Gestão de Risco no Campo

21, Ago. 2021

Gestão de Risco no Campo

Na agricultura do conhecimento, focada na administração do risco, pode ter, entre os diversos instrumentos disponíveis, o seguro rural como uma ferramenta

O que distingue a evolução e o que chamamos de tempos modernos? A resposta, abordada de forma brilhante por Peter L. Bernstein no livro Desafio dos Deuses: A fantástica história do risco (1997), traz a capacidade de administração e adaptação ao risco e sua história, como um dos grandes fatores de evolução da humanidade.

A evolução, na visão do autor, transcende o progresso da tecnologia, da inovação e da democracia. O que diferencia o passado do mundo moderno contemporâneo, de alguma forma, se relaciona com o comportamento e a administração do risco pelas pessoas e, posteriormente, na figura de personalidades coletivas, pelas empresas, governos e instituições.

A habilidade de conviver com o risco e minimizar os seus danos está diretamente relacionada à evolução das espécies. Os humanos aprenderam a criar mecanismos que diminuíam os efeitos das adversidades e a partir, principalmente, da capacidade de compartilhar recursos, prosperidades e infortúnios, aprenderam o grande benefício de compartilhar riscos, minimizando seus efeitos individualmente.

Para maior assertividade na maximização dos resultados, as pessoas em suas vidas cotidianas ou em seus negócios podem e devem utilizar de estratégias para reduzir o risco de não atingimento dos resultados esperados no tempo, e/ou limitar perdas potenciais. As estratégias são variadas, tais como diversificação, informações adicionais, menor assimetria, utilização de boas práticas e transferências das consequências do risco a terceiros mediante contratos.

Na agricultura brasileira não foi diferente e a evolução que nos alçou ao posto de maior produtor potencial de alimentos do mundo invariavelmente passa pelo sucesso de homens e mulheres em se adaptar aos desafios de cada período histórico, acumular e aplicar conhecimento, minimizar perdas e potencializar seus rendimentos.

Com isso o setor passou por transformações profundas que tiveram no conhecimento, na restruturação das cadeias de produção, no crédito rural e na incorporação de tecnologia adaptada à agricultura tropical, seus principais pilares de desenvolvimento. Esse processo ocorreu aliado às políticas macroeconômicas e setoriais que potencializaram esses fatores determinantes, com seus marcos em cada década, principalmente a partir dos anos 60.

Vive-se hoje um novo ciclo potencializador do agronegócio brasileiro, em especial, no setor agropecuário, dentro das propriedades rurais. Esse ciclo de desenvolvimento traz como novo fator determinante a potencial disseminação do conhecimento em larga escala. Cada vez mais multidisciplinar, digital e preciso, baseado em dados e em gestão de alto nível dos recursos financeiros, naturais e sociais. Destaca-se ainda o impulso da gestão técnica e tecnológica; e, cada vez mais, gestão de riscos, que precisa atingir os diversos níveis de produção, democratizando o conhecimento, as tecnologias e riquezas.

Na agricultura do conhecimento, essa última dimensão da gestão, focada na administração do risco, pode ter, entre os diversos instrumentos disponíveis, o seguro rural como sua ferramenta mais democrática e universal, a exemplo de políticas instituídas em diversos países onde a agricultura desempenha importante papel econômico e se prioriza maior estabilidade nos fluxos de caixa e nas margens, viabilizando o ciclo virtuoso de capitalização e aplicação continua de investimento tecnológico. Com isso, a principal produtividade, caracterizada como a produtividade máxima econômica do produtor, aquela que realmente importa, é preservada no longo prazo e há efetiva contribuição nas políticas de segurança alimentar dos países, como fator social fundamental para essa e próximas gerações.

No Brasil, o seguro rural vem se estruturando nos últimos 16 anos em um modelo público-privado e parece ter, principalmente nos dois últimos anos, fincado algumas de suas bases estruturantes principais para prosperar: orçamento mais robusto de apoio aos produtores; convergência tática e estratégica entre governo, produtores rurais e agentes privados para tornar o seguro uma política de estado; transparência nas informações; formação de pessoas e disseminação dos conceitos fundamentais.

No período de 2014 a 2020, segundo a Susep (Superintendência de Seguros Privados), foram indenizados R$ 10,25 bilhões de reais pelas seguradoras aos produtores rurais. Esse valor é 3 vezes maior do que o desembolso do governo com subvenção ao prêmio do seguro rural, no período. Essas indenizações possibilitaram redução de endividamentos que se empilhariam nos passivos das famílias e no orçamento público, o que sustenta a acertada tese de que políticas preventivas são muito mais eficientes à sociedade. Entretanto, mesmo após mais de 15 anos de programa, a área plantada de grãos com seguro no Brasil não passa de 20%. Sem considerar outras cadeias com baixíssima utilização do mitigador, como agroflorestais, aquícolas e pecuária.

O primeiro semestre de 2021, apesar da favorável condição climática, de forma geral, para produção das principais culturas de verão, foi marcado, em diversas regiões, por veranicos, excesso de chuvas, granizos e mortes de animais, que levaram a estimativa de pagamento de R$ 1,68 bilhões de reais por parte das seguradoras do programa aos produtores, de acordo com dados da Susep atualizados de Jan a Jun / 2021. Nesse início de 3º trimestre do ano, período de fechamento do ciclo das culturas de inverno no Brasil, as geadas assolaram lavoras da 2ª safra de milho, que já haviam atrasado o período de semeadura e sofrido com a seca. Lavouras de café também foram castigadas com as baixas temperaturas, interrompendo as perspectivas positivas para próxima safra. Esses prejuízos consomem um longo histórico de rendimentos do produtor rural e afetam todo o orçamento do Estado, sendo um problema de todos, dentro ou fora das porteiras.

Esse fato recente coloca luz sobre dois fatores determinantes para a gestão de risco de produção no Brasil:

1. A ampliação urgente do Seguro Rural, já que apenas 16% da área plantada com milho e menos de 5% da área de café possuem seguro;

2. A importância estratégica do ZARC (Zoneamento Agrícola de Risco Climático), para o produtor rural. É a ferramenta que indica as melhores épocas de plantio, e foi publicada pela primeira vez em 1996, com metodologia validada pela Embrapa e de altíssimo conhecimento técnico, sendo um exemplo de modelo genuinamente brasileiro.

Com todo o conhecimento e tecnologia presentes no agronegócio nas últimas décadas, tornou-se mais comum falar em quebras de recordes do que em quebras de safras no âmbito global da produção. Esse fato não se reflete regionalmente, onde eventos climáticos têm causado severos prejuízos. O seguro rural, que tem ampliado modalidades e coberturas nos últimos anos, aliadas a boas práticas agroambientais, se candidata a ser um dos pilares mais importantes para um novo ciclo de desenvolvimento da agricultura brasileira.

Que nossa agricultura não seja passiva frente aos inúmeros riscos que afetam a atividade e, em última instância, o futuro das sociedades. Que o maior domínio das variáveis de risco e mitigação de suas consequências seja um dos fatores principais para definir a fronteira entre um passado não tão distante e um futuro de constante progresso, com uma verdadeira agricultura do conhecimento, que seja para todos, previsível, segura e sustentável.

Fonte: Revista Apólice / Autor: Paulo Hora, superintendente de seguros rurais da Brasilseg

RappiBank ingressa no mercado de seguros e terá conta digital em 2022

Fonte: Estadão

Depois de observar um aumento expressivo das compras de produtos para animais de estimação em seu aplicativo, o braço financeiro do Rappi, o RappiBank, tomou a decisão de qual produto deveria ser o próximo a ir para sua prateleira. O escolhido foi o seguro para pets. O movimento é um primeiro passo para a extensão da oferta de serviços financeiros acoplados ao aplicativo, sempre de olho no comportamento do consumidor. A ideia é estender os serviços aos poucos, culminando com o lançamento de uma conta digital em 2022.

A tendência de trazer diferentes tipos de serviços é comum aos superapps e está longe de ser uma exclusividade da startup colombiana, que tem no Brasil o seu grande mercado. Esse tem sido, por exemplo, o caminho trilhado por gigantes como o argentino Mercado Livre, pela americana Amazon, pela chinesa Alibaba e pela brasileira Magazine Luiza.

Essa observação do dia a dia das pessoas, porém, pode trazer vantagens, fazendo os apps não especializados em finanças avançarem pelas bordas, trabalhando em nichos pouco explorados por grandes bancos. Além do seguro pet, a plataforma vai ofertar apólice de vida, cuja cobertura geral ainda é baixa no País, e outros serviços mais específicos, como proteção a aparelhos eletrônicos (celulares) e cartão de crédito.

Somos um banco do Rappi para o Rappi, afirma o presidente do RappiBank, João Felix, destacando a missão de o banco servir ao negócio principal. Para o lançamento de seguros, foi firmada uma parceria com o a W2.digital, braço da Wiz Seguros. Outras modalidades estão sendo analisadas para complementar a operação, diz o executivo.

Esse não é o primeiro lançamento da jovem fintech, que oficialmente foi lançada no início deste ano. De largada, ela resolveu atuar em uma das dores da pandemia. Em janeiro, diante do contexto de dificuldades financeiras dos restaurantes (importante base conectada ao Rappi), o Rappibank lançou uma linha de capital de giro. O volume de crédito concedido não é divulgado, mas está na casa de alguns milhões de reais, segundo Felix.

Em junho, a fintech deu mais um passo, ao lançar um cartão de crédito para os usuários do app, algo que fez a frequência desse consumidor na plataforma aumentar em dois dígitos, conforme o presidente da fintech. Ainda para este ano está no cronograma o lançamento de antecipação de recebíveis, demanda dos restaurantes e lojistas conectados ao aplicativo.

Novo patamar

Desde março, a fintech está com um pedido para se tornar uma Sociedade de Crédito Diretor (SCD) junto ao Banco Central. O aval é necessário para aumentar a gama de serviços oferecidos. Além da conta digital, a ideia para 2022 é também ofertar crédito. Para completar o sistema, já há previsão de lançamento de produtos de investimento por meio do Rappi. Uma das ideias, que ainda é embrionária, é permitir aos usuários transferência de dinheiro entre os países da América Latina, diz Felix. Além do Brasil, o Rappi está em outros oito países da região.

E o Rappi está capitalizado para trilhar uma trajetória agressiva de crescimento. Em julho, a startup, que já tinha o gigante japonês Softbank como sócio, fez uma nova rodada de captação, na qual levantou US$ 500 milhões, operação que elevou sua avaliação para US$ 5,25 bilhões (ou quase R$ 30 bilhões).

Para Bruno Diniz, sócio da Spiralem, consultoria de inovação para o mercado financeiro, o movimento do Rappibank com seguros é uma tendência mundial, segue de perto um lançamento que a Amazon fez na Índia, país que, como o Brasil, tem baixa utilização de seguros entre a população. Incorporar seguros, além de criar produtos específicos que podem fazer sentido para os usuários, endereça uma questão no Brasil.

Cresce a procura por seguro educacional

Fonte: CQCS

Uma pesquisa realizada pela Bradesco Vida e Previdência, empresa do Grupo Bradesco Seguros, em sua base de clientes, revela que, entre os meses de julho do ano passado e de 2021, as contratações de Seguro Educacional cresceram cerca de 210%, o que corresponde a um aumento de mais de 640 mil segurados.

O segmento educacional segue apresentando um crescimento contínuo no mercado de seguros. Acreditamos que esse movimento também possa ser reflexo da pandemia, em razão da maior conscientização das pessoas quanto à necessidade de reforçar o seu planejamento de proteção para situações adversas e inesperadas, avalia Bernardo Castello, diretor da Bradesco Vida e Previdência.

O perfil médio dos segurados que investem em seguro educacional na companhia é: idade entre 26 e 35 anos (38%) e faixa de renda entre R$ 1 mil e R$ 2 mil. O levantamento também destaca que a região Sudeste concentra 55,4% dos clientes.

O que é o open insurance senão uma insurtech?

Fonte: Revista Seguro Total

O advento da chamada quarta revolução industrial, a da tecnologia digital, surgiu como um novo e promissor mercado de compra, venda e distribuição de produtos e serviços de tecnologia da informação no vasto campo de atividade dos seguros. Antes mesmo disso, o crescimento consistente do mercado de seguros e, com ele, a galopante acumulação de dados sobre a matéria-prima dos seguros, os seus segurados, trouxe um foco especial da indústria da informação sobre cada etapa da extensa e complexa cadeia de valor da atividade securitária.

Nessa fase acima, que faz parte do passado, houve uma oferta substancial de tecnologias aplicadas aos seguros com origem em empresas especializadas na área e que promoveram intenso diagnóstico das companhias incumbentes, aportando para elas novos sistemas de informações em linha com a digitalização já em curso nos países exportadores de inovações. A essa época, os mercados mundiais viviam o questionamento das atividades que não deveriam fazer parte da natureza própria e direta de seus negócios, resultando na disseminada terceirização de atividades intensivas em tecnologia.

A sustentação da produção digital em escala integrada no mundo chegou mesmo à criação de um eufemismo de modernidade alcunhado de disrupção. Mas o fato é que a oferta, pela indústria da tecnologia da informação, às empresas seguradoras, de substitutos práticos dos sistemas acumulados pelas gigantescas cargas de dados e a liderança assumida pela inteligência artificial aceleraram a transformação da indústria de seguros para que se adaptasse ao universo mental e comportamental de um novo consumidor.

Tanto quanto no sistema financeiro, o monumental número de transações entre partes integra a natureza do sistema de seguros. Neste, a diferença, para mais, é que há uma complexidade maior de produtos e serviços e que também se trata de informações pessoais de granularidade ausentes de outros setores de atividades. É por essa razão que, atualmente, toda a atenção está sendo dirigida para o topo da revolução tecnológico-digital no espaço dos seguros, que é o open insurance. Que não é propriamente, como querem alguns, um marketplace, porque esse mercado já existe há séculos. Já há transações consolidadas entre as suas partes, chamadas de consumidor, seguradora, corretor e governo regulador. O que se cuida agora é da ampliação do conteúdo dessas transações e da forma como essas transações estão previstas para acontecer.

No open insurance, a forma de transacionar-se as informações está dominando o conteúdo. Isso porque foi criado um novo negócio. Esse novo negócio está sendo formado por um conceito de empresa tecnológica interveniente no mercado: que primeiro era a registradora de dados das seguradoras junto ao órgão regulador, a Susep. E que agora foi expandido para a registradora de dados das seguradoras no marketplace e, depois, para uma empresa de tecnologia de intermediação chamada de iniciadora de serviços. A expertise comum a tudo isso é a tecnologia dos seguros, a que criou uma competência específica, a das insurtechs.

Colocado em marcha o processo de open insurance, as insurtechs, em suas mais variadas formas e tamanhos, buscarão estar presentes. Porém a história da revolução tecnológica no setor de seguros mostra que caberá às seguradoras, as que aportam o capital necessário, tomam riscos e fazem a gestão do negócio, decidir se preferirão terceirizar suas atividades para as empresas que quiserem entrar nesse novo negócio, ou fazer o funil de escolhas e tomar para si o destino dos dados que acumularam durante décadas, internalizando, como autênticas registradoras, a captura, o tratamento e o oferecimento de dados pessoais que formam o seu patrimônio e diferencial competitivo e que precisam de maior responsabilidade de guarda em face da nova Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais.

Setor elétrico lança campanha contra o desperdício de energia

Fonte: RedeTV

Campanha terá peças publicitárias na televisão, rádio e internet. Conscientizar a população sobre a importância de economizar energia elétrica, evitando desperdícios, é o objetivo de uma campanha nacional lançada esta semana pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e Ministério de Minas e Energia (MME).

Realizada também em anos anteriores, a Campanha de Uso Consciente de Energia deste ano coincide com o que especialistas consideram a pior crise hídrica dos últimos 91 anos. Desde o fim do ano passado, o volume de chuvas registrado em algumas regiões do país tem ficado abaixo da média histórica para o período, afetando reservatórios de água e, consequentemente, a produção de energia hidrelétrica, exigindo o acionamento do parque termelétrico, o que encarece a produção.

Com o mote Energia Elétrica: se Desperdiçar, vai Faltar, a iniciativa prevê duas fases: na primeira, a ideia é conscientizar a população sobre a atual situação; na segunda fase, prevista para ser lançada em setembro, os organizados intensificarão a divulgação das formas de consumo mais consciente e sustentável.

A divulgação da campanha foi estrategicamente pensada de forma a atingir o público em geral, de forma segmentada e com uma cobertura precisa. Para isso, a iniciativa procura acompanhar a rotina diária e comportamento da população, segmentando as divulgações conforme cada um destes diferentes targets [público], explica, em nota, a diretora de comunicação da Abradee, Sigrid Guimarães.

Além da veiculação de peças publicitárias na televisão, rádio e internet, a campanha também conta com um site que dá dicas sobre como economizar energia no dia a dia.

Considerada de utilidade pública, a campanha é realizada com recursos federais do Programa de Eficiência Energética da Aneel, cuja diretoria aprovou sua realização no início de julho, com o objetivo de reduzir os riscos que a crise hídrica representa ao fornecimento de energia elétrica. A iniciativa também foi aprovada pelo Comitê Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE).

Consumo termelétrico de gás dispara 62% no 1º semestre; Petrobras eleva a oferta

O consumo de gás natural do Brasil para geração elétrica disparou 62% no primeiro semestre, ante o mesmo período do ano passado, em meio ao elevado uso de térmicas frente à escassez hídrica, levando à Petrobras a movimentar sua logística para aumentar ainda mais a oferta do insumo ao mercado.

A Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) contabilizou consumo médio termelétrico de 31,63 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d) na primeira metade do ano, ante 19,55 milhões de m³/d no mesmo período de 2020, conforme números da entidade divulgados ontem (19).

Em junho, o consumo para geração elétrica registrou 39,45 milhões de metros cúbicos/dia, alta de 118,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado, apontou a associação.

As térmicas a gás seguem despachando para atender a demanda por energia elétrica e evitar um colapso do sistema elétrico, elevando o consumo de gás… O cenário deve se manter nos próximos meses, disse a Abegás.

A elevada demanda térmica ocorre após o Brasil registrar o pior período úmido em mais de 90 anos na área das hidrelétricas, o que afetou os reservatórios da principal fonte geradora do país.

O consumo total de gás natural do Brasil no primeiro semestre cresceu 33,7% versus igual período de 2020, para 72 milhões de m³/d. O avanço também teve forte impulso do consumo industrial, segundo segmento que mais demandou gás no período, que cresceu 21,3%, para 29,2 milhões de m³/d.

ESFORÇOS DA PETROBRAS

Como forma de aumentar ainda mais a sua oferta de gás para termelétricas, a Petrobras moveu um navio regaseificador do terminal de Pecém, no Ceará, onde a demanda térmica absorve aproximadamente 4 milhões de m³/d, para o terminal da Bahia, que é capaz de injetar na rede cerca de 14 milhões de m³/d, garantindo maior oferta de termoeletricidade neste momento de crise.

A chegada do navio na Bahia permitiu o acionamento de duas térmicas do Sudeste e Sul (UTEs Arjona e Araucária, com um total de 650 MW).

Embora Pecém tenha ficado sem o navio regaseificador, o governo permitiu em caráter excepcional neste momento de crise o uso de óleo diesel na geradora Termoceará (200 MW), em vez de gás.

Ainda que a capacidade de geração térmica de Pecém seja de 750 MW, considerando três usinas, a movimentação da Petrobras com o uso de diesel permitiu um adicional de 100 MW na capacidade de geração térmica, em relação ao que o país teria se o navio regaseificador ficasse atendendo a unidade do Ceará.

A empresa tem ainda um navio regaseificador em terminal do Rio de Janeiro, onde concluiu recentemente ampliação da capacidade do Terminal de Regaseificação da Baía de Guanabara, de 20 milhões para 30 milhões de m³/dia.

Dentre outras medidas, a Petrobras também tem recebido mais de 14 navios por mês de GNL importado.

A Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (Creg) sugeriu recentemente a disponibilização de um terceiro navio regaseificador, para permitir que a capacidade de geração no Pecém possa também funcionar à plena capacidade.

Mas tal embarcação apenas deverá ser disponibilizada quando a Petrobras concluir o arrendamento de seu terminal na Bahia, cujas negociações estão avançadas com a Excelerate Energy.

Assim, a Petrobras poderá retornar com seu navio regaseificador para Pecém, e a nova gestora do terminal baiano poderá trazer seu próprio navio.

AMPLIAÇÃO DA GERAÇÃO

A Petrobras elevou sua geração térmica para quase 8 mil MW em junho, ante 2 MW em setembro do ano passado, conforme a empresa informou em nota.

No mesmo período, o volume de gás disponibilizado pela Petrobras para termelétricas variou de 12 milhões para 35 milhões de metros cúbicos por dia.

Em relação ao fornecimento de óleo combustível para uso por clientes termelétricos, a oferta aumentou de zero em setembro de 2020 para 183 mil toneladas em junho de 2021 e o volume de diesel para este fim variou de zero para 44 mil m3 por mês no mesmo período. O aumento da oferta foi possível em função de otimizações operacionais nas refinarias e importações.

Fonte: Reuters

Vibra Energia vai oferecer o combustível que o consumidor precisar, diz Wilson Ferreira Júnior

Fonte: Estadão

A Vibra Energia, novo nome da BR Distribuidora, foi lançada, na quarta-feira, para oferecer ao consumidor o combustível que ele precisar, disse Wilson Ferreira Júnior, presidente da empresa. Os postos varejistas vão continuar ostentando o nome da Petrobras, da qual é originária. Mas os negócios que vierem pela frente vão nascer com a nova identidade. A intenção é inserir a companhia, há 50 anos vendedora de produtos fósseis e poluentes, como gasolina e óleo diesel, no mapa da transição energética. Uma das alternativas em análise, por exemplo, é comercializar gás metano, mais limpo. Parcerias nessa área devem ser anunciadas em breve, antecipou Ferreira Júnior.

O gás metano é produzido a partir da decomposição de materiais orgânicos. Por isso pode ser extraído do lixo. Como as conversas com possíveis parceiros ainda estão acontecendo, Ferreira Júnior preferiu não detalhar como a empresa vai entrar nesse mercado.

Somos o cara que vai comprar no mundo, vai comprar aqui (no Brasil) e vai entregar. Somos quem vai atrás do que você precisa e te entrega, no prazo mais rápido, e com o melhor preço. Isso é o que torna a gente muito útil, disse o executivo, enfatizando que a BR mudou de nome, mas pretende continuar se diferenciando pela sua grande capilaridade logística, por ter uma infraestrutura de armazenamento e transporte maior do que a das suas principais concorrentes.

Num primeiro momento, os combustíveis derivados do petróleo continuam a ser o carro-chefe da distribuidora. Mas a empresa já prepara o terreno para uma virada que deve se consolidar, definitivamente, num horizonte de, no máximo, duas décadas. Até lá, a Vibra tem a garantia de poder ostentar a marca BR em seus postos, como previsto em contrato com a Petrobras. Depois disso, ela vai poder escolher usar seu próprio nome ou renovar o acordo com a petrolífera estatal. Mas isso ainda não está definido.

Esse relacionamento que a companhia tem no Brasil e no exterior (como importadora de combustíveis) e nossa capacidade de entregar é o nosso jeito de ser. Vamos fazer assim com o GNL (gás natural liquefeito), com energia elétrica, com hidrogênio... Queremos escalar por aí, acrescentou o presidente da Vibra.

No setor elétrico, a empresa é dona de 70% de uma comercializadora. E, assim como desenvolveu uma operação de grande porte nessa área, o mesmo deve ser feito no segmento de GNL, segundo Ferreira Júnior. Não precisamos produzir. Temos escala para distribuir. A importação de GNL é só o começo. Tem que liquefazer no terminal, transportar no caminhão, que é uma coisa que a gente já faz, e regaseificar para entregar ao consumidor. Esse é o nosso negócio.

A Vibra será o guarda-chuva dos ativos e serviços tradicionais e dos que serão incorporados. Em breve, a empresa será também negociada na B3, no lugar das ações BRDT, que vão desaparecer. Mas só o nome vai ser substituído, o papel continuará o mesmo.

Planejamento

A mudança de nome começou a ser preparada, na verdade, antes mesmo de a Petrobras vender sua participação remanescente na empresa, no início de julho deste ano. Mas, Ferreira Júnior conta que o projeto de inserir a distribuidora na transição energética foi idealizado por ele e apresentando ao conselho de administração quando ainda era presidente da Eletrobras. O executivo assumiu o cargo em março.

Eu estudava muito o tema do meio ambiente e acho isso inexorável. Na minha conversa com os conselheiros que me entrevistaram, eu coloquei essa história.

Esse é o papel que a gente vai poder exercer e bem. Fica sempre mais difícil para um produtor (de combustíveis, como a Petrobras) fazer diferente. O produtor se vicia naquilo. Ele fica comprometido a vender aquilo, seja isso bom ou ruim, seja uma refinaria ou uma plantação de etanol. Do nosso lado, ter a liberdade de, junto com o cliente, estudar o que é melhor para ele, não tem preço. É nisso que quero ser diferente”, disse o presidente da Vibra.

China aprova nova lei de privacidade de dados pessoais

Fonte: Forbes

O Congresso Nacional do Povo da China aprovou hoje (20) uma lei destinada a proteger a privacidade dos dados do usuário online e implementará a política a partir de 1º de novembro, de acordo com a agência de notícias estatal Xinhua.

A aprovação da lei completa outro pilar nos esforços do país para regulamentar o ciberespaço e deve adicionar mais requisitos de compliance para as empresas no país.

A China mandou gigantes da tecnologia fazerem armazenamento mais seguro dos dados de usuários, após reclamações públicas sobre má gestão e uso indevido que resultaram em violações de privacidade do usuário.

A lei define que o uso de informações pessoais deve ter um propósito claro e razoável e deve ser limitado ao escopo mínimo necessário para atingir os objetivos de manuseio de dados.

Também estabelece condições para as empresas coletarem dados pessoais, incluindo a obtenção do consentimento dos indivíduos, além de diretrizes para garantir proteção de dados transferidos para fora do país.

A lei também exige que aqueles que trabalhem com informações pessoais designem um responsável pela proteção de informações pessoais e que façam auditorias periódicas.

A lei de segurança de dados, a ser implementada em 1º de setembro, define uma estrutura para as empresas classificarem os dados com base em valor econômico e relevância para a segurança nacional. A de proteção de informações pessoais, por sua vez, define uma estrutura para garantir a privacidade do usuário.

Ambas exigirão que as empresas na China examinem suas práticas de armazenamento e processamento de dados para garantir que estejam em conformidade, de acordo com especialistas.

CIST | Curso | Introdução ao Transporte Nacional

Clube Internacional de Seguro de Transportes - CIST , entre os dias 23 e 26 de agosto, promoverá mais um curso de curta duração de 8 horas, 100% online. Desta vez, o tema será curso Introdução ao Transporte Nacional, ministrado por Domingos Pozzetti.

Formado em Engenharia Química pela Escola de Engenharia Mauá, Pós Graduação na Universidade Presbiteriana Mackenzie e MBA Executivo no Insper, experiência de 20 anos no Mercado de Seguros, especialista em Seguros de Transportes com atuação como Corretor, Broker de Resseguros e Segurador, atualmente dirigindo a Berkley Brasil Seguro, professor do curso de Transporte Nacional.

Conteúdo:

Introdução ao Seguro de Transporte / Números do Mercado / Matriz de Transporte Brasileira - Importância do modal Rodoviário / Código Civil / Lei do Motorista / Hierarquia da Apólice / Garantias Básica, Adicionais e Especiais / Identificação de Necessidades / Preenchimento do Questionário / Papel do Corretor na instrução do processo / Cartas de DDR / Apólice Estipuladas / Análise de Risco / Gerenciamento de Riscos / Aviso e Regulação de Sinistros.

Serviço: Data: 23 a 26 de agosto de 2021 / Horário: 19h00 às 21h00

Investimento: R$ 180,000 para sócio e de R$ 300 para não sócio.

Mais informações: secretaria@cist.org.br / #Conhecimento e #networking qualificado.

Acesse as edições mais recentes das publicações do mercado:

Revista Apólice: https://www.revistaapolice.com.br/2021/05/edicao-265/

Revista Cobertura:  https://www.revistacobertura.com.br/revistas/revista-cobertura/revista-cobertura-edicao-231/#2

Revista Segurador Brasil: https://issuu.com/revistaseguradorbrasil/docs/segurador_166_

Revista Seguro Total: https://revistasegurototal.com.br/2021/06/14/mercados-de-vida-e-previdencia-apresentam-crescimento/

Revista Insurance Corp: http://insurancecorp.com.br/pt/content/pdf/ic_ed36_2021.pdf

Caderno de Seguros: https://cnseg.org.br/publicacoes/revista-de-seguros-n-916.html

Revista Brasil Energia: https://editorabrasilenergia.com.br/wp-content/uploads/sites/1/flips/129726/Bia469v3/2/index.html

Relatório 2020 da CNseg (destaca os seus projetos e ações em ano desafiador): https://cnseg.org.br/noticias/relatorio-2020-da-cnseg-destaca-os-seus-projetos-e-acoes-em-ano-desafiador.html

2021 / CNseg: O Setor de Seguros Brasileiro: https://cnseg.org.br/publicacoes/o-setor-de-seguros-brasileiro-folder-2021.html

Curso Extensão de Responsabilidade Civil da ENS

O Curso de Extensão ENS em parceria com a AIDA, tem como objetivo proporcionar o conhecimento das modalidades de seguros do ramo de Responsabilidade Civil, as normas legais que o regulam, a formação do contrato e todas as obrigações e os direitos dele decorrentes, como coberturas, exclusões e diversos temas conexos e diretamente relacionados. Para maiores informações e inscrições acesse: https://www.ens.edu.br/.../cursos-de-extensao-aulas-ao...