II Evento de Seguro de Responsabilidade Civil

21, Set. 2020

Webinar: Com promoção da AIDA e participação da ABGR

Reserve em sua agenda o dia 06/10/2020 (terça-feira), às 17hs, no YOUTUBE / AIDABRASIL. Não percam!!

Tema:

Fatores que influem na subscrição do seguro de responsabilidade civil no Brasil e medidas concretas para o sucesso do negócio.

Participação de Christian Mendonça (Membro do Conselho Deliberativo da ABGR)


A MAIORIA DOS INCÊNDIOS NÃO TEM SEGURO

A Amazônia arde, o Pantanal arde, as serras paulistas ardem, incêndios se espalham por Minas Gerias e por aí vamos, com grande parte da América Latina sendo coberta por uma impressionante nuvem de fumaça, fotografada pelos satélites, e que avança consistentemente em direção ao sul do Brasil.

Quanto desse fogo é culpa do Brasil? Nenhum, exceto se tomarmos como razão para isso a omissão e a irresponsabilidade que por séculos nos castigam nos mais variados campos éticos, sociais e patrimoniais. Nossa omissão e egoísmo são apavorantes e podem ser vistos na comparação entre os mais de quatrocentos bilhões de dólares doados anualmente ao terceiro setor pelos norte-americanos e os, quem sabe, cinco bilhões de reais, excepcionalmente doados para o combate da pandemia do coronavírus em 2020.

E, no entanto, os Estados Unidos também ardem. A costa oeste norte-americana é palco de incêndios gigantescos, que destroem e matam e que queimam pelo menos com a mesma intensidade do fogo que consome o Pantanal. Será que são tão omissos e egoístas como nós? Mas se eles doam mais de quatrocentos bilhões de dólares para o terceiro setor, como podem ser omissos, ou melhor, como podem pegar fogo como estão pegando? É uma injustiça. Mas... será que é?

O problema é mais embaixo e mais complexo. O fogo da Amazônia é diferente dos incêndios do Pantanal, que são diferentes dos incêndios das serras paulistas, que são diferentes dos incêndios que grassam em Minas Gerais, que são diferentes dos incêndios da Califórnia, que são diferentes dos incêndios do Oregon, que são diferentes dos incêndios que destroem Portugal e Espanha com enorme regularidade.

Todavia, há dois pontos comuns que deixam o ser humano feio na foto. O primeiro são as mudanças climáticas e o segundo é a ação criminosa de pessoas sem a menor noção de responsabilidade social, que, para ganhar quinhentos metros quadrados a mais de pasto, ou para passar um fim de semana legal na serra, não hesitam em causar incêndios das proporções dos que vão acontecendo ao redor do planeta e que, depois, quando são descobertas, dizem: Eu não queria fazer isso ou Eu não sabia que poderia acontecer.

Quem comete ato ilegal deliberado assume os resultados e, no caso, os resultados são incêndios criminosos, cada um com suas características, a começar pelas razões por que foram ateados. Em muitos casos não cabe nem mesmo a desculpa de que quem fez foi um capiau sem instrução. Ele pode não ter escola, mas sabe que o fogo pode escapar do controle. Então tem que ser responsabilizado, da mesma forma que  o ecoturista que não apaga direito a fogueira ou joga bituca de cigarro no mato seco ou deixa um pedaço de vidro quebrado no capim.

O grande ponto em comum dos incêndios no mundo é que a maioria deles tem origem humana. No Brasil, o quadro é agravado pela falta de atenção que o assunto merece, falta de fiscalização e a leniência do Poder Público.

Mas há outro tópico que precisa ser mostrado. A maioria das zonas destruídas por esse tipo de incêndio não tem seguro. E a regra vale tanto para o Brasil, como para os demais países, incluídos os Estados Unidos, onde o seguro é tão considerado e contratado por boa parte da população.

Os incêndios em zonas rurais são excluídos das apólices normais de seguro de incêndio. Para que sejam incluídos é necessária a contratação de uma garantia específica, que tem um custo, o qual as pessoas preferem não pagar porque esse tipo de evento não acontece. Até a hora que acontece.

Além disso, grande parte das áreas destruídas é composta por pastagens, matas naturais, parques, etc., que não comovem o cidadão, nem incentivam os governos a segurá-las.

O resultado é que, além da destruição do meio ambiente, cujo começo pode ter interferência humana, mas que, depois de um ponto, acontece porque a natureza assume o controle e faz a parte dela, o fogo destrói também edifícios, maquinários, insumos e equipamentos, em grande parte sem seguro, o que aumenta ainda mais os prejuízos, especialmente das pessoas e empresas atingidas.  

Fonte: Estadão / Autor: Antonio Penteado Mendonça

Previdência Privada: Com autofalência, Aplub suspende pagamentos de 6 mil beneficiários

Fonte: Jornal do Comercio / Sonho Seguro

A autofalência da Aplub Prev, a sigla como é mais conhecida a Associação dos Profissionais Liberais Universitários do Brasil, decretada pela Justiça terá como primeiro efeito imediato a suspensão dos pagamentos a 6 mil beneficiários do plano de previdência complementar. Já o braço de capitalização do grupo não foi atingido e tem operação normal.

Os depósitos totais de R$ 4 milhões deveriam ser feitos no dia 25, mas não ocorrerão, confirma o escritório Scalzilli Althaus, contratado pelo interventor nomeado para a Aplub Prev pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). Os valores variam de R$ 50,00 a R$ 3 mil, mas há benefícios maiores. Além disso, os valores que outros 10 mil contribuintes atuais têm direito também passam a depender dos próximos passos da falência. Os 16 mil integrantes do plano terão direito a valores de contas bancárias e à receita de leilões de ativos, mas estarão na terceira posição entre os credores, atrás de passivos trabalhistas e com tributos.

A Aplub Prev pagava 6 mil pessoas com valores mensais, que a partir de agora não receberão mais, mas terão seus direitos resguardados na falência”, garante a advogada Gabriele Chimelo, sócia do Scalzilli Althaus. A intervenção, considerada a maior em andamento no País, foi em fim de 2015. Em agosto de 2018, foi decretada a liquidação extrajudicial da companhia pela Susep. Gabriele lembra que a instituição nunca havia atrasado o pagando dos beneficiários.

Sempre honrou em dia. A notícia é triste para os gaúchos! Afinal, estamos tratando de uma das empresas mais queridas e participativas na comunidade, comenta a sócia do Scalzilli Althaus. A marca chegou a ser estampada na camisa do Inter como uma das patrocinadoras do Colorado. A Aplub foi criada há 56 anos.

O administrador Dani Giacomini já foi nomeado pela Justiça para cuidar dos procedimentos pós-falência. Sua tarefa será fazer a arrecadação dos bens da associação para levar à leilão. Os ativos serão a fonte para liquidar dívidas, que são admitidas em mais de R$ 700 milhões, com a maior cifra formada pelos valores de contribuintes e beneficiários.

A Aplub Prev é credora em ações judiciais avaliadas em R$ 200 milhões. Gabriele esclarece que a análise feita durante a intervenção apontou prejuízo mensal de R$ 4 milhões. Os ativos são avaliados em R$ 300 milhões. Para quitar todos os credores, a previdência precisará de quase R$ 400 milhões a mais, lembrou. A autofalência foi pedida no começo da semana passada na Vara de Direito Empresarial, Recuperação de Empresas e Falências da Comarca de Porto Alegre.

A solicitação foi atendida em menos de 24 horas. A partir de agora, será feita também a perícia contábil, a verificação dos motivos da quebra da associação e a apuração dos responsáveis, que podem gerar processos na área cível e criminal. A Aplub já teve 30 mil associados e 120 empregados, além de distribuidores e corretores em todo o País. Hoje restaram apenas 17 funcionários. O escritório explicou que a tentativa de vender ativos para pagar devedores não deu certo nos últimos anos. Por isso, a saída foi pedir a decretação da autofalência. Tivemos de estancar essa sangria o quanto antes ou os danos seriam ainda maiores, justificou a advogada.

A Aplub tem ativos em Porto Alegre, como a sede na avenida Júlio de Castilhos, avaliada em R$ 22 milhões, em Caxias do Sul e em outros estados. É muito difícil precificar todos os bens, pois muitos estão desativados há anos e em estado péssimo, adiantou Gabriele. A associação tem ainda R$ 150 milhões em aplicações financeiras que compõem o ativo total. Este valor será usado, junto com a renda da venda de imóveis, no pagamento dos débitos.

Os recursos nos bancos já podem ser destinados ao pagamento do passivo trabalhista, no limite de 150 salários mínimos por credor. O que sobrar será usado para pagar tributos e parte dos valores dos contribuintes e beneficiários. A intenção é vender ativos e fazer de forma muito ágil um quadro de credores e rateio de valores, projeta a sócia do Scalzilli Althaus. Nos últimos anos, a Aplub recebeu ofertas de compra por sua carteira de ativos, mas os interessados não mostraram consistência nas propostas de pagamento.

O negócio, apontado como a fonte das dificuldades que levaram à liquidação, foi um acordo acertado em 2013 para transferir o controle da empresa gaúcha à seguradora Capemisa, com sede no Rio de Janeiro. A transação foi desfeita pela Susep. A associação acionou a Capemisa na Justiça, alegando que a seguradora realizou manobras administrativas e financeiras para apropriar-se de produtos e receita da Aplub, segundo informação no site do Tribunal de Justiça do RS (TJ-RS).

Retorno ao escritório: entre erros e acertos, funcionários relatam retomada do trabalho presencial

Voltar para o escritório após meses de trabalho remoto forçado é uma situação inédita para a realidade de qualquer empresa - e também qualquer empregado

Fonte: InfoMoney

Com a reabertura gradual das atividades em várias cidades do país, algumas empresas começam a pôr em prática os planos de retorno aos escritórios. Mas a volta ao trabalho presencial está acontecendo em meio a erros, acertos e restrições.

Segundo o IBGE, o brasileiro já está retornando em peso ao escritório: cerca de 800 mil pessoas voltaram a trabalhar de forma presencial só na terceira semana de agosto. Nos últimos dois meses, 11,2 milhões de trabalhadores deixaram o home office para trás.

Mas, agora, a aglomeração de pessoas e os elevadores lotados, que já faziam parte da rotina de alguns principais prédios comerciais do país, deixam de ser apenas um incômodo e passam a ser questão de saúde.

Áreas que já eram disputadas, com as medidas de distanciamento e limitação do número de ocupantes, agora têm filas. Problemas causados não só pela falta de orientação das empresas, mas também pelo descumprimento de regras por parte dos funcionários.

Funcionários ouvidos pelo InfoMoney relataram que o retorno à sede do banco Santander, em São Paulo, por exemplo, foi um pouco conturbado.

Os elevadores, que sempre foram cheios, não tiveram seus sistemas adaptados para a lotação máxima de cinco pessoas, que foi a regra por um período. Se dez pessoas chamavam para um mesmo andar, o sistema direcionava todas ao mesmo elevador, assim como acontecia antes da pandemia. Nos horários de pico, isso acabou gerando uma aglomeração, disse um funcionário do banco que não quis se identificar.

Veja a íntegra da matéria: https://www.infomoney.com.br/negocios/retorno-ao-escritorio-entre-erros-e-acertos-funcionarios-relatam-retomada-do-trabalho-presencial/

Mercado de Trabalho / Oportunidade

Insurance and Guarantees Coordinator / AES Tietê / São Paulo, SP

Present in Brazil for 20 years, AES Tietê acts as an electric energy solutions company, built in partnership with our customers. From the trading of the energy generated by our hydraulic, wind and solar plants to the development of small and large scale renewable energy solutions, we present ourselves as enablers of the integration of sustainability into our clients' businesses.

Summary:

Responsible for contracting and monitoring all insurance of AES Brasil companies, financial guarantees (sureties and insurance guarantees) of a commercial, financial, legal or operational nature. The report will be direct to Financial Director and it will lead a middle analyst.

Responsibilities:

Administer AES Brasil's insurance policies in order to minimize the corporation's residual risk.

Keep insurance policy in force and updated in order to provide guidelines for managing the area and minimize the cost of risk.

Guide the execution of planning and implementation of recommendations.

Manage cooperation agreements with financial institutions and insurance companies to offer massified products and services, with a view to increasing revenue for the company.

Ensure that the company's main risks are adequately protected, in line with the risk transfer and retention policy

Promote insurance talks, detailing information on insurance contract obligations.

Disseminate the culture of insurance and risk management in the company.

Comprehensive understanding of the national and international market as well as the regulations involved in insurance, reinsurance

Ensure the correct update of the claims database

Search for the best alternative for covering risks, between guarantees and guarantee insurance

Qualifications:

Education level requested is master degree with technical courses in Insurance, Administration, Engineering or related areas.

Experience of 7 years minimum

Fluent English is required

LOCAL: São Paulo - SP

The AES Tietê values diversity, inclusion and continuous development. We´re oriented by customer, innovation and working in a collaborative way and this only happens when we´ve a diverse environment by socioeconomic, age, gender, ethnicity, sexual orientation, identity, disability or religion.

Fonte: Linkedin / Interessados: enviar CV para: cinthia.vicente@aes.com 

Analista de Risco / Risco Operacional

https://www.linkedin.com/jobs/search/?currentJobId=2025053694&f_C=654090&geoId=92000000 

Empresa: BTG Pactual / Localidade da empresa São Paulo, São Paulo, Brasil

Sobre a vaga:

A área de Risco Operacional é responsável por identificar, avaliar e monitorar, em parceria com as demais áreas do Banco, os riscos, potenciais ou já materializados, tendo o objetivo de mitigar os seus impactos até um nível que esteja dentro do apetite de risco da instituição.

No Seu Dia-a-dia

Apoiar a análise e classificação dos riscos quanto à frequência, severidade, impacto financeiro, regulatório e reputacional, com o objetivo de identificar os processos críticos às principais linhas de negócio da instituição;

Identificar riscos e melhorias em processos e monitorar a implementação de planos de ação para endereçar a sua mitigação;

Suportar os países onde o banco possui escritórios e em conjunto com o responsável local, garantir o atendimento de exigências regulatórias;

Atender auditorias e elaborar resposta aos questionamentos de reguladores / auto reguladores;

Elaborar relatórios gerenciais de Riscos e Incidentes.

Expectativa:

Formação em Engenharias, Administração, Contabilidade, Economia e/ou Ciência da Computação;

Conhecimento de produtos financeiros;

Visão orientada a processos e projetos;

Conhecimentos avançados de Excel, incluindo lógica de programação;

Perfil analítico, organizado, comunicativo e atenção a detalhes;

Nível avançado de Inglês.

O BTG Pactual respeita a pluralidade de identidades e trabalha para promover uma cultura inclusiva. Não fazemos distinção de raça, cor, religião, identidade de gênero, orientação sexual, nacionalidade, deficiência ou idade em nenhuma etapa do processo seletivo, reforçando nosso compromisso com a diversidade.

Nível de experiência: Pleno-sênior

Setor: Tecnologia da informação e serviços / Software

Serviços financeiros

Tipo de emprego: Tempo integral

Funções de trabalho: Financeiro / Vendas

Sobre a empresa

BTG Pactual is an innovative global financial firm that operates as a meritocratic partnership with a passion for consistently creating value for its clients and shareholders.

BTG Pactual’s global presence, based on a dominant fully fledged Latin America Investment Bank, global Asset and Wealth Management platform, enables it to provide a comprehensive range of financial services to a global client base that includes corporations, institutional investors, governments and high net worth individuals.

For additional information, please visit www.btgpactual.com  

ACESSE AS REVISTAS DO MERCADO:

Revista Apólice: https://www.revistaapolice.com.br/2020/08/edicao-257/         

Revista Cobertura: https://www.dropbox.com/s/yyjt7xejhgkgg8g/REVISTA-COBERTURA_223-BAIXA-1.pdf?dl=0      

Revista Segurador Brasil: https://issuu.com/revistaseguradorbrasil/docs/segurador_159      

Caderno de Seguros: http://cadernosdeseguro.funenseg.org.br/secoes.php  

Webinar: O papel das empresas para a urgente superação do racismo na sociedade brasileira

Fonte: CNseg / Sonho Seguro

A Confederação Nacional das Seguradoras realizará nova edição da série de webinars técnicos (WebTec), tendo como tema O papel das empresas para a urgente superação do racismo na sociedade brasileira. O evento está marcado para 25 de setembro, Dia da Diversidade e Inclusão no Setor de Seguros, entre 11h e 12h30.

O WebTec, que será transmitido pela plataforma Zoom e retransmitido pelo Canal Seguro no YouTube, contará com a participação como palestrantes de Alexandra Loras, executiva, comunicadora, mentora, consultora e ex-consulesa da França em São Paulo; Carlos de Paula, Diretor Executivo da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi); Narely de Paula, Head de Energy da Austral Seguradora; Tereza Moreno, VP Financeira & CFO da Prudential do Brasil Seguros de Vida e Thiago Amparo, professor de Direito e Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas-SP. A mediação ficará por conta da Diretora de Relações de Consumo e Comunicação da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Solange Beatriz Palheiro Mendes.

Segundo Solange Beatriz, o setor de seguros está consciente que é preciso acelerar suas políticas de inclusão, pois, além de gerar mais justiça social, um ambiente mais inclusivo fomenta soluções inovadoras, que são essenciais para um melhor desempenho das empresas. Hoje o tema já faz parte da agenda social e econômica do nosso setor.

Os interessados em participar podem se inscrever gratuitamente clicando: https://zoom.us/webinar/register/WN_QeMqUbYMTNOQDHWPSSUbXg 

É inaceitável termos só 16% de líderes negros’, diz Frederico Trajano

Somos responsáveis por quem selecionamos e promovemos, diz o CEO da Magazine Luiza

Fonte: Agência Estado

A decisão do Magazine Luiza em colocar apenas negros em seu próximo programa de trainees, conforme noticiado pelo Estadão/Broadcast teve, segundo o presidente da empresa, Frederico Trajano, um componente matemático.

De um lado há o desequilíbrio entre o número de funcionários e o de lideranças negras dentro da empresa. Por outro, ter à frente pessoas que refletem a realidade da população brasileira levará a tomadas de decisão que aumentarão as vendas e gerarão maior valor ao acionista.

Somos responsáveis por quem selecionamos e promovemos, diz. Claramente, se temos 53% da equipe negra e parda e só 16% de negros e pardos em cargos de liderança, há um problema para resolver com uma ação concreta.

A decisão de criar um programa de trainees voltado para pessoas negras partiu da empresa ou teve a ver com demandas de investidores?

Definitivamente, não de investidores. Não espere isso tão cedo. Embora exista a pauta de ESG (meio ambiente, sustentabilidade e governança, da sigla em inglês), ainda não chegamos lá. Fizemos uma pesquisa interna.

Eu não sabia, mas 53% da nossa equipe é formada por negros e pardos. Na mesma pesquisa, vimos que apenas 16% dos nossos líderes eram negros e pardos. Isso acendeu um sinal amarelo ou vermelho. Nunca nos posicionamos em relação à pauta racial porque não havia um diagnóstico claro dessa questão.

A partir da pesquisa, vimos que tínhamos uma anomalia, um problema concreto. Somos muito pragmáticos. O caminho mais curto para se chegar à liderança é o programa de trainee.

Porém, nos programas anteriores, e eu sempre entrevisto os finalistas, a gente sempre tinha só uma pessoa negra ou parda no final. Então, de certa maneira, não estávamos conseguindo atrair e selecionar essas pessoas.

Precisávamos fazer algo diferente. Não é oportunismo. Queremos resolver um problema que sabemos que temos. Estamos sendo honestos em relação à necessidade de mudar uma realidade que nós mesmos criamos. Somos responsáveis por quem selecionamos e promovemos.

Desde que a notícia do trainee 2021 foi publicada houve forte reação na internet com comentários dizendo que a iniciativa é racista. Leitores ameaçam o Magalu com processos por discriminação racial, com suspensão de compras e eliminação do app. Essa reação estava na conta de vocês?

Sabíamos que essa nossa ação afirmativa iria desencadear discussões. A iniciativa é inédita e somos uma empresa grande, com uma marca de muita visibilidade.

Por intermédio da Lu, nossa influenciadora virtual, nos manifestamos nas redes, de forma contundente, sobre a legalidade do programa e a nossa intenção ao levá-lo adiante: atacar a baixa representatividade negra em nossa liderança.

É inaceitável que apenas 16% dela seja composta por negros. Ao longo dos anos (15 no total), a companhia formou cerca de 250 trainees. Só dez eram negros. Em todos os programas houve enorme dificuldade de atrair talentos negros.

O número de candidatos sempre foi baixíssimo. Por isso a decisão de criar um programa exclusivo. Essa dificuldade de acesso tem sido um problema para uma companhia que acredita que a diversidade aumenta a competitividade, e queremos resolvê-lo.

Qual o benefício para a empresa quando investe em diminuir desigualdades?

Para o Magazine Luiza a diversidade maior nos nossos quadros de liderança vai gerar resultados maiores. Mal ou bem, a nossa base de consumidores reflete a distribuição social e racial do Brasil, que é em mais de 50% formado por negros e pardos. Se não há nas lideranças pessoas com essas características, pode-se estar tomando decisões subótimas sobre sistemas que desenvolvemos, sobre o tipo de marketing. Além de gerar benefício macroeconômico para o Brasil, é nossa responsabilidade gerar valor ao acionista. Se tivéssemos mais representatividade de mulheres e negros, que é nossa questão mais sensível hoje, na liderança, teríamos ações mais efetivas. Isso geraria mais vendas e, em última instância, mais retorno aos acionistas.

O consumidor reage de maneira positiva em relação a essas questões?

No caso do consumidor, a situação mudou rápido. A pandemia foi um catalisador para a digitalização e para a responsabilidade social. O consumidor sai da pandemia mais digitalizado e cobrando mais responsabilidade social das empresas.

Estamos colhendo frutos de ter tomado decisões que reverberaram muito e não foram só econômicas: como a de não demitir e fazer doações logo no início da pandemia. Essas decisões se converteram em mais vendas no pós pandemia.

Há mudança de mentalidade dos investidores para olhar para essas práticas de ESG?

ESG é pauta apenas de um fundo brasileiro mais ativista e alguns estrangeiros, mas poucos. Tenho centenas de grandes investidores e três ou quatro fazem perguntas específicas sobre esse tema. Ainda assim os estrangeiros têm uma base de preocupação muito mais ambiental do que social. No Brasil há uma questão ambiental muito importante.

Para o Magalu, que é uma varejista, a pauta social deve ser mais relevante. Ninguém nunca me perguntou o que estamos fazendo com esse objetivo. Ainda é muito incipiente. Tem se falado mais. Que bom! Mas não tenho visto decisões práticas de investimento sendo tomadas por indicadores de ESG. Nosso interesse em virar uma empresa B-Corp (certificado de empresas que têm como modelo de negócios o desenvolvimento social e ambiental) veio antes dessa modinha do ESG dos investidores.

Confiança do empresário do comércio tem alta recorde em setembro

Expansão é de 14,4% na comparação com agosto, diz CNC.

Fonte: Monitor Mercantil

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), medido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), registrou, em setembro, alta de 14,4% na comparação com agosto. É a maior alta da série histórica da pesquisa, iniciada em abril de 2011. Apesar da alta mensal recorde, o indicador chegou a 91,6 pontos em uma escala de zero a 200 pontos, ainda 23,1% abaixo do patamar de setembro do ano passado.

Segundo o presidente da CNC, José Roberto Tadros, a expectativa é que a flexibilização das medidas de distanciamento social sustente a retomada da atividade econômica no terceiro trimestre. O volume de vendas do comércio tem apresentado crescimento nos últimos meses, impulsionado pela reabertura das lojas do varejo não essencial, o que tem impactado na percepção cada vez mais otimista dos comerciantes, disse Tadros.

Na comparação com agosto, houve alta em todos os componentes do indicador. As condições atuais do empresariado subiram 42,1%, avanço puxado principalmente pelo componente de confiança no momento atual da economia (alta de 65,6%).

As expectativas cresceram 7,2%, influenciadas pelo aumento da confiança no futuro da economia (alta de 9,7%). Já as intenções de investimentos cresceram 13,1%, puxadas pelo componente de contratações de funcionários (alta de 22,3%).

Já na comparação com setembro de 2019 ocorreu o oposto, com queda em todos os componentes. As condições atuais caíram 41,5%, com destaque para o recuo 52,3% no momento atual da economia.

As expectativas recuaram 13,1%, também com destaque para a confiança na economia (-16,1%). Enquanto isso, as intenções de investimentos tiveram queda de 21,7%, com destaque para os investimentos na empresa (-32,3%).

Na sexta-feira passada, a CNC havia revisado de 5,7% para 5,6% a previsão de retração no volume de receitas do setor de serviços em 2020. A estimativa tinha como base os dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de julho, divulgada naquele dia pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A projeção da CNC levava em consideração a lenta reação do nível de atividade do setor e as expectativas quanto ao desempenho da economia para os próximos trimestres. Para Tadros, os serviços não deverão escapar de uma queda histórica em 2020.

Desde o início da recuperação dos setores econômicos do país, a partir de maio, os serviços têm apresentando um ritmo de reação mais demorado que o comércio e a indústria.

De acordo com a PMS, o volume de receitas dos serviços cresceu em julho (+2,6%) em relação a junho, já descontados os efeitos sazonais. Foi o segundo avanço consecutivo do setor, que chegou a acumular retração de quase 20% entre fevereiro e maio deste ano. Na comparação com julho de 2019, contudo, houve variação negativa (-11,9%) pelo quinto mês consecutivo. O destaque ficou por conta da categoria outros serviços (+3%), que engloba atividades imobiliárias, serviços de reparação de equipamentos e objetos de uso pessoal e doméstico, serviços de utilidade pública, entre outros. Os transportes (+2,3%) e os serviços de informação (+2,2%) também cresceram, contrastando com o desempenho dos serviços prestados às famílias, que, após dois meses de alta, voltaram a registrar perdas (-3,9%), especialmente em atividades típicas do turismo, como hospedagem e alimentação fora do domicílio (-5%).

Samarco retomará suas atividades até o final do ano

Empresa afirma que obteve licenças necessárias. Mineradora manterá atividades complementares no Porto de Ubu com recebimento e embarques de granéis sólidos para terceiros.

A Samarco mantém a previsão de retomada operacional para o final do ano, após a implantação do sistema de filtragem, que está em andamento, e a conclusão das atividades de prontidão operacional. Com a obtenção da licença de operação corretiva (LOC), aprovada em outubro de 2019 pela Câmara de Atividades Minerárias (CMI), do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam), a empresa afirma que possui todas as licenças ambientais necessárias para reiniciar suas atividades operacionais.

O planejamento prevê a retomada das atividades operacionais de forma gradual, inicialmente com 26% de sua capacidade produtiva, atingindo uma produção de aproximadamente entre sete e oito milhões de toneladas de pelotas por ano a partir de 2021. Além do escoamento da produção a partir da retomada, a Samarco manterá as atividades complementares no Porto de Ubu por meio do recebimento e embarques de granéis sólidos para terceiros. A retomada será de forma gradual, inicialmente, com um concentrador em Germano (MG) e uma usina de pelotização em Ubu (ES), informou a companhia.

O terminal marítimo de Ponta de Ubu está localizado em Anchieta (ES), a cerca de 80 quilômetros de Vitória. A unidade tem dois berços de atracação com calados de 16,8 metros e 13 metros em um píer de concreto com dimensões 313x22m, protegido por um quebra-mar em forma de L, capaz de receber navios de até 210 mil toneladas.

O porto possui um sistema de embarque com capacidade instalada de até 33 milhões de toneladas por ano. A unidade possui três pátios, com capacidade para armazenar até 2,3 milhões de toneladas de pelotas, cercados por barreiras de vento que contêm a emissão de particulados. A recuperação do material é feita por meio de um sistema de correias e o embarque por meio de um shiploader com capacidade de 12.500 toneladas/hora.

O Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou, em julho, a renovação das permissões de concessão de duas estradas de ferro administradas pela empresa Vale: a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) e a Estrada de Ferro Carajás (EFC). O termo de renovação assinado com a mineradora também antecipa a construção de um novo trecho ferroviário entre as cidades de Cariacica e Anchieta, ambas no Espírito Santo. A ferrovia faz parte do projeto de viabilização do Porto de Ubu.

Ritmo de demissões começa a desacelerar no setor de transporte

Pela primeira vez, em três meses, houve uma estabilização do número de empresas do setor de transporte que tiveram de adotar demissões durante a pandemia do novo coronavírus, apresentando, até mesmo, uma pequena tendência de queda. É o que constata a quinta rodada da Pesquisa de Impacto no Transporte, Covid-19, divulgada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte).

De acordo com o levantamento, dos 40,6% transportadores que tiveram de promover redução em seus quadros de empregados, 55,3% não pretendem promover demissões em setembro. Já entre os que não demitiram, esse percentual é ainda mais elevado: 83,8% não devem demitir empregados.

A pesquisa da CNT, que ouviu 914 empresas de cargas e de passageiros, de todos os modais de transporte, entre os dias 25 de agosto e 3 de setembro, revela ainda que 52,3% dos transportadores consultados que promoveram demissões esperam readmitir os empregados após o fim da pandemia.

O levantamento também mostra que 35,9% dos entrevistados esperam um aumento da demanda e da receita em 2021. Mas o impasse entre o governo e o Congresso Nacional em relação à prorrogação da desoneração da folha de pagamentos preocupa. Para quase 40,0% das empresas transportadoras brasileiras, será negativo o impacto de um possível fim da desoneração da folha de pagamento; 18,1% não souberam avaliar o impacto.

O presidente da CNT, Vander Costa, considera que os transportadores estão mais otimistas em relação ao futuro pós-pandemia e que isso será fundamental para reaquecer o setor nos próximos meses.

Os resultados dessa rodada demonstram que as empresas transportadoras estão comprometidas com a retomada da atividade econômica do país, indicando até mesmo uma eventual recuperação de parte dos postos de trabalho perdidos durante a pandemia. Mas, para que essa possibilidade tenha mais chance de se concretizar, é necessário que haja uma rápida e favorável definição sobre a prorrogação da desoneração da folha de pagamentos.

O setor, porém, ainda enfrenta os efeitos da maior crise já enfrentada: 63,6% das transportadoras apontaram queda de demanda em relação ao mesmo período de anos anteriores, sendo que, para 46,6%, a retração foi bastante acentuada.

Das empresas consultadas pela CNT, 67,4% declararam que tiveram prejuízos durante a pandemia. A queda de faturamento, por sua vez, foi indicada por 50,8% das empresas de transporte, e mais de um terço das transportadoras (36,2%) tem a capacidade de pagamento muito comprometida (folha de pagamento, financiamentos, tributos, fornecedores e aluguel, entre outros).

Nesse sentido, para 52,5%, levará pelo menos um ano para sua empresa voltar aos níveis de demanda e faturamento anteriores à pandemia; 8,5% afirmam que a empresa não voltará a ter o nível de faturamento anterior à pandemia.

Dificuldades já conhecidas

Desde o início da crise, 51,8% das empresas de transporte solicitaram aos bancos algum tipo de financiamento, sendo que quase dois terços delas (61,3%) tiveram a sua solicitação negada. No levantamento, 62,4% afirmam não conhecer o PEAC (Programa Emergencial de Acesso a Crédito) – nova iniciativa do governo federal que busca viabilizar crédito para pequenas e médias empresas.

Sobre a atuação do Ministério da Economia em relação ao apoio às empresas durante a pandemia, 67,5% a avaliam como negativa; enquanto 25,6% a consideram positiva.

A exemplo das rodadas anteriores, 58,8% das empresas destacaram, entre as medidas consideradas prioritárias pelo setor para o atual momento, a importância da disponibilização de linhas de crédito com carência estendida e taxas de juros reduzidas (incluindo capital de giro) também para grandes empresas.

Além disso, 52,2% citaram a isenção de tributos federais durante a pandemia. A necessidade da manutenção da desoneração da folha para o setor transportador foi lembrada por 39,9%.

Novos padrões de atendimento

Desde o início da pandemia, 58,2% dos entrevistados perceberam mudanças de exigências dos clientes. Para 65,1% das empresas, os protocolos de higiene e de segurança sanitária representam a principal mudança exigida durante a pandemia. Na sequência, aparecem a redução do valor cobrado pelo serviço (11,5%) e pontualidade (6,5%).

Fonte: Na Boléia

Petrobrás priorizará combustíveis fósseis até 2030

A Petrobrás traçou um plano com projetos e produtos nas áreas de refino e gás natural nos quais pretende investir até 2030. O coração do seu negócio continua a ser o pré-sal. Mas ativos das outras duas áreas que permanecem em seu portfólio também vão receber dinheiro para que sejam adaptados a um novo ambiente de negócios, de mais concorrência e exigências ambientais.

Os insumos fósseis continuam sendo a prioridade da estatal. No plano para a próxima década, não foram incluídos projetos de energias renováveis. A exceção é um estudo para instalar turbinas eólicas flutuantes que devem fornecer energia para o funcionamento de equipamentos submarinos de campos do pré-sal.

O desenho do que a Petrobrás quer ser no futuro foi apresentado aos seus empregados na última quinta-feira, 17, em evento virtual. O Estadão/Broadcast teve acesso à apresentação aos funcionários.

A empresa divide seu planejamento para as áreas de refino e gás natural em dois novos programas – o Biorefino, de adaptação das unidades de processamento de petróleo e gás para a descarbonização dos derivados de petróleo; e o Gás+, por meio do qual a empresa espera se preparar para um ambiente de livre mercado, com a entrada de concorrentes em segmentos da cadeia dos quais abriu mão de participar.

No Biorefino, um dos pilares será a integração da Refinaria de Duque de Caxias (RJ), na baixada fluminense, ao Gaslub, no município de Itaboraí, na região metropolitana do Rio. Gaslub é o novo nome dado ao Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), que teve as obras paralisadas e agora está sendo adaptado para processar parte do gás natural que será produzido no pré-sal da Bacia de Santos.

Dessa integração devem sair três tipos de produtos, que utilizarão como matéria-prima também o petróleo do pré-sal: o diesel S-10, de consumo automotivo, derivados de baixo teor de enxofre, e lubrificantes de segunda geração. Ainda está sendo avaliada para o Gaslub a instalação de uma nova usina térmica de 1600 megawatts (MW) e consumo de gás natural de 6 milhões de m³ por dia a carga plena.

Para fazer frente a um cenário com exigências ambientais mais restritivas, a Petrobrás também aposta na fabricação de três novos derivados de petróleo e gás de bases renováveis. O diesel verde está em fase de teste na Refinaria do Paraná, mas ainda depende de definições regulatórias para ser comercializado. Já o bioqav será uma versão mais limpa do querosene de aviação que comercializa atualmente. E há ainda a nafta renovável. Os três produtos devem ser misturados a derivados de petróleo antes de serem comercializados.

Na área de Gás e Energia, o projeto passa pela associação de usinas térmicas de geração de eletricidade ao gás natural do pré-sal, que pode ser usado como insumo. Segundo a apresentação aos funcionários, o programa Gás+ será a alavanca para a sustentabilidade do segmento, a partir da adoção de medidas inovadoras, eficientes e competitivas. Para isso, a Petrobrás aposta, principalmente, na utilização de ferramentas de marketing.

A ideia é oferecer produtos customizados à demanda dos clientes, que devem se diferenciar em prazos e locais de entrega. Para isso, a empresa pretende criar mercados spots, de longo, médio e curto prazos na área de gás e energia.

Fonte: Estadão