Brasil: 5,1% Previsão PIB 2021

05, Ago. 2021

Estudo estima que Brasil encerre o ano com PIB em torno de 5,1%

Relatório da Mapfre mantém previsão de crescimento da economia mundial em 6% e considera a retomada da inflação global como transitória

De acordo com o Panorama Econômico e Setorial 2021: perspectiva para o terceiro trimestre, da MAPFRE Economics, área do Grupo MAPFRE dedicada a pesquisas e análises sobre seguros, previdência, macroeconomia e finanças -, as expectativas econômicas para o Brasil neste ano são de crescimento do PIB de cerca de 5,1% (cenário base), em comparação à queda real estimada em 2020 de -4,4%. A economia brasileira continua a sofrer um impacto menor do que outros países da região e as perspectivas de crescimento econômico melhoram, mas os níveis de incerteza permanecem.

Ainda de acordo com o estudo, a economia brasileira já apresenta crescimento de 2,2% a / a (com ajuste sazonal), mesmo que o consumo tenha caído -1,7% e os gastos do governo aumentado 4,9% em meio a uma pandemia no país que ainda está com índices oscilantes. A atividade da indústria melhorou, com aumento da produção de 34,7% em abril e há tendência de melhora contínua para os meses subsequentes. O consumo privado no primeiro trimestre ainda estava em queda (-1,7% a / a), mas espera-se uma recuperação significativa nos resultados do segundo trimestre, à medida que as restrições foram flexibilizadas.

Quanto às perspectivas para o ano todo, o levantamento da MAPFRE Economics aponta para uma trajetória de evolução. Os índices dos gerentes de compra (PMI, Purchasing Managers Index) continuam melhorando: compostos em 49,2% (maio), manufatura em 56,4% (junho) e serviços em 48,3 % (maio). Por todo esse contexto, foi elevada a projeção de crescimento do PIB do Brasil para 5,1% (de 3,6%) para 2021, o que também leva a ajustar a de 2022 para 2,2% (de 2,8%), com expectativa de recuperação do consumo (+ 4,8%), das exportações (+ 5,6%) e forte retomada do investimento (+ 17,3%), explicaram no relatório os economistas da MAPFRE Economics.

Também no estudo, os especialistas apontam, por outro lado, que a inflação, o impacto da seca sobre os preços da energia elétrica, a alta dos alimentos e as consequentes elevações das taxas de juros podem inviabilizar a recuperação, uma vez que a pandemia segue com rumos indefinidos no País. Da mesma forma, se as medidas de apoio à economia forem prolongadas, podem levar a déficits persistentes e colocar em risco a solvência soberana e, para garantir a solvência no médio prazo, são necessárias mudanças estruturais nos gastos públicos.

Economia global e a inflação transitória

Mesmo com tom otimista, a MAPFRE Economics manteve inalterada suas previsões para este ano e para 2022, para os quais estimam-se taxas de crescimento de 6% e 4,4%, respectivamente, no cenário base da economia global. Segundo o relatório, espera-se uma forte retomada do crescimento global à medida que a China recupere o impulso e as maiores economias se beneficiem da flexibilização das restrições à atividade e, portanto, da liberalização das demandas domésticas.

Nos mercados emergentes, o crescimento deve começar a melhorar no segundo semestre do ano. A forte recuperação econômica global impulsionará a indústria de mercados emergentes e suas perspectivas de exportação, em linha com as recentes leituras do PMI, e que os produtores de commodities se beneficiarão do rali dos preços. Além disso, com o aumento das pressões inflacionárias em quase todos os lugares e compensando grandes lacunas de produção, mais bancos centrais estão se tornando agressivos. Além do Brasil, México e Rússia, em que as taxas de juros mais altas são esperadas até o final de 2021, a Colômbia e alguns países da Europa Central e Oriental também devem reforçar suas políticas monetárias, comentaram os especialistas da MAPFRE Economics.

A melhora nas previsões para a economia mundial a longo prazo é, por sua vez, acompanhada de uma recuperação de preços. Nesse sentido, e para refletir o fortalecimento da recuperação, gargalos da oferta e aumento das pressões de custos, as previsões de inflação estão em média de 3,5% este ano, uma aceleração com poucas comparável por uma década. No entanto, o relatório da MAPFRE Economics mostra que essa tendência ainda deverá ser transitória e que, na maioria das economias, o atual aumento da inflação responda a uma dinâmica temporária de oferta e demanda, e que começará a diminuir à medida que o ano de 2022 se aproxima.

Impacto no setor de seguros no Brasil

Os seguros Não Vida continuam se recuperando das quedas acentuadas sofridas no primeiro semestre de 2020, uma retomada que começou no segundo semestre do ano, com uma certa reativação do negócio de Automóveis, o mais afetado pela crise. O relatório da MAPFRE Economics avalia que a expectativa de recuperação parcial melhora as perspectivas e pode ajudar a amenizar o impacto que a redução acentuada do PIB teve sobre o setor de seguros, que sofreu uma queda em termos reais no ano anterior, como resultado do desempenho dos negócios de Vida.

Num contexto de ligeira melhoria do nível da atividade no Brasil e, sobretudo, do aumento significativo dos preços, os prêmios de seguros Não Vida até o segundo trimestre foram melhores do que o previsto no último relatório da MAPFRE Economics, com crescimento de 12% nos primeiros três meses de 2021, levando os economistas a estimarem para o segundo trimestre, crescimento entre 10% e 11%. A visão sobre os níveis de atividade e inflação fizeram os especialistas repensarem o crescimento nominal dos prêmios do segmento Não Vida, ou seja, os atuais índices deverão ajustar para 6% até ao final de 2021, em linha com os indicadores impostos pela política monetária do governo brasileiro.

A partir desse período, dado o previsível melhor enquadramento de atividade e condições financeiras, a MAPFRE Economics prevê que, no longo prazo, mais especificamente até 2024, o índice de crescimento de prêmios Não Vida seja, em média, de cerca de 8%.

Fonte: Sonho seguro

Recuperação do setor

Allianz Partners apresenta as próximas tendências globais

Fonte: CQCS

O que aguarda a indústria de viagens enquanto o mundo reabre? O Grupo Allianz Partners, líder mundial em assistência 24h, analisou o comportamento dos clientes, as mudanças nas expectativas e o impacto no seguro viagem durante um webinar sobre a recuperação do setor, que contou com a participação dos principais players globais.

2021: Um ano de oportunidades

Embora a COVID-19 tenha causado a maior a crise de viagens da história, a economia global já está acima da produção anterior à crise, assim alguns mercados começaram a ver uma recuperação gradual das viagens domésticas, mostrando sinais positivos.

O novo cliente de viagens emergente está cada vez mais preocupado com os custos e acostumado a usar tecnologias digitais. O novo viajante está em busca de flexibilidade e de uma experiência contínua baseada em transparência e confiança. A tecnologia também está aumentando a confiança em viagens, com 4 em cada 5 viajantes afirmando que a tecnologia aumentaria sua confiança para viajar nos próximos 12 meses.

Ao mesmo tempo, as viagens domésticas foram impulsionadas para um nível totalmente novo, uma tendência que deve permanecer sólida à medida em que o mundo sai de uma retração até 2025. A geração Y está liderando essa tendência em todo o mundo, com 45% da geração fazendo dois staycations (onde viajantes buscam programas turísticos em sua própria cidade) em 2021, em comparação com 43% da GenZ e 31% da GenX.

De acordo com a pesquisa do Laboratório de Clientes do Grupo Allianz Partners, os Millennials mostram um interesse crescente em seguro viagem desde a pandemia, apresentando um aumento de 15% na intenção de compra de apólice de viagem internacional.

Outra tendência emergente revela a busca pela privacidade; experiências que oferecem privacidade junto com serviços personalizados e altos padrões de limpeza estão se tornando o novo luxo.

Das oportunidades à realidade: principais pontos sobre o seguro-viagem

A crise aumentou a conscientização e a compreensão do seguro-viagem. Em meio à pandemia, o mercado global de seguros de viagens, estimado em US $ 21,5 bilhões em 2020, deve chegar a US $ 33,7 bilhões até 2027, crescendo a uma taxa anual de 6,7% entre 2020 e 2027.

De acordo com os dados do Grupo Allianz Partners, a recuperação de reservas de viagens de lazer de seus parceiros de negócios está gerando um aumento nas compras de seguros em comparação com 2019. Globalmente, o mercado de seguros de viagens está superando o desempenho de toda a indústria de viagens, tanto na América do Norte quanto na Europa.

À medida que destinos adicionais se abrem ao turismo, espera-se que mais países exijam seguro-viagem para entrar, o que deve influenciar a taxa de conversão do setor. A Allianz Partners prevê que as taxas de conversão permanecerão elevadas ao longo de 2021 e provavelmente na maior parte de 2022, já que a pandemia continua sendo a prioridade das pessoas em todo o mundo.

Estamos monitorando de perto a recuperação de viagens e garantindo que nossas ofertas atendam às necessidades de segurança e conveniência dos viajantes. Como a incerteza ainda permanece, nossas soluções de proteção podem oferecer paz de espírito e tranquilidade quando os viajantes começam as férias de verão, comenta Magali Khazal, diretora de viagens internacionais da Allianz Partners.

Confiança do mercado de seguros continua em alta

Para 82% dos seguradores, 59% dos corretores e 60% dos resseguradores haverá um cenário econômico melhor nos próximos meses

Fonte: Revista Apólice

Corretores de seguros, seguradores e resseguradores estão otimistas quanto ao desempenho do mercado de seguros no segundo semestre. É o que mostra a última edição do Índice de Confiança do Setor de Seguros (ICSS), calculado com base em pesquisa da Fenacor e que resulta de três variáveis: ICGC (Índice de Confiança das Grandes Corretoras), ICES (Índice de Confiança e Expectativas das Seguradoras) e ICER (Índice de Confiança e Expectativas das Resseguradoras).

Em julho, o ICSS ficou em 131,1, a segunda maior marca do ano, superada apenas por aquela registrada em junho (132).

Nesta edição, o destaque foi que nenhum dos entrevistado projetou uma queda no faturamento do setor de seguros em 2021. Para 82% dos seguradores, 59% dos corretores e 60% dos resseguradores, haverá um cenário melhor nos próximos meses. Há ainda 6% dos corretores que acreditam em um quadro muito melhor.

Além disso, 18% dos seguradores, 35% dos corretores e 40% dos resseguradores responderam que não ocorrerá mudanças com o nível do faturamento do mercado de seguros apurado até agora, mantendo-se estável.

Quanto à rentabilidade dos seus negócios na segunda metade de 2021, nenhum corretor ou ressegurador entrevistado teme uma queda. Essa possibilidade preocupa apenas 6% dos seguradores ouvidos.

Acreditam em um quadro de estabilidade 41% dos seguradores, 47% dos corretores e 60% dos resseguradores.

Já para 53% dos corretores e dos seguradores e 40% dos resseguradores, haverá um crescimento dos níveis de rentabilidade registrados no primeiro semestre.

Com relação ao desempenho da economia brasileira nos próximos meses, 76% dos seguradores, 70% dos corretores e 60% dos resseguradores entrevistados apostam em uma retomada do crescimento até o final do ano. Nenhum segurador ou corretor acredita em um quadro pior, cenário que é projetado por apenas 20% dos resseguradores.

Há ainda 18% dos seguradores, 24% dos corretores e 20% dos resseguradores que projetam uma estabilidade até o encerramento do exercício.

Circular Susep nº 637, de 27.07.2021

Fonte: Editora Roncarati

Seguindo com o programa de flexibilização das condições contratuais dos diversos ramos de seguros, a Susep lançou a Circular 637/2021 e imprimiu através dela grau de evolução nunca experimentado pelo mercado de seguros nacional, na comercialização dos produtos relacionados aos diversos ramos afetos: Responsabilidade Civil Geral (RC Geral); Responsabilidade Civil Profissional (E&O); Responsabilidade Civil Riscos Ambientais (Seguros Ambientais); Responsabilidade Civil Compreensivo Riscos Cibernéticos (Cibernéticos); Responsabilidade Civil de Diretores e Administradores de Empresas (D&O).

O mercado de seguros brasileiro não conhecia este cenário de abertura e liberdade de atuação. Ele sempre esteve sujeito à imposição de modelos padronizados de condições contratuais, quer no regime de monopólio do resseguro, que perdurou por aproximadamente setenta anos, quer por determinação da própria Susep. Liberdade de elaboração de seus próprios produtos, nunca existiu para as Seguradoras, nem mesmo para as grandes contas internacionais. Este panorama, extremamente negativo, freou o desenvolvimento não só dos seguros de responsabilidade civil no país, como também de outros ramos, significativamente. O mercado nacional, notadamente a partir da edição da Circular Susep 437, de 2012, a qual determinava modelos de coberturas para o ramo RC Geral, se manteve apartado da realidade internacional, retrocedendo em termos conceituais. Os clausulados que o ressegurador monopolista praticava, antes da referida Circular, tinha qualidade muito superior e atendia os consumidores muito mais objetivamente. Apesar disso, não evoluíram com o passar dos anos e a Circular Susep 437/2012, assumindo o comando após a quebra do monopólio, retrocedeu no tempo, piorando, e muito, todos eles. Este cenário, finalmente, foi desconstruído pela Circular Susep 637/2021 e será apagado da memória, para o bem de todos aqueles que primam pela boa técnica e pela evolução do mercado de seguros. Passou, felizmente!

E agora, o que acontecerá no mercado de seguros brasileiro com os seguros de responsabilidade civil?

A evolução deve acontecer rapidamente.

De todo o modo, deve ser considerado que desconstruir aquilo que está feito e mesmo para reedificá-lo de forma melhorada, podem surgir resistências e até mesmo aflorar a insegurança. O despreparo para enfrentar efetivamente os desafios do novo também é um elemento que não pode ser descartado.

Os produtos de seguros prontos estão ao alcance de todos, são conhecidos sobre todos os aspectos, inclusive os negativos. Os novos requerem conhecimento e uma dose acentuada de audácia. Aliás, a atividade seguradora traz com ela este ingrediente, a audácia de quem subscreve efetivamente os riscos. Sem ele, o mercado esmorece e deixa de ser criativo e eficiente. Os produtos de seguros padronizados, na grande maioria, apresentam este ranço intrínseco e não se destacam nos aspectos da criatividade e da utilidade em face dos consumidores. Isso tem de mudar e rapidamente.

Não há nenhum mistério em relação ao cenário encontrado para as Seguradoras estrangeiras que operam no Brasil há décadas. Elas têm a possibilidade de internalizar produtos de primeiríssima qualidade, os quais elas já operam em outros países, tidos como desenvolvidos e com mercados de seguros maduros. Ora, a maturidade técnica de um mercado é construída pelos seus próprios agentes e não fora dele, tampouco por imposição do Estado, que certamente não tem essa função. Cabe aos investidores privados, na própria atividade, a promoção do desenvolvimento tecnológico. Treinamentos acentuados e vontade de fazer o melhor, são as únicas ferramentas conhecidas e disponíveis.

Não há como tardar a melhoria dos clausulados brasileiros. As Seguradoras devem espelhar aqui no país os modelos já conhecidos e praticados pelos mercados maduros, dos países desenvolvidos. Devem ser internalizados, com urgência. O momento é de ação proativa e visando a busca da melhoria do standard local, repise-se, hoje num patamar pleno de anacronismos e que agora podem ser expurgados, para sempre.

Não há razão plausível para que as Seguradoras mantenham por muito mais tempo as bases contratuais que elas praticam nos segmentos de responsabilidade civil, agora liberados pela Circular Susep 637/2021. Os segurados não podem ser submetidos a este tipo de comportamento injustificável. Os corretores de seguros, por dever de profissão, não devem aceitar esta possível postura prejudicial aos interesses de seus clientes. Os resseguradores, mormente os internacionais que já convivem em cenários de modernidade em outros países, não poderão permanecer omissos diante dessa situação de urgente melhoria das bases contratuais. O trabalho é conjunto.

Quais os principais elementos que merecem ser destacados em face da nova regulamentação publicada pela Susep, conforme a Circular 637/2021?

De ordem geral, as novas normas são extremamente liberalizantes em relação às condições contratuais. A Susep basicamente deixou de interferir na elaboração delas, sendo que a preocupação daquele Órgão Regulador se ateve a determinados conceitos e estruturas, com maior atenção, assim como ficou demonstrado na reformulação das bases dos diferentes triggers de coberturas encontrados nos segmentos. Podem ser destacados os seguintes aspectos:

I) Gatilhos que disparam o mecanismo indenizatório

Revogando as normas anteriores, importante indicar que a Susep normatizou os principais modelos utilizados internacionalmente, simplificando os conceitos e atribuindo discricionariedade necessária para cada Seguradora em relação a determinados fatores. Exemplificando, o “prazo adicional de reclamações” (ERP) extended reporting period), conforme o disposto nos arts. 2º, XII e 19, sendo que antes era determinado com duas etapas: prazo complementar e prazo suplementar, com período de tempo mínimo imposto. O prazo adicional continua sendo compulsório em apólice “claims made”, para aquelas situações de praxe, sendo que apenas o período de tempo pode ser livremente pactuado. A prática internacional, desde a criação do modelo claims made nos EUA, pelo Insurance Service Office, nos anos 1980, adota este procedimento. A questão do período de tempo passa a ser um elemento puramente comercial, podendo variar entre as Seguradoras do mercado e ser um ponto de observação para os corretores de seguros. Oneroso ou gratuito, também este importante fator passará a ser observado com maior atenção pelos corretores e de maneira a indicarem a Seguradora que apresentar a melhor condição aos clientes. O prazo adicional, apesar de constituir um elemento que somente será acionado se o seguro não for renovado na Seguradora ou se o segurado deixar de contratar o seguro, especialmente quando ele se aposentar em relação aos seguros E&O ou quando ele deixar de fabricar ou distribuir determinada linha de produto, para exemplificar, deve ser observado atentamente quando da contratação inicial do seguro. No caso do profissional segurado que se aposenta é comum encontrar, nos mercados externos, a oferta do “extended reporting period” de forma ilimitada e gratuita, até mesmo como um chamariz comercial para que o segurado se mantenha fiel àquela seguradora, enquanto perdurar a sua atividade profissional. Não é o Estado e tampouco a norma mais ou menos permissiva que determinam os procedimentos ou as melhores práticas. Elas nascem da própria atividade e da inteligência ou não dos subscritores. O livre mercado tem esta característica: o produto que oferecer as melhores condições favoráveis aos consumidores prevalece e outros não. As Seguradoras que não estiverem atentas a esta condição, certamente terão os seus produtos expurgados, merecidamente. Impende lembrar, repetidas vezes, que os contratos de seguros são construídos sobre o regime da boa-fé e devem ser úteis para os contratantes. O corretor de seguros, repise-se, tem papel preponderante neste cenário.

Leia a íntegra do artigo em: https://www.editoraroncarati.com.br/v2/Colunistas/Walter-A.-Polido/Circular-Susep-n%C2%BA-637-de-27-07-2021.html  

Seguro de responsabilidade civil resguarda empresas de imprevistos

Proteção ajuda a garantir a manutenção dos negócios em caso de situações que causem danos involuntários materiais ou corporais causados a terceiros

Fonte: InfoMoney

Mapear os riscos comuns de cada atividade é tarefa básica para evitar episódios indesejados

No mundo dos negócios, é preciso estar atento à responsabilidade civil para evitar prejuízos financeiros gerados por condenações em ações judiciais. Toda empresa interage em algum nível com a sociedade, seja por meio de clientes ou fornecedores, e pode enfrentar situações que envolvam a necessidade de arcar com danos materiais ou corporais, algumas vezes com o pagamento de indenizações de alto valor. Mas afinal, como se preparar para isso?

Segundo Renato Giovanni, mentor da Endeavor, organização global de apoio ao empreendedorismo, as empresas pensam muito na responsabilidade contratual que firmam com os clientes antes da execução dos serviços, mas muitas vezes se esquecem da responsabilidade extracontratual. Não é fácil prever os atos da vida, as coisas que vão acontecer fora do controle, como um acidente ou um imprevisto, ressalta, em entrevista.

O que é responsabilidade civil?

A responsabilidade civil pode ser entendida como o dever de uma pessoa física ou jurídica de reparar danos de natureza civil por ela causados.

Na prática, a responsabilidade civil não trata apenas de eventos catastróficos de grande porte. Problemas na execução de um serviço, uma pessoa que escorrega em um ambiente de compras, um defeito de um produto causando acidentes, a contaminação de um alimento fornecido por um restaurante, mesmo uma queda de um objeto sobre uma pessoa ou qualquer tipo de contaminação ambiental devido a um acidente de transporte terrestre, podem ser definidos como um dano.

Qualquer destas, e diversas outras situações causadas acidentalmente, podem ser insumos para um processo judicial.

Imprevistos podem inviabilizar negócios

Renato enfatiza que muitas empresas ou profissionais autônomos acabam tendo os negócios inviabilizados por conta de processos de responsabilidade civil. Muitos imprevistos podem acarretar valores de indenizações desproporcionais à remuneração básica da empresa, explica.

Para ele, mapear os riscos comuns de cada atividade é tarefa básica para evitar episódios indesejados, mas isso não garante que as operações estejam completamente seguras. Colocar uma placa avisando que o chão está molhado não significa que alguém não possa cair. A condução da operação deve ser focada antecipando possíveis problemas, mas ninguém controla imprevistos, avalia.

O executivo avalia que além do cuidado com os riscos conhecidos, há uma outra forma de proteger as operações e, consequentemente, os clientes. Acredito que contratar um seguro de responsabilidade civil é um caminho indicado. Desta forma, a empresa ou mesmo o profissional autônomo garantem a continuidade do negócio e o cliente tem a garantia de ter ressarcido, afirma.

Especialistas discutem volta do horário de verão

Extinção ocorreu por não produzir mais resultados desejados; para professor, aumento de tarifas foi ocasionado por falta de planejamento do setor.

Fonte: Monitor Mercantil

Nas últimas semanas, em meio à crise do aumento da taxa de bandeiras tarifárias iniciou-se uma discussão entre especialistas que vêm analisando a eficácia da volta do horário de verão, extinto em abril de 2019, como forma de amenizar os problemas no cenário elétrico no país, provocado pelo mais baixo nível dos reservatórios hidrelétricos em décadas.

O doutor em Economia e professor de Engenharia de Produção da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Agostinho Pascalicchio, explica que o horário de verão deixou de ser adotado por não produzir mais os resultados desejados.

A prova da necessidade desta mudança estava no perfil de carga elétrica do sistema. O horário de pico para o consumo de energia, que anteriormente acontecia no fim da tarde e início da noite, passou a ser no meio da tarde, por volta de 15 horas.

Para o Antonio Giansante, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UPM, especialista em recursos hídricos, este seria um bom momento para a volta do horário de verão. Os levantamentos sobre os efeitos de energia elétrica causado pelo horário de verão indicam que há uma economia no consumo de 5%, logo, expressivo para um país que vem sofrendo crises hídricas cada vez mais frequentes.

Sobre o aumento na tarifa, Giansante acredita que a decisão do governo em acabar com o horário de verão influenciou na crise. Num exercício rápido, pode-se imaginar que os reservatórios estariam com 5% a mais de água, o que é expressivo em época de crise hídrica. Pascalicchio diz que o aumento das tarifas foi ocasionado devido à falta de planejamento do setor. A pouca energia disponível causa alta nas tarifas de energia elétrica e perspectivas de racionamento. A alta na tarifa é consequência da indisponibilidade de energia, estão elevadas e sujeitas a novas altas no futuro próximo.

No dia 21 de junho iniciou o inverno, período em que a conta de energia elétrica costuma aumentar, por conta do uso do chuveiro em potência máxima, um dos aparelhos que mais consome energia em uma casa, entre outros eletrodomésticos como aquecedor, ferro de passar roupas, lava-louça, máquina de secar roupa, torneira elétrica, entre outros. Segundo o CEO e especialista em eficiência energética da W-Energy, Wagner Cunha Carvalho, o chuveiro elétrico é um vilão neste período, pois consome, em média, 30% a mais de energia que nos dias quentes.

O cuidado com o uso do chuveiro elétrico precisa ser dobrado, pois além do alto consumo de energia, também há o desperdício de água, já que o tempo do banho costuma ser maior. Isso sem falar no uso de torneiras aquecidas, máquina de secar e aquecedores, explica.

Cálculos recentes da Enel São Paulo, o chuveiro elétrico ligado na opção inverno, potência máxima, durante 10 minutos por dia custa R$ 28,93 por mês. Wagner relembra que a média de consumo dos brasileiros é de 300kW na conta (uma família de quatro a cinco pessoas) e se todos demorarem esse tempo para tomar banho na potência máxima, o valor da conta passa de R$ 100 só pelo uso do chuveiro, sem contar os demais eletrodomésticos usados durante o período.

A Agencia Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou no mês passado que as contas de luz, que já se encontram na bandeira vermelha patamar II, sofreram um reajuste de 52%. Esse cenário se dá pela escassez de chuvas em vários estados brasileiros e pelos baixos níveis de água nos principais reservatórios do país, principalmente no Sudeste, o que se torna a mais preocupante crise hídrica em 91 anos. O valor da cobrança extra passou de R$ 6,24 para R$ 9,49 a cada 100 kWh consumidos.

Na escala de maior gasto, estão o ar-condicionado, na função quente ou fria, e a geladeira, que no total do consumo de uma casa representa 40%, o chuveiro elétrico 30%, a iluminação 20%, aparelho de televisão 10%, o ferro elétrico 6%, máquina de lavar 5% e todos os demais, como micro-ondas, roteadores, etc, 4%.

Variante Delta provoca revisões (para baixo) de crescimento

Fonte: Bloomberg

O surto de Covid-19 mais amplo da China desde o início da pandemia no fim de 2019 afeta o turismo e os gastos durante o pico das férias de verão, o que leva analistas a revisarem projeções de crescimento econômico diante dos maiores riscos.

Autoridades fecharam locais turísticos, cancelaram eventos culturais e cancelaram voos devido ao surto associado à variante delta que se espalhou por quase metade das 32 províncias da China em apenas duas semanas. Pelo menos 46 cidades recomendaram que residentes evitem viajar, a menos que seja absolutamente necessário.

Juntamente com os danos causados pelas inundações em algumas partes do país, os controles para frear o coronavírus devem limitar os gastos do varejo e o crescimento econômico no segundo semestre.

A Nomura Holdings reduziu sua projeção de crescimento para o terceiro trimestre de 6,4% para 5,1% e vê expansão de 4,4% nos últimos três meses do ano em relação à estimativa anterior de 5,3%. Para 2021, a Nomura cortou a previsão de expansão do PIB de 8,9% para 8,2%.

As medidas draconianas tomadas pelo governo estão levando às proibições de viagens e lockdowns potencialmente mais rigorosos na China desde a primavera de 2020, disse Lu Ting, economista-chefe da Nomura para a China. As recentes chuvas e inundações, ambas piores do que o esperado, também exigem um ajuste para baixo em nossas projeções de crescimento do PIB para o terceiro trimestre.

Apoio do governo

O Goldman Sachs disse que o possível impacto sobre o crescimento econômico do terceiro trimestre pode ser de 0,7 ponto percentual, embora não tenha reduzido a previsão de expansão de 6,2% para o trimestre, dizendo que há incertezas sobre a duração do surto e que o governo pode fornecer mais apoio. Bloomberg Economics e Natwest também veem riscos de baixa para suas previsões de crescimento.

Embora a China tenha enfrentado surtos esporádicos de Covid-19 no último ano, foram muito menores em escopo e contidos rapidamente. O surto atual fechou todos os locais turísticos em Zhangjiajie, um famoso destino na região central da China. Outras cidades nas províncias de Hunan, Jiangsu e Shanxi também fecharam pontos turísticos.

Companhias aéreas reservaram 9,8% menos capacidade de assentos na China nesta semana do que no período anterior, a segunda queda consecutiva com base em dados da consultoria OAG. A capacidade atual corresponde a 95,7% dos níveis de 2019. É a primeira vez em cinco semanas que as operadoras oferecem menos assentos no país do que no período comparável pré-pandemia.

O site de reservas de viagens Qunar.com disse que o número de cancelamentos de voos e hotéis em 29 de julho agora é quatro vezes maior do que em dias normais, e as consultas de clientes também são o triplo do volume típico.

O crescimento dos salários dos residentes já era lento e, se não puderem gastar devido ao surto, certamente será um entrave ao consumo no segundo semestre do ano, disse Bruce Pang, chefe de pesquisa macro e estratégia da China Renaissance Securities Hong Kong.

O surto atual pesa sobre a frágil recuperação das vendas no varejo e acrescenta uma série de riscos que analistas já esperam para o segundo semestre, como a desaceleração das exportações e menores investimentos no setor imobiliário e infraestrutura.

Pesquisas com gerentes de compras em julho mostram o setor de manufatura sob pressão no mês. E, embora o índice de gerentes de compras do setor de serviços medido pelo Caixin tenha registrado forte recuperação em relação a mínima de 14 meses em junho, em grande parte porque um surto na província de Guangdong, no sul do país, foi controlado, as perspectivas continuam sombrias.

Os indicadores sugerem que a recuperação econômica não está em uma base segura, disse Wang Zhe, economista sênior do Caixin Insight Group, em comunicado na quarta-feira. A economia ainda enfrenta enorme pressão de baixa.

Evento debate Nova Lei de Licitações e o Seguro Garantia de Obras e Serviços de Engenharia, uma parceria da CESPC e ESA/RS


A Comissão Especial de Seguros e Previdência Complementar (CESPC) da OAB/RS em parceria com a Escola Superior de Advocacia da OAB/RS (ESA/RS) promovem o evento: Nova Lei de Licitações e o Seguro Garantia de Obras e Serviços de Engenharia, no dia 19 de agosto, às 17h. O webinar que faz parte da programação do Mês da Advocacia é gratuito. Faça sua inscrição no Portal do Aluno e garanta seu certificado.

A palestra contará com a presença do Ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Benjamin Zymler, que tem como intuito trazer a sua visão no âmbito dos tribunais. Além do advogado, doutor em Direito Administrativo, mestre em Direito e Políticas Públicas e ex-procurador do Amapá, Guilherme Carvalho; e da advogada, especialista em Direito do Seguro e Resseguro pela FGV, especialista em Seguro Garantia pela Parejo Consultores e pós-graduada em Direito Constitucional pela PUC/SP, Valéria Leite, que atuam diretamente no mercado de licitações e obras de serviços de engenharia e irão abordar as principais mudanças na n ova lei, de abril de 2021.

A abertura do evento será realizada pela diretora-geral da ESA/RS, Rosângela Herzer dos Santos, pelo presidente da CESPC, Ricardo Einsfeld Villar e pela organizadora do evento, coordenadora do GT da CESPC e moderadora do Grupo de Estudos de Direito de Seguros da ESA/RS, Jaqueline Wichineski dos Santos.

O webinar será moderado pelo advogado, especialista em Direito Público pela PUCRS, MBA em Gestão Empresarial pela FGV, Mauricio Gazen; pelo advogado, especialista em Direito do Estado pela UFRGS, MBA em Concessões e Parcerias Público-Privadas pela FESPSP e London School of Economics (LSE), Mateus de Farias Klein; e pelo advogado, especialista em Derecho de Seguros pelas Universidade de Salamanca, Universidade de Lisboa e Universidade de Buenos Aires, Marcio Alexandre Malfatti.

Fonte: Jornal da Ordem

Acesse as edições mais recentes das publicações do mercado:

Revista Apólice: https://www.revistaapolice.com.br/2021/05/edicao-265/

Revista Cobertura:  https://www.revistacobertura.com.br/revistas/revista-cobertura/revista-cobertura-edicao-231/#2

Revista Segurador Brasil: https://issuu.com/revistaseguradorbrasil/docs/segurador_166_

Revista Seguro Total: https://revistasegurototal.com.br/2021/06/14/mercados-de-vida-e-previdencia-apresentam-crescimento/

Revista Insurance Corp: http://insurancecorp.com.br/pt/content/pdf/ic_ed36_2021.pdf

Caderno de Seguros: https://cnseg.org.br/publicacoes/revista-de-seguros-n-916.html

Revista Brasil Energia: https://editorabrasilenergia.com.br/wp-content/uploads/sites/1/flips/129726/Bia469v3/2/index.html

Relatório 2020 da CNseg (destaca os seus projetos e ações em ano desafiador): https://cnseg.org.br/noticias/relatorio-2020-da-cnseg-destaca-os-seus-projetos-e-acoes-em-ano-desafiador.html

2021 / CNseg: O Setor de Seguros Brasileiro: https://cnseg.org.br/publicacoes/o-setor-de-seguros-brasileiro-folder-2021.html

Curso Extensão de Responsabilidade Civil da ENS

O Curso de Extensão ENS em parceria com a AIDA, tem como objetivo proporcionar o conhecimento das modalidades de seguros do ramo de Responsabilidade Civil, as normas legais que o regulam, a formação do contrato e todas as obrigações e os direitos dele decorrentes, como coberturas, exclusões e diversos temas conexos e diretamente relacionados. Para maiores informações e inscrições acesse: https://www.ens.edu.br/.../cursos-de-extensao-aulas-ao...