Gestão de Riscos Cibernéticos

21, Set. 2021

Seguradoras ficam mais cautelosas com risco ciber

Mesmo assim, a demanda pela proteção tem crescido na velocidade de aumento dos ataques

Fonte: Valor Econômico

Alarmadas com a escalada de ataques cibernéticos, as companhias de seguros brasileiras têm ficado bem mais exigentes para a chamada subscrição de risco cibernético, ou seja, se decidem aceitar ou não o risco coberto por uma apólice. No ano passado estava bem mais fácil vender o seguro ciber e a régua estava bem mais baixa, diz Marta Schuh, diretora de risco cibernético da Marsh.

De acordo com a corretora Lockton, que administra 50 apólices ciber de grandes e médias empresas no país, atualmente, de cada dez pedidos de cobertura, três têm sido recusados pelas seguradoras. No ano passado, essa relação era de um para dez.

Conforme Mauricio Bandeira, superintendente de linhas financeiras e responsabilidade civil da Lockton, o começo da pandemia impulsionou outra pandemia, a de ataques cibernéticos. O especialista explica que, como o mercado ainda é muito novo no Brasil, os colchões [de proteção] das seguradoras ainda são finos, ou seja, não têm tanta reserva e, além disso, a sinistralidade [relação entre os prêmios ganhos e os sinistros] subiu no ano passado para próximo de 80%.

A reação do mercado foi rever tudo, desde precificação e critérios para aprovar a emissão da apólice até estabelecer novos limites de cobertura para eventos específicos. Muitas seguradoras, por exemplo, cortaram a cobertura em 50% no caso de ransomware, diz Bandeira, referindo-se aos ataques em que criminosos digitais sequestram dados e sistemas das empresas vítimas e cobram resgates para liberar o funcionamento ou evitar o vazamento de informações sigilosas.

Segundo pesquisa da Marsh, o movimento de alta de preços e reavaliação de riscos é global. Os preços dos seguros cibernéticos subiram de 20% a 30% na América Latina, aponta o relatório Global Insurance Markets. No mundo todo, indica o levantamento, as seguradoras têm imposto limites máximos de US$ 5 milhões a US$ 10 milhões por risco cibernético.

Além disso, as apólices passaram a prever um sublimite de proteção específico para riscos de ransomware. A gente vê um certo endurecimento do mercado, mas é natural que isso aconteça por que a exposição aos ataques de ciber está muito alta, diz Hellen Fernandes, gerente de linhas financeiras da Zurich no Brasil.

Mesmo com uma postura mais conservadora por parte das seguradoras, a demanda pela proteção tem crescido na velocidade de aumento dos ataques. Entre 2019 e 2020, o montante de prêmios emitidos pela Zurich para o seguro ciber cresceu 217%, ou seja, quase três vezes maior. No primeiro semestre de 2021, a companhia já alcançou quase o mesmo valor em prêmios emitidos em todo o ano passado.

Na Lockton, houve um crescimento de 150% de apólices administradas na carteira ciber entre 2019 e 2020, de 20 para 50. Neste ano, a corretora já tem 15 novos contratos de coberturas do gênero em colocação e estima a possibilidade de fechar o ano com R$ 100 milhões em prêmios. Nas grandes corporações a procura está muito alta, afirma a diretora de risco cibernético da Marsh. Desde o incidente com a varejista Renner [em agosto] não temos parado nem para almoçar para atender o aumento de demanda.

Mas ainda há muito espaço para crescimento desse mercado. De acordo com um levantamento da Marsh no Brasil, com 300 empresas médias e grandes, o percentual médio alocado para segurança da informação e cibersegurança no grupo alcançava 3% no ano passado. Em 2021, essa participação cresceu, mas para apenas 5%.

A especialista em segurança digital Kaspersky indica média global de 26%. A plataforma Cybersecurity Ventures calcula que em 2021 os crimes cibernéticos vão gerar perdas de até US$ 6 trilhões. Até 2025, essa cifra pode crescer para US$ 10,5 trilhões anualmente.

Por sua vez, os gastos com segurança cibernética em todo o mundo devem atingir US$ 1,75 trilhão entre 2021 e 2025. De acordo com a CV, pouco mais de uma década e meia atrás, o mercado de cibersegurança global girava apenas US$ 3,5 bilhões.

Na avaliação de Schuh, da Marsh, poucas empresas estavam prontas para essa nova realidade de riscos cibernéticos. A pandemia trouxe um salto quântico da necessidade de as empresa evoluírem em relação a seus processos, aponta. Temos tido de explicar até para companhias de capital aberto que elas não têm maturidade ciber, ou seja, não vão ter aceitação [das seguradoras] diante dos riscos que ainda possuem, acrescenta.

O número de consultas [para contratação de seguro ciber] triplicou, afirma o sócio da 3SEG, Alexandre Delgado. A demanda está muito forte, mas o problema é que os preços mais altos começam a tornar o produto mais restritivo para empresas pequenas. Na avaliação do executivo, na contramão do que se esperava há dois anos, que, com o tempo, a contratação estaria mais rápida, fácil e barata, o que aconteceu foi o oposto.

Segundo Delgado, as seguradoras ficaram mais restritivas e o custo da apólice está, em média, 50% mais elevado. Na visão do CEO da Austral Seguradora, Carlos Frederico Ferreira, as mudanças tanto de preços quanto de postura por parte das empresas de seguros refletem, na verdade, um momento de aprendizado sobre o próprio mercado. É um segmento onde a gente ainda tem de aprender muito. Todo dia temos visto notícias sobre empresas hackeadas e, além disso, tem os efeitos da Lei Geral de Proteção de Dados [LGPD], que atribui responsabilidades às empresas sobre o tratamento dos dados dos clientes.

Para Ferreira, o ciber é um produto que exige do segurador ajudar no gerenciamento de risco do próprio cliente e, por isso, pede que se ofereça um serviço agregado. O executivo diz que tanto é assim que as coberturas ciber no começo cobriam, basicamente, danos materiais relacionados a ataques cibernéticos, e hoje têm mais a ver com proteção de resgate e cobertura de banco de dados, entre outras.

Raphael de Carvalho é o novo CEO do IRB Brasil RE

Ele assumirá o cargo no dia 1 de outubro, com mandato unificado com os demais membros da Diretoria Estatutária da Companhia até 2 de julho de 2023

Fonte: Sonho Seguro

O Conselho de Administração do IRB Brasil RE aprovou a eleição do novo diretor presidente da companhia, em reunião extraordinária na última sexta-feira. O executivo Raphael de Carvalho é o novo CEO do IRB Brasil Re. Ele assume a partir do dia 1 de outubro, com mandato unificado com os demais membros da Diretoria Estatutária da Companhia até 2 de julho de 2023.

O processo de escolha foi extremamente criterioso, durante o qual seguimos a premissa que temos aplicado nesta gestão do IRB Brasil RE: sem pressa, mas sem pausa, explica Antonio Cassio dos Santos, presidente do Conselho de Administração da Companhia. Raphael de Carvalho é uma escolha que reúne importantes qualificações para a posição: vivência sênior e diversa em negócios complexos, extensa experiência como presidente na área de seguros e um histórico de liderança estratégica no segmento financeiro. Estamos muito felizes com sua chegada à companhia, completa ele.

O novo CEO do IRB tem larga experiência nos setores financeiro e de seguros, tendo uma carreira de mais de 30 anos em instituições de grande porte. O executivo é graduado em Matemática e Ciências da Computação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tem um MBA em Finanças na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e especializações na Kellog School of Management e em Harvard, ambas nos EUA.

Nos últimos seis anos e meio, Carvalho ocupou o cargo de presidente da seguradora Metlife para o Brasil e Colômbia. Antes disso, liderou a prática de seguros da consultoria Accenture na América Latina. Também teve passagens pelo Unibanco (onde foi responsável pelo Fininvest, Unibanco Capitalização, Cartão Unibanco), Nationwide Financial, Pactual, VISA e Russel Reynolds.

Juntar-me ao IRB Brasil RE é uma honra e um prazer. É também um grande desafio, seguramente um dos mais instigantes que existem no mercado hoje. É única a oportunidade de liderar a Companhia neste novo momento, após todo o trabalho de saneamento e reorganização que já foi feito, diz o novo CEO do IRB. Com total foco em nossos clientes e acionistas aliado ao protagonismo de nossos colaboradores, espero contribuir nesse processo de retomada da Companhia e, consequentemente, gerar valor para nossos stakeholders.

Com a chegada de Carvalho, Wilson Toneto, que ocupava interinamente o cargo de Diretor Presidente desde março de 2021, segue na companhia como Diretor Vice-Presidente Técnico e de Operações.

Connection 2021 mostra que o corretor deve buscar novas conexões e oportunidades de negócios para prosperar em 2022

Fonte: CQCS

No encerramento do evento, o presidente do CCS-RJ, Luiz Mário Rutowitsch, ao lado da diretora secretária do Clube, Dayse Magesti. No telão, alguns dos associados. E o diretor financeiro do CCS-RJ, Marco Marques, ao lado do fundador da Educa Seguros, Anderson Ojope

Apesar da pandemia do coronavírus, o setor mostrou força e união para, com ajuda da tecnologia, captar clientes e fechar negócios

Foram mais de 20 horas de transmissão, online e gratuita, ao longo de dois dias, mais da metade deste tempo com painéis e entrevistas realizados ao vivo. Ao final do evento, o presidente do Clube dos Corretores do Rio de Janeiro (CCS-RJ), Luiz Mario Rutowitsch, era a cara da satisfação: Estamos muito felizes com os resultados obtidos neste Connection 2021. O evento obteve êxito e as informações de qualidade fornecidas por todos os palestrantes e debatedores serão incorporadas ao cotidiano de trabalho do corretor de seguros, destacou Rutowitsch. O fundador da Educa Seguros, Anderson Ojope, correalizador do evento, complementou: O Connection 2021 foi uma oportunidade ímpar para todos os envolvidos, e nós estamos muito orgulhosos do resultado final. Tivemos espaços que trataram da importância e visão das mulheres, demos ênfase no gerenciamento de risco e conseguimos, mais uma vez, comprovar o papel central do corretor de seguros em meio ao nosso mercado.

Com a pandemia, o seguro de saúde tornou-se um dos produtos mais procurados no mercado. O painel RH + colaboradores satisfeitos: receita recorrente para os corretores de seguros, com mediação do diretor executivo e comercial da D’Or Consultoria, Pedro Monteiro, deixou claro que é necessário popularizar este tipo de cobertura: Apesar de ser muito importante, por se tratar da saúde das pessoas, os planos ainda estão muito restritos a grandes empresas. E ficaram cada vez mais caros com o passar dos anos, afirmou Monteiro. O diretor de mercado da MAG Seguros, Alfeo Marchi, mostrou algumas das ações para reverter o quadro anteriormente apontado: A possibilidade de diferentes coberturas, com maior ou menor abrangência de médicos e hospitais, por exemplo, pode ser uma grande solução, destacou.

A diretora de produto e relacionamento da Moltrio Insurance, Cida Amaral chamou a atenção para o que deve ser prioridade do corretor de seguros: O mais importante é ter uma disciplina para prospectar, bem como manter um processo consolidado para tal. E o superintendente regional RJ/SP da Capemisa Seguradora, Paulo Henrique Gomes, destacou o papel do corretor: Ele deve repassar ao cliente informações valiosas que o tornam, cada vez mais, um consultor dos clientes. Com os clientes de pequenas e microempresas, isso ainda é mais viável.

Na sequência, outro painel focou na popularização dos planos: Ramos elementares: a redescoberta dos seguros básicos, com a mediação do diretor financeiro do CCS-RJ, Marco Marques. Considerando o aumento dos microempreendedores no Brasil e o cenário da pandemia, revisamos todos os produtos e processos da companhia, tornando-os mais simples para os consumidores, destacou o superintendente executivo da Bradesco Seguros, Pablo Guimarães. Já o diretor de Produtos Automóvel e Massificados da HDI Seguros, Marcelo Silva de Moura, enfatizou a necessidade de personalizar os produtos: Estamos lançando trabalhos em conjunto com corretores, para que nossos próximos lançamentos sejam cada vez mais eficientes para o consumidor.

O sócio da Aris Corretora de Seguros, Thiago Fecher, observou como a cultura dos brasileiros influenciam no fechamento de negócios em nosso setor. Heranças culturais levam à população a não se sensibilizar sobre os riscos que corremos no dia a dia. O papel do corretor é sensibilizar o segurado em relação ao risco. Eu costumo fazer um exercício que é levar o segurado para fora da empresa dele e, da calçada, perguntar: E se a sua empresa pegar fogo, tiver um incêndio. Como você vai reagir? Você tem caixa para cobrir os prejuízos?, comentou Fecher. E a superintendente de Massificados da Allianz, Ana Freitas, ressaltou as oportunidades nos seguros de residência: O seguro residencial é muito amplo e precisamos falar mais sobre ele, para que todos possam entender a necessidade e o auxílio que ele causa para as pessoas.

A união faz negócios. O último case da Connection 2021, Somando forças: os desafios e benefícios na fusão de duas corretoras de seguros, apresentou a história de Gustavo Andrade e Ygor Sydharta. Amigos de longa data, cada um tinha sua trajetória profissional, até montarem a própria corretora: a VSX Seguros. Eu percebi a necessidade de junção com o Gustavo. Eu sabia que tinha que fazer, mas não sabia como executar. Então, o Gustavo veio com definição de processos e controle gerencial, e eu fiquei com a parte comercial e de relacionamentos. E então, nossa empresa começou a evoluir absurdamente, contou Sydharta. É fundamental entender se os valores do outro são compatíveis com os seus para saber até que ponto essa fusão será benéfica para ambos, acrescentou Andrade.

O Gerenciamento de riscos e o papel do corretor de seguros foi o tema da entrevista final do Connection 2021. Na conversa com o presidente do Conselho Deliberativo da ABGR Brasileira de Gerência de Riscos (ABGR), Haroldo Alves Araújo, o head of insurance da Hydro, Christian Negreiros Mendonça, ressaltou a importância de estar sempre antenado ao mercado. Um bom gerenciamento de risco é também um exercício de imaginação. Ser visionário, atualização constante e constância no uso dos melhores métodos é essencial para o gerente de risco, destacou o executivo.

Após uma grande expansão do ramo por conta da pandemia, o painel A onda dos seguros de vida: o que esperar do ramo em 2022?, mediado pela diretora secretária do CCS-RJ, Dayse Magesti, tentou desvendar quais os melhores caminhos para quem trabalha com esse produto.

Esperamos um crescimento contínuo no ramo de vida. O uso da inteligência artificial para identificar os hábitos de consumo dos clientes. E vão ocorrer muitas novidades, como a ampliação do rol de doenças graves que serão cobertas, ressaltou a diretora de Distribuição e Planejamento do Vida em Grupo da Prudential, Paula Bernardoni. Já o diretor de Vida e Previdência da SulAmérica Seguros, Victor Bernardes, disse acreditar na democratização dos seguros de vida, mesmo que seja para um primeiro produto, mesmo para aquelas pessoas que ainda não constituíram família.

O recado principal é para o corretor: espero que ele não deixe de ir ao cliente! Não existe produto barato ou caro: existe o produto certo para cada cliente, enfatizou o diretor de mercado da MAG Seguros, Alfeo Marchi. O corretor precisa pensar como nós, do lado das seguradoras, e não achar que o consumidor não quer determinado produto. Não tem que achar que o único produto que vende é seguro para carro, completou o Superintendente Comercial da Bradesco Seguros, Abilio Riomayor.

A nova Lei de Licitações e seus impactos para o Seguro Garantia foi o assunto da última palestra do Connection 2021. O vice-presidente da Junto Seguros, Roque de Holanda Melo, mostrou que é possível trabalhar totalmente online com este ramo tão importante para o setor público brasileiro. Destacou também o pioneirismo da Junto Seguros no ramo: Somos a primeira seguradora digital que trabalha com Seguro Garantia no país. Temos uma plataforma completa, com informações adicionais sobre o ramo, destacou Melo.

O Estado do Rio de Janeiro teve também um painel para chamar de seu: Rio de Janeiro: desempenho e potencial de crescimento do mercado local, com a medição do diretor financeiro do clube, Marco Marques.

Abordando aspectos do Rio de Janeiro, o presidente do Clube Vida em Grupo (CVG-RJ), Octávio Perissé, celebrou o aumento das vendas no ramo Vida. Nosso nicho de mercado ganhou muito protagonismo nos últimos meses. E o mercado de seguros deu uma resposta muito rápida aos consumidores, disse Perissé. Já o diretor territorial da Mapfre, Elson Azevedo, pontuou que a pandemia apenas acelerou o desenvolvimento das seguradoras no campo da tecnologia.

Muitos olham para o passado e entendem que, depois de grandes crises, tivemos momentos de pujança na economia. É para essa perspectiva que precisamos nos preparar, concluiu o diretor da AECOR-RJ e vice-presidente de Comunicação da Fenacor, Amilcar Vianna.

Lugar de mulher é no mercado de seguros, Personagem de muito destaque no Connection 2021, a mulher, ou melhor, as mulheres fecharam com chave de ouro o último painel desta edição: Conexão, Evolução e Negócios: Pilares que movem o mundo, com mediação da diretora do CCS-RJ, Dayse Magesti, e da gerente de projetos da Educa Seguros, Marina Zanco.

A diretora-executiva de Negócios Corporativos e Saúde da Allianz, Karine Barros, começou destacando que graças à evolução tecnológica, apesar de termos ficado muito longe uns dos outros por causa da pandemia, conseguimos fazer novas conexões. E complementou: Claro que nada substitui as reuniões presenciais: estar junto é muito importante. E valorizarmos muito ter conseguido manter nossas parcerias com corretores e operadores.

Para a Diretora Comercial da Benevix, Vanessa Kischner, é importante ressaltar que, apesar da distância entre as pessoas, a pandemia trouxe muita coisa nova em relação a oportunidades para o mercado. Nos seguros de saúde, por exemplo, houve muitas novidades, como as assinaturas digitais, novos aplicativos e a automatização dos processos, observou.

E a gerente comercial corporativo da Unimed-Rio, Andrea Damásio, finalizou destacando a importância da realização de um evento feito por corretores de seguros, para corretores de seguros: O Connection 2021 mostrou isso: a gente tem que trabalhar de mãos dadas. O corretor tem que trabalhar com a seguradora, com a cooperativa médica. Procurar saber quantas oportunidades tem de negócios. Isso é o mais importante.

Saímos com uma bagagem profissional rica e atualizada e plenamente conectada ao novo cenário de atuação dos profissionais do setor. Agradecemos a todos que acompanharam esta jornada de sucesso e desde já fica feito o convite para o Connection 2022, finalizou o presidente do CCS-RJ, Luiz Mário Rutowitsch.

Números: O Connection 2021 transmitiu mais de 20 horas de conteúdo, totalmente online e gratuito, com mais de 70 palestrantes e convidados, vários deles das maiores seguradoras do país. Durante dois dias, 15 e 16 de setembro, o Connection 2021 reuniu, no mesmo espaço virtual, corretores, executivos, empreendedores entre outros players do mercado de seguros de todo o Brasil. Mais de 2 mil inscritos assistiram à programação.

Site: https://connection.ccsrj.com.br 

Com o lema Conexão / Evolução / Negócios, o Connection 2021 teve como principal objetivo desta edição conectar corretores de seguros de todo o país, para que eles aproveitem oportunidades entre si e com os diferentes players do mercado de seguros.

Patrocinadores: Unimed-Rio, Capemisa Seguradora, Bradesco Seguros, Allianz, MAG Seguros, SulAmérica, Benevix, BrasilPrev, HDI Seguros, Junto Seguros, Liberty Seguros, Rede Lojacorr, MAPFRE, Moltrio, Porto Seguro, Prudential, Resolvida (Solução Digital em Seguros), Segfy, Seguros Unimed, Sicoob Coopvale e Tokio Marine.

Apoio Institucional: ABGR, ANM, Sou Segura, ACONSEG-RJ.

Mídia especializada: Revista Apólice, Blog do Corretor, Revista Cobertura, CQCS, Diário Comercial, Revista/Portal Fator Brasil, Revista InsuranceCorp, Jornal Nacional de Seguros (JNS), JRS, Monitor Mercantil, Editora Roncarati, Agência Segnews, Revista Segurador Brasil, Revista Seguro Total, Seguros.inf., Blog Sonho Seguro, Panorama Seguro.

TELEMEDICINA VEIO PARA FICAR

Em meio ao drama dos mais de seiscentos mil brasileiros que a pandemia vai matar até o final do ano tem uma notícia boa. A telemedicina, que até a chegada da Covid19 enfrentava sérias resistências, com o coronavírus encontrou o caminho para seu uso e tem sido intensamente aplicada, com resultados francamente positivos ao longo de mais de um ano e meio.

Ainda falta explicar muita coisa para o país entender o que de fato aconteceu, mas o quadro levantado pela CPI da Covid é negro e não aponta na direção das boas práticas de gestão e governança. Ao contrário, todos os dias surgem provas incontestáveis da má gestão da coisa pública em favor do ganho individual de meia dúzia de cidadãos em postos-chave no Ministério da Saúde.

Ainda falta a pandemia ser efetivamente controlada, o que só vai acontecer quando mais de metade da população for efetivamente imunizada com a aplicação da segunda dose da vacina, o que ainda está distante de acontecer.

Ainda falta a variante Delta ser melhor compreendida e seus efeitos cientificamente analisados para que os outros estados da Federação não passem a situação dramática que atinge o Rio de Janeiro, onde as UTI’s estão lotadas e as ambulâncias fazem filas para dar entrada nos pacientes.

Falta, principalmente, o brasileiro se convencer de que mil mortos por dia é uma conta insuportável e que, se ele não respeitar as medidas de proteção e higiene preconizadas pelos especialistas, a situação tende a se manter indefinidamente, com um número indecente de óbitos enlutando milhares de famílias.

Falta ainda muita coisa, inclusive o Ministério da Saúde entregar as vacinas e seringas necessárias ao combate da pandemia para todos os estados brasileiros.

Mas se há um lado francamente ruim, há outro francamente positivo. A primeira notícia boa é que, ainda que com um atraso injustificável, a vacinação avança e mais da metade da população já recebeu a primeira dose. A segunda, extrapola a pandemia e abre caminho para um salto de qualidade na rotina da assistência à saúde nacional.

O emprego da telemedicina é uma revolução que não pode mais ser contida, nem deve ser questionada. Ao contrário, os ganhos apresentados exigem a sua aplicação intensiva e seu uso deve ser incentivado, inclusive com ações concretas para dotar os hospitais e clínicas nacionais com os equipamentos necessários para o seu uso.

A telemedicina é o remédio mais eficiente para combater a escassez de verbas destinadas à saúde. Através de sua utilização é possível a redução significativa dos custos do SUS e dos planos de saúde privados no atendimento da população. É verdade, nem todos os procedimentos podem ser feitos através dela, mas um número importante de consultas pode ser feito à distância, reduzindo o tempo, a ocupação dos hospitais, os custos de funcionamento das instalações e, principalmente, as filas e adiamentos que castigam, quando não matam, milhares de pessoas todos os anos.

Mas a telemedicina vai além. Através dela é possível prestar socorro a um paciente numa área remota do território nacional, seja através de consultas à distância, que evitam a necessidade da sua locomoção, seja através do suporte para cirurgias, inclusive as mais complexas, que sem a assistência de um especialista não poderiam ser realizadas no local.

A população brasileira ganhou um presente importante. Nada que compense as centenas de milhares de mortes causadas pela Covid19, mas suficiente para dar a esperança de que o SUS e os planos de saúde privados possam fazer um uso mais racional de seu recursos, otimizando a cadeia de atendimento médico-hospitalar e, consequentemente, economizando para fazer frente a situações que atualmente são invariavelmente fatais ou que elevam o grau de judicialização da medicina, com tudo de injusto que isto traz, atingindo justamente as camadas mais carentes, que não têm condições de se valer dessa ferramenta para reivindicar seus direitos.

O controle da pandemia não pode servir para darmos macha-ré. O uso da telemedicina deve ser cada vez mais difundido.

Fonte: Estadão / Autor: Antonio Penteado Mendonça

Além do Clima, o que esperar da Assembleia Geral da ONU hoje

Fonte: Revista Veja

A 76ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas começa nesta terça-feira (21) com forte apelo ao combate às mudanças climáticas e à pandemia.

Após abertura promovida pelo presidente da ONU, António Guterres, o presidente Jair Bolsonaro é o primeiro líder a discursar.

A tradição que estabelece o Brasil como responsável pela abertura foi estabelecida ainda nos primórdios da entidade, em 1947.

Ao que tudo indica, Bolsonaro fará um discurso de vinte minutos e falará sobre meio ambiente, os avanços do agronegócio do país e questões relacionadas à pandemia.

Curiosamente, Bolsonaro chegou os Estados Unidos sem estar vacinado, quebrando o protocolo da cidade de Nova York.

Possivelmente, ele mencionará o auxílio emergencial e a posição do Brasil no ranking dos países que mais vacinaram a população até o momento.

O marco temporal, que modifica a demarcação das terras indígenas também deve entrar no discurso, assim como a situação da migração no país, fazendo menção à Venezuela.

O segundo líder a se manifestar é o Presidente americano, Joe Biden, fazendo sua estreia na ONU desde que tomou posse.

Um funcionário do alto escalão do governo americano disse à agência Reuters que Biden pretende usar seu tempo para afirmar que o fim do engajamento militar no Afeganistão abrirá um novo capítulo da diplomacia intensiva.

A assembleia ocorre menos de um mês após a retirada completa das tropas.

A relação dos Estados Unidos com a França também chama atenção neste momento. Isso porque o acordo entre americanos e a Austrália para a construção de um submarino militar pôs em risco um contrato semelhante que a França mantinha com os australianos.

Autoridades francesas disseram que as ações de Biden foram uma traição e se pareciam mais com as de seu antecessor, Donald Trump.

A principal diferença para o encontro deste ano é o formato híbrido adotado, diferente do ano passado, que foi feito a distância por causa da pandemia.

Os líderes mundiais puderam escolher entre ir ao evento, enviar uma mensagem gravada em vídeo ou mandar um subordinado em seu lugar.

Entre os que enviarão funcionários do governo estão os presidentes Xi Jinping, da China, e Vladimir Putin, da Rússia.

O presidente francês, Emmanuel Macron, que ia mandar um vídeo para a Assembleia, desistiu da aparição gravada e mandará o ministro das Relações Exteriores, Jean-Yves LeDrian, para discursar em seu lugar.

É possível que a mudança tenha acontecido devido ao desentendimento com o governo Biden na semana passada.

Com crise da Evergrande, Vale perde US$ 3 bilhões em valor de mercado

Fonte: Poder360

A Vale perdeu US$ 3 bilhões em valor de mercado nesta 2ª feira (20.set.2021), diante da crise da incorporadora imobiliária chinesa Evergrande e da desvalorização do minério de ferro.

A Evergrande é a 2ª maior incorporadora da China. Por isso, a possibilidade de um calote da empresa afetou os preços do minério de ferro, os papeis de mineradoras e as bolsas de todo o mundo. No Brasil, o Ibovespa recuou 2,33% e o dólar subiu 1,32%, a R$ 5,35. Um dos maiores baques foi o dos papeis da Vale, que recuaram 3,3%, aos R$ 83,31.

Com o tombo, a Vale fechou o dia valendo US$ 78,7 bilhões. É US$ 3 bilhões a menos que os R$ 81,7 bilhões de valor de mercado registrados pela mineradora na 6ª feira (17.set.2021).

Com o dólar cotado a R$ 5,35, a mineradora brasileira está valendo cerca de R$ 419,7 bilhões. É R$ 14,3 bilhões a menos que na 6ª feira (17.set), quando valia R$ 434 bilhões, segundo dados da Economatica.

2ª mais valiosa da América Latina

A Vale era a empresa mais valiosa da América Latina até o início deste mês de setembro. Chegou a ser avaliada em US$ 117,2 bilhões em junho, quando a tonelada do minério de ferro era negociada acima dos US$ 200. Porém, vem perdendo valor de mercado desde então por causa da desvalorização da commodity, que bateu nos US$ 119 na semana passada.

No início de setembro, a Vale perdeu o posto de empresa mais valiosa da América Latina para a argentina Mercado Livre, diante da desvalorização do minério de ferro. À época, era avaliada em US$ 96,5 bilhões. Agora, com a crise da Evergrande, ficou ainda mais longe do 1º lugar desse ranking.

O Mercado Livre terminou esta 2ª feira (20.set) com um valor de mercado de US$ 90,5 bilhões. O 3º lugar do ranking é da mexicana Wal Mart, que vale US$ 61,8 bilhões.

Apesar do baque, a Vale ainda é a empresa mais valiosa da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo). O 2º lugar é da Petrobras, que vale US$ 61 bilhões e é a 4ª firma mais valiosa da América Latina.

Por que gigante do setor imobiliário da China espalhou pânico nos mercados

Fonte: BBCNews

O simples bater de asas de uma borboleta no Brasil pode ocasionar um tornado no Texas.

Quase um clichê, a frase emblemática da teoria do caos, conhecida como efeito borboleta, refere-se à forma como fenômenos de grande magnitude podem resultar de pequenas alterações nas condições iniciais de um sistema.

Algo do tipo aconteceu nessa segunda-feira (20/9) nos mercados mundiais de ações: o medo de que uma empresa chinesa do setor imobiliário dê calote nas suas obrigações financeiras derrubou as bolsas do mundo todo e levou o preço do minério de ferro abaixo dos US$ 100 pela primeira vez em mais de um ano.

A empresa em questão é a Evergrande Real Estate, responsável por mais de 1,3 mil projetos imobiliários, em 280 cidades, que já atenderam mais de 12 milhões de chineses em busca do sonho da casa própria, segundo o site da própria empresa.

A Evergrande Real Estate é parte do Evergrande Group, um conglomerado privado com ativos estimados em 2,3 trilhões de yuans (R$ 1,9 trilhão ou US$ 360 bilhões), com vendas anuais de 700 bilhões de yuans (R$ 580 bilhões ou US$ 108 bilhões), e atuação também nos setores de automóveis, tecnologia e saúde, entre outros.

Sua dívida entre bônus e empréstimos soma US$ 87 bilhões [R$ 466 bilhões] e alguns pagamentos de juros não serão feitos nesta semana. O seu passivo total era de US$ 304 bilhões [R$ 1,6 trilhão] em 30 de junho, explica a equipe da MCM Consultores, em relatório, sobre os motivos de preocupação dos mercados.

Os investidores temem que os problemas financeiros da Evergrande Group impactem negativamente os seus fornecedores, clientes e credores financeiros, diz a consultoria, quanto ao temor de contágio gerado pela crise da empresa. O governo chinês terá de intervir na empresa para recuperar sua saúde financeira e evitar uma contração da economia.

Medo de contágio

Diante desse temor de contaminação e da incerteza quanto à atuação do governo chinês, a bolsa de Hong Kong sofreu um tombo de 3,3% nesta segunda-feira, com as ações da Evergrande negociadas no mercado local em queda de mais de 10%.

Os mercados acionários da China, Japão, Coreia do Sul e Taiwan não operaram nesta segunda-feira em função de feriados. Mas, na Europa, o dia também foi de índices no vermelho, com queda nas bolsas de Londres (-0,86%), Frankfurt (-2,31%), Paris (-1,74%), Milão (-2,57%), Madri (-1,20%) e Lisboa (-1,62%).

Hoje temos um nível de investimento muito mais globalizado, ao ponto de uma incorporadora chinesa, com atuação local, contaminar os mercados do mundo. Olha que loucura que é, diz Rodrigo Frachini, sócio da assessoria de investimentos Monte Bravo.

Frachini explica que, além do temor de que fornecedores e bancos sejam afetados por um possível calote da empresa, fundos que investiam nela também sofrem com o efeito cascata.

Além disso, a expectativa de desaceleração do crescimento da China e particularmente do setor imobiliário chinês derrubou os preços futuros do minério de ferro.

O principal insumo para a fabricação do aço fechou em baixa de 8,8% no porto de Qingdao, na China, cotado a US$ 92,98 por tonelada nesta segunda-feira. Desde a cotação recorde de US$ 240 por tonelada atingida em maio, a queda acumulada de valor é de 61%.

O preço do minério também tem sido afetado no período recente por pressões do governo chinês para limitar a produção de aço, numa tentativa de reduzir as emissões de carbono do país.

Uma nova crise do subprime de 2008?

Qualquer abalo financeiro com início no setor imobiliário gera temor no mundo todo de uma nova crise como a de 2008.

A última grande hecatombe financeira internacional teve início com o estouro da bolha das hipotecas no mercado financeiro americano, que levou à falência do banco Lehman Brothers e à queda das bolsas e recessão em todo o mundo.

Para os analistas, no entanto, há diferenças importantes entre a crise de 2008 e a atual preocupação com a dívida da Evergrande.

O problema de 2008 foi que tinha uma pancada de bancos com aqueles recebíveis em mãos, aquilo virou pó e ninguém queria pagar, explica Frachini.

A Evergrande também tem uma dívida com bancos, mas como é uma questão interna chinesa, tem muito mais foco de governo local. Não tem um banco global financiando a Evergrande, como teve o Lehman Brothers, por exemplo, completa o analista.

Para Pedro Serra, gerente de pesquisa econômica da Ativa Investimentos, ainda não é possível saber como o governo chinês vai atuar, mas é improvável que ele permita uma propagação maior na economia do país.

Acho pouco provável o governo chinês deixar o sistema financeiro se contaminar. A discussão é mais se ele vai salvar a Evergrande ou não. Ele pode não salvar a empresa e salvar os bancos expostos a ela, exemplifica.

Para além da Evergrande

Os analistas destacam, porém, que não é só o efeito Evergrande que pesa sobre a bolsa brasileira nesta segunda-feira.

Além da crise da gigante imobiliária, os investidores estão de olho em diversas decisões de política monetária de bancos centrais nessa semana, particularmente do Fed (Federal Reserve System, o banco central dos Estados Unidos).

Existe uma expectativa de retirada de estímulos da economia pelo Fed e pelo Banco Central Europeu. Mas, até aqui, se esperava que isso acontecesse por um motivo bom, com as economias melhorando e os estímulos sendo retirados para os países andarem com as próprias pernas, explica Serra, da Ativa Investimentos.

O que se discute agora é que talvez não seja bem isso e essa retirada de estímulos pode vir mais forte do que se esperava, o que gera muita especulação dos fundos de investimento.

Por fim, tem um fator que é só brasileiro: os ruídos políticos internos e o bate-cabeça do governo na agenda econômica.

As empresas listadas em bolsa brasileiras, principalmente aquelas voltadas para o mercado doméstico estão indo bem, avalia o gerente da Ativa.

Mas, do outro lado, os ruídos políticos, as propostas desencontradas para reforma tributária e precatórios, o recente aumento de imposto, tudo isso começou a trazer dois elementos desagradáveis: uma discussão sobre até onde vai piorar a situação fiscal do país e uma redução da expectativa de que vá ter reformas antes da corrida eleitoral do ano que vem.

Começa a ficar apertada a agenda. O mercado não tem partido, mas ele faz contas.

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A ABGR apoiou o Connection 2021-CCSRJ, evento online e gratuito que conecta os corretores de seguros de todo o Brasil entre si e com o mercado, com participações de Diretores e Conselheiros da ABGR.

Assista as apresentações disponíveis no youtube.

Dia 15.09: https://www.youtube.com/watch?v=Fs2JEpNSx-k&t=11112s (manhã) e: https://www.youtube.com/watch?v=XFj49GWQ-h8&t=7932s (tarde).

Dia 16.09: https://www.youtube.com/watch?v=bIJmu633S4o&t=1720s (manhã) e: https://www.youtube.com/watch?v=gbCF6evothI&t=11115s (tarde). 

Acesse as edições mais recentes das publicações do mercado:

Revista Apólice: https://www.revistaapolice.com.br/2021/05/edicao-265/

Revista Cobertura:  https://www.revistacobertura.com.br/revistas/revista-cobertura/revista-cobertura-edicao-231/#2

Revista Segurador Brasil: https://issuu.com/revistaseguradorbrasil/docs/segurador_166_

Revista Seguro Total: https://revistasegurototal.com.br/2021/06/14/mercados-de-vida-e-previdencia-apresentam-crescimento/

Revista Insurance Corp: http://insurancecorp.com.br/pt/content/pdf/ic_ed36_2021.pdf

Caderno de Seguros: https://cnseg.org.br/publicacoes/revista-de-seguros-n-916.html

Revista Brasil Energia: https://editorabrasilenergia.com.br/wp-content/uploads/sites/1/flips/129726/Bia469v3/2/index.html

Relatório 2020 da CNseg (destaca os seus projetos e ações em ano desafiador): https://cnseg.org.br/noticias/relatorio-2020-da-cnseg-destaca-os-seus-projetos-e-acoes-em-ano-desafiador.html

2021 / CNseg: O Setor de Seguros Brasileiro: https://cnseg.org.br/publicacoes/o-setor-de-seguros-brasileiro-folder-2021.html