Jogos Olímpicos

26, Jul. 2021

Jogos Olímpicos

Investimento de € 11 bi nas Olimpíadas não terá retorno no curto prazo

Pandemia frustra expectativas do Japão, diz professor da ESPM.

Fonte: Monitor Mercantil

A organização dos Jogos Olímpicos de Tóquio consumiu investimentos de € 11 bilhões, mas a esperança para um impulso para a economia japonesa foi frustrada pela pandemia. Diferentemente de 1964, quando o Japão sediou as competições com crescimento acelerado na economia, agora o país enfrenta um cenário de estagnação há três décadas. Os Jogos foram oficialmente abertos nesta sexta-feira.

Havia uma alta expectativa de que a economia fosse crescer com o aumento do turismo e com uma renovação na imagem do país. Com o adiamento das Olímpiadas no ano passado e o avanço da Covid-19, essas expectativas foram frustradas. Os altos investimentos ficarão sem retorno no curto prazo. A esperança é que as melhorias implementadas beneficiem o turismo após o fim da pandemia, diz Alexandre Uehara, coordenador do Núcleo de Estudos e Negócios Asiáticos da ESPM.

Para Uehara, essa frustração com o adiamento das Olimpíadas se tornou ainda mais negativa com a condução da política de saúde pública pelo governo local. O governo japonês não se comunicou bem com a população durante a pandemia. O Japão é o país com maior proporção de idosos no mundo: são 30% da população. Essa parcela vulnerável não foi tratada como prioridade no discurso, que destacava mais a importância das Olimpíadas do que a contenção da pandemia para os grupos mais frágeis. A vacinação teve um cronograma mais lento do que o esperado e isso não foi bem visto, diz.

Com esse cenário, cresceu a oposição de parte importante dos japoneses aos Jogos, o que provocou a redução de exposição de patrocinadores locais como a Toyota e a Panasonic. Agora, a torcida dos organizadores é que não haja um surto de Covid durante as Olimpíadas. Isso traria prejuízos ainda maiores para a organização e para o governo japonês, afirma.

A aplicabilidade do seguro-garantia de 30% nas concessões e PPPs

Fonte: CQCS

Lucio Roca Bragança, Advogado, pós-graduado pela UFRGS. MBA em Gestão Jurídica de Seguros e Resseguros pela ENS. Secretário-Geral da Comissão de Seguros e Previdência Complementar da OAB/RS. Membro da AINDA (Association Internationale de Droit des Assurances). Professor convidado da Escola Superior da Magistratura do Rio Grande do Sul (AJURIS). Sócio do Escritório Agrifoglio Vianna Advogados Associados

Cristiano Borges Castilhos, Advogado, pós-graduado pela UFRGS. Atualmente, é Diretor Jurídico da Construtora Queiroz Galvão S.A., Membro da Comissão de Direito Público da OAB/RJ, Vice-Presidente da Comissão de Obras, Concessões e Controle da Administração Pública da OAB/RJ, Membro da Comissão Especial de Obras, Concessões e Controle da Administração do Conselho Federal da OAB e Membro do IDASAN, Instituto de Direito Administrativo Sancionador Brasileiro.

A Lei 14.133/21, chamada de Nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos, apresenta duas novidades visando a maior efetividade da contratação pública, que serão abordadas neste artigo: a ampliação da exigibilidade de seguro-garantia para grandes obras até o limite de 30% do valor do contrato e a possibilidade da seguradora realizar o chamado step in, a assunção da obra inacabada.

Com isso, ganha vulto o papel das seguradoras nos contratos administrativos, que terão três possibilidades ante o inadimplemento consumado da construtora: a) contratar um terceiro para terminar a obra por sua conta e risco; b) assumir a execução do projeto e finalizá-lo por seus próprios meios; ou c) indenizar o Contratante no valor total da Importância Segurada, que pode chegar aos 30%, e independe do valor do prejuízo.

Neste artigo, nos propomos a examinar se tais inovações impactam também o mercado de Concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs). Trata-se de questão de suma relevância econômica, já que, em empreendimentos de grande porte, tais como aqueles previstos no Programa de Parcerias de Investimentos, PPI do Governo Federal, ou nos programas de concessão estaduais, os valores de contrato superam a casa de bilhão de reais ou de dezena de bilhão de reais.

De efeito, os valores destes Contratos correspondem, por exemplo, ao valor presente das Receitas Tarifárias e Não-Tarifárias estimadas para todo o prazo da concessão (ANAC, Concessão dos Aeroportos: Bloco Nordeste: R$ 5,7bi; Guarulhos: R$ 17,6bi); ou, ainda, ao somatório dos valores nominais do aporte, da contraprestação pecuniária, das receitas decorrentes da tarifa de remuneração e das receitas acessórias (Estado de São Paulo, PPP Linha 6 do Metrô: R$ 23bi); ou, por fim, ao somatório dos valores de investimentos previstos ao longo do Prazo Contratual (Estado de São Paulo, PPP Rodovia dos Tamoios: R$ 3,9bi).

Do ponto de vista jurídico, a questão da aplicabilidade da nova Lei de Licitações às Concessões e às PPPs não é de simplória resposta, já que tais modalidades são regidas por leis próprias (Lei 8.987/95 e Lei 11.079/04). Para responder ao questionamento, é preciso uma visão sistêmica, para enxergar o ordenamento como um todo harmônico, em que há uma Lei Geral e também Leis Especiais, formando um ambiente de complementariedade, pelo qual a Lei de Licitações ganha destaque por regular de modo amplo o art. 37, XXI, da Constituição Federal, funcionando como marco princípio lógico e sistematizador de todas as licitações e contratos, tirante as contratações das Estatais.

Neste cenário, aplica-se a nova Lei de Licitações às Concessões e às PPPs sempre que for compatível, isto é, sempre que se harmonizar à natureza e peculiaridades destas modalidades, bem como quando estas Leis expressamente chamam a norma geral de compras públicas. É assim que deve ser lido o art. 186 da nova Lei, que determina a sua aplicação subsidiária às Leis 8.987/95 e 11.079/04. Porém, para chegar à conclusão específica dos temas aqui abordados, é preciso aprofundar a análise.

Examinando a particularidade do regime das Concessões, vê-se que ele não prescinde garantias, que estão expressamente previstas nos arts. 18, XV e 23, parágrafo único, II, da Lei correspondente, ainda que sem menção expressa ao seguro. Deve-se observar apenas que a exigência feita, na Lei de Concessões, às garantias se limitam àquelas precedidas de obras públicas; há ainda outra limitação, relativa ao patamar de garantia: seu valor deve ser limitado ao valor da obra.

Na prática, quase invariavelmente, a garantia de execução exigida em Contratos de Concessão prevê um patamar de garantia mais alto na fase de obras de implantação (período pré-completion), o qual diminui sensivelmente com a entrega da infraestrutura, mantendo-se em percentual mais diminuto durante de operação e manutenção dos serviços públicos. São exemplos dessa dinâmica, as principais concessões federais aeroportuárias e também as concessões estaduais metroviárias e rodoviárias.

Já a Lei das PPP se reporta expressamente à Lei 8.666/93 para disciplinar o regime atinente à prestação as garantias. Quando for revogada a Lei vigente (2 anos após a publicação da Lei 14.133/21), aplicar-se-ão as disposições da Lei nova, que regula especificamente o regime das garantias em contratos administrativos (veja-se o art. 189 da Nova Lei: aplica-se esta Lei às hipóteses previstas na legislação que façam referência expressa à Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993).

Outrossim, a Lei das PPPs, em seu art. 5º, VIII, é clara ao impor ao parceiro privado a prestação de garantias de execução suficientes e compatíveis com os ônus e riscos envolvidos, observados os limites dos §§ 3º e 5º do art. 56 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993. Daí se infere que: a) nos contratos de PPP e na vigência da Lei 8.666/93, o limite de garantia de execução do contrato é limitado a 10% do valor do contrato (art. 56, § 3º da Lei 8666/93); e b) esse limite de garantia se aplica aos Contratos de PPP independentemente da realização de obras e serviços de engenharia de grande vulto; c) passada a vigência da Lei atual, aplicam-se os novos limites e disposições previstos na Nova Lei.

Por conseguinte, tais fundamentos nos permitem expor, à guisa de conclusão, que o seguro-garantia dos frequentemente bilionários Contratos de Concessão e de PPP poderá ser exigido no patamar de 30%, admitindo-se também a cláusula de step in. É claro que, na formatação do projeto, a Administração deverá avaliar e fundamentar a conveniência e a necessidade, além de perquirir a possibilidade mercadológica destas exigências, ressalvando-se que, nos Contratos de Concessão, o percentual fica limitado ao valor das obras.

Ataques cibernéticos sequestram dados para extorsão de empresas: o que fazer?

Entenda como funciona esse tipo de golpe, que já é cada vez mais comum; Brasil está no top 10 de países com mais ataques no mundo

Fonte: InfoMoney

Ataques cibernéticos a empresas estão se tornando cada vez mais comuns no mundo todo. O grupo Fleury ficou com os sistemas fora do ar, enquanto a empresa de alimentos JBS (JBSS3) teve suas operações de processadoras de carne na América do Norte e na Austrália impactadas.

A americana Colonial Pipeline teve que paralisar suas operações durante alguns dias, afetando a distribuição de gasolina em boa parte da Costa Leste dos EUA. Entre as semelhanças dos episódios citados, mais do que o ataque cibernético propriamente dito, está a origem do problema: o crime ocorreu através de ransomwares.

Mas afinal, o que é um ataque ransomware? O ransomware pode ser traduzido como um sequestro de dados. É um software de extorsão, ou seja, os hackers acessam sistemas críticos, os bloqueiam e exigem valores financeiros das vítimas para que elas liberem as informações.

Ransom em inglês significa resgate. Assim, como o próprio nome sugere, as vítimas desses golpes, como as empresas citadas, geralmente precisam desembolsar uma quantia alta para recuperarem seus sistemas que ficam bloqueados pelos cibercriminosos.

O InfoMoney contatou especialistas para entender o cenário de segurança digital no Brasil, como funciona o ransomware e para coletar dicas de como as empresas podem evitar esse tipo de problema.

A extorsão via ransomware

O ransomware é um software feito para sequestrar os dados do local que vai atacar e depois extorquir a vítima.

A ação de um ransomware pressupõe que o hacker queira infectar de alguma forma um ambiente digital com esse software malicioso com o objetivo de estabelecer algum tipo de controle sobre o conteúdo, explica Paulo Alessandro, head de vendas da área de engenharia da Tempest, consultoria de segurança.

Ao iniciar o processo, o ransomware vai sequestrar, reter a informação e criptografá-la, mantendo uma única chave de acesso para liberar o acesso aos dados. Depois pede o resgate para a vítima, geralmente em criptomoedas, explica Alessandro.

Mas há dois tipos de extorsão a partir da infecção do ransomware em um dispositivo, segundo Marco DeMello, CEO da PSafe, empresa de segurança digital.

A primeira (e a mais comum) é essa que sequestrar os dados e exigir dinheiro como resgate desses dados. Porém, ao fazer esse sequestro, o cibercriminoso pode copiar todos eles, e semanas depois dar início a uma segunda extorsão, conta.

Então, ele vai contatar a empresa novamente e pedir mais dinheiro, ameaçando a empresa: se não houver pagamento, eles divulgam as informações ao público, resultando no vazamento de dados, explica.

Assim, o vazamento de dados pode ser uma consequência de um ataque ransomware, caso a empresa opte por não pagar.

O problema é que é uma chantagem eterna. Se a empresa paga ambas as extorsões, os cibercriminosos podem voltar semanas depois pedindo mais dinheiro, vira um ciclo vicioso e a empresa fica na mão do criminoso, diz o CEO.

Por isso, muitas empresas não pagam essa segunda ameaça. Preferem correr o risco de ter os dados vazados. Afinal, não ter acesso aos próprios dados pode quebrar a empresa. Uma vez que os dados voltam para as mãos da empresa, a recuperação pode ser lenta, mas deve acontecer. Os dados vazados é uma crise de imagem, mas que a empresa eventualmente pode recuperar, avalia DeMello.

De fato, a empresa tem dificuldade em mensurar o tamanho do risco, pontua Alessandro. É complicado: você como empresa vai ceder e pagar pelos próprios dados? Aí, paga e não tem os dados de volta. Não tem como confiar na palavra do cibercriminoso, diz o executivo da Tempest.

Como funciona o ransomware?

O consenso entre os especialistas consultados é de que o método mais comum de um ransomware infectar um dispositivo de uma empresa é por meio do e-mail.

Os cibercriminosos preparam e-mails que chamem a atenção do funcionário, por exemplo. Pode ser sobre qualquer tema que incentive o clique, mas geralmente tem relação com a identidade visual da empresa, pode usar materiais já publicados, tudo para enganar a pessoa do outro lado da tela, explica Alessandro.

Segundo ele, a ação do cibercriminoso geralmente é direcionada à empresa que será a vítima, por isso, existe a preocupação de tornar a mensagem corrompida e o mais comum possível para o ataque ser bem-sucedido.

Marco Zanini, CEO da Dinamo Networks, acrescenta que ao infectar o dispositivo, o ransomware procura por documentos como planilhas, bancos de dados, documento do Word, entre outros documentos que potencialmente são importantes para a empresa.

O elo mais fraco é o ser humano. Geralmente, o ransomware entra na empresa por descuido de algum funcionário, que mesmo sem querer abre o e-mail corrompido, diz.

Alessandro pondera, no entanto, que raramente o ataque ransomware tem como origem um ponto isolado.

Os cibercriminosos praticam a engenharia social de forma muito eficiente, enganando, de fato, as pessoas. E não estamos falando dos funcionários que trabalham em áreas distantes da segurança da informação. Mesmo experts são enganados por esses e-mails e abordagens direcionadas. Mas a empresa também precisa de ferramentas que auxiliem nessa proteção. Sem elas é quase impossível conter 100% das tentativas, explica.

Mas não funciona somente dessa maneira. Segundo uma apuração da Bloomberg, o ataque na Colonial Pipeline, por exemplo, aconteceu porque a empresa provavelmente foi violada por meio de uma senha vazada para uma conta antiga que tinha acesso à rede privada virtual (VPN) usada para acessar remotamente os servidores da empresa.

A conta supostamente não tinha autenticação dupla, então os hackers só precisavam saber o nome de usuário e a senha para obter acesso ao maior oleoduto de petróleo do país.

Ciclo vicioso prejudica ação de defesa

Segundo DeMello, de dois anos para cá houve uma evolução drástica no comportamento dos ataques e uma injeção de capital muito grande do crime organizado virtual.

A deep web se organizou e existem empresas operando que alugam ferramentas de ransomwares. O hacker tem interesse em atacar uma empresa X. Busca na deep web uma provedora de ransomware, aluga o software, geralmente, em bitcoin, faz o ataque e divide o lucro com essa provedora. A sofisticação da operação é alta. O criminoso só precisa acertar uma vez, enquanto a empresa e seus parceiros que ajudam na defesa precisam estar certos o tempo todo, diz.

A PSafe tem como um de seus serviços, inclusive, um seguro para ataques ransomware. O seguro cobre as consequências da invasão, seja auxiliando financeiramente na recuperação de dados pós ataque, ou mesmo pagando o resgate, explica DeMello.

Os seguros contra ransomwares podem alimentar esse ciclo de extorsão: se os hackers sabem que a empresa possui seguro, praticamente têm a garantia de que vão receber alguma quantia. Mas é uma operação complexa de ser impedida.

Luis Corrons, pesquisador sênior da Avast, afirma que esses ataques cibernéticos criminosos são um dilema para as empresas.

De um lado, se ninguém paga os criminosos teoricamente os ataques poderiam diminuir, afinal, eles estão atrás de dinheiro, da recompensa financeira. Por outro lado, não existe garantia de que isso acabe. As motivações dos criminosos são variadas, afirma.

A Colonial Pipeline fornece combustível para boa parte da Costa Leste americana. Quando o ataque foi noticiado já começaram os estoques e picos de preços. Se a empresa não paga o resgate o que ia acontecer? Ia ser uma crise. A empresa teve que desembolsar US$ 4,4 milhões, diz DeMello.

Até os criminosos pararem os ataques por não estarem recebendo, os prejuízos podem ser gigantescos, inclusive para a economia de um país. Se os alvos forem as grandes empresas, pode afetar muitas pontas da cadeia, completa. A operação da empresa já voltou à normalidade.

O InfoMoney contatou o Grupo Fleury e a JBS EUA sobre a situação atual dos sistemas e um posicionamento sobre os respectivos casos. A JBS não respondeu à solicitação até o momento de publicação desta reportagem. Oficialmente, nenhuma das empresas informou pagar o resgate das informações.

Em nota, o Fleury informou apenas que a base de dados se manteve íntegra, os sistemas foram rapidamente reestabelecidos e em nenhum momento os atendimentos foram interrompidos.

Ataques em alta

Segundo a empresa de segurança digital Sonic Wall, no Brasil, esses ataques de ransomware aumentaram 62% em 2020, na comparação com o ano anterior. O Brasil é o nono país do mundo com maior registro desse tipo de golpe. Veja abaixo o ranking.

Por aqui, foram mais de 3,8 milhões de ataques da ransomware bem-sucedidos. Embora sejam muitos, o volume é uma fração na comparação com os mais de 203 milhões observados nos EUA em 2020.

Ainda, dados da Fortinet, empresa de soluções de segurança cibernética, revelam que o Brasil sofreu mais de 3,2 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos só no primeiro trimestre de 2021.

Um outro estudo da consultoria Gartner mostra que há a intenção de investir cada vez mais em segurança da informação: os gastos mundiais com tecnologias para segurança da informação e serviços de gerenciamento de risco devem crescer 12,4% em 2021, chegando a US$ 150,4 bilhões. Como base de comparação, em 2020, os gastos com segurança e gerenciamento de risco cresceram 6,4%.

Como as empresas evitam o problema?

Paulo Alessandro, da Tempest, afirma que as empresas precisam entender que ser vítima de um ataque ransomware não é fruto de uma única imprudência ou de uma única ação ou tomada de decisão incorretas.

É fruto de uma cadeia de eventos e escolhas executivas e operacionais no dia a dia, que podem criar essa janela de exposição. A sinergia entre as áreas administrativas, operacionais e de segurança é fundamental, diz.

Por isso, o InfoMoney pediu dicas para todos os especialistas (da Tempest, da Dinamo, da Avast e da PSafe) ouvidos para esta matéria. Veja abaixo.

1) Conheça o horizonte de risco

Cada empresa precisa saber o horizonte de risco para medir quais critérios de segurança vai adotar. Segundo os especialistas, não saber isso é navegar às escuras em um mar totalmente desconhecido.

Como fazer isso? É preciso conhecer as joias da coroa, como exemplificou Alessandro. Ou seja, a empresa precisa identificar quais as informações mais importantes para proteger com o máximo de critério e rigor.

Fazer escolhas é essencial porque, no limite, tentar proteger todas as informações pode tornar o negócio inviável pelo custo alto e baixa eficiência operacional. Ter muitos controles das informações pode desacelerar o trabalho dos funcionários no dia a dia, o que pode ser ruim.

Por isso, é preciso identificar dentro da empresa as informações chaves, que vão variar de acordo com o negócio. Se a empresa tiver uma área grande de pesquisa e desenvolvimento a atenção vai para um lado, se a empresa for de bens de consumo, provavelmente terá mais dados de pessoas físicas, e o foco vai para outro lado, por exemplo.

2) Segurança da informação é parte da estratégia

Mais do que identificar seu horizonte de risco, é preciso tornar esse diagnóstico prático. Por isso, os especialistas recomendam que a segurança da informação seja uma pauta constante dentro das empresas, integrando a parte estratégica do negócio.

Os times da empresa precisam jogar juntos, ou seja, as prioridades de segurança da informação devem estar alinhadas com as outras áreas. Uma forma de desenvolver isso é fazer um plano de ação focado em segurança da informação.

Tenha um plano criterioso de segurança e baseado em dois pilares centrais: o universo de risco da empresa e a informação que deseja proteger. Ao longo do tempo esse plano, que vai ser adaptado e acompanhando de perto, vai mostrar quais os riscos são maiores, quais as fragilidades, e garantir uma prevenção ao ataque cibernético.

Mesmo se acontecer, a resposta tende a ser mais rápida se há um plano traçado para momentos como esse. Inevitavelmente, esse plano vai exigir investimentos de tempo, dinheiro e recursos humanos, mas é isso que vai evitar uma surpresa negativa ou um ataque de risco imensurável.

3) Olho nos parceiros

Essa prevenção aos ataques ransomwares não pode parar dentro da estrutura da empresa. Todo mundo relacionado ao ecossistema de negócio faz parte do escopo de segurança, seja por força regulatória, seja por precaução de mercado.

Saber como os parceiros cuidam das suas informações é fundamental para que o plano de segurança seja eficiente. Não adianta a empresa ter uma ótima infraestrutura, se os parceiros não tiverem. A força da corrente sempre será proporcional ao elo mais fraco dela.

4) Treinamentos e campanhas

Uma outra forma de incentivar a segurança da informação é a empresa promover campanhas e treinamento de segurança internos para os próprios funcionários. Se todos os funcionários tiverem uma noção básica dos riscos a chance de mitigar pelo menos parte deles é boa.

As empresas brasileiras carecem de uma cultura de segurança digital, ainda é necessário treinar as pessoas para pensar nos riscos envolvidos em uma operação de negócio. Durante a pandemia, em que muitas empresas estão operando à distância isso é ainda mais importante, já que não há uma supervisão constante, nem um ambiente fixo seguro onde as informações circulam.

5) Qualquer empresa é alvo

Apesar dos exemplos citados serem referentes a empresas de grande porte em seus respectivos negócios, não há uma regra para esse tipo de ataque. Qualquer companhia pode enfrentar problemas desse tipo.

O que muda é que o software sabe que ao atacar empresas de menor porte precisa pedir uma recompensa proporcional, sabendo quanto ela pode gastar. Por isso, médios e pequenos empresários precisam ficar atentos com a área de segurança da informação de seus negócios.

As dicas são as mesmas, e vale aplicá-las de forma coerente ao tamanho do negócio, conforme os especialistas explicaram.

Startups de segurança surfam na onda

Em meio à crescente preocupação das empresas com o tema segurança digital, as oportunidades aumentaram para startups que estão atuando nesse nicho, com diversos tipos de produtos e serviços.

A VU Security, por exemplo, tem foco na melhoria da identificação digital e prevenção de fraudes. A empresa argentina coloca como diferencial prover experiências digitais simples, mas protegidas. A ideia conquistou um novo investimento recente de R$ 60 milhões, e parte dos recursos serão usados para a entrada da VU Security no mercado brasileiro.

A Incognia, uma startup que possui uma solução de autenticação para aplicativos mobile, teve um aumento de 66% na sua base de usuários no segundo trimestre de 2021. Só em julho de 2021, três bancos digitais integraram nossa tecnologia em seus aplicativos, somando mais 30 milhões de contas protegidas, diz André Ferraz, CEO da empresa.

A Unico, que desenvolve soluções para proteção de identidade e prevenção de fraudes, atingiu até junho 110% do volume de autenticações que fez em 2020 para seus clientes. De maio de 2020 até 20 de julho deste ano, a Unico saltou de 180 para 600 colaboradores e quase triplicou de tamanho, atingindo a meta de crescimento anual nos primeiros seis meses de 2021, afirma Thiago Diogo, diretor de segurança da informação, privacidade e plataforma da empresa.

A AllowMe, outra startup de segurança da informação e identificação de usuários, também registrou crescimento: houve um aumento de 40% de novos clientes no primeiro semestre de 2021 comparando com o mesmo semestre de 2020.

Mesmo outras categorias de empresas como a Dinamo Networks, por exemplo, registraram crescimento de 30% na demanda de produtos e serviços para a proteção de dados e criptografia no primeiro semestre de 2021. Na PSafe, a dfndr enterprise, solução contra vazamentos de dados empresariais, foi lançada em janeiro e até junho registrou aumento médio mensal de 50% no número de novos clientes.

Petrobrás Investirá US$ 13 Bilhões na Bacia de Campos até 2025

Entre 2021 e 2025 a Petrobras prevê investir US$ 13 bilhões em negócios na Bacia de Campos, sobretudo para a revitalização de campos de petróleo.

A Petrobras tem realocado investimentos por meio do que chama gestão ativa de portfólio, ou seja, tem apostado nos ativos com potencial de gerar mais valor no médio e no longo prazo e possibilidade de maior lucratividade. Na região, obteve cerca de US$ 3,7 bilhões com a venda de ativos como 50% do Campo de Tartaruga Verde e Espadarte, Campo de Frade, Polo Pampo, Polo Enchova e Polo Pargo.

A região também se beneficiará dos investimentos das empresas que adquiriram campos que eram operados pela Petrobras. Pelo menos seis novas empresas passaram a atuar na região, com perspectivas de alavancar a produção. Segundo dados da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), quatro das empresas que compraram ativos na região já apresentaram planos de desenvolvimento que somam R$ 13,2 bilhões.

Líder mundial em exploração e produção em águas profundas e ultraprofundas, a Petrobras produz atualmente na Bacia de Campos 710 mil barris de óleo equivalente (boe) por dia, o que representa 25% da produção de óleo e gás no Brasil. São cerca de 280 poços produtores e 29 plataformas marítimas em operação, que produzem tanto no pós-sal quanto no pré-sal.

Faz parte da estratégia da Petrobras continuar produzindo fortemente nesta bacia petrolífera. Segundo a companhia, um grande plano de renovação está em andamento, com investimentos realizados e previstos para os próximos anos. Foram investidos pela Petrobras na região nos últimos 10 anos US$ 53 bilhões, colocando em operação mais de 270 poços, além de 10 novos sistemas de produção.

A Petrobras vai instalar na Bacia de Campos três novas plataformas nos próximos cinco anos. Está programada para 2023 a instalação de duas plataformas no campo de Marlim, com capacidade de produzir, juntas, 150 mil barris de petróleo por dia (bpd) e processar 560 mil barris de líquidos por dia, e uma unidade para 2024 para o complexo integrado do Parque da Baleias, com potencial de produzir sozinha 100 mil bpd de óleo e processar 240 mil barris de líquidos por dia.

As duas plataformas de Marlim permitirão a ampliação da produção das jazidas até 2048. As plataformas estarão interligadas a 77 poços (14 novos e 63 que serão remanejados de Unidades de Produção que serão descomissionadas). Os novos sistemas possibilitarão a ampliação da produção atual de Marlim e Voador dos cerca de 45 mil boepd (barris de óleo equivalente por dia).

Também está prevista a interligação de cerca de 100 novos poços aos sistemas de produção já instalados na Bacia de Campos. Entre 2017 e 2019, a Petrobras adquiriu 14 blocos exploratórios, que ocupam uma área total de 12 mil km², o que equivale praticamente à extensão de uma nova Bacia de Campos. A maioria dos prospectos promissores está localizada na camada pré-sal dessa bacia.

Fonte: Revista Portos e Navios

CRISE HÍDRICA

Argentina declara emergência hídrica por causa de baixa do Rio do Paraná

Fonte: Poder360

O presidente argentino, Alberto Fernández, declarou estado de emergência hídrica pelos próximos 180 dias na região da Bacia do Rio Paraná. A capital Buenos Aires e outras 6 cidades foram afetadas. O decreto foi publicado no Diário Oficial desta 2ª feira (26.jul.2021). Eis a íntegra do documento, em espanhol (186 KB).

A declaração de emergência dá ao ministro-chefe da Casa Civil, Santiago Cafiero, na qualidade de presidente do Conselho Nacional de Gestão Integral do Risco e Proteção Civil, o papel de delimitar as áreas afetadas pela emergência e destinar os recursos necessários.

O decreto também instrui diferentes áreas do governo a adotarem medidas para mitigar as consequências da situação hídrica que a região enfrenta.

Além de Buenos Aires, as cidades argentinas afetadas pelo estado de emergência são Formosa, Chaco, Corrientes, Santa Fé, Entre Ríos e Misiones. Elas ficam às margens dos rios Paraná, Paraguai e Iguaçu.

Na última 2ª feira (19.jul), o governo da Argentina pediu aos cidadãos para reduzirem o consumo de água, armazenarem água da chuva para irrigação e evitarem a queima de resíduos para prevenir incêndios florestais. As orientações foram dadas para tentar aliviar a pressão sobre o Rio Paraná, que registra o nível mais baixos dos últimos 77 anos.

Dias antes, o governo também anunciou a criação de um fundo com US$ 10,4 milhões para reduzir os impactos do baixo nível de água.

O Rio Paraná é utilizado para a exportação de cereais, como soja e trigo, como fonte de água potável e água de irrigação e para a geração de energia elétrica.

O rio nasce no sul do Brasil e flui pela Argentina, até próximo da costa de Buenos Aires. Com a falta de chuva no território brasileiro, o nível de água do Paraná no país vizinho está sendo drasticamente afetado.

O Brasil enfrenta a pior seca dos últimos 90 anos. Em junho, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse que a pasta não trabalha com as hipóteses de racionamento de energia elétrica e de apagão.

No entanto, pela gravidade da situação, estima-se que os consumidores poderão pagar até R$ 3,6 bilhões a mais na conta de luz.

Custos extras são gerados pela utilização de recursos mais caros de produção e transmissão de energia, que precisaram ser acionados por causa do baixo nível da água nas hidrelétricas.

Greve dos Caminhoneiros

Paralisação divide caminhoneiros e sindicatos da categoria

Fonte: Revista IstoÉ

A possibilidade de uma nova greve dos caminhoneiros deixa os brasileiros apreensivos. Embora exista muita divergência entre as lideranças da categoria, algumas associações e sindicatos estão dispostos a uma paralisação para protestar contra o aumento no preço dos combustíveis.

A principal queixa é em relação à política de Preço de Paridade de Importação (PPI) da Petrobras, que regula o preço dos combustíveis de acordo com o mercado internacional. Em 2018, quando houve a primeira grande paralisação dos caminhoneiros, o preço do diesel era de RS$ 2,93/litro, hoje varia por volta de RS$ 4,30/litro. Naquele ano, houve desabastecimento de mercados, redução na frota de ônibus e escassez de combustíveis em todo o País.

+CNTTL apoia greve de caminhoneiros e CNTA não orienta associados sobre adesão

+Ferroviários da Companhia Metropolitana estão em greve em São Paulo

As entidades que representam os caminhoneiros no Brasil são difusas e regionais, o que dificulta uma mobilização em nível nacional. O Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logísticas do Estado de Minas Gerais (Setcemg) afirma não haver clima para uma paralisação como a de 2018, segundo a Rádio Itatiaia.

Já os transportadores autônomos da Baixada Santista decidiram apoiar a paralisação. O presidente do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) convoca a greve nacional, em vídeo que circula nas redes sociais. É lamentável termos que passar humilhação para podermos trabalhar. Ninguém aguenta mais.

Quem também apoia a greve é a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) e o Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC).

Outra importante entidade da categoria, a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) não irá aderir ao movimento, de acordo com seu presidente, Wallace Landim (Chorão), um dos líderes da greve de 2018. Consideramos justa a ação da categoria dos caminhoneiros autônomos nessa paralisação, no entanto, a Abrava não participará, afirmou Landim ao jornal Gazeta do Povo.

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Acesse as edições mais recentes das publicações do mercado:

Revista Apólice: https://www.revistaapolice.com.br/2021/05/edicao-265/

Revista Cobertura:  https://www.revistacobertura.com.br/revistas/revista-cobertura/revista-cobertura-edicao-231/#2

Revista Segurador Brasil: https://issuu.com/revistaseguradorbrasil/docs/segurador_166_

Revista Seguro Total: https://revistasegurototal.com.br/2021/06/14/mercados-de-vida-e-previdencia-apresentam-crescimento/

Revista Insurance Corp: http://insurancecorp.com.br/pt/content/pdf/ic_ed36_2021.pdf

Caderno de Seguros: https://cnseg.org.br/publicacoes/revista-de-seguros-n-916.html

Revista Brasil Energia: https://editorabrasilenergia.com.br/wp-content/uploads/sites/1/flips/129726/Bia469v3/2/index.html

Relatório 2020 da CNseg (destaca os seus projetos e ações em ano desafiador): https://cnseg.org.br/noticias/relatorio-2020-da-cnseg-destaca-os-seus-projetos-e-acoes-em-ano-desafiador.html

2021 / CNseg: O Setor de Seguros Brasileiro: https://cnseg.org.br/publicacoes/o-setor-de-seguros-brasileiro-folder-2021.html

Curso Extensão de Responsabilidade Civil da ENS

O Curso de Extensão ENS em parceria com a AIDA, tem como objetivo proporcionar o conhecimento das modalidades de seguros do ramo de Responsabilidade Civil, as normas legais que o regulam, a formação do contrato e todas as obrigações e os direitos dele decorrentes, como coberturas, exclusões e diversos temas conexos e diretamente relacionados. Para maiores informações e inscrições acesse: https://www.ens.edu.br/.../cursos-de-extensao-aulas-ao...