Fusão & Aquisição

27, Jul. 2021

Aon e Willis Towers Watson desistem da fusão de US$ 30 bilhões

A Aon pagará a taxa de rescisão de US$ 1 bilhão para a Willis Towers Watson

Fonte: Sonho Seguro

A Aon plc e Willis Towers Watson anunciaram hoje que as empresas concordaram em rescindir seu contrato de combinação de negócios e encerrar litígios com o Departamento de Justiça dos EUA ( DOJ). A combinação proposta foi anunciada pela primeira vez em 9 de março de 2020.

Apesar do impulso regulatório em todo o mundo, incluindo a recente aprovação de nossa combinação pela Comissão Europeia, chegamos a um impasse com o Departamento de Justiça dos EUA, disse o CEO da Aon, Greg Case. A posição do DOJ ignora que nossos negócios complementares operam em áreas amplas e competitivas da economia. Estamos confiantes de que a combinação teria acelerado nossa capacidade compartilhada de inovar em nome dos clientes, mas a incapacidade de garantir uma resolução rápida do litígio nos inviabiliza, informa nota divulgada.

Case acrescentou: Nos últimos 16 meses, nossos colegas transformaram os desafios potenciais em oportunidades para avançar nossa estratégia da Aon United. Construímos nosso histórico de inovação, continuamos a oferecer desempenho e progresso líderes do setor em relação às nossas principais métricas financeiras e nos movemos Avance com o maior engajamento de colegas e pontuações de feedback do cliente em mais de uma década. Nosso respeito pela Willis Towers Watson e pelos membros da equipe que conhecemos por meio desse processo só aumentou.

A resiliência e o comprometimento de nossa equipe são uma fonte de orgulho e confiança. Eles continuaram a dar vida à atraente proposta de valor da Willis Towers Watson para melhor servir nossos clientes nas áreas de pessoas, risco e capital, disse John Haley, CEO da Willis Towers Watson . Daqui para frente, nosso foco permanece constante em nossos colegas, clientes e acionistas. Acreditamos estar bem posicionados para competir vigorosamente em nossos negócios em todo o mundo e continuaremos a apresentar importantes inovações ao mercado. Agradecemos e respeitamos profundamente todos os colegas da Aon que conhecemos por meio desse processo.

Em conexão com a rescisão do contrato de combinação de negócios, a Aon pagará a taxa de rescisão de US$ 1 bilhão para a Willis Towers Watson. O esquema proposto da Willis Towers Watson já expirou e ambas as organizações seguirão em frente de forma independente. Ambas as empresas fornecerão mais atualizações financeiras e perspectivas sobre suas respectivas chamadas de lucros do 2º trimestre de 2021, que ocorrerão em 30 de julho para Aon e 3 de agosto para Willis Towers Watson.

Susep pode aprovar até 15 novas empresas para atuar no mercado de seguros

Fonte: CQCS

De acordo com uma matéria veiculada pelo Valor Econômico nesta segunda-feira (26), a Superintendência de Seguros Privados (Susep) publica hoje o edital de seleção para a segunda turma do sandbox regulatório, e as inscrições ficarão abertas de 30 de agosto até 9 de setembro. Serão selecionadas até 15 empresas, que terão a possibilidade de inovar no mercado sem amarras da regulação. As novas regras foram flexibilizadas com relação à primeira turma, com a entrada de mais ramos, como seguro agrícola e fiança locatícia. A divulgação dos projetos selecionados está prevista para o fim de outubro.

O sandbox constitui-se de um ambiente regulatório experimental com condições especiais. A ideia é que as empresas selecionadas ofereçam novas tecnologias ou processos inovadores. O projeto do Ministério da Economia abrange as diferentes autarquias do mercado: Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e Susep, a primeira a implementar o projeto. O mercado [segurador] estava atrasado em termos de facilidade de inovação. É perceptível que havia uma demanda reprimida por inovação dentro do mercado de seguros, revelou o diretor da Susep, Rafael Scherre. Antes do sandbox, já havia muitas insurtechs que trabalhavam na cadeia, mas ainda sem oferecer os produtos diretamente ao consumidor.

Estamos usando o sandbox como ambiente experimental para o regulador também, diz Scherre. Em geral, o limite de cessão de riscos em resseguros é de 50% e, no sandbox, será flexibilizado para até 90%. O foco é dar mais espaço para usar o resseguro, que é importante do ponto de vista de transparência do risco. Vamos testar a ideia e eventualmente ampliar para o mercado todo, acrescenta. No mercado internacional não há nenhum tipo de limite, e esse é um caminho que futuramente deve ser seguido no Brasil.

As empresas selecionadas terão autorização para atuar no sandbox por três anos, por isso os produtos oferecidos pelas seguradoras não poderão ser os de mais longo prazo, conhecidos como cauda longa, e sim os mais simples e curtos.

Nessa nova fase do sandbox, Scherre afirma que a Susep deu mais um passo para a experimentação de novos produtos. Queremos ampliar para outros segmentos o potencial de inovação que observamos na primeira rodada, como no mercado de smartphones e automóveis, diz.

Entre as novidades, estão os seguros de fiança locatícia, marcando a autorização da entrada do sandbox no grupo financeiro. Também vai ampliar para o seguro de responsabilidade civil ligado a produtos de mobilidade urbana, como automóveis e bicicletas. O seguro agrícola será válido para safras de ciclos produtivos de até seis meses, e também passam a valer seguros para viagens domésticas. Tem muito espaço para inovação e muita gente interessada nestes mercados, como vimos na consulta pública, afirma Scherre.

A Susep, devido a flexibilização do edital, vai permitir que empresas que foram selecionadas na primeira turma candidatem-se para essa nova rodada. Na consulta pública sobre o assunto, o regulador havia sugerido como obrigatória a adesão ao projeto de open insurance, cujas regras foram divulgadas na semana passada. Mas depois avaliou que deveria ser algo voluntário. Os projetos que estiverem prontos para o sistema aberto de seguros terão uma pontuação elevada, figurando a adesão apenas como uma espécie de recomendação.

Na primeira edição do sandbox, 14 projetos se inscreveram e 11 foram selecionados. Destes, nove estão operando como seguradoras. Algumas ainda estão testando as operações, mas há uma parte operando no mercado, com resultados. O diretor menciona o uso da inteligência artificial na regulação do sinistro e no pagamento de indenização em segundos. Outros destaques da primeira rodada são os seguros intermitentes para automóveis, a ampliação da cobertura de smartphones e a simplificação dos contratos. Sem citar nomes, Scherre menciona o exemplo de uma participante que vem alcançando pessoas que nunca haviam contratado o serviço.

CORRIDA ESPACIAL E CORRIDA DE SEGUROS

Os recentes voos espaciais dos bilionários Richard Bransom e Jeff Besoz, respectivamente controladores do grupo britânico Virgin e da norte-americana Amazon, além de tudo de lúdico, mágico e tecnológico envolvido, abrem uma nova área para o setor de seguros.

Imaginar que, em plena pandemia do coronavírus, o ser humano conseguiria dar uma demonstração indiscutível de sua capacidade de superação era algo pouco provável até pouco tempo atrás. Não era segredo que ambos estavam firmemente dispostos a abrir um novo capítulo na história da humanidade, oferecendo voos espaciais privados para, mediante o pagamento de uma pequena fortuna, levar os ricos que pudessem comprar a passagem para um voo de alguns minutos, além dos limites do planeta, entrando no espaço para ver a Terra de uma perspectiva inédita para a imensa maioria das pessoas.

Até agora, o planeta visto de fora era exclusividade dos astronautas das missões oficiais, bancadas por governos dispostos a explorar o cosmos, seguindo a longa tradição das viagens de descobrimento iniciadas pelos portugueses no século 14.

Desde Yuri Gagarin, todos os astronautas que viajaram para o espaço o fizeram em naves e capsulas diretamente controladas pelos governos dos países mais desenvolvidos e com tecnologia e recursos suficientes para se lançarem à empreitada.

Com os dois voos em que tomaram parte dois dos homens mais ricos do planeta este capítulo da história chega ao seu fim. A partir de agora, a iniciativa privada entra na corrida e isto tem que ser visto como um avanço extremamente importante, porque a inciativa privada é mais ágil, menos burocratizada e, normalmente, mais eficiente do que a burocracia governamental.

É verdade que a inciativa privada já participava da corrida espacial. A Space X, empresa do bilionário Elon Musk, fornece regularmente seus foguetes para a NASA transportar e colocar em órbita diferentes tipos de equipamentos. O que mudou é que a partir de agora a inciativa privada também é capaz de levar ao espaço seres humanos, tripulando seus objetos voadores de última geração.

O que é surpreendente, de acordo com matéria publicada pelo New York Times, que me foi enviada pelo jornalista Fernão Mesquita, é que nem Richard Bransom, nem Jeff Besoz se preocuparam em contratar seguros para proteger suas viagens. Ao contrário, ao que parece, nenhuma delas tinha apólice garantindo o eventual insucesso da missão.

Não deixa de ser um risco calculado. Os dois têm fortuna capaz de suportar um acidente e fazer frente aos custos de um desastre que atinja seus foguetes tripulados em suas primeiras viagens para o espaço. Mas com o aumento da frequência das viagens, tripuladas ou não, esse risco passa a ganhar outra dimensão e, evidentemente, em breve será segurado.

Seguros para garantir lançamentos de satélites não são novidade. Quer dizer, o assunto não é desconhecido das seguradoras, apenas os novos riscos, decorrentes dos dois voos recém realizados, nunca foram objetos de análise antes. E isto abre uma avenida de novas possibilidades para o setor de seguros expandir sua área de atuação.

A gama de variáveis envolvidas na operação, desde a fabricação dos foguetes e cápsulas espaciais até o retorno da missão em segurança para a Terra, é significativa e, mais uma vez, ressalta a importância e o potencial de danos dos riscos de responsabilidade civil.

Imagine um acidente com vítimas fatais em função de um problema num parafuso defeituoso instalado no foguete. A operadora do foguete responde em primeiro lugar pelas indenizações em função do acidente, sejam danos corporais, morais ou patrimoniais, mas ela tem direito de regresso contra o responsável pelo acidente, que é a fabricante do parafuso defeituoso.  Como as seguradoras já estão se debruçando sobre o assunto, em breve todos terão seguros e essa discussão será transferida para as seguradoras da operação do foguete e do fabricante do parafuso, desonerando e permitindo a continuidade das operações das empresas envolvidas.

Fonte: Estadão / Autor: Antonio Penteado Mendonça

Brasileiros criam startup no Vale do Silício para combater desde assédio até fraudes financeiras em jogos online

GamerSafer teve como primeiro cliente o Minecraft, jogo comprado pela Microsoft e que reúne 140 milhões de jogadores ativos

Fonte: InfoMoney

O mundo tem quase 3 bilhões de jogadores e eles serão responsáveis por movimentar US$ 175,8 bilhões apenas neste ano, de acordo com a consultoria especializada Newzoo. Mas os brasileiros Maria Oliveira e Rodrigo Tamellini estão de olho nos bastidores desses grandes números.

Os empreendedores se mudaram ao Vale do Silício, região americana conhecida pela concentração de empresas de tecnologia, e criaram uma startup que combate um problema comum aos jogadores: interações sociais negativas e até mesmo criminosas.

A GamerSafer trabalha com publicadoras de jogos para reconhecer identidades e evitar casos de aliciamento de menores, assédio, bullying, intolerância religiosa, racismo, sexismo e fraudes financeiras. A startup teve um primeiro cliente de peso: o Minecraft, jogo comprado pela Microsoft e que tem 140 milhões de jogadores ativos, segundo o site de estatísticas Statista.

Nesta semana, a GamerSafer anunciou a captação de seu primeiro investimento externo. O aporte pré-semente de R$ 3 milhões será usado para ampliar o quadro de funcionários e investir em infraestrutura tecnológica. Os investidores foram os fundos Indicator Capital e Kerpen Ventures; o espaço de inovação Wayra, da Telefônica/Vivo; a aceleradora TheVentureCity; e os grupos de investidores anjo Harvard Angels e GV Angels.

O Do Zero Ao Topo, marca de empreendedorismo do InfoMoney, conversou com o cofundador Rodrigo Tamellini sobre o modelo de negócios da GamerSafer e sobre o novo aporte.

Cibersegurança: os bastidores dos games

Maria Oliveira e Rodrigo Tamellini se mudaram para o Vale do Silício há cerca de sete anos, quando Tamellini foi transferido para a matriz da empresa de tecnologia Intel. Engenheiro, Tamellini antes era responsável pela parte de produtos da empresa para a América Latina. Já Maria fundou uma consultoria de projetos ambientais e sociais no Brasil, e passou a trabalhar no fomento ao empreendedorismo quando se mudou aos Estados Unidos.

Os dois tinham interesse pessoal em jogos. Tamellini se tornou diretor na divisão de games da Intel. A empresa fornece principalmente hardware, como processadores de alta performance. Mas também mantém um relacionamento forte com as publicadoras de jogos, para entender como os games estão rodando com os equipamentos e quais tecnologias podem ser acrescentadas.

Eu acompanho as tendências desse mercado faz anos. A socialização é um componente muito importante e que cresceu nesses tempos de pandemia. Mas essa mesma interação traz desafios, diz Tamellini. Um estudo da Anti Defamation League (ADL) feito em 2019 mostrou que 74% dos jogadores americanos já enfrentaram alguma forma de assédio. 53% desses usuários reportaram que os ataques eram baseados em critérios como raça, religião, gênero, identidade de gênero, orientação sexual ou etnicidade. Outros 29% informaram que informações pessoais já tinham sido publicamente expostas contra sua vontade (doxing).

Não estava satisfeito com os investimentos já feitos para tentar resolver o problema. Então, eu e a Maria decidimos largar nossos empregos e criar nossa própria solução.

A GamerSafer foi fundada em maio de 2019. A startup atua com verificação de identidade para prevenir crimes em jogos e promover melhores interações sociais. Previne desde crimes às pessoas, como aliciamento de menores, bullying, racismo, sexismo e intolerância religiosa, até fraudes dentro dos games, como criar diversos bots ou usar o cartão de crédito de outra pessoa para comprar moedas que valem apenas dentro do jogo.

Cada game tem um problema mais comum. Encontramos dois motivos para que tais ataques aconteçam: existe um alto nível de anonimidade nessas plataformas, e a conexão entre os jogadores online segue critérios meramente técnicos, diz Tamellini.

Para resolver o primeiro motivo, a GamerSafer usa reconhecimento facial para analisar 25 pontos do rosto de cada usuário, inclusive com uma tecnologia que garante que a pessoa está viva e não se trata de uma foto ou de um vídeo deepfake. A distância entre tais pontos vira um gráfico com coordenadas, traduzido depois para um código criptografado. Não dá para reconstruir a face a partir desse código, criando uma proteção inquebrável via engenharia reversa, completa o cofundador.

A GamerSafer afirma que o processo de escaneamento da face leva menos de um segundo e pode acontecer em diversos momentos, como primeiro acesso, compras, torneios e conversas online. A GamerSafer guarda todos os dados de maneira anonimizada e diz estar de acordo com regulações como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

As informações são usadas para cada conta ser vinculada a uma identidade real, mas tal identidade não aparece nos jogos. O usuário não poderá criar outra conta e isso traz responsabilidade. Ele entende que seu comportamento passa a ser vinculado a continuar jogando um título de que gosta. Antes, sua conta era suspensa e ele só precisava criar uma nova.

Para prevenir especificamente fraudes financeiras, a GamerSafer une a verificação de identidade com a análise dos hábitos de consumo. Se o usuário costuma comprar apenas em dias de semana e aparecem diversas transações na madrugada de um final de semana, por exemplo, a GamerSafer pode pedir uma prova adicional de identidade.

Já para melhorar a conexão entre os jogadores online (matchmaking), a GamerSafer fornece mais informações para as publicadoras dos jogos. Geralmente, a conexão entre jogadores segue apenas critérios como servidor ou região. Podemos fornecer dados como se o usuário é menor ou maior de idade ou se ele costuma jogar de forma competitiva ou casual. Assim, mapeamos gatilhos de conflitos e diminuímos tais interações de forma anonimizada, diz Tamellini.

O foco está em resolver problemas antes que eles aconteçam, e de forma escalável. Existem diversas ferramentas para gerenciar um crime depois que ele acontece. Mas estamos atacando o topo desse funil: ter certeza de que um usuário é real e de que ele será responsabilizado pelo que fizer. Dessa forma também aliviamos o trabalho posterior da equipe de modera as interações nesses jogos, afirma o cofundador. O reconhecimento de identidade funciona entre diversos jogos e entre diversas plataformas (como computador, consoles e celulares).

A GamerSafer atua no modelo B2B, vendendo sua tecnologia para as publicadoras de jogos. A startup atende cinco plataformas de esportes eletrônicos (esports), que realizam campeonatos online e precisam evitar que usuários criem diversas contas para aumentar suas chances de levarem prêmios em dinheiro. Mais recentemente, também conquistou um cliente de peso: o jogo Minecraft.

Os ataques machucam o faturamento dessas empresas, inclusive crimes não financeiros. O assédio leva o usuário a desistir do jogo, influenciando em métricas como CAC [custo de aquisição do cliente] e LTV [lifetime value, dinheiro gasto pelo usuário durante todo seu tempo de interação]. Em um mercado extremamente competitivo, são indicadores que precisam ser melhorados sempre, defende Tamellini.

Novo investimento e otimismo com expansão

A GamerSafer usará 70% da sua rodada pré-semente para ampliar a equipe. A startup tem 11 funcionários e vai contratar mais quatro pessoas nos próximos meses. O percentual restante vai para melhorar sua infraestrutura tecnológica. É um investimento constante para uma empresa que depende de captação e processamento de dados, diz Tamellini.

Em termos de expansão de clientes, a startup espera aprofundar a relação com empresas atuais, como o Minecraft, para apenas depois trabalhar com mais publicadoras de jogos. Temos um longo ciclo de vendas, já que é um assunto sério para essas companhias. Vale a pena conversar muito bem com cada cliente.

O ponto de equilíbrio operacional entre receitas e despesas deve ser alcançado no primeiro trimestre de 2022. Estamos ainda acelerando, buscando consolidar nossa atuação no mercado. Estamos mais voltados para crescimento do que para rentabilidade.

Para Tamellini, cada investidor da rodada pré-semente traz acesso a capital humano e a oportunidades de negócio. O cliente precisa ter confiança na nossa capacidade de crescimento escalável, mas sustentável. Os investidores trazem credibilidade.

A Indicator Capital é uma gestora que investe em startups no estágio inicial. Seu foco está em inovações que transformem e acelerem negócios. A Indicator investiu em 17 startups ao todo, incluindo a GamerSafer. O fundo já tinha investido no estúdio de games com realidade aumenta e virtual ARVORE Immersive Experience.

Analisamos a evolução da GamerSafer por quase um ano antes de chegar a uma decisão de investimento, e durante esse tempo diversas metas foram atingidas e reforçaram nossa confiança na capacidade de execução dos fundadores, afirma Fabio Iunis de Paula, sócio da Indicator Capital, em comunicado enviado ao Do Zero Ao Topo. Concluímos que é uma oportunidade extraordinária para nos posicionarmos na urgência por mais segurança na indústria de jogos colaborativos online. A startup está alinhada com nossa tese de transformação digital e de tecnologias para o bem.

Já a Wayra é um espaço de inovação e um fundo de corporate venture capital criado pela Telefônica/Vivo. A Wayra está em dez países e já investiu mais de R$ 300 milhões em 800 startups ao longo de dez anos. Apenas no Brasil, investiu em 82 startups em nove anos. A Wayra aporta nos estágios semente e série A, acompanhando outros investidores e escrevendo cheques de até US$ 250 mil.

Só investimos em empresas que possamos aportar como investidor estratégico, indo além do dinheiro. Fornecemos conexão com a Telefônica/Vivo e lições de escala e de internacionalização, aproveitando nossa presença em diversos países, diz Livia Brando, diretora da Wayra no Brasil, em conversa com o Do Zero Ao Topo.

A GamerSafer chamou nossa atenção porque atua em verticais importantes para nós: cibersegurança e entretenimento por meio da tecnologia. Vários dos clientes da Telefônica/Vivo são gamers. Sabemos como o potencial de mercado é grande, e que a startup combate um problema relevante com uma solução escalável. A tese foi ainda mais validada com a experiência dos dois fundadores e a associação ao Minecraft, diz Livia.

Tanto Tamellini quanto Livia estão otimistas com o crescimento da solução, especialmente pela adoção da rede de internet 5G. Apenas no Brasil, são 88,4 milhões de jogadores em smartphones, com faturamento setorial acumulado de US$ 1 bilhão para 2021, segundo a Newzoo.

O Brasil é um case de penetração do mobile, ainda que a latência seja um grande problema. Então a experiência será muito melhor com o 5G, atraindo mais jogadores, diz o cofundador da GamerSafer. A experiência vai mudar completamente. Estamos extremamente conectados com a chegada do 5G no país, então somos um investidor óbvio em uma startup como essa, completa Livia. O 5G deve chegar ao Brasil em 2022.

Petroleiro tem maior produtividade da indústria no Brasil

Mesmo com setor extrativista, participação industrial no PIB caiu de 25% para 20%.

Fonte: Monitor Mercantil

Há anos a indústria brasileira definha, em um processo de desindustrialização. Dados do Ibre/FGV mostram que a indústria de transformação foi responsável por 11,3% do PIB no 1º trimestre deste ano, meio ponto percentual a menos do que o mesmo período de 2019. Em meados da década de 1980, este número era próximo a 25%.

A indústria é responsável por pagar salários mais elevados, afirma Eric Gil Dantas, economista do Ibeps e doutor em Ciência Política, em artigo para a Federação Nacional dos Petroleiros.

Segundo a Pnad Contínua do IBGE, o rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos entre fevereiro e abril deste ano foi de R$ 2.532. Já o salário médio da indústria, segundo o PIA 2019 do IBGE, foi de 3,2 salários mínimos (R$ 3.520 em valores de 2021), 39% a mais do que a média geral brasileira. Além disto, a indústria é o polo mais dinâmico em investimentos e inovação. Isto é, quanto menos indústria em um país, pior para a economia.

Como consequência de uma política ultraliberal, continuamos com a destruição da indústria nacional. O número de empresas industriais reduziu em 8,5% de 2013 a 2019. No mesmo período, a quantidade de pessoas ocupadas na indústria diminuiu 15,6%, isto é, 7,6 milhões a menos de empregos.

Dantas ressalta que mesmo incluindo a indústria extrativista, a participação do PIB industrial caiu para 20,4%, consideravelmente menor do que os 25,6% de 1996, mesmo com a força das commodities, inclusa nesta conta como indústria extrativista.

A extração de petróleo e gás, que faz parte da indústria extrativa, atingiu 15,2% de participação no valor de transformação da indústria, a maior fatia em dez anos. E o petroleiro é responsável pela maior produtividade de toda a indústria brasileira. Produtividade aqui é a razão entre o valor da transformação industrial e a quantidade de pessoal ocupado na empresa, isto é, quanto cada trabalhador é responsável por geração de novo valor na economia, explica o economista.

Cada petroleiro adicionou, em média, R$ 8,58 milhões em 2019, 4.561% a mais do que a média da indústria em geral, e 4.945% a mais do que a média da indústria de transformação.

Neve no RJ, frio recorde em SP e -25ºC no Sul?

Como Ciência explica frio extremo que deve chegar ao Brasil

Fonte: BBCNews

Meteorologistas de diversos órgãos anunciam a chegada, nos próximos dias, de uma forte massa de ar polar, que deve causar uma queda histórica nas temperaturas de todo o Brasil.

A previsão é que o frio intenso comece na terça-feira (27/7) e se estenda até domingo (1/8).

Na região Sul, os termômetros podem registrar temperaturas negativas durante mais de uma semana. Nas serras catarinense e gaúcha, a previsão do Climatempo é de mínimas entre -8ºC e -10ºC. Mas fortes ventos podem causar uma sensação térmica de até -25ºC.

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No Rio de Janeiro, há a possibilidade de nevar no Pico do Itatiaia, localizado a 2.450 metros de altitude.

Em São Paulo, a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é de que a mínima prevista para a madrugada de sexta-feira (30/7) seja de 3ºC, com máxima de 13ºC.

A última vez que a cidade registrou uma temperatura tão baixa em 13 de junho de 2016 (3,5ºC). Há também previsão de geada para toda a região da Grande São Paulo.

Segundo o Climatempo, diversas capitais devem registrar as menores temperaturas do ano, como Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Campo Grande, São Paulo, Belo Horizonte e Vitória.

A menor temperatura já registrada na capital paulista, desde 1943, foi de -2,1ºC no dia 2 de agosto de 1955, na estação meteorológica do Inmet no Mirante de Santana, que é a estação oficial para registro de recordes.

Caso a previsão desta semana se concretize, será o dia mais frio dos últimos 27 anos na capital paulista. No dia 9 de julho de 1994, o Inmet registrou 2ºC e, no dia 10 de julho de 1994, 0,8ºC. Na época, as baixas temperaturas devastaram cafezais em cidades no interior paulista.

Por que faz tanto frio?

Meteorologistas ouvidos pela BBC News Brasil disseram que a passagem de massas de ar frio é comum nesta época do ano. No entanto, a magnitude e frequência desses fenômenos podem ter sido alterados pelas mudanças climáticas.

Segundo Francisco de Assis, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a massa de ar frio desta semana será a terceira de grande porte registrada em 2021. O mais comum, diz ele, é apenas uma ou duas massas de ar polar significativas por ano.

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Isso está associado à alta variabilidade climática e aquecimento global, que causam esses extremos. Da mesma forma que o frio extremo aqui, vemos o forte calor no Hemisfério Norte, afirma.

Questionado, porém, Assis diz que essa deve ser a última grande onda de frio deste ano.

Normalmente, as temperaturas mais baixas são registradas entre a segunda quinzena de junho e durante o mês de julho. É muito improvável que uma nova onda como essa aconteça de novo porque, a partir de agosto, começa a esquentar, afirma.

Francisco de Assis explica que as massas de ar que atingiram o Brasil neste ano causaram mais frio porque foram mais consistentes, extensas e conseguiram subir com intensidade até o Sudeste do país.

As massas de ar polar do ano passado não atingiram a região do café em Minas, no sudeste do Estado. Já as deste ano, inclusive a desta semana, têm mais força para atingir a região Sudeste.

Ele diz que essas massas nascem na Antártida e sobem. Elas passam pela Argentina, Uruguai e perdem força ao chegar no Sudeste, onde correntes na alta atmosfera as arrastam de oeste para leste. Desta maneira, elas são levadas para o oceano e chegam ao sul da África.

Francisco de Assis, no Inmet, afirma que uma das regiões que sentirá uma das maiores variações climáticas do país é Cuiabá, no Mato Grosso.

Isso porque a Baixada Cuiabana registrou 37ºC no fim de semana e mínima de 21ºC. A máxima vai cair para 20ºC na quinta (29/7) e a mínima vai a 7ºC, afirmou.

Ele diz que esse contraste ocorre porque na região há o predomínio de uma forte massa de ar quente e seca. A chegada de um sistema de ar frio causa esse contraste.

A massa de ar frio ainda pode derrubar as temperaturas no sul do Amazonas, do Acre e Rondônia, fenômeno conhecido como friagem. Ela também deve causar chuvas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e parte do Mato Grosso do Sul.

Também há previsão de ressaca e mar agitado desde o extremo sul do litoral do Rio Grande do Sul até as praias de Vitória, no Espírito Santo.

Muita geada, mas pouca neve

A meteorologista do Climatempo Josélia Pegorim disse à BBC News Brasil que, apesar de registrar temperaturas negativas, as três capitais do Sul não devem ter neve.

Não basta o frio intenso para nevar. A neve é uma precipitação e precisa cair de uma nuvem. As condições para neve serão restritas aos dias 28 e 29 de julho, mas não há chance de ocorrer em Curitiba, por exemplo. Apenas no planalto e serra do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, afirma.

Ela afirmou que a massa de ar desta semana será tão significativa que até mesmo algumas áreas no sul do Tocantins, da Bahia e do Pará sentirão uma queda na temperatura.

Mas nessas regiões (essa massa) vai apenas aliviar o calor porque está muito quente. Teremos uma atuação bastante forte mesmo no continente, nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

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Maiores informações acesse: Conhecer Seguros


Acesse as edições mais recentes das publicações do mercado:

Revista Apólice: https://www.revistaapolice.com.br/2021/05/edicao-265/

Revista Cobertura:  https://www.revistacobertura.com.br/revistas/revista-cobertura/revista-cobertura-edicao-231/#2

Revista Segurador Brasil: https://issuu.com/revistaseguradorbrasil/docs/segurador_166_

Revista Seguro Total: https://revistasegurototal.com.br/2021/06/14/mercados-de-vida-e-previdencia-apresentam-crescimento/

Revista Insurance Corp: http://insurancecorp.com.br/pt/content/pdf/ic_ed36_2021.pdf

Caderno de Seguros: https://cnseg.org.br/publicacoes/revista-de-seguros-n-916.html

Revista Brasil Energia: https://editorabrasilenergia.com.br/wp-content/uploads/sites/1/flips/129726/Bia469v3/2/index.html

Relatório 2020 da CNseg (destaca os seus projetos e ações em ano desafiador): https://cnseg.org.br/noticias/relatorio-2020-da-cnseg-destaca-os-seus-projetos-e-acoes-em-ano-desafiador.html

2021 / CNseg: O Setor de Seguros Brasileiro: https://cnseg.org.br/publicacoes/o-setor-de-seguros-brasileiro-folder-2021.html

Curso Extensão de Responsabilidade Civil da ENS

O Curso de Extensão ENS em parceria com a AIDA, tem como objetivo proporcionar o conhecimento das modalidades de seguros do ramo de Responsabilidade Civil, as normas legais que o regulam, a formação do contrato e todas as obrigações e os direitos dele decorrentes, como coberturas, exclusões e diversos temas conexos e diretamente relacionados. Para maiores informações e inscrições acesse: https://www.ens.edu.br/.../cursos-de-extensao-aulas-ao...