Como seca histórica no Brasil traz risco de inflação e racionamento de energia

07, Jun. 2021

Como seca histórica no Brasil traz risco de inflação e racionamento de energia

Fonte: BBC Brasil

Hidrelétricas do Sudeste respondem por cerca de 70% da energia produzida no país

O Sistema Nacional de Meteorologia (SNM) emitiu na sexta última um alerta de emergência hídrica entre junho e setembro para cinco Estados: Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná.

A falta de chuvas é considerada crítica na região da bacia do rio Paraná, que concentra importantes usinas hidrelétricas, como Jupiá, Ilha Solteira, Porto Primavera e Itaipu.

O comunicado se soma a uma sequência de notícias que expõem uma das piores secas que o país já enfrentou, concentrada na região Centro-Sul.

Dados divulgados em abril pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) apontaram que, entre setembro de 2020 e março deste ano, as hidrelétricas do país receberam o menor volume de chuvas em 91 anos.

A situação piorou em abril, conforme o Índice Integrado de Seca (IIS) do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), com intensificação da seca em relação a março.

Conta de luz: Por que a tarifa pode ficar mais cara para o consumidor em maio

A área mais afetada no período estava localizada entre São Paulo, Mato Grosso do Sul, sul de Goiás e oeste de Minas Gerais. Nessa região, 248 municípios estavam em condições consideradas de seca extrema, uma categoria anterior ao pior da escala de cinco níveis, a seca excepcional.

Conta de luz mais cara

O impacto mais direto desse quadro é no preço da energia elétrica.

O Sudeste, onde a situação dos reservatórios é pior, responde por cerca de 70% da produção de energia hidrelétrica do país, destaca Carla Argenta, economista-chefe da CM Capital Markets.

Com a menor oferta de energia a partir das hidrelétricas, o país precisa acionar usinas térmicas, cuja produção é muito mais cara e mais poluente.

Nas contas de luz enviadas aos consumidores neste mês já aparece o acréscimo da bandeira vermelha patamar 1 acionada no início de maio pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A perspectiva para os próximos meses não é de melhora, a cobrança pode ser ainda mais alta, caso a Aneel considere ser necessário adotar a bandeira vermelha patamar 2, a mais cara entre as quatro consideradas pela agência.

Dadas as características dos reservatórios do Sudeste, é difícil que haja melhora no curto prazo, diz a economista.

A depender do regime de chuvas nos próximos meses, acrescenta Argenta, o quadro pode demandar políticas governamentais específicas para contornar a situação.

Um racionamento não está descartado, diz ela, emendando que uma medida como essa, contudo, geralmente está no fim da fila das opções avaliadas pelos gestores públicos por conta de seu elevado ônus político.

A lembrança da última vez que o país usou esse expediente segue viva na memória de muitos brasileiros. Em 2001, no penúltimo ano do governo Fernando Henrique Cardoso, o país sofreu uma série de apagões e teve de passar por um penoso racionamento.

Segundo o jornal Valor Econômico, que ouviu fontes do governo após reunião desta quinta (27/05) do Conselho de Monitoramento do Setor Elétrico, considera-se a necessidade de criar um comitê de crise para pensar estratégias que possam afastar o risco de apagão. Nesse sentido, o governo trabalharia por ora com todos os cenários, inclusive o de racionamento.

Seca, alta das commodities e efeito dólar

Os impactos econômicos da seca, contudo, vão muito além da energia elétrica.

De forma geral, a falta de chuvas tem provocado quebras de safra em importantes regiões produtoras de alimentos.

Com menor disponibilidade dos produtos, os preços sobem. A lista é longa: milho, açúcar, café, trigo, laranja, carne, ovo, leite e até combustíveis.

Preços da carne de boi, de porco e frango devem seguir pressionados nos próximos meses

Na atual conjuntura, o efeito-seca é agravado por dois outros fatores. Com o aumento das cotações internacionais das commodities e o dólar caro, os produtores têm um incentivo maior para exportar. Vender para fora se torna financeiramente mais vantajoso.

Essa dinâmica reduz ainda mais a oferta dentro do país e deixa mais cara a tarefa de colocar comida na mesa.

O gerente de consultoria Agro do Itaú BBA, Guilherme Bellotti, dá o exemplo ilustrativo do milho.

Enquanto a seca provocou uma quebra da segunda safra do cereal, reduzindo a expectativa inicial de produção de 86 milhões de toneladas para algo entre 65 milhões e 70 milhões de toneladas, a cotação na Bolsa de Chicago disparou nos últimos meses.

Essa equação reduziu substancialmente a oferta interna de milho. As indústrias vão ter que competir (pelos contratos), diz ele.

O efeito da alta do milho é uma espécie de reação em cadeia, já que a maior parte da produção vira insumo na indústria de proteína animal. Assim, com as rações mais caras, a tendência é de aumento também nos preços da carne de porco e de frango.

Bellotti ressalta que, especialmente no caso do frango, muitas empresas têm absorvido os aumentos de custos porque não veem espaço para repassá-los aos consumidores, já que o país registra desemprego recorde e convive com uma versão bastante reduzida do auxílio emergencial.

A compressão das margens de lucros, entretanto, tem chegado ao limite. Assim, na avaliação do economista, ou os produtores vão repassar essa alta de custos ou vão segurar a oferta, de modo a empurrar os preços para cima. De um jeito ou de outro, o consumidor vai pagar mais caro.

A carne de boi também vai ficar mais cara. Além do milho, o preço interno da soja, outro ingrediente das rações, também tem subido. A seca afetou ainda o pasto em alguns Estados, levando os produtores a antecipar a oferta (ou seja, abater os animais antes do previsto), reduzindo a expectativa de oferta para os demais meses do ano.

O economista chama atenção para o caso do açúcar, que também gera uma espécie de efeito dominó.

A falta de chuvas entre fevereiro e abril atrasou o início da colheita da commodity e diminuiu a expectativa de produção. A alta das cotações da Bolsa de Nova York, por sua vez, estimulou as exportações. Resultado: o preço médio da saca de 50 quilos praticado dentro do país foi 40% maior do que o registrado em abril de 2020, de acordo com o Indicador do Açúcar Cristal do Cepea.

Essa dinâmica tem impacto direto sobre o preço do etanol, tanto o anidro, que é misturado à gasolina, quanto o hidratado, usado para abastecer os motores movidos a álcool.

Bellotti avalia que o aumento pode chegar a tornar a gasolina mais vantajosa que o álcool em algum momento neste ano. Pela regra dos 70%, quando o preço do álcool for superior a 70% do valor da gasolina, financeiramente compensa mais abastecer com este último.

Um cenário deste tipo ajudaria a elevar a demanda por gasolina, que já tem os preços pressionados por conta da alta do dólar e da cotação do petróleo.

Todos esses efeitos vão aparecer nos índices de inflação nos próximos meses, concentrados nos grupos habitação e alimentação no domicílio. Este último responde por quase 20% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o índice de inflação oficial do país.

Carla Argenta observa que, sazonalmente, este é um período em que os preços de alimentos geralmente dão alívio aos indicadores, o que não deve acontecer neste ano. Por ora, sua estimativa para o IPCA do ano, de 4,8%, está sob revisão, com viés de alta.

Caso a situação não melhore, a inflação corre o risco de encostar no teto da meta admitida pelo Banco Central, 5,25%.

Dado que o aumento de preços é causado por uma restrição de oferta, a autoridade monetária tem pouquíssima margem para intervir, observa a economista, já que um eventual aumento das taxas de juros afetaria essencialmente a demanda.

Por que não choveu?

Uma das causas para a falta de chuvas foi um intenso La Niña neste ano, explica o climatologista José Marengo, coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

Esse fenômeno natural que reduz as temperaturas da superfície do oceano Pacífico Tropical Central e Oriental com frequência tem como efeito a redução dos índices pluviométricos na região Sul e, em alguma medida, também no Sudeste e Centro-Oeste.

A agência NOAA [sigla para National Oceanic and Atmospheric Administration, ligada ao Departamento de Comércio dos EUA] havia informado que o La Niña tinha terminado [em abril], mas projeções mostram que poderíamos estar apenas em um período de transição, que o fenômeno freou, mas que poderia voltar a ganhar intensidade, explica.

Isso por enquanto é uma previsão, não é uma verdade absoluta. Mas é uma possibilidade preocupante.

O meteorologista destaca que a situação hoje está concentrada no Sudeste, Sul e Centro-Oeste do país. O quadro é estável no Nordeste e o Norte do país vem enfrentando um volume de chuvas intenso, com elevação no nível de rios.

Como o Centro-Sul do país está próximo de entrar no inverno, uma estação sazonalmente marcada pela estiagem, é improvável que haja reversão do quadro nos próximos meses.

Teríamos que esperar até outubro mais ou menos e torcer para que comece a chover.

Energia subiu 1.000% depois da privatização, ante inflação de 458%

Venda da Eletrobras provocaria alta de 14% a 20%.

Fonte: Monitor Mercantil

O programa de privatizações no setor elétrico na década de 1990, que atingiu principalmente as distribuidoras de energia estaduais, teve como resultado um aumento da conta de energia, desde 1995, muito acima da inflação apurada pelo IBGE.

De 1995 a 2019, enquanto a inflação (INPC) subiu 458,28%, a inflação da energia elétrica residencial, apurada pelo mesmo indicador do IBGE, subiu 1.020,09%. O gasto com energia elétrica, que comprometia, em média, 1,3% do orçamento das famílias em 1995, passou a representar 5,08% do gasto mensal em 2020.

Os cálculos foram feitos pelo Dieese, que divulgou a nota técnica Privatização da Eletrobras: risco para a soberania energética do país. A privatização da Eletrobras, caso ocorra, contribuirá para encarecer ainda mais a conta de luz dos brasileiros, assegura a entidade.

Atualmente, pouco mais de 40% de toda a energia gerada pela empresa é proveniente de usinas hidrelétricas cujas concessões foram renovadas no âmbito da Lei 12.783/2013. Uma vez que essas usinas já se encontravam amortizadas, a energia por elas gerada passou a ser alocada em ‘cotas’ para as distribuidoras de energia praticamente pelo custo de operação e manutenção das usinas, explica o Dieese.

A energia de fonte hídrica da Eletrobras tem o menor preço entre todas as geradoras brasileiras. Com a privatização, haverá a descotização dessas usinas, e a energia gerada por elas passará a ser comercializada a um preço muito mais elevado, aumentando o custo de aquisição pelas distribuidoras, que, por sua vez, são autorizadas pelo marco regulatório vigente a repassar todo aumento para o consumidor.

Segundo nota técnica da Associação dos Engenheiros e Técnicos do Sistema Eletrobras (Aesel), essa energia gerada no regime de cotas, incluindo o custo do risco hidrológico, é vendida para as distribuidoras ao custo aproximado de R$ 93/MWh. Se privatizada, poderá custar, no mínimo, R$ 155/MWh a partir de 2022, o que representará um aumento de 67%.

Considerando-se a participação dessa energia no portfólio das distribuidoras, esse aumento provocaria, em média, um impacto de 14% na conta de energia dos consumidores residenciais. Segundo cálculos da nota técnica [da Aesel], a destinação de parte do bônus de outorga para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) não terá efeito relevante na redução do impacto tarifário, enfatiza o Dieese.

A Associação de Grandes Consumidores de Energia Elétrica (Abrace) também prevê o aumento das tarifas de energia com a privatização da Eletrobras. A entidade empresarial calcula um aumento de 10% na tarifa dos consumidores residenciais e de 20% para os consumidores do setor produtivo que compram energia no mercado livre.

A privatização vai na contramão do que está ocorrendo no mundo. A onda de reestatizações de serviços de eletricidade no mundo nos últimos 10 anos teve como um dos motivos exatamente a elevação de preços após as desestatizações ocorridas a partir de 1980.

UE: preços da indústria no setor de energia subiram 20,4% em um ano

Os preços do produtor industrial na zona do euro em abril de 2021 ante o mesmo mês de 2020, aumentaram 20,4% no setor de energia, de 6,9% para bens intermediários, de 1,7% para bens de consumo duráveis, de 1,3% para bens de capital e 1,1% para bens de consumo não duráveis. Os preços na indústria total, excluindo energia, aumentaram 3,5%.

Na UE, os preços do produtor industrial aumentaram 20,4% no setor de energia e 7,1% nos bens intermediários, em 2% para bens de consumo duráveis, 1,3% para bens de capital e 1,1% para bens de consumo não duráveis. Preços no total da indústria, excluindo energia, aumentou 3,6%.

Os maiores aumentos nos preços do produtor industrial foram registrados na Irlanda (+ 34,1%), Dinamarca (+ 13,3%) e Bélgica (+ 13,0%), enquanto a única redução foi observada em Chipre (-2,2%).

Já na comparação mensal por agrupamento industrial principal e por Estado-Membro, os preços do produtor industrial na zona do euro em abril de 2021, ante março de 2021, aumentaram 1,8% para bens intermediários, de 1% no setor de energia, de 0,5% para bens de consumo não duráveis, de 0,4% para bens de consumo duráveis e 0,3% para bens de capital. Os preços na indústria, excluindo energia, aumentaram 0,9%.

Na UE, os preços do produtor industrial aumentaram 1,8% nos bens intermédios e 0,8% no setor da energia, por 0,6% para bens de consumo não duráveis, 0,5% para bens de consumo duráveis e 0,3% para bens de capital. Preços da indústria, excluindo energia, aumentou 0,9%.

Os maiores aumentos nos preços do produtor industrial foram registrados na Irlanda (+ 6,2%), Espanha (+ 2,9%) e Estônia (+ 2,1%), enquanto as únicas quedas foram observadas na Croácia (-0,4%) e na França (-0,3%).

Inflação de até 2% em maio

A inflação anual da zona do euro deve ser de 2% em maio de 2021, ante 1,6% em abril, de acordo com uma estimativa provisória do Eurostat, o serviço de estatística da União Europeia.

Analisando as principais componentes da inflação, a energia deverá apresentar a taxa anual mais elevada em maio (13,1%, ante 10,4% em abril), seguido por serviços (1,1%, ante 0,9% em abril), não energéticos bens industriais (0,7%, ante 0,4% em abril) e alimentos, álcool e fumo (0,6%, estável ante Abril).

Fonte: Redação com a Eurostat

Porto Seguro protocola na Susep pedido de cisão parcial de controlada

A empresa pretende transferir parte de suas atividades para a Porto Seguro Assistência e Serviços.

Fonte: Sonho Seguro

A Porto Seguro informa que protocolou, nesta sexta-feira, 4, na Superintendência de Seguros Privados (Susep), pedido de autorização prévia para a realização da cisão parcial de sua controlada Porto Seguro Companhia de Seguros Gerais. A empresa pretende transferir parte de suas atividades para a Porto Seguro Assistência e Serviços. Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia observa que a cisão tem por finalidade concentrar negócios relacionados em uma mesma entidade e assim otimizar a sua gestão. Sua efetivação, acrescenta a empresa, ainda depende de aprovação da Susep e de eventuais outras aprovações.

Startup de seguros é avaliada em US$ 3 bilhões

Fonte: CQCS

A Wefox, uma startup de seguros sediada em Berlim e fundada há seis anos, garantiu US$ 650 milhões em uma rodada de financiamento da série C, e passou a ser avaliada em US$ 3 bilhões.

A empresa europeia de VC (investimento de risco, na sigla em inglês), Target Global, liderou a rodada, e investidores da OMERS Ventures, G Squared, Salesforce Ventures, Victory Park Capital e Ashton Kutcher’s Sound Ventures também participaram. Os investimentos são uma extensão da rodada de US$ 110 milhões em 2019, que teria concedido à Wefox uma avaliação de US$ 1,65 milhão. O CEO da startup, Julian Teicke, afirma que inicialmente planejou levantar cerca de US$ 200 milhões este ano, até que a grande demanda dos investidores o levou a ampliar a rodada.

Ficamos um pouco impressionados, diz Teicke, acrescentando que a Wefox usará o dinheiro para acelerar os planos de expansão geográfica (atualmente opera apenas em alguns países europeus), bem como no desenvolvimento do que ele descreve como o objetivo final de sua empresa: um produto que usaria IA (Inteligência Artificial) para ajudar os clientes a antecipar e, possivelmente, prevenir 20% a 30% de todos os riscos futuros, desde acidentes de esqui até a doença de Alzheimer. A IA também usaria dados em tempo real, como o comportamento ao dirigir, para ajustar seu custo para cada cliente. Teicke espera que isso possa, em última instância, mudar a atuação dos seguros de reativa para proativa.

A série C da Wefox reflete uma tendência mais ampla no universo dos investimentos de risco. Em uma tentativa de reformar o mercado de seguros global, que movimenta US$ 6,2 trilhões, os VCs têm reivindicado pelos chamados negócios insurtech desde pelo menos 2018, quando os investimentos em dólares saltaram 150% ao ano, para cerca de US$ 6 bilhões, de acordo com dados da PitchBook. No ano passado, os investidores investiram US$ 6,6 bilhões no setor, além de US$ 2,2 bilhões adicionais durante os primeiros três meses de 2021.

O principal serviço da startup é uma plataforma que atende corretores que, em última instância, aconselham e vendem apólices, incluindo automóveis, residências e responsabilidades pessoais, aos clientes. (A plataforma adicionou cerca de 2.000 corretores apenas nos últimos três meses, elevando seu total para cerca de 5.000.) Teicke diz que a Wefox oferece a esses corretores uma garantia simplificada, edição de apólices e pagamentos de sinistros, ajudando-os a ganhar entre quatro ou cinco vezes a receita que poderiam gerar trabalhando para uma seguradora diferente. Ele acrescenta que a empresa é amplamente lucrativa e espera que a receita de 2021 chegue a US$ 350 milhões, ante US$ 143 milhões no ano passado.

Com este modelo, a Wefox seguiu um caminho diferente do que as startups de insurtech que tentam subtrair corretores do modelo de negócios para vender produtos diretamente aos consumidores. (A Lemonade, com sede em Nova York, que abriu seu capital em um IPO no ano passado, é um exemplo desse grupo.) Larry Aschebrook, sócio-gerente da G Squared, que investiu pela primeira vez na startup em 2017, diz que a plataforma da Wefox poderia se provar atraente para as gigantes do seguro, e acrescenta que o modelo de negócios é um vitória para seguradoras, corretores e clientes.

A maioria das insurtechs está tentando descobrir uma maneira de revolucionar a indústria, eliminando um desses três pontos de contato, conta Aschebrook. A Wefox descobriu uma maneira de realmente fornecer uma experiência melhor a todo o ecossistema.

Talvez surpreendentemente, o seguro nunca foi o objetivo de Teicke. Criado na Alemanha, o empresário se lembra de ter visto seu pai, vendedor de seguros, amuado no canto em festas de família. Todos o evitavam porque tinham medo de que ele tentasse vender algo, explica.

Sendo assim, o CEO escolheu um caminho diferente, lançando um aplicativo de compras suíço chamado DeinDeal em 2010, que mais tarde foi adquirido por um grupo de mídia do país. Teicke ficou na empresa até 2015, quando seu cofundador o convenceu a fazer uma reunião de 30 minutos com um investidor-anjo. Eles saíram com um cheque de US$ 300 mil e a prerrogativa de reformar uma indústria definida por imensos operadores e pouca inovação.

Fui forçado a fazer seguros, mais do que qualquer outra coisa, reflete. Agora, provavelmente sou uma das pessoas mais apaixonadas pelo setor do mundo.

Proteção para frota de veículos previne prejuízos

Contratação do seguro garante preservação do patrimônio e melhor funcionamento do negócio

Fonte: Sindseg

Empresas que possuem frotas precisam ficar atentas em relação à segurança e proteção dos veículos. Imprevistos como colisões, acidentes, roubos e furtos podem afetar o funcionamento da companhia, expor colaboradores a riscos e impactar na entrega de produtos ou serviços, causando diversos prejuízos.

A HDI Seguros, 5ª maior seguradora no ramo de automóveis, explica como o seguro Frota assegura aos empresários o bom funcionamento de suas operações e a qualidade dos serviços. Gerir frotas não é uma tarefa fácil, é preciso estar atento a todos os detalhes que possam prejudicar a rotina de trabalho. Com um seguro contratado para essa finalidade, a empresa protege não só o patrimônio, mas também a sua produtividade ao mesmo tempo em que atua de maneira preventiva, destaca Mauricio Galian, vice-presidente técnico da HDI Seguros.

O seguro Frota oferecido pela HDI permite incluir veículos de passeio, picapes, utilitários, vans, kombis, ônibus, micro-ônibus e veículos de carga de pessoas jurídicas com coberturas básicas para o casco, contra terceiros, que garante o reembolso de indenizações pagas a terceiros pelos danos materiais ou corporais causados pelo segurado, e de acidentes pessoais de passageiros, que cobre morte/invalidez permanente de qualquer pessoa transportada, em decorrência de acidente de trânsito. O produto também possui coberturas adicionais para acessórios, carroceria, equipamentos, extensão do perímetro aos países das três Américas, reposição de veículo 0 km, entre outras. Além disso, o segurado também pode contar com serviços de Assistência 24 Horas como por exemplo guincho, táxi, troca de pneus e pane seca.

Esse é um produto que pode ser contratado por empresas de diversos portes. O corretor pode fazer a cotação de frotas a partir de um item. Também é possível negociar com a mesa de operações diretamente no nosso sistema com um retorno em, no máximo, 12 horas. Isso significa agilidade, comodidade e flexibilidade na contratação do seguro, finaliza Galian.

Queda da demanda chinesa afeta contratos de minério de ferro

Enquanto isso, investidores continuam de olho na perspectiva de corte da produção de aço no país

Fonte: Bloomberg

Os futuros do minério de ferro perderam força com dados comerciais da China, que reforçaram sinais de que a demanda pela matéria-prima pode diminuir. Enquanto isso, investidores continuam de olho na perspectiva de corte da produção de aço no país.

As importações de minério do maior mercado de aço do mundo desaceleraram para 89,79 milhões de toneladas em maio, o nível mais baixo em um ano, segundo dados oficiais da alfândega divulgados na segunda-feira. As exportações de aço caíram na comparação mensal, depois do aumento de impostos que entrou em vigor em maio.

O forte rali da matéria-prima deve enfrentar alguns obstáculos no curto prazo. Fatores que podem afetar as perspectivas imediatas incluem estoques estáveis nos portos chineses, sinais de desaceleração da infraestrutura e do mercado imobiliário na China e aumento do uso de sucata de aço, disse Adrian Prendergast, analista da Morgans, em relatório.

Além desses fatores, esperamos que o apoio de especuladores, que têm intensificado o aperto, deve ser revertido em um cenário de desaceleração dos fundamentos, disse o relatório.

A China mira especuladores e acumuladores em sua campanha para esfriar o rali dos preços das commodities, que tem elevado temores sobre os efeitos da inflação nas últimas semanas. Ao mesmo tempo, investidores continuam a pesar as perspectivas de redução da produção. Algumas usinas de laminação de aço na área de Fengrun, na cidade de Tangshan, reduziram a produção para controlar as emissões, segundo dados da consultoria Mysteel Global, que citou seu próprio levantamento com usinas na região.

Do lado da oferta, as operações da Vale no entorno da barragem Xingu, na mina Alegria, foram interditadas. Isso suspendeu a circulação de trens que permitem o escoamento da produção da Usina Timbopeba, com impacto estimado de cerca de 33 mil toneladas de finos de minério de ferro por dia.

Em Singapura, os futuros do minério de ferro caíam 3,5%, para US$ 192 a tonelada às 15h14, no horário local, após um avanço semanal de 7,8%. Os preços em Dalian fecharam em baixa de 4,3%, enquanto o vergalhão e a bobina a quente perderam mais de 3% em Xangai.

Alerta de colapso nas UTIs do país

Fonte: Estado de Minas

Após um curto período de estabilidade, o sistema de saúde brasileiro caminha para o temido colapso de inverno. Anunciada desde o início de abril deste ano, ainda durante o segundo pico da pandemia, a nova crise agora grita nos números.

Na Santa Casa de Misericórdia, em Porto Alegre: 83% das UTIs no Rio Grande do Sul estão ocupadas. Situação se repete em outros estados.

Dados publicados pelo Observatório da Fundação Oswaldo Cruz na sexta-feira (4/6) mostram que as taxas de ocupação de leitos de UTI do SUS para COVID-19 é superior a 80% em 20 estados brasileiros. Em outros seis, a situação é pré-crítica, ou seja, mais de 70% das vagas disponíveis estão em uso. Treze unidades da federação já acumulam filas de espera por leitos, incluindo Minas Gerais.

As mazelas a que assistiremos desta vez, alertam especialistas, podem ser ainda piores do que aquelas enfrentadas em março, já que o perfil dos pacientes internados mudou: eles, agora, são mais jovens e permanecem mais tempo no hospital. A circulação de novas variantes do vírus é outro agravante do cenário pandêmico.

Estudiosos da Saúde Pública acreditam que o controle da situação está ao alcance das autoridades, mas se mostram pouco otimistas quanto à atuação assertiva do poder público nas próximas semanas. A melhor expectativa é de que o curso natural da vacinação ponha freio à sequência de colapsos.

Elaborado a partir de dados compilados entre 23 e 29 de maio, o mapa de ocupação das UTIs COVID montado pela Fiocruz estampa uma grande mancha vermelha. Onze estados brasileiros apresentam lotação em nível considerado extremamente crítico, ou seja, superior a 90%.

Com 106% de vagas ocupadas, o Mato Grosso do Sul tem o quadro mais delicado. A lista segue com Pernambuco (98%), Rio Grande do Norte (99%), Sergipe (96%), Paraná (95%), Mato Grosso (95%), Distrito Federal (95%), Ceará (92%), Alagoas (92%), Santa Catarina (92%), e Tocantins (91%).

Em outros nove estados, o cenário é tido como crítico, com lotação que oscila entre 80% e 89%. São eles: Piauí (89%), Goiás (89%), Bahia (86%), Rio de Janeiro (85%), Rio Grande do Sul (83%), Maranhão (83%), São Paulo (82%), Minas Gerais (81%) e Paraíba (81%). Seis unidades da federação estão na zona de alerta intermediário (entre 60% e 80% de ocupação). Apenas o Acre está fora da zona de alerta.

Doze estados e o Distrito Federal já acumulam lista de espera por leitos, já que vários municípios tiveram a capacidade de atendimento estrangulada. O Paraná lidera o ranking, com 647 pacientes na fila. O Mato Grosso do Sul, com 291 pessoas, ocupa o segundo lugar. Pernambuco (269) é o terceiro, seguido por Minas, com 264 doentes na espera. As informações são das secretarias estaduais de saúde, divulgadas na sexta-feira (4/6).

O infectologista e professor da Faculdade de Medicina da UFMG, Unaí Tupinambás, projeta que o gargalo das redes de saúde nas próximas semanas pode ser elevado a um outro patamar, significativamente mais grave. Ele explica que isso se deve, em parte, à mudança do perfil demográfico do público hospitalizado.

Segundo Unaí, durante grande parte da pandemia, os internados eram sobretudo idosos. Mas este grupo já sente os efeitos da vacinação e, assim, desenvolve menos a forma grave da doença. As hospitalizações, agora, contemplam majoritariamente adultos jovens, que permanecem mais tempo na UTI.

De acordo com o professor, pessoas de até 50 anos saem mais, se expõem mais, consequentemente, se infectam mais. E, como acreditam ter um corpo mais forte que o dos idosos, resistem a procurar assistência. Quando o fazem, já estão em estado muito grave e exigem cuidados mais demorados.

Esse tempo extra no hospital é complicado de administrar. Fora que esses jovens também desenvolvem sequelas da COVID-19 e, daí, precisam sair dos leitos de UTI para ocupar os de enfermaria, onde se submeterão a outros tratamentos. Com isso, a gente perde a capacidade de remanejamento dos leitos. Atualmente, nossa margem de manobra é de 13% do total. Mas se fica tudo ocupado, UTI e enfermaria, não sobra muita coisa para remanejar, ressalta o médico.

A proliferação de variantes do Sars-Cov-2 seria outro potencial agravante da crise. Já circulam por aqui as variantes Alfa (do Reino Unido), Beta (África do Sul), Gama (brasileira) e Delta (Índia), todas com maior potencial de transmissão, diz o especialista.

País contabiliza 473.404 mortes

O Brasil registrou 873 novas mortes causadas pela COVID-19, nas últimas 24 horas, de acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgados ontem. Com os registros, o país contabiliza 473.404 óbitos desde o início da pandemia. O levantamento do Conass, que compila dados de secretarias de Saúde dos 26 estados e do Distrito Federal, apontou ainda 39.637 novos casos de COVID-19 em 24 horas, com 16.947.062 registros da doença no Brasil.

Estabilização na gravidade

A presidente do Comitê Permanente de Enfrentamento do Novo Coronavírus da UFMG, Cristina Alvim, avalia que o sistema de saúde brasileiro não chegou a experimentar um alívio desde a última crise, em março. Para usar a linguagem dos intensivistas, o que tivemos foi uma estabilização dentro da gravidade, compara a médica.

Para a profissional de saúde, a sucessão de colapsos reflete o descontrole da pandemia. Há mais de um jeito de promover esse controle. Como fizeram os japoneses ainda sem vacina, com uma política clara voltada à adesão às medidas de higiene e isolamento, testagem ampla, rastreio e suporte financeiro à população. Ou como fizeram os Estados Unidos e a Inglaterra, cuja principal aposta é a vacinação rápida. No Brasil, não temos nem uma coisa, nem outra. Aqui, é quase como se estivéssemos em 1918 (quando ocorreu a gripe espanhola), observando a história natural da doença, diz Cristina.

A professora acredita que seria possível evitar a repetição do caos instalado no Brasil há cerca de três meses, com falta de oxigênio em hospitais, pacientes amarrados à cama por falta de medicamentos para entubação, entre outras cenas de horror. Para tanto, detalha a pesquisadora, a primeira providência seria frear a propagação do vírus.

E já sabemos como fazer isso: com vacinação rápida, testagem, rastreio, ações coordenadas em âmbito racional, adesão ao isolamento e aposta na ciência, detalha.

Ocorre que, ao menos a curto prazo, não há sinais de que daremos uma guinada nesse sentido. Nossos líderes, atualmente, não nos dão esses sinais. O ponto positivo é que a vacinação vem caminhando, embora a passos lentos. A vacina, neste momento, é nossa melhor esperança para nos livrar de novos colapsos, complementa Alvim.

Brasil sofre a maior crise ambiental dos últimos anos

País é líder em destruição de florestas e 94% do desmatamento da Amazônia é ilegal.

Comemorado mundialmente no dia 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente é um lembrete latente ao país que mais destrói florestas em todo o mundo, segundo dados da Global Forest Watch, divulgados neste ano.

Embora a data seja um convite à conscientização e preservação dos biomas de todo o mundo, o Brasil não tem o que comemorar quando o assunto é a preservação ambiental e o avanço do desenvolvimento sustentável que, nessa altura do campeonato, ganha o status de utopia.

Estima-se que 94% do desmatamento da Amazônia seja ilegal, de acordo com informações coletadas pelo Instituto Centro da Vida (ICV), em parceria com o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no ano de 2020. Isso faz com que, embora seja o país com maior biodiversidade do mundo, o Brasil continue saindo em desvantagem no debate sobre soluções à destruição ambiental.

A combinação de uma cultura de normalização da apropriação do meio ambiente e péssimas medidas públicas de controle aos danos ajudam a perpetuar o que é visto hoje. Para a advogada ambiental e bióloga, Cristiana Nepomuceno, parte essencial da conscientização das massas é o entendimento de pertencimento ao meio ambiente. Devemos ter em mente que também estamos inseridos nesse todo e que a preservação do meio ambiente é, consequentemente, a preservação da espécie humana, diz.

Ela ainda complementa alertando que além do aquecimento global e tantos outros efeitos colaterais já conhecidos, a devastação do meio ambiente também pode ocasionar desequilíbrios ambientais, como as pandemias. Com a perda dos habitats naturais, outras espécies passam a ter vida próxima a dos humanos, o que nos expõe a vírus e bactérias que até então não tínhamos contato e que, portanto, não temos defesas contra, afirma.

Já estudo do IBM Institute for Business Value, realizado em março deste ano, apontou que nove em cada 10 consumidores relataram que a pandemia afetou seus pontos de vista sobre a sustentabilidade ambiental. Além disso, 54% dos consumidores disseram que preferem pagar a mais por marcas que são sustentáveis e/ou ambientalmente responsáveis.

Acesse as edições mais recentes das publicações do mercado:

Revista Apólice: https://www.revistaapolice.com.br/2021/03/edicao-263/ 

Revista Cobertura: https://www.revistacobertura.com.br/revistas/revista-cobertura/revista-cobertura-230/#1 

Revista Segurador Brasil: https://revistaseguradorbrasil.com.br/edicao-164/ 

Revista Seguro Total: https://revistasegurototal.com.br/2021/03/25/edicao-216-saude-privada-registra-aumento-em-numero-de-beneficiarios/ 

Revista Insurance Corp: https://drive.google.com/file/d/1tog-AftJwcK6ZnulXe_xfNdTJeCjdfxI/view?usp=sharing

Caderno de Seguros: https://cnseg.org.br/publicacoes/revista-de-seguros-n-915.html 

Participe da XXVII Edição da Jornada Internacional de Riscos Globais da Mapfre

 

A MAPFRE realizará a XXVII edição da Jornada Internacional de Riscos Globais em formato digital nos dias 9 e 10 de junho, das 11h00 às 13h00(BRT), sob o tema Atualidade e Desafios dos Grandes Riscos nos Mercados Internacionais.

Não perca! Para mais informações sobre o evento e  inscrições acesse o link: https://mapfre.vancastvideo.com/event/Ejmlbefe/1942/signup?lang=1658