Mercado Segurador: Lucros Encolhem

28, Ago. 2021

Lucro das seguradoras cai quase 60%, para R$ 3,3 bilhões, no primeiro semestre

Apesar de vendas 19,5% maiores, para R$ 145 bilhões, pandemia e queda do ganho financeiro impactaram o ganho das seguradoras

Fonte: Sonho Seguro

A conta da pandemia chega de forma dura para as seguradoras. Depois de um ano com boa margem de lucro, diante da queda de acidentes que estimulam o pagamento de indenizações em 2020 diante das restrições de circulação, o primeiro semestre registra um tombo e tanto no ganho das companhias, como mostram os balanços financeiros. O lucro líquido do mercado segurador neste período foi de R$ 3,3 bilhões, uma queda significativa, de 58,87%, diante dos R$ 8,1 bilhões do primeiro semestre de 2020, segundo dados enviados pelas seguradoras para a Superintendência de Seguros Privados (Susep). A safra de balanços está apenas começando, com Bradesco, Itaú, BB Seguridade e Santander. Até o final do mês teremos mais informações além dos números da Susep.

De acordo com a análise dos dados da Susep, a consultoria Siscorp elabora o ranking de lucro do setor. Pela primeira vez em anos, a Bradesco Seguros não está na liderança. Caiu para o terceiro lugar, superada pela BB Seguros e pela Caixa. Assim como ela, a maioria das companhias apresentam queda no ganho, apesar de vendas 19,5% maiores, para R$ 145 bilhões, R$ 23,61 bilhões a mais do que no mesmo período de 2020, um crescimento nominal de 19,4% em relação ao mesmo período de 2020. A sinistralidade do seguro de vida, individual e em grupo, atingiu 88,97% em junho deste ano, abaixo do observado em maio, quando foi de 96,9%. O seguro de vida em grupo contribuiu com a queda na sinistralidade, atingindo 94,1% em junho de 2021, abaixo dos 103,1% observado em maio.

A Bradesco, por ser a maior em vendas do Brasil, sofreu bastante, como revelou o balanço. No primeiro semestre, por sua vez, o resultado recuou 29,8%, para R$ 4,71 bilhões. O lucro da operação representou uma fatia de 17,8% do lucro do Bradesco, contra a contribuição de 33% no mesmo período anterior. Dois fatores pesaram: custos da pandemia e o descasamento entre passivos atrelados ao IGP-M e ativos em IPCA nos planos previdenciários antigos, não mais comercializados há anos, mas com vários deles ainda ativos.

Também ontem, o Copom aumentou a taxa básica de juros de 4,25% ao ano para 5,25%, com base na preocupação com a alta da inflação. Logo após a decisão, o Credit Suisse elevou sua projeção para a Selic no fim do ano de 7,25% para 8,25% e a XP aumentou a expectativa de 6,75% para 7,25%. A alta da Selic beneficia seguradoras, que administram reservas superiores a R$ 1 trilhão. O ganho acontece pela diferença entre o custo de captação e os juros cobrados dos clientes, diretamente atrelado ao spread bancário.

Uma receita financeira maior também abre margem para políticas comerciais mais agressivas, para aqueles que querem captar mais para aplicar no mercado financeiro. Porém, esta estratégia, sem cuidado, pode também levar a perdas relevantes no ano seguinte, principalmente se houver fatores que impulsionarem o aumento de pedidos de indenizações, como eventos climáticos ou algum acidente causado pelo homem com ataques cibernéticos, reviravolta da economia ou de investigações sobre corrupção, com a Lava Jato.

Os custos relacionados à covid-19 somam R$ 4,8 bilhões desde o início da crise, e R$ 3 bilhões deles foram contabilizados no primeiro semestre de 2021. A pandemia trouxe a lição de que as pessoas precisam ter seguro de vida, de saúde, e protegerem suas famílias e funcionários, afirmou Octavio de Lazari Jr., CEO do Bradesco, em teleconferência. Já o resultado financeiro deve ter incremento, com o avanço da Selic.

Segundo Lazari, o pior são as mais de 525 mil mortes no Brasil. A despesa já aconteceu. É coisa do passado. Ele aposta no avanço da vacinação e que isso deve favorecer os resultados, com uma melhora no terceiro trimestre e se aproximando da normalização no quarto. Apesar de estimar que o pior já passou, a recuperação deve aparecer a partir de 2022. O banco projeta agora uma queda entre 15% e 20% para o braço segurador. A previsão anterior era de crescimento entre 2% e 6%. Acredito que a partir do terceiro trimestre, a seguradora volta a ter uma participação de 15%, 20%, 25% até 30% no resultado do banco, afirmou.

A boa notícia é a aposta na melhora da jornada do cliente, que rapidamente mostra que está gostando. Nós entramos muito forte no mundo digital, na seguradora, afirmou Lazari. Já vendemos mais de 1 milhão de itens nesse semestre, só no digital, gerando um faturamento de prêmio de seguros adicional de R$ 700 milhões. No primeiro semestre, as vendas via dispositivos móveis cresceram 164% na comparação com um ano antes. No período, as vendas de previdência privada e de seguros automotivos avançaram, respectivamente, 91% e 77%.

BB Seguridade tem queda de 23,2% no ganho do 2. tri

A recuperação das receitas de tarifas impulsionou os resultados do Banco do Brasil no segundo trimestre, levando a um lucro de R$ 5,039 bilhões, com alta de 2,6% no trimestre e 52,2% em 12 meses. As menores provisões para devedores duvidosos (PDD) fizeram o banco revisar para cima sua estimativa de lucro em 2021. A BB Seguridade informou que teve lucro ajustado de R$ 753,702 milhões no segundo trimestre de 2021, uma queda de 23,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Em relação ao primeiro trimestre, houve baixa de 22,9%. 

Os prêmios emitidos na subsidiária BrasilSeg somaram R$ 3,150 bilhões, com queda anual de 22,2% e avanço de 36,0% na margem. As reservas de previdência aumentaram R$ 5 bilhões e a arrecadação com títulos de capitalização ficou em R$ 955 milhões. O índice de sinistralidade ficou em 51,1% no segundo trimestre, de 37,8% nos três meses anteriores e 31,4% no segundo trimestre de 2020. O índice combinado, que mostra a eficiência operacional e, quanto menor, melhor, ficou em 89,9%, de 81,4% e 77% na mesma base de comparação. Considerando a expectativa de melhora do cenário no segundo semestre, com a evolução da vacinação e a retomada mais plena da atividade econômica, a BB Seguridade decidiu revisar suas projeções para cima.

Itaú gama R$ 3,7 bilhões no semestre com seguros

No semestre, o resultado do banco com seguros chegou a R$ 3,7 bilhões, estável em relação ao mesmo período do ano passado. Foram mantidas expectativas para receita de serviços e resultado de seguros, entre 2,5% a 6,5%.

Santander ganha quase R$ 1 bilhão em comissões de seguros

O Santander Brasil obteve lucro líquido gerencial de R$ 4,1 bilhões no segundo trimestre de 2021, o que representa alta de 98,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior e avanço de 5,4% ante o trimestre imediatamente antecedente. Comissões de seguros saltaram 23,9%, a R$ 920 milhões.

Ataques cibernéticos movimentam mercado de seguros

Fonte: CQCS

Vazamentos também provocam um alerta para que as equipes internas e terceirizadas sejam treinadas para saber como proteger os dados da empresa e seus clientes

O ataque cibernético que deixou fora do ar o e-commerce e os totens de autoatendimento da varejista Lojas Renner traz de volta à pauta a discussão de como minimizar os prejuízos com a segurança dos dados e sistemas operacionais das empresas, além das perdas financeiras, já que os resgates pedidos pelos hackers estão cada vez mais altos . No caso da Renner comenta-se que foi pedido o valor de US$ 1 bilhão. As empresas, que já estavam perdidas com as mudanças provocadas pela LGPD, agora buscam caminhos para proteger seus dados e de seus clientes desses ataques.

O perigo do vazamento de dados vem obrigando as empresas a reverem os seus programas de seguro, que hoje já contam com apólices referentes a vários riscos como patrimônio físico, paralização da operação, responsabilidade civil para ações de consumidores e autoridades, vida, transporte, e agora precisa incluir o risco cibernético. Embora as seguradoras atuem com contratos padrão, os requisitos de cobertura precisam ser muito bem definidos, e até sofrer alterações em algumas cláusulas, para minimizar erros e evitar problemas futuros caso ocorra um sinistro.

O seguro cibernético garante riscos patrimoniais e responsabilidade civil ao mesmo tempo. Sua cobertura é específica e, por envolver riscos relacionados a questões tecnológicas, as ameaças são constantemente alteradas, com velocidade que não se equipara a nenhum outro tipo de seguro. A contratação exige que o segurado adote medidas para estar sempre em cumprimento de rígidos padrões de segurança cibernética e no tratamento de dados, daí a importância de contar com profissionais da área de tecnologia, inclusive corretor de seguro especializado no tema.

Isso porque dificilmente os executivos conseguirão definir as coberturas seguindo o nível de detalhes técnicos solicitados nos questionários das seguradoras, que podem cobrir desde o pagamento do resgate pedido pelos sequestradores (que geralmente é feito em bitcoin, o que torna a operação do pagamento ainda mais complexa), despesas com vazamento de dados e com imagem da empresa e danos morais até multas e penalidades de autoridades, dentre outras.

As seguradoras, que antes ofereciam coberturas amplas, pisaram no freio e, devido ao aumento dos ataques de hackers, diminuíram as gamas de risco. De acordo com o advogado Pedro Ivo Mello, sócio do escritório Raphael Miranda Advogados e especialista em seguros e resseguros, as empresas precisam ter cautela porque as seguradoras correm contra o tempo para se adaptarem às novas formas de ataques que seus clientes estão expostos, mas ainda poucas oferecem esse seguro.

O produto ainda está se ajustando. Há uma curva de aprendizado que precisa ser percorrida por segurados e seguradores para que possam ter plena compreensão das garantias que estão de fato contratando e qual o limite das coberturas previstas nas apólices, explica Mello. Ainda há questões cinzentas, das quais um mesmo evento pode ser enquadrado em apólices de cyber, de crime, de responsabilidade civil por erros e omissões e até de responsabilidade civil de diretores e conselheiros, completa.

As seguradoras contam até com negociadores capacitados para tratar com invasores de sistemas e sequestradores de dados para o caso da cobertura de extorsão. No Brasil há pouquíssimos profissionais capacitados para esse tipo de negociação.

Os ataques também provocam um alerta para que as equipes internas e terceirizadas sejam treinadas para saber como proteger os dados da empresa e seus clientes, evitando brechas para os hackers. É preciso contar com a assessoria de corretores de seguros e advogados especializados em grandes riscos complexos na hora da contratação de apólice por conta da complexidade desse produto. Só assim para diminuir os riscos, mas nunca haverá garantia de que uma invasão ou vazamento poderão ser impedidos, conclui Mello.

Setor de saúde é um dos mais visados e ataques sobem 715%

Área vira alvo por precisar de urgência na liberação dos dados

Fonte: Valor Econômico

O volume de tentativas de ataques cibernéticos do tipo ransomware detectados e bloqueados no mundo saltou 715% entre junho de 2020 e o mesmo mês de 2019, segundo a consultoria americana Frost & Sullivan. Um dos setores mais visados pelos cibercriminosos é o de saúde. Isso se dá por uma combinação de fatores: há informações confidenciais sobre a saúde do paciente, as empresas trabalham na urgência e dados são essenciais para procedimentos médicos, e também porque a área vem movimentando valores bilionários.

No Brasil, o Hospital das Clínicas de São Paulo, os hospitais Sírio-Libanês, do Amor (ex-Hospital do Câncer), a Santa Casa de Barretos e o Laboratório Gross também já foram vítimas de hackers nos últimos anos. O caso mais recente ocorreu em junho com o Fleury, que teve perdas de R$ 14 milhões com queda de receita e despesas com consultorias para retomar suas operações interrompidas por quatro dias. O montante impactou negativamente em 8,5% o lucro da companhia, que não teve seus dados invadidos.

Levantamento com 156 empresas de saúde no mundo pela Veeam, empresa americana de software de backup, mostra que 80% delas não estão preparadas para restabelecer seu sistema em um prazo considerado adequado para que não ocorra impactos financeiros. As empresas vão sofrer um ciberataque, é só uma questão de quando. É muito difícil evitar porque são várias pessoas no mundo tentando invadir e por mais que a equipe de TI seja grande nunca é o suficiente para fazer frente a eles. Por isso, é essencial ter sistemas que protejam os dados e restabeleçam a operação rapidamente, disse Elder Jascolka, diretor geral da Veeam Brasil.

Segundo ele, a dificuldade de retomar a operação deve-se ao fato de muitas empresas trabalharem com sistemas de backups antigos, sem integração. Segundo estudo da consultoria americana Frost & Sullivan, os investimentos na área de tecnologia em empresas de prestação de serviços de saúde (hospitais, laboratórios, operadoras de planos de saúde e clínicas) crescem em média 15% por ano. Para efeitos de comparação, nas indústrias farmacêutica e de dispositivos médicos, esse percentual varia de 4% a 5% por ano.

Criminosos aplicam golpe da 3ª dose vacinal para clonar celular

Fonte: Estadão

Criminosos tentam enganar pessoas aplicando o velho golpe da vacina contra a covid-19 com uma roupagem nova, no interior de São Paulo e em outros Estados. Em cidades como Campinas, Atibaia e Piracicaba, moradores receberam falsas mensagens em nome do Ministério da Saúde que diz que o destinatário foi sorteado para receber a terceira dose do imunizante. O falso remetente diz ainda que a pessoa tem a opção de escolher a marca da vacina. Ao abrir um link para ter mais informações e se cadastrar, a vítima tem o celular clonado.

A mensagem de e-mail imita o logotipo do Conecte SUS, o aplicativo que registra os atendimentos do paciente no Sistema Único de Saúde. A terceira dose, ou dose de reforço, ainda não está sendo aplicada no Brasil. O Ministério da Saúde definiu que iniciará a aplicação em idosos acima de 70 anos e imunossuprimidos a partir da segunda quinzena de setembro. No Estado de São Paulo, o governo paulista anunciou a terceira dose para idosos com 60 anos ou mais a partir do dia 6 de setembro. Os golpistas estão usando o interesse na terceira dose como isca para atrair os incautos.

Em Campinas, o Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) emitiu um alerta sobre a circulação de um falso e-mail supostamente emitido pelo Ministério da Saúde com a oferta da dose extra de vacina. O documento traz um número aleatório do cartão do Sistema Único de Saúde (SUS) como se fosse o da vítima, valendo-se do fato de que poucas pessoas gravam o número de seu cartão de saúde. O Devisa foi informado sobre a circulação do e-mail e, imediatamente, entrou em contato com o Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) do Estado de São Paulo, que esclareceu que a informação é falsa, disse, em nota.

A prefeitura de Atibaia também alertou sobre o uso da vacinação contra a covid-19 por criminosos para aplicar golpes e clonar contra de aplicativos de mensagens. Moradores que já haviam sofrido tentativa de golpe em abril, quando estava sendo aplicada a segunda dose, voltaram a ser assediados com falsas propostas da terceira dose. Na modalidade anterior, os golpistas se passaram inclusive por funcionários da Secretaria Municipal de Saúde. Algumas pessoas caíram no golpe e tiveram o WhatsApp clonado e usado para pedir dinheiro a parentes e amigos. Desta vez, não havia informações de vítimas que tivessem caído na fraude.

Uma professora de Piracicaba recebeu o e-mail, mas achou estranho, pois ela é jovem e tinha visto em noticiário que a terceira dose se destinaria inicialmente a pessoas idosas. Ao checar o número do cartão do SUS constante no documento falso, ela verificou que não batia com o número de seu cartão. A docente também estranhou a possibilidade de escolher a marca da vacina, algo que jamais foi permitido. A jovem repassou o e-mail com um alerta ao serviço de saúde do município. Houve registros de tentativas de golpe com falsas ofertas de terceira dose também em Santos e Guarujá, na Baixada Santista.

Outros Estados

Na quarta-feira, 25, a prefeitura de Cuiabá, capital do estado de Mato Grosso, alertou sobre os golpes relacionados à aplicação da dose extra, depois que vários munícipes alegaram terem recebido mensagens oferecendo a possibilidade de cadastramento. A pasta esclareceu que se tratava de golpe e reforçou que não estava realizando aplicação extra de vacina, muito menos oferecendo a possibilidade de escolher marcas. Também orientou a população que tenha recebido o texto a não clicar em links suspeitos, nem repassar a mensagem.

Em Minas Gerais, a prefeitura de Formiga emitiu um alerta depois de ser procurada, na quarta, por uma moradora que recebeu um e-mail afirmando que ela tinha sido selecionada para receber uma dose extra da vacina. A moradora, que não foi identificada, já tinha recebido as duas doses oficiais. A munícipe teria clicado no link suspeito e foi orientada a procurar a Polícia Civil.

No Paraná, três homens presos em flagrante por aplicar golpes pela internet, disseminaram também e-mails falsos sobre a terceira dose da vacina. O trio foi preso nesta quinta-feira, 26, em Araucária, região metropolitana de Curitiba. Eles estavam em um imóvel onde foram apreendidos 32 aparelhos de celular, cinco computadores, um veículo, chips eletrônicos e anotações relacionadas aos crimes. Os computadores registravam e-mails das possíveis vítimas do golpe da vacina. A Polícia Civil trabalha na localização e oitiva das vítimas.

Nova versão

O golpe da terceira dose é uma nova versão de ondas anteriores de tentativas de fraude em que os criminosos se passavam por integrantes do Ministério da Saúde, dos serviços de saúde municipais e até do Ministério Público para oferecer a vacina. O objetivo sempre foi induzir a vítima a passar dados pessoais ou clicar em links maliciosos pelos quais teriam o telefone celular ou seus aplicativos clonados. A falsa mensagem chega ao destinatário por e-mail ou WhatsApp.

Na nova versão, o e-mail falso diz que a inscrição no SUS da pessoa foi selecionada para receber uma dose extra da vacina contra a covid-19. A escolha de qual fabricante tomar é optativa, de acordo com a disponibilidade, e deve ser feita em um prazo máximo de 72 horas antes que seja feita a aplicação da dose, diz o texto. Em seguida, dá à pessoa a opção de clicar em um botão azul para visualizar um cartão que serviria para agendar a vacinação. Abaixo, um aviso afirma que é possível escolher pessoalmente a marca da vacina imprimindo um anexo, e aí vem a pegadinha. Clicando nesse link, a pessoa permite que seus dados sejam capturados pelo criminoso.

O Ministério da Saúde informou que tem alertado para mensagens falsas envolvendo a vacinação e orienta as pessoas a procurarem os canais oficiais, em caso de dúvida. Conforme a pasta, não há agendamento para a terceira dose e o Ministério não pede dados à população, nem envia códigos para usuários do sistema de saúde. Caso a pessoa receba e-mails ou mensagens pelo celular, a pasta orienta a não fornece nenhum dado e denunciar às autoridades competentes.

Inflação na indústria até julho supera alta registrada em todo o ano de 2020

Fonte: Folha SP

A indústria brasileira voltou a registrar aumento nos custos, mostra o IPP (Índice de Preços ao Produtor). Em julho, os preços para os produtores do setor subiram 1,94%, a maior alta dos últimos três meses.

Com o resultado, o acumulado do ano, que está em dois dígitos, chegou a 21,39%. É o recorde da série histórica, iniciada em dezembro de 2014, para o período até julho.

Mais do que isso: a variação em sete meses já é maior do que a verificada em todo o ano de 2020 (19,38%). Já o acumulado em 12 meses (35,08%) está entre os quatro maiores da série, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (27).

A pesquisa mede a variação dos preços de produtos na porta da fábrica, sem efeito de impostos e fretes, em 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação. Dessas, 20 tiveram variações positivas em julho.

A maior influência no índice veio de alimentos (0,49 ponto percentual), refino de petróleo e produtos de álcool (0,32 p.p.), indústrias extrativas (0,27 p.p.) e metalurgia (0,27 p.p.).

Em linhas gerais o indicador de julho é muito influenciado pelas condições do comércio internacional devido às altas acumuladas e correntes das commodities minerais, agropecuárias e do petróleo, com impacto nos preços de venda e na estrutura de custos das atividades de maior influência no mês, afirmou Felipe Câmara, analista do IPP.

Um inverno mais rigoroso em 2021 e a entressafra de insumos importantes à fabricação de alimentos também contribuíram para deteriorar as condições de oferta de matéria-prima, pressionando as margens do produtor industrial desse setor, acrescentou.

Os novos dados que apontam crise climática ainda mais preocupante para o Brasil

Fonte: BBCNews

O ano de 2020 foi o mais quente já registrado na Europa, superando a marca anterior por uma grande margem. Essa é uma das conclusões do relatório Estado do Clima 2020, recém-publicado pela Sociedade Meteorológica Americana, que também traz alertas importantes sobre o clima no Brasil e no Ártico.

Na Europa, as temperaturas do ano passado foram mais de 1,9°C acima da média registrada entre 1981 e 2010.

Informações preliminares neste início de ano já confirmavam que 2020 tinha batido recordes de temperatura no continente, além de ser um dos três anos mais quentes em todo o mundo. Agora, o relatório aponta que a diferença em relação a anos anteriores foram significativamente mais alta do que se pensava anteriormente.

Além de 1,9°C mais quente do que a média de longo prazo, a temperatura média em 2020 foi 0,5°C superior ao recorde anterior.

Esse nível de diferença, que é grande, à média de longo prazo anterior é algo preocupante, comentou Robert Dunn, cientista climático sênior na Agência Britânica de Meteorologia.

É algo a se prestar atenção, mas não são apenas as temperaturas que estão aumentando - são também os eventos extremos e as ondas de calor que estamos observando neste ano e vimos no ano passado. Estamos vendo isso ao redor do mundo.

Outros pesquisadores concordaram que a escala da onda recorde de calor na Europa é alarmante.

A diferença em relação ao recorde anterior deve nos preocupar a todos, afirmou a professora de sistemas climáticos Gabi Hegerl, da Universidade de Edimburgo, que não está envolvida com o estudo.

As temperaturas europeias são bem medidas e há registros delas desde o início da industrialização e até antes disso, a partir de evidências documentais e registros. Esse contexto de longo prazo reforça o quão incomum este calor é.

O calor registrado no continente europeu fez com que fossem observadas enormes diferenças das médias de temperatura de longo prazo, em países como Estônia, Finlândia e Letônia, a alta foi de 2,4°C, por exemplo, o que é considerado uma anomalia.

Brasil e América do Sul

O relatório também destaca a ampla seca vivida no ano passado na América do Sul, claramente visível nas anomalias fortes e secas encontradas no centro de Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina.

Uma região que claramente se destaca com uma anomalia seca severa é o Pantanal, que viveu sua pior seca em 50 anos, e mais de um quarto de sua área foi queimado, diz o relatório.

O texto também destaca que as chuvas ficaram abaixo do normal na maior parte do centro do continente sul-americano, incluindo os Andes e o Pantanal.

Em entrevista recente à BBC News Brasil, o cientista Carlos Nobre explicou que a tendência é de que tenhamos, no Brasil, secas cada vez mais prolongadas e temporadas de chuvas mais curtas em grande parte do país, fenômeno que causa, neste momento, uma crise hídrica que ameaça o abastecimento de energia.

No mundo, de modo geral, as precipitações não foram baixas, em uma clara resposta ao excesso de calor. A total evaporação foi bem acima da média, e a umidade acabou tornando ainda pior a sensação de calor em algumas partes.

Ártico

Outra região que está vivenciando um aquecimento veloz é o Ártico: as temperaturas em terra alcançaram novas altas preocupantes, 2,1°C acima da média registrada entre 1981 e 2010. As temperaturas chegaram ao nível mais alto desde o início dos registros, há 121 anos.

Juntos, os indicadores mostram o que um dos editores do relatório chama de nosso novo normal climático.

Esse relatório acompanha de perto (as descobertas) do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU), que não poderia ser mais claro em suas mensagens, argumenta a especialista Kate Willett, também da agência climática britânica.

Nosso clima mudou e provavelmente vai continuar a mudar a não ser que o motivador principal, os gases de efeito estufa, sejam contidos. O que estamos vendo já está exaurindo nossa sociedade e nosso ambiente.

A concentração de gases do efeito estufa também foi a mais alta já registrada, apesar de muitos países terem reduzido suas emissões por conta da desaceleração econômica causada pela pandemia.

E o nível global dos mares foi o mais alto já registrado, tendo aumentado pelo nono ano consecutivo.

Com crise do clima, Ipea reduz projeção do PIB da agropecuária de 2,6% para 1,7% neste ano

Fonte: Folha SP

Em meio a dificuldades climáticas, o PIB (Produto Interno Bruto) da agropecuária deve crescer menos neste ano, indica o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Nesta quinta-feira (26), o instituto reduziu sua estimativa de alta para o indicador em 2021, de 2,6% para 1,7%.

O ajuste nas projeções foi motivado, principalmente, pela redução nas estimativas de produtividade e produção de culturas importantes (como a do milho), devido a impactos climáticos adversos da ocorrência de um fenômeno La Niña mais severo nesta safra, e pela piora do cenário para a produção de bovinos”, afirmou o Ipea em nota.

A previsão de alta de 2,6% havia sido feita em junho. De lá para cá, a seca se intensificou no país, prejudicando lavouras diversas.

O La Niña é visto como um dos motivos da crise hídrica porque afeta a distribuição de chuvas. No Brasil, esse fenômeno costuma provocar estiagem no Centro-Sul.

Se confirmado, o avanço de 1,7% marcará o quinto ano consecutivo de crescimento da agropecuária. O cálculo leva em conta o valor adicionado pelo setor ao PIB.

Em relação à produção vegetal em 2021, os pesquisadores revisaram a alta de 2,7% para 1,7%. O desempenho ainda positivo, diz o Ipea, é sustentado pelos avanços na soja (+9,8%), no trigo (+36%) e no arroz (+4,1%).

Esses resultados compensam as quedas estimadas para as culturas de milho (-11,3%), cana-de-açúcar (-3,2%) e café (-21%), que também sofreram com geadas em julho.

O rendimento do milho em 2021, em especial, foi muito prejudicado pelo atraso na colheita da soja, que retardou o plantio da segunda safra, ficando dependente de chuvas tardias que não ocorreram, aponta o Ipea.

A segunda safra representa em torno de 70% da produção de milho no país. O que aconteceu neste ano foi o La Niña se manifestando de maneira mais severa, levando seca para o Centro-Sul, sublinha Fabio Servo, pesquisador do Ipea.

Na produção animal, a previsão de alta foi revista de 2,5% para 1,8%, com crescimento para a maior parte dos segmentos, exceto na produção de bovinos, que deve ter queda de 1%. O Ipea destaca que há atraso na retomada dos abates de bovinos.

Servo diz que ainda não há um diagnóstico claro para explicar essa situação. No entanto, ele lembra que os abates de bovinos tiveram alta em 2019 com o apetite externo e que, dentro do país, o preço elevado tende a conter a demanda. Com a pressão inflacionária, a tendência é de migração do consumidor para proteínas animais com valor menor, como a carne de frango, conclui o pesquisador.

Para 2022, o Ipea projeta um crescimento de 3,3% para o PIB agropecuário. A previsão foi feita a partir das primeiras informações disponibilizadas pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) para a produção vegetal e das estimativas do Grupo de Conjuntura do Ipea para a produção animal.

Esperamos uma recuperação da oferta de bovinos no ano que vem, tendo transcorrido tempo suficiente para a recomposição do rebanho após o pico em 2019, indicou Pedro Garcia, pesquisador associado do Ipea.

Novos reajustes de energia podem elevar IPCA de 2021 em até 1 ponto porcentual

Fonte: Estadão

Os novos reajustes da bandeira vermelha nível 2 estudados pelo governo têm o potencial de elevar em até 1 ponto porcentual a inflação de 2021, segundo cálculos de economistas do mercado. O efeito tende a ser desinflacionário para 2022, embora uma eventual continuidade da crise hídrica no País imponha riscos ao cenário.

Cálculos do governo revelados pelo Estadão/Broadcast sugerem que será necessário elevar a sobretaxa dos atuais R$ 9,49 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) para um nível entre R$ 15 e R$ 20 - ou a R$ 25 - em um cenário extremo, devido à crise hídrica no País. O cenário-base de boa parte do mercado era de aumento mais moderado, a R$ 11,50.

Se qualquer um desses aumentos se materializar, eles teriam um efeito grande no IPCA de 2021, de 0,35 ponto porcentual a 1 ponto (em vez do 0,13 ponto que já havíamos incorporado na nossa projeção de inflação de 7,1%, considerando a discussão anterior de R$ 11,50), escreveu o economista para Brasil do Barclays, Roberto Secemski, em relatório.

A energia elétrica residencial acumula inflação de 20,09% no IPCA em 12 meses até julho, devido aos efeitos da bandeira vermelha 2 e ao reajuste médio de 7% nas contas de luz. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vai definir a bandeira de setembro nesta sexta-feira, 27.

O economista do Banco ABC Brasil, Daniel Lima calcula que um aumento da bandeira vermelha 2 a R$ 15 adicionaria 0,25 ponto porcentual ao IPCA de 2021. Caso a Aneel decida elevar a sobretaxa a R$ 20, o impacto seria de 0,62 ponto. O cenário extremo, de R$ 25, elevaria em 0,98 ponto a inflação do ano.

Lima prevê IPCA de 7,4% neste ano e de 3,8% no próximo, em um cenário-base de bandeira a R$ 11,50. O economista destaca, no entanto, que o efeito da bandeira de luz mais cara neste ano tende a ser desinflacionário em 2022, considerando uma premissa de melhora do cenário hídrico, com bandeira vermelha 1 no fim do ano que vem.

O contexto geral é que esse aumento da bandeira vermelha 2 geraria um impacto para baixo no ano que vem, afirma. Levando em conta os efeitos diretos, o retorno para a bandeira 1 retiraria de 0,21 ponto porcentual a 0,71 ponto porcentual da inflação de 2022. Mas efeitos indiretos do aumento da energia sobre a cadeia de produção têm o potencial de mitigar o impacto baixista do ano que vem, alerta o economista.

Cenários

Alexandre Lohmann, economista da Constância Investimentos, incorporou ao cenário-base um aumento de aproximadamente 50% da sobretaxa de energia elétrica em setembro. Como resultado, a projeção de IPCA de 2021 saltou de 7,21% para 7,61%, com viés de alta. Para 2022, no entanto, a estimativa foi mantida em 4,5%, também com riscos assimétricos para cima.

A gente não pode descartar uma crise hídrica no ano que vem, até porque nenhum instrumento do governo vai fazer essa crise acabar, afirma Lohmann, citando relatórios do Centro de Previsão Climática (CPC) dos Estados Unidos que apontam probabilidade de 70% de ocorrência do fenômeno La Niña entre novembro de 2021 e janeiro de 2022 como um dos vetores de preocupação.

A gente já viu os efeitos devastadores em 2021, de seca, aumento dos preços de milho. Um segundo La Niña, mesmo que menos forte, seria uma situação grave nos preços de matérias-primas e na questão da crise hídrica, alerta o economista.

O economista da Quantitas Asset João Fernandes alterou o seu cenário-base para 2021 devido às discussões de aumentos da energia. A previsão de IPCA de 7,5% em 2021 - em um cenário de 70% de chance de bandeira vermelha 2 de R$ 11,50 e de 30% de bandeira vermelha 1, foi elevada a 7,8%, com 100% de chance da bandeira vermelha 2 em R$ 11,50.

Para 2022, a projeção saltou de 4,0% para 4,2%, já incorporando o IPCA-15 de agosto mais pressionado do que o previsto. Se ocorrer um reajuste para algo maior do que R$ 11,50 da bandeira, isso trará alterações relevantes para as projeções, diz Fernandes.

Pix terá limite de R$ 1.000 à noite; veja as novas medidas de segurança

Fonte: Você S.A.

O Pix é uma mão na roda. Acabou com aquela coisa de pagar uma fortuna em TED para transferir dinheiro, operação que, por sinal, passou a acontecer instantaneamente. Mas aí deu o óbvio. Sempre tem um malandro (ou bandido) tentando tirar vantagem da situação.

O Banco Central anunciou nesta sexta-feira (27) mudanças no sistema de pagamentos para coibir roubos e fraudes. A mais importante delas é o limite de transferências entre 20h e 6h da manhã. A lista detalhada e explicada você lê abaixo. Não há prazo para a entrada em vigor, mas a expectativa é de que os bancos implementem as mudanças em semanas. Parte das novas regras vale também para WhatsApp Pay, transferências entre contas de uma mesma instituição, pagamentos de boletos e compensação de transferências tipo TED.

Desde o lançamento, o Banco Central registrou 38 mil transações suspeitas de fraude no Pix em um universo de 3,8 bilhões de operações já realizadas. João Manoel Pinho Neto, diretor do BC, diz que apenas 30% das fraudes são com Pix. A maioria delas é com DOC/TED e boleto bancário.

Bancos já vinham pressionando por regras mais rígidas de transferências, mas uma reportagem da Folha de S.Paulo desta semana mostrou um aumento de sequestros-relâmpago em São Paulo, à exemplo do que ocorria na época em que não havia limite rígidos de saque de dinheiro em caixas eletrônicos.

As novas medidas anunciadas pelo BC podem coibir também um outro tipo de golpe, aquele do pedido de dinheiro no WhatsApp. Todo mundo conhece alguém que passou por isso: o número é clonado, o amigo escreve pedindo dinheiro, alegando problemas com o banco. Aí manda direto a conta do destinatário. O lance é que a conta, do outro lado, tradicionalmente é um laranja. Agora, bancos serão obrigados a acompanhar contas suspeitas de serem usadas como laranjas.

Confira abaixo o que muda:

Entre as 20h e as 6h da manhã, haverá um limite de R$ 1.000 para transferências e pagamentos somadas. Vale para o Pix, mas também entre contas de um mesmo banco, WhatsApp Pay. A regra afeta apenas transferências entre pessoas.

Bancos não poderão aceitar TEDs entre pessoas entre 20h e 6h. Será possível fazer agendamentos.

O usuário poderá fixar limites de transação por Pix de acordo com o período do dia. Durante o dia, bancos seguem os limites usados antes pela TED. À noite, vale os R$ 1.000. Mas o cliente pode fixar um valor menor que os R$ 1.000.

O banco terá de 24h a 48h para elevar o limite de transferências, caso o pedido seja feito por canais digitais. Isso diminui o risco de que bandidos mantenham reféns até o aumento do limite. A redução de limites é imediata.

Cliente poderá cadastrar destinatários para quem deseja transferir valores acima do limite padrão do Pix. A aprovação de uma nova conta levará pelo menos 24 horas, caso o pedido seja feito no aplicativo. Isso já existe para transferências do tipo TED e DOC.

O Pix é instantâneo, mas, se o banco suspeitar de uma transação, poderá segurar a transferência por 30 minutos, durante o dia, e 1 hora à noite. O cliente será avisado da retenção.

O Banco Central tem um sistema chamado de Diretório de Identificadores de Contas Transacionais, onde ficam as chaves Pix. Ele serve para registrar contas que realizam transações suspeitas. O registro de indício de fraude passa a ser obrigatório, inclusive quando as transferências são feitas entre contas de uma mesma pessoa, mas em bancos diferentes.

O BC vai autorizar a consulta a essa base de dados, para que bancos possam melhorar o filtro de identificação de fraudes.

Bancos serão obrigados a controlar essas contas e poderão recusar transferências quando houver suspeita de fraudes, inclusive no uso de contas de aluguel ou de laranjas.

Empresas de maquininhas de cartão serão obrigados a fazer o perfil do cliente para liberar saque imediato das vendas feitas.

Apagão nos sistemas do BB nesta 6ª feira

Cerca de 54 milhões de clientes tiveram dificuldades para acessar as contas pela internet.

Os cerca de cerca de 54 milhões de clientes do Banco do Brasil (BB) estão enfrentando dificuldades para acessar as contas e realizar transações bancárias pela internet. Em manifestações nas redes sociais, na tarde desta sexta-feira, usuários do banco relataram que os serviços estão fora do ar.

Procurada, a assessoria do confirmou o problema e disse que trabalha para restabelecer o acesso. O BB confirma inconsistência em seus sistemas na tarde desta sexta-feira, 27, e trabalha para restabelecer a normalidade. Ainda segundo a empresa, não se trata de ataque hacker.

A instabilidade afeta operações a partir de computadores. O site, o aplicativo, os cartões de crédito e de débito, o sistema de atendimento e até as operações em caixas eletrônicos, além de operações pelo PIX.

De acordo com a plataforma DownDetector, que monitora quedas de serviços online em tempo real, os problemas com o BB começaram a ser reportados por volta das 14h40 e atingiram mais de 3 mil reclamações. A maioria das reclamações são de dificuldade de acesso à conta, com 39% de notificações, seguida por inconsistência no site do banco (38%) e pelas operações por celular (22%).

Relatos nas redes sociais mostram que os correntistas não conseguem entrar no aplicativo nem no site. Além disso, pagamentos com cartões de crédito e de débito foram paralisados. Clientes também relatam dificuldades em sacar dinheiro em caixas eletrônicos e até em fazer operações nas agências. As linhas telefônicas das centrais de atendimento estão congestionadas.

Fonte: Agência Brasil

Se não chover a partir de outubro, Brasil pode perder 2% do PIB e inflação romper 8%

O Brasil está tão zicado que, quando chega uma tempestade perfeita aqui, ela chega sem água. Esse foi o primeiro comentário que recebemos após a entrevista na manhã desta quarta-feira (25) com Gabriel Barros, economista-chefe da RPS Capital e autor de um estudo detalhando os impactos macroeconômicos de uma crise hídrica no Brasil.

O resumo do estudo é: se não chover entre outubro e abril (que é o período de chuvas no Brasil), as revisões tarifárias que o governo terá que fazer podem levar a inflação para acima de 8% e o PIB brasileiro perderá mais de 2% no ano que vem. Isso transborda também no risco fiscal, já que metade dos gastos do governo de 2022 estão indexados à inflação deste ano.

Dentre as várias informações do estudo, duas nos preocuparam bastante: a caixa d’água do Brasil (que são os nossos reservatórios) está no menor nível em 91 anos, enquanto a Energia Natural Afluente (ENA) no Brasil mostra que desde 2010 tem chovido abaixo da média no Brasil.

Conclusão: diante disso, a carteira da RPS está fora do Brasil, tendo investimentos apenas em empresas produtoras de commodities, que estão mais sujeitas a fatores externos do que internos.

Perguntado se eles voltariam a investir no Brasil se São Pedro olhar por nós e as chuvas chegarem, Barros foi categórico: até dá pra voltar [a investir no Brasil], mas com trades muito táticos e curtos. Nós temos uma visão pessimista para Brasil do ponto de vista estrutural. Por exemplo: o PIB potencial do Brasil é muito baixo e esse desafio de crescimento bate no fiscal.

Fonte: InfoMoney

Acesse as edições mais recentes das publicações do mercado:

Revista Apólice: https://www.revistaapolice.com.br/2021/05/edicao-265/

Revista Cobertura:  https://www.revistacobertura.com.br/revistas/revista-cobertura/revista-cobertura-edicao-231/#2

Revista Segurador Brasil: https://issuu.com/revistaseguradorbrasil/docs/segurador_166_

Revista Seguro Total: https://revistasegurototal.com.br/2021/06/14/mercados-de-vida-e-previdencia-apresentam-crescimento/

Revista Insurance Corp: http://insurancecorp.com.br/pt/content/pdf/ic_ed36_2021.pdf

Caderno de Seguros: https://cnseg.org.br/publicacoes/revista-de-seguros-n-916.html

Revista Brasil Energia: https://editorabrasilenergia.com.br/wp-content/uploads/sites/1/flips/129726/Bia469v3/2/index.html

Relatório 2020 da CNseg (destaca os seus projetos e ações em ano desafiador): https://cnseg.org.br/noticias/relatorio-2020-da-cnseg-destaca-os-seus-projetos-e-acoes-em-ano-desafiador.html

2021 / CNseg: O Setor de Seguros Brasileiro: https://cnseg.org.br/publicacoes/o-setor-de-seguros-brasileiro-folder-2021.html

Curso Extensão de Responsabilidade Civil da ENS

O Curso de Extensão ENS em parceria com a AIDA, tem como objetivo proporcionar o conhecimento das modalidades de seguros do ramo de Responsabilidade Civil, as normas legais que o regulam, a formação do contrato e todas as obrigações e os direitos dele decorrentes, como coberturas, exclusões e diversos temas conexos e diretamente relacionados. Para maiores informações e inscrições acesse: https://www.ens.edu.br/.../cursos-de-extensao-aulas-ao...