Mulheres No Seguro

24, Nov. 2020

A AMMS (ASSOCIAÇÃO DAS MULHERES DO MERCADO DE SEGUROS) TEM UM CONVITE ESPECIAL A VOCÊ!

É com imenso prazer que a AMMS convida você para o lançamento do livro Mulheres no Seguro, uma obra inédita no Brasil, prefaciada pela escritora Lya Luft.

Vem conosco conhecer histórias inspiradoras de mulheres que conquistaram seu espaço no mercado de seguros.

O lançamento será no dia 25/11 às 19h na Casa Itaim, em SP e transmitido ao vivo pelo Youtube. Marque na sua agenda e não perca! Esperamos por você!


Deputadas dizem que número de mulheres eleitas cresceu pouco e defendem reserva de vagas

Candidaturas laranjas e violência política nas campanhas são apontadas como possíveis causas do baixo crescimento

Mesmo sendo maioria do eleitorado brasileiro, as mulheres representam apenas 12% dos prefeitos eleitos

Deputadas consideram pequeno o aumento no número de candidatas eleitas nas eleições municipais deste ano e defendem a aprovação de cota fixa de mulheres no Legislativo, e não apenas cota de candidaturas femininas como existe hoje.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as mulheres representam 12% dos prefeitos eleitos no primeiro turno das eleições municipais. O número, que ainda pode aumentar no segundo turno, é pouco maior do que o número de prefeitas eleitas nas eleições municipais de 2016, quando as mulheres representaram 11,6% do total de prefeitos eleitos. No segundo turno, apenas 53 dos 228 candidatos são mulheres, o que equivale a 23,3% do total.

No caso das vereadoras, houve aumento maior no número de mulheres eleitas. Elas representam 16% do total de eleitos para as câmaras municipais, enquanto em 2016 esse número era de 13,5% do total de vereadores. Todas as capitais do País elegeram mulheres para o cargo de vereador. Em 2016, Cuiabá só elegeu homens para a câmara municipal.

Candidaturas laranjas

Para a deputada Margarete Coelho (PP-PI), as eleições municipais de 2020 deixam um sabor de frustração. Ela acredita que os partidos se preocuparam meramente em cumprir a cota de 30% de candidaturas femininas e afirma que o número de eleitas foi abaixo das expectativas. Ainda temos um número muito elevado de municípios que não elegeram nenhuma mulher para a Câmara de Vereadores: 900 municípios, apontou.

Também tem um número muito elevado de candidaturas que à primeira vista aparentam ser fictícias, candidaturas laranjas. Cerca de 5 mil candidatas mulheres ainda tiveram votações que nos levam a olhar com desconfiança para sua real participação no pleito, completou.

As eleições de 2020 foram as primeiras eleições municipais em que valeram tanto a cota de 30% de candidaturas femininas quanto também a reserva, definida pelo TSE, de pelo menos 30% dos fundos eleitoral e partidário para financiar candidatas e a aplicação do mesmo percentual ao tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. Apesar disso, de acordo com os dados do TSE, as mulheres representaram apenas 33% das candidaturas. Em 2016, as candidaturas femininas foram 31,9% do total.

Cota fixa de vagas

A coordenadora da bancada feminina, deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), destaca que o destino dos recursos de campanha, mesmo os 30% garantidos para as candidatas, é decidido pelos dirigentes dos partidos, que em geral são homens. Para aumentar de fato o número de mulheres eleitas, ela considera essencial aprovar proposta de emenda à Constituição (PEC 134/15) que institui cotas fixas de vagas para as mulheres nas câmaras de vereadores, assembleias legislativas e na Câmara dos Deputados, e não apenas cota de 30% para as candidaturas femininas, como acontece hoje.

Nós queremos ter os 30% de concorrência, de candidaturas, queremos garantir os 30% de financiamento, mas queremos também ter vaga efetiva. Ou seja, toda câmara municipal tem que ter no mínimo uma mulher, todo estado tem que ter vagas estaduais e vagas federais. Trabalhamos ainda para ter representação no Senado, disse. Esse é o desafio da bancada feminina: mudar a legislação e acompanhar sua efetivação na prática. Crescemos, mas crescemos muito pouco e queremos muito mais, avaliou.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), prometeu pautar a PEC 134/15 após as eleições municipais.

Representatividade

Apesar do ligeiro aumento no número de prefeitas e vereadoras eleitas este ano, a representatividade feminina nas prefeituras e câmaras de vereadores brasileiras segue bem abaixo da proporção de mulheres no eleitorado. Conforme o TSE, as mulheres representam 52,5% do eleitorado brasileiro.

Para a democracia, nós sabemos o quanto é importante a eleição de mulheres, porque nós devemos nos aproximar e alcançar a igualdade na representação, isso qualifica a democracia , destaca a deputada Maria do Rosário (PT-RS). Para ela, a violência política ainda prejudica o acesso das mulheres aos espaços de poder.

A parlamentar observa, porém, que houve um salto na representatividade de segmentos da população, com mais mulheres negras e trans eleitas, por exemplo. O importante das eleições de 2020 não é apenas um aumento no número de mulheres, mas da qualidade da representação. Mais mulheres negras foram eleitas, mais mulheres no campo, mais mulheres vinculadas a pautas históricas da luta feminista, ou seja, mulheres que lutam pela liberdade e pelos direitos das mulheres e da população como um todo, afirmou.

Mulheres negras

Mesmo com mais negras eleitas, elas representam apenas 5% do total de mulheres eleitas, 545 de um total de 10.769 mulheres, incluindo prefeitas, vice-prefeitas e vereadoras. Entre os homens o percentual é próximo: 5,7% dos eleitos são negros.

As mulheres eleitas são mais instruídas do que os homens: 60% das candidatas eleitas, ou 6.475, têm nível superior completo; enquanto para os homem esta faixa de instrução representa apenas 33% dos eleitos.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

ÓI NÓS AQUI OUTRA VEZ

O coronavírus não foi embora, a covid19 segue firme e forte, não tem vacina, continuam morrendo centenas de pessoas por dia, mas o brasileiro decidiu enfiar a pandemia no saco e tocar a vida, como se não tivesse nada mais importante do que a chegada do verão.

É olhar a quantidade de pessoas sem máscara ou com a máscara no queixo para não se ter dúvida. Para boa parte da população o mundo voltou ao normal. O dado novo são algumas centenas de mortes a mais todos os dias. Mas mesmo isso parece não preocupar muito. Já estamos habituados com horripilantes sessenta mil homicídios e quarenta mil mortes no trânsito todos os anos. Além disso, dengue, chicungunha, sarampo, febre amarela, hanseníase, gripe, doenças respiratórias, abortos clandestinos, acidentes do trabalho, etc. fazem parte do nosso cotidiano há anos. Então mais quatrocentos ou quinhentos mortos por dia tanto faz. A população tocou em frente e fez de conta que não é com ela.

É verdade que a posição do Governo Federal não ajudou, e continua sem ajudar, no combate à pandemia e na redução do número de casos. Ao contrário, os exemplos menos edificantes foram dados pelas mais altas autoridades do país e, como o exemplo vem de cima, milhões de pessoas se miraram nelas para fazer de conta que a situação é normal. Temos uma dose de fatalismo que, se não faz parte da nossa índole, foi incorporada por falta de opção. Milhões de jovens das camadas mais pobres da população sabem que não têm muito o que esperar do futuro. Que as alternativas são poucas e que, entre mortos e feridos, há a chance concreta deles morrerem antes de chegarem aos trinta anos de idade.

A Europa e os Estados Unidos estão vivendo uma segunda onda do coronavírus, que, no velho mundo, sofreu mutações e está mais agressivo e resistente. Todos os dias o número de mortos cresce e os Estados Unidos se aproximam de totais impressionantes, que tiveram impacto nos resultados das eleições, especialmente porque o presidente de lá também não deu a atenção que o vírus merecia.

O Brasil, de acordo com vários especialistas, tem um quadro diferente do resto do mundo. Nós não chegamos a ter um pico e também não tivemos uma queda acentuada. Nosso cenário é mais o de um platô, num primeiro momento, elevado e, depois, mais baixo, mas constante. Não há nada que indique que o vírus esteja regredindo. Ao contrário, os últimos boletins mostram a subida do número de casos.

Mas se é ou não a segunda onda é difícil dizer. Quando a primeira onda segue firme e forte, é complicado entender a dinâmica da pandemia e difícil definir se estamos entrando numa segunda onda.

O fato insofismável é que os hospitais privados voltaram a ficar com as UTI’s lotadas. A explicação para isso seria que o coronavírus entrou no Brasil pelas mãos dos mais ricos, se espalhou pelos mais pobres, que nunca tiveram condições de fazer um isolamento social eficiente, e, com o relaxamento das medidas restritivas, voltou a atacar os mais ricos, que deixaram seus isolamentos para trabalhar nos escritórios e a frequentar bares, restaurantes e locais com aglomeração de pessoas, boa parte sem máscaras.

A alta dos números diários de novos casos tem sido consistente e começa a pressionar de novo a rede do SUS. Ainda estamos longe do que aconteceu há alguns meses, mas o quadro está mudando e o cenário se agrava todos os dias.

Como não há nada que indique que teremos uma vacina antes do ano que vem, ou as pessoas prestam atenção nos números e voltam a tomar cuidado, ou as chances de seguirmos na primeira onda, com o número de infectados crescendo, é real, com uma agravante: a segunda onda não deve demorar.

Se no primeiro semestre os planos de saúde privados tiveram resultados positivos porque o coronavírus comprimiu sua utilização, agora o quadro é outro. As pessoas estão usando seus planos normalmente e, com o aumento dos casos de covid19, os custos devem subir. Como há pouca margem para aumento de preços e o desemprego segue alto, o faturamento de algumas operadoras pode ser insuficiente para fazer frente aos custos.   

Fonte: Estadão / Autor: Antonio Penteado Mendonça

Falhas internas são a causa mais frequente de sinistros cibernéticos

Fonte: Sonho Seguro

Análise da AGCS de mais de 1.700 sinistros cibernéticas: Eventos externos como os ataques DDoS resultam em perdas mais caras, mas incidentes internos como erro humano ou falhas de sistema ocorrem com mais frequência, embora com impacto financeiro menor

Os ataques externos às empresas resultam nas mais caras perdas de seguros cibernéticos, mas são os erros humanos e problemas técnicos os mais frequentes geradores de sinistros por número, de acordo com um novo relatório da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), Managing The Impact Of Increasing Interconnectivity / Trends In Cyber Risk. O estudo analisa 1.736 sinistros de seguros cibernéticos no valor de 660 milhões de euros (US$ 770 milhões) envolvendo a AGCS e outras seguradoras de 2015 a 2020.

As perdas decorrentes de incidentes como os ataques de negação de serviço (DDoS) ou as campanhas de phishing e ransomware representam hoje uma maioria significativa do valor dos sinistros cibernéticos, diz Catharina Richter, Diretora Global do Allianz Cyber Center of Competence, que está incorporado à AGCS. Mas embora o cibercrime domine as manchetes, falhas nos sistemas cotidianos, interrupções de TI e incidentes decorrentes de erros humanos também podem causar problemas para as empresas, mesmo que seu impacto financeiro não seja, em média, tão grave. Empregadores e funcionários devem trabalhar juntos para aumentar a conscientização e a resiliência cibernética.

O número de sinistros de seguros cibernéticos de que a AGCS foi notificada tem aumentado constantemente nos últimos anos, de 77 em 2016, quando cyber era uma linha relativamente nova de seguros, para 809 em 2019. Em 2020, a AGCS já recebeu 770 sinistros nos três primeiros trimestres. Este aumento constante foi impulsionado, em parte, pelo crescimento do mercado global de seguros cibernéticos, que atualmente é estimado em 7 bilhões de dólares, de acordo com a Munich Re. A AGCS começou a oferecer seguros cibernéticos em 2013 e, em 2019, gerou mais de 100 milhões de euros em prêmios brutos neste segmento. O relatório também destaca que houve um aumento de mais de 70% no custo médio dos crimes cibernéticos para as organizações em cinco anos, US$ 13 milhões e um aumento de 60% no número médio de violações de segurança.

As perdas resultantes de incidentes externos, tais como ataques DDoS ou campanhas de phishing e malware/ransomware, respondem pela maioria do valor dos sinistros analisados (85%) de acordo com o relatório, seguidos por ações internas maliciosas (9%), pouco frequentes, mas que podem ser dispendiosas. Episódios internos acidentais, tais como erros de funcionários ao assumirem responsabilidades diárias, interrupções de TI ou de plataformas, problemas de migração de sistemas e software ou perda de dados são responsáveis por mais da metade dos sinistros analisadas por número (54%), mas, muitas vezes, o impacto financeiro destes é limitado em comparação com o crime cibernético. Entretanto, as perdas podem aumentar rapidamente no caso de incidentes mais graves.

A interrupção de negócios (incluindo custos de mitigação e responsabilidade de terceiros) é o principal fator de custo por trás das perdas cibernéticas, respondendo por cerca de 60% do valor de todas os sinistros analisados no relatório, seguido pelos custos envolvidos em lidar com violações de dados.

Não se espera que o ambiente de risco cibernético se torne mais fácil no futuro, observa o relatório. Empresas e seguradoras estão enfrentando uma série de desafios, tais como a perspectiva de interrupções de negócios mais caras, a crescente frequência de incidentes de ransomware, consequências mais dispendiosas de grandes violações de dados devido a uma regulamentação mais robusta e aos litígios, bem como o impacto do jogo das diferenças políticas no espaço cibernético através de ataques patrocinados pelo Estado. O impacto destas tendências é também o tema de um novo podcast AGCS.

O enorme aumento do trabalho remoto devido à pandemia de coronavírus também é um problema. Forças de trabalho deslocadas criam novas oportunidades para que os criminosos cibernéticos tenham acesso a redes e informações sensíveis. Os incidentes de malware e ransomware já aumentaram em mais de um terço desde o início de 2020, enquanto os golpes e campanhas de phishing com o tema do coronavírus continuam. Ao mesmo tempo, o impacto potencial de erros humanos ou incidentes de falhas técnicas também pode ser aumentado.

Enquanto as exposições estão aumentando, ainda não se pode dizer que o surto de Covid-19 seja uma causa direta de sinistros relacionados a cyber. A AGCS começou a ver os primeiros sinistros que podem ser atribuídos indiretamente ao cenário da Covid-19, incluindo ataques de ransomware que possam ter conexão com a mudança para o trabalho remoto. Entretanto, é muito cedo para confirmar uma tendência mais ampla.

Surgem ameaças de ransomware

Já com alta frequência, os incidentes de ransomware estão se tornando mais prejudiciais, visando cada vez mais as grandes empresas com ataques sofisticados e grandes exigências de extorsão. Houve quase meio milhão de incidentes do tipo reportados globalmente no ano passado, custando às organizações pelo menos 6,3 bilhões de dólares somente em pedidos de resgate. Os custos totais associados ao tratamento desses incidentes são estimados em mais de 100 bilhões de dólares.

Ferramentas de hacking de alto nível estão mais amplamente disponíveis, impulsionadas pela crescente ‘comercialização de cyber-hacks‘. Cada vez mais, os criminosos estão vendendo malware para outros hackers que, em seguida, têm como alvo empresas que exigem pagamentos de resgate, diz Marek Stanislawski, Líder Global de Subscrição Cibernética AGCS. Entretanto, as exigências de extorsão são apenas uma parte do quadro. A interrupção de negócios pode trazer as perdas mais graves, com o tempo de inatividade se tornando mai longo, enquanto os custos de sistemas e restauração de dados podem aumentar rapidamente.

A interrupção de negócios e a o aumento da vulnerabilidade da cadeia de abastecimento digital

Seja devido a um resgate, erro humano ou uma falha técnica, a perda de sistemas ou dados críticos pode colocar uma organização em uma situação muito delicada na economia digitalizada de hoje, diz Joerg Ahrens, Diretor Global de Sinistros de Long-Tail AGCS. A impossibilidade de acessar dados por um longo período de tempo pode ter um impacto significativo nas receitas, por exemplo, se uma empresa for incapaz de receber pedidos. Da mesma forma, se uma plataforma on-line não estiver disponível devido a uma falha técnica ou evento cibernético, ela pode trazer grandes perdas para as empresas que dependem dela, particularmente dada a crescente dependência atual das vendas on-line ou das cadeias de abastecimento digitais.

Violação de dados e ataques patrocinados pelo Estado

O custo de lidar com uma grande violação de dados está aumentando à medida que os sistemas de TI e eventos cibernéticos se tornam mais complexos, e com o crescimento dos serviços em nuvem e de terceiros. A regulamentação da privacidade de dados, que foi recentemente reforçada em muitos países, também é um fator-chave que impulsiona os custos, assim como o crescimento da responsabilidade de terceiros e a perspectiva de litígio em ações coletivas. As chamadas mega violações de dados (envolvendo mais de um milhão de registros) estão mais frequentes e caras, agora custando em média 50 milhões de dólares, com um aumento de 20% em relação a 2019.

Além disso, o impacto do crescente envolvimento dos Estados-nação nos ciberataques é uma preocupação crescente. Grandes eventos como as eleições e o Covid-19 apresentam oportunidades significativas. Durante 2020, o Google afirmou que bloqueou mais de 11.000 ciberataques potenciais patrocinados pelo governo por trimestre. Nos últimos anos, a infra-estrutura crítica, como portos e terminais e instalações de petróleo e gás, foi atingida por ciberataques e campanhasransomware.

Preparar, treinar e prevenir

A preparação e treinamento dos funcionários pode reduzir significativamente as consequências de um evento cibernético, especialmente em esquemas de phishing ou que comprometam e-mails comerciais, que muitas vezes podem envolver erro humano.

Outra medida que também pode ajudar a mitigar os ataques de resgate são os backups, embora sua manutenção possa limitar os danos. O intercâmbio e cooperação intersetorial entre empresas, como o que foi estabelecido pela Carta de Confiança, também é fundamental quando se trata de desafiar o crime cibernético altamente organizado comercialmente, desenvolver normas de segurança conjuntas e melhorar a resiliência cibernética.

O cenário da Covid-19 traz novos desafios. Com o trabalho remoto generalizado, a segurança em torno dos pontos de acesso e autenticação é crítica, mas as organizações também devem garantir que haja capacidade de rede suficiente, pois isto pode ter um impacto significativo na perda de renda se houver qualquer interrupção.

Companhia aérea passa a oferecer seguros com cobertura diferenciada

Fonte: CQCS

A Emirates está expandindo seu seguro e está ofertando a cobertura de múltiplos riscos para COVID-19. A cobertura é a primeira de seu tipo no setor de seguros de viagens e companhias aéreas. O novo seguro conta com cobertura contra múltiplos riscos e cobertura para COVID-19 será aplicado automaticamente a todas as passagens da Emirates compradas a partir de 1º de dezembro e se estende aos voos codeshare da Emirates operados por companhias aéreas parceiras, desde que o número da passagem comece com 176.

A cobertura da Emirates inclui provisões para acidentes pessoais durante a viagem, cobertura para esportes de inverno, perda de objetos pessoais e interrupções da viagem devido ao fechamento inesperado do espaço aéreo, ou segundo recomendações ou alertas de viagem.

Os clientes da Emirates estarão cobertos quando voarem para qualquer destino, em qualquer classe de viagem. Os destaques da cobertura são:

Despesas com emergência médica fora do país e evacuação médica de emergência de até US$ 500.000, em caso de COVID-19 (plano contratado durante a viagem) e outras emergências médicas durante viagens ao exterior.

Cancelamento de viagem de até US$ 7.500 para custos não reembolsáveis se o viajante ou parente (conforme definido na apólice) não puder viajar porque foi diagnosticado com COVID-19 antes da data programada de embarque da viagem ou por outros motivos mencionados, semelhante a outros produtos abrangentes de cobertura de viagens.

Cancelamento ou encurtamento da viagem de até US$ 7.500 se o ano letivo for prorrogado além da data de partida devido à COVID-19, e se o viajante ou parente (conforme definido na apólice) for professor em tempo integral, funcionário em tempo integral, ou aluno de uma escola de ensino primário ou médio.

Encurtamento da viagem de até US$ 7.500 para despesas de viagem não reembolsáveis e custos adicionais para retornar ao seu país de residência se o viajante ou um parente (conforme definido na apólice) ficar gravemente doente, por exemplo, contratar o seguro para COVID-19 enquanto estiver viajando no exterior.

Abandono de viagem de até US$ 7.500 se o viajante não fizer o teste de COVID-19 ou exame médico no aeroporto e for obrigado a abandonar a viagem.

US$ 150 por dia por pessoa, por até 14 dias consecutivos se, enquanto estiver fora de seu país de residência, o viajante testar positivo para COVID-19 e se for repentinamente colocado em quarentena obrigatória fora de seu país de residência por um órgão governamental.

Os clientes não precisam se cadastrar ou preencher formulário antes de viajar e não são obrigados a usar esta cobertura fornecida pela Emirates. Para obter mais informações, visite www.emirates.com/multi-risk-travel-insurance.

Gestão de Riscos Financeiros

Ações do Carrefour fecham em baixa de 5,35% em meio a protestos após assassinato de homem negro em supermercado

Depois da pouca reação na sexta-feira, queda das ações é expressiva na sessão

Após uma sexta-feira em que fecharam em leve alta, as ações do Carrefour Brasil (CRFB3) registraram expressiva queda nesta segunda-feira (23), em baixa que chegou a ser de cerca de 7,06%, destoando do dia de alta do Ibovespa. Os papéis CRFB3 fecharam em baixa de 5,35%, a R$ 19,30, enquanto o benchmark da bolsa fechou em forte alta de 1,27%, a 107.387 pontos. O volume negociado das ações CRFB3 foi de R$ 454 milhões, ante a média diária de R$ 125 milhões dos últimos 21 pregões.

O movimento ocorre após uma série de protestos durante o fim de semana após o soldador João Alberto Silveira Freitas, negro de 40 anos, ser espancado e morto por seguranças terceirizados em uma das lojas do supermercado Carrefour em Porto Alegre (RS) na última quinta-feira (19). Ele foi enterrado neste sábado.

Um grupo de manifestantes atacou e incendiou uma loja em São Paulo após a 17ª Marcha da Consciência Negra, que pediu justiça pela morte.

Segundo a Brigada Militar do Rio Grande do Sul, o espancamento teria ocorrido após João Alberto ter se desentendido com uma funcionária do Carrefour. Dois suspeitos pelo assassinato foram presos em flagrante, sendo um deles é policial militar. A primeira necropsia indicam que João Alberto morreu por asfixia.

O Carrefour Brasil informou no sábado que as vendas do dia 20 de novembro das lojas Carrefour Hipermercados serão doadas para entidades ligadas à luta pela consciência negra. Em nota à imprensa, a varejista afirmou que o Dia da Consciência Negra, celebrado na véspera em várias cidades do Brasil, deveria ser marcado pela conscientização da inclusão de negros e negras na sociedade, mas foi o mais triste da história do Carrefour.

Em um comunicado no horário nobre da TV, o presidente do Grupo Carrefour no Brasil, Noel Prioux, afirmou: O que aconteceu na loja do Carrefour foi uma tragédia de dimensões incalculáveis, cuja extensão está além da minha compreensão como homem branco e privilegiado que sou. Então, antes de tudo, meus sentimentos à família de João Alberto e meu pedido de desculpas aos nossos clientes, à sociedade e aos nossos colaboradores. Na sexta, ele havia afirmado no Twitter que haveria uma revisão completa no treinamento oferecido pela rede.

No mesmo anúncio, João Senise, vice-presidente de recursos humanos do Carrefour Brasil, afirmou: O que aconteceu em nossas lojas não representa quem somos e nem os nossos valores. Cinquenta e sete por cento dos nossos colaboradores são negros e negras, e mais de um terço dos gestores se autodeclaram pretos ou pardos. Mas estamos conscientes que precisamos de mais ações concretas e efetivas para o fortalecimento da nossa cultura de diversidade.

Na sexta-feira, o MPF (Ministério Público Federal) defendeu, por meio de nota, que o Carrefour adote medidas de compliance em toda a rede para combate ao racismo, e que a família de João Alberto Freitas seja indenizada. Veja mais clicando aqui.

Desempenho das ações

Na última sexta-feira, apesar dos protestos e da repercussão do caso, enquanto o Ibovespa caiu 0,59%, as ações do Carrefour fecharam em alta de 0,49% na B3, levando a questionamentos sobre se os investidores estão realmente preocupados com a maneira como as empresas agem, ou se apenas os resultados importam.

Para Fabio Alperowitch, gestor de portfólio da FAMA Investimentos, e um dos pioneiros em investimentos ESG, que considera práticas ambientais, sociais e de governança, o episódio reforça que as empresas ainda são reativas neste campo, só mudando práticas após eventos negativos de forte repercussão. As empresas não estão fazendo porque é ético e moral, mas sim porque é ruim não fazer, diz. Para ele, o mercado ainda cobra pouco. Fica visível que a incorporação do discurso aconteceu, mas a prática (do ESG) está longe.

Cabe ressaltar ainda que os seguranças que espancaram João Alberto Silveira Freitas eram funcionários de uma empresa terceirizada, o que leva a uma zona cinzenta sobre a responsabilidade que a Justiça atribuirá à varejista.

Contudo, mesmo que a Justiça não responsabilize o Carrefour (por envolver funcionários terceirizados), a visão é de que a rede precisa mostrar que seus prestadores de serviço não estão autorizados a agir em contrariedade a seus princípios. Este é o segundo caso envolvendo segurança de lojas. A companhia, dado o porte, deveria fazer um trabalho melhor de treinamento, disse Daniela Bretthauer, analista do setor na casa de análises Eleven Financial, à Agência Estado.

Não é a primeira vez que o Carrefour se envolve em episódios trágicos. Em agosto deste ano, um homem morreu enquanto trabalhava em uma loja do mercado em Recife (PE), tendo o seu corpo escondido por guarda-sóis para que o Carrefour não fechasse. Depois do ocorrido, em nota, a rede de supermercados se desculpou e afirmou ter mudado as orientações aos colaboradores para situações raras como essa, incluindo a obrigatoriedade do fechamento da loja.

Em 2018, um cachorro foi morto por um segurança da empresa de uma unidade de Osasco, no interior de São Paulo. Em março de 2019, a rede de supermercados teve que pagar R$ 1 milhão como indenização pelo caso, conforme estabelecido pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP).

Na sexta-feira, analista ouvida pelo InfoMoney destacou que os analistas e investidores iriam monitorar a maneira como o Carrefour iria atuar, e também a reação da sociedade. Se houver uma reação mais organizada da sociedade, levando a um boicote da marca, o efeito nas operações e, consequentemente, nas ações, deve ser maior, avaliou. Veja mais clicando aqui.

Os fortes protestos entre a noite de sexta-feira e o fim de semana acabaram servindo como uma resposta, o que leva à reação mais forte das ações nesta sessão.

Para Alperowitch, a baixa dos papéis ocorre, contudo, não por conta de maior conscientização dos investidores, mas porque os protestos do fim de semana, com algumas lojas destruídas e outras tendo que ser fechadas, afetam faturamento e o lucro.

Segundo o gestor, o tema ESG será considerado aos poucos pelos investidores, mas ainda não é o caso no Brasil: A longo prazo, sou bem otimista por conta da Geração Z [grupo nascido entre 1996 e 2016]. Mas temos que parar de celebrar que vivemos em um mundo ESG, pois isso não existe de fato, afirma.

Fonte: Agência Estado

Mundo perde 345 milhões de empregos, mas Guedes está otimista

Brasil perde 1,2 milhões de postos de trabalho no 3º tri, mas Guedes diz que país fecha ano com perda de 300 mil vagas.

Fonte: Monitor Mercantil

Estudo sobre os impactos da pandemia de Covid-19 no mundo, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), mostra que cerca de 345 milhões de empregos em tempo integral foram perdidos globalmente somente no terceiro trimestre deste ano. No mesmo período, o equivalente a 225 milhões de empregos foram perdidos nos países do G20, afetando os mais jovens.

Conforme estimativa da entidade, a extensão de medidas temporárias de proteção social por um bom número de países durante a crise do coronavírus tem apoiado a subsistência de quase 645 milhões de pessoas. Guy Ryder, diretor-geral da OIT, diz esperar agora que a promessa dos líderes do G20 – de utilização de todos os instrumentos disponíveis para proteger as pessoas, seja realmente cumprida.

Somente o Brasil perdeu 1,237 milhões de postos de trabalho com carteira assinada no setor privado no terceiro trimestre do ano, em relação ao mesmo período do ano anterior. A queda foi de 3,4%, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar dos números altos, o ministro da economia, Paulo Guedes, afirma que o país deve perder cerca de 300 mil vagas formais de trabalho neste ano. Otimista, Guedes vê uma retomada de criação de novos postos de trabalho nos últimos meses, mas prevê desaceleração na geração de empregos até dezembro. Nós vamos possivelmente chegar ao final deste ano perdendo 300 mil empregos, que dizer, 20% do que perdemos nos anos de 2015 e 2016. No ano que enfrentamos a maior crise da nossa história, uma pandemia global, vamos perder entre um quinto e um terço dos empregos perdidos na recessão anterior, disse Guedes durante o seminário virtual Visão do Saneamento, Brasil e Rio de Janeiro, promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Segundo o ministro, houve uma perda média anual de cerca de 1,3 milhão de empregos nos anos de recessão de 2015 e 2016. O Brasil criou 500 mil empregos em julho, 250 mil em agosto e 313 mil em setembro. Está para sair a qualquer momento [os dados de] outubro. Eu nem acredito que vá continuar nesse ritmo tão acelerado. É natural que dê uma desacelerada, disse.

De acordo com o ministro, todas as regiões brasileiras e setores econômicos estão criando empregos. A economia voltou em V como esperávamos. O FMI previa uma queda de 9,5% do PIB brasileiro. Vai ser bem menos que a metade, acredita Guedes.

Apagão no Amapá expõe falhas graves de gestão de riscos

A escuridão do Amapá ilumina a falta de processos preventivos de crise no Brasil. Noites e dias escuros. Fornecimento de água paralisado. Bancos fechados e caixas eletrônicos desligados. Postos de combustíveis racionando gasolina. Comidas jogadas no lixo. Sensação de impotência e medo. Na escuridão, aconteceram saques e vandalismo. O cenário descrito é o vivido há uma semana por cerca de 90% da população do Amapá, aproximadamente 765 mil pessoas. Cenas de um filme noir.

Leia a íntegra do artigo em: https://www.comunicacaoecrise.com/site/index.php/comentarios/1158-apagao-no-amapa-expoe-falhas-graves-de-gestao-de-riscos-e-crises  

Seguem links para acesso às edições virtuais mais recentes das Revistas do Setor de Seguros:

Revista Apólice: https://www.revistaapolice.com.br/2020/10/edicao-259/

Revista Segurador Brasil: https://issuu.com/revistaseguradorbrasil/docs/segurador_160

Revista Seguro Total: https://revistasegurototal.com.br/2020/10/12/seguro-e-mais-velho-do-que-se-imagina/

Revista Cobertura: https://www.revistacobertura.com.br/2020/09/25/edicao-224/

Revista Insurance Corp: https://drive.google.com/file/d/1R3x_IJSB0wtX-sVRw0hy3hlTg-MZ-vTZ/view?usp=sharing

Revista Cadernos de Seguro: http://cadernosdeseguro.funenseg.org.br/secoes.php 

I Conferência Nacional de Microsseguros

Inscrições gratuitas e online. Acesse: https://conferencia.anmicrosseguros.org.br/inscricao/

SummitSec – Segurança e Privacidade na Prática

Sobre o Evento O SUMMIT SEC acontece pelo terceiro ano consecutivo para discutir temas como LGPD, proteção e privacidade de dados, segurança da informação e cibernética de forma inovadora, com profissionais e temas a frente do mercado.

Participe! Faça sua inscrição para a 3° edição do SUMMIT SEC.
O evento acontece dias 27 e 28 de Novembro e é focado em levar ao público uma visão 360 graus da LGPD, teremos um público seleto entre empresas e profissionais das áreas de Segurança da Informação, Cibersegurança, Direito Digital. Confira a programação do evento: https://summitsec.com.br/