A Importância da Responsabilidade Civil

03, Set. 2021

Cobertura de RC pode auxiliar envolvidos no incêndio em Barueri

Fonte: CQCS

Na semana passada, um incêndio atingiu uma indústria de produtos químicos no Jardim Califórnia, em Barueri, na Grande São Paulo. O galpão da empresa abrigava 60 mil litros de produtos químicos, sendo 50 mil litros de etanol, de acordo com as estimativas do Corpo de Bombeiros. Quatro pessoas morreram e oito ficaram feridas. As vítimas foram uma mulher e seus três filhos: duas crianças de 4 e 2 anos e um bebê de 11 meses.

Além disso, o incêndio afetou uma fábrica de outra empresa, duas residências e os veículos que estavam estacionados perto do local. Em nota publicada no site oficial, a prefeitura afirmou que a perícia está trabalhando na identificação das possíveis causas do incêndio ocorrida em fábrica no Jardim Califórnia.

Contar com um seguro em situações como essa é fundamental. As empresas incendiadas podem recorrer à cobertura de incêndio do seguro empresarial contratado para ressarcir os danos aos seus bens, equipamentos e imóveis. Já os proprietários dos carros e imóveis atingidos têm como alternativa acionar juridicamente ou por meio de acordo, a empresa causadora do sinistro. Nesse caso, a cobertura de Responsabilidade Civil dessa companhia é que será utilizada para cobrir as despesas de ressarcimento dos terceiros atingidos, até o Limite Máximo de Indenização contratado na apólice.

Segundo Paulo Hayakawa, diretor técnico de Large P& C, Garantia e Resseguros da Sompo Seguros, em casos de incêndio de grandes proporções, é necessário um trabalho sério e embasado de perícia para se apurar a origem e causas do sinistro. Esse trabalho é realizado por peritos, geralmente engenheiros, que efetuam uma investigação nos locais atingidos para se chegar ao fato gerador do incêndio. As pessoas que tiveram bens afetados pelo incêndio podem buscar o ressarcimento por meio de acordos ou ação judicial.

O Decreto 61.687/67 determina em seu Capítulo IX, Artigo 18, que as pessoas jurídicas de direito público ou privado são obrigadas a segurar contra riscos de incêndio seus bens móveis e imóveis no país, desde que localizados em um mesmo terreno ou em terrenos contíguos, e que tenham, isoladamente ou em conjunto, valor igual ou superior a 200 (duzentas) vezes o maior valor de referência. Mas independente da obrigatoriedade, é recomendável que todos os estabelecimentos Comerciais, Industriais e Residenciais contratem seguro com a cobertura de incêndio. Sempre destacamos a importância do seguro para que empresários de qualquer setor tenham a tranquilidade de que a saúde financeira de seu empreendimento, e até a sua própria, não seja seriamente comprometida no caso de uma eventualidade, ressalta o executivo.

Hayakawa afirma que uma estratégia de gerenciamento de risco pode evitar acidentes desse tipo e medidas preventivas devem ser adotadas e revisadas constantemente, preservando o patrimônio e a vida das pessoas. A contratação do seguro também contribui com essa finalidade, basta verificar que, para aceitar o risco, é feita uma inspeção no local que será objeto do seguro. Por meio dessa visita, o segurado pode receber indicações de uma série de melhorias que contribuem para reduzir os diversos riscos que podem causar acidentes em seu local, incluindo incêndio. Até porque, a inspeção segue uma série de normas técnicas já estabelecidas com essa finalidade.

Munich Re emite € 1 bilhão em green bonds

Ao emitir um título verde, mais uma vez alavancamos os mercados de capitais para financiar investimentos verdes. Fortalecemos nossa base de capital, o que nos dá flexibilidade financeira para aproveitar as oportunidades de crescimento atuais, afirma o CFO Christoph Jurecka

Fonte: Sonho Seguro

Depois de emitir com sucesso um título verde em 2020, a Munich Re lançou um título subordinado verde pela segunda vez em sua história corporativa. O volume da emissão é de € 1 bilhão. O título tem cupom de 1,00% e vencimento em 2042. Ao lançar o título, a Munich Re reforça sua base de capital com foco nas oportunidades de crescimento que surgem em muitos mercados de resseguro.

Como parte do Ambition 2025, a Munich Re adotou um amplo programa de proteção climática com metas concretas de proteção climática para seus investimentos, negócios de seguros e operações. Este título destaca o compromisso da Munich Re em usar os mercados de capitais para ajudar a alcançar uma transformação da economia favorável ao clima.

A Munich Re usará o capital levantado para financiar ou refinanciar projetos sustentáveis de acordo com o Green Bond Framework da empresa. Os projetos incluem investimentos de capital e dívida em energia renovável, eficiência energética, transporte limpo, edifícios verdes, gestão sustentável de água e águas residuais, economia ecoeficiente e gestão ambientalmente sustentável de recursos naturais e da terra, informa nota divulgada pelo grupo.

A proteção do clima é parte integrante da estratégia do Ambition 2025. Ao emitir um título verde, mais uma vez alavancamos os mercados de capitais para financiar investimentos verdes. Fortalecemos nossa base de capital, o que nos dá flexibilidade financeira para aproveitar as oportunidades de crescimento atuais, afirma o CFO Christoph Jurecka.

Cyber Risk

Brasileiros sofrem uma tentativa de fraude a cada oito segundos

Recorde do primeiro semestre foi puxado pelas ações cometidas contra jovens de até 25 anos; Nordeste teve maior crescimento no período.

Fonte: Monitor Mercantil

Indicador de Tentativas de Fraude da Serasa Experian mostra que o primeiro semestre de 2021 teve uma movimentação possivelmente fraudulenta a cada oito segundos. Foram 1,9 milhão de ataques ao longo dos seis primeiros meses deste ano, um aumento de 15,6% com relação ao mesmo período de 2020 e o maior volume já registrado no semestre desde o início do índice, em 2011. O levantamento traz a visão inédita sobre a idade das pessoas que sofreram os ataques, identificando que esta alta foi puxada principalmente pelas ações contra pessoas de até 25 anos, cujo crescimento foi de 19,3%.

Segundo a Serasa Experian, o aumento das tentativas de fraude ocorrido em 2021 é um reflexo da aceleração da digitalização por conta da pandemia de Covid-19. Houve uma mudança no comportamento dos brasileiros, que passaram a adquirir bens e serviços online, graças às regras de distanciamento social impostas pela pandemia. Portanto, os oportunistas tinham mais transações para tentar acessar dados e recursos. Por isso a importância de ter plataformas robustas que identifiquem essas tentativas e impeçam a ação dos fraudadores.

As ocorrências de movimentações suspeitas ocorreram principalmente no setor financeiro nestes primeiros seis meses de 2021: Bancos e cartões tiveram 1,2 milhão de tentativas e as financeiras, 205 mil, com variação acumulada de 59,2% e -40,7%. O setor que teve maior crescimento no comparativo entre semestres deste ano e 2020 foi o varejo, com alta de 89,5% e 167 mil. Telefonia (-49,0%) e serviços (-19,5%) apresentaram queda, registrando 79 mil e 258 mil tentativas, respectivamente.

Apesar de o Sudeste ter o maior acumulado do semestre, foi o Nordeste que registrou maior variação no período. O Sudeste teve pouco mais de 1 milhão de tentativas, seguido pelo Nordeste (347 mil), Sudeste (300 mil), Centro-oeste (176 mil) e Norte (120 mil). Este aumento no Nordeste pode ser um indicativo do maior número de empresas atuando na região. Outro fator importante é que muitos donos de empreendimentos estão utilizando sites e redes sociais para comercializar produtos, canais suscetíveis a atividades de fraudadores.

Os crimes de ransomware (extorsão digital na qual dados ou sistemas computacionais das vítimas são criptografados através de software e apenas liberados mediante o pagamento por meio de moedas digitais) cresceram cerca de 500% entre 2018 e 2020. Só neste ano, de janeiro até maio, o aumento foi de 116%. O aumento significativo dos valores de resgates também assusta. Os prejuízos deste tipo de ataque devem atingir US$ 20 bilhões este ano. Durante a pandemia, os ataques cibernéticos se tornaram alarmantes. Relatório recente sobre Crimes Criptográficos da Chainalysis, empresa especializada em blockchain e que analisa o uso de criptomoedas em transações criminosas, mostra que em 2020 houve um aumento de 311% nos pedidos de resgate por dados e sistemas sequestrados e que pelo menos US$ 350 milhões foram pagos a grupos criminosos.

Segundo a Associação Brasileira de Internet das Coisas (Abinc), o alto potencial de lucro como atrativo de organizações criminosas, as brechas de segurança em empresas e a maior probabilidade de invasão utilizando técnicas avançadas que exploram o comportamento humano, fazem com que esse tipo de crime cresça cada vez mais no país. Este tipo de crime cresceu cerca de 500% entre 2018 e 2020. Só neste ano, de janeiro até maio, o aumento foi de 116%. O aumento significativo dos valores de resgates também assusta. Os prejuízos deste tipo de ataque devem atingir US$ 20 bilhões este ano.

Seguro de transporte está adaptado à dinâmica da logística no Brasil

Ivor Moreno projeta evolução do ramo atrelada à do setor de transportes e sugere conscientização para aumentar penetração entre pequenos transportadores

Fonte: Sindseg

O Head de Transportador e Inovação da Argo Seguros, Ivor Moreno, projeta uma evolução do seguro de transportes atrelada ao desenvolvimento do segmento de logístico, que está a todo vapor. E será a cada dia mais rápido, seja no micro processo (transporte por drone, bicicleta, patinete) ou no macro (navios e aviões cada vez maiores), destaca.

Os aspectos burocráticos se tornarão mais dinâmicos, digitais e acessíveis. Operações com transferência de dados via API, por exemplo, já foram desenvolvidas e adequadas aos clientes e companhias, explica.

Moreno afirma que é necessário mais conscientização para que o seguro alcance um grupo maior de pequenos transportadores, mas que a situação já foi muito pior. Infelizmente, é comum buscarem proteção somente após algum problema e não como prevenção. O executivo diz ainda que o segmento foi rápido para se adaptar ao boom do e-commerce. Se o mercado demanda alteração, sempre haverá seguradora disponível para executar, garante.

Por fim, avalia que o mercado de transportes reagiu à falta de segurança que prejudicou o desenvolvimento do seguro de transportes no Brasil durante muitos anos. Temos uma das mais sofisticadas indústrias de proteção ao transporte de mercadorias, com um ecossistema único'.

Veja os principais trechos da entrevista exclusiva para o site do Sindseg SP.

Sindseg SP: A falta de segurança prejudicou o desenvolvimento do seguro de transporte rodoviário durante anos no Brasil. Como é o ambiente hoje? A tecnologia permitiu avanços no gerenciamento de risco? Seguradoras, embarcadores e transportadores estão alinhados nesse sentido?

Ivor Moreno: Há duas situações muito particulares que precisamos considerar para seguir em uma linha de entendimento nesse sentido.

- Situação de transporte de cargas no Brasil

- Dinâmica do mercado de seguros.

Na primeira situação, temos um país com dimensões continentais em que quase todo o transporte de cargas é feito por rodovias. Esse cenário aumenta o risco considerando a frequência dos eventos, quando falamos de acidentes, mas atenua do ponto de vista de grandes catástrofes já que as mercadorias estão pulverizadas em muitos caminhões.

Sobre a segurança, temos talvez uma das mais sofisticadas indústrias de proteção ao transporte de mercadorias. Todo o ecossistema que se desenvolveu no mercado brasileiro é único, obviamente que por pura necessidade nossa. Há diversos tipos de proteção desenvolvida, desde acompanhamento de veículos por escolta aérea (helicópteros) até microchips, instalados em cargas para pontuarem a localização física daquele bem em eventual acionamento. Também vemos a sociedade, de certa forma, através da segurança pública, se debruçando e discutindo cada vez mais esta mazela em foros específicos.

Isso demonstra que o mercado (principalmente embarcadores e transportadores) está se conscientizando que só com proteção é possível concluir essa etapa fundamental da indústria (transportar o bem de um lugar a outro).

É importante entender que tudo isso não aconteceu por uma exigência do mercado segurador que, talvez, tenha estimulado, mas não é motivador isolado do ecossistema de segurança desenvolvido no Brasil. É uma necessidade do segmento logístico se adaptar à região para conseguir cumprir a sua função.

É possível que em um passado não tão distante, algumas seguradoras eram restritas ao segmento de transportes, mas do ponto de vista da indústria do seguros, isso não é necessariamente relevante. A indústria de seguros vai sempre adaptar suas taxas à realidade do mercado. Se não houvesse segurança, as taxas de seguro seriam muito mais altas, mas ainda assim haveria seguradora ofertando condição. Provavelmente não teria consumidor para a condição oferecida.

Nesse sentido, o segmento apresenta hora taxas mais altas e escassez na oferta, o que estimula os segurados melhorarem os seus riscos; e hora taxas mais baixas e excesso de oferta, o que, pelo oposto, promove segurados menos atentos ao risco. Esse movimento sempre vai existir, é um ciclo conhecido na indústria de seguros e o que muda de uma linha de seguros para outra é a velocidade do ciclo.

Nesse momento, podemos afirmar que estamos caminhando para um mercado com excesso de capacidade e taxas baixas. Provavelmente, em pouco tempo estaremos novamente nos deparando com taxas altas e falta de seguradoras, completando o ciclo do seguro e iniciando outro. Com uma dinâmica mais rápida, é verdade, porque o segmento de logística é um mercado de frequência e não de severidade.

Sindseg SP: Como a recente explosão no e-commerce impactou o mercado? As seguradoras estavam preparadas para o fenômeno? Estão conseguindo atender a demanda desse mercado? Quais as características dos produtos mais demandados pelo segmento?

Ivor Moreno: As seguradoras se adaptaram muito rapidamente porque nossa função é suportar e dar tranquilidade aos clientes. O seguro de transporte deve garantir a integridade do bem transportado do ponto A para o ponto B e isso não mudou. As mercadorias passaram a ir direto para o consumidor final, mas essa foi uma adaptação muito maior para o mercado logístico que fisicamente precisou se adaptar.

Por outro lado, em termos burocráticos, quantidade de documentos, averbações, processos de sinistros, o volume explodiu. Mas o valor médio do sinistro diminuiu, já que o risco se pulverizou.

Claro que fizemos algum tipo de adaptação em nossos procedimentos, como documentação mais simplificada, aperfeiçoamento dos sistemas para processar a operação completa, mas isso dependeu mais das características de cada companhia. Uma coisa é certa, no entanto: se o mercado demanda alteração, sempre haverá seguradora disponível para executar. Quem não se adaptar vai perder negócio, mas não vai haver falta de oferta por alterações na dinâmica da logística.

Sindseg SP: O seguro de cargas chega ao pequeno transportador? O que falta para o acesso ser maior?

Ivor Moreno: É um ponto muito interessante e a situação já foi muito pior. Hoje, há algumas situações que praticamente obrigam um transportador a ter seguro, principalmente:

- emissão de conhecimento de embarque eletrônico, registrado na Receita Federal;

- inclusão do número da averbação de seguros no conhecimento de embarque eletrônico.

Estas obrigações enquadram praticamente 95% de toda operação de transporte rodoviário no país.

Ainda assim, há muitas operações que não contratam seguro, normalmente realizadas por pequenos e micro transportadores que talvez sejam os que mais precisam de proteção. Para esses casos, a conscientização é um caminho, mas hoje ela ocorre mais pelo processo de sofrimento do que pelo do entendimento. Infelizmente, muitos segurados buscam proteção somente após algum problema em suas operações e não como prevenção.

Sindseg SP: Como será o mercado do seguro de transportes em 10 anos? Quais são as tendências já observadas?

Ivor Moreno: Podemos afirmar que a evolução da logística não para e vai ser a cada dia mais rápida, seja no micro processo (transporte por drone, bicicleta, patinete) ou no macro (navios e aviões cada vez maiores e com mais capacidade). E o seguro de transportes estará sempre disponível.

Possivelmente, passaremos por um novo ciclo de seguros (comentado na pergunta 1) com redução de taxas, com posterior aumento e consequente nova redução. Enfim, o ciclo do seguros não deixará de existir tal como a função do mercado de seguros de transporte que é garantir a integridade da carga sendo transportada do ponto A ou B.

É certo que os aspectos burocráticos se tornarão mais dinâmicos, digitais, acessíveis, acompanhando a evolução do segmento logístico. Como por exemplo, operações com transferências de dados via API já foram desenvolvidas e adequadas aos segurados e seguradores.

Balança comercial tem superávit de US$ 7,665 bilhões em agosto de 2021

Fonte: blog do rocha / Aparecido Rocha / insurance reviewer

De acordo com os números apresentados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia, a balança comercial de agosto de 2021 registrou superávit de US$ 7,665 bilhões, recorde para meses de agosto. O superávit é registrado quando as exportações superam as importações, quando ocorre o contrário, é registrado déficit comercial.

Durante o mês, as exportações brasileiras foram de US$ 27,212 bilhões, alta de 49,2% sobre agosto de 2020 pelo critério da média diária. Já as importações totalizaram US$ 19,547 bilhões, alta de 34,4% na mesma comparação.

Todos os setores registraram crescimento nas vendas para o exterior. Em plena safra de grãos, o valor das exportações agropecuárias subiu 19,4% em relação a agosto do ano passado. Os principais destaques foram café não torrado (+10,2%), soja (+46,0%) e madeira em bruto (+187%). Apesar de a seca e as recentes geadas terem reduzido o volume de exportações em 6% na mesma comparação, a valorização média de 32,8% nos preços garantiu o aumento do valor exportado no setor.

As exportações foram beneficiadas pela valorização de minérios. As exportações da indústria extrativa mais que dobraram em relação a agosto do ano passado, aumentando 113,3%. Os destaques foram minérios de cobre e seus concentrados (+145,1%) e óleos brutos de petróleo (+93,6%). As vendas da indústria de transformação subiram 32,9%, impulsionadas por carne bovina industrializada (+50,5%), combustíveis (+69,2%) e produtos semiacabados de ferro e aço (+118,5%).

Nas importações, as compras do exterior da agropecuária subiram 26,7% em agosto na comparação com agosto do ano passado. A indústria extrativa registrou alta de 262,4% e a indústria de transformação teve crescimento de 57,1%. Os principais destaque foram milho não moído (+289,7%), óleos brutos de petróleo (+206,8%), gás natural (+541,5%) e combustíveis (+161,3%).

Os principais destinos e origens dos produtos negociados são países da Ásia (China, Hong Kong e Macau), Argentina, Estados Unidos e União Europeia.

Com o resultado de agosto, a balança comercial acumula superávit de US$ 52,033 bilhões nos oito primeiros meses do ano, com aumento de 45,7% em relação ao mesmo período do ano passado. A projeção do Ministério da Economia para 2021 é de um superávit da balança comercial de US$ 105,3 bilhões, o que representa quase o dobro do saldo positivo de US$ 51,1 bilhões alcançado para as trocas comerciais em 2020.

Bolsonaro afirma que hidrelétricas não devem parar mesmo na pior crise

Fonte: Folha SP

O Brasil enfrenta uma das mais severas crises hídricas mas está distante do cenário previsto pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Ele conclamou a população a economizar energia para evitar o colapso de hidrelétricas.

Em grande parte dessas represas já estamos na casa de 10%, 15% de armazenamento. Estamos no limite do limite. Algumas vão deixar de funcionar se essa crise hidrológica continuar existindo, disse em live na semana passada.

Técnicos do setor, consultores, analistas e até assessores de Bolsonaro consultados pela Folha de S.Paulo afirmam que, mesmo diante das piores projeções do ONS (Operador Nacional do Sistema), nenhuma usina corre o risco de parar.

Pode haver, como já é o caso, restrições na geração [diante da falta de água], mas a paralisação é praticamente impossível, disse Gustavo Carvalho, gerente de Preços e Estudos de Mercado da Thymos Energia.

Carvalho ressaltou que nem nas piores crises de1999, 2014 e 2015, com condições hídricas tão graves quanto a atual, houve interrupção de atividades nas usinas.

Há duas décadas, a hidrelétrica de Furnas, na bacia do rio Grande, registrou o nível histórico mais baixo de seu reservatório -6% do volume útil de água. Mesmo assim, continuou operando, afirmou o analista.

Procurado, o Palácio do Planalto não havia respondido até a publicação desta reportagem.

Assessores de Bolsonaro afirmam reservadamente que o presidente exagerou ao falar da crise hídrica como forma de apelar aos brasileiros por uma redução voluntária do consumo, uma medida considerada urgente diante do agravamento da crise hídrica -a pior das últimas nove décadas.

Depois de muita discussão com o Planalto, o Ministério de Minas e Energia lançou as diretrizes do programa de bonificação para os consumidores do ambiente regulado que optarem por racionar seu consumo, especialmente nos horários de pico.

A crítica é que a economia gerada será pífia porque a redução no consumo não será obrigatória.

Mesmo assumindo o agravamento da crise em cadeia nacional, o ministro Bento Albuquerque (Minas e Energia) em nenhum momento sinalizou para um racionamento ou o risco de desligamento de usinas.

Para Carvalho, nas crises passadas e na atual, prevaleceram questões políticas nas estratégias. A ex-presidente Dilma Rousseff estava tentando a reeleição [em 2014]. Creio que Bolsonaro também pesa o impacto de uma decisão como essa [para sua campanha em 2022], disse.

Nesse cenário, o ONS fez simulações do abastecimento até o final deste ano.

Na pior das hipóteses, sem acréscimo de energia nova, a maior parte dos reservatórios das bacias de rio Grande, Parnaíba e São Francisco estariam em 3% de armazenamento, muito abaixo do nível mínimo histórico.

Isso pode ocorrer em Furnas e Mascarenhas de Moraes (no rio Grande) e em todas as usinas do rio Parnaíba (Nova Ponte, Emborcação, Itumbiara e São Simão).

Na usina de Ilha Solteira, que tem uma hidrovia, o nível de água pode cair dos atuais 325,4 metros para 319 metros, comprometendo a navegação -não a geração de energia.

Em Três Marias e Sobradinho, na bacia do rio São Francisco, a previsão é impor restrições mais severas do que as atuais, algo que ocorre quando os reservatórios estão a 30% e 20% de seu volume útil, respectivamente.

Nas projeções do ONS, os dois chegarão em novembro com 21% e 17,9%, no pior dos cenários.

O ONS também traçou uma projeção menos pessimista ao contar com uma injeção de 16,5 GW médios (gigawatts médios) ao sistema entre setembro e novembro por meio de importação de energia ou acionamento de termelétricas.

Hoje o custo médio do MWh (megawatt-hora) dessas duas opções giram em torno de R$ 2.000, quase três vezes mais do que o preço de referência da energia no mercado livre.

De acordo com essa projeção do ONS, os reservatórios seriam poupados, mas não tanto assim. Em sua grande maioria, ficariam com 5% de seu volume útil -somente dois pontos percentuais mais elevados do que no cenário pessimista.

Furnas, Mascarenhas de Moraes e Emborcação estariam com 10% de armazenamento (o dobro do cenário anterior) e Sobradinho ficaria com 23%.

Técnicos do Ministério de Minas e Energia que falaram com a Folha sob anonimato acompanham o monitoramento diariamente e afirmam que, mesmo assim, não projetam nenhuma parada de hidrelétricas.

Eles garantem que Bolsonaro está recebendo relatórios detalhados com as informações precisas da situação energética do país, mas que abusou de seu estilo mais livre ao chamar a população a fazer economia.

Bolsonaro tenta evitar mais danos à popularidade. Segundo assessores, a ordem foi transmitida a Bento e Paulo Guedes (Economia) é que evitem notícias ruins.

Ambos tentam amenizar duas das principais crises: a deterioração da economia (com desemprego elevado, inflação e juros em alta) e a crise de energia, que não só compromete o consumo quanto causa aumento de preços.

No acumulado dos últimos 12 meses até agosto, o IPCA-15 atingiu 9,3%, e um dos maiores impactos foi o da energia elétrica, que subiu 5% no mês, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Boa parte desse aumento se explica pelo reajuste da bandeira vermelha nível 2 que, no final de junho, passou para R$ 9,49 cada 100 kWh (quilowatt-hora), um aumento de 52%.

As bandeiras constam da conta de luz, refletem um custo adicional na geração da energia, e servem para indicar a necessidade de se reduzir o consumo. Caso contrário, o cliente paga mais.

O reajuste de junho, no entanto, não foi repassado completamente. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) deixou uma parte (cerca de R$ 3 bilhões) para depois e, desde então, esse déficit passou de R$ 5 bilhões com o aumento dos custos de geração em razão de acionamento de térmicas.

Em vez de anunciar o reajuste da bandeira em vigor, a Aneel -pressionada pelo governo- decidiu criar uma nova bandeira, batizada de escassez hídrica, cujo valor, de R$ 14,20 cada 100 kWh, é justamente o da bandeira vermelha 2 reajustado em quase 50%.

Mercado financeiro ensaia 'desembarque silencioso' do governo, diz ex-secretário de Política Econômica

Fonte: BBCNews

Os manifestos assinados nas últimas semanas por empresários, figuras do agronegócio e do mercado financeiro são o lado visível de um desembarque silencioso de parte da elite econômica da base de apoio do governo Bolsonaro.

Quem faz a avaliação é o economista José Roberto Mendonça de Barros, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda entre 1995 e 1998, fundador da consultoria MB Associados, em funcionamento desde 1978, e membro do conselho de diferentes empresas.

O desencanto de parte do mercado financeiro e de empresários com o governo se aprofundou nas últimas semanas diante do que ele considera uma virada no cenário político e econômico.

À tramitação atrapalhada da reforma do imposto de renda e à proposta de parcelamento de precatórios com o intuito de turbinar um novo Bolsa Família se misturaram a antecipação da sucessão presidencial, o aumento da inflação e dos juros e, agora, uma crise hídrica e energética.

A resposta veio como aumento do dólar, queda da bolsa e elevação das taxas de juros futuros (que mostram a expectativa do mercado em relação à Selic nos próximos anos e acabam sendo um termômetro da percepção de risco do país).

Isso que aconteceu nas últimas duas, três semanas é que essa realidade se abateu no mercado financeiro. Houve uma revisão generalizada de cenários, diz Mendonça de Barros em entrevista à BBC News Brasil.

Estamos falando de outro mundo, outro cenário, em que finalmente o mercado financeiro capitulou.

E é cada vez mais difícil pensar em uma reversão, diz ele, com a entrada precoce do elemento da sucessão presidencial de 2022 no jogo.

O executivo puxou essa discussão e agora não tira mais. Então, nós vamos com isso até outubro do ano que vem. Com as incertezas, as pressões... o que só reforça esse cenário de desaceleração, pontua.

Sob esse pano de fundo, a decepção da elite empresarial e econômica do país com o governo foi ganhando novos contornos.

Já existe um bom desembarque. Para a maior parte desses agentes, isso é feito de forma silenciosa...atualmente, porém, não mais tanto. Aquele primeiro manifesto, em que todo mundo foi na [pessoa] física, havia empresários de peso ali.

Mendonça de Barros se refere ao manifesto Eleições serão respeitadas, uma reação às ameaças do presidente às eleições no próximo ano.

Bolsonaro faz reiteradamente acusações infundadas e sem provas de que a urna eletrônica seria fraudulenta e diz que o país só teria eleições justas com o retorno do voto impresso. Também desfere com frequência ataques contra ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e inflama sua base de apoio que defende uma ruptura institucional por meio de um golpe militar.

O economista foi um dos mais de 200 signatários iniciais no manifesto, ao lado de figuras como o industrial Horácio Lafer Piva, acionista da Klabin, gigante da área de celulose e papel, e da empresária Luiza Helena Trajano, presidente do conselho de administração da rede Magazine Luiza.

Mais recentemente, foi a vez do agronegócio. Sete entidades lançaram um manifesto em defesa da democracia que dizia que o Brasil não poderia se mostrar à comunidade internacional como uma sociedade permanentemente tensionada em crises intermináveis ou em risco de retrocessos e rupturas institucionais.

E há ainda o manifesto que vinha sendo costurado pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos), suspenso depois que os bancos públicos Caixa Econômica e Banco do Brasil ameaçaram deixar a Febraban caso o texto fosse divulgado.

Ainda que não tenha sido tornado público, o movimento seria mais um indicativo de que já há um desembarque desse grupo: Eu sou testemunha disso, no mundo que eu consigo olhar, do qual eu consigo falar, é exatamente isso, um desencanto.

Mendonça de Barros diz que ninguém está encantado pela esquerda, mas que há cada vez mais uma visão de que o caminho pelo atual governo tampouco é uma solução. E aí todo mundo fica pensando e sonhando com o que se convencionou chamar de terceira via, algo tão desejável quanto difícil de se pôr em pé.

Otimismo exagerado

O mercado financeiro conseguiu segurar o otimismo até meados de maio e junho, lembra o economista.

Naquele período, havia uma visão de que a relação dívida/PIB vinha melhorando e de que a arrecadação crescia, além da expectativa de que o Congresso passaria reformas com alguma facilidade.

Tinha uma certa [expectativa para] inflação, mas não era 8%, tinham um certo aumento de juro, mas não era 8,5%.

Mesmo naquele momento, contudo, a empolgação era exagerada, diz ele. A aparente melhora da parte fiscal sinalizada pela relação dívida/PIB, exemplifica Mendonça de Barros, era uma ilusão estatística causada pela aceleração da inflação.

A ideia é que, quando a inflação acelera, o PIB nominal cresce mais rápido (porque os preços sobem, não necessariamente porque a economia produz mais), enquanto o estoque da dívida demora mais a aumentar. Isso porque a dívida pública acompanha o movimento da taxa básica de juros, elevada pelo Banco Central em um segundo momento, em reação à inflação. Há, portanto, uma defasagem.

Na avaliação do economista, o mercado também se equivocou na análise de que a agenda de reformas caminharia de forma mais célere com a aliança entre o governo e o Centrão. O risco de que a qualidade do que fosse aprovado não valesse a pena, hoje materializado, sempre existiu.

Exemplo recente é a Medida Provisória de capitalização da Eletrobras, aprovada com tantos jabutis (termo comumente usados para se referir à inclusão de parágrafos completamente alheios ao tema do dispositivo) que, na avaliação de entidades do setor elétrico, deve encarecer o custo da energia. E há a reforma do Imposto de Renda, que tramita em uma versão com tantas modificações que, hoje, provocaria ainda mais distorções no já complexo sistema tributário brasileiro.

Evidentemente que o mercado tinha muita vontade de acreditar no cenário otimista porque tinha negócios ali... eu sou consultor de mercado financeiro há 43 anos, já vivi o suficiente pra saber como é isso, pontua.

Tinha uma fila de IPOs [sigla para Initial Public Offering, a estreia na bolsa de empresas até então de capital fechado], muito business, muito M&A [sigla para Mergers and Acquisitions, fusão e aquisição de empresas], que só vai pra frente com cenário otimista. No cenário defensivo essas coisas param, e de fato pararam.

Produção industrial cai 1,3% em julho, frustra expectativas e fica abaixo do patamar pré-pandemia

Fonte: InfoMoney

A expectativa de analistas ouvidos pela Refinitiv era de queda de 0,5% na comparação mensal, e de alta de 1,8% na comparação anual

A produção industrial caiu 1,3% em julho frente junho após queda de 0,2% no mês anterior (dado revisado ante estabilidade divulgada anteriormente). Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado, a indústria acumula queda de 1,5% em dois meses, após alta de 1,2% em maio. Na comparação anual, a alta foi de 1,2%.

O dado foi pior do que o esperado. A expectativa de analistas ouvidos pela Refinitiv era de queda de 0,5% na comparação mensal, e de alta de 1,8% na comparação anual.

No ano, a indústria acumula alta de 11% e, em doze meses, de 7%. Com o resultado de julho, a produção industrial ficou 2,1% abaixo do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020.

O recuo de julho alcançou duas das quatro grandes categorias econômicas e 19 dos 26 ramos pesquisados. Em linhas gerais, o comportamento de julho não difere muito do que a gente vem observando ao longo desse ano, já que dos sete meses, em cinco houve queda, explica André Macedo, gerente da pesquisa.

De acordo com Macedo, esse resultado permanece ligado aos efeitos da pandemia da Covid-19. No início do ano, houve fechamento e restrições sanitárias maiores em determinadas localidades, que afetaram o processo de produção. Com o avanço da vacinação e a flexibilização das restrições, a produção industrial agora sente os efeitos do encarecimento do custo e do desarranjo de toda cadeia produtiva, observa, lembrando que em janeiro de 2021, a produção industrial chegou a estar 3,5% acima do patamar pré-pandemia.

Segundo o IBGE, os efeitos da demanda doméstica também contribuem para o resultado. Uma das influências negativas mais importantes da produção industrial de julho foi do setor de bebidas, que caiu 10,2%, interrompendo três meses de taxas positivas consecutivas, quando acumulou alta de 11,7%. Outro setor que pressionou o resultado foi de produtos alimentícios, com queda de 1,8%, a segunda seguida, acumulando perda de 3,8%.

Há dificuldade das pessoas em obter emprego, com um contingente importante fora do mercado de trabalho, a precarização do emprego e a retração na massa de rendimento, como mostrou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada na terça-feira (31) pelo IBGE, enumera Macedo, ressaltando também a contribuição do processo inflacionário que vem diminuindo a renda das famílias e o consumo no dia a dia, conforme expôs o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O resultado da indústria está no escopo dos resultados de renda, emprego e inflação mostrado pelas demais pesquisas, observa.

Outras contribuições negativas importantes para o resultado da PIM de julho foram dos setores de veículos automotores, reboques e carrocerias (-2,8%), de máquinas e equipamentos (-4,0%), de outros equipamentos de transporte (-15,6%) e de indústrias extrativas (-1,2%). Já entre as sete atividades com crescimento na produção, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,8%) exerceu o principal impacto positivo, com o terceiro mês seguido de avanço e acumulando, nesse período, 10,2% de aumento.

Entre as grandes categorias econômicas, houve quedas em bens de consumo duráveis (-2,7%) e bens intermediários (-0,6%), com a primeira marcando o sétimo mês seguido de queda e acumulando nesse período (perda de 23,4%) e a segunda recuando 3,2%, no quarto mês consecutivo de queda. Os setores de bens de capital (0,3%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (0,2%) tiveram resultados positivos, com o primeiro marcando a quarta expansão seguida (total de 5,9% no período) e o segundo devolvendo pequena parte do recuo de 1,7% em junho.

Comparação anual

Frente ao mesmo mês de 2020, a indústria cresceu 1,2%, com resultados positivos em duas das quatro grandes categorias econômicas, 14 dos 26 ramos, 46 dos 79 grupos e 54,4% dos 805 produtos pesquisados. Vale citar que julho de 2021 teve um dia útil a menos do que julho de 2020 (22 contra 23).

Entre as atividades, as principais influências positivas vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (21,2%), metalurgia (24,8%) e máquinas e equipamentos (26,2%).

Entre as doze atividades em queda, produtos alimentícios (-10,3%) exerceu a influência negativa mais intensa. Entre as contribuições negativas, destacam-se os ramos de bebidas (-15,2%), de indústrias extrativas (-2,7%), de móveis (-14,4%), de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-9,8%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-7,1%) e de máquinas, aparelhos e materiais.

Macedo pondera que essas taxas se devem, em grande medida, à baixa base de comparação, já que em 2020, a produção industrial foi muito afetada pelo isolamento social para conter a pandemia de Covid-19 e atingiu patamares negativos históricos.

CIST Promove Curso

Clube Internacional de Seguro de Transportes - CIST , entre os dias 13 e 17 de setembro, promoverá mais um curso de curta duração de 10 horas, 100% online. Desta vez, o tema será  curso Gestão de Riscos no Transporte de Mercadorias de Seguros ISSO 31000, ministrado por René Ellis.

Objetivo:

A gestão de riscos é um assunto amplamente coberto no segmento industrial. Infelizmente, no setor de transporte de carga, e especialmente em nosso país, a gestão de riscos não é tratada na forma e profundidade que deveria. No entanto, aquelas empresas que nos próximos anos não gerenciem adequadamente seus riscos, pelos quais eles podem ser afetados, terão sérios problemas de subsistência.

O objetivo deste curso é dar uma abordagem clara e racional dos riscos à os quais uma empresa está exposta ao transportar mercadorias e como você deve gerenciá-los. Será missão desta proposta enfocar este assunto do ponto de vista do seguro e sobre qual deveria ser a posição das seguradoras ante a gestão de risco de transporte.

Conteúdos:

Definições e abordagem para gestão de risco / Evolução histórica no Brasil / ISO 31000: 2009 / Classificação de riscos / Processo de implementação de gestão de risco / Setor de Transporte de bens / Origem e história / Conceitos básicos do transporte de mercadorias / Classificação do transporte de mercadorias / O contrato de transporte / Inserção básica INCOTERMS / O transporte no Brasil / Brasil Gestão de riscos no transporte de carga / Mapa de Risco / Risco de compra de acordo com o INCOTERM utilizado / Riscos políticos e antissociais./ Riscos econômicos derivados de direitos e impostos / Riscos legais / Riscos derivados da área geográfica / Riscos derivados da escolha do modo e meio de transporte / Riscos derivados da escolha do modal de transporte / Riscos inerentes ao meio de transporte utilizado / Riscos inerentes à natureza das mercadorias transportadas / Riscos relacionados à interferência humana / Riscos derivados de defeitos ou deficiências antes do transporte / Avaliação do risco / Tratamento do Risco / Prevenção e Proteção / Atividades associadas à gestão de risco do ponto de vista do seguros de transporte / Abordagem e solução com enfoque das seguradoras de transporte Abordagem / Conclusões / Bibliografia.

Serviço: Data: 13 a 17 de setembro de 2021 / Horário: 19h00 às 21h00

Investimento: R$ 200,000 para sócio e de R$ 300 para não sócio.

Mais informações: secretaria@cist.org.br / #Conhecimento e #networking qualificado.

Acesse as edições mais recentes das publicações do mercado:

Revista Apólice: https://www.revistaapolice.com.br/2021/05/edicao-265/

Revista Cobertura:  https://www.revistacobertura.com.br/revistas/revista-cobertura/revista-cobertura-edicao-231/#2

Revista Segurador Brasil: https://issuu.com/revistaseguradorbrasil/docs/segurador_166_

Revista Seguro Total: https://revistasegurototal.com.br/2021/06/14/mercados-de-vida-e-previdencia-apresentam-crescimento/

Revista Insurance Corp: http://insurancecorp.com.br/pt/content/pdf/ic_ed36_2021.pdf

Caderno de Seguros: https://cnseg.org.br/publicacoes/revista-de-seguros-n-916.html

Revista Brasil Energia: https://editorabrasilenergia.com.br/wp-content/uploads/sites/1/flips/129726/Bia469v3/2/index.html

Relatório 2020 da CNseg (destaca os seus projetos e ações em ano desafiador): https://cnseg.org.br/noticias/relatorio-2020-da-cnseg-destaca-os-seus-projetos-e-acoes-em-ano-desafiador.html

2021 / CNseg: O Setor de Seguros Brasileiro: https://cnseg.org.br/publicacoes/o-setor-de-seguros-brasileiro-folder-2021.html