Boom de ataques de ransomware deve mudar apólices de seguros digitais

02, Jul. 2021

Boom de ataques de ransomware deve mudar apólices de seguros digitais

Criados como uma forma de proteger empresas de ataques e vazamentos de dados, os seguros digitais podem colaborar para a proliferação de ataques de ransomware. Segundo uma pesquisa conduzida pelo Royal United Services Institute (RUSI), garantias do tipo incentivam empresas a pagar resgates que ajudam a financiar as atividades de criminosos especializados nesse tipo de operação.

Operadora do maior oleoduto dos EUA pagou resgate milionário a cibercriminosos

Apesar da atenção de autoridades, ataques de ransomware devem continuar em alta

Mais de 3 mil servidores estão vulneráveis a ataques com ransomware conhecido

As seguradoras cibernéticas podem facilitar involuntariamente o comportamento dos criminosos cibernéticos, contribuindo para o crescimento das operações de ransomware direcionadas, afirma o estudo. Serviços do tipo são contratados pela oferta de reaver ao menos parte do dinheiro usado por empresas para pagar tanto os resgates exigidos pelos criminosos quanto os custos legais relacionados a reparações a clientes, funcionários e parceiros comerciais.

Além da proteção oferecida pelos seguros, os criminosos também são beneficiados pela noção de que é mais barato pagar resgates do que ter que lidar durante meses com sistemas inoperantes que impedem as atividades de uma corporação. Exemplo do tipo pode ser visto no caso da Colonial Pipeline, que entregou quase US$ 5 milhões a atacantes para retomar suas atividades de distribuição de gasolina e outros derivados do petróleo.

Segundo o estudo da RUSI, alguns criminosos chegam a priorizar ataques contra companhias com seguros por acreditarem que elas têm uma maior tendência a pagar os valores cobrados. Apesar de apontar o lado negativo trazido por essa proteção, o grupo também aponta caminhos para transformá-la em algo mais positivo.

Incentivo à segurança

Uma das propostas da RUSI é que seguradoras passem a exigir em contrato que empresas adotem níveis mínimos de proteção contra ataques de ransomware antes de oferecer cobertura a elas. Entre os fatores que poderiam ser cobrados estão a agilidade na instalação de atualizações de segurança, a ativação de autenticações em dois fatores para logins, a adoção de sistemas de rede segmentados e a realização frequente de backups.

Segundo o ZDNet, muitas seguradoras cibernéticas já notaram a tendência dos ataques de ransomware e mudaram suas políticas. Além de cobrar mais das empresas que contratam serviços do tipo, agentes da área também adotaram mais exigências e diminuíram a amplitude do tipo de ataque cibernético que estão dispostos a cobrir.

As mudanças na área devem ajudar a manter vivo tanto o mercado das seguradoras quanto garantir mais proteção às companhias. Com a adoção de novas soluções de segurança, não somente devem diminuir os impactos causados pelos ataques de ransomware, como eles também tendem a ser menos frequentes. Afinal, muitos deles começam a partir de vulnerabilidades simples e conhecidas, que são deixadas abertas pela falta de investimentos e educação sobre ameaças virtuais.

Fonte: Canaltech

CNseg analisa crescimento de 1,2% do PIB e seus impactos na economia

Além de análises sobre desempenho positivo do PIB, a edição 47 da Conjuntura CNseg traça um panorama completo do mercado de seguros e projeta resultado para o ano

A edição nº 47 da Conjuntura CNseg, publicação produzida pela Confederação Nacional das Seguradoras, analisa o crescimento de 1,2% do PIB no primeiro trimestre do ano, em relação ao mesmo período de 2020, e seus impactos na economia. Essa análise mostra que, apesar da maior severidade da segunda onda da pandemia, não apenas a adesão às medidas de isolamento e às restrições a atividades econômicas foi menor, como provavelmente a relação entre isolamento e atividade econômica também se tornou menos intensa.

A recuperação da economia desde seu pior momento no segundo trimestre do ano passado tem sido desigual, com desempenho melhor da indústria e do agronegócio em comparação com vários segmentos do setor de serviços, especialmente os serviços prestados às famílias.

A avaliação é que se abre uma janela de oportunidades para que a agenda de reformas avance e os fundamentos econômicos melhorem, na esteira da ampliação da vacinação contra a Covid-19, de um maior crescimento global e da forte demanda pelos produtos tipicamente exportados pelo País. Há ainda muitas incertezas no horizonte e a questão fiscal, que é principal fragilidade da economia brasileira, está distante de ser equacionada.

Outra questão abordada é sobre o nível de ocupação da mão de obra, medida pela PNADc, que está 7,1% menor no trimestre encerrado em março último em relação ao mesmo período do ano passado (são 6,6 milhões de ocupados a menos). Isso pode ser uma jobless recovery, no jargão tomado dos economistas americanos, uma recuperação sem emprego, agravada pela grande desigualdade brasileira, que se manifesta também como diferenças de produtividade: dos milhões de pessoas a menos na força de trabalho, a maioria estava empregada em serviços de baixa produtividade, em grande parte informais. Por isso, a renda que geravam faz pouca diferença no crescimento agregado da economia, que se recupera, ao menos neste primeiro momento, em setores menos intensivos em mão de obra e de maior produtividade (como a agropecuária e os serviços financeiros, tecnológicos e de informação), constata a publicação.

A publicação apresenta também um panorama completo do desempenho do setor de seguros, inclusive com a divulgação dos dados de Saúde do primeiro trimestre de 2021, realizada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Sem DPVAT, o setor arrecadou o montante de R$ 130,9 bilhões em contraprestações líquidas, prêmio direto de seguro, contribuições de previdência e faturamento de capitalização, nos primeiros três meses de 2021, montante 8,7% superior ao mesmo período de 2020.

Todos os segmentos mostraram melhor desempenho em relação ao mesmo mês do ano anterior, com destaque para Cobertura de Pessoas que avançou 59,3% neste período. Um dos destaques é para o resultado recorde nas concessões de crédito imobiliário a pessoas físicas vem impulsionando o seguro habitacional. Segundo dados do BC, em abril de 2021, as concessões de crédito para pessoa física destinadas ao financiamento imobiliário apresentaram resultado recorde na comparação com o mesmo mês do ano anterior, de 85,3%.

Para completar, a CNseg volta a publicar as projeções de arrecadação do setor segurador após a suspensão ocorrida durante eclosão da pandemia. Foram estabelecidos dois intervalos distintos de expansão da arrecadação no ano: de 5% a 9,4% (com Saúde Suplementar, mas sem DPVAT), ou de 5,5% a 8,9% (sem DPVAT e sem Saúde suplementar), dependendo do comportamento das variáveis exógenas usadas no modelo de previsão.

Fonte: Revista Apólice

Brasil registra mais de 14 mil ocorrências de roubos de cargas e destaca necessidade do Seguro

Fonte: CQCS

De acordo com uma matéria veiculada pelo Valor Econômico na última terça-feira (29), um levantamento da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) realizado em 2020, revela que o Brasil registrou 14.159 ocorrências de roubos de cargas, com queda de 23% em relação ao ano anterior, quando foram registrados 18.382 casos. Porém, as ocorrências de 2020 representaram um prejuízo de R$ 1,2 bilhão ao setor.

A região Sudeste continua sendo a mais afetada, arcando com 81,33% dos eventos. Em seguida, aparecem as regiões Sul, com 8,89%; Nordeste, com 6,6%; Centro-Oeste, 1,91%; e, por último, o Norte, com 1,21%. Entre os produtos mais visados estão alimentos, cigarros, eletroeletrônicos, combustíveis, bebidas, artigos farmacêuticos, autopeças, defensivos agrícolas e têxteis e confecções.

No aumento da necessidade do Seguro para Transportes, os dados apresentam uma melhora na comercialização do produto. Adailton Dias, diretor executivo de produtos corporativos e resseguro da Sompo Seguros, líder nesse segmento, cita, porém, um aumento nas vendas em 2021, com alta de 19,8% entre janeiro e abril frente ao mesmo período do ano passado. Há também uma retomada dos valores pagos em indenizações.

A Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), para evitar o contágio pelo coronavírus, suspendeu as atividades de fiscalização de peso nas rodovias em determinados períodos do ano. Com isso, esses trechos ficaram mais livres e alguns veículos passaram a trafegar em velocidades mais altas transportando cargas mais pesadas, o que aumentou o risco.

A Tokio Marine, segunda maior no segmento, embarcou no lançamento de aplicativos que reforçam o gerenciamento de risco e a redução de burocracia. Uma única apólice cobre todas as fases do processo de transporte, inclusive na transferência entre modais durante a viagem, facilitando a operação e proporcionando mais segurança ao operador multimodal, detalha Valdo Alves, diretor de transportes da seguradora.

Outra facilidade foi dispensar a vistoria presencial para a nacionalização de cargas em portos, aeroportos e armazéns alfandegários. O processo de vistoria on-line é feito via WhatsApp, pelo atendimento da Marina, assistente virtual da Tokio Marine. Ao identificar uma avaria, o despachante aduaneiro ou corretor de seguros entra em contato pelo aplicativo e preenche um formulário. Em poucos minutos, a carga é liberada para o transporte, conta.

Carla Almeida, diretora de property & casualty (P&C) da Axa Brasil, destaca o aumento da demanda por operadores logísticos e centros de distribuição. Em função da pandemia, o mercado de e-commerce ampliou o número de armazéns para baratear o custo e agilizar as entregas. Esse movimento fez a contratação de seguros de transportes e de riscos patrimoniais avançar.

O grupo francês também gerenciou junto aos corretores e clientes o agravamento do risco, com estoques em níveis expressivos, tanto do comércio que deixou de vender num primeiro momento da pandemia, como também dos armazéns de empresas de e-commerce, que passaram a acumular mais mercadorias para serem mais ágeis nas entregas. Com risco agravado, os corretores trabalharam para adequar apólices e gerenciamento de risco.

Uma grande preocupação inicial foi orientar os clientes sobre a necessidade de ampliação de seus limites em apólices, sobretudo para acumulações em armazéns, tanto no Brasil, quanto no exterior. Além dos valores, também buscamos ampliar os prazos de cobertura, tornando-os mais elásticos, dada a descontinuidade de muitos serviços, acrescenta Sérgio Caron, diretor de Marine e cargo da corretora Marsh Brasil.

A Chubb Brasil tem priorizado a subscrição de riscos sob medida para os clientes. O grupo tem um planejamento mundial em inovação com foco em tecnologia para diferenciar a aceitação de riscos e assim privilegiar clientes que fazem o gerenciamento de risco. Assim, a seguradora americana leva em conta o tipo de embalagem das mercadorias no armazém até o conhecimento dos funcionários.

Queremos atender a demanda dos pequenos e médios empresários, que pedem mais agilidade, menos burocracia e preços acessíveis para que possam incluir no orçamento o custo do seguro. E para isso temos de ter uma boa subscrição de risco e muita tecnologia embarcada, Luciano Santos, vice-presidente de subscrição de P&C.

Este é um pedido não só das PMEs, mas de todos os clientes do setor de seguros, mergulhado em uma revolução digital com mudanças regulatórias promovidas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), que têm como foco estimular a concorrência.

Logística integrada é alternativa promissora

A indústria de óleo e gás tem buscado novas soluções em logística de equipamentos para suas operações na costa brasileira. Empresa de apoio marítimo a operações offshore, o Grupo CBO iniciou recentemente um contrato inédito no país de logística integrada com a Petrobras. Historicamente, a estatal e as demais empresas de exploração offshore realizam suas próprias logísticas de suprimentos em terra e no mar.

Essa nova modalidade de serviço já vem sendo pensada há alguns anos pela Petrobras, mas foi em 2021 que se concretizou, afirma Marcos Tinti, presidente do Grupo CBO, que ganhou a concorrência e se tornou a primeira empresa de navegação de apoio marítimo a prestar o serviço de logística integrada no Brasil. A operação teve início em 13 de abril de 2021 e tem duração prevista até fevereiro de 2024. Inicialmente abrange duas sondas (SS-75 Ocean Courage e NS-45 Brava Star), mas pode ser estendido para outras de acordo com a definição da Petrobras. Ele explica que o contrato, dividido em parcela fixa e variável e podendo ultrapassar R$ 350 milhões, inaugura uma nova linha de negócios.

O afretamento ainda representa a maior parte de nossa operação, no entanto a logística integrada é algo muito promissor. Tiramos do cliente uma preocupação para que ele possa reforçar seu foco, que é a exploração de energia, destaca o executivo. Por acreditar no potencial, foi criada uma área de logística com uma gerência dedicada ao sucesso e à implementação do novo contrato e à prospecção de novas oportunidades no setor.

Dessa forma, complementamos o nosso negócio de afretamento de embarcações de apoio marítimo, e esperamos que possa se tornar cada vez mais relevante nos resultados da empresa, diz. Com a nova modalidade de serviço, a empresa passa a ter função de planejamento e execução da logística porta a porta, ou seja, desde o fornecedor de insumos do cliente até a entrega nas unidades marítimas offshore.

O contrato prevê a gestão e operacionalização de toda a cadeia de suprimentos para as unidades marítimas, integrando logística offshore, armazenamento onshore e transporte terrestre de cargas e suprimentos. A empresa tem como acionistas os fundos de private equity Pátria Investimentos e Vinci Partners, e o BNDESPar.

Fonte: Valor Econômico

Fusão à Vista

JSL faz proposta de fusão com Tegma para criação de gigante de logística rodoviária no país

Fonte: InfoMoney

A fusão das duas empresas criaria uma companhia com receita bruta combinada de R$ 6,1 bilhões.

A Simpar (SIMH3) comunicou na madrugada desta sexta-feira (2) que a sua controlada JSL (JSLG3), maior companhia de logística rodoviária do país, enviou à Tegma (TGMA3), segunda maior do setor, pedido de combinação de negócios.

O comunicado aponta que a fusão das duas empresas criaria uma companhia com receita bruta combinada de R$ 6,1 bilhões.

Somadas as operações da JSL (incluindo fusões e aquisições realizadas) e da Tegma, a companhia combinada teria R$ 6,1 bilhões de receita bruta nos últimos doze meses findos em 31 de março de 2021, que representaria um aumento de R$ 2,8 bilhões e um crescimento de 86% da receita bruta da JSL no mesmo período (sem incluir M&As), aponta a Simpar.

A empresa vê possíveis ganhos de sinergia, com diluição de custos fixos e cross-selling através da maior oferta de serviços da JSL para os clientes da Tegma. A combinação de negócios também contribuirá para o acesso ao mercado de capitais pela companhia combinada, sustentando a agenda de crescimento orgânico e por aquisições, em linha com o planejamento estratégico da JSL, destaca o comunicado.

Segundo a proposta a incorporação das ações da Companhia seria realizada com base em uma relação de troca segundo a qual cada acionista de Tegma receberá, por cada uma de suas ações Tegma, o valor de R$ 15,00 e 0,7495248702 ações da JSL.

A Tegma se manifestou, destacando que a proposta foi feita sem solicitação ou prévio entendimento com os órgãos da companhia. A proposta, ressalta a empresa, está sujeita a certas condições: (a) à aprovação pelos Conselhos de Administração das Companhias dos documentos necessários à implementação da Operação, em especial o Protocolo e Justificação de Incorporação, o qual conterá declarações e garantias usais para operações dessa natureza; (b) à aprovação pelos acionistas da JSL e Tegma reunidos em assembleia geral; e (c) à aprovação prévia do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Diante da proposta, o presidente do Conselho de Administração convocou uma reunião extraordinária do Conselho de Administração da Companhia a realizar-se na data de hoje, a fim de que examine a proposta e delibere as providências que julgar cabíveis.

IRB convoca assembleia para eleger dois novos conselheiros

Fonte: Valor Econômico

O IRB convocou assembleia geral extraordinária (AGE) para 28 de julho, para eleição dos membros do seu conselho de administração, para um mandato unificado de dois anos. Entre os dez integrantes, dois são novos: André Marcelo da Silva Prado e Antonio Francisco de Lima Neto. Eles entram nos lugares de Marcos Bastos Rocha e Roberto Dagnoni.

Prado é formado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com MBA Executivo em Finanças pelo IBMEC e especializações na Manchester Business School, University of Pennsylvania e Insead. Tem passagens por Citibank, Lloyds e Bradesco. Também foi membro do conselho de administração da Fleury.

Lima Neto é bacharel em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco e mestre em Economia pela FGV. Tem pós-graduçãoa em Marketing pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e MBA em Formação para Executivos pela Fundação Dom Cabral. Foi presidente do Banco Fibra e tem passagens por Banco do Brasil e Itaú. Atuou como membro do conselho de administração da Brasilprev.

Travelex entra no mercado de seguros em parceria com a Assurant

Fonte: O Estado de S. Paulo

Conhecida no País pela atuação no câmbio, a Travelex Brasil, que pertence a um dos maiores operadores de moedas do mundo, com sede em Londres, resolveu entrar no disputado mercado brasileiro de seguros. Criou a Travelex Corretora de Seguros e fechou parceria com a seguradora americana Assurant.

A partir de julho, a Travelex começa a oferecer cinco tipos de seguro, inclusive para viagens e o residencial. A expectativa é faturar R$ 16 milhões, nos próximos cinco anos, com a entrada no segmento. Também quer aumentar a receita de produtos não relacionados a câmbio em 45%, até o fim deste ano.

Investimentos tiveram queda de 18% em abril

Segundo o Ipea, na comparação interanual o crescimento foi de 39,1%.

Fonte: Monitor Mercantil

O Indicador Mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), nesta quinta-feira, registrou recuo de 18% em abril frente a março deste ano, na série com ajuste sazonal. Na análise do trimestre-móvel terminado em abril, a queda nesta categoria de investimentos foi de 11,4%. Na comparação com os mesmos períodos de 2020, enquanto abril registrou uma expansão de 39,1%, o trimestre móvel mostrou alta de 24%.

Os resultados foram afetados pela forte queda nas importações, explicada por uma base de comparação elevada em março, quando foram contabilizadas muitas operações envolvendo importações fictas de plataformas de petróleo associadas ao Repetro.

A FBCF é composta por máquinas e equipamentos, construção civil e outros ativos fixos. O Indicador de FBCF mede os investimentos no aumento da capacidade produtiva da economia e na reposição da depreciação do estoque de capital fixo. No resultado acumulado em 12 meses encerrado em abril, os investimentos apresentaram expansão de 6,9% na comparação com o período anterior.

O consumo aparente de máquinas e equipamentos teve queda de 33,5% em abril, encerrando o trimestre móvel com queda de 13,7%. Enquanto a produção de máquinas e equipamentos destinados ao mercado interno apresentou crescimento de 5,3% em abril, a importação caiu 84% no mesmo período. Esses dois segmentos apresentaram quedas de 7,8% e 12,3% no trimestre móvel, respectivamente.

No acumulado em 12 meses, a demanda interna por máquinas e equipamentos registrou aumento de 12,7%. Já o indicador de investimentos em construção civil, após modesto crescimento verificado no mês passado, recuou 2,5% em abril e o segmento teve queda de 4,6% no trimestre móvel.

Na comparação interanual, desempenho positivo foi generalizado. O destaque também ficou por conta do componente máquinas e equipamentos, que avançou para um patamar 78,1% superior a abril de 2020. A construção civil registrou alta de 25%, enquanto o componente que envolve outros ativos fixos aumentou 16,6%. Os resultados também foram positivos na comparação trimestral.

Falta de chip volta a frear venda de automóveis no mercado brasileiro em junho

Fonte: Estadão

As vendas de veículos novos no mercado brasileiro voltaram a cair em junho no comparativo mensal. O principal motivo, segundo as fabricantes, foram as novas paradas de produção nas fábricas por falta de componentes, em especial de semicondutores. O problema, que vem ocorrendo em vários países, reduz a oferta de produtos nas concessionárias e gera fila de espera para alguns modelos.

Foram vendidos no mês passado 182,4 mil veículos, incluindo caminhões e ônibus, número 3,3% menor que o de maio, mas 37% superior ao de junho de 2020, na época muito afetado pela pandemia de covid-19.

Na soma do primeiro semestre, também há uma recuperação de 32% ante igual período do ano passado, com um total de 1,07 milhão de unidades.

A marca de 1 milhão de veículos comercializados no ano ocorreu, desta vez, dois meses antes da registrada em 2020 e um mês atrás de 2019, quando não havia crise sanitária.

Os dados obtidos com fontes do mercado são preliminares e devem ser divulgados oficialmente hoje pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

No mês passado, somente o segmento de automóveis e comerciais leves vendeu 170,4 mil unidades, queda de 3,3% em relação a maio, mas crescimento de 38,8% no comparativo com junho de 2020. No acumulado do ano, a alta foi 32,5% ante a primeira metade de 2020, com um total de 1,01 milhão de unidades.

A Fiat segue na liderança em vendas no ano, com 22,1% de participação. Em segundo lugar, está a Volkswagen (16,5%), seguida por General Motors (12,3%), Hyundai (9,4%), Toyota (7,8%) e Jeep (7,2%).

Os modelos mais vendidos durante o primeiro semestre foram a picape Fiat Strada (61 mil unidades), os automóveis Hyundai HB20 (45,4 mil), Fiat Argo (41,9%) e Chevrolet Onix (41,5%) e o utilitário-esportivo (SUV) Jeep Renegade (40,6 mil).

Fábricas paradas

Em junho, diversas fábricas voltaram a paralisar a produção por causa da falta de semicondutores, prejudicando o abastecimento das lojas. A Hyundai deveria ter retomado ontem dois turnos de trabalho na fábrica de Piracicaba, mas decidiu estender a paralisação até o próximo dia 11. Até lá, seguirá operando com apenas um turno.

Em nota, a empresa informa que a prorrogação se deve às condições instáveis de fornecimento de componentes eletrônicos. Disse também que segue monitorando a situação e tomará medidas necessárias para adaptar os volumes de sua produção conforme as condições de fornecimento de peças a cada semana.

As fábricas da Volkswagen em São Bernardo do Campo, São Carlos e São José dos Pinhais retomaram as atividades ontem. As duas plantas de São Paulo ficaram paradas por dez dias; na do Paraná, foram 20 dias. A unidade Taubaté também ficou sem produzir por dez dias e voltou a operar no dia 17.

A fábrica da General Motors em Gravataí (RS) está fechada desde abril, com retorno previsto apenas em meados de agosto. Já a planta de São Caetano do Sul iniciou no último dia 21 uma paralisação de seis semanas, mas fará modificações na linha para o início da produção da nova picape Montana, totalmente diferente da anterior.

Antes das paradas, em especial da fábrica gaúcha, onde é produzido o Onix, a GM era líder em vendas no País desde 2016. Em junho, ficou na sétima posição, com 6,8% de participação no mercado de automóveis e comerciais leves.

Acesse as edições mais recentes das publicações do mercado:

Revista Apólice: https://www.revistaapolice.com.br/2021/05/edicao-265/

Revista Cobertura:  https://www.revistacobertura.com.br/revistas/revista-cobertura/revista-cobertura-edicao-231/#2

Revista Segurador Brasil: https://issuu.com/revistaseguradorbrasil/docs/segurador_166_

Revista Seguro Total: https://revistasegurototal.com.br/2021/06/14/mercados-de-vida-e-previdencia-apresentam-crescimento/

Revista Insurance Corp: http://insurancecorp.com.br/pt/content/pdf/ic_ed35_2021.pdf

Caderno de Seguros: https://cnseg.org.br/publicacoes/revista-de-seguros-n-916.html

Revista Brasil Energia: https://editorabrasilenergia.com.br/wp-content/uploads/sites/1/flips/129726/Bia469v3/2/index.html


Webinar discute riscos emergentes e macro tendências para o mercado de seguros, em específico na retomada das atividades

Conheça os riscos emergentes e macrotendências mapeados pelo SONAR do Swiss Re Instute em um webinar onde o foco será nos desafios da reabertura de locais desativados em decorrência da pandemia.

O webinar Riscos Emergentes e Macrotendências: implicações na retomada das atividades será moderado pela jornalista Denise Bueno e contará com a participação da Economista do Swiss Re Institute, Caroline Cabral, o Head Risk Engineering Services Americas, Fabio Magalhaes, Head Subscrição Standard (Massificados) Brasil, Rafael Rodrigues e o Head Patrimonial & Riscos de Engenharia Brasil, Silvio Steinberg.
O evento, transmitido em português, é aberto a todos os interessados. Para participar, basta acessar: Riscos Emergentes e Macrotendências | Swiss Re

Serviço:

Webinar Riscos Emergentes e Macro Tendências: implicações na retomada das atividades

O evento será online, em português e aberto a todos os interessados! Dia 06 de julho às 9h00