As seguradoras precisam repensar seus sistemas organizacionais para intensificar o processo de digitalização

25, Jul. 2022

Fonte: Insurtalks

Com o avanço tecnológico, ficou muito claro que o processo de digitalização de uma empresa não é tão somente eliminar papéis e disponibilizar os conteúdos e documentos via sistemas digitais. Esse é apenas o primeiro passo do processo. Para continuar caminhando em direção à modernização dos processos por meio da digitalização, é preciso criar meios para que seja possível uma renovação do sistema nervoso central das seguradoras, com renovação da cultura organizacional e do modelo operacional.

A transformação organizacional exige investimento em pessoas

Para repensar o modelo operacional, as seguradoras precisam compreender a importância de investir em pessoas capacitadas para intensificar o processo de digitalização, afinal, são  as mentes desses profissionais habilidosos que estão por trás do desenvolvimento de toda e qualquer tecnologia.

Dificuldade na contratação de profissionais de tecnologia

Segundo um levantamento da Brasscom, o setor de tecnologia tem um déficit estimado de 400 mil profissionais no Brasil, podendo chegar a 797 mil até 2025. De acordo com a empresa, de janeiro a abril de 2021, foram gerados 52 mil novos postos de trabalho na área no Brasil – alta de 300% em relação a 2020. O documento estima que, para suprir a necessidade do setor, seria necessária a contratação de 70 mil profissionais, em média, por ano até 2024.

Quais os motivos para essa dificuldade?

De acordo com um levantamento da Robert Half, o Brasil é o 10º maior mercado do mundo no setor de Tecnologia da Informação e a transformação digital acelerou o déficit de profissionais de tecnologia. Atualmente, o país tem o maior déficit de profissionais de TI do mundo, com 408 mil vagas que precisam ser ocupadas imediatamente.

Os principais motivos apontados para que exista esse descompasso entre oferta e demanda são: 

  • Os supersalários: com a falta de mão de obra especializada, desenvolvedores recebem propostas de trabalho cada vez mais atrativas, difíceis de serem superadas por empresas menores ou organizações iniciantes.A vantagem, nesses casos, são as organizações maiores, que conseguem oferecer salários mais altos;
  • A senioridade valorizada: quanto mais sênior o desenvolvedor, menos disponível ele estará. Isso porque profissionais com expertise e experiência são muito requisitados no setor de TI e, certamente, já estão empregados ou desenvolvendo para outras empresas, dificultando a contratação.
  • Contratação freelancer:  os desenvolvedores recebem inúmeras propostas interessantes de trabalho e, a maioria deles, prefere atuar como freelancer em empresas com abordagens inovadoras. Por isso, é difícil mantê-los por um longo tempo em um mesmo projeto e, consequentemente, retê-los a partir de um contrato de trabalho extenso.
  • Falta de centros de formação de pessoal: com os cursos livres e rápidos tentando suprir o déficit de trabalhadores especializados na área de TI, há uma carência de cursos mais completos, como uma graduação em data science, por exemplo.
  • Fuga de cérebros para trabalhar em outros países: a consolidação do trabalho remoto também acirrou a disputa por desenvolvedores, ao passo que as empresas brasileiras passaram a concorrer com organizações estrangeiras, que pagam em dólar ou euro, duas moedas valorizadas, em relação ao Real.

Esse fato reduz a intensidade da inovação digital?

Esse fato, por si só, pode até limitar o impulsionamento da inovação digital, já que a contratação desses “atletas digitais” para atender à demanda das empresas é bastante difícil no mercado atual. No entanto, há alternativas para que as organizações possam contar com desenvolvedores gabaritados e com experiência. 

A solução pode estar dentro da própria seguradora

Para driblar as dificuldades na contratação de profissionais inovadores, as seguradoras podem complementar os esforços em recrutamento com um programa de treinamento e formação do grupo atual de colaboradores. Sabendo que esse não é um desafio simples, ele exigirá uma renovação da cultura organizacional, que precisa estabelecer a mentalidade de inovação como parte da sua própria natureza.

Premiar projetos que falham, mas geram aprendizados

A renovação cultural de uma organização tem que passar pelo estímulo da experimentação frequente e falhas rápidas. Já existem algumas empresas que estão premiando projetos internos que falharam, mas que trouxeram grandes aprendizados — um exemplo de praticante desse modelo é o Grupo Tata, um conglomerado industrial Indiano.

Movimento no ramo segurador é mais acentuado

O mercado segurador é o setor com maior suscetibilidade para disrupção, segundo estudo recente da Accenture.

O estudo não apontou uma novidade, já que o mercado segurador tem um histórico de ser tradicionalmente atrasado do ponto de vista tecnológico. Apesar disso, o setor está em acelerada transformação, sobretudo com as mudanças regulatórias e, ainda, com a entrada impactante das insurtechs. 

Viabilizar parcerias para melhorar o sistema organizacional

Para algumas seguradoras, nem sempre é possível investir continuamente em iniciativas de inovação, já que é preciso focar seus esforços no seu negócio principal _ experiência do cliente, desenvolvimento de produtos percentuais para pagamento de sinistros, distribuição, etc.

Por isso, o desenvolvimento de parcerias com insurtechs pode ser uma boa alternativa de canal de distribuição, por exemplo. Já que traz uma penetração rápida, com baixo nível de recurso para viabilização. 

Concentrar os esforços em eficiência e agilidade

Assim, é imprescindível desenvolver parcerias com outros players do ecossistema, seja com parceiros de distribuição ou com parceiros de tecnologia porque, dessa maneira, as seguradoras podem concentrar seus esforços em desenvolver iniciativas de melhorias de eficiência e agilidade operacional — por meio da otimização e automatização de processos internos. Dessa forma, com profissionais especializados dentro e fora da empresa (por meio das parcerias), é possível intensificar o processo de digitalização melhorando o sistema organizacional sem sacrificar recursos dispendiosos.


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