Cobertura Para Grandes Riscos

22, Set. 2020

Cobertura Para Grandes Riscos

Os seguros para cobertura de grandes riscos na proposta de resolução brasileira. Comparação com a disciplina na união europeia e impressões jurídicas iniciais

Geralmente os seguros de grandes riscos se opõem, de maneira algo binária, à ideia de contratos de seguros massificados, para utilizarmos também o jargão presente na indústria de seguros.

1) Introdução

No dia 21 de agosto de 2020, o Conselho Diretor da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) lançou consulta pública sobre minuta de resolução disciplinando contratos de seguros para cobertura de grandes riscos / Consulta Pública 18/2020.

O presente artigo examina o que são contratos de seguros para cobertura de grandes riscos no mercado securitário, no vernáculo próprio da atividade econômica desenvolvida por seus agentes. Em seguida, percorremos o conceito de seguros de grandes riscos no direito comparado, com ênfase nas normas vigentes na União Europeia e seus reflexos, por exemplo, no Direito português, apresentando diversas implicações práticas e jurídicas decorrentes da classificação de seguros como sendo de grandes riscos naquela jurisdição.

Tudo isso antes de analisarmos um pouco mais a fundo a proposta de definição dos seguros para cobertura de grandes riscos concebida pela SUSEP, seus critérios definidores sob os prismas qualitativos e quantitativos, bem como o tratamento jurídico peculiar que a autarquia lhes pretende outorgar, seus limites, insuficiências e perspectivas.

2) Mas o que são seguros para cobertura de grandes riscos?

Não existe em nosso ordenamento nenhuma norma jurídica que conceitue seguros para cobertura de grandes riscos ou que preveja tal classificação.

Em pese não estar positivada em nosso direito, a expressão é de uso corrente e muito tradicional no setor securitário. Geralmente os seguros de grandes riscos se opõem, de maneira algo binária, à ideia de contratos de seguros massificados - para utilizarmos também o jargão presente na indústria de seguros.

É fácil imaginar alguns exemplos de seguros de cobertura de grandes riscos segundo sua conotação comum de mercado: seguros de riscos operacionais; seguro de riscos de engenharia; seguro de crédito etc. Em contraposição, são variados os exemplares de seguros massificados presentes em nosso dia-a-dia, tais como: seguro de automóvel, seguro de vida e de acidentes pessoais, seguro prestamista, seguro residencial etc.

Mesmo no mercado de seguros, entretanto, não existem critérios rígidos, objetivos e unívocos de taxonomia para definir quais seguros se enquadram no conceito socialmente utilizado como de grandes riscos e quais pertencem ao grupo dos massificados. Antes que possam surgir conclusões açodadas, a questão definitivamente não se reduz, por exemplo, a ser o contrato celebrado por um segurado pessoa jurídica ou pessoa natural como elemento de definição se um seguro será massificado ou não.

Existe uma considerável zona cinzenta intermediária que se torna tanto maior quanto mais facilitados e abertos se tornam os meios de contratação de seguros. Por exemplo, seguros compreensivos empresariais, que poderiam ser, à primeira vista, exemplos de seguros corporativos não-massificados, são vendidos de maneira por demais simplificada, sobretudo para o segmento de pequenas e até médias empresas.

Até mesmo o seguro garantia dirigido para pequenas e médias empresas são comercializados de maneira por vezes totalmente eletrônica (portal), mediante o upload de um checklist básico de informações financeiras para fins meramente de análise de rating para fins de crédito, e com pouca ou nenhuma exigência adicional de contragarantia específica. São vendas realizadas sem qualquer instrução informativa mais profunda a tais pequenos e médios empresários, se assemelhando muito mais ao sistema de comercialização de seguros massificados do que de grandes riscos. Os exemplos poderiam ser inúmeros e tendem a se proliferar ainda mais no futuro, com a maior abertura do mercado de seguros, o sandbox regulatório é um exercício de redução de barreiras à entrada, e o influxo crescente de insurtechs, inovando com produtos que seguradoras tradicionais simplesmente não criavam e dinamizando os meios para a sua distribuição.

A expressão grandes riscos carrega em si uma noção ínsita de medida, sendo o adjetivo grande um qualificativo de medida elevada. Risco, por sua vez, pode ser examinado sob diversos parâmetros (e.g., alta, média ou baixa complexidade), mas no campo do seguro e, particularmente, de sinistros, é frequente a utilização de duas dimensões: frequência e severidade. Nesse particular, o vocábulo grandes riscos parece ter mais ligação com a dimensão severidade do risco do que propriamente por sua frequência.

O sandbox, termo em inglês traduzido pela ideia de 'banco de testes', tem como objetivo promover novas e emergentes configurações de serviços e produtos, que devem ser ofertados em conformidade com as regras regulatórias, mas sem necessitar de um ato público de liberação. A regulação, para atender às demandas inovadoras, deve ser minimamente flexível e adaptável à natureza dessas novas atividades e tecnologias.

Sua essência, portanto, consiste em simplificar determinadas regras do jogo para que possa haver controle e certeza quanto a um eventual descumprimento de regulação estatal pré-existente. Segundo alguns autores, os bancos de teste acabam por representar 'uma opção muito atraente e de baixo custo para testar produtos, serviços e soluções tecnológicas inovadoras em um ambiente controlado.

Dentre as consequências positivas da criação destes 'bancos de testes', está a possibilidade do estabelecimento de um diálogo entre órgão regulador e regulado, o que por sua vez tende a aumentar as chances de o Poder Público conhecer de perto o negócio empreendido, podendo eventualmente elaborar uma regulação mais apropriada aos contornos de determinado mercado no futuro próximo.

Fonte: Migalhas

Autor: Felipe Bastos é advogado, Mestre em Direito (LL.M.) pela University of Virginia School of Law, EUA. Pós-graduado (MBA) em Direito Securitário pela Escola Nacional de Seguros. Sócio do escritório Veirano Advogados. Coordenador nacional das áreas de Resolução de Conflitos e de Seguros.

AMMS / Associação das Mulheres do Mercado de Seguros Promove o Dive In The Festival.

Reserve os dias 22 - 24 de Setembro / 2020 e faça sua inscrição: https://diveinfestival.com/2020-events/


Este ano, o Dive In Festival se concentra na importância da ação colaborativa de vozes locais para criar um impacto global na inclusão. O tema da autenticidade e perspectiva encoraja os participantes a pensar sobre os aspectos da diversidade e inclusão que nos permitem trazer todo o nosso eu e nossas experiências únicas para o local de trabalho e enfrentar desafios comuns.

FFF WEBINAR AXA XL RISK CONSULTING

Tema / Túneis: visão geral e avaliação de riscos para subscrição de seguros e resseguros

Data: 29 de setembro de 2020 / Horário: 09h30 às 10h45

Descrição:

Túneis são estruturas de transposição inferior de obstáculos que minimizam a interferência nos meios urbanos, abreviam as distâncias e reduzem o impacto ambiental. Estão presentes em obras urbanas, de rodovias, ferrovias, metrô, hidrelétricas e saneamento. Historicamente, inúmeros casos de desastres de grandes proporções ocorreram durante a construção de túneis que resultaram em perdas de vidas e grande prejuízo econômico. O desenvolvimento da engenharia geotécnica e da tecnologia de equipamentos e instrumentos reduziu significativamente a frequência e a magnitude desses incidentes. Contudo, ainda hoje, sinistros em túneis geram custos elevadíssimos de reconstrução, pois são obras de alta complexidade técnica e que enfrentam um razoável grau de incerteza associado a variações das condições do terreno em relação às estimadas no projeto.

Para manter a viabilidade de cobertura das obras de túneis, o mercado segurador deve saber avaliar e acompanhar tais obras com rigor e perícia, analisando como é feito o gerenciamento de riscos em cada fase, como: planejamento, projeto, construção e operação/manutenção.

Neste webinar serão discutidos aspectos construtivos e de gerenciamento de riscos para auxiliar subscritores na análise de projetos de túneis e no acompanhamento de sua execução ou operação.

Palestrante: Marcos Mitre / Senior Construction Risk Consultant / AXA XL Risk Consulting

Marcos Mitre tem 20 anos de experiência em projetos de infraestrutura de transporte. Fez Graduação e Mestrado em Engenharia Civil na Escola Politécnica da USP e MBA em Gerenciamento de Projetos na FGV-SP. Atua na AXA XL como consultor de riscos de construção para dar suporte à tomada de decisão na subscrição de grandes riscos de engenharia, obra civil terminada e responsabilidade civil em toda a América Latina.

Faça sua inscrição: https://event.on24.com/wcc/r/2624594/5553EF5E804F9E2DAD5808AB5DF2EF47

Sustentabilidade & Negócio: Tudo a ver

É ótimo se preocupar com sustentabilidade pelas razões óbvias, mas também é um bom negócio, diz CEO da Raízen

Ricardo Mussa falou sobre como a empresa foi afetada pelo coronavírus, o peso cada vez maior do ESG e sobre futuro: novas aquisições e IPO à vista?

Eu nunca tinha visto como estou vendo agora a demanda dos nossos clientes genuinamente pagando prêmio por produtos mais sustentáveis. A afirmação é de Ricardo Mussa, CEO da Raízen, empresa integrada de energia que está entre os maiores grupos empresariais privados do Brasil.

Em entrevista ao InfoMoney, Mussa disse que a maior importância dos consumidores às questões de ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa, na sigla em inglês) é algo que veio para ficar, e que pode ser um bom negócio para a companhia, que produz etanol, açúcar, distribui combustíveis e gera energia.

O executivo falou ainda sobre a isenção de imposto dada pelo governo brasileiro à importação de etanol de milho dos Estados Unidos, a falta de uma política mais atuante em gerar acordos bilaterais que beneficiem o agronegócio brasileiro, como a Raízen foi afetada pela pandemia de coronavírus e quais as expectativas de retomada, além de aquisições e IPO.

IM / Como a operação da Raízen foi atingida pela pandemia de coronavírus e o que a empresa fez para lidar com isso?

Mussa / A safra começou bem animada, foi no meio da pandemia. A gente ficou muito preocupado principalmente com a questão operacional. Como a gente tem muita gente na Raízen, mais de 30 mil funcionários, a gente tinha muita preocupação se a questão do coronavírus iria impactar nossas operações.

A gente acabou afastando muita gente do grupo de risco, fizemos muitos testes dentro da companhia e felizmente a gente não teve até agora nenhum impacto. Quer dizer, impacto sempre tem, mas nada que fosse muito relevante para a operação. A pandemia começou muito em São Paulo, e nossa operação é mais no interior. A gente é muito grande também em vários lugares do Brasil.

A gente opera em 70 terminais, tem operação na Argentina, então obviamente que fomos impactados, mas de uma forma melhor do que a gente imaginava. Não sei se uma das razões [para isso] é porque a Raízen tem uma média de idade [dos colaboradores] baixa. Então, a gente não teve grandes consequências do coronavírus na operação.

Mas a queda brusca da economia não é reflexo da menor demanda?

A segunda preocupação no nosso negócio era a retomada da economia. A gente sofreu muito no início [da pandemia] com dois grandes fatores. Um é o volume, porque o volume de [consumo de] combustíveis caiu muito. E também sofremos com preço, porque ele num primeiro momento teve uma forte baixa.

Por outro lado, na questão de preço, a desvalorização cambial ajudou bastante. Como a gente é uma empresa exportadora, a desvalorização cambial nos ajuda muito. Ou seja, a gente conseguiu que os preços em reais ficassem relativamente saudáveis mesmo com a crise.

Outro ponto que beneficiou a gente é que o mercado de açúcar é um mercado mais resiliente. O consumo não caiu. Se caiu, caiu muito pouco, diferentemente de combustível, que no começo da crise caiu bastante. O mercado de açúcar é um mercado que sustentou mais, tanto preço quanto volume.

E a recuperação da economia veio mais rápido do que a gente imaginava. A gente imaginava que fosse vir uma recuperação mais gradual. Ainda não é uma recuperação a full, mas é uma recuperação que, em relação ao que a gente tinha de visão lá em março e no comecinho de abril, é um cenário melhor do que a gente tinha originalmente imaginado.

O cenário continua desafiador?

Então, depende muito do ponto de vista. Em relação ao ano anterior, ainda é um ano desafiador, mas em relação ao cenário que nós tínhamos originalmente, a recuperação foi mais rápida e mais sólida do que a gente tinha imaginado. Dentro dessa crise toda, o nosso negócio está muito bem posicionado.

Eu vejo outros setores muito mais afetados. A gente passou com caixa forte, com uma situação financeira muito saudável. E agora também a operação está indo bem. O ano está com clima bom, indicando uma recuperação boa agora nesse segundo trimestre [para o setor, o primeiro trimestre é de abril a junho e o segundo de julho a setembro].

Num cenário como esse, nós tivemos um trabalho de corte de custos enorme, mas não precisamos mexer em quadro [de funcionários]. O mindset de crise facilita a gente ter maior controle de custos e as pessoas ficam mais sensíveis.

O nosso negócio estava crescendo. Estamos com expectativa de manter viés de alta no nosso negócio, que é mais resiliente. Muita exportação de etanol, açúcar, energia elétrica. Mesmo com a queda nos combustíveis. O business mais afetado mesmo foi o de aviação. É um business grande, mas não tão importante no big picture da companhia.

A Raízen tem a intenção de fazer toda a cadeia do mercado de açúcar até chegar ao consumidor final?

Sim, essa é a nossa intenção. No mercado de etanol, por exemplo, sempre estivemos em todos os elos da cadeia, o que não acontece ainda com o açúcar. Temos a intenção de ir mais para o destino, atender o cliente final, fazer a logística, agregar valor ao cliente e assim por diante.

Uma coisa que vem acontecendo agora, no mercado de açúcar também, é que essas questões de sustentabilidade tomaram um corpo enorme. No mercado de açúcar, a gente tem um negócio que se chama certificação bonsucro, é uma certificação das nossas usinas e de toda a cadeia de que ela é sustentável. Temos a maior certificação de bonsucro do mundo. Sempre tivemos e não fazia tanta diferença, mas neste ano o prêmio que estamos alcançando por termos essa certificação tem sido muito maior. Algo que a gente jamais tinha visto.

A pandemia colaborou para aumentar a preocupação da sociedade com a sustentabilidade?

O que a pandemia está fazendo em todos os mercados, como alimentos e energia, é dar uma importância maior [às questões sustentáveis das operações das empresas]. Então, parte também do nosso conforto durante essa crise é que a gente vê muito mais interesse nas questões de ESG [Governança Ambiental, Social e Corporativa, na sigla em inglês].

Lá no passado, em 2008, houve um boom de preocupação sustentável no mercado de etanol no mundo, mas dessa vez é diferente. Naquele momento, o cenário era de preço alto de petróleo, eu me lembro que o [ex-presidente dos EUA, George W.] Bush dizia: US is addicted to oil [os EUA são viciados em petróleo]. Mas neste momento agora é a sociedade pedindo.

Eu nunca tinha visto como estou vendo agora a demanda dos nossos clientes genuinamente pagando prêmio por produtos mais sustentáveis. Se tem uma grande shift [mudança] desse mercado, que eu acho que veio para ficar, é essa questão da sustentabilidade. E isso para todos os mercados. O pessoal costuma ligar muito à energia renovável, mas no mercado de açúcar é a mesma coisa.

E como está a sustentabilidade brasileira nos setores em que a Raízen atua em comparação com os outros mercados?

No mercado de açúcar mundial a gente compete com outros países que têm padrões diferentes. O Brasil é o país que tem mais quantidade de reserva legal. Toda a nossa área é certificada que não é área de desmatamento, não fazemos queima da cana etc. Quando você pega competidores como Tailândia e Índia, eles não conseguem oferecer esse tipo de padrão. Claro que dentro do Brasil tem empresas que são mais responsáveis do que outras.

Temos o etanol de segunda geração, o biogás. Tudo isso conta, inclusive, para aumentar a qualidade do nosso mercado de açúcar. Quando você tem um subproduto do açúcar, por exemplo o bagaço, que você consegue transformá-lo em etanol. Ou a vinhaça que você faz o biogás. Isso faz com que o seu açúcar seja mais sustentável. É uma cadeia completa. Por isso eu digo que eu estou sentindo agora, de verdade, diferente lá de 2008, é que o mercado está se movendo [para ampliar sua sustentabilidade] e tem prêmio na mesa.

É bom se preocupar com sustentabilidade pelas razões óbvias, é bom para o meio-ambiente e para a sociedade, mas também é um bom negócio. Além de ser bom para a sociedade, também é bom para a empresa porque isso se reverte em preços melhores, em clientes mais fiéis e assim por diante. A gente se considera um dos líderes desse movimento [de ESG], então é muito bom essa mudança [de pensamento] da sociedade.

Como a Raízen vê a isenção dada pelo governo brasileiro para a importação de etanol dos Estados Unidos?

Essa é uma briga antiga. Hoje, os Estados Unidos são importadores de açúcar. É um país que precisa importar açúcar de cana e ele privilegia, nesse mercado, o México em relação ao Brasil. Nessa história, o governo brasileiro faria muito bem em pedir uma contrapartida.

A gente sempre defende na Raízen o livre mercado e tudo mais, mas essa é uma relação muito unilateral. Os Estados Unidos têm um imposto de importação de 140% sobre o nosso açúcar e a gente tem cota [isenção] para importação do etanol deles, sendo que sem a cota o imposto seria de 20%.

Eu acho que o governo brasileiro precisa sim se posicionar muito bem. O Brasil ao longo dos anos não tem feito, na minha opinião pessoal, um bom trabalho de acordos bilaterais. Se você olhar hoje, a gente tem pouquíssimos acordos bilaterais. Temos o Mercosul apenas. A gente vai lá vender nosso açúcar e etanol na Ásia, na Tailândia, na Indonésia, Malásia, e perdemos para competidores com produtos de qualidade inferior aos nossos. O etanol de milho americano é menos sustentável que o etanol de cana brasileiro.

Você acha que tem faltado empenho do governo brasileiro em conseguir acordos bilaterais melhores para a nossa indústria?

O governo brasileiro e a ministra [da agricultura] Tereza Cristina, ao mesmo tempo que tem feito um trabalho muito bom, eu nunca tinha visto uma ministra tão atuante, ainda não logrou, a gente ainda não conseguiu bons acordos. Nesse caso do etanol [dos EUA], é uma questão clara aqui de a gente pedir. Eles precisam abrir também o mercado de açúcar para o Brasil para a gente também justificar dar algum tipo de benefício ao etanol de milho americano.

Essa cota [de isenção de imposto na importação do etanol americano no Brasil e que foi renovada neste mês] tomara que isso não tenha sido um movimento político por causa das eleições nos Estados Unidos, com o Trump tentando a reeleição. O que a gente acredita é que é um movimento sim do Itamaraty de tentar com isso conseguir um bom acordo para o nosso açúcar. Se isso for viável, é bom para o setor. Agora, o que não pode acontecer é renovar indefinidamente esse tipo de cota sem ter uma contrapartida para o nosso setor aqui.

Não tem necessidade de o governo americano taxar em 140% o açúcar brasileiro. Por que ele dá algum privilégio para os mexicanos e não dá para os brasileiros se a gente está dando para eles um benefício na importação do etanol? É uma conversa que tem que ser feita do ponto de vista de país e não de ajudar um governo, ajudar um outro governo.

Por que, na sua opinião, a gente ainda tem esse tipo de situação onde o produto brasileiro é melhor, mas menos competitivo internacionalmente?

Minha opinião pessoal é que o Brasil está muito, mas muito à frente de outros países em questões de sustentabilidade. Somos um dos poucos países no mundo que tem a obrigação de reserva legal na sua propriedade rural. Outros países não têm. Você pega um produtor do meio-oeste americano de milho, ele não tem que proteger um hectare da terra dele. Aqui, o produtor de cana de São Paulo tem que proteger 20% da sua área. Não pode produzir.

Isso tem que ser explorado do ponto de vista diplomático, essa qualidade do nosso produto do ponto de vista ambiental. O que a gente faz em relação ao meio-ambiente é muito maior do que outros lugares. Mas eu acho que a gente fala pouco [sobre isso]. A gente tem pouco orgulho. A gente sempre entra nas conversas devendo, por exemplo, porque a gente está queimando a Amazônia.

É preciso educar o consumidor estrangeiro sobre nossos produtos?

A gente tinha que entrar nas conversas questionando: por que que você, Estados Unidos, não protegem 20% da sua área? Por que que você na Europa, na Holanda, na Inglaterra, onde quer que seja, não protege? Por que que só eu tenho que fazer esse trabalho? Reconheça esse nosso trabalho. A imagem do Brasil lá fora é distorcida, na minha visão, que conheço bem do agronegócio. Se o consumidor lá fora entendesse que o produto brasileiro é muito mais sustentável do que o produto de outros grandes países, a gente deveria ter um prêmio maior.

Isso sim poderia facilitar esses acordos bilaterais. Eu acho que foi falta de foco de governos anteriores. Na minha opinião, a gente deveria focar muito agora no mercado da Ásia, que é um mercado muito forte e consumidor dos produtos brasileiros, para fazer acordos bilaterais nesta região. Somos importadores deles para outras matérias-primas.

É preciso organizar missões de membros do governo e do setor para os países em questão. Leva tempo, depende de negociações e conversas, mas aí está um bom destravamento de valor para o nosso setor. Falando de novo de etanol e cana-de-açúcar, a gente tem um custo de produção muito menor do que qualquer outro país do mundo. Eles só conseguem sobreviver porque eles têm vantagens comerciais que a gente não tem.

Qual a expectativa de retomada do business de aviação e como você vê o parecer do Cade sobre as distribuidoras, entre elas a Raízen, estarem supostamente impedindo a entrada de outros players no pool de distribuição de combustível no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo?

Sobre a retomada do business de aviação, ela será bem lenta. Primeiro porque as pessoas deixaram de viajar, elas estão impedidas de entrar em vários destinos. A parte hoteleira ficou bastante tempo fechada. A parte de viagens de negócios também acabou diminuindo porque tem países fechados e as pessoas estão trabalhando pela internet. Isso vai recuperar de uma forma bem mais lenta.

É um segmento que já vem recuperando. Maio foi melhor que abril, junho foi melhor que maio, julho foi melhor que junho e assim por diante. Segue em retomada, mas aviação eu acredito que vai ser o último setor a retomar o que era antes. Tem que sair a vacina. Tem que ver se as pessoas vão estar dispostas a viajar, será que elas vão viajar mais do que nunca depois disso ou vão ficar mais temerosas? É muito cedo ainda para dizer qual é o efeito final [da pandemia no setor aéreo].

Sobre o parecer do Cade, ainda não é nada definitivo, é uma opinião apenas. Tem todo um trâmite de julgamento que vai para um tribunal. Ainda temos muito pouco para comentar sobre isso. Muita água vai rolar nessa discussão toda e a gente acha que a gente está muito bem paramentado de argumentos para entrar nessa discussão.

E as aquisições, em que pé estão? Tem a Biosev e a Repar, por exemplo, vão sair?

Devido ao nosso tamanho, a gente está olhando várias coisas. Numa crise sempre aparecem muitas oportunidades. Uma empresa muito sólida financeiramente como a nossa pode olhar, mas temos muita disciplina de capital. Estamos olhando com muito carinho todas as opções, sejam elas no mercado de açúcar e etanol ou outro. É importante dizer que agora não tem nada importante definido, tem muitas conversas não só com essas mas com outras empresas também. A gente está olhando.

O que eu posso falar é o seguinte: a gente tem muita disciplina e só vai fazer negócio se houver um fit estratégico para a companhia, um valor correto para a companhia para fazer esse investimento e o timing correto. Em refinarias, por exemplo, a gente tem tanta presença nesse mercado que não faz sentido não participar desse tipo de discussão. Mas é estratégico para a empresa [fazer aquisições nessa área]? Não, não é.

No mercado de açúcar e etanol, a gente tem já um tamanho muito grande nesse mercado, a gente vê oportunidade de criação de valor, mas desde que seja no valor correto e mais do que isso: que tenha um fit da parte comercial. Eu sou muito mais fã de você ter escala na parte comercial para ir atacar alguns mercados na parte de destino do que ter uma super escala na parte de produção. Isso é um pouco da mensagem. Somos muito cautelosos com esses deals que olhamos por aí e temos que ser muito cirúrgicos para fazer as operações.

A Raízen não quer ser vista como uma grande consolidadora. Agora, é um cenário bastante atípico, você tem muita oportunidade no mercado e estamos olhando todas elas. E não são só essas que você citou. Mas não temos nada concreto agora, nada vinculante.

E o IPO?

A principal razão que a empresa faz o IPO geralmente é estrutura de capital. A nossa vantagem é que a gente tem sócios capitalizados, são sócios que olham o longo prazo, nunca é natural nesse caso uma conversa sobre fazer o IPO da companhia. O sócio olha e fala: por que eu vou vender meu pedaço dela? A gente como management olha para isso e acha que é sempre bom você ter mais uma ferramenta de mercado de capitais, mas ela não é a única.

Sendo o CEO da companhia, eu sempre gosto de ter mais opções para acessar o mercado de capitais, seja o mercado de dívida, seja injeção de capital dos sócios, seja IPO, enfim. Eu como gestor adoraria ter mais opções na mesa, mas isso é uma discussão mais de acionistas do que do management.

Isso é muito bom, o difícil é ser ao contrário, quando você tem acionistas que querem sair do negócio. No nosso caso, estamos numa situação muito confortável porque temos acionistas que gostam do nosso negócio, olham para ele pensando no longo prazo e querem fazer ele crescer. Para Raízen seria uma decisão não por necessidade, mas sim por uma opção ou vontade de acionistas.

Fonte: InfoMoney

II Evento de Seguro de Responsabilidade Civil

Webinar: Com promoção da AIDA e participação da ABGR

Reserve em sua agenda o dia 06/10/2020 (terça-feira), às 17hs, no YOUTUBE / AIDABRASIL. Não percam!!

Tema: Fatores que influem na subscrição do seguro de responsabilidade civil no Brasil e medidas concretas para o sucesso do negócio.

Participação de Christian Mendonça (Membro do Conselho Deliberativo da ABGR)

 

Mercado de Trabalho / Oportunidade

Insurance and Guarantees Coordinator / AES Tietê / São Paulo, SP

Present in Brazil for 20 years, AES Tietê acts as an electric energy solutions company, built in partnership with our customers. From the trading of the energy generated by our hydraulic, wind and solar plants to the development of small and large scale renewable energy solutions, we present ourselves as enablers of the integration of sustainability into our clients' businesses.

Summary:

Responsible for contracting and monitoring all insurance of AES Brasil companies, financial guarantees (sureties and insurance guarantees) of a commercial, financial, legal or operational nature. The report will be direct to Financial Director and it will lead a middle analyst.

Responsibilities:

Administer AES Brasil's insurance policies in order to minimize the corporation's residual risk.

Keep insurance policy in force and updated in order to provide guidelines for managing the area and minimize the cost of risk.

Guide the execution of planning and implementation of recommendations.

Manage cooperation agreements with financial institutions and insurance companies to offer massified products and services, with a view to increasing revenue for the company.

Ensure that the company's main risks are adequately protected, in line with the risk transfer and retention policy

Promote insurance talks, detailing information on insurance contract obligations.

Disseminate the culture of insurance and risk management in the company.

Comprehensive understanding of the national and international market as well as the regulations involved in insurance, reinsurance

Ensure the correct update of the claims database

Search for the best alternative for covering risks, between guarantees and guarantee insurance

Qualifications:

Education level requested is master degree with technical courses in Insurance, Administration, Engineering or related areas.

Experience of 7 years minimum

Fluent English is required

LOCAL: São Paulo - SP

The AES Tietê values diversity, inclusion and continuous development. We´re oriented by customer, innovation and working in a collaborative way and this only happens when we´ve a diverse environment by socioeconomic, age, gender, ethnicity, sexual orientation, identity, disability or religion.

Fonte: Linkedin / Interessados: enviar CV para: cinthia.vicente@aes.com 

Analista de Risco / Risco Operacional

https://www.linkedin.com/jobs/search/?currentJobId=2025053694&f_C=654090&geoId=92000000 

Empresa: BTG Pactual / Localidade da empresa São Paulo, São Paulo, Brasil

Sobre a vaga:

A área de Risco Operacional é responsável por identificar, avaliar e monitorar, em parceria com as demais áreas do Banco, os riscos, potenciais ou já materializados, tendo o objetivo de mitigar os seus impactos até um nível que esteja dentro do apetite de risco da instituição.

No Seu Dia-a-dia

Apoiar a análise e classificação dos riscos quanto à frequência, severidade, impacto financeiro, regulatório e reputacional, com o objetivo de identificar os processos críticos às principais linhas de negócio da instituição;

Identificar riscos e melhorias em processos e monitorar a implementação de planos de ação para endereçar a sua mitigação;

Suportar os países onde o banco possui escritórios e em conjunto com o responsável local, garantir o atendimento de exigências regulatórias;

Atender auditorias e elaborar resposta aos questionamentos de reguladores / auto reguladores;

Elaborar relatórios gerenciais de Riscos e Incidentes.

Expectativa:

Formação em Engenharias, Administração, Contabilidade, Economia e/ou Ciência da Computação;

Conhecimento de produtos financeiros;

Visão orientada a processos e projetos;

Conhecimentos avançados de Excel, incluindo lógica de programação;

Perfil analítico, organizado, comunicativo e atenção a detalhes;

Nível avançado de Inglês.

O BTG Pactual respeita a pluralidade de identidades e trabalha para promover uma cultura inclusiva. Não fazemos distinção de raça, cor, religião, identidade de gênero, orientação sexual, nacionalidade, deficiência ou idade em nenhuma etapa do processo seletivo, reforçando nosso compromisso com a diversidade.

Nível de experiência: Pleno-sênior

Setor: Tecnologia da informação e serviços / Software

Serviços financeiros

Tipo de emprego: Tempo integral

Funções de trabalho: Financeiro / Vendas

Sobre a empresa

BTG Pactual is an innovative global financial firm that operates as a meritocratic partnership with a passion for consistently creating value for its clients and shareholders.

BTG Pactual’s global presence, based on a dominant fully fledged Latin America Investment Bank, global Asset and Wealth Management platform, enables it to provide a comprehensive range of financial services to a global client base that includes corporations, institutional investors, governments and high net worth individuals.

For additional information, please visit www.btgpactual.com  

ACESSE AS REVISTAS DO MERCADO:

Revista Apólice: https://www.revistaapolice.com.br/2020/08/edicao-257/         

Revista Cobertura: https://www.dropbox.com/s/yyjt7xejhgkgg8g/REVISTA-COBERTURA_223-BAIXA-1.pdf?dl=0       

Revista Segurador Brasil: https://issuu.com/revistaseguradorbrasil/docs/segurador_159

Caderno de Seguros: http://cadernosdeseguro.funenseg.org.br/secoes.php 

Aumento da volatilidade em dados externos faz crescer tensão no mercado local

Fonte: CNseg / Sonho Seguro

O cálculo para 2020 está abaixo do piso da meta de inflação que deve ser perseguida pelo Banco Central

Depois da inflação acender a luz amarela, agora o sinal amarelo parece estar na volatilidade verificada no cenário externo na última semana, com uma possível segunda onda do Covid-19 na Europa e aumento da tensão com as eleições nos Estados Unidos, comenta Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação das Seguradoras, com o blog Sonho Seguro.

A França bateu recorde em novos casos e o Reino Unido teve a maior alta desde maio, no fim de semana. Também nos Estados Unidos a mídia informa que o país registrou o maior número de casos em duas semanas. “Este cenário de novo aumento dos casos de Covid amplia as incertezas sobre a recuperação da economia global e traz muita incerteza para o mercado”, afirma o economista que assina o boletim Acompanhamento das Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg.

Outro fato que traz um certo suspense mas que deve ser esclarecido é a incerteza no comunicado do Copom quanto a inflação e as projeções divulgadas após a decisão de manter os juros em 2% na última quarta-feira. O BC mantém a indicação de não subir a taxa Selic até meados de 2022, mas as projeções do próprio Copom mostram a inflação acima do centro da meta naquele ano. Mas isso deve ser esclarecido com a divulgação da Ata do Copom nesta terça-feira, acredita Simões.

Se uma luz amarela se acendeu nas últimas semanas por conta do retorno da inflação como tema do debate econômico nacional, ainda que não haja evidência de que as altas pontuais de preços de itens importantes, como alguns alimentos, incitem um processo inflacionário, mais algumas se acenderam em dias recentes.

Nos EUA, parece cada vez maior a probabilidade de que a eleição presidencial deste ano seja especialmente tensa, com grande polarização social e, em um cenário mais pessimista, contestações de resultados, o que significaria um aumento sensível no nível de incerteza, que já é bastante alto. Na Europa, apesar dos resultados econômicos mais recentes serem razoáveis, crescem novamente as preocupações com a Covid-19, com aumento no número de casos em muitos países, ainda que a letalidade seja menor que no início da pandemia.

Novas restrições são impostas em países importantes, como o Reino Unido, mas o maior temor é que seja necessário retomar os lockdowns, como aconteceu em Israel. Os mercados reagem negativamente, com queda nas bolsas e nos preços de algumas commodities como o petróleo (que, se mantida e não for acompanhada de uma desvalorização adicional do câmbio, pode ao menos ser benéfica para a inflação nos próximos meses).

No Brasil, a despeito das chances de que a reforma tributária avance, forma-se um consenso de que, apesar de necessária (sem entrar no mérito da adequação das propostas da Câmara, do Senado e do governo), não vai ser com essa reforma que o crescimento sustentado da economia avançará.

Mais importante, no momento de delicada situação fiscal com enormes incertezas em relação a 2021, é a reforma administrativa. Mas, a avaliação de grande parte dos analistas é de que medidas mais fortes para enfrentar o desequilíbrio das contas públicas devem progredir no ritmo necessário, aumentando o impasse imposto pelo Teto de Gastos, que continua a cumprir sua função de tornar explícita a restrição do orçamento público nacional, embora não traga em sua formulação os gatilhos necessários para que o governo possa cumpri-lo sem maiores desgastes políticos.

Tais gatilhos e como furar o Teto sem derrubá-lo por completo, o que teria potencial devastador sobre as expectativas dos agentes, são e continuarão a ser foco de discussão política intensa e delicada. Apesar desse cenário menos favorável, a expectativa para a variação do PIB deste ano continua a melhorar, passando de -5,11% para -5,05% nesta semana.

No entanto, vale olhar com mais atenção o conjunto das projeções do Boletim Focus: a projeção para o PIB da indústria permaneceu constante; para o PIB dos Serviços (o de maior peso), caiu de – 5,40% para -5,54%; quanto ao PIB Agropecuário, a projeção caiu de 1,96% para 1,85%. Tal inconsistência nos movimentos é possível, já que se trata de medianas de projeções feitas independentemente, mas não é comum que isso ocorra, uma demonstração clara de que o aumento da projeção para o PIB agregado nas últimas semanas ocorre em contexto de elevada incerteza.

A projeção para o IPCA este ano continua a subir, de 1,94% para 1,99%, assim como a projeção para o IGP-M que, depois de disparar na semana passada, continuou a subir, de 15,03% para 15,28% este ano, ampliando ainda mais uma diferença entre os índices que preocupa alguns segmentos do setor segurador.

A decisão do Copom de manter os juros em 2% depois de nove quedas consecutivas era esperada e, por isso, não alterou as projeções para os juros básicos, ainda que o comunicado e as projeções divulgadas após a decisão tenham gerado alguma dúvida nos analistas, que aguardam a divulgação da ata da decisão amanhã (22/09). Além da ata do Copom, o calendário econômico da semana tem como destaques a divulgação de diversos indicadores de confiança e o IPCA-15 de setembro, na quarta-feira (23/09).

Oito passos para desenvolver uma estratégia de investimento responsável e combater as mudanças climáticas

Como e onde investimos pode afetar o comportamento da empresa, ao mesmo tempo que ajuda a financiar a transição para uma economia neutra em relação ao clima

À medida que buscamos formas de combater as mudanças climáticas, damos muita ênfase ao consumo de recursos: o que compramos, o que consumimos, como viajamos e assim por diante.

Mas como e onde investimos também pode ter um impacto significativo nas mudanças climáticas. O conceito de investimento responsável cresceu em popularidade entre os investidores de varejo e institucionais e agora é visto como uma ferramenta poderosa para ajudar a combater as mudanças climáticas e ajudar a sociedade.

O investimento responsável é simplesmente uma estratégia que integra fatores Ambientais, Sociais e de Governança (ESG, na sigla em inglês) na análise e nas decisões de investimento e utiliza uma visão em longo prazo.

O objetivo final do investimento responsável é criar valor social e ambiental além de retornos financeiros, pontua o diretor de Investimentos da Zurich no Brasil, John Liu. Na Zurich, integramos totalmente as práticas de investimento responsável em nossa abordagem geral de investimento e as tornamos parte da tomada diária de decisões, acrescenta ele.

Segundo o executivo, para a seguradora suíça, trata-se de gerenciar ativos de aproximadamente US$ 200 bilhões de uma forma que crie valor sustentável. Em outras palavras, gerando retornos superiores ajustados aos riscos para nossos clientes e acionistas, enquanto exercemos um impacto positivo na sociedade e nas comunidades onde vivemos e trabalhamos.

John lista oito passos para desenvolver uma estratégia de investimento responsável para ajudar a combater as mudanças climáticas:

1)            Estabeleça sua estratégia de investimento responsável

A caixa de ferramentas de investimento responsável possui várias ferramentas para lidar com muitas questões sociais e ambientais. O foco é essencial para obter sucesso, então estabeleça uma estratégia que faça uso dessa caixa de ferramentas de forma clara. A abordagem da Zurich para o investimento responsável foi desenvolvida há quase uma década, revisada para refletir nossos compromissos com as mudanças climáticas e continua a ser avaliada regularmente.

2)            Faça sua pesquisa

Dada sua complexidade e natureza em longo prazo, tomar decisões de investimento para combater as mudanças climáticas pode ser desafiador. A equipe de Estratégia da Zurich nos ajuda a definir cenários de alto nível e monitorar os acontecimentos com o auxílio de uma tabela de desempenho atualizada anualmente.

3)            Defina metas desafiadoras

Você não alcançará nada, a menos que defina metas. No ano passado, a Zurich se uniu à UN Net-Zero Asset Owner Alliance como sócio-fundadora e assumiu o compromisso com um portfólio de investimentos com zero emissões até 2050. Isso será um desafio, mas agora que definimos essa meta, estamos totalmente focados em alcançá-la.

4)            Acelere a inovação verde

Invista ativamente em empresas com soluções inovadoras voltadas para mudanças climáticas, desde a melhoria da eficiência energética até o desenvolvimento de produtos que substituam proteína animal. A estratégia de Investimento de Impacto da Zurich faz isso mobilizando US$ 5 bilhões em investimentos que evitam a emissão de 5 milhões de toneladas de CO2 anualmente, ao mesmo tempo em que melhora a vida de 5 milhões de pessoas a cada ano.

5)            Invista em infraestrutura de energia limpa

A transição para a energia renovável requer um grande investimento em infraestrutura – e os investidores têm um papel fundamental a desempenhar. Por exemplo, por meio de investimentos em títulos verdes (debêntures) emitidos pela concessionária locais, a Zurich Brasil apoia o desenvolvimento de um parque solar e, também, a transmissão de energias renováveis.

6)            Influencie o comportamento da empresa de dentro

Como investidor, você pode influenciar diretamente a atividade das empresas nas quais investe e garantir que as mudanças climáticas sejam encaradas com prioridade em sua agenda. Desenvolva uma estratégia de votação e engajamento para maximizar essa influência e incentivar os conselhos a tomar medidas que ajudem a combater as mudanças climáticas.

7)            Desinvestir de negócios que fazem uso intensivo de carbono (sem um plano claro de mudança)

O desinvestimento pode acelerar a mudança, mas requer uma abordagem direcionada e pragmática. A Zurich parou de investir em empresas com alta dependência de energia proveniente da queima de carvão, areias betuminosas ou xisto betuminoso. Mas algumas indústrias exigem investimento para mudar para tecnologias limpas; portanto, privar o acesso ao capital para aqueles que desejam mudar pode ser contraproducente.

8)            Impulsione mudanças e defenda-as

Para fazer a transição para uma economia e sociedade de neutralidade climática, precisamos ajustar as regras do jogo econômico. Isso requer que nossos elaboradores de políticas e reguladores introduzam políticas adequadas ao clima e uma estrutura regulatória favorável: desde a precificação do carbono até medidas que aceleram a inovação. A Zurich defende que as mudanças sejam nos sistemas.

Fonte: Sonho Seguro

Cai para 11,7% o percentual de brasileiros em home office

Fonte: Monitor Mercantil

Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgada nesta segunda-feira a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que cerca de 300 mil pessoas deixaram o trabalho remoto em julho, o que reduziu de 12,7% para 11,7% o percentual de brasileiros em home office. Com a redução, aumentou a participação de brancos e mulheres entre os 8,4 milhões de pessoas que continuaram trabalhando de casa.

A pesquisa mostra que, em maio, 63,7% dos trabalhadores em home office eram brancos, percentual que subiu para 63,8% em junho, e para 64,5% em julho. Desta forma, entre a população preta e parda, o percentual começou em 34,3% em maio, subiu para 34,4% em junho e caiu para 33,8% em julho. Se considerado todo o potencial de teletrabalho no país, 58,3% das vagas são ocupadas por brancos, e 41,7%, por negros.

As mulheres eram, em maio, 53,6% dos trabalhadores em home office, segundo o Ipea. Essa participação cresceu para 55,5% em junho, e para 55,7% em julho. Entre as vagas que poderiam funcionar na modalidade home office, segundo a metodologia da pesquisa, 58,5% são ocupadas por mulheres, e 41,5%, por homens.

As maiores disparidades encontradas pela pesquisa, entretanto, estão nos níveis de escolaridade e na diferença entre trabalho formal e informal. Entre as pessoas que estavam em home office em julho, 84,1% ocupavam uma vaga formal, e 73,5% tinham nível superior.

A distribuição etária das pessoas em teletrabalho também mostra percentuais desiguais: 1,1% tinha entre 14 e 19 anos; 22,1%, entre 20 e 29 anos; 32,1%, entre 30 e 39 anos; 24,4%, entre 40 e 49 anos; 14,8%, entre 50 e 59 anos; 5,4%, entre 60 e 69 anos; 1%, entre 70 e 79 anos; e 0,1%, com 80 anos ou mais.

As unidades da federação com maior percentual de trabalho remoto são Distrito Federal (25,2), Rio de Janeiro (19,1%), São Paulo (16,8%) e Paraíba (12,7%). Esses são os estados acima da média nacional de 11,7% de trabalhadores em home office. Por outro lado, Pará (3,1%), Maranhão (4,3%) e Mato Grosso (5,2%) têm os menores percentuais.

Entre todas as regiões brasileiras, o Sudeste possui o maior percentual de trabalhadores em home office, com 14,9%. Esse percentual era de 17,2% em maio, e vem caindo desde então. No Norte, o teletrabalho era de 7,1% no início da pesquisa e chegou a 4,7% em julho. A única região em que o teletrabalho avançou em julho foi o Sul, onde o percentual subiu de 9,9% em junho para 10,2%.

Pouco mais que a metade (51%) dos trabalhadores brasileiros em home office é classificada pela pesquisa como profissionais das ciências e intelectuais. Os outros grupos mais presentes são trabalhadores de apoio administrativos (11%), técnicos profissionais de nível médio (9%) e diretores e gerentes (8%).

Quando cada uma dessas categorias é analisada, a pesquisa mostra que os profissionais das ciências e intelectuais em teletrabalho representavam, em julho, 40,1% do total dessas categorias. Entre diretores e gerentes, essa fatia é de 22,8% e, entre trabalhadores de apoio administrativo, de 15,7%.

A pesquisa mostra também que o setor público (30,5%) e o setor de serviços (13,7%) têm os maiores percentuais de trabalho remoto. Comércio (4,8%), indústria (4,6%) e agricultura (0,9%) apresentam percentuais menores.

Amazon confirma o 5º centro de distribuição no Brasil

A Amazon, gigante do comércio eletrônico, ou apenas e-commerce, está apostando fortemente na expansão de suas operações no Brasil.

A gigante anunciou recentemente o quinto centro de distribuição aqui no Brasil, mais especificamente em Cajamar, na Grande São Paulo. O objetivo é se preparar para a enorme demanda dos clientes nas compras de fim de ano e da famosa Black Friday.

Esse centro é o quarto na cidade paulista, e é maior que os demais com 100 mil metros quadrados.

Veja o pronunciamento do country manager da Amazon no Brasil, Alex Szapiro:

A Amazon está animada em expandir nossas operações de logística na região de São Paulo, gerando empregos adicionais à comunidade e aumentando nossa capacidade para lidar com o crescimento extraordinário que temos registrado no Brasil, comenta Szapiro.

Neste novo CD (Centro de Distribuição), os colaboradores devem ajudar a receber, embalar e despachar desde itens para casa, eletrônicos e brinquedos, até itens maiores como produtos de limpeza, TVs e equipamentos para prática de esportes.

E como este tipo de operação demanda muitos empregos, tanto diretos quanto indiretos, todos estão na expectativa da geração de milhares de empregos, o que irá de certa forma ajudar neste momento de pandemia, onde houve um aumento significativo de desempregados.

Temores de lockdown na Europa levam a pior liquidação de ações em 3 meses

Fonte: Reuters

As ações europeias registraram sua pior queda em três meses nesta segunda-feira devido a temores de uma segunda onda de infecções por Covid-19, o que atingiu ações de viagens e lazer, enquanto os bancos recuaram após reportagens denunciarem cerca de 2 trilhões de dólares em transferências suspeitas por grandes credores.

Pode haver até 50 mil novos casos de coronavírus por dia no Reino Unido até meados de outubro se a pandemia continuar no ritmo atual, alertou o principal assessor científico do país. No domingo, o ministro da Saúde britânico, Matt Hancock, disse que um segundo lockdown nacional seria possível.

Suspeitamos que as ações cairiam acentuadamente e indiscriminadamente, semelhante ao que aconteceu entre fevereiro e março ou em junho (...) se o aumento de novos casos na Europa minar seriamente a recuperação econômica global, disse Simona Gambarini, economista de mercados da Capital Economics.

A Bolsa de Londres, foi a mais afetado na Europa, caindo 3,4% em seu pior dia em mais de três meses.

Países europeus impõem novas restrições para conter focos da pandemia

Fonte: Agence France Presse

O aumento dos contágios, a crescente saturação dos hospitais e o início do outono (hemisfério norte) obrigam os países da Europa a intensificarem as restrições para frear a pandemia, que já provocou mais de 961.500 mortes no planeta, quase 200.000 delas nos Estados Unidos.

Apenas na semana passada, quase dois milhões de casos de covid-19 foram registrados no planeta, um recorde, mas o número de mortes diminuiu 10% na comparação com a semana precedente, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira (22), pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Entre 14 e 20 de setembro, a Europa contabilizou 4.000 mortes e foi a região que registrou o maior aumento no número de mortes (+27% na comparação com a semana anterior).

Neste contexto, o Reino Unido, país europeu mais enlutado, com quase 42.000 óbitos, anuncia hoje novas restrições na Inglaterra. Entre elas, toque de recolher para bares e restaurantes e retorno ao teletrabalho.

O país elevou para 4 (em uma escala até 5) o nível de alerta pela covid-19, contra o nível 3 que era observado desde junho, o que corresponde a um nível de transmissão elevado, ou aumentado, de maneira exponencial.

Na Espanha, outro país europeu muito afetado pela doença, quase um milhão de habitantes da região de Madri estão desde segunda-feira em um regime de mobilidade restrita para tentar conter a segunda onda do vírus.

Nos bairros e municípios envolvidos, que ficam na parte sul (onde moram os mais pobres) da capital espanhola, os moradores podem sair de suas casas apenas por razões de primeira necessidade, como seguir para o trabalho, o médico, ou levar os filhos ao colégio.

Nesta terça-feira, o ministro espanhol da Saúde, Salvador Illa, recomendou a todos os moradores de Madri, e não apenas aos que vivem nas regiões que estão sob restrições de movimento, que limitem os deslocamentos ao essencial.

Eu recomendaria aos madrilenos que, nos próximos dias (...), restrinjam ao máximo a mobilidade ao essencial, e seus contatos, aos grupos de pessoas que moram mais próximas, disse Illa à rádio Cadena Ser, antes de destacar que a situação mais preocupante do país está em Madri.

EUA se aproxima de 200.000 mortes

No mundo, a pandemia já provocou mais de 961.500 mortes e mais de 31,1 milhões de contágios desde dezembro de 2019, de acordo com um balanço da AFP, com base em dados oficiais dos países.

A lista de países mais afetados inclui Estados Unidos, com 199.815 vítimas fatais, Brasil (137.272), Índia (87.882) e México (73.493).

A apenas seis semanas da eleição presidencial americana, a maior potência mundial continua registrando quase mil mortes a cada dia. Isto significa, na proporção a sua população, uma taxa de mortalidade quatro vezes superior à europeia.

Entre as mil mortes diárias, negros e hispânicos são os mais acarretados, já que são 57% dos adultos jovens hospitalizados, e 49% dos falecidos ou intubados, mas são apenas 33% da população dos Estados Unidos, de acordo com um estudo publicado no início de setembro.

Para o candidato democrata Joe Biden, a trágica situação do país simboliza a incompetência do presidente Donald Trump ante o maior desafio de seu mandato.

Na América Latina, a Argentina registrou na segunda-feira 429 mortes por covid-19, um novo recorde diário, que eleva o total de vítimas fatais no país para 13.482.

A Argentina registra o momento mais preocupante da pandemia. O país mantém medidas de confinamento desde 20 de março, mas com uma flexibilização progressiva por regiões.

De acordo com os números da OMS, o continente americano concentra metade dos casos registrados no mundo e 55% das mortes acumuladas desde dezembro. Na semana passada, porém, registrou uma queda de 22% no número de falecimentos, graças a uma redução em países como Colômbia, México, Equador e Bolívia.

A pandemia gera imagens inéditas e desoladoras. Nesta terça-feira, começa a Assembleia Geral das Nações Unidas, com mais discursos de governantes do que nunca, mas todos virtuais e pré-gravados, com a sede da ONU praticamente vazia.

No âmbito médico, continua a corrida de diversos laboratórios para desenvolver uma vacina confiável que consiga conter a pandemia. Mais de 60 países ricos já aderiram ao dispositivo da OMS destinado a facilitar o acesso dos países pobres à imunização.