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13/02/2020
Autor: Revista Brasil Energia & Sonho Seguro & Valor
ANP teme efeitos da greve dos petroleiros

ANP teme efeitos da greve dos petroleiros

Diretor geral da agência enviou carta ao ministro do TST, Ives Gandra, expressando preocupação com o abastecimento

Fonte: Brasil Energia

O diretor geral da ANP, Décio Oddone, enviou carta ao ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra, expressando preocupação sobre os possíveis impactos negativos da greve dos petroleiros, que chegou ao seu 12º dia na quarta-feira (12/2).

Embora a Petrobras, visando uma solução temporária, tenha alocado equipes de contingência para atuar nas unidades operacionais, assegurando a operação e a segurança, a situação foge da normalidade, ao que, infelizmente, tal solução não se sustentará ao longo do tempo, podendo causar impactos diretos na produção de derivados em função da redução de carga ou até mesmo pela parada total das refinarias, alertou Oddone.

Lembrando que a produção de derivados representa um serviço essencial para o país, o diretor da agência reguladora ressaltou que o prolongamento da greve poderá afetar não só a produção, como o abastecimento, com consequente prejuízo no pagamento de impostos em todas as esferas da federação.

Não há informações de negociação e indicativos do fim da greve, de modo que caso não haja uma composição breve toda a cadeia poderá ser afetada, assinalou.

Oddone disse ainda que está em análise sua intervenção, como Amicus Curiae (amigo da corte) no processo que trata do dissídio geral coletivo (DCG) relatado pelo ministro do TST, a fim de subsidiar o tribunal com dados mais concretos sobre o potencial impacto do DCG.

Ao todo, 108 unidades da Petrobras em 13 estados aderiram à greve, com a participação de mais de 20 mil trabalhadores. Na conta estão 50 plataformas, 11 refinarias, 23 terminais, sete campos terrestres, cinco termelétricas, três unidades de tratamento de gás, uma usina de biocombustível, uma fábrica de fertilizantes, uma fábrica de lubrificantes, uma usina de processamento de xisto, duas unidades industriais e três bases administrativas.

Os petroleiros se posicionam contra as demissões na Fafen-PR e alegam descumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho por parte da Petrobras. Desde a noite do dia 31 de janeiro, a Comissão de Negociação Permanente da FUP ocupa o edifício sede da estatal, no Rio de Janeiro.

Via assessoria de imprensa, a Petrobras informou que a greve não provocou, até o momento, impactos na produção e abastecimento. Decisões judiciais dos ministros Ives Gandra e Dias Tóffoli determinaram que a FUP e seus sindicatos mantenham 90% do contingente de trabalhadores em atividades para garantir o atendimento à demanda no país.

CNT quer que Supremo conclua julgamento da tabela de frete

Confederação Nacional do Transporte – CNT divulgou nota em que pede prioridade no julgamento da tabela de fretes pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Se de um lado os caminhoneiros exigem o cumprimento da tabela do frete, de outro a CNT, que reúne 29 federações, 2 sindicatos brasileiros filiados e 16 associações brasileiras da área de transporte, é terminantemente contra e pede que o STF julgue o mais rápido possível a constitucionalidade da Política de Preços Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, que institui a conhecida Tabela de Frete.

Para a CNT e diversos setores de embarcadores como a CNI – Confederação Nacional da Indústria e o agronegócio, o tabelamento é inconstitucional por violar a livre iniciativa e livre concorrência, além dos princípios de ordem econômica indicados na Constituição Federal.

O julgamento foi pautado para o próximo dia 19 pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli.

Confira aqui a íntegra da nota da CNT.

Tema delicado

O tema é para lá de delicado para o Governo e para o setor do transporte como um todo: isso porque se a Suprema Corte tornar inconstitucional a medida da tabela de frete, o mesmo se aplica, por consequência, às multas e autuações aplicadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) às empresas que descumpriram as tabelas desde maio de 2018.

Neste caso, o Governo teria de abrir mão dos recursos e ainda teria de ressarcir as embarcadoras multadas.

CIOT

Outro ponto que fica em aberto diz respeito ao CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte), código instituído pela ANTT para fins de fiscalização, se apoia no cumprimento da tabela de frete para saber se a operação de transporte obedece aos critérios da tabela do frete mínimo.

Se declarada inconstitucional a tabela, como fica o CIOT?! (Leia mais sobre o CIOT para todos aqui).

Outro ponto é que os caminhoneiros poderiam se ressentir da medida e ameaçar novas greves e paralisações, uma vez que consideram a tabela uma conquista histórica.

Autor: Alex Barbosa é gerente de marketing da GUEP Technology. Jornalista por formação, com MBA em Sustentabilidade em TI pela Universidade de São Paulo, conta com mais de 20 anos de experiência em marketing e comunicação na área de Tecnologia da Informação

MP pede US$ 300 milhões de indenização por acidente com a Chapecoense

De acordo com o MPF, as seguradoras e resseguradoras estavam cientes da má condição financeira da companhia aérea, que tinha dificuldades para se manter em operação.

Fonte: Agência Senado

O procurador da República Carlos Prola Júnior revelou nesta terça-feira (11), na CPI do Acidente Aéreo da Chapecoense, que a partir da atuação do Senado e as informações que foram colhidas por familiares foi possível ajuizar uma ação com a perspectiva de tutela dos interesses de consumidores. Segundo ele, vítimas e familiares são protegidos pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). O pedido inicial, feito pelo Ministério Público Federal (MPF), é de uma condenação global de US$ 300 milhões para custear as indenizações de todas as famílias, já que esse é o valor previsto na apólice inicial da companhia aérea LaMia, empresa boliviana proprietária do avião que caiu em 2016 na Colômbia, matando 71 pessoas.

O procurador mostrou indignação com o termo de pagamento de suposta ajuda humanitária que foi oferecido às famílias das vítimas. Segundo ele, o termo conta com diversas cláusulas abusivas que abrem mão de todos os direitos de indenização devidas. Essa seria uma tentativa, disse, de resolver a situação por um valor abaixo da própria apólice mínima que foi contratada com a empresa LaMia e, a partir disso, exonerar seguradora, corretora e demais envolvidos.

Prola Junior afirmou que houve resistência da seguradora em dar cumprimento às apólices de seguro da aeronave. Assim, foi possível identificou que havia culpa extracontratual por parte da corretora e da seguradora que conduziram o processo de renovação do seguro da LaMia de forma irregular.

Eles foram reduzindo a cobertura, reduzindo o limite da apólice, que era de 300 milhões de dólares, e chegaram a US$ 25 milhões, menos de dez vezes o valor inicial que havia segurado aquela aeronave. Agindo dessa forma, permitiram a retomada da atividade de uma companhia que não tinha a mínima condição de operar, disse.

Por este motivo, o MPF entrou com a ação que visa responsabilizar não apenas as seguradoras, mas também a corretora de seguros envolvida, a corretora boliviana e a própria empresa LaMia. Além das empresas sediadas no exterior, as subsidiárias desses grupos que operam no Brasil também estão sendo responsabilizadas. Segundo o procurador, uma delas é o grupo Tokio Marine, que atua no mundo inteiro.

O MPF pede nessa ação que sejam condenados todos os envolvidos, inclusive a corretora e a resseguradora envolvida, e as empresas subsidiarias no Brasil desses grupos econômicos, tanto pela responsabilidade contratual, pelos seguros que foram firmados, tanto pela responsabilidade extracontratual, por derem causa a esse evento. A atuação dessas empresas não foi exatamente regular e eles deram causa a esse acidente no momento em que permitiram, firmando uma apólice muito abaixo do mínimo necessário para cobrir os riscos, afirmou.

O senador Espiridião Amin destacou que nenhum atleta ou turista questiona as condições da aeronave antes de embarcar.

O fato é que foi autorizada a decolagem de um avião que ia representar o país, a CBF, em uma competição internacional. Se a autoridade chapa branca autorizou a decolar, é porque estão satisfeitas as condições para o voo.

A audiência pública foi realizada em caráter interativo, por meio do Portal e-Cidadania, do Senado. Do Mato Grosso, o Edson Nolasco perguntou qual atitude o governo brasileiro tomou ou poderá tomar contra a empresa estrangeira responsável pelo acidente.

Em resposta ao questionamento, o presidente da CPI, senador Jorginho Mello (PL-SC), disse que já falou com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, para que o governo brasileiro assuma essa luta em favor das vítimas e das famílias das vítimas.

A comissão aprovou também 20 requerimentos de convocação de pessoas ligadas às seguradoras, entidades esportivas e à companhia LaMia, entre outros depoentes. Foi aprovado convite apenas ao diretor de Relações Institucionais da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marcelo Aro. Os pedidos de convocação foram apresentados pelo relator, senadores Izalci Lucas (PSDB-DF), e pelo senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO). 

Café com Seguro

Dia 11 de março, das 8h30 às 12h30, a Academia Nacional de Seguros e Previdência (ANSP) realizará o Café com Seguro que abordará Lei de Liberdade Econômica e impactos no Setor de Seguros. O evento tem como objetivo colocar em pauta os princípios da Lei, a extensão de sua aplicação, os impactos macro e microeconômicos, o que as seguradoras devem esperar e os impactos da distribuição de seguros. O evento acontecerá no auditório do Sindicato das Empresas de Seguros e Resseguros do Estado de São Paulo (Sindseg-SP): Avenida Paulista nº 1.294 - Edifício Eluma - 4º andar - Cj 4B - acesso ao estacionamento pela Rua São Carlos do Pinhal nº 747 - em São Paulo.

A primeira palestra abordará o tema Aspectos Gerais da Lei de Liberdade Econômica e será conduzida pela acadêmica Leatrice Bez, advogada sócia do escritório Franco Advogados. Em seguida, o acadêmico Voltaire Marensi ministrará a palestra com o tema Futuro Panorama das Medidas Provisórias 904 e 905. Voltaire é advogado, professor, partner da Franco Advogados e coordenador da Cátedra de Direito do Seguro da ANSP.

A Lei Geral de Proteção de Dados e o Novo Cenário no Setor será o tema abordado pelo acadêmico Antonio Penteado Mendonça, membro da Academia Paulista de Letras, advogado, sócio da Penteado Mendonça Advocacia, professor da FIA-FEA/USP e do PEC da FGV e vice-presidente do Conselho Superior da ANSP. Logo após, o acadêmico Francisco Galiza irá apresentar a palestra com o tema Impactos Econômicos Esperados pelo Mercado de Seguros. Galiza é sócio da Rating de Seguros Consultoria e coordenador da Cátedra de Ciências Econômicas do Seguro.

Em seguida, o acadêmico Bento Zanzini, economista e sócio diretor da Psychonomics Consultoria Empresarial, colocará em pauta Influência da Nova Lei e os seus Reflexos no Mercado Segurador frente à revogação de dois dispositivos insertos no Decreto-Lei nº 73/66. Logo depois, o tema Os impactos na distribuição de seguros no Brasil serão conduzido por Edson Fecher, advogado, diretor da Camara Sin e coordenador da comissão jurídica do Sincor-SP.

Por fim, o tema "Desburocratização da Saúde Suplementar" será ministrado pelo Ac. Josafá Ferreira Primo, administrador de empresas pela Escola de Negócios e Seguros (ENS) e coordenador da Cátedra de Saúde da ANSP.

A abertura do evento será realizada pelo acadêmico João Marcelo dos Santos, presidente da ANSP e o acadêmico Edmur de Almeida, diretor da ANSP, fará a apresentação e a composição da mesa.

A coordenação do evento é do acadêmico Edmur de Almeida, diretor de Fóruns Acadêmicos da ANSP, coordenador das comissões técnicas dos seguros de crédito, garantia e fiança locatícia do Sincor-SP e da Fenacor e do acadêmico Voltaire Marensi, coordenador da Cátedra de Direito do Seguro.

O evento é gratuito, porém as vagas são limitadas. Inscrições em http://twixar.me/wHBT.

Caixa enxuga sindicato de bancos e reduz custo de IPO da Seguridade

O Valor Econômico relata que a Caixa resolveu reduzir o sindicato de bancos que vai coordenar a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) de sua subsidiária Caixa Seguridade. Excluiu quatro bancos da operação: Plural, BTG Pactual, Santander e Bradesco. Nesse processo, a comissão total a ser paga pela Caixa aos assessores foi reduzida em cerca de 25%, segundo apurou o jornal.

A agressividade nas comissões pagas a bancos de investimentos em operações realizadas pelo BNDES foi um dos fatores que levou pressão à Caixa para diminuir a remuneração dos assessores financeiros em suas ofertas. Uma comissão interna da Caixa também avaliou que a quantidade de participantes não estava se mostrando eficaz e a decisão foi por diminuir esse grupo e ganhar eficiência. Em grupos com muitas instituições, as informações podem ficar truncadas, dá confusão, diz uma fonte.

No ano passado, a Petrobras também reduziu o sindicato que havia formado para vender parte de suas ações na BR Distribuidora, de nove para seis bancos. Com a saída dos quatro bancos no IPO da Seguridade, a distribuição fica a cargo de seis instituições: Morgan Stanley (o líder), Bank of America, Itaú BBA, Credit Suisse, Banco do Brasil e a própria Caixa. Ficou acertado que BB e Caixa serão responsáveis pela distribuição no varejo, ou seja, com clientes pessoas físicas.

A base ampla de clientes e abrangência de canais dessas duas instituições favorecem essa divisão. Os demais atuarão com investidores institucionais, que operam em geral os maiores volumes de recursos. A escolha de quem vai sair do grupo foi baseada em avaliações anteriores da própria Caixa, mas não está claro quais foram os critérios. Procurada, a instituição não quis fazer comentários. Os bancos que deixaram o sindicato já foram comunicados da decisão.

Com a medida, uma das consequências mais diretas será a redução de custos com o pagamento de taxas pela operação. Três executivos envolvidos no processo apontam pressões sobre a Caixa vindas do Tribunal de Contas da União (TCU), do BNDES e até via recado do Ministério da Economia. Consultados, TCU e a Controladoria Geral da União (CGU) disseram não ter consultas abertas sobre esse IPO. Segundo essas fontes, a comissão na oferta da Caixa Seguridade totalizava 1,15% sobre o volume da oferta, sendo 0,9% de comissão base e 0,25% de comissão de incentivo.

O questionamento toma como base a comissão de 0,2% paga pelo BNDES aos coordenadores da oferta subsequente de ações da Petrobras. Assim, a Caixa decidiu tirar os quatro bancos que davam suporte à coordenação, os chamados joint bookrunners, que ficavam com 6,4% cada desse bolo de comissão. Os bancos remanescentes não tiveram sua comissão alterada, mas desta forma a remuneração total cairá para 0,86% do volume da oferta. É um percentual abaixo da média de mercado, mas é um IPO de R$ 15 bilhões, então o valor absoluto é relevante, diz uma fonte. Há ainda uma diferença relevante nesses mandatos, conforme o Valor apurou.

No BNDES, além de as comissões serem baixas no comparativo, são os coordenadores quem bancam as despesas com o processo da oferta - incluindo os custos de roadshow, por exemplo. Na Caixa e em outros processos públicos, a empresa emissora arca com as despesas - como fazem as companhias privadas. No caso da oferta da Petrobras, os coordenadores teriam ficado no zero a zero porque a comissão paga foi usada para bancar as despesas da oferta de R$ 22 bilhões.

A disputa de bancos por mandatos estatais está contribuindo para pressionar essas taxas para baixo, já dentro de uma política do BNDES de remuneração abaixo da média - como mostrou reportagem do Valor em janeiro, tanto para ofertas de ações quanto para vendas de ativos.

Pelo menos por enquanto internamente o processo de IPO continua sendo tocado para que a operação seja efetivada em abril, como tem dito publicamente o presidente da Caixa, Pedro Guimarães. Entretanto, alguns interlocutores ouvidos pelo Valor apontam que estaria havendo dificuldades para que essa agenda seja cumprida e a possibilidade de atrasos não pode ser descartada. A abertura de capital da Caixa Seguridade é a principal aposta do banco neste ano.

A intenção era ter feito essa operação já no ano passado. A ideia é que, com a venda de ações e participação do setor privado, a instituição ganhe fôlego para disputar esse mercado, aproveitando-se da injeção de dinheiro de um lado e de todo o balcão de distribuição da Caixa, composto por sua rede de agências, postos de atendimento e lotéricas.

A medida também deve impulsionar o lucro da Caixa, ajudando o governo federal em duas frentes: maior distribuição de dividendos e viabilizando o retorno de instrumentos híbridos de capital e dívida (um empréstimo que não tinha prazo de vencimento). No ano passado, a Caixa devolveu R$ 12 bilhões em IHCD, apesar de ter prometido chegar a R$ 20 bilhões.

Taxas de corretagem podem chegar a 59% do custo do seguro no Brasil, diz Susep

O Valor Econômico anota que a Superintendência de Seguros Privados (Susep) aponta que as taxas de corretagem podem chegar a 59% do custo final do seguro no Brasil. A proposta de abertura do mercado extingue a necessidade de habilitação e registro dos corretores pela autarquia e promove a autorregulação da atividade. As mudanças constam na Medida Provisória (MP) 905, que instituiu a chamada carteira verde e amarela.

Segundo o regulador, no Brasil, as taxas de comissão ou corretagem mais altas estão nos ramos mais populares, caso do seguro de garantia estendida, e chegam a 59% do custo final do seguro. Nos microsseguros, esse valor é de 39% e dos patrimoniais, de 30%. Na ponta oposta, a menor taxa é dos grandes riscos, que corresponde a 6% do custo final.

Em recente entrevista ao Valor, a superintendente Solange Vieira criticou a intermediação do mercado, feita por agentes ou corretores, que, segundo ela, é mais cara do que a média mundial. Na terça-feira, a superintendente participou de audiência pública no Senado Federal para discutir o assunto. Além disso, conforme a proposta, o recolhimento da corretagem deixaria de ser compulsório e seria pago somente quando o consumidor demandar o serviço.

Se as mudanças forem adotadas, a fiscalização da Susep será feita pelas seguradoras e autorreguladoras. Na visão do regulador, o projeto facilita a entrada de novos profissionais no setor e potencializa o surgimento de novos postos de trabalho.

Regras de investimento de fundações vão mudar

A reforma da resolução 4.661 do Conselho Monetário Nacional (CMN), principal norma para investimentos dos fundos de pensão, vai permitir maior diversificação e reduzir a assimetria com as regras da previdência complementar aberta, afirmou o superintendente da Previc, Lucio Capelletto, de acordo com o Valor Econômico.

De acordo com o chefe do órgão regulador dos fundos de pensão, as mudanças vão incorporar a maior parte das propostas em discussão no âmbito do grupo Iniciativas de Mercado de Capitais (IMK), que reúne, além da Previc, a Susep, regulador do mercado de seguros e previdência aberta, o Banco Central, o Ministério da Economia e entidades do setor privado como Anbima, Febraban, CNSeg e Abrapp. Capelletto afirmou que a revisão da 4.661 vai ocorrer neste ano e pode contemplar regras referentes às aplicações em ativos imobiliários e investimentos no exterior. As discussões estão ainda internas no governo e não posso antecipar, ponderou. Alguns limites podem ser revistos, o regulador é sempre aberto à discussão com o mercado, afirmou ao Valor.

Segundo o superintendente, se, por um lado, a média de investimentos no exterior do sistema de previdência fechada alcança apenas 0,4% dos recursos sob gestão, já existem planos de contribuição definida que estão chegando a 10% da carteira, que é o limite previsto na legislação. Conforme Capelletto, a questão está sendo estudada, porque, de um lado, existe uma distância grande entre 0,4% e 10%, mas já existem planos batendo no teto. O superintendente da Previc citou ainda como uma das propostas a ser apresentada a possibilidade de os fundos de pensão investirem em debêntures de empresas SA fechadas, que atendam requisitos mínimos como porte, transparência e governança.

O regulador explicou que as revisões serão importantes para ajudar as entidades fechadas a equalizar a distância entre o retorno da carteira e a meta atuarial, dentro de um cenário de retornos baixos. Com juros de mercado abaixo de 4% e uma meta atuarial média do sistema de 5,18%, as fundações podem acumular prejuízos, exemplificou.

Em relação à ideia de fusão entre a Previc e a Susep, Capelletto afirmou que a prioridade diminuiu diante dos muitos desafios que o governo tem pela frente. A possibilidade ainda existe. Mas se está funcionando assim, [com as autarquias separadas] por que mudar? O governo tem outras prioridades pela frente.

Hospitais podem cobrar a mais por remédios, diz juiz

O Valor Econômico informa que o Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (Sindhosp) ganhou ação judicial contra a Resolução Cmed 02/2018, da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, que proibiu os serviços de saúde (hospitais, clínicas e laboratórios) de ofertar medicamentos aos pacientes e às operadoras de planos de saúde por valor superior ao de compra, obrigando os estabelecimentos de saúde a comercializar os remédios no mesmo preço da nota fiscal de compra.

Segundo dados da Associação Nacional de Hospitais Privados referentes ao ano passado, o item medicamento representa 24,66% da receita de um hospital, seguido por materiais 20,36% e diárias e taxas 21,65%.

O Juiz da 25ª Vara Federal de São Paulo julgou procedente a ação proposta pelo Sindhosp e outros sindicatos no Estado de São Paulo e derrubou a resolução do Cmed, considerando-a inconstitucional, ilegal e arbitrária. O Sindhosp alegou que os hospitais e clínicas de saúde têm gastos para armazenar e manipular os medicamentos e por isso deveriam ter o direito de cobrar preços maiores do que os que constam nas notas fiscais de compra.

Alerta para uso de itens de higiene pessoal no combate ao coronavírus

O final de 2019 e início de 2020 tem sido marcado pela proliferação de um novo coronavírus, que fez com que a Organização Mundial da Saúde (OMS) colocasse status de risco elevado para contaminação ao redor do mundo. Ciente deste cenário, a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) apoia a união de esforços para conscientização da população sobre hábitos que diminuam a possibilidade de contágio, como lavar as mãos adequadamente.

De acordo com a última atualização, a China tem 909 mortes confirmadas em decorrência do vírus e registra mais de 40 mil casos de infecção. Em outros 24 países foram confirmadas 300 ocorrências da doença, com uma morte nas Filipinas. O Ministério da Saúde elevou a classificação de risco do Brasil para o nível 2, que significa perigo iminente, com 11 suspeitas em território nacional.

A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) alerta para o risco de infecção via humana e via animal. No caso dos humanos, a contaminação ocorre de forma mais comum pelo ar, com a pessoa tossindo ou espirrando. O contato físico, como aperto de mão, também pode provocar o contágio. Já nos animais, a ingestão de carnes de animais silvestres é o principal risco.

Infelizmente, mais uma vez, nos deparamos com um caso sério de saúde pública. Desta vez, ao redor do mundo. Como ainda existem poucas informações a respeito do tratamento, o mais indicado é o de adotar hábitos básicos, como lavar as mãos. Neste sentido, a Abihpec prima por itens de qualidade, sabonetes em barra, sabonetes líquidos e álcool gel, no intuito de prevenir doenças e promover saúde e bem-estar à população, afirma o presidente-executivo, João Carlos Basilio.

Entre as ações que podem minimizar os riscos de contaminação, a SBI menciona que lavar frequentemente as mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente e antes de se alimentar; usar lenço descartável para higiene nasal; higienizar as mãos após tossir ou espirrar, entre outros, contribuem para maior segurança da sociedade.

Não medimos esforços na produção de itens cada vez mais eficazes e acessíveis à população, com o objetivo de proporcionar mais saúde e qualidade de vida. Justamente por isso temos trabalhado junto aos governos estaduais para a diminuição excessiva das cargas tributárias¸ além de criticarmos à proposta de reforma tributária pretendida pelo governo federal, reforça Basilio. Isso teria impacto direto no aumento dos impostos, no crescimento dos preços dos produtos e na diminuição da acessibilidade a itens fundamentais por parte da sociedade. Não desejamos isso, completa.

CIST abre inscrições para o seu primeiro workshop do ano

O Clube Internacional de Seguros de Transportes (CIST) já abriu as inscrições para o seu primeiro workshop do ano. O encontro está marcado para o dia 19 de fevereiro, às 09h e, para melhor atender aos participantes, será em novo endereço, no Hotel Radisson Paulista, em São Paulo.

O evento faz parte da grade de debates mensais que o CIST promove com o compromisso de desenvolver a cultura de gestão de riscos e seguros no Brasil, e capacitar trabalhadores desses segmentos.

O primeiro painel terá como tema Novos tempos, novos clientes: o novo consumidor de Seguro - Desafios que afloram dessa nova conjuntura no mercado de seguro de transporte. O palestrante será Mauricio Viana, CEO da MJV Tecnologia & Inovação. Doutor em Ciência da Computação pelo Illinois Institute of Technology, frequentemente ele ministra palestras sobre o valor do Design Thinking e da Inovação para pessoas e empresas, ao redor do mundo.

O outro assunto do dia será sobre a Visão Geral do Mercado de Seguros de Transportes e suas Tendências - América latina e Mundo. Quem vai abordar o tema será Valdo Alves, diretor de transporte da Tókio Marine. Formado em geografia e comércio exterior, o executivo possui mais de 32 anos de experiência no mercado de seguros. Ele também é membro da Comissão de Transportes da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg).

Serviço

Data: 19 de fevereiro de 2020

Horário: 09h às 12h30

Local: Hotel Radisson Paulista

Endereço: Alameda Santos, 85 / São Paulo

Inscrições: R$ 80 para sócios / R$ 100 para não-sócios

Mais informações: barbara.gabriel@cist.org.br