Gestão de Riscos Logístico

05, Mai. 2021

Cerca de 14 mil roubos de cargas foram registrados no Brasil em 2020

Fonte: Monitor Mercantil

A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), divulgou levantamento que mostra que, em 2020, o Brasil registrou 14.159 ocorrências de roubos de cargas. O relatório, divulgado desde 1998, tem como base informações colhidas em fontes formais e informais.

Entre os produtos mais visados, estão os gêneros alimentícios, cigarros, eletroeletrônicos, combustíveis, bebidas, artigos farmacêuticos, autopeças, defensivos agrícolas e têxteis e confecções.

O número de 2020 mostra uma queda de 23% em relação ao ano anterior, quando foram registrados 18.382 casos. No entanto, o cenário ainda é preocupante. Os prejuízos computados ao setor somam R$1,2 bilhão. Desde 2017 onde tivemos o maior número de ocorrências desde que nossa área de segurança vem monitorando, estamos acompanhando uma redução, e isso é positivo, mas mesmo assim estamos falando de milhares de roubos em todo o Brasil, e a NTC, juntamente com os órgãos públicos e privados vão continuar trabalhando para que esses crimes não aconteçam mais, afirma o presidente da entidade, Francisco Pelucio.

De acordo com o assessor de segurança da entidade e responsável pelo levantamento, Coronel Paulo Roberto de Souza, a redução tem muito a ver com o investimento alto das empresas em tecnologias e medidas de segurança em suas operações, o que possibilita uma resposta muito mais rápida e ativa em relação às tentativas de delito, e, também, com o trabalho dos órgãos de segurança pública, que têm atuado com mais rigor no combate aos delitos de roubos de cargas.

Os números do roubo de cargas no Brasil em 2020, reafirmam uma tendência de queda nesse delito ao longo dos três últimos anos. Isso se deve ao trabalho dos organismos policiais e aos grandes investimentos das transportadoras em tecnologias e processos de gerenciamento de riscos. Os números ainda são elevados, mas estamos no caminho certo no enfrentamento desse problema, comenta Souza.

A região Sudeste continua sendo a mais afetada, arcando com 81,33% das ocorrências. Em seguida, aparecem as regiões Sul, com 8,89%; Nordeste, com 6,66%; Centro-Oeste, 1,91%; e, por último, a região Norte, com 1,21%.

INFLAÇÃO E SEGURO

Os mais velhos vão se lembrar como era o setor de seguros antes do Plano Real. É verdade, faz tempo e o tempo é a melhor forma de abrandarmos a realidade passada, dando contornos mais amenos para problemas que, à época, eram extremamente sérios e capazes de causar estragos de vulto no que quer que fosse.

No caso, estamos falando do setor de seguros. Até 1994, ele representava menos de 1% do PIB e, se o Plano Real não tivesse trazido estabilidade para a moeda, até hoje estaríamos patinando em patamares mais ou menos semelhantes. Na base de tudo estava a inflação descontrolada, que chegou em patamares de hiperinflação, o que impedia de se falar em valor de moeda. O país e o seguro trabalhavam com índices que eram diariamente reajustados, numa tentativa desesperada de manter a paridade do valor do que deveria ser uma moeda, mas que naquele momento se chamava “TR” ou outro índice que reajustava um determinado preço.

Num processo inflacionário é muito difícil se falar em constituição de renda ou poupança. A razão é simples: a inflação corrói o poder de compra da moeda, desvalorizando o fundo, com consequente prejuízo para quem participa dele.

A prova insofismável de que a inflação é a maior inimiga do seguro é a velocidade com que o setor se desenvolveu a partir da estabilidade do real. De menos de 1% do PIB, o faturamento do setor saltou para algo próximo de 6% em menos de 20 anos. Poucas atividades econômicas tiveram um desempenho comparável e que é o responsável pelas altas reservas do setor, das mais altas da economia nacional.

Nos últimos dois meses, a economia brasileira vem apresentando problemas com abastecimento, desabastecimento, exportações, preços dolarizados e a forte desvalorização do real diante do dólar. O resultado é que a inflação, até então bem comportada, na casa dos 2% ao ano, saltou, em novembro, para mais de 4%, a mais alta em muitos anos.

Este salto não é uma mudança de um ou dois pontos percentuais, este salto é de cem por cento. Em poucos meses, a inflação dobrou e não há nada que indique que vá cair nos próximos meses. O resultado mais visível para a população é a distorção de índices como o IGPM, que regula os aluguéis e que aponta para aumentos indevidos, muito acima da inflação real, por ter entre seus componentes variáveis que não têm nada com o dia a dia do cidadão.

O Brasil está caminhando na beira do abismo e ameaça colocar uma venda nos olhos. Não há nenhuma ação concreta para modificar o cenário que, aliás, no curto prazo, não tem muito como ser modificado. As pressões continuarão, os preços dos alimentos continuarão atrelados ao mercado internacional, a falta de insumos continuará afetando a produção industrial e o desemprego em níveis altíssimos continuará afetando a vida da sociedade.

Além de muita falação e boas intenções, o governo não tem nada concreto para oferecer. As reformas estão paradas, até agora não aconteceu nenhuma das privatizações prometidas pelo Ministro da Economia e o chamado Centrão vai ocupando cada vez mais espaço, em absoluta contradição com o discurso do Presidente da República.

Como se não bastasse, a série de equívocos do Governo Federal no trato da pandemia do coronavírus tem como resultado desastroso o país estar atrasado no que concerne às medidas necessárias para vacinar a população. E o Presidente está mais preocupado com sua popularidade do que em adotar as medidas realmente importantes para não comprometer o futuro do país.

Neste cenário, é hora dos gestores das seguradoras ficarem de olhos abertos para tomarem as medidas indispensáveis para manter a estabilidade e a solidez das companhias e do setor. A taxa de juros, hoje, já é das mais baixas do mundo, com o Banco Central mantendo o juro básico em 2% ao ano, mesmo sabendo que a inflação está acima de 4%.

Parte importante da remuneração das seguradoras vem de seus investimentos, que são direcionados e controlados pelo governo. Com remuneração negativa, a única forma de equilibrar o negócio é aumentando o preço dos seguros. Será que isso é possível neste momento?

Fonte: Estadão / Antonio Penteado Mendonça

Chubb lucra US$ 2,3 bilhões no 1o. trimestre de 2021

Globalmente, as linhas de consumo permanecem impactadas pelos efeitos da pandemia em viagens e outros negócios e atividades relacionadas ao consumidor, com prêmios retidos caindo 2,5%

Fonte: Sonho Seguro

A Chubb Limited (NYSE: CB) divulgou hoje um lucro líquido para o trimestre encerrado em 31 de março de 2021 de US$ 2,30 bilhões, ou US$ 5,07 por ação, em comparação com US$ 252 milhões, ou US$ 0,55 por ação, registrados no mesmo trimestre do ano passado. O lucro operacional foi de US$ 1,14 bilhão, ou US$ 2,52 por ação, em comparação com US$ 1,22 bilhão, ou US $ 2,68 por ação, alcançados no mesmo trimestre do ano passado.

Para os três meses findos em 31 de março de 2021 e 2020, as despesas tributárias (benefícios) relacionadas à tabela acima foram de US$ (5) milhões para amortização do ajuste ao valor justo dos ativos investidos adquiridos e dívida de longo prazo para ambos os períodos; US$ 133 milhões e US$ (17) milhões, respectivamente, para o ajuste de ganhos e perdas líquidos; e US$ 210 milhões e US$ 237 milhões, respectivamente, para o lucro operacional.

Evan G. Greenberg, presidente e CEO da Chubb Limited, comentou: A Chubb teve outro trimestre muito bom com excelente crescimento de receita de prêmios globalmente, taxa de renovação de dois dígitos nas linhas comerciais de P&C e maior expansão de nossas margens de subscrição. O lucro operacional foi de US$ 2,52 por ação e o lucro líquido por ação foi de US$ 5,07. Embora tenha sido um trimestre ativo para catástrofes naturais, publicamos um excelente índice combinado de 91,8%; porém excluindo as catástrofes, o lucro do trimestre considerando o ano de subscrição cresceu mais de 26%, levando a um excelente índice combinado de 85,2%. A melhoria da margem de ambos os índices de perdas e despesas foi fruto de uma ampla atuação da companhia em todas operações.

Nossos negócios nas linhas comerciais de P&C em todo o mundo continuaram a se capitalizar de condições de subscrição favoráveis. Os prêmios retidos de P&C aumentaram 9,7% globalmente, com as linhas comerciais crescendo mais de 15,5%. O câmbio contribuiu com 1,6 ponto para este excelente resultado. As taxas de seguros continuaram a aumentar e variaram por linha, com uma média global de cerca de 14,5%. Pelo que podemos ver, estou confiante de que essas condições de mercado perdurarão. Francamente, eles são uma resposta contínua e racional ao ambiente de perdas e anos de preços baixos do setor.

Globalmente, nossas linhas de consumo permanecem impactadas pelos efeitos da pandemia em viagens e outros negócios e atividades relacionadas ao consumidor, com prêmios retidos caindo 2,5%. Vemos os primeiros sinais de recuperação e, de fato, nossa divisão de linhas pessoais reportou um crescimento global modesto no trimestre. Esperamos que o crescimento melhore ao longo do ano.

Nossa organização é focada, engajada e comprometida. Estamos focando nas atuais condições de subscrição favoráveis, aumentando a exposição e expandindo as margens. Temos todos os recursos para fazer nossa empresa crescer de maneira lucrativa e, ao mesmo tempo, aumentar o valor para os acionistas .

Não é difícil vender seguro rural no Brasil

No programa Panorama do Seguro, a coordenadora de comissão de Riscos Rurais do Sincor SP apontou a oportunidade para o corretor disposto a se especializar no produto

Fonte: Ideia e Conteúdo / Sindseg SP

No programa Panorama do Seguro, do Sindseg SP, a coordenadora da Comissão de Riscos Rurais do Sincor-SP, Karen Matieli, deu a dica: Não é difícil vender seguro rural no Brasil se o corretor tiver conhecimento e disposição para oferecer a melhor solução ao produtor. Joaquim Neto, da Comissão Técnica do Seguro Rural da FenSeg, completou que as seguradoras oferecem ferramentas de capacitação aos profissionais que já atuam e aos que têm interesse de ingressar no ramo.

O economista Francisco Galiza, que também participou do programa, destacou o potencial do produto. Hoje há 14 milhões de hectares segurados, com perspectivas de atingir 25 milhões em quatro ou cinco anos. Joaquim acredita que o seguro vai continuar crescendo junto com a incorporação de tecnologia e boas práticas no campo. Com mais investimento e produção, o agricultor vai querer transferir os riscos.

Karen lembrou a importância de intensificar a divulgação do seguro rural. É uma questão de cultura, diz. Joaquim ressaltou o papel fundamental do programa de subvenção e opinou que é indispensável manter e aprofundar a política. O governo federal promoveu o crescimento, reconheceu Galiza.

Consumidores poderão contratar seguro auto sem ter carro próprio

Fonte: CQCS

O jornal O Globo, em matéria publicada dia 04/5, informou que, a partir do meio do ano, consumidores poderão contratar seguro de veículos mesmo sem ter um carro próprio e acionar o serviço de acordo com a sua conveniência, em locadoras, por exemplo.

As novas regras serão colocadas hoje em consulta pública pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e deverão entrar em vigor entre junho e julho. Caberá às seguradores desenvolver e oferecer os novos produtos no mercado.

A expectativa da autarquia é que a medida beneficie motoristas e entregadores de aplicativos que recorrem a veículos alugados ou a assinatura de longo prazo para trabalhar.

Hoje, quem aluga veículos precisa contratar o seguro oferecido pela locadora, embutido no valor das diárias ou nas parcelas mensais, nos casos de contratos de carro por assinatura. Com as novas regras, o seguro poderá ser contratado para o ano inteiro, o que baratearia o valor do aluguel.

Segundo Rafael Scherre, diretor técnico da Susep, as mudanças estão em linha com o padrão internacional e têm por objetivo retirar as amarras para ampliar o acesso da população ao seguro de veículos. Estamos criando as condições para que as seguradoras possam desenvolver produtos específicos de acordo com as necessidades dos clientes, disse.

Para o presidente da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (Ablas), Paulo Miguel Júnior, disse que será preciso um período de adaptação. Olhando pelo lado da oferta de produto vai ser muito bom. Porém, eu não sei se o custo dele vai ser viável, entre você acionar um seguro seu ou utilizar o seguro que a locadora já contrata, se o seguro da locadora não seria mais em conta. No primeiro momento, acho que vai ser um pouco complicado, opinou.

De acordo com o presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg), Antonio Trindade, disse ao O Globo, a medida tem potencial para baratear o custo do seguro, mas o produto continuará sendo precificado de acordo com o perfil do motorista, idade, sexo , dentre outras condicionantes de risco.

O stress no meio ambiente de trabalho

A 4ª edição do livro, publicada pela Revista dos Tribunais, aborda ambiência laboral, saúde mental e doenças profissionais relacionadas, bem como as consequências na vida do trabalhador e da sua família.

Foi nos anos 90 que conheci o que era doença profissional, na prática, especialmente em âmbito psicológico, e passei a identificar os fatores que agravavam a situação de estresse entre os trabalhadores acometidos de doenças profissionais. Foi a partir dessas investigações que surgiu a 1ª edição do livro O Stress no Meio Ambiente de Trabalho, estudo esse que ganhou notoriedade e se intensificou nos últimos anos, devido ao aumento de número de doenças mentais e cronificação do estresse no ambiente de trabalho.

À época da primeira edição, o assunto era tão novo que sequer era utilizado o vocábulo estresse em sua versão em português, é por isso que o título do livro usa a grafia em inglês da palavra, até hoje.

Nesta 4ª edição da obra, após a popularização do tema, são objetos de estudo questões atuais, tais como a síndrome de burn-out e sua nova categorização na Classificação Internacional de Doenças (CID), a partir de janeiro de 2022 pela Organização Mundial de Saúde - OMS, bem como o home office e os desafios da saúde mental no trabalho na pandemia de covid-19, como será exposto a partir daqui.

Saúde mental como direito fundamental

A análise da ambiência laboral parte da Constituição Federal, com a ideia de que o trabalho deve ser valorizado enquanto direito social fundamental da ordem econômica e financeira, como está indicado no art. 1º da Constituição Federal. Portanto, o cidadão é detentor do direito à qualidade de vida sadia; e, enquanto trabalhador deve ser protegido de todas as formas de degradação no meio ambiente de trabalho, onde exerce atividades profissionais que são essenciais à sua qualidade de vida enquanto direito fundamental da pessoa humana.

Lembrando que a partir da emenda constitucional 45/04, ampliou a competência da Justiça do Trabalho para apreciar as ações de indenização por danos morais e materiais decorrentes da relação de trabalho. Isso fomentou a discussão acerca das reparações de danos em razão de doenças adquiridas no meio ambiente de trabalho; sendo o estresse tratado como doença originada nessa condição.

O significado do termo estresse pode ser entendido como o processo de tensão diante de uma situação de desafio por ameaça ou conquista. O estresse é a exaustão pelo exercício do trabalho ou atividades, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que causem a morte, a perda ou redução da capacidade para o trabalho permanente ou temporário.

A psicóloga Marilda Emmanuel Novaes Lipp1, em décadas passadas, afirmava as pessoas achavam que o estresse era frescura de grã-fino, lembra ela, pioneira e uma das principais autoridades do nosso país no assunto. Nos últimos anos esse cenário mudou muito. Felizmente, essa ideia preconceituosa de sofrimento mental ou físico provocado pelo estresse perdeu força e a saúde do trabalhador tem sido, cada vez mais, reconhecida como direito fundamental.

Inicialmente se entendia que os direitos fundamentais existiam para proteger os cidadãos dos abusos do Estado. Hoje, estendeu-se às relações privadas, em especial, entre empregado e empregador. O trabalhador é titular de direitos fundamentais, entre eles o direito à segurança, à saúde, à informação, à intimidade e à privacidade. A dignidade da pessoa humana deve ser afirmada como valor supremo e a saúde do trabalhador como um direito humano.

A Organização Mundial de Saúde (OMS), define a saúde como o estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas ausência de doença ou enfermidade. Portanto, o local de trabalho deve transcorrer em um ambiente no qual a saúde deve ser garantida, devendo atender as condições mínimas de meio ambiente, como direito fundamental de preservação de vida e da saúde dos empregados.

Tipos de estresses

É importante observar que existem dois tipos de estresse: o eustress, quando, após a tensão ou esforço de adaptação a pessoa apresenta a sensação de realização pessoal, bem estar, e satisfação, trata-se, pois de um esforço sadio na garantia de sobrevivência. No caso de ocorrência do distress, a sobrecarga e o desgaste são grandes que passam a ocorrer manifestações e sintomas da doença.

A doutrina francesa, representada por Dejours, acrescenta um tipo de sofrimento do trabalhador, presente nas relações atuais, que já é acometido pelo excesso de cobranças e atividades laborais, esse novo sofrimento é ético. Por exemplo, colocar em prática normas da empresa que, muitas vezes, estão em descompasso com aquilo que ele internamente acredita moralmente aceitável.

A síndrome de burn-out

No Brasil, com o Decreto no 3.048 de 6 de maio de 1999, a Previdência Social reconhece a síndrome de burn-out equivalente à síndrome de esgotamento profissional (Grupo V da Classificação Internacional das Doenças, CID-10) e cita a Sensação de Estar Acabado, com o código Z73.0. A partir de 2022, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passa a reconhecer a síndrome de burn-out, enquanto doença relacionada diretamente com o trabalho e terá classificação específica (CID 11). Esse fato merece destaque pois reconhece-se o nexo causal do acometimento da doença mental com o trabalho.

A síndrome de burn-out não aparece repentinamente como resposta a um fator estressor determinado. O quadro vai se instalando insidiosamente e depende da série de fatores relacionados ao trabalho, tais como: sobrecarga de trabalho, estresse e pressões crônicas no âmbito profissional.

A moléstia se caracteriza por sintomas como irritabilidade, dores musculares, esgotamento físico e mental, e isso tem graves consequências na saúde, tais como, exaustão emocional, despersonalização e baixo nível de realização profissional. Estudos mostram que categorias profissionais que lidam com público; como médicos, enfermeiros professores, bancários, agentes penitenciários, policiais; apresentam alta incidência da moléstia.

O trabalho em home office na pandemia

A prestação do trabalho em home office permite a realização de infindáveis tarefas via notebook, smartphones, tabletes e celulares. Fruto do avanço tecnológico e do desenvolvimento da economia globalizada, e é crescente o número de empresas que adotam o teletrabalho visando reduzir custos com mobiliário, aluguel, dentre outras despesas, adotando o popular home office, que foi traduzido para teletrabalho e inserido no texto da reforma trabalhista de 2017.

No Brasil, de acordo com estudo realizado pela SOBRATT em 20163, 37% das empresas já possuíam a prática de home office junto a seus empregados. Certamente, com a pandemia provocada pelo novo coronavírus, esse número aumentou expressivamente, ante a necessidade de distanciamento social.

Com isso, a solidão e a perda da autoconfiança se traduzem na degradação da qualidade do serviço prestado e, invariavelmente, reflete na saúde mental das pessoas. Além disso, muitas vezes o ambiente residencial tem sido inadequado, para os profissionais, em especiais as mulheres, quando o trabalho profissional e o trabalho doméstico se confundem.

Ademais, a realização de tarefas, como por exemplo a digitação, que é executada em jornadas extensas e em local e com cadeiras e mesas inadequadas. Assim, as condições adversas para a execução do trabalho, cumulada como esgotamento mental em decorrência do isolamento social, desemprego e da crise econômica que o país se encontra, são fatores que ensejaram o crescimento de doenças físicas e mentais.

Nesse contexto importa explorar a utilização do termo ambiência laboral, muito utilizada pelos arquitetos para definir a interação do ambiente não apenas com o local ou espaço, mas também ao conjunto de elementos físicos, interpessoais, técnicos e psicológicos. Esses fatores são importantes na organização do trabalho e nas relações hierárquicas, visando à preservação do trabalho saudável.

Ainda, vale ressaltar os prejuízos causados pelas doenças mentais, um enorme problema para a saúde pública, visto que o Estado passa a gastar valores enormes em indenizações, além do alto custo do tratamento médico. É um problema para o empregador, que na maioria das vezes é condenado a pagar indenizações e tratamentos médicos ao trabalhador ou trabalhadora. E é um problema muito maior para as pessoas que adoecem, que além de adquirir a incapacidade para o trabalho e para suas atividades pessoais, ainda sofrem com a redução da remuneração. Certamente estas pessoas estão ou ainda serão acometidas por adoecimento físico e mental.

A fadiga do zoom

O novo coronavírus não gerou efeitos apenas na saúde mental dos profissionais da área de saúde, mas também mudou a rotina das pessoas. A prestação do trabalho em home office permite a comunicação entre pessoas através das plataformas digitais.

Essa nova forma de comunicação, especialmente para o exercício das atividades profissionais, com exagero de responsabilidades e tensões acumuladas incorreu na fadiga, em razão das pessoas ficarem em jornadas descomunais na frente do computador, ou mesmo do celular, aumentando a ansiedade de maneira generalizada.

Médicos psiquiatras observaram o aumento nas queixas de pacientes sobre o excesso de reuniões on-line por videoconferência nos últimos meses. O fenômeno foi batizado de fadiga do Zoom, referindo-se a um dos aplicativos mais usados para essa nova forma de comunicação.

Assim, por um longo período, muitas das interações sociais ficaram concentradas nas plataformas digitais tais como Zoom; Microsoft Teams; Webex Meet; Google Meet e outras, ocasionando demasiado cansaço, letargia física e mental.

Vale observar que especialistas explicam que videochamadas exigem mais atenção dos participantes do que em um encontro presencial, assim, há um gasto maior de energia nessa modalidade de reunião.

A pandemia de covid-19 afetou todas as pessoas de maneira importante e, sobretudo, influenciou nas relações de trabalho e na saúde mental de todos os trabalhadores. As consequências desses impactos serão objetos de estudo dos mais diversos campos, nos próximos anos.

Fonte: Migalhas / Autora: Maria José Giannella Cataldi : Advogada. Professora universitária. Mestre e doutora pela PUC/SP. Pós-doutorada em Direitos Humanos pela Faculdade de Coimbra. Autora do livro O stress no meio ambiente de trabalho. Ed. Revista dos Tribunais.

6 a cada 10 CEOs pretendem contratar mais funcionários nos próximos 12 meses, diz estudo

Mais da metade (62%) dos CEOs acredita que vão fazer contratações e ampliar o quadro de funcionários de suas empresas nos próximos 12 meses, com a diminuição dos impactos da pandemia de Covid-19.

A 24ª CEO Survey, feita pela consultoria PwC, entrevistou mais de 5 mil CEOs e líderes de mais de 100 países. 48% dos CEOs brasileiros pretendem ampliar o quadro de funcionários de forma moderada, com entre 3% a 9% de aumento. Já 14% pretende ampliar bastante, com mais de 10% de aumento.

Para efeito de comparação, apenas 31% dos entrevistados brasileiros afirmaram que tiveram aumentos a partir de 3% nas contratações nos últimos 12 meses, marcados pela pandemia.

Em contrapartida, apenas 11% acredita que irá diminuir o quadro de funcionários, sendo 1% de forma brusca. 28% dos CEOs acredita que não haverá mudança significativa na quantidade de empregados em suas empresas.

O estudo também mostrou que 53% dos CEOs brasileiros apresentam otimismo com a situação da economia no próximo ano. Considerando os entrevistados do mundo inteiro, esse número cai para 36%.

Onde estarão os investimentos dos CEOs

A maior prioridade dos empresários é ampliar investimentos em transformação digital. 61% pretendem aumentar de forma significativa os gastos no setor (aumento de mais de 10%), com outros 24% aumentando de forma moderada (entre 3% e 9%).

As empresas também vão buscar qualidade no quadro de funcionários. Quase metade (47%) dos entrevistados pretendem aumentar os investimentos de forma significativa. Isso coloca o quesito como a segunda maior prioridade dos CEOs, atrás apenas de transformação digital. Outros 33% investirão nessa frente de forma moderada.

Segurança e privacidade de dados são a terceira prioridade: 47% dos CEOs têm pretensões para ampliar investimentos no setor de forma significativa. Outros 27% pretendem ampliar as apostas moderadamente.

Fonte: InfoMoney

Acesse as edições mais recentes das publicações do mercado:

Revista Apólice: https://www.revistaapolice.com.br/2021/03/edicao-263/ 

Revista Cobertura: https://www.revistacobertura.com.br/revistas/revista-cobertura/revista-cobertura-230/#1 

Revista Segurador Brasil: https://revistaseguradorbrasil.com.br/edicao-164/ 

Revista Seguro Total: https://revistasegurototal.com.br/2021/03/25/edicao-216-saude-privada-registra-aumento-em-numero-de-beneficiarios/ 

Revista Insurance Corp: http://insurancecorp.com.br/pt/content/pdf/ic_ed34_2021.pdf 

Caderno de Seguros: https://cnseg.org.br/publicacoes/revista-de-seguros-n-915.html 

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