar para isso, mas ainda de forma tímida, afirma Alessandro Acayaba de Toledo, presidente da Associação Nacional das Administradoras de Benefícios.

Segundo EXAME apurou, outras empresas, entre elas a Amil, a maior do setor, procuraram a Prevent Senior para entender como manejar uma carteira de clientes cada vez mais velhos. A Amil tem prejuízos constantes com sua carteira de cerca de 800.000 clientes individuais. A empresa não aceita mais clientes nessa modalidade e afirma que os contratos que restaram são uma pequena parte dos negócios e não são comparáveis aos da Prevent Senior. Outra grande operadora, a NotreDame Intermédica, comprou uma concorrente da Prevent Senior, a Greenline, em 2018, por 1,2 bilhão de reais.

A concentração do atendimento na rede própria evita exames desnecessários e melhora a gestão dos dados. A Prevent Senior tem 44 unidades na rede própria de atendimento, sendo 12 hospitais. Neste ano, anunciou investimentos para aumentar em 50% a capacidade de atendimento, para 700.000 beneficiários. Serão 300 milhões de reais na construção de mais seis hospitais, sendo quatro em São Paulo, um em Osasco e outro em Santos, no litoral paulista.

Enquanto constrói novas unidades, a companhia também está reformando as já existentes, com quartos mais amplos para atender melhor os familiares dos pacientes e com uma decoração com menos cara de hospital. Na unidade de Santa Cecília, no centro de São Paulo, o hall de entrada recebeu plantas, móveis de tom amadeirado e painéis com fotos de paisagens. Outro projeto, que deve receber investimento de 200 milhões de reais, é um complexo batizado de Cidade Prevent Senior, no local onde ficava a antiga fábrica da cervejaria Antarctica, na Mooca, em São Paulo. O complexo tem a meta de ser uma espécie de Disneylândia para a terceira idade, com clube, piscina, teatro, cinema, shopping, restaurante e, é claro, um hospital. Ainda outros 80 milhões devem ser investidos na compra de dois helicópteros para as remoções emergenciais. Tudo com capital próprio. Toque para ampliar.

O modelo bem-sucedido estará à prova nos próximos anos. Após 22 anos restrita à capital paulista e às cidades próximas, em novembro a Prevent Senior começou a oferecer planos de saúde no Rio de Janeiro e já tem uma lista de 6.000 interessados. O modelo funcionará em parceria: os pacientes cariocas vão se consultar com médicos da Prevent Senior, mas usarão hospitais de outras redes, em especial da Amil, uma vez que a empresa paulista ainda não tem hospitais por lá. A ideia é operar no mesmo modelo em Brasília a partir de 2020 e depois chegar a Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e até aos Estados Unidos.

É um passo importante para deixar de ser uma operadora local e se aproximar das líderes, a Amil faturou 21 bilhões de reais em 2018. O desafio é fazer o modelo de negócios funcionar em outras cidades, sem rede de hospitais própria, com um público desconhecido. 'Atender em rede própria aumenta a capacidade de gestão do serviço. E isso é muito mais simples se a empresa está concentrada geograficamente. Fazer em escala nacional é muito mais complexo, afirma José Cechin, do IESS. Serão desafios para enfrentar em 2020. Nos dias 7 e 8 dezembro, a companhia promoverá um show para seus beneficiários no Allianz Parque, com capacidade para receber 48.000 pessoas. No palco estarão os cantores Chitãozinho e Xororó, Zezé Di Camargo e Luciano e Edson e Hudson. 'Será um evento histórico para nós, afirma Parrillo. Para a Prevent Senior, o momento é de celebrar as conquistas recentes.

Vazamento de água

Deparar-se com vazamento de água é sempre motivo de dor de cabeça. Além dos riscos de acidente, danificação de móveis e possível aumento na conta de água, também há o dilema de encontrar um prestador de serviço acessível e de qualidade. Diante disso, David Pereira, gerente do Reppara!, primeiro plano de assinatura para serviços emergenciais, dá dicas do que fazer em casos de vazamento.

Fechar o registro de água é a primeira recomendação, mesmo em casos de pequenos vazamentos. Além de evitar desperdícios, também evita possíveis danificações de móveis, principalmente em pias de madeira, explica David. "Além disso, é importante se atentar ao risco da água se aproximar de pontos de energia e desligar a caixa de luz da residência, alerta.

Também não é recomendado andar descalço ou mexer em aparelhos eletrônicos ligados à tomada. "Dependendo de onde está o vazamento, a água pode estar imprópria para o contato, podendo trazer riscos à saúde", explica. O contato com aparelhos eletrônicos também pode ocasionar em curto-circuito, danificando o objeto e trazendo riscos ao proprietário, aponta.

David também recomenda o acionamento breve de um prestador de serviço. Há muitos riscos em deixar um vazamento por um grande período sem conserto, além da estética, pode ter um aumento na conta de água, mofo, destruição de acabamentos como pisos e pinturas, defeitos permanentes em encanamento e apodrecimento de paredes, deixando os tijolos e vigas frágeis, conclui.

No Reppara!, plano de assinatura para serviços emergenciais do Grupo Porto Seguro, é possível contratar o conserto de vazamentos de causas aparentes. Os serviços são válidos para todos os ambientes da residência, como banheiro, cozinha e lavanderia, sendo em apartamento ou casa. Para vazamentos não aparentes, os clientes do Reppara! têm 20% de desconto no serviço de caça vazamento no Porto Faz, plataforma de serviços residenciais avulsos que podem ser adquiridos por qualquer pessoa, sendo ou não segurado Porto Seguro.