Proteção Digital

25, Set. 2021

Mercado deve ser capaz de incorporar proteção às experiências digitais
Julio Castellón, vice-presidente sênior da Cover Genius, fala sobre o crescimento do setor de insurtechs na América Latina e as pretensões da empresa para a região
Fundada em 2014, a Cover Genius é uma empresa que oferece soluções de integração entre seguradoras e e-commerces. Falando sobre o crescimento do mercado de insurtechs na América Latina, as pretensões da empresa para a Região e para o Brasil, o que esse movimento pode trazer de novas perspectivas para as marcas latino-americanas e outros assuntos, o vice-presidente sênior da organização, Julio Castellón, conversou exclusivamente com a Revista Apólice.
Confira a entrevista abaixo.
Revista Apólice: Algumas empresas do mercado de seguros já começaram a desenvolver o próprio marketplace. Como as companhias podem fazer isso e quais são os benefícios de contar com essa ferramenta?
Julio: Uma das razões para o subseguro na comunidade é o fato de que o seguro é complicado de entender e adquirir. Na maioria dos cenários, as pessoas precisam sair e procurar proteção como uma segunda etapa, e a maioria simplesmente desiste dessa tarefa. Outros não entendem o que estão comprando e não obtêm a cobertura adequada ou simplesmente têm seguro insuficiente. Dar aos consumidores a oportunidade de obter proteção é importante, e é por isso que estamos vendo tantas insurtechs surgindo com modelos diferentes, como um mercado, que visam resolver esse ponto problemático. No entanto, uma solução melhor e uma oportunidade maior para o setor seria disponibilizar proteção e incorporá-la diretamente à jornada de compra nos ecossistemas de comércio eletrônico digital, onde os consumidores já adquirem outros produtos.
Revista Apólice: Globalmente, estima-se que existam mais de 1500 insurtechs em operação. Como essas empresas podem ajudar no crescimento do setor? Qual a importância das seguradoras formarem parcerias com elas?
Julio: O mundo dos seguros está passando por uma revolução liderada por insurtechs que impulsionam todo o setor por meio do uso de APIs, machine learning, automação e muito mais. Atualmente, as seguradoras entendem que as startups podem contribuir para a evolução de seus negócios, tornando os processos e sistemas legados mais ágeis para melhorar as experiências do cliente em todas as facetas da cadeia de valor do seguro, do desenvolvimento do produto à distribuição e sinistros.
Revista Apólice: A Cover Genius realizou uma pesquisa que apontou interesse dos correntistas de bancos tradicionais em receber ofertas de seguros integrados, baseadas em dados de transações em tempo real. Alguns bancos digitais, como o Nubank e o Inter, já oferecem seguros em seus apps. Como você enxerga esse movimento?
Julio: No relatório, intitulado The Embedded Insurance Survey: Brazil, perguntamos aos clientes de bancos brasileiros como eles reagiriam ao recebimento de ofertas de seguro com base em dados de transações em tempo real e os resultados, esmagadoramente, descobriram que os consumidores brasileiros têm um forte desejo por serviços bancários integrados de ofertas de seguros. Isso coincide com a rápida digitalização do comércio brasileiro, o quarto país que mais cresce nas vendas de comércio eletrônico. Os resultados mostraram que 72% dos clientes de bancos digitais brasileiros estariam altamente interessados em receber ofertas de seguro embutidas com base em seus dados de transações, assim como 64% dos clientes de bancos tradicionais. Conveniência é o principal motivador de seu interesse, conforme declarado por 53% dos entrevistados.
A pesquisa aponta para a demanda significativa por ofertas de seguro baseadas em transações oportunas e relevantes, com a maioria dos consumidores mostrando preferências extremamente altas se fizeram grandes compras recentemente ou tiveram eventos importantes na vida. Notavelmente, os dados mostram que o modelo tradicional de distribuição de seguros está desatualizado e não alinhado com as expectativas de uma base de clientes cada vez mais digitalizada. Na verdade, 53% dos brasileiros que escolheram uma seguradora ou corretora tradicional nos últimos 12 meses prefeririam ofertas embutidas em banco durante sua próxima experiência.
Como insurtech para seguro integrado, estamos satisfeitos que bancos, fintechs e instituições financeiras (FIs) já estão começando a atender a demanda dos consumidores e oferecer seguro em seus ecossistemas. No entanto, eles apenas começaram a arranhar a superfície quando se trata de aproveitar dados transacionais em tempo real para oferecer proteções verdadeiramente personalizadas aos seus clientes, e é aqui que as insurtechs realmente agregam valor.
Revista Apólice: Quais medidas o mercado de seguros, principalmente no Brasil, pode adotar para conscientizar as pessoas sobre a importância do seguro?
Julio: A educação em seguros é um grande desafio em todo o mundo e especificamente no Brasil. A maioria da população apresenta um baixo nível de compreensão da categoria de seguros, o que leva a um alto nível de sub-seguro. Com a missão de proteger os clientes das maiores empresas digitais do mundo, entendemos que é nosso papel educar nossos parceiros e oferecer informações de forma fácil de entender, acessível e estruturada para ajudar o mercado a crescer.
Revista Apólice: Quais as pretensões da Cover para a América Latina e para o Brasil? Haverá algum lançamento ou parceria com alguma seguradora ou corretora brasileira?
Julio: O Brasil representa a maior oportunidade de mercado na América Latina. Como tal, é nossa primeira prioridade garantir que estamos sendo altamente estratégicos nesta região, fazendo investimentos significativos em recursos e ferramentas para expandir nossa equipe aqui e ajudar as empresas da região a oferecer proteção integrada.
No curto prazo, nosso principal objetivo é aumentar o reconhecimento da marca nas verticais que visamos, principalmente viagens, fintech e varejo. Também queremos contratar mais talentos na região para apoiar nossa expansão e firmar novas parcerias, enquanto aumentamos as atuais.
Com o tempo, desejamos consolidar a Cover Genius como uma marca reconhecível e a insurtech líder na região, estabelecendo parcerias adicionais com grandes empresas de comércio eletrônico nos setores de viagens e varejo. Além disso, expandiremos nossa rede de parceiros de distribuição para incluir uma variedade de algumas das maiores empresas de comércio eletrônico da LATAM, em setores como fintech e pagamentos, gig-economia, automóveis e mobilidade, pet e logística.
Nossa mensagem está sendo muito bem recebida e estamos em conversas avançadas com marcas muito grandes. Temos novidades muito empolgantes no pipeline, então aguarde!
Revista Apólice: Qual a expectativa da empresa para o setor de seguros no pós-pandemia?
Desde o início da pandemia está claro que os clientes não apenas desejam, mas esperam, que as marcas ofereçam proteção total que atenda às suas necessidades individuais. Após o Covid-19, esse desejo (e necessidade) de proteção permanecerá, causando muitos transtornos no setor de seguros. A política tradicional de tamanho único que existe há tanto tempo não atende às novas expectativas dos clientes. No futuro, as marcas precisarão trabalhar com empresas que têm a capacidade de incorporar proteção diretamente às experiências digitais, e fazê-lo de forma escalonável que atinja públicos globais em um nível personalizado.
Fonte: Revista Apólice
Seguro auto muda para ficar melhor
As novas regras estimulam a criação de novos produtos, com claro ganho de eficiência, diz presidente da FenSeg
Fonte: Valor Econômico
Contratar um seguro para o automóvel é, normalmente, um processo recheado de burocracias. Com o objetivo de deixar o serviço mais simples e barato, a Superintendência dos Seguros Privados (Susep) estabeleceu novas regras para os seguros de veículos, que entraram em vigor desde o dia 1º de setembro.
O cliente pode selecionar quais assistências combinam mais com seu perfil e cabem no seu bolso, o que deve gerar economia na apólice. Desse modo, o proprietário do veículo opta por pagar apenas cobertura para acidentes, por exemplo, ou furto e roubo. Não será mais necessário contratar o pacote padronizado, uma vez que ele poderá escolher as assistências que preferir. No entanto, se for esta a opção, em caso de furto ou roubo, o cliente receberá somente uma parcela, e não 100% do valor do automóvel, o que também vai baixar o valor do seguro.
Além disso, o cliente tem a opção de fazer coberturas parciais: a apólice poderá cobrir, por exemplo, apenas os espelhos retrovisores, a dianteira do automóvel, vidros etc. E, de forma isolada ou combinada, diferentes riscos, como furto, roubo, incêndio ou colisão.
Também foi regulamentado o seguro vinculado à Carteira Nacional de Habilitação (CNH), no qual a cobertura fica atrelada ao motorista, e não ao veículo. Tal modalidade tem como objetivo atrair quem costuma alugar carros (como motoristas de aplicativos) e colecionadores de automóveis. Com o serviço, o condutor pode dirigir diferentes veículos e continuar protegido, além de poder segurar modelos sem limite de idade de uso. Esse tipo de apólice, no entanto, não vai cobrir danos ligados ao automóvel. A cobertura poderá ser de responsabilidade civil facultativa, que cobre assistência e acidentes pessoais de passageiros e terceiros vinculados ou não condutor, independentemente de quem seja o proprietário do veículo.
Agora as seguradoras poderão cobrar franquia em casos de indenização integral (caracterizada quando os prejuízos resultantes de um sinistro ultrapassarem 75% do valor do veículo), incêndios, raios ou explosões. Antes só era possível cobrar franquia no caso de indenizações parciais.
Segundo a superintendente da Susep, Solange Vieira, a nova regulamentação é importante para tornar o serviço mais acessível à população e para desenvolver o setor no país. Dados do Denatran e da Susep indicam que apenas 16% da frota de veículos no Brasil tinham cobertura de seguros em 2019. Se forem considerados automóveis com até dez anos de fabricação, a porcentagem chega a 33%, número ainda considerado baixo.
Temos trabalhado para que o seguro seja cada vez mais uma opção para que o cidadão possa se proteger e proteger seu patrimônio. As mudanças no seguro de carros propiciarão muitas oportunidades para o mercado e, principalmente, para novos consumidores de seguro. Trata-se de oferecer mais acesso e possibilidade de escolhas, diz Solange.
Antônio Trindade, presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), também vê com otimismo as mudanças: As novas regras estimulam a criação de novos produtos, com claro ganho de eficiência. O resultado é o aumento da competitividade e a inovação no segmento, afirma o executivo.
Segundo Trindade, as novidades estimularão as seguradoras a estruturarem novos produtos. Os serviços já existentes no mercado, porém, têm até 180 dias para se adaptarem às mudanças.
Ligada ao governador de Minas Gerais, nova seguradora entra em operação
Fonte: CQCS
Autorizada desde abril pela Susep, a Zema Seguros foi lançada há menos de um mês em Minas Gerais. Informação publicada no portal G1 diz que a companhia está oferecendo seus serviços a todas as Lojas Zema e em mais seis estados. O controle acionário e a ingerência efetiva nos negócios da nova companhia são exercidos de forma compartilhada pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema Neto, Romero Zema e Luciana Zema.
Em seu primeiro mês de atuação, a seguradora já implantou a venda do produto Garantia Estendida em 100% das Lojas Zema, 455 pontos de venda. Até o final do ano de 2022, a empresa planeja oferecer aos seus clientes quatro novos produtos: Seguro Celular; Capitalização; Proteção Financeira e Seguro Residencial.
Além da diversificação de seu portfólio de produtos, a Zema Seguros pretende expandir as operações por meio de vendas digitais e parcerias com outras redes de varejo e instituições financeiras.
Fundación MAPFRE lança campanha de segurança no trânsito para entregadores de delivery
GR4U na Segurança tem início no dia 25 de setembro
Fonte: Mapfre / Sonho Seguro
Pautada pela Semana Nacional de Trânsito, que acontece entre os dias 18 e 25 de setembro, a Fundación MAPFRE lança a campanha de segurança viária GR4U NA SEGURANÇA, voltada para os entregadores autônomos e de delivery de aplicativos. Trabalhadores do setor e que fazem sucesso como influenciadores foram convidados pela Fundación para traduzirem dicas de segurança para a linguagem das ruas. Jefferson Fernandes (Instagram, Youtube) Fabricia Souza Félix (Instagram, Youtube) e Thiago Entregas (Instagram, Youtube) são os protagonistas da ação.
Transformação social, condições de trabalho seguras, educação, autorresponsabilidade e coletividade serão temas abordados na campanha, a fim de impactar uma mudança no alarmante cenário atual, que foi reafirmado através de pesquisa encomendada pela Fundación Mapfre à Agência Purpose. Atualmente, o Brasil registra 1 milhão de entregadores. Deste total, 95% são homens e 67% negros, que recebem uma remuneração 40% inferior aos demais trabalhadores.
Os números dos acidentes de trânsito envolvendo a categoria também são alarmantes. Atualmente, 40% dos óbitos no trânsito em SP são de motociclistas. Nos últimos anos, houve um aumento de 64% de mortes de ciclistas na capital, enquanto 54% dos acidentes no trânsito no RJ são dessa classe.
Com o constante crescimento da população urbana no Brasil, a mobilidade e a segurança viária têm se tornado questões cada vez mais relevantes tanto no desenvolvimento de políticas públicas quanto na promoção de campanhas focadas em diferentes tipos de veículos e condutores. Atualmente, quando abordamos a segurança no trânsito, estão inseridas as questões de educação, autorresponsabilidade e coletividade. Por meio desta ação, queremos ir além de uma campanha de conscientização, contribuindo para uma transformação social. Nosso objetivo é ajudar na construção de um trânsito mais seguro, sustentável e inclusivo, explica Fátima Lima, Representante da Fundación MAPFRE no Brasil.
Cenário em meio à pandemia da Covid-2019
Com a pandemia, 1,4 milhão de vagas formais foram fechadas, gerando um aumento do número de entregadores sem capacitação técnica. 62% dos entregadores afirmaram trabalhar mais do que nove horas por dia. 70% disseram que trabalham para duas ou mais plataformas. Os motociclistas passaram a usar a moto para trabalhar.
Mais entregadores, mais acidentes!
40% de crescimento do número de entregadores em SP durante a pandemia.
47% de crescimento do número de acidentes com motofretistas no estado de SP no 1º semestre de 2021.
39 mil é o número de acidentes com motofretistas no estado de SP no 1º semestre de 2021.
A Campanha
Os entregadores foram convidados pela Fundación MAPFRE para traduzirem dicas de segurança para a linguagem das ruas, para aqueles que mais sofrem com as inseguranças do trânsito: os próprios entregadores. A participação dos influenciadores será por meio de vídeos curtos com dicas de trânsito e com compartilhamento nos seus grupos de entregadores. Serão abordadas dicas dos principais tópicos de segurança no trânsito, distribuídas em diferentes formatos e canais que alcançam diretamente este público.
GR4U na Segurança conta com apoio institucional do Observatório Nacional de Segurança Viária para a amplificação do diálogo e na conexão da Fundación Mapfre com o público.
Durante a campanha, vídeos de até 15 segundos serão distribuídos via WhatsApp e Telegram, a partir das listas de contatos dos próprios influenciadores. Será produzida também uma série de 7 áudios, um por dia, misturando a linguagem descontraída dos entregadores e dando graus de segurança para reforçar a mensagem. Também serão distribuídos adesivos refletores com dicas para que os entregadores possam colocar nas Bags, ajudando na sua proteção enquanto circulam pela cidade.
Além disso, até o final de outubro, a Fundación MAPFRE disponibilizará vídeos com dicas dos entregadores influenciadores em suas redes sociais.
Um dia após defender banho frio, Bolsonaro diz enfrentar crise hídrica com planejamento e seriedade
Fonte: Estadão
Um dia depois de pedir à população, em transmissão ao vivo nas redes sociais, que tome banho frio como forma de economizar energia, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira, 23, que o governo federal enfrenta a crise hídrica com planejamento, seriedade e transparência.
A declaração foi feita em vídeo gravado para um painel de evento virtual da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre transição energética, que não constava da agenda oficial do chefe do Executivo. Na quinta-feira, 22, Bolsonaro também pediu à população o uso de escadas em vez de elevador, a redução da potência do aparelho de ar-condicionado e, mais uma vez, o desligamento de ao menos um ponto de luz como forma de reduzir os impactos da crise que ameaça o pleno abastecimento nacional de eletricidade.
O presidente declarou ainda, durante o painel, que tem trabalhado para garantir acesso à energia limpa e sustentável a todos brasileiros. Brasil já é líder em prover acesso a eletricidade com praticamente 99% da população contemplada. Agora, estamos agora avançando para 100% com o programa mais luz para Amazônia, disse.
Apesar de ter sua política ambiental criticada internacionalmente, sobretudo em razão do desmatamento da Amazônia, Bolsonaro afirmou também que o Brasil é um exemplo para o mundo em transição energética e tem, de longe, a matriz energética mais limpa do planeta.
Nosso País tem longa experiência na promoção de soluções energéticas sustentáveis, a começar pela bioenergia, em que somos referência mundial, disse. Na transição energética global, para qual temos dado contribuição significativa como país, não há receita única. [..] É um processo que inclui fontes como bioenergia, hidreletricidade, nuclear, solar e eólica, além de fontes de mais baixo carbono como gás natural. Inclui, também, digitalização de sistemas, eficiência energética ou novas tecnologias, como o hidrogênio, que vem se consolidando rapidamente no Brasil, acrescentou.
Ele declarou ainda que está comprometido com a descarbonização dos transportes e em ampliar a geração de energia para as necessidades de desenvolvimento nacional. Assumimos o compromisso de reduzir voluntariamente 620 milhões de toneladas de emissões de carbono em 10 anos, considerando apenas o setor de combustíveis de transportes. Cumpriremos essa meta, destacou. No Brasil, sabemos que a transição energética é possível, sabemos também tratar-se de enorme oportunidade.
Nível de reservatórios pode ir a 24% em abril de 2022, pior marca para o mês
Fonte: Poder360
A faixa central do Brasil, que compreende as regiões Sudeste e Centro-Oeste, deve registrar chuvas abaixo da média histórica no início do próximo verão, um período crucial para a recomposição das reservas hídricas. Por isso, os reservatórios da região podem terminar o período úmido de 2022 com cerca de 24% de energia armazenada.
Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Metereologia), a faixa central do Brasil costuma registrar chuvas de 500 a 1.000 milímetros de dezembro a fevereiro. O Inmet, no entanto, prevê chuvas de 300 a 800 milímetros para esse período em 2021/2022. Não será o suficiente para recuperar o solo e o nível dos reservatórios da região.
O solo está tão seco que seria difícil encher um reservatório em um único período de chuva, mesmo se a chuva ficasse na média histórica. E a tendência é de chuvas abaixo da média na faixa central. Por isso, a situação deve continuar crítica, afirmou a coordenadora de meteorologia aplicada do Inmet, Marcia Seabra.
A região central do país coincide com o subsistema Sudeste/Centro-Oeste do sistema energético brasileiro. O subsistema responde por cerca de 70% da reserva hídrica nacional. Abrange parte da bacia do rio Paraná, a nascente do Rio São Francisco e hidrelétricas como a de Furnas. É justamente no período de dezembro a abril que as chuvas costumam ser mais abundantes e os reservatórios alcançam os maiores níveis.
O NOS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) e a EPE (Empresa de Pesquisa Energética) estimam que o armazenamento do subsistema Sudeste/Centro Oeste pode terminar abril de 2022 cerca de 11 pontos percentuais abaixo do verificado no mesmo mês de 2021 (34,6%), caso o período úmido seja similar ao de 2021, que também foi um ano de chuvas abaixo da média. Isto é, com 23,6% de energia armazenada.
Se a previsão se confirmar, será o pior nível de armazenamento do subsistema para meses de abril da série histórica, iniciada em 2000. A marca mais baixa para o mês foi de 32%, em 2001, ano do racionamento. O pior nível de todos os tempos foi de 15,8%, em novembro de 2014.
Para o ONS, este cenário corrobora a necessidade de permanência dos recursos energéticos adicionais até o final do próximo período úmido e fundamenta a necessidade de realização de contratação de oferta adicional. O prognóstico consta na ata da última reunião da CREG (Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética), realizada em 9 de setembro.
Para especialistas, o prognóstico de que o período úmido começará com chuvas abaixo da média mostra que a crise hídrica está longe do fim. A avaliação é de que o baixo nível dos reservatórios exigirá que as usinas termelétricas continuem ligadas nesse intervalo, que costuma ser um período de mais disponibilidade de água e de redução do uso das térmicas. Isso significa que a conta de luz deve continuar pressionando a inflação no início de 2022.
A previsão de que as chuvas do período úmido ficarão abaixo da média é preocupante, visto que já estamos em uma situação de crise hídrica. Se as chuvas não forem suficientes para encher os reservatórios, vamos ter que cruzar o período úmido com a geração termelétrica a pleno vapor. Será um período úmido atípico e isso vai pesar no bolso do consumidor, afirmou o professor da FGV CERI (Centro de Estudos em Regulação e Infraestrutura da Fundação Getúlio Vargas), Diogo Lisbona.
Especialistas também dizem que, neste cenário, o governo pode ter que tomar medidas mais duras para a contenção da crise hídrica, para evitar riscos como o de cortes temporários na distribuição de energia, em um ano eleitoral.
Os dados demonstram que teremos um problema grave de segurança energética ainda este ano, antes do período de chuvas. Se não houver a reposição hidrológica adequada, e as previsões climatológicas mostram que vamos continuar em uma situação severa de chuvas, a situação ficará ainda mais grave em 2022, disse o professor do IEE (Instituto de Energia e Ambiente) da USP (Universidade de São Paulo), Célio Bermann.
Maior produtor do país na área, RN vai estocar energia eólica

Empresa EV Brasil assinou protocolo com governo do estado para instalar primeiro projeto do tipo no país, nesta terça-feira (21). Investimento inicial é de R$ 12,5 milhões.Maior produtor de energia eólica do país, o Rio Grande do Norte deverá estocar energia produzida pelo vento. O governo assinou protocolo com a empresa EV Brasil Consultoria para isso nesta terça-feira (21).
O documento prevê a instalação de um projeto de armazenamento de energia verde em larga escala, o primeiro do tipo no país e na América Latina.
O investimento no projeto-piloto será de aproximadamente R$ 12,5 milhões, segundo o governo. O acordo prevê o suporte do estado na interlocução com fornecedores e compradores de energia, além dos órgãos responsáveis pelo sistema nacional de energia. Também será estudado o local ideal para implantação do projeto.A estrutura deverá ter 120 metros de altura e, quando concluída, terá capacidade de armazenar aproximadamente 400 megawatts de energia, o que representa quase 10% da atual capacidade de produção de energia eólica do estado. A estrutura deverá operar por 35 anos.A previsão para construirmos a torre é de oito a dez meses e a nossa ideia é começar já no início do próximo ano, mas isso ainda depende dessas definições, explicou João de Deus Fernandes, diretor executivo da EV Brasil, que representa a Energy Vault no país. De acordo com ele, no futuro, os investimentos poderão chegar a centenas de milhões de reais.
Como funciona
De acordo com Fernandes, o projeto funciona com armazenamento gravitacional, ou seja, a energia elétrica é transformada em energia cinética e gravitacional (relacionadas ao movimento dos objetos e à força da gravidade). Veja o passo a passo:
A energia elétrica, que a estrutura quer armazenar, é injetada em um motor;
Com uso de cabos de aço, esse motor levanta blocos de concreto que pesam de 30 a 35 toneladas;
Esses blocos são empilhados em uma torre de até 120 metros de altura, onde podem ficar por tempo indeterminado;
Para usar a energia armazenada e jogá-la no sistema, os blocos começam a ser baixados da torre;
O cabo de aço, por sua vez, está ligado a um gerador de energia elétrica, no topo da torre. Conforme ele se movimenta, com o peso do bloco, o gerador volta a criar energia elétrica, que é jogada de volta à rede nacional de energia.
Ele ainda explica que a tecnologia substitui baterias químicas, que não duram tanto tempo e podem gerar resíduos tóxicos para o meio ambiente.
Serve para quê?
De acordo com Hugo Fonseca, coordenador de Desenvolvimento Energético da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte (Sedec), o armazenamento pode garantir o fornecimento de energia nos horários em que a produção da energia é menor e mais cara, por também ter mais demanda, entre 17h e 21h.Atualmente, a energia é lançada no sistema logo que é produzida e não é armazenada em nenhum lugar. Porém, no horário em que mais energia é consumida, à noite, a produção de energia solar, por exemplo, não existe.Essa torre consome energia no momento que você tem menor custo e pico da produção, e pode jogar essa energia de volta para o sistema no momento em que o consumo e o custo da energia é maior, afirma.O secretário de Desenvolvimento Econômico, Jaime Calado, considerou a iniciativa um divisor de águas. Estamos iniciando uma nova era de economia descarbornizada. Isso é pauta mundial e o que há de mais moderno, porque os países estão investindo em energia renovável e o pico da produção de energia não é no pico de consumo, comentou.O diretor da EV Brasil, João de Deus, considerou que quanto maior for a expansão da matrizes energéticas limpas e da capacidade de armazenamento dessa energia, menos o sistema dependerá das hidrelétricas.
Quanto mais crescerem as matrizes eólica e solar, e as outras limpas, mais vamos precisar de armazenamento, pontuou.
Assinatura do protocolo
Durante a assinatura do protocolo, a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), destacou que o estado é o maior produtor nacional de energia eólica do país, com mais de 5 GW de capacidade instalada. Também destacou que o estado é pioneiro no desenvolvimento de projetos de produção de energia eólica em alto mar.Agora, temos mais esse pioneirismo que é ser o primeiro estado do Brasil e o primeiro país na América Latina a implantar esse projeto de armazenamento de energia limpa em larga escala. O Rio Grande do Norte está avançando em novas soluções, do ponto de vista tecnológico, para avançar na segurança do sistema elétrico. E isso ganha uma importância ainda maior considerando essa crise do sistema elétrico a nível nacional, com ameaça de apagão, disse.
A assinatura do protocolo foi acompanhada por representantes das federações empresariais do estado, além de universidades públicas do estado.
Fonte: G1

Governo espera levantar R$10 bi em leilão 5G e obrigações de empresas somam R$40 bi
Fonte: Reuters
O governo federal pode arrecadar cerca de 10 bilhões de reais com o leilão de frequências para o serviço de telecomunicações sem fio 5G, marcado para 4 de novembro, considerando valores mínimos dos lotes e ofertas para todos eles, disseram membros da Anatel e do Ministério das Comunicações nesta sexta-feira.
O leilão, que ocorrerá após mais de um ano de análises entre órgãos que incluíram o Tribunal de Contas da União (TCU), vai exigir uma série de obrigações de investimentos dos vencedores entre 2022 e 2029, em um total de cerca de 40 bilhões de reais que também considera os valores mínimos dos lotes. O edital do leilão deve ser publicado na próxima segunda-feira.
A operadora de telefonia TIM informou na noite desta sexta-feira que seu conselho de administração aprovou a participação da empresa no certame.
Como comparação, o leilão do espectro 4G, realizado em 2014 e que tinha um viés arrecadatório, o governo levantou cerca de 5,8 bilhões de reais, de um total esperado na época de 8 bilhões, com as operadoras Claro, Vivo e TIM sendo as principais vencedoras.
As obrigações do leilão 5G incluem desde levar internet rápida a milhares de escolas públicas do país até a conexão de corredores rodoviários do país à tecnologia 4G.
O leilão, que vai vender direitos de uso de faixas nas frequências 700 MHz, 2.300 MHz, 3,5 GHz e 26 GHz, será o maior já realizado pela Anatel, disse o presidente da agência, Leonardo de Morais, a jornalistas.
A faixa que chama mais atenção é a de 3,5 GHz, que é a porta de entrada para o 5G, disse Morais. Segundo ele, a faixa será dividida em cinco blocos de frequência, dos quais quatro nacionais de 80 MHz, com valor econômico de 6 bilhões de reais. Porém, incluindo os compromissos de investimento, será cobrada de cada um dos quatro blocos 321 milhões de reais, porque há muitas outras obrigações associadas.
Entre as obrigações, 1,5 bilhão de reais serão voltados para programas de conectividade na Amazônia, além disso vamos também destinar 1 bilhão de reais destes compromissos dos lotes nacionais para uma rede privativa versada por políticas públicas a serem definidas pelo ministério (das Comunicações), disse o presidente da Anatel.
Essa rede privativa, a ser usada por órgãos da administração federal, é a solução criada para abarcar temores de segurança envolvendo fornecedores de equipamentos de telecomunicações da China, como a Huawei, acusada desde a passagem de Donald Trump pelo governo dos Estados Unidos de ser instrumento de espionagem de Pequim. A empresa nega a acusação.
O leilão não é de tecnologia. É de outorga de direito de uso de radiofrequência, disse o presidente da Anatel ao ser perguntado sobre o papel que a Huawei, uma das maiores fornecedoras de equipamentos de telecomunicações do mundo, na infraestrutura do 5G.
Quem usará estas radiofrequências são as empresas de telecomunicações, que depois comprarão seus respectivos equipamentos. O leilão não tem nenhum tipo de orientação neste sentido, disse Morais.
O presidente da Anatel disse ainda que 2,3 bilhões de reais em obrigações de investimento ligadas ao bloco de 3,5 GHz serão usados para migração de antenas parabólicas de TV aberta, usadas por famílias em regiões mais afastadas do país, para outras frequências, de modo a não gerar interferências na frequência.
Ele disse que cerca de 600 cidades do país receberão infraestrutura de transporte de dados de alta capacidade com as obrigações de investimento previstas para faixa de 3,5 GHz.
A expectativa do governo é que até o final do ano São Paulo e algumas outras grandes capitais do país terão redes 5G puras funcionando. Até julho do ano que vem, a previsão é que todas as capitais terão redes 5G funcionando.
Prévia da inflação oficial sobe para 1,14% em setembro
A taxa é superior ao 0,89% de agosto, diz IBGE.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial no país, chegou a 1,14% em setembro deste ano. A taxa é superior ao resultado de 0,89% de agosto deste ano e ao 0,45% de setembro do ano passado. É também a maior taxa para setembro desde 1994 (1,42%).
Com o resultado, a prévia da inflação oficial acumula taxas de 7,02% no ano e de 10,05% em 12 meses. A taxa trimestral do IPCA-15, também conhecida como IPCA-E, chegou a 2,77%. Os dados foram divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De agosto para setembro, oito dos nove grupos de despesas registraram inflação, com destaque para transportes (2,22%), que teve alta de preços influenciada pela gasolina (2,85%), etanol (4,55%), gás veicular (2,04%) e óleo diesel (1,63%).
A alimentação e bebidas também apresentou impacto importante na alta do IPCA-15, ao registrar taxa de 1,27%, com altas de preços de produtos como carnes (1,10%), batata-inglesa (10,41%), café moído (7,80%), frango em pedaços (4,70%), frutas (2,81%) e leite longa vida (2,01%).
Também houve inflação relevante no grupo de despesas habitação (1,55%). O item que mais influenciou essa alta de preços foi energia elétrica, que ficou 3,61% mais cara no período.
Por outro lado, educação foi o único grupo de despesas com deflação: -0,01%.
Fonte: Agência Brasil
Mercado Livre X Presença do Estado
Intervenções cambiais esterilizadas do BC realmente funcionam em cenários de deterioração da economia?
Valorizar o real vendendo dólares pode aliviar a febre dos investidores que querem tirar dinheiro do Brasil, mas não cura a doença que provocou essa fuga
Confesso que conversei com muitos professores e professores de professores antes de escrever esse artigo. Mas para os leitores que esperam uma opinião definitiva sobre o assunto, digo que a discussão na academia ainda anda solta.
Nada como abordar um assunto espinhoso, no qual nem mesmo as mais retóricas acadêmicas considerações conseguem nos oferecer um parecer definitivo. Obviamente, mostrar esses quebra cabeças não resolvidos tecnicamente parece chato e maçante, mas sempre vale a reflexão para pensarmos e às vezes saímos do lugar comum.
A pergunta que o artigo traz é: será que intervenções esterilizadas no mercado cambial pelo Banco Central (Bacen) são consistentemente eficientes em um regime de inflation targeting e mudanças nos fundamentos econômicos? Ou seja, será que intervenções do Bacen, mesmo esterilizando seus impactos na base monetária funcionam para conter a paridade cambial em momentos de, digamos, maior risco fiscal? A questão é crucial porque apesar de nosso câmbio pressionado sempre ouço agentes financeiros dizendo que o BACEN pode manter o câmbio onde quiser, dado que tem um nível elevado de reservas internacionais.
Inicialmente, convém dizer que uma das funções do Bacen atualmente é a de perseguir uma meta inflacionaria, diferente da época de meta cambial, quando o Bacen buscava através de um regime de câmbio semifixo ou quase pegged, ancorar as expectativas inflacionárias dos agentes econômicos, cansados de tanta hiperinflação.
Ao manter o câmbio como âncora das expectativas inflacionárias e pegged a uma moeda forte como o dólar americano, a apreciação real inicial do câmbio suscitaria uma maior competição entre os bens domésticos e importados, colocando uma tampa no aumento dos preços domésticos, uma vez que maiores níveis inflacionários, apenas tornariam os bens importados mais atraentes.
Mas, e agora que estamos em um regime de flutuação suja com metas inflacionárias e não cambiais definidas? Como o Bacen conseguirá defender a paridade cambial em momentos de mudança de fundamentos, digamos em um cenário de maior riso fiscal, sem alterar o retorno para os agentes financeiros que demandam maiores yields para compensar um risco maior? Sabemos que a relação entre retorno e risco é soberana. Ou seja, quanto maior a percepção de risco fiscal, tudo o mais constante, os agentes econômicos demandarão mais retorno para compensar um maior risco ficando aqui ou se posicionando em moeda estrangeira.
Mas será que o nível das nossas reservas internacionais não seria suficiente para defender o câmbio? Aí vai um caminhão de papers com prós e contras. Testemunhemos a discussão. Primeiro já peço desculpas pelo tecnicismo econômico antipático, mas antecipo para aqueles que querem um spoiler, conjecturar que dado uma meta de inflação determinada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), cabe ao Comitê de Política Monetária (Copom) determinar uma meta para a taxa básica de juros (Selic), que busque tal objetivo.
Ora, se o Bacen vender reservas internacionais em troca de reais, o que enxugará a liquidez do sistema, então a taxa básica de juros determinada pelo Bacen aumentará conflitando com a decisão da própria autoridade monetária, em termos de meta Selic. Para manter a taxa básica de juros na meta, uma intervenção do Bacen vendendo reservas internacionais suscitaria uma redução da base e da oferta monetária.
Como assim? Quando o Bacen vende dólares para o mercado, tentando limitar a depreciação da nossa moeda, o Bacen retira reais do mercado. Entre tapas e beijos tudo o mais constante, menor quantidade de reais na praça, leva a um aumento da taxa básica de juros (Selic) e não foi isso o combinado na reunião do Copom.
Então, para manter a taxa básica de juros constante e ao mesmo tempo vender dólares para tentar segurar o câmbio, o Bacen terá de esterilizar esta intervenção, ou seja, manter a Selic e a oferta monetária constantes esterilizando essa queda da base / oferta monetária comprando títulos públicos, retornando reais para o sistema. Simples assim. Not so fast! Primeiro urge nos questionar porque, eventualmente, nossa moeda sofre uma pressão para depreciação.
Vamos assumir que o risco Brasil ou fiscal aumentou, por isso os agentes financeiros buscam se refugiar no dólar. Nesse caso cabe mais uma pergunta: o que será que faria esses recursos, assumindo uma deterioração dos fundamentos econômicos, ficarem no pais? Será que intervenções esterilizadas, que ao final acabam mantendo o retorno dos títulos constantes seriam suficientes em um cenário de maior risco? Maior risco requer maior retorno, mas como o regime de inflation targeting determina uma meta Selic, o Bacen não poderá pagar mais para manter os recursos em casa, pois agora a meta é a inflação e não o câmbio.
Então, teoricamente e sujeito a inúmeras controvérsias, será que quando o risco fiscal aumenta e o Bacen intervém dando um punhado de dólares para satisfazer um way out da população descontente, porém mantendo retorno constante seguraria o câmbio, quando todo o sistema pede mais retorno?
Em nenhum momento acho que dipirona não faria efeito sobre a febre do paciente, mas o remédio (intervenções esterilizadas) provavelmente não curaria o paciente, que no nosso caso, dado um eventual risco fiscal maior, requisita um maior retorno, que não pode ser oferecido dada a meta Selic determinada pelo Copom.
Ouso dizer que intervenções no mercado de câmbio, quando os fundamentos macroeconômicos mudam, digamos em um cenário de deterioração na percepção do risco fiscal, só funcionariam dando mais cenoura para o cavalo (mais retorno), ou seja quando as intervenções são não esterilizadas. Mas isso não é possível, pois o atual regime é de metas de inflação, via meta Selic e não meta cambial.
Para um bom entendedor basta explicar que Tylenol e Novalgina são importantes para baixarem a febre do paciente, mas não curam sua verdadeira doença, ou um maior risco fiscal. Para realmente acalmar, satisfazer e compensar um maior risco fiscal, somente mais cenoura para o cavalo, ou mais retorno seria o remédio que realmente ajudaria a doença do paciente, remunerando o adequadamente dado um maior risco fiscal percebido, mas isso acabou com o fim da âncora cambial em janeiro de 1999.
Fonte: InfoMoney / Autor: Roberto Dumas Damas representou o Itaú BBA em Xangai de 2007 a 2011 e em 2017 atuou no banco dos BRICs em Xangai. Dumas é mestre em Economia pela Universidade de Birmingham na Inglaterra, mestre em Economia Chinesa pela Universidade de Fudan (China), além de professor de MBA e pós graduação do Insper e da FIA e professor convidado da China Europe International Business School (CEIBS) e Fudan University (China)

Aquecimento global: 6 cidades que podem estar submersas até 2100

Ao longo dos últimos anos, diversos estudos tem mostrado a vulnerabilidade de zonas costeiras diante das mudanças climáticas. O problema é que as cidade costeiras abrigam 40% da população mundial.

Em 2017, cientistas da NASA publicaram um artigo com a previsão de que cerca de 300 cidades deixarão de existir até 2100. Essas cidades correm o risco de desaparecer devido aos aumentos do nível médio do mar, da erosão costeira e de eventos extremos, como furacões e inundações.

Um exemplo, dado em um texto da NatGeo Espanha, é o do povoado de Fairbourne, no País de Gales. Fairbourne já conta com barreiras de contenção para se proteger do avanço do nível do mar e de tormentas causadas por ciclones extratropicais.

No entanto, o governo local decidiu suspender a manutenção dos diques, pelo alto custo. Em 2050, os mecanismos de contenção deixarão de funcionar e os habitantes do povoado deverão abandonar suas casas.

Apesar de triste, a destruição de Fairbourne envolve o remanejamento de apenas mil habitantes. A lista da NASA conta com grandes cidades, populosas e de valor cultural inestimável. Confira algumas cidades que poderão não existir em 80 anos, e o que elas estão fazendo para lidar o problema:

1. Veneza (Itália): construída em um terreno pantanoso no meio um sistema lagunar, sempre foi adaptada a conviver com oscilações do nível do mar. No entanto, Veneza tem passado por inundações mais intensas e frequentes nos últimos anos. O projeto Moisés, que consiste na construção de um mega dique para proteger a cidade, não avança a mais de uma década. A cidade é um reduto cultural, sendo patrimônio mundial pela UNESCO.

2. Malé (Maldivas): capital das Maldivas, construída em uma ilha de apenas 2 km2, é muito vulneráveis a erosão costeira e eventos extremos. A ilha é rodeada por diques, que podem ser insuficientes para lidar com as mudanças até 2100. Antes disso, cerca de 100 mil pessoas, 1/3 de toda população das Maldivas, teriam que ser remanejadas para outras localidades.

3. São Petersburgo (Rússia): segunda cidade mais povoada do país, com mais de 5 milhões de habitantes. São Petersburgo está exposta às tempestades severas do mar Báltico, que causam inundações cada vez mais graves na cidade. O dique de proteção da cidade foi concluído em 2011, mas pode não ser suficiente já que a cidade foi erguida na foz do Rio Neva, um terreno frágil e muito vulnerável a inundações e erosões.

4. Tokyo (Japão): capital do Japão, Tokyo foi construída em uma baía, nos arredores de 4 grandes rios. O aumento do nível médio do mar somado às épocas de intensas chuvas e tufões tende a intensificar as inundações. Considerando os mesmos fatores, alguns estudos mostram que o Japão pode perder quase todas suas praias em menos de 50 anos.

5. Nova Orleans (EUA): cidade extremamente vulnerável aos efeitos de tempestades tropicais e furacões, assim como toda as cidades caribenha e costa atlântica dos EUA. O que agrava a situação é que Nova Orleans se encontra no delta (foz) do Rio Mississippi, passando por problemas similares a São Petersburgo e Tokyo.

6. Jakarta (Indonésia): capital da Indonésia, Jakarta é a cidade que está sumindo mais rápido, perdendo 25 cm por ano nas zonas mais afetadas de sua costa. Nesse ritmo, a cidade poderia desaparecer até 2050. Para piorar situação, a cidade é atravessada por 13 rios que transbordam nas épocas chuvosas. Um obra gigantesca está em andamento para a construção de uma lagoa que armazenará o excesso de água, evitando inundações.

Fonte: Revista IstoÉ

Webinar Regional da Marsh

Tema: Oportunidades e riscos do hidrogênio verde na América Latina

Data: 29 de setembro / Horário: 10:00 (BRT) / Tradução simultânea espanhol / português

Inscrições: https://mmc.zoom.us/webinar/register/6816315598661/WN_Muqx1rsZRBqyz_rNqmOJ1Q  

Vindo de fontes renováveis, o hidrogênio verde está se tornando a chave para a transição energética global, devido às suas baixas emissões de carbono.

Na América Latina, o cenário é muito favorável para o desenvolvimento dessa energia: o Chile tem como objetivo se tornar um dos três maiores exportadores de hidrogênio verde do planeta em menos de duas décadas; A Colômbia também busca se posicionar como potência exportadora de gás do hidrogênio verde; O Brasil tem a vantagem de possuir um litoral privilegiado e um dos menores custos marginais para geração de energia renovável.

Junte-se aos principais players do setor para saber mais sobre:

Qual é o verdadeiro potencial da América Latina para se tornar a potência mundial na produção de hidrogênio verde?

Como os diferentes regulamentos e certificações locais afetam a realização dos projetos?

Quais são os principais riscos associados ao seu armazenamento e transporte?

Como gerenciar o risco de todos os agentes envolvidos na produção para garantir os mais altos níveis de segurança, minimizando sinistros e garantindo a continuidade das operações?

Painel internacional de especialistas

Alberto Escofet / Founding member of the Mexican Association of Hydrogen and Country Manager of ENAGAS Mexico.

André Clark / General Manager of Siemens Energy Brazil

Marcos Nishimura / Head of Risks and Insurance Latin America da ENGIE

Raphael Barreau / Chief Business Development Officer, Head of M&A, Innovation and Strategy da ENGIE

Paulo Mantovani / Director, Specialty | Power & Utilities, Mining & Metals, Renewables da Marsh Brazil

Webinar Regional: Oportunidades y riesgos del hidrógeno verde en América Latina

Acesse as edições mais recentes das publicações do mercado: